quarta-feira, dezembro 05, 2012

Livro «Os Meus Restaurantes» para ajudar na escolha

«Os Meus Restaurantes» pretende ser um auxiliar de memória, para que melhor possa escolher os locais que já visitou. Trata-se uma publicação da Europress, com 108 páginas, com um valor de 8,90 euros, onde deverá apontar as experiências com vinhos ou os diferentes aspectos que marcaram a refeição.
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«Há certos restaurantes que nos deixam marcados pela diferença que fazem na vida de cada um, quer pela sua apelativa gastronomia, quer pelo espaço de convívio único ou simplesmente pelo agradável ambiente que proporcionam. Quantas vezes já pensou: hoje preciso de escolher um restaurante para este momento especial e não me ocorre nada. Este é um livro especial e único que lhe dá oportunidade de registar todas as informações que pretende em relação aos seus restaurantes de eleição. Um pequeno livro que pode ser valorizado com as suas escolhas» - lê-se na sinopse da publicação.

Escolas de Hotelaria e Turismo ensinam a confecionar ceias de Natal

As Escolas do Turismo de Portugal organizam durante o mês de dezembro, em todo o país, mais de duas dezenas de workshops de Natal, onde os participantes podem aprender a cozinhar as iguarias mais típicas desta quadra festiva.
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Em algumas destas escolas é ainda possível comprar vales com estas e outras experiências. Com várias datas e horários disponíveis, as Escolas de Coimbra, Estoril, Fundão, Lamego, Lisboa, Oeste, Portalegre, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real de Santo António promovem workshops temáticos que incluem, no final da confeção, a degustação dos pratos.

terça-feira, dezembro 04, 2012

Torre do Frade permite criação de rótulo do Virgo

O produtor alentejano Torre do Frade permite que o consumidor crie o seu próprio rótulo do vinho Virgo. Segundo Diogo Albino, responsável de marketing da empresa, «esta iniciativa pretende, com recurso a ilustradores profissionais, proporcionar ao cliente a hipótese de adquirir uma garrafa de Virgo, cujo rótulo foi desenhado à mão exclusivamente para a si, com base numa fotografia, logo ou memória descritiva apresentada à priori pelo cliente. Desta forma cada garrafa é uma autêntica obra-prima».
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Para adquirir, basta enviar um e-mail com a imagem ou memória descritiva do desenho que gostava de ter no rótulo e, no prazo máximo de 15 dias, recebe a sua garrafa exclusiva. Cada garrafa terá um custo de 15 euros e caso, opte pela entrega ao domicílio, acresce portes de envio. As informações estão disponíveis em http://www.virgo.pt/

Herdade do Mouchão recupera Colheitas Antigas

Mouchão Colheitas Antigas 2002 foi relançado, uma década depois da última edição. Este projecto da Herdade do Mouchão «pretende evidenciar a capacidade de envelhecimento do seu emblemático vinho Mouchão, devolvendo ao mercado as garrafas cuidadosamente guardadas na adega», lê-se em comunicado
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O projecto Colheitas Antigas consiste no relançamento do seu vinho Mouchão, cujas garrafas foram preservadas na adega, com esse intuito. Estas garrafas, cuja primeira edição é já muito rara e difícil de encontrar, regressam ao mercado, numa prova clara de confiança no potencial de evolução do Mouchão, sobretudo pelas características da sua casta dominante, alicante bouschet. O preço indicativo é de 46 euros.

Jornalistas do Concurso «A Escolha de Imprensa» distinguem 45 néctares

Os Grandes Prémios do Concurso de Vinhos «A Escolha da Imprensa», promovido pela Revista de Vinhos no âmbito da 13ª edição do Encontro com o Vinho e Sabores, foram atribuídos aos seguintes vinhos: na categoria Espumantes, Raposeira Blanc de Blancs Super Reserva bruto branco 2007 (Caves da Raposeira); na categoria Brancos, Anselmo Mendes Curtimenta Vinho Verde Alvarinho 2011 (Anselmo Mendes Vinhos); na categoria Tintos, Quinta da Leda Douro 2009 (Sogrape Vinhos); e na categoria Fortificados, Quinta do Noval Porto Colheita 1976 (Quinta do Noval).
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O júri deste concurso foi constituído por um painel alargado de 26 jornalistas portugueses, que habitualmente escrevem sobre vinhos, tendo sido admitidos à prova mais de 191 vinhos.
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Para além dos quatro Grandes Prémios referidos anteriormente, o júri entendeu ainda merecedores de Prémios de Imprensa dez espumantes, dez brancos, um rosado, dez tintos e dez fortificados, num total de 45 néctares
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Grande Prémio Escolha da Imprensa
Categoria
Vinho
Produtor
ESPUMANTES
Raposeira Blanc de Blancs Super Reserva bruto branco 2007
Caves da Raposeira
BRANCOS
Anselmo Mendes Curtimenta Vinho Verde Alvarinho 2011
Anselmo Mendes Vinhos
TINTOS
Quinta da Leda Douro 2009
Sogrape Vinhos
FORTIFICADOS
Quinta do Noval Porto Colheita 1976
Quinta do Noval
Prémio Escolha da Imprensa
Categoria
Vinho
Produtor
ESPUMANTES
Murganheira Távora-Varosa Grande Reserva Assemblage branco 1999
Sociedade Agrícola e Comercial do Varosa
Murganheira Távora-Varosa Chardonnay Bruto branco 2006
Sociedade Agrícola e Comercial do Varosa
Raposeira Super Reserva bruto rosé 2007
Caves da Raposeira
Murganheira Távora-Varosa Vintage branco 2005
Sociedade Agrícola e Comercial do Varosa
Murganheira Távora-Varosa Czar Grand Cuvée rosé 2005
Sociedade Agrícola e Comercial do Varosa
Murganheira Távora-Varosa Velha Reserva bruto branco 2004
Sociedade Agrícola e Comercial do Varosa
Vinha d'Ervideira Alentejo bruto
Ervideira Sociedade Agrícola
91 anos de História Caves S. João Bairrada Bruto Zero branco 2007
Caves São João
Monsaraz C.S. Bruto Natural branco 2008
CARMIM
Murganheira Távora-Varosa Touriga Nacional Blanc de Noirs Bruto branco 2006
Sociedade Agrícola e Comercial do Varosa
BRANCOS
Quinta da Pedra Vinho Verde Alvarinho 2010
Quinta da Pedra
Quinta do Gradil Reg. Lisboa Arinto e Sauvignon 2011
Quinta do Gradil
Quinta do Regueiro Vinho Verde Alvarinho Reserva 2011
Quinta do Regueiro
QM Vinho Verde Alvarinho 2011
Quintas de Melgaço
Quinta da Bacalhôa Reg. Península de Setúbal 2011
Bacalhôa Vinhos de Portugal
Quinta do Cardo Beira Interior Síria 2011
Companhia das Quintas
Eminência Loureiro 2010
Quinta da Pedra
Olho de Mocho Reg. Alentejano Reserva 2011
Rocim
Aveleda Reserva da Família Bairrada 2011
Aveleda
Herdade da Calada Baron de B Alentejo Reserva 2010
BCH
ROSADOS
Vinha d´Ervideira Alentejo Colheita Seleccionada rosé 2011
Ervideira Sociedade Agrícola
TINTOS
Principal Bairrada Grande Reserva 2008
Colinas de São Lourenço
Júlio B. Bastos Reg. Alentejano Garrafeira Alicante Bouschet 2007
Júlio Bastos
Kopke Vinhas Velhas Douro 2008
Sogevinus Fine Wines
Passadouro Douro Touriga Nacional 2010
Quinta do Passadouro
Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador Dão 2008
Paço de Santar
Conde de Vimioso Reg. Tejo Reserva 2008
Falua
Incógnito Reg. Alentejano 2009
Cortes de Cima
Grandes Quintas Douro Reserva 2010
Sociedade Agrícola da Casa d’Arrochella
Palácio da Bacalhôa Reg. Península de Setúbal 2008
Bacalhôa Vinhos de Portugal
Valle Pradinhos Reg. Transmontano Reserva 2007
Maria Antónia Pinto de Azevedo Mascarenhas
FORTIFICADOS
Família Horácio Simões Moscatel Roxo 2007
Horácio dos Reis Simões
Burmester Porto Colheita 1952
Sogevinus Fine Wines
Kopke Porto Colheita 1937
Sogevinus Fine Wines
Bacalhôa Moscatel Roxo 2001
Bacalhôa Vinhos de Portugal
Messias Vinho do Porto 1980
Sociedade Agrícola e Comercial dos Vinhos Messias
Adega de Favaios Moscatel do Douro 1980
Adega Cooperativa de Favaios
Rozès Porto Vintage 2009
Rozès
Casa Ermelinda Freitas Moscatel de Setúbal Superior 2003
Casa Ermelinda Freitas
Cálem Porto Tawny 40 years Old
Sogevinus Fine Wines
Alambre Moscatel de Setúbal 20 anos
José Maria da Fonseca

quinta-feira, novembro 08, 2012

Encontro com o Vinhos e Sabores a partir de hoje na Junqueira

A Revista de Vinhos organiza o «Encontro com o Vinho e Sabores», que acontece pelo 13º ano consecutivo. O evento, que se inicia hoje, conta com mais de 350 produtores de vinho, queijo, presunto, enchidos e azeite. O público em geral pode visitar a mostra entre até domingo, entre as 14h30 e as 20h00. A segunda-feira está reservada a profissionais.

quinta-feira, novembro 01, 2012

Encostas de Penalva Tinto 2009

Há uns anos bati nesta referência (recorde aqui). Passados cinco anos depois desse texto e cinco colheitas depois, voltei a testá-lo. O resultado não tem nada a ver. Soube depois, mudou o enólogo. E quem é? António Narciso, uma das pessoas que está a mostrar que o Dão é uma grande região.
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Não é um grande vinho, nem é suposto que seja. O preço nem sempre quer dizer o que aparenta, mas neste tenho de revelar: não chega a quatro euros. Dei-os por bem gastos. Para o dia-a-dia está muito bem.
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À época, a crónica valeu-me uma maçadora troca de comentários. Desta vez, só espero que não me venham dar beijinhos… tanto também não.
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Origem: Dão
Produtor: Adega Cooperativa de Penalva do Castelo
Nota: 3,5/10

quarta-feira, outubro 31, 2012

Mundus Branco Leve (2011)

A primeira vez que bebi um «vinho leve», um étnico da Estremadura e parte do Ribatejo, não gostei. Mas é que não gostei mesmo. Porém, este Verão deixei-me seduzir pela curiosidade insistente: será que uma nova prova daria um resultado diferente?
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Sim deu. Repeti e voltou a dar. E mais uma vez, idem. Que bela coisa para alegrar o Estio! Para a piscina, para a tarde depois da praia, para as saladas, marisco e churrascos. Gostei, pá!
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9,5% de álcool, pá!
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Origem: Regional Lisboa
Produtor: Adega Cooperativa da Vermelha
Nota: 3,5/10

terça-feira, outubro 30, 2012

Conde de Vimioso Colheita Seleccionada Branco 2011

Mandaram-me duas garrafas e em ambas veio frescura e descontracção. Uma consumiu-se enquanto dava apoio a um amigo que aqui veio cozinhar e a outra servi-a com uma salada de múltiplos vegetais. É um vinho com graciosa acidez, frescura que se lhe junta as notas cítricas, do limão e da casca de lima.
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Origem: Regional Tejo
Produtor: Falua
Nota: 5,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

segunda-feira, outubro 29, 2012

Stanley Tinto Reserva 2008

Ora, depois do branco, o tinto. Este feito em terras sadinas, mas sem a carismática castelão. Touriga nacional, touriga franca, syrah e petit verdot são as castas do lote deste reserva.
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É um belíssimo vinho. Porém, não me causou grandes arrepios. Todavia, agradou-me o jogo entre as castas… quase me apetece dizer: tiki-taca. Jogam bem, muito bem… eu é que não gosto do futebol do Barcelona.
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Resumando e concluando: valerá a experiência e certamente terá um grande agrado no público, nem duvido. Apenas me permito não ir à bola com ele. Para que não restem dúvidas: Nota claramente positiva (correspondente a muito bom).
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: Fundação Stanley Ho
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quarta-feira, outubro 24, 2012

Seis mil provaram vinho em Foz Côa

A I edição do Festival do Vinho do Douro Superior recebeu mais de 6.000 visitantes. O evento, que decorreu em Foz Côa entre 19 e 21 de Outubro, superou as expectativas da Câmara Municipal, entidade que organizou a mostra.
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O presidente da Câmara de Foz Côa, Gustavo Duarte, sublinha que, para o seu município, onde se situam as grandes marcas de vinhos, era «forçoso, e até obrigatório» avançar com um evento desta natureza.

Resultados do I Concurso de Vinhos do Douro Superior

Conceito Branco 2010, Quinta do Vale Meão Tinto 2009,  Butler Nephew & Co Porto Tawny 40 anos foram eleitos os «Melhores Vinhos» no Concurso de Vinhos do Douro Superior, nas categorias de brancos, tintos e Portos, respectivamente.
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Esta prova, que se realizou no I Festival do Vinho do Douro Superior, contou com 150 referências em prova. A organização, em comunicado, mostrou-se surpreendida com a adesão dos produtores; quase todos os 50 produtores que participam no I Festival do Vinho do Douro Superior submeteram vinhos a concurso.
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Lista de premiados:
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Prémio Melhores Vinhos
Conceito branco 2010 (Conceito Vinhos)
Quinta do Vale Meão tinto 2009 (Francisco Olazabal & Filhos)
Butler Nephew & Co Porto Tawny 40 anos (Christie’s Port Wine)
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Vinhos Brancos
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Medalhas de Ouro
Conceito branco 2010 (Conceito Vinhos)
Quinta dos Castelares branco 2011 (Casa Agrícola Manuel Joaquim Caldeira)
Tons de Duorum branco 2011 (Duorum Vinhos)
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Medalha de Prata
Palato do Côa branco 2011 (5 Bagos – Sociedade Agrícola)
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Medalhas de Bronze
D. Graça Viosinho Reserva branco 2010 (Vinilourenço)
Muxagat “Os Xistos Altoa” branco 201 (Muxagat)
Pios branco 2011 (Quinta de Vale de Pios)
Quinta da Mieira branco 2011 (João Turégano Soc. Vinícola Unipessoal)
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Vinhos Tintos
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Medalhas de Ouro
Quinta do Vale Meão tinto 2009 (Francisco Olazabal & Filhos)
Conceito tinto 2009 (Conceito Vinhos)
Fronteira Reserva tinto 2010 (Companhia das Quintas)
Quinta da Leda tinto 2009 (Sogrape Vinhos)
Quinta da Touriga Chã tinto 2009 (Jorge Rosas)
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Medalhas de Prata
Casa da Palmeira Reserva tinto 2008 (Manuel Joaquim Pinto)
Duorum Old Vines Reserva tinto 2009 (Duorum Vinhos)
CARM Grande Reserva tinto 2008 (CARM – Casa Agrícola Reboredo Madeira
Fraga da Galhofa Touriga Nacional tinto 2009 (Vinilourenço)
Lupucinus Reserva tinto 2009 (Quinta de Lubazim)
Palato do Côa Reserva tinto 2009 (5 Bagos – Sociedade Agrícola)
Pios tinto 2009 (Quinta de Vale de Pios)
Quinta da Canameira Grande Reserva tinto 2010 (Sampaio e Melo Cabral Vinhos de Quinta)
Quinta da Silveira Grande Escolha tinto 2004 (Sociedade Agrícola Vale da Vilariça)
Quinta Dona Doroteia Reserva tinto 2009 (Sebastião Oliveira)
Quinta de Vila Maior tinto 2007 (Manuel Joaquim Pinto)
Van Luyt Reserva tinto 2009 (Quinta de Alaúde)
Quinta dos Quatro Ventos Reserva tinto 2007 (Aliança Vinhos de Portugal)
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Medalhas de Bronze
Papa Figos tinto 2010 (Sogrape Vinhos)
Fonte das Vinhas tinto 2009 (Meireles Douro Soc. Agrícola e Comercial)
Casa da Palmeira tinto 2008 (Manuel Joaquim Pinto)
Grandes Quintas Reserva tinto 2010 (Sociedade Agrícola da Casa D’Arrochella)
Holminhos Touriga Nacional-Touriga Franca tinto 2009 (Quinta dos Holminhos)
In Culto Reserva tinto 2009 (Zero Defeitos)
Quinta da Silveira Reserva tinto 2008 (Sociedade Agrícola Vale da Vilariça)
Puro Quinta da Touriga tinto 2009 (Jorge Rosas)
Callabriga tinto 2009 (Sogrape Vinhos)
Vale de Pios tinto 2008 (Quinta de Vale de Pios)
Mapa tinto 2009 (Pedro Mário Garcias)
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Vinhos do Porto
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Medalha de Ouro
Butler Nephew & Co Porto Tawny 40 anos (Christie’s Port Wine)
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Medalhas de Prata
Amável Costa 20 anos (Agostinho Amável Costa)
Duorum Vinha de Castelo Melhor Vintage 2009 (Duorum Vinhos)
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Medalha de Bronze
Amável Costa Tawny 30 anos (Agostinho Amável Costa)

Quinta de Fronteira ganha ouro em Foz Côa

O Quinta da Fronteira Reserva 2010 foi premiado com Medalha de Ouro na categoria de Tintos no Concurso de Vinhos do Douro Superior, que decorreu a 19 de Outubro em Foz Côa, informou a Companhia das Quintas.

Museu do Côa e Lavradores de Feitoria juntos num vinho

A empresa Lavradores de Feitoria associou-se ao Museu do Côa para, em parceria, lançarem uma nova marca de vinho. Museu do Coa by Lavradores de Feitoria é o néctar que nasceu duma conjugação de vontades e materializado num tinto de 2009.
Segundo Fernando Real, presidente da Fundação Côa Parque, «este vinho é fruto de uma iniciativa – a primeira de outras que se seguirão com este ou outros players da região – com um significado muito especial porque resulta de um conjunto de ideias partilhadas. Quem comprar Museu Coa by Lavradores de Feitoria estará a alimentar o corpo e o espírito». Cada garrafa tem um vale para uma entrada gratuita no Museu do Côa.
Para Olga Martins, CEO da Lavradores de Feitoria, este é mais um passo para promover o Douro «no seu todo e em parceria, algo que faz parte da cultura» da empresa. «Com esta iniciativa estamos a aliar gastronomia com cultura, património e paisagem. Com o património vamos promover o nosso vinho e com o vinho trazer pessoas a conhecerem o Museu do Côa e o Douro».
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O Museu do Coa by Lavradores de Feitoria Tinto 2009 é um vinho feito com uvas das quintas que a Lavradores de Feitoria possui na sub-região do Douro Superior (onde fica localizado o Museu do Côa), juntando touriga nacional (70%), tinta roriz (20%) e 10% de uma mistura de castas de uma parcela de vinhas velhas.
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Com um preço de venda ao público recomendado de 15 euros, o Museu do Coa by Lavradores de Feitoria Tinto 2009 pode ser adquirido no Museu do Côa, mas também em garrafeiras e lojas seleccionadas em todo o país.
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A concepção gráfica do rótulo do Museu do Coa by Lavradores de Feitoria foi inspirada numa das cabras materializada na «rocha 6» da Penascosa, sendo a cabra um dos quatro temas zoomórficos fundamentais mais figurados na arte paleolítica do Côa (juntamente com o cavalo, o auroque e os cervídeos).
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A «rocha 6» da Penascosa é um painel vertical xisto-gauváquico, com uma superfície relativamente lisa, que guarda algumas gravuras da época Gravettense (+/-25.000 - +/-18.000 anos antes do presente), o mais antigo período da arte paleolítica do Côa. Dois cavalos e duas cabras surgem aqui associados, gravados por picotagem profunda e sobrepostos entre si. Há ainda um terceiro cavalo figurado mais à esquerda do painel. Todas estas figuras estão representadas em perfil absoluto, como que vogando num espaço etéreo, sem representação de solo. Embora ao ar livre, a profundidade dos traços originais destas gravuras ainda hoje permite a sua boa visualização.
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Nota: Em breve este vinho será aqui comentado.

Heritage Wines lança Wine Skin

A Heritage Wines acaba de lançar no mercado português o Wine Skin, uma embalagem resistente, em plástico flexível e selado em todas as suas junções, «que permite o transporte seguro de vinhos e outras bebidas», refere a distribuidora em comunicado.
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De acordo com a empresa, este produto «vem responder aos diferentes desafios no transporte do vinho: tanto para viagens, dado que as garrafas têm que ser obrigatoriamente transportadas em bagagem de porão, como para envios por correio ou transporte expresso».
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Wine Ski tem um interior revestido com bolhas de ar  e dupla selagem à prova de fugas, em caso da garrafa partir, garante a empresa. O objecto foi desenhado para ser utilizado em garrafas de 0,375 litro a 0,75 litro.

domingo, outubro 07, 2012

Novo Guia Popular de Vinhos de Aníbal Coutinho

O crítico de vinhos Aníbal Coutinho lançou o Guia Popular de Vinhos 2013, com escolhas entre os dois e os dez euros no supermercado. Esta é a sétima edição da publicação e baseia-se na escolha de 529 vinhos para consumo diário.
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Disponível nas bancas por um preço de 9,99 euros, o Guia Popular de Vinhos 2013 apresenta cada vinho com o preço (em dois intervalos de dois a cinco euros e de cinco a dez euros), uma breve nota de prova, a região de origem, o teor alcoólico e distingue com um, dois ou três corações os melhores entre os melhores da publicação.

segunda-feira, setembro 24, 2012

002 para 007

A Bollinger lançou uma edição exclusiva de Bollinger La Grande Année 2002, especialmente desenhada para celebrar os 50 anos do agente secreto James Bond.
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A ligação de 007 à casa de Champanhe dura há já 40 anos, tendo estes vinhos surgido em 12 dos 23 filmes da saga. Em «Skyfall», com data de estreia em Portugal prevista para o final de Outubro, a Bollinger volta a ser eleita de Bond.
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A edição limitada «002 para 007» é apresentada numa embalagem em forma de silenciador de arma e com um cadeado que só abre se introduzido o código: 007.

Festival do Douro Superior

A Câmara de Vila Nova de Foz Côa promove, nos próximos dias 19, 20 e 21 de Outubro, o I Festival do Vinho do Douro Superior. A edilidade pretende assim dar a conhecer os vinhos desta sub-região duriense e outros produtos regionais.

quinta-feira, setembro 13, 2012

Vinhos Monte Cruz

Horas e momentos. Um dia, na mercearia de sempre, cruzei-me com uma senhora, prima deste produtor. A Dona São, proprietária da loja, já não sei bem porquê, disse-lhe que eu curtia vinhos. Pois a tal outra senhora, a cliente, elucidou-me quanto ao seu sangue: prima de vinhateiro alentejano. Disse-me mais: um dia trar-me-ia umas garrafas do parente.
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Assim foi: um dia tinha uma caixa com as diferentes referências do produtor Monte Cruz. Há designações várias, mas o que fixei foi o «Tem Avondo», termo que em alentejano quer dizer «basta», «tem que baste», «suficiente», «abunda», etc…   pode parecer estranho, mas abundância vem do mesmo.
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Lembro-me bem do «tem avonde», com «E», como se usa em Castro Verde. Mas com «E» ou com «O» vai dar ao mesmo. Em alentejano nos entendemos. E com esta expressão se pode resumir o carácter ou identidade duma região. Tem lá tudo! Basta saber alentejano.
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Com tão boa marca, supus que este(s) vinho seria fácil de encontrar na internet. Engano! Saber informações não tem que abunde. Aliás, é impressionante a abundância de produtores que vive nos anos oitenta do século vinte. É preciso abrir a pestana… ou então vive-se bem, longe do mercado, dos enófilos e dos consumidores em geral.
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As garrafas chegaram, infelizmente algumas por identificar. Posso imaginar a marca, mas trata-se de «suponhamos». Um tinto sem madeira, um Sy TN (supondo syrah e touriga nacional), um rosé, Monte do Outeiro Branco, Monte do Outeiro Tinto e Tem Avondo Tinto.
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Avaliados, a impressão é positiva, mas sem transcendência ou luz. Qualidade regular, vinhos bem feitos, mas sem história ou estória. O nome prometia… Desconhecendo os preços, fiquei com a impressão que os Monte do Outeiro terão um preço mais elevado, embora a minha costela de marketeer me diga que a marca forte seria o «Tem Avondo». De qualquer dos modos, a qualidade de uns não abanou a qualidade de outros. Ou seja, não senti um salto qualitativo… basicamente, duas marcas, uma só percepção.
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Alguns dos vinhos não dão para indicar a marca, visto terem vindo com meras indicações manuais. A situação é a mesma quanto à designação de origem. Nos provados, nenhum leva nota negativa, mas também não supera o óbvio.
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O branco, Monte do Outeiro, feito com a casta antão vaz, não mexeu comigo. Não que o vinho seja mau, mas porque embirro com a casta. Nada a fazer: não gosto e nem percebo qual o interesse.
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O Monte do Outeiro Tinto 2010 satisfaz. Não o poria à entrada dum jantar, mas bate-se com denodo. Não deslumbra nem descontenta. Fruta vermelha madura, notas levemente fumadas e final mediano.
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O rosé manteve-se na banalidade. Sim, positivo, mas sem rasgo ou grande interesse. Morango, framboesa no nariz, mas pouca acidez e final curto.
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O «Sy» sem madeira 2011, que desconfio ser um syrah… lamento, mas não vi qualquer interesse. É bem feito, mas e então? Gosto de madeira no vinho (qb)… e este, soube-me a pouco.
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O «Sy Tn» 2010, suponho syrah e touriga nacional, teve um ano em estágio em madeira e o resultado é bem melhor que o anterior. Sem grandezas nem abusos, mostra alguma compota e chocolate. Na boca não fere nem apaixona.
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O Tem Avondo Tinto 2010 não pôde ser avaliado, visto a amostra estar contaminada com o chamado aroma e sabor a rolha (TCA).
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Monte do Outeiro Branco 2011
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Monte Cruz
Nota: 4/10
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Monte do Outeiro Tinto 2010
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Origem: Regional Alentejano
Produtor; Monte Cruz
Nota: 4/10
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«Rosé» 2011
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Origem: ?
Produtor: Monte Cruz
Nota: 3,5/10
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«Sy» sem madeira 2011
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Origem: ?
Produtor: Monte Cruz
Nota: 3/10
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«Sy Tn» 2010
Origem: ?
Produtor: Monte Cruz
Nota: 4,5/10
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Tem Avondo Tinto 2010
Origem: Regional Alentejano
Produtor: Monte Cruz
Nota: X/10
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.