sábado, agosto 12, 2023

Descritores

 

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Descrever um vinho pode ser interessante, mas é, muitas vezes, irrelevante ou até enfadonho.
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Há quem não identifique algumas características, muitas ou quase todas. Será por desatenção, falta de memória ou porque nunca conheceu o que se pode encontrar. Não é pecado e nem sequer importante, porque só vale o prazer.
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Há quem seja sobredotado e culto e encontre muita coisa no vinho. Há quem seja mentiroso e descubra tudo. Há quem seja pantomineiro habilidoso e ache quase tudo.
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Quantas pessoas – fora do mundo do vinho mas que o apreciam – vão comprar «frutos vermelhos», «notas balsâmicas» ou «relva cortada»? Isso importa? Ora, ora... bons e maus vinhos, com os outros pelo meio, partilham descritores.
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Contudo, apreciar sem dar atenção ao que nos dá é pobre, forma pobrezinha de beber um vinho. Adiante, adiante. Quem me lê – leu, porque muito raramente escrevo – sabe que marimbo-me bastante para listas e enxoto o parlapiê engomadinho, como se vestindo fraque na praia.

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Nas muitas coisas que bebi, com qualidade variável, encontrei três descritores que teimam na memória: um Vinho do Porto com aroma a cannabis; um tinto e um branco com aroma a coentros; e este, que ilustra o texto, que me levou à infância... Sugus de ananás.

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 Não era mau, mas sem grande interesse

quinta-feira, março 04, 2021

Colecção Privada DSF – quatro vinhos para 40 vindimas

A minha relação com o blogue parece-se com a dalguns casais separados. Afastam-se, porque querem dar um tempo, mas ligam-se passado uma semana. Um mês depois tomam um café. Mais tarde três semanas vão ao cinema. Dois dias depois vão ao «cinema». Arrependidos, dizem que é melhor dar um tempo.

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Prometi-me não escrever. Anunciei ao mundo que terminara. Disse-o a quem não me tinha ouvido. Quase gritei a quem me continuou a incentivar a escrever. Porém… depois há os amigos… Há maneira de se recusar a um amigo? Por isso, surge este texto.

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O que fez, desta vez, Domingos Soares Franco? Três monovarietais tranquilos e um Setúbal especial de corrida, que outrora tinha sido apresentado – trata-se dum relançamento. Assinados, como habitualmente, Colecção Privada DSF.

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Domingos Soares Franco tem conhecimento técnico, cultura e curiosidade. Somando a imaginação, surge com ideia e conceito. A isso acrescenta-se a intervenção duma equipa técnica de grande competência e abertura de espírito.

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Agora acresce um dado: 40 vindimas dum dos maiores mestres da enologia. Domingos Soares Franco é verdadeiramente um artista e que tem em Paulo Hortas alguém que o pode chamar à Terra, dizer-lhe que pode ir mais além e que assina uma destas quatro obras de arte. Amigos e que trabalham juntos há 35 anos.

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Colecção Privada DSF Riesling 2019, Colecção Privada DSF, classificado apenas como «Vinho de Mesa», resulta de uvas plantadas em Trás-os-Montes, numa propriedade de Paulo Hortas. O solo granítico situa-se a 630 metros de altitude.

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Diz Domingos Soares Franco:

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– Perguntou-me, em Maio de 2019, se eu estaria interessado em ficar com as suas uvas. A minha resposta foi imediata; «venham lá essas famosas uvas riesling». O Paulo fermentou-as, com elevado cuidado e carinho, a seu belo prazer.

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Se Paulo Hortas e Domingos Soares Franco dizem que a longevidade vai aos 15 anos após o engarrafamento – acontecido em Maio do ano passado – é porque é verdade. Eu, que sou atrevido, duvido, justificando com a conhecida vida dos vinhos desta casta.

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Cá em casa, os riesling são muito apreciados… veremos até quando resistiremos à tentação de abrir uma das que temos guardadas…

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O Colecção Privada Cabernet Sauvignon 2017 é um Regional Península de Setúbal. Envelhecido sem madeira, tem longevidade prevista a 15 anos após o engarrafamento – Fevereiro de 2019. As uvas nasceram em solo argilo-calcário. Não é o primeiro vinho, desta variedade na região, com grande qualidade. Aqui fugiu do pimento e do pimentão, muito característicos dos nascidos em Portugal.

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O Colecção Privada Malbec 2017 é também um Regional Península de Setúbal. As uvas vieram igualmente de solo argilo-calcário. O envelhecimento foi sem madeira e a longevidade prevista é de 15 anos após o engarrafamento – Abril de 2019.

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Por fim, um vinho relançado. O Colecção Privada DSF Moscatel de Setúbal Superior 2001 Cognac – não sei se a formulação é exactamente como escrevi, mas tem os elementos referidos no rótulo. Este é um daqueles vinhos que, com justiça, se podem classificar como luxo, dado os seus requintes e singularidade.

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A razão da designação Cognac deve-se à aguardente, utilizada para parar a fermentação, provir dessa região demarcada francesa. O envelhecimento fez-se em barricas usadas. Vinhos com estas características vivem muitos anos, pelo que não tem data de falecimento.

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Colecção Privada DSF Riesling 2019

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Origem: Vinho de Mesa (Trás-os-Montes)

Produtor: José Maria da Fonseca

Nota: 8/10

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Colecção Privada DSF Cabernet Sauvignon 2017

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Origem: Regional Península de Setúbal

Produtor: José Maria da Fonseca

Nota: 8/10

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Colecção Privada DSF Malbec 2017

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Origem: Regional Península de Setúbal

Produtor: José Maria da Fonseca

Nota: 8/10

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Colecção Privada DSF Moscatel de Setúbal Superior 2001

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Origem: Setúbal Superior

Produtor: José Maria da Fonseca

Nota: 9/10

terça-feira, maio 07, 2019

Estrela da Sé, por causa do santo António


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Comi a melhor musse de chocolate. Quase aos cinquenta, o doce das crianças é-me, sem qualquer memória daquela, qualquer coisa que, não o sendo, é luz, por falta duma banal palavra – acontece falhar um termo no conceito-língua. Como pude esperar. Aguardei porque há o dom da ignorância e do privilégio do conhecimento.
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Não pergunto, sou claro: como pude esperar. Graças – a quem ou quê, na falta doutra coisa-ser – ao dom da ignorância e do privilégio do conhecimento.
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O resto já sabia. É comida do sempre, da Lisboa do meu pai – a minha mãe não é daqui. Dá tanto trabalho explicar, muito mais do que dizer. Vagamente, guardando por pirraça, sedução ou impaciência.
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Se não sabem, leiam a cidade inexistente – ainda antes dos turistas a ocuparem –, passem os olhos pelas ruas fixadas na verdade das fotografias e na infidelidade dos traços.
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Se não sabem é porque foram morrendo, movendo-se para a borda da terra e sem vergonha de perderem a aldeia da foz do Tejo – todas as aldeias definham, assim Lisboa.
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Perto da Sé, só não conhece o milagre da sobrevivência quem não olha para cima nem para baixo, apenasmente para uma coisa qualquer que nos livrinhos e cibernáticos se lêem.
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A Estrela da Sé existe, não está escondida, não foi devassada e é uma verdade, porque não é quem não é. Não finge o passado nem se nega a qualquer vento de feição que possa soprar para a tal-coisa-que-preguiçosamente-se-chamará-luz.
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Há as ceboladas, os bacalhaus, as veganices e a musse de chocolate.
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A musse tem segredo à vista como a casa de pasto. Não se esconde nem se exibe. Só não vê quem.
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A Estrela da Sé é o que é e tenho a certeza de quem ama o que faz – e com a chave da porta da mina de ouro – é fiel, não se vai embora, porque pertence à cidade.
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Só quem não leu a cidade pode incompreender.
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Nota 1: voltei hoje ao Estrela da Sé, por milagre de Santo António, taumaturco com o menino que o meu pai pintou e ficou para o Museu de Santo António – ali juntinho à Sé Patriarcal de Lisboa.
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Nota 2: A qualidade da imagem é péssima, não por culpa do pintor, mas do fotógrafo (eu).
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sexta-feira, agosto 03, 2018

Quinta da Leda 2015


O Quinta da Leda 2015 mantém o que é e expressa a região. Na garrafa encontro o Douro, denso, o fumo de azinho, a secura da esteva, a lembrança da terra xistosa, a fruta preta, a potência, o corpo e a alma.
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As suas castas são as notáveis da região, como a minha adorada, touriga franca (50%), touriga nacional (20%), tinta roriz (15%) e tinto cão (15%). Viveu 18 meses em barricas de carvalho francês.
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Esqueçam-no no Verão. Bebam-no no Natal – quando apetecerem comidas mais quentes – ou guardem-no, pois vai melhorar.
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Quinta da Leda 2015
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Origem: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha / Sogrape
Nota: 8,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

Chateau de Myrat 2010

O vinho de colheita tardia – especialmente quando está, por inteiro, afectado pelo fungo botrytis cinérea – é um esplendor. Tenho pena de não ter algibeira, fígado e índole (?) corporal para os beber mais vezes.
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Descobri o Chateau de Myrat 2010 no aeroporto Charles de Gaulle, num passeio para apaziguar o tédio. Foi um tiro no escuro. Se o preço das coisas fosse justo ou unânime a avaliação seria fácil. Portanto, não sei se comprei barato.
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Tem tudo o que gosto nestes vinhos: gulodice civilizada, o amargor suave criado pelo fungo, elegância na boca e final demorado.
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Chateau de Myrat 2010
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Origem: Sauternes
Produtor: Chateau de Myrat 2010
Nota: 8/10

quinta-feira, agosto 02, 2018

Azevedo Loureiro Alvarinho 2017 + Quinta de Azevedo Reserva 2017

A reputação da região do Vinho Verde é ainda muito marcada pelos preços baixos e, infelizmente muitos casos, produtores que deviam estar quietos. A gaseificação é um terror. Contudo,

O Vinho Verde tem um enorme potencial e grandes empresas – umas que já trabalham bem  há muitos anos – têm-se interessado pela região. Claro que é pelos seus lindos olhos: frescura.
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A região tem tanto carácter que muitos julgam tratar-se de um tipo de vinho. Por outro lado, infelizmente, há uma percepção de preço baixo. Alguma coisa vai mudar, as empresas maiores não são conformistas e farão pôr outros a mexer.
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Não duvido do efeito marca. O Vinho Verde é fresco e agradável, satisfaz toda a gente. Porém, a percepção do valor penaliza-o. Aqui, sobretudo o Quinta de Azevedo Reserva 2017, os vinhos teriam outro preço, se viessem doutros locais.
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Fazendo-me de bruxo, acredito que vão emergir pequenos produtores empenhados na produção em qualidade. Continuando a brincar de adivinho, duvido que a maioria das firmas tenha coragem para mudar, ficando no que é.
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A Sogrape, a maior empresa portuguesa do sector, quer estar além do Gazela. A Quinta de Azevedo, situada no concelho de Barcelos e adquirida em 1980, tem agora um papel mais importante. Um branco para consumo à mesa e à conversa e outro mais exigente, em que se pretende captar a energia da propriedade.
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O Azevedo Loureiro Alvarinho 2017 vai bem para a mesa, talvez além das saladas, frango e peixe – sendo que esta última debito sabedoria por empréstimo, ouvindo e fazendo contas ao que se pode sentir e apreciar. Alimenta também as conversas do Verão, quando o trabalho do dia seguinte é mergulhar no mar ou andar às cabeçadas nas aldeias – as férias inteiramente bucólicas têm alguma coisa que me incomoda.
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Para quem trabalha bem, o «mais sério» não existe. Por isso, o Quinta de Azevedo Reserva 2017 não pode ser mais sério do que o anterior. Recorro à expressão para transmitir a percepção sensorial e o prazer que fica para lá da época estival.
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O Quinta de Azevedo Reserva 2017 é um lote de loureiro (70%) e alvarinho (30%). Se António Braga (enólogo) diz que é assim, é porque é mesmo. Esta afirmação está ligada à estória da minha antipatia pelo Esteva, pelo qual era o responsável. Nesse debate, jurou-me que haveria de o apreciar. Apostámos e ele ganhou.
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Não é um vinho para o Verão, no sentido de consumo imediato e com viandas leves. Botem-lhe pratos mais elaborados e ele marca golos – esqueçam o cozido à portuguesa… mas rojões, talvez, talvez.
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Azevedo Loureiro Alvarinho 2017
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Origem: Vinho Verde
Produtor: Sogrape
Nota: 5,5/10
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Quinta de Azevedo Reserva 2017
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Origem: Vinho Verde
Produtor: Sogrape
Nota: 6,5/10
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.

Quinta de Pancas Arinto Reserva 2015 + Quinta de Pancas Chardonnay Reserva 2015 + Quinta de Pancas Reserva 2014 Cabernet Sauvignon Alicante Bouschet & Sirah + Quinta de Pancas Grande Reserva 2013

A Quinta de Pancas é uma propriedade de referência. O tempo vale o que vale e, neste caso, a memória está um pouco longe – parte por demérito e parte por Portugal ter conhecido uma explosão de bons produtores. Todavia, de há uns ano que se vê o esforço para a recuperação da fama e, felizmente, com resultados.
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Fingindo perceber de técnicas agrícolas e enológicas, a lembrança e o presente dizem-me que só se fará mau vinho por vontade. Ficou conhecida pelo seu cabernet sauvignon.
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O Quinta de Pancas Arinto Reserva 2015 é qualquer coisa de… adoro a casta e a propriedade tem um encanto…
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O Quinta de Pancas Chardonnay Reserva 2015 está lindo. Aliando a gordura ao frescor do local. Belo.
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O Quinta de Pancas Reserva 2014 Cabernet Sauvignon Alicante Bouschet & Sirah é. Não sei explicar. Sinto-o uma união – bom casamento – das diferentes cultivares além do que esperava.
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O Quinta de Pancas Grande Reserva Tinto 2013 está num patamar acima. Ganhou complexidade com o tempo e penso que poderá crescer. É uma junção de touriga nacional (50%), alicante bouschet (30%) e petit verdot (20%).
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Quinta de Pancas Arinto Reserva 2015
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Origem: Regional Lisboa
Produtor: Quinta de Pancas
Nota: 6,5/10
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Quinta de Pancas Chardonnay Reserva 2015
Origem: Regional Lisboa
Produtor: Quinta de Pancas
Nota: 6/10
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Quinta de Pancas Reserva 2014 Cabernet Sauvignon Alicante Bouschet & Sirah
Origem: Regional Lisboa
Produtor: Quinta de Pancas
Nota: 6/10
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Quinta de Pancas Grande Reserva 2013
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.

quarta-feira, agosto 01, 2018

Monólogo Arinto 2017 + Monólogo Avesso 2017 + Monólogo Chardonnay 2017

Monólogo à mesa é uma chatice. Mais dedos tenho nos dedos do que as celebrações jantarícias foram a só e mais vinho.
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Por isso, acho graça quando se chama monólogo a um vinho. O termo é fácil de entender: monovarietais.
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O Monólogo Avesso 2017 (mais) uma prova que esta casta foi maltratada. Quem não conheça, que! Fresco e gastronómica, além de simpatizar numa conversa sem tempo.
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O Monólogo Arinto 2017 é… opá! Acho que a casta branca portuguesa que mais gosto é a arinto. Antigamente, no Minho chamavam-lhe pedernã. Não sei se a nomenclatura mudou, mas a designação «antiga» parece-me feia. É fresco, para a mesa e para a conversa.
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Costumo rabujar com castas estrangeiras quando estão em denominações de origem tradicionais. Se passam para regionais, aí é diferente. Por isso, um chardonnay minhoto não me horroriza.
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O Monólogo Chardonnay 2017 tem um simpático oscilar entre a gordura destas uvas e a acidez da região. Face a anos anteriores, gostei mais deste.


Monólogo Arinto 2017
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Origem: Vinho Verde
Produtor: A&D Wines
Nota: 6,5/10
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Monólogo Avesso 2017
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Origem:
Produtor: A&D Wines
Nota: 6,5/10
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Monólogo Chardonnay 2017
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Origem: Regional Minho
Produtor: A&D Wines
Nota: 6,5/10
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.

Vila Flor Reserva Tinto 2015


A Casa d’Arrochella tem vindo a desenvolver um trabalho consistente. Na qualidade e na credibilidade. O Vila Flor Reserva Tinto 2015 cumpre o que se tem feito nesta firma do Douro.
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O Vila Flor Reserva Tinto 2015 fez-se com três das principais casata da região: touriga nacional, touriga franca e tinta roriz. O vinho estagiou nove meses em barricas de carvalho francês.
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É o Douro.
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Origem: Douro
Produtor: Casa d’Arrochella
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

terça-feira, julho 31, 2018

Portalegre 2015


Os vinhos Portalegre fazem parte da minha história. Quando comecei a levar este óbi mais a sério, estes faziam parte do catálogo de preferências.
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A Adega Cooperativa de Portalegre afundou-se, como muitas outras. Renasceu como Adega de Portalegre Winery, que tem à frente Manuel Rocha, que bom trabalho fez na Companhia das Quintas e na Adega Cooperativa de Borba.
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É um projecto novo, com uma designação algo diferente, com um gestor reconhecido… São vinhos diferentes, aqueles que agora lá se fazem
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Porém, o prazer que me deu Portalegre 2015 lembra-me – embora não seja nostálgico – um tempo em que tudo me é diferente. Não é igual – como se pudesse ser – mas está cá a memória.
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Este fez-se castelão, aragonês, trincadeira, grand noir e alicante bouschet. Estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês.
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Portalegre 2015
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Origem: Alentejo
Produtor: Adega de Portalegre Winery
Nota: 7,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

Portal do Minho Alvarinho e Trajadura 2016 + QM Nature Alvarinho 2016

Durante muitos anos – demasiados – os produtores da sub-região de Monção e Melgaço andaram a vender alvarinho em vez do seu território. Tiro corrigido. Bom nome dá o QM Nature Alvarinho 2016.
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Aqui, o alvarinho é o alvarinho que dá fama e merece proveito. Belíssimo vinho!
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Portal do Minho Alvarinho e Trajadura 2016
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Origem: Vinho Verde
Produtor: Quintas de Melgaço

Nota: 7,5/10
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QM Nature Alvarinho 2016
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Origem: Vinho Verde
Produtor: Quintas de Melgaço
Nota: 7,5/10

segunda-feira, julho 30, 2018

Periquita Branco 2017 + Periquita Rosé 2017 + Periquita Tinto 2016 + Periquita Reserva 2016


Um é um clássico – aqueles que são mesmo clássicos, que embora tenham vindo a evoluir na forma, vem de 1850. Os outros são mais recentes, mas arcam com o peso da marca.
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O Periquita Branco 2017 fez-se verdelho, viosinho, viognier e sauvignon blanc. É mesa e é conversa. Gosto disto!
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Esquecendo aqui o ano e referir apenas a referência, é rosé que me desgosta. Com tanta gente a elogiá-lo, o erro será meu. Por auto-sugestão, por derrota, por convencimento ou por alteração do «coiso», o Periquita Rosé 2017 deu-me alegria.
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Se das outras vezes lhe puxei a nota para cima – reconhecendo a qualidade pelo que compensando na avaliação – desta vez é por inteiro. A bem dizer está nos 4,5 por mérito e não por correcção. Fez-se com touriga nacional, castelão e aragonês.
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O Periquita Tinto 2016 é o chefe da casa, aquelo que arca com mais de 100 anos de história. Por isso, todo o cuidado não é demais, pois sustenta os irmãos. Ano a após ano, nunca desilude.
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O Periquita Reserva 2016 está uns danoninhos acima. Gosto muito! Fez-se com castelão (56%), touriga nacional (22%) e touriga francesa (22%) – casta assim dita como mestre Domingos Soares Franco defende e que muito provavelmente com razão.
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Ah! Este vinho foi à madeira, oito meses em barricas de carvalho francês. Heresia! Parece-me que hoje só os vinhos sem estágio em madeira é que são bons.
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Periquita Branco 2017
Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 5/10
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Periquita Rosé 2017
Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 5,5/10
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Periquita Tinto 2016
Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 6/10
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Periquita Reserva 2016
Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 7/10
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.

Marquês de Borba Branco 2017 + Pouca Roupa Branco 2017

O Verão é! Não vale a pena complicar. Vinhos fáceis – nada de pejorativo, antes pelo contrário – para a comida leve que apetece nesta estação e/ou para a conversa.
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Como habitualmente, não penalizo bons vinhos que não goste. Em coerência, não inflaciono aqueles mais apetitosos. Como aqui mando eu – sou prepotente – a antão vaz é casta penalizada!
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O Marquês de Borba Branco 2017, junção de arinto de antão vaz e viognier, é para ser bebido à mesa.
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Já o Pouca Roupa Branco 2017 bebe-se em qualquer parte. Gosto mesmo! É uma aliança de verdelho, sauvignon blanc e viosinho.
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Aparentemente, face ao que escrevi, as notas não parecem coerentes. Isto deve-se ao reconhecimento de que são vinhos com trabalho diferenciado, em que o primeiro obrigou a um esforço superior… a antão vaz…
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Marquês de Borba Branco 2017
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Origem: Alentejo
Produtor: João Portugal Ramos
Nota: 4/10
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Pouca Roupa Branco 2017
Origem: Regional Alentejano
Produtor: João Portugal Ramos
Nota: 4,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

domingo, julho 29, 2018

Croft 430th Anniversary


A firma Croft é das poucas casas que cruzaram séculos. Henry Thomson, em 1581, pôde usufruir de direitos, conferidos pela Rainha Isabel I, de Inglaterra, relativos ao comércio de vinho. Em 1588 a firma tornou-se membro da Merchants Company of York.
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Quando da constituição da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro – que constituiu, em 175,6 a região demarcada do Douro e que ainda hoje existe enquanto empresa vitivinícola – já a Croft existia há mais de 150 anos.
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Muito provavelmente, os vinhos que foi mercando seriam diferentes do que são hoje. Seriam fortificados ou na família dos Douro? Não importa, por aqui e agora. O Croft 430th Anniversary, grafado como Celebration Edition, um Reserve Ruby. Trata-se de um reserva ruby.
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Há locais e eventos onde só se vai convidado. Extrapolando ou apanhando alguma similitude, indicam-me a cortesia e o bom-senso não pontuar um vinho.
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Croft 430th Anniversary
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Origem: Porto
Produtor: Croft
Nota: X/10

Covela Avesso 2017 + Covela Arinto 2017 + Covela Rosé 2017 + Covela Escolha Branco 2015 + Covela Reserva Tinto 2007 + Covela Fantástico 2014 + Covela Firestorm


Covela Avesso 2017 + Covela Arinto 2017 + Covela Rosé 2017 + Covela Escolha Branco 2015 + Covela Reserva Tinto 2007 + Covela Fantástico 2014 + Covela Firestorm
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O que se pode dizer da Quinta de Covela? Já tanto se escreveu… não vou chover no molhado nem me pôr a inventar. Como habitualmente, não ligo a descritores.
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Gosto! Gosto muito! Gosto mesmo muito! São vinhos que os enófilos principiantes devem conhecer. São uma janela didáctica, onde se espelha a sub-região de Baião.
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Aqui o Vinho Verde não tão óbvio. Nesta propriedade fazem-se vinhos que não se encaixam nos estereótipos, mantendo a linha comum, na região, da frescura atraente. Quem começa a beber conhece aqui muita coisa e fica impressionado.
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A aguardente chama-se Firestorm… percebe-se porquê. Porém, é duma elegância e frescura que!
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Especial, é o Covela Fantástico 2014, branco onde o granito do Vinho Verde se aproxima do xisto do Douro.
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Ah! Sim, há tinto… mas não aquele decapante feito de vinhão.
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Covela Avesso 2017
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Origem: Vinho Verde
Produtor: Covela
Nota: 6/10
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Covela Arinto 2017
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Origem: Vinho Verde
Produtor: Covela
Nota: 6,5/10
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Covela Rosé 2017
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Origem: Vinho Verde
Produtor: Covela
Nota: 6/10
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Covela Escolha Branco 2015
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Origem: Vinho Verde
Produtor: Covela
Nota: 6,5/10
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Covela Reserva Tinto 2007
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Origem: Vinho Verde
Produtor: Covela
Nota: 7/10
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Covela Fantástico 2014
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Origem: Vinho Verde
Produtor: Covela
Nota: 8,5/10

Monte Velho Branco 2017 + Monte Velho Tinto 2017


Respeito muito quem consegue, ano após ano, fazer um vinho com uma linha identitária coerente. Quem compra Monte Velho sabe o que está a comprar.
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Não são vinhos que me agradem. Nunca dou notas negativas a vinhos que são bem-feitos, mesmo que não os aprecie. Reconheço a competência técnica dos enólogos e ponto final.
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Muita gente gosta e é isso que importa. O que conta o prazer.

Monte Velho Branco 2017
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Esporão
Nota: 3/10
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Monte Velho Tinto 2017
Origem: Regional Alentejano
Produtor: Esporão
Nota: 3,5/10
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.

sábado, julho 28, 2018

Dona Matilde Branco 2017 + Dona Matilde Tinto 2015 + Dona Matilde Reserva Tinto 2015 + Dona Matilde Porto Colheita 2010

A autenticidade é uma virtude. Seria tudo tão mais fácil se não inventassem para estragar. O que vem da Quinta Dona Matilde é genuíno. Não é preciso pensar muito para se perceber que os vinhos vêm do Douro.
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Não penalizo vinhos bons que não gosto, nem vice-versa.  O Dona Matilde Branco 2017 não é para mim. Os brancos durienses raramente me contentam – mas a nota é absolutamente positiva. Fez-se com arinto, viosinho, rabigato e gouveio.
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O Dona Matilde Tinto 2015 já está no meu paladar. Fez-se com as uvas exigidas no Douro – poderia ser outra coisa? É touriga nacional, touriga franca e tinta amarela.
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O Dona Matilde Reserva Tinto 2015 é a soma de 15 castas, maioritariamente tinta amarela, mas com destaque para a touriga nacional e touriga franca. Surpreendentemente, apareceram-me toques cítrico – aqui tinha mesmo de usar um descritor.
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O Dona Matilde Porto Colheita 2010… não é Porto Colheita quem quer. Mais que se diga é demais – os descritores ficam, uma vez mais, nos meus apontamentos, que sistematicamente são entreténs.
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Dona Matilde Branco 2017
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Origem: Douro
Produtor: Quinta Dona Matilde
Nota: 5,5/10
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Dona Matilde Tinto 2015
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Origem: Douro
Produtor: Quinta Dona Matilde
Nota: 6,5/10
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Dona Matilde Reserva Tinto 2015
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Origem: Douro
Produtor: Quinta Dona Matilde
Nota: 7/10
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Dona Matilde Porto Colheita 2010
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Origem: Porto
Produtor: Quinta Dona Matilde
Nota: 8/10

Casa da Esteira Reserva Tinto 2014 + Casa da Esteira Touriga Nacional 2015


Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. O vinho é um objecto transaccionável e que pode ser avaliado às cegas, para que não exista o efeito rótulo, em concurso ou noutra prova «científica», assim-assim o é.
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Para mim, o rótulo importa. Aliás, o que está no rótulo. Melhor dizendo, o que é o rótulo. Ainda mais, quem faz o vinho. Não penalizo vinhos bons que não gosto nem exagero nas avaliações dos que mais me contentam.
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Estes são vinhos da Joana Pratas e do João Nápoles. Simpáticos, afáveis e competentes. Não é por isso que os seus vinhos são bons nem o seriam inversamente. Gosto deles – produtores e vinhos – e, por isso, e neste caso, sinceramente, não lhe acrescento meio ponto.
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Casa da Esteira Reserva Tinto 2014 fez-se com uvas de «vinhas velhas, onde se misturam tinta amarela, tinto cão, touriga franca, touriga nacional, sousão, tinta francisca, entre outras» – lê-se na informação. Vides com 42 a 67 anos, fincadas no xisto.
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Casa da Esteira Touriga Nacional 2015. É o que diz, de plantas com dez anos.
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Um e outro deram-me cabo da alma, no bom sentido. É que são o Douro. Agora até parece mal elogiar-se o Douro – outras regiões estão na moda –, porém é a que mais me preenche.
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Casa da Esteira Reserva Tinto 2014
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Origem: Douro
Produtor: Parceiros na Criação
Nota: 8/10
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Casa da Esteira Touriga Nacional 2015
Origem: Douro
Produtor: Parceiros na Criação
Nota: 7,5/10

Legado Tinto 2013

Um vinho de homenagem não tem preço. Um vinho que carrega a sabedoria e se transmite é sempre excepcional
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O Legado Tinto 2013 foi o último a ser entregue pelo SenhorFernando Guedes.
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Por todas essas características, este não é um vinho qualquer.
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Origem: Douro
Produtor: Sogrape
Nota: X
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

Cartuxa Colheita 2014


Contar acerca dum clássico ou se resume a um parágrafo ou se escreve um livro. Opto pela primeira hipótese. Assim acontece com o Cartuxa Colheita 2014.
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É um vinho em que se deve ver o rótulo, pois faz parte da sua identidade e memória – era um desejo quando ganhava pouco, infelicidade que se mantém. Claro que há as «provas científicas», em que acontecem surpresas e se produzem muitas asneiras. É talvez um Alentejo antigo, cuja longevidade traduz a sua qualidade.
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Porém, é lamentável o peso da garrafa. Quando é necessário o esforço colectivo para se conseguir um meio ambiente melhor, aqui acontece o contrário. A pegada de carbono é grande.
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Cartuxa Colheita 2014
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Origem: Évora – Alentejo
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.