sábado, janeiro 06, 2007

Vale de vinhos

O ano já começou há uns dias, mas ainda é bem tempo de balanços. Para mais ainda se podem desejar boas festas...
Após a estafadeira de passar os apontamentos para o blogue... e catar alguns erros (espero que não haja mais)... dei por mim a fazer contas de cabeça: o que marcou o palato da memória em 2006. Curioso é que tenho tanto a certeza de ter bebido alguns vinhos no ano passado, que perdi enormidades de tempo à procura dos apontamentosaté me convencer que os tinha bebido em 2005 ou mesmo noutro ano qualquer (só comecei a apontar em 2005). Isto complicou as coisas: afinal há vinhos de que gostei e insistem em voltar-me ao palato memorável e há outros que já nem me lembro de os ter bebido, ainda que me possam ter dado algum prazer momentâneo.
A questão da lembrança é interessante, porque os vinhos com notas mais elevadas são, obviamente, memoráveis. Contudo, a meio da tabela começa a amnésia. Porém, o esquecimento não é generalizado a todos os da fasquia. O que faz um vinho ser lembrado? O momento, a marca, o rótulo, a comida, a companhia e certamente muitos factores subjectivos difícieis de inúmerar e mais ou menos complicados de explicar.
Quando as coisas se explicam com números são mais fáceis de entender: em 2006 bebi 338 referências vínicas. Sim, porque eu não provo. Eu bebo. Quem prova são os profissionais e os candidatos. Não sei explicar porquê mas foi um salto face a 2005, em que me ficara pelas 176 referências. Isto não quer dizer que tenha bebido mais vinho, apenas mais marcas ou variedades. Nem todas foram colocadas na lista, pois julgo não ser relevante nem de bom-tom inserir produções ou colecções privadas. Contudo, tanto num ano como noutro, esses casos foram uma ínfima minoria.
Quando se fazem balanços é natural pensar no melhor e no pior. Para isso basta olhar para as tabelas. Porém, penso ser mais interessante pôr as coisas quanto às expectativas (coisa que levou comentários no blog A Adega). E aqui vou ficar-me pelos vinhos de pasto tintos e brancos, pois são as únicas categorias com quantidades bebidas em quantidade suficiente para serem analisadas.
Melhor Surpresa Branco: Campolargo Bical 2004 - Bairrada - 9
Maior Decepção Branco: Quinta dos Cozinheiros 2001 - Regional Beiras - 5,5
Melhor Surpresa Tinto: Gouvyas Couvée OP 2000 - Douro - 8,5
Maior Decepção Tinto: Herdade do Portocarro 2003 - Regional Terras do Sado - 4

3 comentários:

Vinho para Todos disse...

Caro João, mais de 300 vinhos no ano? E bebendo todos? Meu Deus!
Em meus comentários, sempre escrevo "degustado em...". Vou mudar isso, porque não degusto ou provo, eu também BEBO. Assim, de agora em diante, escreverei "bebido em...".
Abraço.

João Barbosa disse...

caro Vinho para Todos: Eu digo «bebo», porque não tenho qualquer grau de instrução de prova para me considerar provador ou perito. No entanto, muitos dos vinhos experimentados em 2006 foram-no em quantidades de prova.

Pingus Vinicus disse...

Eu tb penso nisso da prova vs beber. Tal como o João, eu na maior parte dos casos bebo (pouco ou muito).