domingo, junho 25, 2017

Loios Branco 2016 + Marquês de Borba Branco 2016

De Estremoz chegaram-me dois brancos diferentes um do outro – convém, mas nem sempre acontece – e complementares. Ambos felizes para o Verão e capazes de irem para a mesa com comida.
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O Loios Branco 2016 fez-se com as castas arinto, rabo de ovelha e roupeiro. Tem uma frescura e baixo teor de álcool, 12,5% – ainda há uns anos seria estranho. É para momentos descontraídos e alinha com saladas e mariscos.
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O Marquês de Borba Branco 2016 tem mais corpo e aguenta-se a pratos um pouco mais substanciais – isto não é cozido à portuguesa, obviamente. Direi queijos e carnes de aves. Tal como o anterior, a graduação alcoólica é de 12,5%.
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Embora antipatizando com a antão vaz, reconheço que quando em teores alcoólicos mais baixos funciona bem. A ela se somam uma das grandes castas portuguesas e uma francesa que se dá muito bem no Alentejo. O Marquês de Borba Branco 2016 é um lote de arinto, antão vaz e viognier.
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Loios Branco 2016
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: João Portugal Ramos
Nota: 4,5/10
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Marquês de Borba Branco 2016
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: João Portugal Ramos
Nota: 5/10
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.

sábado, junho 24, 2017

Grão Vasco Branco 2016 + Grão Vasco Tinto 2016

Grão Vasco é das marcas mais antigas de que tenho na memória. É dum tempo em que o Dão tinha fama e em poucas casas havia uma referência com identidade. A região decaiu e está a ressurgir.
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Os renascimentos não se fazem sozinhos, mas quando uma empresa com a dimensão da Sogrape se põe a trabalhar é certo que a aposta é ganha. O Dão ainda não recuperou completamente a fama, mas têm surgido firmas competentes. Pela minha memória, fico feliz por o Grão Vasco estar nesta causa.
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Nestes dois vinhos, a Sogrape assume a imagem que marcou os rótulos: São Pedro no trono, pintura de Vasco Fernandes datada do início do século XVI. É uma associação feliz, visto o Grão Vasco, alcunha com que o artista passou para a história, ter uma ligação, por nascimento e ofício, à cidade de Viseu. Esta obra está no pequeno, mas excelente museu que herdou o nome deste mestre renascentista, situado na capital do Dão.
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Há uma outra novidade que surge na etiqueta: a referência a Carvalhais. A Quinta de Carvalhais é a principal propriedade da Sogrape no Dão e dá o nome a vinhos de grande qualidade. Aqui aparece como simples alusão, pois nestes nem todas as uvas foram colhidas no domínio.
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Contudo, o que importa não é o embrulho, mas o presente. As oferendas são o que deu fama à região: elegância. O Grão Vasco Branco 2016 é um lote de encruzado (39%), malvasia fina (37%), bical (16%) e gouveio (8%) e tem frescura e capacidade para acompanhar comida. O Grão Vasco Tinto 2016 é um conjunto de touriga nacional (42%), tinta roriz (25%), alfrocheiro (24%) e jaen (9%).
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Nenhum dos vinhos passou por madeira. Há uma moda ou tendência, em Portugal, de louvar os vinhos sem estágio em madeira – provavelmente, em grande parte, para não assumir os cortes nas despesas. Pois que sim e também pois que não, como em tudo.
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Reconheço que esta situação me chateia um bocadinho. Passa-se do elogio à madeira – mesmo quem não abusava – para o conceito do esplendor da fruta e das flores. Raramente, muito raramente, um tinto que não tenha passado por um recipiente de pau me contenta. Não que Grão Vasco Tinto esteja desgostoso, mas falta-lhe aquele-não-sei-o-quê…
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Mas de enologia e de vender vinho não percebo nada. E de previsões ainda menos.
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Quando foram apresentados, houve uma demonstração da longevidade dos vinhos do Dão. Tanto os brancos (1981, 1983 e 1992) como os tintos (1977, 1991 e 2006) estão joviais e são cheios de prazer.
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Grão Vasco Branco 2016
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Origem: Dão
Produtor: Sogrape
Nota: 6/10
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Grão Vasco Tinto 2016
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Origem: Dão
Produtor: Sogrape
Nota: 5,5/10

Assobio Branco 2016 + Assobio Rosé 2016

É Verão, pois é. Estes dois vinhos falam a sua linguagem. Alegram o fim do dia, a refeição e o serão. Descalço e sem pensar em preocupações. Tanto um como o outro, são filhos de uvas típicas do Douro.
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O Assobio Branco 2016 é um lote de códega de larinho, gouveio, rabigato, verdelho e viosinho. É um vinho com frescura, no nariz e na boca. É escorregadio e com um saudável volume de álcool: 12,5%.
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Não posso afirmar que um é superior ao outro, mas Assobio Rosé 2016 caiu-me mais no goto. É um lote de rufete, tinta roriz, tinto cão e touriga nacional. Este tem um teor alcoólico superior (13,5%), mas tem frescura que o alivia.
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Assobio Branco 2016
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Origem: Douro
Produtor: Esporão
Nota: 5,5/10
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Assobio Rosé 2016
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Origem: Douro
Produtor: Esporão
Nota: 5,5/10
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.

sexta-feira, junho 23, 2017

Esporão V 2016 + Esporão 2 2016

Vieram ter ao meu copo dois vinhos brancos do Esporão, casa já sedimentada situada em Reguengos de Monsaraz, que se recomendam para o estio, que ainda agora começou e já mostrou o Inferno.
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O V significa verdelho e traz ao nariz o doce do maracujá e o fresco dos citrinos. É um vinho intenso na boca. Tem uma frescura que nem sempre se encontra nos brancos alentejanos.
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O 2 revela-se óbvio: duas castas. A roupeiro e a viosinho, em partes iguais. Não o coloca nem acima nem abaixo do anterior, mas encontro-o mais curioso, pela conjugação de duas variedades das terras quentes, mas afastadas. A roupeiro do Sul e a viosinho do Douro.
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Embora com notas cítricas, o 2 não é parecido com V. Nem que seja por isso, vale a pena compará-los em simultâneo ou em sequência. Só porque é giro! J
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V (Verdelho) 2016
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Esporão
Nota: 5,5/10
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2 (Duas Castas – Roupeiro e Viosinho) 2016
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Esporão
Nota: 5,5/10
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.

Papa Figos Branco 2016

O papa-figos é um passarinho bonito e migratório. O Papa Figos é um vinho com carácter inspirado na leveza que se espera duma pequena ave. Não vai e vem todos os anos, porque cada ano é um nado-vivo.
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Este branco é o segundo passarinho. Naturalmente estará para criar ninho, pois teve muito acolhimento – como acontecia também com o tinto. Os rótulos distinguem-se pelo género da ave: o macho surge no tinto e a fêmea no branco.
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O Papa Figos Branco 2016 é um lote de castas típicas do Douro e a arinto, que, apesar de plantada na região, lembra-me outros locais – variedade que sou muito apreciador. A fórmula: 55% de rabigato, 15% de viosinho, 15% de arinto, 10% códega e 5% de moscatel galego. Os frutos vieram de vinhas de locais elevados, da sub-região do Douro Superior.
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Papa Figos Branco 2016
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Origem: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha (Sogrape)
Nota: 5,5/10
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.

Tyto Alba Tinto 2013

Há surpresas, mesmo quando chegam de casas que conhecemos qualidade e enólogos de competência – Companhia das Lezírias e Bernardo Cabral. Fiquei deslumbrado com este tinto.
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A simplicidade é algo mais complicado do que o pensamento súbito pode concluir. Nada me pareceu a mais. A perfeição não existe, aqui poderia dizer que aconteceu. Porquê? Nada em especial: caiu-me no goto.
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Fez-se com alicante bouschet, touriga franca e touriga nacional. Os 14% de álcool não lhe pesam.
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Origem: Tejo
Produtor: Companhia das Lezírias
Nota: 6/10

terça-feira, junho 06, 2017

Cistus Grande Reserva 2009

Belo! Não me ocorre outra palavra. Digo que aqui não é adjectivo, mas substantivo. É um vinho que tem a alma do Douro, não engana, de aroma e paladar. Está vivo e promete cá andar uns bons anos.
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O produtor declara Cistus Grande Reserva apenas em anos que considera excepcionais. Antes deste houve em 2004 e 2008.
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Este vinho, filho de uvas da sub-região do Douro Superior, é um lote de tinta roriz (42%), touriga franca (35%) e touriga nacional (23%). Estagiou durante 21 meses em barricas novas de carvalho francês.
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Origem: Douro
Produtor: Quinta do Vale da Perdiz
Nota: 8/10

segunda-feira, junho 05, 2017

Lancers Branco + Lancers Rosé + Avis Rara Branco 2016 + BSE 2016 + Periquita Branco 2016 + Periquita Rosé 2016 + Quinta de Camarate Branco Seco 2016 + Quinta de Camarate Branco Doce 2016 + Quinta de Camarate Rosé 2016 + Colecção Privada Domingos Soares Franco Verdelho 2016 + Colecção Privada Domingos Soares Franco Moscatel Roxo 2016

A firma José Maria da Fonseca apresentou as propostas para o Verão. É claro que os vinhos devem ser bebidos quando apetece, mas há épocas em que cada género acompanha melhor. Não gosto da expressão «vinho para o Verão», todavia não encontro, de momento, outra melhor.
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Como é Verão, esta empresa criou um guia de esplanadas: www.guiadeesplanadasbse.pt
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São 11 vinhos. Não há refeição ou outro convívio que não tenha proposta desta vinícola de Azeitão. Dos mais populares aos mais formais – embora a formalidade no Verão seja um conceito um pouco extravagante.
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A propósito de extravagância, apareceram uns extraterrestres. Quero com isto dizer, uns vinhos que poucos ousam fazer: ou estão fora de moda ou parece mal ou outra coisa qualquer. Deixo-os para o fim.
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O Lancers é um clássico português, tendo surgido em 1944, sucedendo ao Faísca. Começou por ser apenas rosé e há uns anos evoluiu para um vinho branco. Tem o Verão no ADN. Esta edição tem uma imagem renovada.
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A firma abriu concurso para uma edição especial, restrita a alunos do IADE (Instituto de Arte, Design e Empresa), tendo recebido cerca de 150 propostas. Escolheu a ideia de Soraia Morgado, que se inspirou na pop art e na banda desenhada.
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Uma vez mais, o Lancers não desilude. Ano após ano, a regularidade impera. Pese que esta edição não tem indicação de ano de colheita. Isto é válido tanto para o branco quanto para o rosado.
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O BSE 2016 mantém-se fiel à tradição. Leve e despreocupado, pronto para a mesa ou só para a diversão. Quem me lê sabe o quanto detesto a casta antão vaz… pois Domingos Soares Franco, que dirige a enologia, consegue pôr-me a gostar de um vinho com aquela uva maldita. Aqui, está com 64%, sendo a parte restante de arinto.
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O Periquita Branco 2016 tem outro balanço, pede mais mesa do que o BSE. Continua descomplicado e fácil e não o dou como vinho de estação. Não é só para Junho a Setembro. Fez-se com verdelho/verdejo (62%), viognier (33%) e viosinho (5%).
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O Periquita Rosé 2016 é um vinho de calções. Direi que tem menor vocação de mesa do que o irmão branco, mas vai lindamente com umas saladas e grelhados. Fez-se com castelão (52%), aragonês (26%) e trincadeira (22%).
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Achei o Quinta de Camarate Branco Seco 2016 um pouco excessivo na boca. Cansou-me um bocadinho. Possivelmente devido à quantidade de alvarinho (77%), que a Sul nem sempre sai do meu agrado. A parte restante é de verdelho.
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O Quinta de Camarate Rosé 2016 tem a cereja pouco madura e toques vegetais, da touriga nacional (72%) e da cabernet sauvignon (28%). Dançam bem uma com a outra e daí resulta um vinho para a mesa.
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Domingos Soares Franco assina alguns dos vinhos da empresa, responsabilidade incomum. Colecção Privada Domingos Soares Franco Verdelho 2016 expressa uma saborosa tropicalidade, sem qualquer enjoo. Este não é para piscina, é para a mesa, mesmo que se continue com chinelos havaianos.
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Acho que me convenceram. Tanto estranhei os rosés de moscatel roxo que acabei rendido. O Colecção Privada Domingos Soares Franco Moscatel Roxo 2016 é para a mesa ao fim da tarde.
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Agora os extraterrestres. Na década de 80, do século passado, surgiu um branco doce que fez sensação. Produzido na Península de Setúbal, com uvas moscatel de alexandria, o João Pires era muito procurado e aplaudido.
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Depois passou de moda. Há muitos factores que levam as coisas – e as pessoas – a passarem de moda. Não irei por teses sábias quanto a isso. Digo é que, além de deixar de ser fixe, o doce tornou-se foleiro.
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Ora pois, que juízo tenho pouco – não por questão de gosto, mas por ao assumir – tenho a declarar que gosto de vinhos doces. Não me refiro aos consensuais de vindimas tardias, generosos e licorosos. Gosto dos chamados «vinhos maricas».
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Aqui há coragem de dar a volta ao preconceito. A José Maria da Fonseca decidiu fazer vinho doce com qualidade e, espero, tire as teias de aranha da cabeça de muita gente.
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O Quinta de Camarate Branco Doce 2016 resulta dum lote de alvarinho (72%) e loureiro (28%) e mostra-se elegante, com ares frescos e sabores mais gordos. Não sei que comida lhe pôr, mas irá bem…
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O Avis Rara Branco 2016 é mesmo maluquice. É um salto às memórias da década de 80. Não é que seja o gémeo do João Pires, mas a gulodice do moscatel (50%) é rica em lembranças. A parte restante é de fernão pires. Vem dos solos quentes de areia e traz as flores da primeira casta e o pêssego da segunda.
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Lancers Branco
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Origem: x
Nota: 4,5/10
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Lancers Rosé
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Origem: x
Nota: 4,5/10
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Avis Rara Branco 2016
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Origem: Regional Península de Setúbal
Nota: 5/10
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BSE 2016
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Origem: Regional Península de Setúbal
Nota: 5/10
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Periquita Branco 2016
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Origem: Regional Península de Setúbal
Nota: 5,5/10
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Periquita Rosé 2016
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Origem: Regional Península de Setúbal
Nota: 5,5%
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Quinta de Camarate Branco Seco 2016
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Origem: Regional Península de Setúbal
Nota: 6
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Quinta de Camarate Branco Doce 2016
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Origem: Regional Península de Setúbal
Nota: 6
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Quinta de Camarate Rosé 2016
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Origem: Regional Península de Setúbal
Nota: 6,5/10
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Colecção Privada Domingos Soares Franco Verdelho 2016
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Origem: Regional Península de Setúbal
Nota: 7,5/10
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Colecção Privada Domingos Soares Franco Moscatel Roxo 2016
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Origem: Regional Península de Setúbal
Nota: 7,5/10

segunda-feira, março 27, 2017

Bohemia senta o país à mesa em locais diferentes

Mesas Bohemias é um projecto gastronómico que vai juntar restaurantes de todo o país, mas fora dos seus locais originais. Apoiado pela Central de Cervejas, a iniciativa alia a comida tradicional às quatro cervejas Bohemia. A primeira ronda surge a 30 deste mês e vai até 2 de Abril.
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Nesta primeira etapa, o lisboeta «D. Afonso o Gordo» recebe o portuense «Casa da Inês». Na segunda fase, entre 6 e 9 de Abril, «O Restaurante Noélia», de Cabanas de Tavira, instala-se no «BH Foz», do Porto. Rodrigo Meneses, que tem ganho notoriedade no canal 24 Kitchen, é o chefe consultor.
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As especialidades das casas são harmonizadas exclusivamente com as diferentes cervejas: Bohemia Original, Bohemia Puro Malte, Bohemia Trigo e Bohemia Bock, além de Água do Luso. Cada refeição está limitada a 60 comensais, com preço unitário de 30 euros, e sujeitas a marcação.
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Para já, a organização não divulga quais os outros restaurantes participantes, cidades abrangidas e datas. Mais informações podem ser encontradas em https://www.mesasbohemias.pt/

quinta-feira, março 23, 2017

Casa Santa Vitória apresenta novidades

Gosto de pesquisar antes de escrever e agora fiquei surpreendido. A Casa Santa Vitória é, perspectivando, uma firma recente, criada em 2002. É curioso como dava como adquirido uma fundação mais distante.
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Nos 127 hectares de vinha estão plantadas as castas tintas alfrocheiro, alicante bouschet, aragonês, baga, cabernet sauvignon, merlot, syrah, tinta caiada, touriga nacional e trincadeira. Nas brancas, as variedades escolhidas são antão vaz, arinto, chardonnay, sauvignon blanc, verdelho e viosinho.
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O domínio é formado por cinco herdades, situadas numa zona bastante quente, não distante de Aljustrel, Beja e Ferreira do Alentejo. A secura é compensada com a proximidade da barragem do Roxo. Daí advém frescura.
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Convidado a provar alguns dos vinhos, coisa que há algum tempo não fazia, gostei do que bebi:
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O Versátil Branco 2016 é um lote de antão vaz, arinto e viosinho, sem estágio em madeira. Resulta muito bem, com frescura do arinto e algum exotismo concedido pelo viosinho.
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O Santa Vitória Branco 2016 fez-se com as castas arinto e verdelho e não conheceu estágio em madeira, mostra-se fresco e apetitoso, exigindo comida.
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O Santa Vitória Grande Reserva Tinto 2014 está um vinhaço! É um conjunto das castas cabernet sauvignon, syrah e touriga nacional, que conheceu 14 meses de estágio em barricas novas de carvalho francês e um ano em garrafa.
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O Inevitável 2014 é um tinto acima e que dificilmente não preencherá uma parcela importante duma refeição e sua conversa gastronómica. É um vinho fresco e com uma fórmula interessante de duas castas com «verdura»: baga (50%) e cabernet sauvignon (50%).
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A área de vinha é apenas uma parte do território da Casa Santa Vitória, que totaliza 1.620 hectares. O olival ocupa 150 hectares, sendo dominado pelas cultivares cobrançosa, cordovil, galega e picual. Ali produzem-se também frutas, nomeadamente ameixa, nectarina, pêra rocha e pêssego. O cultivo de cereais tem igualmente relevância. Uma vez que a firma faz parte do grupo Vila Galé, o turismo é uma componente relevante da actividade.
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A enologia está entregue a Patrícia Peixoto, conta com consultadoria de Bernardo Cabral, que em tempos dirigiu os trabalhos. Em termos de produtos, há 12 vinhos um azeite e um vinagre, com estágio de um ano em barrica, ambos com a designação Santa Vitória.
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Quero saudar a franqueza da enóloga em assumir o uso de madeira como componente do vinho. Sinceramente, estou cansado do modismo dos vinhos sem madeira, em que a fruta é o Graal. Obviamente que existe quem o faça por conceito e gosto pessoal, mas, parece-me, que hoje a má fama da madeira se deve sobretudo ao preço das barricas. Há muita conversa para justificar opções.
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A base é constituída pelos Versátil Branco, Versátil Rosé e Versátil Tinto. A gama da marca Santa Vitória é formada por reservas e monovarietais – Santa Vitória Reserva Branco, Santa Vitória Reserva Rosé, Santa Vitória Reserva Tinto, Santa Vitória Cabernet Sauvignon, Santa Vitória Touriga Nacional, Santa Vitória Grande Reserva Branco, Santa Vitória Grande Reserva Tinto e Santa Vitória Licoroso. No topo está o tinto Inevitável.

sexta-feira, fevereiro 24, 2017

20ª Gala da Revista de Vinhos – os melhores de 2016

Organizar uma festa para 1.000 pessoas não é tarefa simples… digo eu que organizei dois jantares para mais de 60 amigos. A Revista de Vinhos montou, a 17 de Fevereiro, na Alfândega do Porto, a 20ª edição da gala dos prémios dos melhores vinhos, restaurantes e profissionais.
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Os «Prémio Excelência» foram atribuídos a 30 vinhos, nomeadamente 15 tintos, oito brancos, seis fortificados e um espumante. A região do Douro foi a região obteve mais troféus (12, sendo nove tranquilos e três Porto), seguida do Alentejo (sete), Dão (cinco), Vinho Verde (dois), Setúbal (dois), Bairrada (um – único espumante premiado) e Madeira (1).
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Os prémios especiais foram:
«Produtor Revelação» – Quinta da Boavista (Douro)
«Produtor do Ano» – Herdade da Malhadinha Nova (Alentejo)
«Cooperativa do Ano» – Adega de Borba (Alentejo)
«Empresa» – Sociedade Agrícola Boas Quintas (Dão)
«Empresa Generosos» – Ramos Pinto (Porto)
«Identidade e Carácter» – V Puro / C20 (Dão e Bairrada)
«Enólogo» – Jorge Serôdio Borges
«Enólogo de Vinhos Generosos» – Carlos Alves
«Viticultura» – Aveleda
«Organização» – Comissão Vitivinícola Regional do Alentejo
«Enoturismo» – Monverde Wine Experience Hotel (Telões – Amarante)
«Garrafeira do Ano» – Cave Lusa (Viseu)
«Loja Gourmet» – Manuel Tavares (Lisboa)
«Wine Var» – Wine Quay Bar (Lisboa)
«Restaurante» – Mesa de Lemos (Silgueiros – Viseu)
«Restaurante Tradicional» – O Gaveto (Matosinhos)
«Sommelier» – Rodolfo Tristão (Restaurante Belcanto – Lisboa)
«Prémio de Gastronomia “David Lopes Ramos”» – Miguel Castro e Silva (Mercado da Ribeira Time Out, Less by Miguel Castro e Silva deCastro Gaia e deCastro Flores)
«Senhor do Vinho» – João Portugal Ramos
«Campanha Publicitária» – Campanha «EA, a inspiração bebe-se» – Aletiler Albuquerque para a EA
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A Revista de Vinhos entregou 225 prémios «Melhores de Portugal». Trata-se de um número recorde. A publicação refere que em 2013 foram 148, em 2014 ganharam 169 e em 2015 registaram-se 183.
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Espumante:
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Quinta da Calçada Colheita Imperial Reg. Minho Espumante Reserva branco
Argau Cuvée IG Beira Atlântico Espumante branco
Monte Cascas Altitude Távora-Varosa Espumante Reserva 2011
São Domingos Lopo de Freitas Bairrada Espumante branco 2011
Conceito Espumante Brut Nature branco 2013
Campolargo Bairrada Espumante Pinot Noir rosé 2013
Quinta das Bágeiras Bairrada Espumante Super Reserva branco 2013
QMF Virgílio de Sousa Particular Bairrada Espumante branco 2011
Real Companhia Velha Espumante Chardonnay / Pinot Noir branco 2013
Herdade do Rocim Alentejo Espumante Brut Nature rosé 2014
Ravasqueira Espumante Alentejano Alfrocheiro Grande Reserva Brut Nature 2012
Messias Blanc de Noirs Baga-Bairrada Espumante Grande Reserva branco 2012
Murganheira Blanc de Noirs Távora-Varosa Espumante Touriga Nacional branco 2009
Murganheira Czar Gran Cuvée Távora-Varosa Espumante rosé 2010
Murganheira Vintage Távora-Varosa Espumante branco 2007
Real Senhor Espumante Blanc de Blancs Velha Reserva branco 2012
Vértice Cuvée Douro Espumante branco
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Tranquilos:
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Açores:
Cacarita Pico branco 2014
Terrantez do Pico by António Maçanita Pico Terrantez branco 2015
Verdelho o Original by António Maçanita Pico Verdelho branco 2015
Frei Gigante Pico Garrafeira branco 2011
Czar Pico Licoroso Meio Doce 2009
Czar Pico Licoroso Seco 2009
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Alentejo:
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Adega de Borba Alentejo Garrafeira tinto 2011
Herdade Grande Reg. Alentejano Grande Reserva tinto 2013
Quinta do Carmo Reg. Alentejano Reserva tinto 2012
Herdade de São Miguel Private Collection Reg. Alentejano tinto 2012
Inevitável Reg. Alentejano tinto 2014
Cortes de Cima Reg. Alentejano Touriga Nacional tinto 2014 
Incógnito Reg. Alentejano tinto 2012
Esporão Alentejo Reserva branco 2015
Herdade do Esporão S Alentejo Syrah tinto 2011
Tricot Reg. Alentejano tinto 2014
Preta Reg. Alentejano Grande Reserva tinto 2013
Pêra-Manca Alentejo branco 2014
Scala Scoeli Reg. Alentejo branco 2014
Vinhas da Ira Reg. Alentejano tinto 2011
Malhadinha Reg. Alentejano branco 2015
Marias da Malhadinha Reg. Alentejano tinto 2013
Touriga Nacional da Peceguina Reg. Alentejano Touriga Nacional tinto 2013 
Herdade das Servas Parcela V Reg. Alentejano tinto 2011
Freixo Family Collection Reg. Alentejano tinto 2014
Herdade dos Grous Moon Harvested Reg. Alentejano tinto 2013
José de Sousa Mayor Reg. Alentejano tinto 2014
Dona Maria Reg. Alentejano Touriga Nacional tinto 2013 
Dona Maria Reg. Alentejano Petit Verdot tinto 2013
Júlio B. Bastos Alentejo Alicante Bouschet Grande Reserva tinto 2012
Paulo Laureano Selectio Alentejo Tinta Grossa tinto 2013
Paulo Laureano Selectio Alentejo Vidigueira Touriga Nacional tinto 2013 
Grande Rocim Alentejo Reserva tinto 2013
Escultor Reg. Alentejano tinto 2012
Herdade Paço do Conde Winemakers Selection Reg. Alentejano tinto 2011
Herdade do Sobroso Cellar Selection Alentejo Antão Vaz e Alvarinho branco 2015
MR Premium Reg. Alentejano branco 2013
Essência do Peso Alentejo tinto 2014
Outeiro Reg. Alentejano tinto 2012
Folha do Meio Reg. Alentejano Grande Reserva tinto 2011
Mouchão Alentejo tinto 2011
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Algarve:
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Barranco Longo Reg. Algarve Petit Verdot Reserva tinto 2013
Blush Tête de Cuvée Reg. Algarve rosé 2015
Marquês dos Vales Reg. Algarve Touriga Nacional tinto 2013 
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Bairrada e Beira Atlântico:
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Terroir Cantanhede 2221 Bairrada tinto 2011
Frei João Bairrada Clássico branco 2015
Quinta de Foz de Arouce Reg. Beira Atlântico branco 2014
Nossa Calcário Bairrada Bical branco 2015
Kompassus Bairrada Reserva branco 2013
Kompassus IG Beira Atlântico Alvarinho branco 2015
Luís Pato Vinha Barrosa Bairrada tinto 2013
Luís Pato Vinha Pan Bairrada tinto 2012
Campolargo Bairrada branco 2014
Campolargo C.C. Bairrada tinto 2012
Quinta das Bágeiras Avô Fausto Bairrada branco 2015
Quinta das Bágeiras Bairrada Garrafeira tinto 2011
Gonçalves Faria IG Beira Atlântico branco 2013
Aliás Bairrada tinto 2013
Outrora Bairrada Clássico Baga tinto 2012
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Beira Interior:
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Quinta do Cardo Beira Interior Síria Reserva branco 2014
Quinta dos Termos Vinhas Velhas Beira Interior Reserva tinto 2013
Beyra Superior Beira Interior tinto 2013 
By Rui Roboredo Madeira Beira Interior tinto 2014
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Dão:
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Quinta da Alameda Dão Reserva branco 2015
António Madeira Vinha da Serra Dão tinto 2013
Varanda da Serra Dão tinto 2013
Druida Dão Encruzado Reserva branco 2015
Druida Dão tinto 2013
Teixuga Dão branco 2013
Casa da Passarella O Fugitivo Vinhas Centenárias Dão tinto 2013
Villa Oliveira Dão Encruzado branco 2014
Ladeira da Santa Dão Grande Reserva tinto 2015
Pedro & Inês Dão tinto 2012
Ribeiro Santo Dão Touriga Nacional tinto 2012 
Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador Dão branco 2013
Pedra Cancela Amplitude Dão tinto 2013
Pedra Cancela Dão Touriga Nacional tinto 2013
Quinta da Fata Talhão do Alto Dão Touriga Nacional Grande Reserva tinto 2014
Primus Dão branco 2014
Quinta das Marias Cuvèe TT Dão Reserva tinto 2014
Quinta de Lemos Dão Touriga Nacional tinto 2010 
Quinta do Perdigão Dão Touriga Nacional tinto 2009 
Quinta do Sobral Santar Dão Touriga Nacional tinto 2013 
Quinta da Falorca Dão Touriga Nacional tinto 2011 
Casa de Santar Dão Nobre tinto 2013
Casa de Santar Vinha dos Amores Dão Touriga Nacional tinto 2011
Quinta dos Carvalhais Dão Encruzado branco 2015
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Douro:
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Duas Quintas Douro Reserva tinto 2014
Abandonado Douro tinto 2013
Alves de Sousa Reserva Pessoal Douro tinto 2007
CARM Douro Grande Reserva tinto 2013
Oboé (rótulo preto) Douro Grande Escolha tinto 2011
Duorum O. Leucura Douro Reserva tinto 2011
Crochet Douro tinto 2014
Monte Meão Douro Touriga Nacional tinto 2013
Foz Torto Vinhas Velhas Douro tinto 2014
Comendador Delfim Ferreira Douro Grande Reserva tinto 2011
Quinta do Isaac Douro tinto 2013
Pó de Poeira Reg. Duriense branco 2015
Poeira Ímpar Reg. Duriense tinto 2009
Três Bagos Douro Grande Escolha Estágio Prolongado tinto 2005
CV Douro branco 2015
Quinta Vale D. Maria Vinha da Francisca Douro tinto 2014
Boa-Vista Douro Reserva tinto 2013
Maritávora Douro Grande Reserva tinto 2014
Batuta Douro tinto 2014
Quanta Terra Douro Grande Reserva tinto 2013
Canameira Douro Grande Reserva tinto 2011
Passagem Douro Grande Reserva tinto 2009
Quinta do Couquinho Douro Reserva tinto 2013
Quinta do Crasto Douro Tinta Roriz tinto 2014
Quinta do Noval Douro tinto 2014
Passadouro Douro Reserva tinto 2014
Quinta do Pôpa Homenagem Douro tinto 2011
Quinta do Vallado Douro Reserva branco 2015
Mirabilis Douro Grande Reserva branco 2015
Mirabilis Douro Grande Reserva tinto 2013
Síbio Douro tinto 2014
Quinta Seara d' Ordens Vinhas Velhas Douro Reserva tinto 2012
Quinta do Portal Douro Touriga Nacional tinto 2013 
Casa Burmester Douro Touriga Nacional tinto 2011 
Quinta da Leda Douro tinto 2014
Quinta do Vesúvio Douro tinto 2014
Pintas Douro tinto 2014
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Lisboa:
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Adega Mãe Terroir Reg. Lisboa tinto 2012
CH by Chocapalha Reg. Lisboa Touriga Nacional tinto 2013
Chocapalha Vinha Mãe Reg. Lisboa tinto 2012
Monte Cascas Colares Ramisco tinto 2011
Casal Sta. Maria Colares Ramisco tinto 2007
Quinta do Boição Reg. Lisboa Reserva tinto 2010
Ex aequo Reg. Lisboa tinto 2012
Aurius Reg. Lisboa Touriga Nacional e Syrah tinto 2011 
Quinta do Monte d’Oiro Reg. Lisboa Reserva tinto 2012
Syrah 24 Limited Edition Reg. Lisboa tinto 2012
Quinta do Gradil Reg. Lisboa Tannat tinto 2014
Vale da Mata Reg. Lisboa Reserva tinto 2012
Vale da Capucha Reg. Lisboa branco 2012
3 Autores Reg. Lisboa Grande Reserva tinto 2011
Morgado de Sta. Catherina Bucelas Reserva branco 2014
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Península de Setúbal
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Berardo Reserva Familiar Reg. Península de Setúbal branco 2015
Cova da Ursa Reg. Península de Setúbal Chardonnay branco 2015
Casa Ermelinda Freitas Reg. Península de Setúbal Petit Verdot tinto 2011
Periquita Superyor Reg. Península de Setúbal tinto 2014
Cavalo Maluco Reg. Península de Setúbal tinto 2011
Quinta do Piloto Palmela Reserva tinto 2013
Comendador Costa Reg. Península de Setúbal Baga Reserva Especial tinto 2013
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Tejo:
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Quinta da Lapa Homenagem 500 Anos Sta. Teresa D'Ávila Do Tejo Reserva tinto 2013
Grande Touriga Do Tejo Touriga Nacional Grande Reserva tinto 2012
Mythos Reg. Tejo tinto 2013
1836 Do Tejo Fernão Pires Grande Reserva branco 2015
1836 Reg. Tejo Grande Reserva tinto 2014
Marquesa de Alorna Do Tejo Grande Reserva branco 2014
Marquesa de Alorna Do Tejo Grande Reserva tinto 2012
Tributo Reg. Tejo tinto 2014
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Trás-os-Montes:
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Valle Pradinhos Reg. Transmontano Reserva branco 2015
Valle Pradinhos Reg. Transmontano Reserva tinto 2007
Quinta de Arcossó Trás-os-Montes Reserva tinto 2011
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Vinho Verde:
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Deu-la-Deu Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho Reserva branco 2014
Anselmo Mendes Curtimenta Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2014
Expressões Vinho Verde Monção e Melgaço branco 2014
Muros de Melgaço Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2015
Dona Paterna Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2015
Vale dos Ares Limited Edition Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2014
Regueiro Primitivo Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2014
QM Vinhas Velhas Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2015
Soalheiro Primeiras Vinhas Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2015
Singular Vinho Verde branco 2015
Quinta da Calçada Vinhas Velhas Vinho Verde branco 2012
Arêgos Vinho Verde Avesso Grande Escolha branco 2015
Aphros Vinho Verde Loureiro branco 2015
Aveleda Reserva da Família Reg. Minho Alvarinho branco 2014
Quinta de San Joanne Escolha Vinho Verde branco 2014
Quinta do Cruzeiro Vinho Verde Reserva branco 2013
Covela Edição Nacional Vinho Verde Avesso branco 2015
Quinta da Massôrra Reg. Minho Reserva branco 2014
Quinta do Ameal Escolha Reg. Minho branco 2015
Cazas Novas Vinho Verde Avesso branco 2015
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Sem denominação de origem:
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Anima L11 Vinho tinto 2011
Dominó Monte Pratas Vinho branco 2012
Quinta de Lourosa Vinha do Avô Vinho Arinto branco
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Fortificados:
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Bairrada:
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Martins da Costa Bairrada Abafado 1960
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Madeira:
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Henriques & Henriques Madeira Terrantez 20 Anos
Blandy’s Madeira Bual Vintage 1966
Blandy’s Madeira Terrantez Vintage 1977
Ribeiro Real Lote 1 Madeira Sercial 20 Anos
Ribeiro Real Madeira Tinta Negra 20 Anos Lote 1 Meio Doce
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Moscatel do Douro:
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Secret Spot Casco VII Moscatel do Douro 40 anos
Portal Moscatel do Douro Reserva 2004
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Moscatel de Setúbal:
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J.M.S. Moscatel de Setúbal Superior 1998
Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 20 Anos 1996
Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 2002
Bacalhôa Setúbal Moscatel Roxo Superior 20 Anos 1996
Alambre Moscatel de Setúbal 40 Anos
Venâncio da Costa Lima Moscatel de Setúbal Superior 30 anos
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Porto:
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Ramos Pinto Quinta do Bom Retiro Porto Vintage 2014
Fragulho Porto Tawny 20 Anos
Fonseca Guimaraens Porto Vintage 2013
Taylor's Porto Tawny 20 Anos 
Rozès Porto Tawny 20 Anos
Barros Porto Tawny 20 Anos 
Calém Porto Tawny 20 Anos 
Ferreira Duque de Bragança Porto Tawny 20 Anos
Graham's Porto Tawny 20 Anos 
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Aguardentes:
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Aliança XO 40 Anos Aguardente Vínica Velha 
Adega Velha XO 30 Anos Vinho Verde Aguardente Vínica 
Caves S. João 94 Anos de História Bairrada Aguardente Vínica Velhíssima 1965
Magistra Lourinhã Aguardente Vínica 
Quinta do Gradil Aguardente Vínica Extra Old

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Carvalhas Memories

Há anos memoráveis e outros apenas uma fina camada de pó. Não fiz levantamento do que se foi passando ao longo dos séculos. Detenho-me em 1867 por ser dessa data o tronco do Vinho do Porto que assinala os 260 anos da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro – mais tarde ganhou a alcunha de Real Companhia Velha.
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O que se pode dizer dum vinho com 150 anos? Qualquer coisa será de menos e qualquer coisa será demais. Podem verter-se adjectivos, mas serão sempre substantivos. Não escrever nada, é nada.
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Valerá a pena contar se uma pequena elite o poderá provar? Bem, há a história, a estética, a gula e a inveja. Apenas 260 garrafas de tawny muito velho, cujo lote é 93% de 1867 e 7% de 1900.
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Os vinhos são como as pessoas: uns evoluem e outros não. Se há gente boa que falece jovem e canalhas idosos, no vinho só os melhores vivem longamente.
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Descrever um vinho destes é indiferente. Tem tudo o que um tawny velho deve ter, que um racho de pessoas identifica e outras tantas inventam. Não, não estou a dizer que os aloirados velhos são todos iguais. Têm diferentes intensidades e nuances nas sensações, sendo excelentes, a apreciação vai de boca.
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Origem: Porto
Produtor: Real Companhia Velha
Nota: 10/10

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Barca Velha 2008

O que se pode dizer dum Barca Velha é proporcional ao que pode ficar por dizer. É certamente o vinho português, como um todo, mais documentado e comentado. Cada um fala por si e…
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O Barca Velha 2008 é o mais recente. Quanto a mim, está acima de irmãos. O tempo dirá. Aqui, o tempo é determinante. É que a declaração só acontece quando se perspectiva uma longevidade fora do comum, além da exigida ao um Ferreirinha Reserva Especial – também ele com vida prolongada.
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No total, foram declarados 18 Barca Velha – sendo que existe uma garrafa de 1955, ano de que não existe documentação, que não foi nem rejeitada nem confirmada pela Sogrape. A raridade, a longevidade e o momento em que os bebi, sendo que nem todos tive oportunidade de saborear, não me permitem colocar numa escala que os classifique por uma ordem. Portanto, quando escrevi que este está acima de irmãos fiz qualquer coisa de insustentável do ponto de vista da argumetação.
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Luís Sottomayor é quem assinou, por último, o encargo de declarar Barca Velha. Pelo que me disseram, é um trabalho colectivo, mas cuja sentença é tarefa solitária. Possivelmente, poder assinar um vinho destes deve pesar, mas também é um privilégio e prazer.
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O Barca Velha 2008 fez-se com touriga franca (50%), touriga nacional (30%), tinta roriz (10%) e tinto cão (10%). Foi-me servido no maior copo de vinho que alguma vez levei à boca, eram talvez 21h00. Contou o escanção que fora aberto às 13h00 e decantado, com algum vigor, por duas vezes. Pois, ao conhecê-lo mostrou-se ainda contido… levou tempo a ver-se.
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A complexidade deste vinho retrata-se também através da evolução temporal. Os descritores iniciais, mais próximos da fruta, avançaram para as especiarias e diferentes madeiras. Vale a pena continuar? Certamente, a lista seria fastidiosa e, sabe-se, que as bocas e narizes têm diferentes memórias e sensibilidades… e o Barca Velha bebe-se quando se pode e deve, seja agora ou daqui por 30 anos. Venham eles e venham mais..
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Origem: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha / Sogrape
Nota: 10/10

MR Premium Rosé 2015 + Monte da Ravasqueira Reserva Branco 2015 + Monte da Ravasqueira Alvarinho 2015 + Monte das Ravasqueira Tinto 2015 + Monte da Ravasqueira Reserva Tinto 2013 + MR Premium Tinto 2012

Pedro Pereira Gonçalves tem-se mostrado um enólogo não apenas talentoso, algo que só se manifesta quando de trabalha empenhadamente, como fiável, desde os vinhos mais modestos aos mais sofisticados ou exigentes.
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Conheci-lhe o trabalho quando trabalhou em Vale d’Algares, empresa com bons propósitos e elevados objectivos, mas que fracassou. Quanto a isso não há nada a fazer. O certo é que o Grupo José de Mello foi busca-lo e, devido aos resultados, o promoveu a administrador na Sociedade D. Diniz.
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Ali, no Monte da Ravasqueira, uma herdade de 3.000 hectares, Pedro Pereira Gonçalves, e a sua equipa, tem sabido tirar proveito das condições naturais. Não apenas naturais. Trata-se de terroir – para mim apenas as características naturais não fazem um terroir, pois a agricultura e a viticultura são humanas, por isso o homem integra essa coisa compósita e complexa expressa num vocábulo francês.
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Ainda assim, usando a definição mais comum, limitada ao ambiente, não há ninguém que não diga que a sua propriedade não tem um terroir. A marca Alentejo é valiosa, mas há sempre uma natural vontade, seja por crença ou conversa, de diferenciar o território. Cansadinho de ouvir: «Este Alentejo é diferente», porque o que sobra, pelo que dizem, é todo igual.
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Obviamente que o Alentejo não é todo igual, nem há só dois nem três. Tudo isto para dizer que concordo quando dizem que o Monte da Ravasqueira é um Alentejo diferente. Refiro-me aqui, naturalmente, às características físicas, particularmente à orografia.
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O relevo confere aos vinhos uma frescura nem sempre presente no Alentejo. Como sabeis, aqui não se prova vinho – regra geral. Sendo um sítio de paixão, «a garrafeira do infotocopiável» assume-se subjectiva. Ora bem, os vinhos agora contados foram bebidos em ocasiões diversas e na companhia de diferentes pessoas. Umas gostaram mais e outras menos, sabendo que não souberam da globalidade. O traço comum na avaliação foi a frescura.
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Começo por o MR Premium Rosé 2015, feito apenas com uvas touriga nacional. Muito fresco, mas guloso, é mais do que divertimento de Verão, pois acompanha muito bem alimentos mais suaves. É um dos meus rosados predilectos. Sendo um vinho de homenagem, da família a José de Mello, abstenho-me de o pontuar.
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Monte da Ravasqueira Reserva Branco 2015 resulta da junção de viognier (60%) e alvarinho (40%). A francesa tem nascido muito bem no Alentejo, já a minhota tem sítios – acontece sair na forma de rebuçado… infelizmente, na região do Vinho Verdes anda a aparecer muito como laranjada, mas é conversa para outro dia. Pelas características naturais como por a colheita ser mais cedo – deduzo pela graduação alcoólica de 12,5º – resulta bastante fresco e prazenteiro na boca.
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O Monte da Ravasqueira Alvarinho 2015 traduz a frescura já bastamente afirmada. Diferente do conhecido na região do Vinho Verdes e na Galiza, também não é igual ao que surge no Alentejo. Tomando-o à refeição, onde se sabe comportar, penso que agrada mais a solo.
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O Monte das Ravasqueira Tinto 2015 resulta da junção de aragonês (35%), touriga nacional (35%), syrah (20%) e alicante bouschet (10%). Bebido agora seria diferente, mas não foi – aconteceu em 2016. Mantenho a opinião que os tintos que saem meses depois da vindima estão mancos. Claro que bem feito e com qualidade, mas…
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O Monte da Ravasqueira Reserva Tinto 2013 traduz bem a grande qualidade que a empresa se propôs alcançar. Junta syrah (60%) a touriga nacional (40%), uma dupla complementar que confere gulodice e elegância.
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O MR Premium Tinto 2012 é um dos maiores vinhos alentejanos. Sendo um vinho de homenagem, fico-me por aqui.

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MR Premium Rosé 2015
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola D. Diniz
Nota: X
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Monte da Ravasqueira Reserva Branco 2015
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola D. Diniz
Nota: 7/10
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Monte da Ravasqueira Alvarinho 2015
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola D. Diniz
Nota: 6,5/10
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Monte das Ravasqueira Tinto 2015
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola D. Diniz
Nota: 5/10
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Monte da Ravasqueira Reserva Tinto 2013
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola D. Diniz
Nota: 7/10
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MR Premium Tinto 2012
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola D. Diniz
Nota: X
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.