quinta-feira, março 23, 2017

Casa Santa Vitória apresenta novidades

Gosto de pesquisar antes de escrever e agora fiquei surpreendido. A Casa Santa Vitória é, perspectivando, uma firma recente, criada em 2002. É curioso como dava como adquirido uma fundação mais distante.
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Nos 127 hectares de vinha estão plantadas as castas tintas alfrocheiro, alicante bouschet, aragonês, baga, cabernet sauvignon, merlot, syrah, tinta caiada, touriga nacional e trincadeira. Nas brancas, as variedades escolhidas são antão vaz, arinto, chardonnay, sauvignon blanc, verdelho e viosinho.
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O domínio é formado por cinco herdades, situadas numa zona bastante quente, não distante de Aljustrel, Beja e Ferreira do Alentejo. A secura é compensada com a proximidade da barragem do Roxo. Daí advém frescura.
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Convidado a provar alguns dos vinhos, coisa que há algum tempo não fazia, gostei do que bebi:
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O Versátil Branco 2016 é um lote de antão vaz, arinto e viosinho, sem estágio em madeira. Resulta muito bem, com frescura do arinto e algum exotismo concedido pelo viosinho.
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O Santa Vitória Branco 2016 fez-se com as castas arinto e verdelho e não conheceu estágio em madeira, mostra-se fresco e apetitoso, exigindo comida.
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O Santa Vitória Grande Reserva Tinto 2014 está um vinhaço! É um conjunto das castas cabernet sauvignon, syrah e touriga nacional, que conheceu 14 meses de estágio em barricas novas de carvalho francês e um ano em garrafa.
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O Inevitável 2014 é um tinto acima e que dificilmente não preencherá uma parcela importante duma refeição e sua conversa gastronómica. É um vinho fresco e com uma fórmula interessante de duas castas com «verdura»: baga (50%) e cabernet sauvignon (50%).
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A área de vinha é apenas uma parte do território da Casa Santa Vitória, que totaliza 1.620 hectares. O olival ocupa 150 hectares, sendo dominado pelas cultivares cobrançosa, cordovil, galega e picual. Ali produzem-se também frutas, nomeadamente ameixa, nectarina, pêra rocha e pêssego. O cultivo de cereais tem igualmente relevância. Uma vez que a firma faz parte do grupo Vila Galé, o turismo é uma componente relevante da actividade.
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A enologia está entregue a Patrícia Peixoto, conta com consultadoria de Bernardo Cabral, que em tempos dirigiu os trabalhos. Em termos de produtos, há 12 vinhos um azeite e um vinagre, com estágio de um ano em barrica, ambos com a designação Santa Vitória.
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Quero saudar a franqueza da enóloga em assumir o uso de madeira como componente do vinho. Sinceramente, estou cansado do modismo dos vinhos sem madeira, em que a fruta é o Graal. Obviamente que existe quem o faça por conceito e gosto pessoal, mas, parece-me, que hoje a má fama da madeira se deve sobretudo ao preço das barricas. Há muita conversa para justificar opções.
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A base é constituída pelos Versátil Branco, Versátil Rosé e Versátil Tinto. A gama da marca Santa Vitória é formada por reservas e monovarietais – Santa Vitória Reserva Branco, Santa Vitória Reserva Rosé, Santa Vitória Reserva Tinto, Santa Vitória Cabernet Sauvignon, Santa Vitória Touriga Nacional, Santa Vitória Grande Reserva Branco, Santa Vitória Grande Reserva Tinto e Santa Vitória Licoroso. No topo está o tinto Inevitável.

sexta-feira, fevereiro 24, 2017

20ª Gala da Revista de Vinhos – os melhores de 2016

Organizar uma festa para 1.000 pessoas não é tarefa simples… digo eu que organizei dois jantares para mais de 60 amigos. A Revista de Vinhos montou, a 17 de Fevereiro, na Alfândega do Porto, a 20ª edição da gala dos prémios dos melhores vinhos, restaurantes e profissionais.
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Os «Prémio Excelência» foram atribuídos a 30 vinhos, nomeadamente 15 tintos, oito brancos, seis fortificados e um espumante. A região do Douro foi a região obteve mais troféus (12, sendo nove tranquilos e três Porto), seguida do Alentejo (sete), Dão (cinco), Vinho Verde (dois), Setúbal (dois), Bairrada (um – único espumante premiado) e Madeira (1).
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Os prémios especiais foram:
«Produtor Revelação» – Quinta da Boavista (Douro)
«Produtor do Ano» – Herdade da Malhadinha Nova (Alentejo)
«Cooperativa do Ano» – Adega de Borba (Alentejo)
«Empresa» – Sociedade Agrícola Boas Quintas (Dão)
«Empresa Generosos» – Ramos Pinto (Porto)
«Identidade e Carácter» – V Puro / C20 (Dão e Bairrada)
«Enólogo» – Jorge Serôdio Borges
«Enólogo de Vinhos Generosos» – Carlos Alves
«Viticultura» – Aveleda
«Organização» – Comissão Vitivinícola Regional do Alentejo
«Enoturismo» – Monverde Wine Experience Hotel (Telões – Amarante)
«Garrafeira do Ano» – Cave Lusa (Viseu)
«Loja Gourmet» – Manuel Tavares (Lisboa)
«Wine Var» – Wine Quay Bar (Lisboa)
«Restaurante» – Mesa de Lemos (Silgueiros – Viseu)
«Restaurante Tradicional» – O Gaveto (Matosinhos)
«Sommelier» – Rodolfo Tristão (Restaurante Belcanto – Lisboa)
«Prémio de Gastronomia “David Lopes Ramos”» – Miguel Castro e Silva (Mercado da Ribeira Time Out, Less by Miguel Castro e Silva deCastro Gaia e deCastro Flores)
«Senhor do Vinho» – João Portugal Ramos
«Campanha Publicitária» – Campanha «EA, a inspiração bebe-se» – Aletiler Albuquerque para a EA
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A Revista de Vinhos entregou 225 prémios «Melhores de Portugal». Trata-se de um número recorde. A publicação refere que em 2013 foram 148, em 2014 ganharam 169 e em 2015 registaram-se 183.
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Espumante:
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Quinta da Calçada Colheita Imperial Reg. Minho Espumante Reserva branco
Argau Cuvée IG Beira Atlântico Espumante branco
Monte Cascas Altitude Távora-Varosa Espumante Reserva 2011
São Domingos Lopo de Freitas Bairrada Espumante branco 2011
Conceito Espumante Brut Nature branco 2013
Campolargo Bairrada Espumante Pinot Noir rosé 2013
Quinta das Bágeiras Bairrada Espumante Super Reserva branco 2013
QMF Virgílio de Sousa Particular Bairrada Espumante branco 2011
Real Companhia Velha Espumante Chardonnay / Pinot Noir branco 2013
Herdade do Rocim Alentejo Espumante Brut Nature rosé 2014
Ravasqueira Espumante Alentejano Alfrocheiro Grande Reserva Brut Nature 2012
Messias Blanc de Noirs Baga-Bairrada Espumante Grande Reserva branco 2012
Murganheira Blanc de Noirs Távora-Varosa Espumante Touriga Nacional branco 2009
Murganheira Czar Gran Cuvée Távora-Varosa Espumante rosé 2010
Murganheira Vintage Távora-Varosa Espumante branco 2007
Real Senhor Espumante Blanc de Blancs Velha Reserva branco 2012
Vértice Cuvée Douro Espumante branco
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Tranquilos:
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Açores:
Cacarita Pico branco 2014
Terrantez do Pico by António Maçanita Pico Terrantez branco 2015
Verdelho o Original by António Maçanita Pico Verdelho branco 2015
Frei Gigante Pico Garrafeira branco 2011
Czar Pico Licoroso Meio Doce 2009
Czar Pico Licoroso Seco 2009
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Alentejo:
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Adega de Borba Alentejo Garrafeira tinto 2011
Herdade Grande Reg. Alentejano Grande Reserva tinto 2013
Quinta do Carmo Reg. Alentejano Reserva tinto 2012
Herdade de São Miguel Private Collection Reg. Alentejano tinto 2012
Inevitável Reg. Alentejano tinto 2014
Cortes de Cima Reg. Alentejano Touriga Nacional tinto 2014 
Incógnito Reg. Alentejano tinto 2012
Esporão Alentejo Reserva branco 2015
Herdade do Esporão S Alentejo Syrah tinto 2011
Tricot Reg. Alentejano tinto 2014
Preta Reg. Alentejano Grande Reserva tinto 2013
Pêra-Manca Alentejo branco 2014
Scala Scoeli Reg. Alentejo branco 2014
Vinhas da Ira Reg. Alentejano tinto 2011
Malhadinha Reg. Alentejano branco 2015
Marias da Malhadinha Reg. Alentejano tinto 2013
Touriga Nacional da Peceguina Reg. Alentejano Touriga Nacional tinto 2013 
Herdade das Servas Parcela V Reg. Alentejano tinto 2011
Freixo Family Collection Reg. Alentejano tinto 2014
Herdade dos Grous Moon Harvested Reg. Alentejano tinto 2013
José de Sousa Mayor Reg. Alentejano tinto 2014
Dona Maria Reg. Alentejano Touriga Nacional tinto 2013 
Dona Maria Reg. Alentejano Petit Verdot tinto 2013
Júlio B. Bastos Alentejo Alicante Bouschet Grande Reserva tinto 2012
Paulo Laureano Selectio Alentejo Tinta Grossa tinto 2013
Paulo Laureano Selectio Alentejo Vidigueira Touriga Nacional tinto 2013 
Grande Rocim Alentejo Reserva tinto 2013
Escultor Reg. Alentejano tinto 2012
Herdade Paço do Conde Winemakers Selection Reg. Alentejano tinto 2011
Herdade do Sobroso Cellar Selection Alentejo Antão Vaz e Alvarinho branco 2015
MR Premium Reg. Alentejano branco 2013
Essência do Peso Alentejo tinto 2014
Outeiro Reg. Alentejano tinto 2012
Folha do Meio Reg. Alentejano Grande Reserva tinto 2011
Mouchão Alentejo tinto 2011
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Algarve:
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Barranco Longo Reg. Algarve Petit Verdot Reserva tinto 2013
Blush Tête de Cuvée Reg. Algarve rosé 2015
Marquês dos Vales Reg. Algarve Touriga Nacional tinto 2013 
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Bairrada e Beira Atlântico:
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Terroir Cantanhede 2221 Bairrada tinto 2011
Frei João Bairrada Clássico branco 2015
Quinta de Foz de Arouce Reg. Beira Atlântico branco 2014
Nossa Calcário Bairrada Bical branco 2015
Kompassus Bairrada Reserva branco 2013
Kompassus IG Beira Atlântico Alvarinho branco 2015
Luís Pato Vinha Barrosa Bairrada tinto 2013
Luís Pato Vinha Pan Bairrada tinto 2012
Campolargo Bairrada branco 2014
Campolargo C.C. Bairrada tinto 2012
Quinta das Bágeiras Avô Fausto Bairrada branco 2015
Quinta das Bágeiras Bairrada Garrafeira tinto 2011
Gonçalves Faria IG Beira Atlântico branco 2013
Aliás Bairrada tinto 2013
Outrora Bairrada Clássico Baga tinto 2012
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Beira Interior:
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Quinta do Cardo Beira Interior Síria Reserva branco 2014
Quinta dos Termos Vinhas Velhas Beira Interior Reserva tinto 2013
Beyra Superior Beira Interior tinto 2013 
By Rui Roboredo Madeira Beira Interior tinto 2014
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Dão:
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Quinta da Alameda Dão Reserva branco 2015
António Madeira Vinha da Serra Dão tinto 2013
Varanda da Serra Dão tinto 2013
Druida Dão Encruzado Reserva branco 2015
Druida Dão tinto 2013
Teixuga Dão branco 2013
Casa da Passarella O Fugitivo Vinhas Centenárias Dão tinto 2013
Villa Oliveira Dão Encruzado branco 2014
Ladeira da Santa Dão Grande Reserva tinto 2015
Pedro & Inês Dão tinto 2012
Ribeiro Santo Dão Touriga Nacional tinto 2012 
Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador Dão branco 2013
Pedra Cancela Amplitude Dão tinto 2013
Pedra Cancela Dão Touriga Nacional tinto 2013
Quinta da Fata Talhão do Alto Dão Touriga Nacional Grande Reserva tinto 2014
Primus Dão branco 2014
Quinta das Marias Cuvèe TT Dão Reserva tinto 2014
Quinta de Lemos Dão Touriga Nacional tinto 2010 
Quinta do Perdigão Dão Touriga Nacional tinto 2009 
Quinta do Sobral Santar Dão Touriga Nacional tinto 2013 
Quinta da Falorca Dão Touriga Nacional tinto 2011 
Casa de Santar Dão Nobre tinto 2013
Casa de Santar Vinha dos Amores Dão Touriga Nacional tinto 2011
Quinta dos Carvalhais Dão Encruzado branco 2015
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Douro:
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Duas Quintas Douro Reserva tinto 2014
Abandonado Douro tinto 2013
Alves de Sousa Reserva Pessoal Douro tinto 2007
CARM Douro Grande Reserva tinto 2013
Oboé (rótulo preto) Douro Grande Escolha tinto 2011
Duorum O. Leucura Douro Reserva tinto 2011
Crochet Douro tinto 2014
Monte Meão Douro Touriga Nacional tinto 2013
Foz Torto Vinhas Velhas Douro tinto 2014
Comendador Delfim Ferreira Douro Grande Reserva tinto 2011
Quinta do Isaac Douro tinto 2013
Pó de Poeira Reg. Duriense branco 2015
Poeira Ímpar Reg. Duriense tinto 2009
Três Bagos Douro Grande Escolha Estágio Prolongado tinto 2005
CV Douro branco 2015
Quinta Vale D. Maria Vinha da Francisca Douro tinto 2014
Boa-Vista Douro Reserva tinto 2013
Maritávora Douro Grande Reserva tinto 2014
Batuta Douro tinto 2014
Quanta Terra Douro Grande Reserva tinto 2013
Canameira Douro Grande Reserva tinto 2011
Passagem Douro Grande Reserva tinto 2009
Quinta do Couquinho Douro Reserva tinto 2013
Quinta do Crasto Douro Tinta Roriz tinto 2014
Quinta do Noval Douro tinto 2014
Passadouro Douro Reserva tinto 2014
Quinta do Pôpa Homenagem Douro tinto 2011
Quinta do Vallado Douro Reserva branco 2015
Mirabilis Douro Grande Reserva branco 2015
Mirabilis Douro Grande Reserva tinto 2013
Síbio Douro tinto 2014
Quinta Seara d' Ordens Vinhas Velhas Douro Reserva tinto 2012
Quinta do Portal Douro Touriga Nacional tinto 2013 
Casa Burmester Douro Touriga Nacional tinto 2011 
Quinta da Leda Douro tinto 2014
Quinta do Vesúvio Douro tinto 2014
Pintas Douro tinto 2014
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Lisboa:
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Adega Mãe Terroir Reg. Lisboa tinto 2012
CH by Chocapalha Reg. Lisboa Touriga Nacional tinto 2013
Chocapalha Vinha Mãe Reg. Lisboa tinto 2012
Monte Cascas Colares Ramisco tinto 2011
Casal Sta. Maria Colares Ramisco tinto 2007
Quinta do Boição Reg. Lisboa Reserva tinto 2010
Ex aequo Reg. Lisboa tinto 2012
Aurius Reg. Lisboa Touriga Nacional e Syrah tinto 2011 
Quinta do Monte d’Oiro Reg. Lisboa Reserva tinto 2012
Syrah 24 Limited Edition Reg. Lisboa tinto 2012
Quinta do Gradil Reg. Lisboa Tannat tinto 2014
Vale da Mata Reg. Lisboa Reserva tinto 2012
Vale da Capucha Reg. Lisboa branco 2012
3 Autores Reg. Lisboa Grande Reserva tinto 2011
Morgado de Sta. Catherina Bucelas Reserva branco 2014
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Península de Setúbal
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Berardo Reserva Familiar Reg. Península de Setúbal branco 2015
Cova da Ursa Reg. Península de Setúbal Chardonnay branco 2015
Casa Ermelinda Freitas Reg. Península de Setúbal Petit Verdot tinto 2011
Periquita Superyor Reg. Península de Setúbal tinto 2014
Cavalo Maluco Reg. Península de Setúbal tinto 2011
Quinta do Piloto Palmela Reserva tinto 2013
Comendador Costa Reg. Península de Setúbal Baga Reserva Especial tinto 2013
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Tejo:
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Quinta da Lapa Homenagem 500 Anos Sta. Teresa D'Ávila Do Tejo Reserva tinto 2013
Grande Touriga Do Tejo Touriga Nacional Grande Reserva tinto 2012
Mythos Reg. Tejo tinto 2013
1836 Do Tejo Fernão Pires Grande Reserva branco 2015
1836 Reg. Tejo Grande Reserva tinto 2014
Marquesa de Alorna Do Tejo Grande Reserva branco 2014
Marquesa de Alorna Do Tejo Grande Reserva tinto 2012
Tributo Reg. Tejo tinto 2014
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Trás-os-Montes:
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Valle Pradinhos Reg. Transmontano Reserva branco 2015
Valle Pradinhos Reg. Transmontano Reserva tinto 2007
Quinta de Arcossó Trás-os-Montes Reserva tinto 2011
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Vinho Verde:
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Deu-la-Deu Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho Reserva branco 2014
Anselmo Mendes Curtimenta Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2014
Expressões Vinho Verde Monção e Melgaço branco 2014
Muros de Melgaço Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2015
Dona Paterna Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2015
Vale dos Ares Limited Edition Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2014
Regueiro Primitivo Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2014
QM Vinhas Velhas Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2015
Soalheiro Primeiras Vinhas Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2015
Singular Vinho Verde branco 2015
Quinta da Calçada Vinhas Velhas Vinho Verde branco 2012
Arêgos Vinho Verde Avesso Grande Escolha branco 2015
Aphros Vinho Verde Loureiro branco 2015
Aveleda Reserva da Família Reg. Minho Alvarinho branco 2014
Quinta de San Joanne Escolha Vinho Verde branco 2014
Quinta do Cruzeiro Vinho Verde Reserva branco 2013
Covela Edição Nacional Vinho Verde Avesso branco 2015
Quinta da Massôrra Reg. Minho Reserva branco 2014
Quinta do Ameal Escolha Reg. Minho branco 2015
Cazas Novas Vinho Verde Avesso branco 2015
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Sem denominação de origem:
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Anima L11 Vinho tinto 2011
Dominó Monte Pratas Vinho branco 2012
Quinta de Lourosa Vinha do Avô Vinho Arinto branco
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Fortificados:
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Bairrada:
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Martins da Costa Bairrada Abafado 1960
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Madeira:
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Henriques & Henriques Madeira Terrantez 20 Anos
Blandy’s Madeira Bual Vintage 1966
Blandy’s Madeira Terrantez Vintage 1977
Ribeiro Real Lote 1 Madeira Sercial 20 Anos
Ribeiro Real Madeira Tinta Negra 20 Anos Lote 1 Meio Doce
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Moscatel do Douro:
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Secret Spot Casco VII Moscatel do Douro 40 anos
Portal Moscatel do Douro Reserva 2004
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Moscatel de Setúbal:
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J.M.S. Moscatel de Setúbal Superior 1998
Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 20 Anos 1996
Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 2002
Bacalhôa Setúbal Moscatel Roxo Superior 20 Anos 1996
Alambre Moscatel de Setúbal 40 Anos
Venâncio da Costa Lima Moscatel de Setúbal Superior 30 anos
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Porto:
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Ramos Pinto Quinta do Bom Retiro Porto Vintage 2014
Fragulho Porto Tawny 20 Anos
Fonseca Guimaraens Porto Vintage 2013
Taylor's Porto Tawny 20 Anos 
Rozès Porto Tawny 20 Anos
Barros Porto Tawny 20 Anos 
Calém Porto Tawny 20 Anos 
Ferreira Duque de Bragança Porto Tawny 20 Anos
Graham's Porto Tawny 20 Anos 
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Aguardentes:
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Aliança XO 40 Anos Aguardente Vínica Velha 
Adega Velha XO 30 Anos Vinho Verde Aguardente Vínica 
Caves S. João 94 Anos de História Bairrada Aguardente Vínica Velhíssima 1965
Magistra Lourinhã Aguardente Vínica 
Quinta do Gradil Aguardente Vínica Extra Old

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Carvalhas Memories

Há anos memoráveis e outros apenas uma fina camada de pó. Não fiz levantamento do que se foi passando ao longo dos séculos. Detenho-me em 1867 por ser dessa data o tronco do Vinho do Porto que assinala os 260 anos da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro – mais tarde ganhou a alcunha de Real Companhia Velha.
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O que se pode dizer dum vinho com 150 anos? Qualquer coisa será de menos e qualquer coisa será demais. Podem verter-se adjectivos, mas serão sempre substantivos. Não escrever nada, é nada.
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Valerá a pena contar se uma pequena elite o poderá provar? Bem, há a história, a estética, a gula e a inveja. Apenas 260 garrafas de tawny muito velho, cujo lote é 93% de 1867 e 7% de 1900.
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Os vinhos são como as pessoas: uns evoluem e outros não. Se há gente boa que falece jovem e canalhas idosos, no vinho só os melhores vivem longamente.
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Descrever um vinho destes é indiferente. Tem tudo o que um tawny velho deve ter, que um racho de pessoas identifica e outras tantas inventam. Não, não estou a dizer que os aloirados velhos são todos iguais. Têm diferentes intensidades e nuances nas sensações, sendo excelentes, a apreciação vai de boca.
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Origem: Porto
Produtor: Real Companhia Velha
Nota: 10/10

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Barca Velha 2008

O que se pode dizer dum Barca Velha é proporcional ao que pode ficar por dizer. É certamente o vinho português, como um todo, mais documentado e comentado. Cada um fala por si e…
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O Barca Velha 2008 é o mais recente. Quanto a mim, está acima de irmãos. O tempo dirá. Aqui, o tempo é determinante. É que a declaração só acontece quando se perspectiva uma longevidade fora do comum, além da exigida ao um Ferreirinha Reserva Especial – também ele com vida prolongada.
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No total, foram declarados 18 Barca Velha – sendo que existe uma garrafa de 1955, ano de que não existe documentação, que não foi nem rejeitada nem confirmada pela Sogrape. A raridade, a longevidade e o momento em que os bebi, sendo que nem todos tive oportunidade de saborear, não me permitem colocar numa escala que os classifique por uma ordem. Portanto, quando escrevi que este está acima de irmãos fiz qualquer coisa de insustentável do ponto de vista da argumetação.
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Luís Sottomayor é quem assinou, por último, o encargo de declarar Barca Velha. Pelo que me disseram, é um trabalho colectivo, mas cuja sentença é tarefa solitária. Possivelmente, poder assinar um vinho destes deve pesar, mas também é um privilégio e prazer.
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O Barca Velha 2008 fez-se com touriga franca (50%), touriga nacional (30%), tinta roriz (10%) e tinto cão (10%). Foi-me servido no maior copo de vinho que alguma vez levei à boca, eram talvez 21h00. Contou o escanção que fora aberto às 13h00 e decantado, com algum vigor, por duas vezes. Pois, ao conhecê-lo mostrou-se ainda contido… levou tempo a ver-se.
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A complexidade deste vinho retrata-se também através da evolução temporal. Os descritores iniciais, mais próximos da fruta, avançaram para as especiarias e diferentes madeiras. Vale a pena continuar? Certamente, a lista seria fastidiosa e, sabe-se, que as bocas e narizes têm diferentes memórias e sensibilidades… e o Barca Velha bebe-se quando se pode e deve, seja agora ou daqui por 30 anos. Venham eles e venham mais..
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Origem: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha / Sogrape
Nota: 10/10

MR Premium Rosé 2015 + Monte da Ravasqueira Reserva Branco 2015 + Monte da Ravasqueira Alvarinho 2015 + Monte das Ravasqueira Tinto 2015 + Monte da Ravasqueira Reserva Tinto 2013 + MR Premium Tinto 2012

Pedro Pereira Gonçalves tem-se mostrado um enólogo não apenas talentoso, algo que só se manifesta quando de trabalha empenhadamente, como fiável, desde os vinhos mais modestos aos mais sofisticados ou exigentes.
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Conheci-lhe o trabalho quando trabalhou em Vale d’Algares, empresa com bons propósitos e elevados objectivos, mas que fracassou. Quanto a isso não há nada a fazer. O certo é que o Grupo José de Mello foi busca-lo e, devido aos resultados, o promoveu a administrador na Sociedade D. Diniz.
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Ali, no Monte da Ravasqueira, uma herdade de 3.000 hectares, Pedro Pereira Gonçalves, e a sua equipa, tem sabido tirar proveito das condições naturais. Não apenas naturais. Trata-se de terroir – para mim apenas as características naturais não fazem um terroir, pois a agricultura e a viticultura são humanas, por isso o homem integra essa coisa compósita e complexa expressa num vocábulo francês.
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Ainda assim, usando a definição mais comum, limitada ao ambiente, não há ninguém que não diga que a sua propriedade não tem um terroir. A marca Alentejo é valiosa, mas há sempre uma natural vontade, seja por crença ou conversa, de diferenciar o território. Cansadinho de ouvir: «Este Alentejo é diferente», porque o que sobra, pelo que dizem, é todo igual.
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Obviamente que o Alentejo não é todo igual, nem há só dois nem três. Tudo isto para dizer que concordo quando dizem que o Monte da Ravasqueira é um Alentejo diferente. Refiro-me aqui, naturalmente, às características físicas, particularmente à orografia.
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O relevo confere aos vinhos uma frescura nem sempre presente no Alentejo. Como sabeis, aqui não se prova vinho – regra geral. Sendo um sítio de paixão, «a garrafeira do infotocopiável» assume-se subjectiva. Ora bem, os vinhos agora contados foram bebidos em ocasiões diversas e na companhia de diferentes pessoas. Umas gostaram mais e outras menos, sabendo que não souberam da globalidade. O traço comum na avaliação foi a frescura.
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Começo por o MR Premium Rosé 2015, feito apenas com uvas touriga nacional. Muito fresco, mas guloso, é mais do que divertimento de Verão, pois acompanha muito bem alimentos mais suaves. É um dos meus rosados predilectos. Sendo um vinho de homenagem, da família a José de Mello, abstenho-me de o pontuar.
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Monte da Ravasqueira Reserva Branco 2015 resulta da junção de viognier (60%) e alvarinho (40%). A francesa tem nascido muito bem no Alentejo, já a minhota tem sítios – acontece sair na forma de rebuçado… infelizmente, na região do Vinho Verdes anda a aparecer muito como laranjada, mas é conversa para outro dia. Pelas características naturais como por a colheita ser mais cedo – deduzo pela graduação alcoólica de 12,5º – resulta bastante fresco e prazenteiro na boca.
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O Monte da Ravasqueira Alvarinho 2015 traduz a frescura já bastamente afirmada. Diferente do conhecido na região do Vinho Verdes e na Galiza, também não é igual ao que surge no Alentejo. Tomando-o à refeição, onde se sabe comportar, penso que agrada mais a solo.
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O Monte das Ravasqueira Tinto 2015 resulta da junção de aragonês (35%), touriga nacional (35%), syrah (20%) e alicante bouschet (10%). Bebido agora seria diferente, mas não foi – aconteceu em 2016. Mantenho a opinião que os tintos que saem meses depois da vindima estão mancos. Claro que bem feito e com qualidade, mas…
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O Monte da Ravasqueira Reserva Tinto 2013 traduz bem a grande qualidade que a empresa se propôs alcançar. Junta syrah (60%) a touriga nacional (40%), uma dupla complementar que confere gulodice e elegância.
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O MR Premium Tinto 2012 é um dos maiores vinhos alentejanos. Sendo um vinho de homenagem, fico-me por aqui.

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MR Premium Rosé 2015
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola D. Diniz
Nota: X
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Monte da Ravasqueira Reserva Branco 2015
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola D. Diniz
Nota: 7/10
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Monte da Ravasqueira Alvarinho 2015
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola D. Diniz
Nota: 6,5/10
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Monte das Ravasqueira Tinto 2015
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola D. Diniz
Nota: 5/10
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Monte da Ravasqueira Reserva Tinto 2013
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola D. Diniz
Nota: 7/10
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MR Premium Tinto 2012
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola D. Diniz
Nota: X
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.

terça-feira, fevereiro 21, 2017

Carvalhas Branco 2014 + Carvalhas Vinhas Velhas 2011

A Quinta das Carvalhas situa-se à entrada da aldeia do Pinhão, na margem esquerda deste afluente do Douro. Os seus 600 hectares, dos quais 120 cultivados com vinha, vão da margem até aos 550 metros de altitude.
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Aí nascem uvas belíssimas, sem as quais não se faria bom vinho. A equipa de viticultura permite ao enólogo Jorge Moreira conseguir resultados ímpares. Agora chega o momento de contar dum branco e dum tinto, ambos merecem grande atenção.
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O Carvalhas Branco 2014 é para o Inverno – declaração redutora, servindo para expressar acompanhamento de comidas mais substanciais. Muito mais feliz (meu gosto) na boca do que se mostra no nariz, é um vinho que mostra mineralidade e acidez natural oculta (feliz) os 13,5% de álcool.
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O Carvalhas Vinhas Velhas 2011 é feliz por várias razões: expressa a natureza do local, mostra as características da região e traduz esse ano magnífico de 2011 – é um grande vinho. Apenas metade do vinho estagiou por 18 meses em barricas novas de carvalho francês. Bem bebido agora, quem o quiser guardar, faz bem.
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Termino este texto como comecei o anterior:
– Lembram-se do «Homem da Regisconta»?... Jorge Moreira é «aquela máquina»! O homem tem toque de Midas – felizmente Portugal tem mais gente capaz de tornar ouro em tudo onde põe a mão para expressar a vontade.
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Carvalhas Branco 2014
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Origem: Douro
Produtor: Real Companhia Velha
Nota: 8/10
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Carvalhas Vinhas Velhas 2011
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Origem: Douro
Produtor: Real Companhia Velha
Nota: 9/10
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Nota: Os vinhos Carvalhas foram enviados para prova pelo produtor.

Quinta do Síbio Field Blend Branco 2015 + Quinta do Síbio Ananico Branco 2015 + Quinta do Síbio Samarrinho 2015

Lembram-se do «Homem da Regisconta»?... Jorge Moreira é «aquela máquina»! O homem tem toque de Midas – felizmente Portugal tem mais gente capaz de tornar ouro em tudo onde põe a mão para expressar a vontade.
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Começou na Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, saiu e regressou. O trabalho tem projectado a multicentenária firma (1756), colocando-a no lugar que merece. O mais recente encargo decorre na Quinta do Síbio, propriedade desactivada durante anos.
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Fica entre Alijó e Favaios e tem 100 hectares lavrados, dos quais dez estão em modo de produção biológico – a propriedade tem um total de 130 hectares. Com a altitude compreendida entre os 150 e os 500 metros, a Quinta do Síbio tem junto a ribeira das Canadas, curso de água temporário.
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Conheci os seus primeiros vinhos brancos numa ocasião pouco propícia a avaliações. Se bem que diga apenas frases pessoais, intransmissíveis e subjectivas, pelo facto de os ter bebido em beberete com dezenas de pessoas não quero sentenciar.
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Essa ocasião serviu para os querer conhecer em momento mais tranquilo. Ainda assim quero manifestar a impressão causada. Foi das melhores! Mesmo das melhores!
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Foram-me apresentados o Quinta do Síbio Field Blend Branco 2015, o Quinta do Síbio Ananico Branco 2015 e Quinta do Síbio Samarrinho 2015. Apaixonado por todos, o meu coração prometeu-se ao samarrinho.

segunda-feira, fevereiro 20, 2017

Branco da Gaivosa Grande Reserva 2014 + Vale da Raposa Touriga Nacional 2013 + Vale da Raposa Sousão 2013 + Vale da Raposa Grande Escolha Tinto 2013 + Quinta da Gaivosa Porto Vintage 2013 + Quinta da Gaivosa Porto Tawny 20 Anos

O tempo passa a uma velocidade que o meu pensamento não consegue acompanhar. Em Dezembro, ao fazer a árvore-de-Natal choquei-me ao constatar que tinha sido na «véspera» quando a desfiz.
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Ora bem… a 15 de Dezembro de 2016 estive presente na apresentação dos vinhos de Domingos Alves de Sousa… Fevereiro vai mais de meio… não tarda estou a montar novamente a árvore-de-Natal e o miúdo, agora com nove anos, acabou a tese de doutoramento.
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As apresentações dezembrais são uma tradição. Todos os anos, Domingos e Tiago (seu filho) Alves de Sousa mostram novidades, novidades antigas e revisitações anuais – depois explico a diferença.
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As novidades: Branco da Gaivosa Grande Reserva 2014, Vale da Raposa Touriga Nacional 2013, Vale da Raposa Sousão 2013, Vale da Raposa Grande Escolha Tinto 2013, Quinta da Gaivosa Porto Vintage 2013 e Quinta da Gaivosa Porto Tawny 20 Anos.
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O Branco da Gaivosa Grande Reserva 2014 está no topo dos brancos do país, não apenas da região. É um vinho com frescura e gulodice, no sentido de exigir acompanhamento de prato. É muito elegante e tem um perfil mineral.
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O Vale da Raposa Touriga Nacional 2013 mostra-se conforme o esperado no Douro: mais frutada e menos floral – confesso que prefiro, de longe, a casta no Douro do que no Dão, onde andam a fazer umas invenções enjoativíssimas. Aplaudo-lhe o toque amargo e a acidez. Já é, mas vai ser… guardem-no.
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Tenho um problema com a casta sousão – dizem ser a mesma que a vinhão, do Vinho Verde, mas já me garantiram que é apenas gémea –, acho-a com uma acidez… não gosto! Na pátria do Vinho Verde é insuportável, no Douro… com o atrevimento dos ignorantes e dos jovens… digo: serve para conferir acidez aos vinhos, quando a climatologia não corre pelo melhor.
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Ora, tanto Domingos como Tiago Alves de Sousa sabem mais de vinho a dormir do que eu com Red Bull. Porém, narizes e bocas são ímpares e, embora reconhecendo virtudes, limito-me a dar o meu parecer absolutamente pessoal, intransmissível e subjectivo. O Vale da Raposa Sousão 2013 é bom vinho, mas sofre com o ADN – reafirmo que é um bom vinho.
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Domingos e Tiago Alves de Sousa contaram que 2013 é um ano que tem sido prejudicado pela proximidade de 2011 – realmente ímpar. Foi um ano de excelência e, de facto, os vinhos aqui apresentados confirmam o que os dois vinhateiros dizem.
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O Vale da Raposa Grande Escolha Tinto 2013 é excepcional, mostrando calor e frescura, entre a compota e a menta. Na boca com uma excelente estrutura, excelente acidez e promessa de muitos anos de vida.
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O Abandonado 2013 é um Bentley!
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Nem todos os anos nem todos os vinhos podem ser vintage. Por isso, sempre que um se apresente sabe-se que a qualidade é muito grande. Há, com certeza, uns mais solenes, outros mais fáceis, mais distintos. Normalmente, os vintage de quinta tendem a ser menos cotados do que os de firma, de lote mais complexo. Seja como for, o Quinta da Gaivosa Porto Vintage 2013 merece muita atenção. Como se depreende pela data, está na infância.
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Vou apreciando, em crescendo, os tawnies. Aqui, o Quinta da Gaivosa Porto Tawny 20 Anos deu-me muito bom prazer.
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Quanto às novidades antigas… boas surpresas ou confirmações: Alves de Sousa Pessoal Branco 2008, Quinta da Gaivosa Tinto 2011, Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo 2011, Alves de Sousa Reserva Pessoal Tinto 2007.
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A revisitação anual é o vinho que a família Alves de Sousa criou com os melhores de cada colheita e que servem de memória duma década. Todos os anos é servido ao jantar e é gratificante poder conhecer-lhe a evolução.
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Branco da Gaivosa Grande Reserva 2014
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Origem: Douro
Produtor: Alves de Sousa
Nota: 8/10
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Vale da Raposa Touriga Nacional 2013
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Origem: Douro
Produtor: Alves de Sousa
Nota: 7,5/10
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Vale da Raposa Sousão 2013
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Origem: Douro
Produtor: Alves de Sousa
Nota: 6/10
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Vale da Raposa Grande Escolha Tinto 2013
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Origem: Douro
Produtor: Alves de Sousa
Nota: 8/10
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Abandonado 2013
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Origem: Douro
Produtor: Alves de Sousa
Nota: 9
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Quinta da Gaivosa Porto Vintage 2013
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Origem: Porto
Produtor: Alves de Sousa
Nota: 8,5/10
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Quinta da Gaivosa Porto Tawny 20 Anos
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Origem: Porto
Produtor: Alves de Sousa
Nota: 8/10

Duorum Colheita Tinto 2014

Não tem muitos anos, esta referência é já clássica. Obviamente, não é por acaso, mas porque a mão sábia e certeira de quem o faz alinhou um perfil próprio. Colheita após vindima, sabe-se o que vem – aspecto que muito prezo.
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A fórmula é típica da região, o 4-4-2 eficiente. Ou seja, 40% de touriga franca, 40% de touriga nacional e 20% de tinta roriz. Tem no aroma e sabor o Douro Superior e uma elegância nem sempre presente nos vinhos da região.
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Origem: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

Monólogo Chardonnay 2015 + Monólogo Arinto 2015 + Monólogo Avesso 2015

A região dos Vinhos Verdes é conhecida pela sua frescura e daí não ser de estranhar que os vinhos da sub-região de Baião o sejam. Conheci há poucos meses este produtor e a avaliação é positiva. Espero, certamente assim acontecerá, que mantenha o rumo.
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O primeiro vinho é uma surpresa relativa. A casta chardonnay, por vezes amanteigada em demasia, resulta bem no Minho, resultando bastante gulosa e completando uma ementa diferente da habitual na região dos Vinhos Verdes.
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Não sei se já o escrevi – já o disse em voz alta – que a arinto é a melhor casta branca portuguesa. Faz milagres, além de óptima nos seus berços mais conhecidos, como é o caso dos Vinhos Verdes. Este tem uma frescura e equilíbrio que muito prazeitaram.
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O avesso vai ser moda. Assim espero. Não tenho pretensões em fazer moda ou de influente opinador, nem sou profeta nem tenho o dom da adivinhação. Isto que digo ouvi-o a produtores, que, embora sejam parte interessada, não gostarão de perder dinheiro e, por isso, evitam fazer desnecessidades. Reconhecendo-me anão cultural, para ser peremptório por conta própria, tenho apenas a dizer que vou conhecendo avessos muito prazenteiros.
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Pelo que me disseram, a avesso não costumava ser muito louvada. Bem, quanto ao Monólogo Avesso 2015 tenho a dizer que gostei mesmo muito. Com frescura – olha a novidade – e com a diferença que se exige quando uma variedade de uva marca um território.
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Monólogo Chardonnay 2015
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Origem: Regional Minho
Produtor: A&D Wines
Nota: 6/10
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Monólogo Arinto 2015
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Origem: Vinho Verde
Produtor: A&D Wines
Nota: 6,5/10
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Monólogo Avesso 2015
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Origem: Vinho Verde
Produtor: A&D Wines
Nota: 6,5/10
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.