segunda-feira, maio 30, 2016

V Concurso de Vinhos do Douro Superior – Festival de Vinho do Douro Superior 2016

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Encontra-me...
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Antes que o tempo acelere… continuo na vertigem dos dias (ver texto anterior)… conto do concurso que vai na quinta edição e o primeiro parece ter sido anteontem. É uma prova que se arrisca a tornar num clássico, devido à qualidade média dos concorrentes.
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Este ano, o concurso decorreu entre 20 e 22 de Maio, mantendo-se no Expo Côa (parque de feiras e exposições de Foz Côa). Estiveram presentes 70 produtores e o concurso contou com 144 vinhos. O júri foi formado por críticos, jornalistas, bloguistas, escanções, comerciantes e profissionais de hotelaria.
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A pensar no almoço...
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De todos os concursos em que participei, o Concurso do Douro Superior é o de melhor qualidade média. O princípio da precaução vigora, pelo que os grandes vinhos não costumam ir a prova. Porém, ali existe uma espécie de acordo de cavalheiros e os produtores apresentam-se com os seus melhores néctares.
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Há quem diga que a vida é uma roda… ora, pois! Lembro-me de há umas edições quase todos os vinhos que me calharam terem tido pontuação para medalha. Este ano não tive tanta sorte. Ainda assim, a qualidade foi notável.
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«O nível de pontuações foi tão alto que não foram atribuídas medalhas de bronze», lê-se no comunicado da organização. Ficam os principais premiados: Passagem Douro Reserva Branco 2015 (Quinta das Bandeiras), Quinta do Grifo Grande Reserva Tinto 2011 (Rozès) e Maynard’s Porto Colheita Branco 2007 (Barão de Vilar).
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Os grandes vencedores.
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No entanto, o concurso é apenas uma parte do evento. Além da feira, há visitas a quintas e sessões de formação, palestras e debates. Este ano, abriram as portas as Quinta do Vale Meão, Muxagat, Quinta da Cabreira (Quinta do Crasto), Quinta da Terrincha e Quinta das Bandeiras.
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Quinta do Vale Meão.
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Ainda não tinha provado nenhum branco da Quinta do Vale Meão, propriedade mítica do Douro e cuja família sempre me recebeu de braços abertos. O Meandro Branco 2015 é um alegre contentamento. A junção de viosinho e arinto dá um néctar sem travões… a bizarria da viosinho e a frescura da arinto (possivelmente a minha casta portuguesa favorita) resultam numa conjugação complexa.
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Os vinhos da Muxagat são um encanto. Ali não há luxo e trabalha-se com o essencial. O resultado é a prova de que, no vinho, dois e dois não são necessariamente quatro. A verdade está na fruto e no rigor enológico. Belos tintos, magníficos brancos.
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Gosto muito de ciprestes.
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A Quinta do Crasto situa-se em Sabrosa. Porém, o Douro Superior tem mostrado ser uma sub-região de grande qualidade. Por isso, a família Roquette comprou terra e criou a Quinta da Cabreira. O resultado chama-se Crasto Superior e vai dum lote clássico do Douro, à base de touriga nacional e touriga franca, até a uma espécie de provocação, feita com 97% de syrah e 3% de viognier. A jovialidade das vinhas ainda não permite uma equiparação dos vinhos dali aos da casa-mãe. Roma e Pavia não se fizeram num dia.
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O Vale da Vilariça é de terra fértil e de clima mediterrânico, mas sem mar. Disseram-me que ali os figos chegam 15 dias antes de amadurecerem no Algarve. É ali que se situa um projecto turístico de luxo, enquadrado na produção de vinho. A Quinta da Terrincha é também uma casa jovem. As vinhas farão o seu caminho e, com elas, os vinhos vão mostrar as características dessa terra quente. A propriedade foi recuperada e acolhe um enoturismo com pernoita. O restaurante é gerido pelo proprietário do Flor de Sal, de Mirandela.
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A viagem começou na margem direita do Douroe terminou na margem oposta, precisamente em frente da Quinta do Vale Meão. A Quinta das Bandeiras nasceu porque há pessoas que não conseguem estar quietas. Tim Bergkvist não se contentou com a sua Quinta de La Rosa (Pinhão – Cima Corgo) e avançou para montante. Hoje, o empreendimento tem à frente a sua filha, Sophia Bergkvist, e o enólogo Jorge Moreira (Passagem, Poeira, Quinta de La Rosa e Real Companhia Velha).
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Os rios são passagens e nas reentrâncias dos vales passou outrora o comboio. Daí nasceu o marca Passagem. Jorge Moreira é um dos enólogos com toque de Midas. Um vinho seu já só será notícia se não for bom. Coisa absolutamente improvável. Ali se almoçou no último dia e como se não houvesse amanhã… a simplicidade do campo!
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Roubei esta fotografia no Facebook...
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O Festival de Vinho do Douro Superior 2016 é organizado pela Câmara Municipal de Foz Côa, sendo produzido pela Revista de Vinhos estão de parabéns, com o apoio de imprensa de Joana Pratas.
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Nota: As fotografias de grupo são da autoria de Ricardo Palma Veiga, da Revista de Vinhos. A fotografia da Quinta das Bandeiras foi roubada, mas não sei a quem.

Concours Mondial de Bruxelles - Bruxelas é a capital da Bélgica! É, mas o concurso é mundial...

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Encontra-me...
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Quando era criança, o tempo demorava uma eternidade a passar. O dia 1 de Outubro assinalava o final das férias grandes, que eram praticamente infinitas, e o começo do ciclo escolar, igualmente semi-eterno.
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Li algures que há um mecanismo na cabeça que coordena a velocidade. Essa engenhoca da biologia é responsável pela aceleração da percepção do tempo. Portanto:
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Entre 29 de Abril e 1 de Maio, deste ano, estive em Plovdiv, na Bulgária. Parece que foi ontem que recebi o convite para participar como jurado no Concours Mondial de Bruxelles, mas faz um mês que terminou o evento. Este texto quase vai tarde!
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A experiência foi rica no que respeita a vinho. Não tanto pela esperada variedade de vinhos que provei, mas por ter confirmado que a componente do gosto tem muito a ver com a cultura em que se nasce. Se refiro o gosto, o que pode alarmar quem acredita que tal deve ser banido da prova, é porque a ciência do exame varia com o berço.
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A minha mesa era presidida por um francês e formada por uma búlgara, um italiano, um norte-americano e, obviamente, um português. Todos tínhamos experiência de prova, mas houve momentos em que estranhamente o vinho não era o mesmo para todos. Como pode alguém premiar o que outro penaliza?
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Aqui entra o gosto? Alguém dirá que sim e outro dirá que não. Aqui entra o hábito, no sentido de cultura ou conhecimento duma realidade, direi. Isso foge ao acerto? Ou há que assumir que o reconhecimento da qualidade também se molda nos critérios colectivos do gosto?
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A minha mesa provou sobretudo rosados, sendo alguns também eram espumantes. No total, nos três dias, provei 158 vinhos – em cada dia repetiram-se alguns, mas o total em classificação foi esse. Foram 84 rosés tranquilos, 27 espumantes rosados – alguns eram, na verdade, brancos de uvas tintas –, 40 tintos tranquilos e sete brancos tranquilos.
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Não me recordo de grandes divergências, em relação a tintos e brancos. Porém, a avaliação dos 111 rosados foi, por vezes, diferenciada. A grande divergência foi em relação a doçura e a acidez. É aqui que entra a questão do gosto ou do ambiente cultural. Houve quem penalizasse rosados por serem ácidos. Penalizei vinhos que cheiravam e sabiam a açúcar.
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Em termos de pontuações, a organização atribui Medalha de Prata a vinhos com pontuações entre 84 e 86,5. A Medalha de Ouro vai para os que obtém entre 86,6 e 92 pontos. A Grande Medalha de Ouro é atribuída a vinhos com mais de 92 pontos e até (obviamente) 100.
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Estiveram em prova 8.015 vinhos, provenientes de 51 países. França (2.421 – 17 Grande Ouro, 191 Ouro e 434 Prata), Espanha (1.570 – 10 Grande Ouro, 167 Ouro e 300 Prata), Itália (1.226 – 16 Grande Ouro, 104 Ouro e 234 Prata) e Portugal (1.033 – 12 Grande Ouro, 107 Ouro e 212 Prata) foram os países com maior número de vinhos em prova. Para se ter ideia mais precisa, a quinta maior presença foi a do Chile, com 327 vinhos.
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Porém, na escolha Exceptionnal Old Vintages, Portugal conseguiu oito prémios, num total de nove, sendo o restante francês. Seis foram Porto, dois Madeira e um Rivesaltes (Languedoc-Roussillon).
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Pelas minhas contas, se não errei ao olhar os papéis, só uma vez dei mais de 92. Por acaso calhou ao um vinho português. Não irei quebrar o sigilo. Foi numa ronda pequena, mas notável.
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Quanto ao extra-concurso… a cidade de Plovdiv é interessante, mas não me encantou por aí além. Gostei da higiene das ruas e da paisagem, mas só conheci o caminho entre Sófia e Plovdiv.
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Ficha sem bonecada, não é ficha...

terça-feira, abril 12, 2016

Porto da 5 – Real Companhia Velha

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Gosto de ir à escola! Gostei e até que me fartei e ando com vontade de voltar. Enquanto não escolho uma segunda licenciatura, pós-graduação, mestrado ou doutoramento, divirto-me aprendendo nas oportunidades que encontro.
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Há quase um mês participei numa aula prática de Vinho do Porto, promovida pela Real Companhia Velha. Em apreciação estiveram tawnies colheita Real Oporto e vintages da Quinta das Carvalhas.
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O Douro é um vale e o Vinho do Porto um mundo! Espero que se mantenha sempre complexo e diverso, para que o bom não se confunda com o medíocre e, muito menos, com o mau. Desejo que nunca ninguém se lembre de descomplicar ou que é complicado, pois o estudo valoriza e a luta apalada a vitória.
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Jorge Moreira, director de enologia da Real Companhia Velha, salienta que o retorno financeiro do investimento em Vinho do Porto é difícil. Porque é caro e por o mercado ser muito disputado.
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Chegou (regressou) à Real Companhia Velha em 2010 e diz debater-se com o problema de conseguir melhorar o padrão. «Já faz tudo tão bem feito e há tantos anos que é difícil inovar e surpreender».
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Da família tawny foram apresentados os Royal Oporto Colheita 2003, Royal Oporto Colheita 1999, Royal Oporto Colheita 1980 e Royal Oporto Colheita 1977. A apresentação foi feita da frente para trás.
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Não sou muito de fixar climatologia, para isso servem os almanaques e os apontamentos. No entanto, o ano de 2003 está bem presente. Teve o Verão mais demoradamente quente que me lembro, o país ardeu muito mais do que a brutalidade habitual e, em pleno centro, Lisboa tossia com o fumo dos fogos florestais das periferias metropolitanas. A Avenida Fontes Pereira de Melo não se via de um lado para o outro.
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Jorge Moreira conta que esse foi também o ano em que foi reintroduzido o comboio a vapor no Douro. Um trem antigo é belo, mas da chaminé saltam fagulhas e o resultado foi uma sementeira de fogos.
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Lembro-me do Verão de 2003, mas não das restantes estações. Diz Jorge Moreira que foi fresco e chuvoso. Assim, nasceu um vinho simultaneamente com quentura e frescura, onde convivem aromas de menta, de amêndoa torrada e pólvora. O Royal Oporto Colheita 2003, engarrafado em 2012, é um vinho denso e muito longo na boca.
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De 1999… lembro-me de várias coisas, mas não da climatologia. Jorge Moreira, que tem melhor memória e tira apontamentos, conta que o Inverno foi «terrível» e muito frio, que se prolongou até à floração. O Verão foi quentíssimo no Douro, mas em Agosto verificaram-se três dias de chuva abundante. A pluviosidade voltaria a ser farta em alguns momentos de Setembro.
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Jorge Moreira afirma que 1999 «deu vinhos muito bonitos». Um deles foi o Royal Oporto Colheita 1999, engarrafado em 2013. É uma festa de pastelaria invernal, lembrando muito o bolo-inglês. Na boca é doce, gordo e longo.
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Em 1980 ainda se podia brincar em algumas ruas de Lisboa. Tive essa felicidade. Olhando para o retrovisor… lembro-me de coisinhas corriqueiras e do anoitecer de 4 de Dezembro, quando ocorreu o atentado contra o primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro.
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Jorge Moreira relata um Inverno chuvoso e Verão encalorado. Royal Oporto Colheita 1980, engarrafado em 2012, é potente! Diria sólido, porque me lembra os móveis de mogno, antigos e bem tratados. Ao mesmo tempo tem delicadeza, com evocações florais e de menta. Na boca é terrivelmente feliz na gulodice e bastante longo.
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Em 1977 usavam-se calças à boca-de-sino… tinha sete anos e nem do Natal me lembro! Aqui desisti de apontar as características do ano. É segredo! Decidi que não haveria de registar… uma birra!
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E porquê? Porque é um óptimo pretexto para pedir para voltar a provar o Royal Oporto Colheita 1977, engarrafado em 2012. É fenomenal, com uma jovialidade de herói da mitologia grega. Rico em frutos secos, fruta cristalizada, massa de bolo, a ervanária dos rebuçados peitorais, mel, fósforo, mogno, caruma seca… longuíssimo e picante.
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Após os aloirados vieram os vermelhos: Quinta das Carvalhas Vintage 1997, Quinta das Carvalhas Vintage 2004, Quinta das Carvalhas Vintage 2007 e Quinta das Carvalhas Vintage 2013. Esta propriedade situa-se à entrada da aldeia de Pinhão, no Cima Corgo.
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O Quinta das Carvalhas Vintage 1997 é uma tablete de chocolate rico em cacau, com notas de caruma e uma leve resina de pinheiro. Na boca é desafiador, nada óbvio em termos de doçura. Belíssimo e diferenciado.
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Afirma Jorge Moreira que 2004 foi um ano interessante. Foi muito seco e as plantas entraram em stress hídrico. «Quando pensávamos que íamos começar a apanhar, começou a chover. Os bagos voltaram a encher-se». O Quinta das Carvalhas Vintage 2004 exige musse de chocolate e ainda é fértil em aromas florais e vegetais.
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O Quinta das Carvalhas Vintage 2007 é mais guloso do que o anterior, pois é farto em ginja, amoras, geleias e chocolate branco, que evoluiu para chocolate de leite. É muito fresco de paladar, com gulodice sem que se torne enjoativo. Conselho aos solteiros e sedutores: sirvam-no.
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O Quinta das Carvalhas Vintage 2013 é um vinho muito sedutor, onde se encontram aromas menos óbvios, como a pimenta preta, folha de louro e tabaco louro e outros mais prováveis, como rebuçado de morango, geleia de framboesa e chocolate preto. Gostei da falsa secura na boca, do doce sem agoniar e da untuosidade.
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A aula de Vinho do Porto terminou numa prova de conjugação de vinhos com comidas preparadas pela equipa do Hotel Ritz. Combinações prováveis comprovadas, alguma surpresa e apenas um casamento pouco conseguido.
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O Royal Oporto 10 anos juntou-se a «laranja confit coberta de chocolate de leite». A guloseima estava viciante… Estive tentado a pedir uma caixinha para encher e trazer para casa – obviamente é falso. Uma belíssima união.
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O Royal Oporto Late Bottled Vintage 2011 ligou-se a «snobinette de chocolate negro, ganache e frutos vermelhos». Esta maridagem é mais convencional e também resultou muito bem, com os parceiros a realçarem as suas características complementares.
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O Real Companhia Velha Vintage 1970 é um vinho notável, daqueles para levar para o Além. Para o acompanhar chegou «pêra rocha recheada com Queijo da Serra». O casamento não foi feliz. Não encontrei equipa entre a fruta e o queijo nem entre o sólido e o líquido.
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O Real Companhia Velha Vintage 1967 reuniu-se com «Stilton com cracker de especiarias e granny smith desidratada». É a conjugação clássica e que vale sempre a pena repetir ou conhecer variante. Este queijo de vaca nasceu para abraçar o Porto vintage. Esta união foi estupenda!
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Para culminar aproximaram-se dois Portos diferentes e dois charutos cubanos: Real Oporto 40 Anos e Real Companhia Velha Vintage 1957 e Montecristo Nº5 e Cohiba Robusto. Optei pelo vermelho e pela personagem de Alexandre Dumas (Pai). Excelência.
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Royal Oporto Colheita 2003
Produtor: Real Vinícola / Real Companhia Velha
Nota: 9,5/10
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Royal Oporto Colheita 1999
Produtor: Real Vinícola / Real Companhia Velha
Nota: 8,5/10
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Royal Oporto Colheita 1980
Produtor: Real Vinícola / Real Companhia Velha
Nota: 9/10
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Royal Oporto Colheita 1977
Produtor: Real Vinícola / Real Companhia Velha
Nota: 10/10
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Quinta das Carvalhas Vintage 1997
Produtor: Real Companhia Velha
Nota: 9/10
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Quinta das Carvalhas Vintage 2004
Produtor: Real Companhia Velha
Nota: 9,5/10
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Quinta das Carvalhas Vintage 2007
Produtor: Real Companhia Velha
Nota: 9/10
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Quinta das Carvalhas Vintage 2013
Produtor: Real Companhia Velha
Nota: 9/10
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Nota: Fotografias de Gonçalo Villaverde, para a Real Companhia Velha.
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Legado 2011

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Mercúrio conjurou contra mim, por rancor a Ceres e Baco. Por isso escrevo este texto tardiamente face à vontade. Desculpo-me… Bem, faz de conta que esteve em estagiar em cave durante seis meses, a contar da data da sua apresentação.
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Vai na quinta edição e o Legado é já uma referência obrigatória. É um vinho notável dentro da Sogrape e do Douro – se nesta região, então no conjunto do país. Não é o Barca Velha, não é o Ferreirinha Reserva Especial… é o Legado.
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Habitualmente são os filhos que homenageiam os pais. Aqui é o oposto. O senhor Fernando Guedes – a referência a «senhor» é obrigatória, pois é matéria rara – brinda os seus descendentes com um vinho feito com uvas duma só vinha, onde a idade média das plantas poderá rondar os 115 anos.
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A vinha tem oito hectares e situa-se na Quinta do Caêdo, em Ervedosa, na sub-região de Cima Corgo. A propriedade foi comprada em 1990 e tem 24 hectares plantados, sendo atravessada pela ribeira do Caêdo. A exposição solar é a Sul e a Poente. As plantas estão em patamares construídos antes da chegada da filoxera.
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As vinhas velhas da Quinta do Caêdo são um ramalhete de castas do Douro, que como é comum são mais do que muitas. Neste vinho convivem donzelinho (10%), rufete (5%), tinta amarela (5%), tinta da barca (5%), tinta roriz (10%), touriga franca (35%), touriga nacional (15%) e 10% de várias outras.
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Para o Legado, as uvas são apanhadas separadamente por casta e vinificadas individualmente. Por isso, a fruta é colhida no ponto considerado ideal pelos técnicos. Algumas plantas já só conseguem dar um cacho, contou o senhor Fernando Guedes no jantar de apresentação da colheita de 2011.
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Em anos anteriores, a equipa de enologia da Sogrape, dirigida por Luís Sottomayor, optou por estágios de 24 meses em madeira. O vinho daquela vinha velha mostrou-se capaz de aceitar uma vida mais longa em estágio. Por isso, o Legado 2011 estagiou 30 meses em barricas novas de carvalho francês.
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O ano de 2011 foi muito generoso para os vitivinicultores portugueses. No Douro foi esplendoroso. Por isso, este vinho está no pedestal. É um vinho de incrível complexidade aromática, que evolui no copo com o passar do tempo. Na boca mostra-se também variado, com muita frescura e durabilidade. É um néctar que se pode guardar sem medos.
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Não gosto de pontuar vinhos de homenagem. No entanto, tratando-se duma saudação em vida, porque me podem dar umas bengaladas se escrever besteiras e por ser mesmo um vinho extraordinário… abro a excepção e sai uma nota máxima.
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Origem: Douro
Produtor: Sogrape
Nota: 10/10
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segunda-feira, abril 11, 2016

Tons de Duorum Branco 2015 + João Portugal Ramos Loureiro 2014

Até coro de vergonha por ter vinhos para comentar com um ano de atraso… A vida é a vida e os blogues nem sempre são prioridades. Escrito isto, vamos ao vinho.
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João Portugal Ramos Loureiro 2014 é um vinho de grande frescura que se sabe comportar muito bem com as comidas mais leves e muito prazenteiro num convívio, seja pré-festa ou a bebida do momento.
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A casta loureiro é uma jóia que merece ser valorizada e divulgada. Este vinho fez-se também com 15% da variedade alvarinho. O casamento resulta muito feliz, com carácter mais floral no aroma e mineral na boca.
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O Tons de Duorum Branco 2015 é um vinho bem diferente do anterior. Os dois mostram duas regiões e complementam-se na mesa, onde o duriense pode amparar um prato mais substancial.
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É um vinho com complexidade interessante, resultado da união das castas viosinho (30%), rabigato (25%), verdelho (20%), arinto (20%) e moscatel galego branco (5%). É cordato em termos de álcool, com 12,5%, que o favorece o apetite.
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João Portugal Ramos Loureiro 2014
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Origem: Vinho Verde
Produtor: João Portugal Ramos
Nota: 5/10
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Tons de Duorum Branco 2015
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Origem: Douro
Produtor: Duorum / João Portugal Ramos

Nota: 5,5/10

domingo, abril 10, 2016

Ana Aragão desenhou cidades para Porto Barros

Se este blogue fosse um jornal só me desculparia se dissesse que é um anuário… Bem, em Outubro soube que a Sogevinus lançou uma colecção de garrafas, cujos rótulos foram desenhados pela ilustradora Ana Aragão.
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São apenas quatro cidades, as mais visitadas em Portugal continental – segundo informação da empresa. Aveiro, Coimbra, Lisboa e Porto apresentam-se em versão sintetizada. Diria que Faro seria a terceira cidade mais visitada, por causa de ficar no Algarve e por ter aeroporto, mas não fui à procura de estatísticas.
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Ficam os retratos das quatro cidades.
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domingo, março 20, 2016

Jacquart Bruto

A região de Champanhe tem uma coisa fantástica: só quem quer faz mau vinho. Não conheço outra região em que exista grande produtividade e boa qualidade média. Ainda bem para os champanheses, que sabem bem tirar partido da marca regional.
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Há dias (meses) foi-me dado a conhecer o Champanhe Jacquart que, apesar de levar 50 anos de história, era-me desconhecido. A empresa começou com 30 produtores e hoje reúne 1.800, representando 2.400 hectares, dos quais classificados como «Cru».
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É um Champanhe perigosamente escorregadio, que ficou pouco tempo no meu copo. Quanto a mim, não o serviria à mesa, mas para dar as boas-vindas à festa.
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Origem: Champanhe
Produtor: Jacquart

Nota: 5,5/10

terça-feira, fevereiro 09, 2016

Vinhos Duas Quintas – 25 anos (quase 26)

Tenho vergonha! Muita vergonha! Os vinhos Duas Quintas celebraram 25 anos em Maio e escrevo no Fevereiro seguinte. Os tempos foram alucinantes, por várias razões. Apercebi-me da velocidade quando notei que está prestes a cumprir-se um ano sobre a morte do meu pai – literalmente parece ter sido ontem.
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Desculpas, justificações e intimidades à parte, os Duas Quintas completaram um quarto de século. Recordo-me que a estreia causou sensação entre os enófilos portugueses. Muito embora já existissem vinhos de grande qualidade, o facto é que eram muito menos numerosos do que hoje.
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Se, por um lado, isso beneficia esta marca, em termos de notoriedade, por outro não é razão de injustiça. Vindima após vindima, a qualidade manteve-se, acompanhando as características climatológicas. Não há anos iguais, não há Duas Quintas iguais.
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O primeiro Duas Quintas reporta-se a 1990, sendo um tinto. O ano seguinte conheceu o primeiro Duas Quintas Reserva, também tinto. O nome resulta da junção de uvas da Quinta dos Bons Ares e da Quinta de Ervamoira.
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Não vale a pena contar a história de Ervamoira, pois muito se escreveu e é facílimo encontrar na internet os elementos que a constituem. Ainda assim, não resisto a nomear alguns factos históricos. Para uns será recordação, para outros é um tempo que não conheceram, de viragem do país e do mundo.
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Enquadramento histórico
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A História Contemporânea Portuguesa tem vários marcos no século XX, em que os mais importantes são o regicídio de Dom Carlos e do Príncipe Real, Dom Luís Filipe, a 1 de Fevereiro de 1908; a implantação da República, a 5 de Outubro de 1910 – véspera em Loures; a caótica Primeira República; o golpe de Estado de 28 de Maio de 1926, que antecipou o estabelecimento da Segunda República, a 19 de Março de 1933, designada por Estado Novo; a Guerra Colonial ou Guerra da Libertação (Angola, Fevereiro de 1961, Guiné, Julho de 1961, e Moçambique, Setembro de 1961), como é designada nos Estados que nasceram das antigas colónias, e da tomada dos territórios na Índia, de Goa, Damão e Diu por parte da União Indiana (18 e 19 de Dezembro de 1961); Golpe de Estado de 25 de Abril de 1974 e Revolução subsequente, que veio a permitir a instauração da Democracia, a actual Terceira República, embora com um período inicial de risco de nascimento duma ditadura comunista, que quase levou a um guerra civil, sendo o término do chamado Período da Revolução em Curso (PREC) a 25 de Novembro de 1975 (merecia ser feriado); da adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia (1 de Janeiro de 1986 – Tratado de Adesão assinado em 12 de Junho de 1985) – além da estabilização governativa, deste este último facto adveio a entrada massiva de dinheiros europeus, com inúmeros episódios de esbanjamento, oportunismo e novo-riquismo, desestatização da economia.
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Em termos mundiais, o século XX foi o mais violento da História, com dois conflitos mundiais, inúmeros regimes autoritários, de Esquerda e de Direita, sendo particularmente criminosos o Fascismo-Nazismo e ultranacionalismo do Império do Japão – sobretudo o segundo com centro na Alemanha, com o desumano Adolf Hitler, mas muito igualmente onde se desenrolou a acção japonesa – e o Comunismo – desde a Revolução Russa de 1917, que desembocaria no nascimento da União Soviética, desde o tempo de Lenine até ao seu término em 1991 –, sendo particularmente tenebroso com Estaline, além do regime na República Popular da China, com Mao Tse-Tung, e do Camboja, de Pol Pot. Do lado oposto, embora praticado por um país (supostamente) democrático, os Estados Unidos da América, a Guerra do Vietname. O período da Guerra Fria, entre 1945 e 1991, ficou marcado pelas guerras indirectas, desencadeadas e apoiadas pelas duas superpotências (EUA e URSS), que alimentaram ditaduras pelo planeta.
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Os vinhos Duas Quintas nascem no contexto do final da Guerra Fria, onde um marco notável foi a queda do Muro de Berlim (13 de Agosto de 1961 a 9 de Novembro de 1989), que dividia a actual capital alemã, entre a ditadura comunista da República Democrática Alemã e a democrática República Federal Alemã, à qual se viriam a juntar os territórios libertados. Foi o princípio da tranquilização, após a sombra duma nova guerra mundial, com uso de armas atómicas.
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Em termos menos dramáticos, a cultura popular em Portugal modificou-se, com o surgimento do chamado «nascimento do rock português» – injustificado, pois já surgiram músicos a adoptar o pop/rock na década de sessenta – que se desenvolveu e sedimentou, assinalando uma despolitização dos conteúdos musicais.
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Um reflexo do momento da transição política escutou-se com o sucesso «Portugal e a CEE», dos GNR, ainda sem Rui Reininho ao microfone, lançado em Março de 1981, sendo Alexandre Soares o vocalista  espero estar certo. Outro ponto significativo foi a construção da Barragem de Foz Côa… passo a contar.
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Em 1987, Aníbal Cavaco Silva conseguiu a primeira maioria absoluta em Portugal, renovada em 1991. O período de deslumbramento e novo-riquismo do «cavaquismo» teve tiques de arrogância governativa. Em 1994, os portugueses começaram a demonstrar saturação do estilo político, assinalando-se o momento simbólico do buzinão contra o aumento das portagens da Ponte 25 de Abril e posterior bloqueio de camionistas e apoio popular.
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No ano seguinte foi o tombo final. Nesse ano, a sociedade portuguesa uniu-se contra a construção da Barragem de Foz Côa, que inundaria um património ímpar mundial, gravuras rupestres, datadas desde o Paleolítico Superior até ao século XX.
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À porta do emblemático Mosteiro dos Jerónimos, acamparam arqueólogos em sinal de protesto e de divulgação. Na música estava em alta o tema «Não sabe nadar», os Black Company. Depressa o refrão mudou:
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Bantú não sabe nadar yo
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K.J.B. não sabe nadar yo
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Madnigga não sabe nadar yo
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Makkx não sabe nadar yei.
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Transformou-se em:
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As gravuras não sabem nadar! Yo.
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Uma ajuda veio do duque de Bragança, que se casou naquela igreja, que assinou a petição dos arqueólogos.
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A campanha correu muito e a arrogância governativa não cedeu, partiu-se. A 6 de Outubro, os portugueses escolheram o Partido Socialista, de António Guterres, que prometeu uma governação de diálogo.
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Ora, essa represa de Foz Côa não iria destruir apenas património histórico mundial, mas a Quinta de Ervamoira. Salvas as vinhas, salvaguardado o interesse público, hoje é possível conhecer um pouco desse espólio, num pequeno sítio museológico. Na vila de Foz Côa foi construído um museu exemplar, inaugurado em 2009.
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Os vinhos do quarto de século
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O Duas Quintas Tinto 1990 mostrou-se fantástico, prometendo mais anos de vida. Foi um ano com um Inverno chuvoso e um Verão quente e seco, o que colocou desafios aos técnicos da Ramos Pinto. Fez-se com uvas de touriga francesa (50%), tinta roriz (25%), tinta barroca (15%) e touriga nacional (10%), sendo engarrafado, após estágio em barricas de carvalhos francês, em Fevereiro de 1992.
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O Duas Quintas Reserva Tinto 1991… se o primeiro estava fantástico, este ficou acima. Muito vivo e apetecível. As uvas foram sobretudo de Ervamoira (80%). O vinho estagiou nove meses em casco de carvalhos português e francês, tendo sido engarrafado dois anos após a vindima. O lote foi de touriga francesa (60%), touriga nacional (20%) e tinta barroca (20%).
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A firma Ramos Pinto considera que 1994 foi o ano da década, com as características climatológicas avaliadas como perfeitas.
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O Duas Quintas Tinto 1994 está em grande forma, com grande vitalidade. Porém, achei-o excessivo, cansou-me. Apenas 20% do vinho estagiou em madeira, em pipas de carvalho português com dois e três anos de uso, durante seis meses. O lote é de touriga francesa (45%), tinta roriz (40%) e touriga nacional (15%).
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Excelentíssimo, o Duas Quintas Reserva Tinto 1994. Um néctar fabuloso. Após a fermentação maloláctica, 40% do vinho estagiou em cascos de carvalhos português e francês, durante nove meses. O engarrafamento aconteceu dois anos após a vindima. O lote é de touriga nacional (50%), touriga francesa (30%) e tinta barroca (20%).
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O ano 2000 também correu de feição. O Duas Quintas Branco 2000 está para as curvas. Metade do vinho fermentou em cubas de inox e a outra parte em madeira nova de carvalho francês. De acordo com a ficha técnica, o lote é de «mistura» (?! – 30%), rabigato (30%), viosinho (20%) e arinto (20%).
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Muito bem está o Duas Quintas Reserva Tinto 2000. Após a maloláctica, 80% do vinho estagiou um ano em barricas de carvalho francês, tendo sido engarrafado dois anos após a vindima, depois de 365 dias em garrafa. O lote é de touriga nacional (50%), touriga francesa (30%), tinta barroca (10%) e tinta roriz (10%).
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Nota 1: Música «Portugal e a CEE», dos GNR.
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Nota 2: Música «Não sabe nadar», dos Black Company.

segunda-feira, fevereiro 08, 2016

Alambre Moscatel Roxo 2010

Elogiar os moscatéis da firma José Maria da Fonseca (JMF) é como noticiar a derrapagem das contas públicas portuguesas. Vira o disco e toca o mesmo: os Governos falham e esta empresa acerta.
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Confesso que tenho grande simpatia por esta casa, que começou pelos produtos, consequentemente pelos técnicos e gestores que o permitem, e hoje se estende à família proprietária, que vai na sexta geração. Contudo, penso ter o distanciamento suficiente para avaliar o que ali se faz, até porque conto com 26 anos de jornalismo, tempo mais do que suficiente para saber controlar emoções e adjectivos. Além de que os textos publicados na Garrafeira do Infotocopiável (nova designação, mas com o mesmo endereço) não são notícias, mas opiniões, como tal subjectivos.
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Um dos aspectos que merece uma vénia é o cuidado com as plantas, que não começou agora, traduzido na maior colecção ampelográfica de castas em Portugal. Um acervo que permite o estudo, com as vantagens que daí advém na biologia, viticultura, história, preservação, oportunidade de criação de produtos, etc.
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Se hoje existe vinho Bastardinho, outrora também conhecido por Vinho do Lavradio, resulta das compras efectuadas ao último viticultor da casta bastardo da Península de Setúbal. A vinha deu lugar a cidade e, décadas depois, uma nova nasceu por via da lavoura da JMF.
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Outro exemplo é o da variedade que faz o vinho aqui em análise, a moscatel roxo. Há uns anos restava um hectare, na Quinta de Camarate, propriedade desta empresa, e hoje há 40, dos quais dez são da JMF.
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O moscatel roxo tem permitido a Domingos Soares Franco, enólogo-mor da JMF, andar a criar «terror», onde a partida maior que me pregou foi o monovarietal de touriga franca (95%) - publiquei um texto na revista online Blend - All About Wine. O rosado desta casta tem sido um sucesso, pese não me dar grande prazer. Se o mundo diz uma coisa e eu outra, provavelmente (99,999999999…%) é ser eu o equivocado.
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O generoso (fortificado) Alambre Moscatel Roxo 2010 vem na linha de edições anteriores. Fresco e convidativo, descontraído e com boas maneiras à mesa. É fino, com subtileza, o que o torna perigoso. A gulodice não advém do açúcar, mas dessa frescura e elegância.
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Não sei o que é essa coisa da relação entre a qualidade e o preço, mas posso garantir o que é um valor seguro. Entendo a designação como sinónimo de fiabilidade. O enófilo sistemático e o apreciador não militante têm a certeza do que estão a comprar – seja qual for o critério de exigência, nível prazer, conta bancária e disposição de pagar até determinado patamar, os elementos para o estabelecimento dessa equação da relação do preço com a qualidade.
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O tal distanciamento que julgo ter para a avaliação faz-me abster de divulgar a minha tabela de relação entre a qualidade e o preço. Este blogue reflecte apenas o meu gosto pessoal, sendo as notas inteiramente subjectivas. Porém, em casos em que a apreciação me pareça confrontar a qualidade, coloco esse facto em evidência, para que possa ser feito o desconto.
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Percebi que a casta moscatel roxo fica aquém (gosto) da moscatel de alexandria – o que não desfaz. No tal monovarietal resulta fantástico. Até pelo que escrevi acima, com isto não digo que se arranquem as vinhas do moscatel roxo para pôr a preferida.
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Resumando e concluando. Belíssimo vinho cuja nota dou uma margem de 0,5 pontos. Ou seja, penso que, se me abstiver do prazer pessoal, a nota estará meio ponto acima. Note-se que a escala (subjectiva) é decimal, mas em que o 3 é positivo – não vejo vantagem em estabelecer patamares para o «evitável» ou o «reprovado». Acresce outro pormenor; é uma escala aberta como a de Richeter.
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Denominação: Mocatel Roxo de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca

Nota: 6,5/10

segunda-feira, novembro 02, 2015

Concurso Escolha da Imprensa 2015

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O Concurso Escolha da Imprensa 2015, organizado pela Revista de Vinhos, bateu o recorde do número de vinhos em avaliação. Os 34 jurados provaram um total de 357 vinhos, tendo premiado 79. Esta prova realiza-se no âmbito do Encontro com o Vinho e Sabores, que decorreu entre 30 de Outubro e 2 de Novembro, no Centro de Congressos de Lisboa.
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A prova está dividida em cinco categorias: Espumantes, Brancos, Rosés, Tintos e Fortificados. Os vinhos distinguidos com Grande Prémio Escolha da Imprensa foram: Murganheira Cuvée Reserva Especial Távora-Varosa Branco 2004 (espumante), Muros de Melgaço Vinho Verde Alvarinho 2014 (branco), MR Premium Regional Alentejano 2014 (rosé), H.O. Douro Grande Escolha 2012 (tinto) e Vau Porto Vintage 2011 (fortificados).
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A lista de vinhos espumantes distinguidos com o prémio Escolha da Imprensa (por ordem alfabética) foram:
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Adega d´Palmela Moscatel Branco (Adega Cooperativa de Palmela);
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Aliança Vintage Bairrada Branco 2010 (Aliança - Vinhos de Portugal);
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Murganheira Assemblage Távora-Varosa Grande Reserva Branco 2000 (Sociedade Agrícola e Comercial do Varosa);
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Murganheira Blanc de Noirs Távora-Varosa Touriga Nacional Branco 2008 (Sociedade Agrícola e Comercial do Varosa);
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Primavera Baga-Bairrada Branco 2013 (Caves Primavera);
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Quinta da Calçada Cuvée de Choix Reserva Branco (Agrimota);
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Raposeira Peerless Super Reserva Branco 2009 (Caves da Raposeira);
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Raposeira Super Reserva Blanc de Blancs Branco 2011 (Caves da Raposeira);
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Regateiro Bairrada Branco 2013 (Ares da Bairrada);
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São Domingos Cuvée Bairrada Branco 2011 (Caves do Solar de São Domingos).
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A lista de vinhos brancos distinguidos com o prémio Escolha da Imprensa (por ordem alfabética) foram:
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Adega Mãe Regional Lisboa Viosinho 2014 (Adega Mãe);           
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Aveleda Reserva da Família Bairrada 2014 (Aveleda);
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Borges Colheita Tardia Dão 2010 (Sociedade dos Vinhos Borges);
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Catarina Regional Península de Setúbal 2014 (Bacalhôa Vinhos de Portugal);
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Herdade Monte da Cal Saturnino Regional Alentejano Grande Reserva 2013 (Herdade Monte da Cal);
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Mirabilis Douro Grande Reserva 2014 (Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo);
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MR Premium Regional Alentejano 2013 (Sociedade Agrícola D. Diniz);
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Mula Velha Premium Regional Lisboa 2014 (Quinta do Gradil);
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Nostalgia 10 Barricas Vinho Verde Alvarinho 2013 (Lua Cheia em Vinhas Velhas);
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Portal do Fidalgo Vinho Verde Alvarinho 2014 (Provam);
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Pousio Regional Alentejano Reserva 2014 (Casa Agrícola HMR);
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QM Vinho Verde Alvarinho 2014 (Quintas de Melgaço);
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QM Vinhas Velhas Vinho Verde Alvarinho 2013 (Quintas de Melgaço);
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Quinta das Cerejeiras Óbidos Reserva 2012 (Companhia Agrícola do Sanguinhal);
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Quinta dos Carvalhais Branco Especial Dão (Sogrape Vinhos);
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Quinta dos Carvalhais Dão Reserva 2011 (Sogrape Vinhos);
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Rozès Noble Late Harvest Douro 2011 (Rozès);
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Serras de Grândola Edição Especial Regional Península de Setúbal 2014 (Maria Jacinta Nunes da Costa Sobral da Silva);
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Terras de Lava IG Açores Colheita Selecionada 2014 (Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico);
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Titular Dão Encruzado 2014 (Caminhos Cruzados);
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Vila Santa Regional Alentejano Reserva 2014 (J. Portugal Ramos Vinhos).
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A lista de vinhos rosés distinguidos com o prémio Escolha da Imprensa (por ordem alfabética) foram:
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Casa do Lago Regional Lisboa 2014 (DFJ Vinhos);
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JP Azeitão Regional Península de Setúbal (Bacalhôa Vinhos de Portugal);
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Pluma Vinho Verde 2014 (Casa de Vila Verde);
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Quinta do Poço do Lobo Bairrada Baga Pinot Noir Reserva 2014 (Caves São João).
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A lista de vinhos tintos distinguidos com o prémio Escolha da Imprensa (por ordem alfabética) foram:
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2221 Terroir Cantanhede Bairrada 2011 (Adega Cooperativa de Cantanhede);
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Adega de Borba Alentejo Garrafeira 2009 (Adega Cooperativa de Borba);
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Adega de Pegões Regional Península de Setúbal Alicante Bouschet 2012 (Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões);
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Blog Regional Alentejano Alicante Bouschet + Syrah 2012 (Tiago Mateus Cabaço e Cabaço);
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Cartuxa Alentejo Reserva 2012 (Fundação Eugénio de Almeida);
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Casa Santos Lima Regional Lisboa Reserva 2012 (Casa Santos Lima);
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Conde d ´Ervideira Private Selection Alentejo 2012 (Ervideira);
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Consensus Regional Lisboa Pinot Noir & Touriga Nacional 2008 (DFJ Vinhos);
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Dona Berta Douro Tinto Cão Reserva 2011 (Hernâni A.M Verdelho);
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Dona Maria Regional Alentejano Grande Reserva 2010 (Júlio Bastos);
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Elpenor Dão 2011 (Júlia Kemper Wines);
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Foral de Cantanhede Gold Edition Bairrada Baga Grande Reserva 2009 (Adega Cooperativa de Cantanhede);
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Herdade da Ajuda Regional Alentejano Syrah & Touriga Nacional 2009 (Herdade da Ajuda Nova);
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Monte Branco Regional Alentejano 2011 (Luís Louro);
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Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador Dão 2009 (Paço de Santar -Vinhos do Dão);
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Pai Chão Regional Alentejano Grande Reserva 2011 (Adega Mayor);
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Poliphonia Regional Alentejano Reserva 2013 (Granacer);
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Quinta da Gândara Dão Touriga Nacional Reserva 2011 (Sociedade Agrícola de Mortágua);
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Quinta da Romaneira Regional Duriense Petit Verdot 2012 (Sociedade Agrícola da Romaneira);
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Quinta da Touriga-Chã Douro 2013 (Jorge Rosas);
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Quinta das Corriças Trás-os-Montes Reserva 2011 (Sociedade Agrícola Quinta das Corriças);
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Quinta do Grifo Reserve Douro 2011 (Rozès);
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Quinta do Quetzal Alentejo Reserva 2011 (Quinta do Quetzal);
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Quinta do Serrado Dão Touriga Nacional 2010 (Sociedade Agrícola Castro de Pena Alba);
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Quinta Seara d´Ordens Vinhas Velhas Douro Reserva 2012 (Sociedade Agrícola Quinta Seara d´Ordens);
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Titular Dão Reserva 2012 (Caminhos Cruzados);
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Velhos Bardos Douro Reserva 2013 (Vasques de Carvalho);
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Villa Oliveira Dão Touriga Nacional 2011 (O Abrigo da Passarela);
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Vinhas Antigas da Beira Interior by Rui Madeira Beira Interior 2011 (Rui Roboredo Madeira).
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A lista de vinhos fortificados distinguidos com o prémio Escolha da Imprensa (por ordem alfabética) foram:
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Alves de Sousa Porto Vintage 2009 (Domingos Alves de Sousa);
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Blackett Porto 30 anos (Alchemy Wines Port);
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Blandy ´s Madeira Bual 2002 (Madeira Wine Company);
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Duorum Vinha de Castelo Melhor Porto Vintage 2012 (Duorum Vinhos);
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Lajido Pico Vinho Licoroso Seco Superior 2003 (Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico);
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Niepoort Porto Crusted (Niepoort Vinhos);
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Quinta do Seixo Porto Vintage 2013 (Sogrape Vinhos);
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Quinta Seara d´Ordens Porto Vintage 2012 (Sociedade Agrícola Quinta Seara d´Ordens);
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Vasques de Carvalho Porto 30 anos (Vasques de Carvalho);
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Vasques de Carvalho Porto Vintage 2013 (Vasques de Carvalho).