segunda-feira, janeiro 22, 2007

Porta Fronha 2005

A marca deste tinto não lembra a ninguém: Porta Fronha! Ai, mãezinha!... Isto lembra «parto-te a fronha» - o que, para quem não sabe, quer dizer partir a cara. Não é bonito para marca. O rótulo, então, é outro desastre! Por que não foi uma empresa de design a elaborar a «fronha» da garrafa? É inacreditável o amadorismo que ainda existe no sector vinícola português. Bem, mas se o rótulo é péssimo e o nome impensável, o que se pode dizer do vinho, que afinal é o que interessa? Tem uma qualidade inversamente proporcional à vestimenta e à designação.
Quando me aconselharam este vinho recusei-o com o argumento primário do rótulo. Aconselharam-me inúmeras vezes e afastei-o sempre por via do nome ou da etiqueta. Contudo, um dia cedi por estar fartinho da insistência da Mafalda Santos, que além de imensa simpatia e competência, sempre me tem dado boas provas, tal como o pai.
Levei a garrafa e abri-a. Tem boa fruta e notas vegetais, com taninos presentes. Gostei. Gostei bastante. Penso que estará melhor dentro de uns anos, não muitos. Por isso comprei mais umas para ver como estarão daqui por uns tempos.

Região: Dão
Produtor: Quinta da Vegia Sociedade Agrícola
Teor alcoólico: 12,5%
Nota: 6,5/10

5 comentários:

Mafalda Santos disse...

A perseverança teve, por fim, os seus frutos...

Pingus Vinicus disse...

João e Quinta da Vegia é uma bela máquina.

João Barbosa disse...

Mafalda: ganhaste pontos (ainda mais) na minha consideração.

Pingus Vinicus: é sim senhor.

Anónimo disse...

Snr. João Barbosa
Eu chamo-me João Pedro Araujo e sou o responsável pela enormidade que acusa a Quinta da Vegia de fazer com um dos nossos vinhos, chamado Porta Fronha. Já nem vou pensar que é ignorante, ou não teve vontade de fazer pesquisa sobre o nome do nosso vinho, mas pelo menos puderia questionar-nos sobre o assunto antes de disparar tanto fortemente contra nós. Tem a certeza que o assunto não foi tratado por profissionais? Tem a certeza que o nome escolhido por nós quer realmente dizer o que sugere? Tem a certeza que a Casa de Cello, proprietária da Quinta da Vegia tem assim tanta falta de profissionalismo? Tem a certeza que se nós fossemos tão incompetentes a Mafalda e o Snr. Santos teriam os nossos vinhos à venda?
Deixo-lhe o meu contacto para se entender, eu o possa esclarecer
quinta@casadecello.pt.
Resta-me o prazer de ter gostado do essencial. O vinho Porta Fronha
Os meus cumprimentos
João Pedro Araujo

João Barbosa disse...

Caro João Pedro Araújo:
1º O que importa é o vinho.
2º O vinho vende-se? Se sim, maravilhoso.
3º A minha opinião é minha e não é obviamente um dogma. Contudo, é a minha opinião.
4º A falta de profissionalismo que apontei não foi quanto ao vinho, mas quanto ao embrulho.
Saudações.