domingo, agosto 21, 2016

Três Bagos Branco 2015 + Três Bagos Sauvignon Blanc 2015 + Três Bagos Reserva Tinto 2013 + Três Bagos Grande Escolha Tinto 2011 + Três Bagos Grande Escolha Estágio Prolongado Tinto 2005

A firma Lavradores de Feitoria apresentou cinco vinhos. Nenhum é propriamente vinho de Verão, têm características que os tornam indicados para temperaturas mais frescas e comidas com mais substância do que saladas, peixes grelhados, mariscos…
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Três Bagos Branco 2015 resulta do lote típico de castas do Douro: gouveio, rabigato e viosinho. É um vinho com frescura e estrutura.
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Três Bagos Sauvignon Blanc 2015 é exuberante nos aromas e mais fresco na boca do que na percepção olfactiva. É guloso e com 13% de álcool é precisa já alguma prudência.
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Três Bagos Reserva Tinto 2013 está «qualquer coisa». Ou como, há uns anos, diziam os miúdos: «está muito lá»! É o Douro! Fez-se com tinta roriz, touriga franca e touriga nacional. Durante 11 meses, metade do vinho estagiou em inox, 25% em barricas novas de carvalho francês e 25% em barricas de segundo ano.
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Agora vêm os problemáticos! No bom sentido. Dois tintos ousados; poucos produtores se arriscam no conceito. Saber esperar não é arte apenas dos chineses.
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O ano 2011 está na história. Três Bagos Grande Escolha Tinto 2011 confirma-o. É o Douro, é o ano e a vida. As uvas vieram duma vinha velha, suponho que daquelas onde se misturam como uma família. Metade da fermentação fez-se em lagar de granito e a outra parte em balseiros de carvalho, com maceração prolongada. Não sei o que possa escrever que acrescente… os descritores de prova são tantas vezes maçadores e redutores… é beber e depois contar.
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Três Bagos Grande Escolha Estágio Prolongado Tinto 2005 é um dos que onde tudo se resume a quase nada. Custa-me palavrar quando cada boca e cada nariz irão julgar de toda a maneira. A complexidade e riqueza são enormes. Vagarosamente. Muito vagarosamente.
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Três Bagos Branco 2015
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Origem: Douro
Produtor: Lavradores de Feitoria
Nota: 5/10
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Três Bagos Sauvignon Blanc 2015
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Origem: Regional Duriense
Produtor: Lavradores de Feitoria
Nota: 6/10
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Três Bagos Reserva Tinto 2013
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Origem: Douro
Produtor: Lavradores de Feitoria
Nota: 7/10
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Três Bagos Grande Escolha Tinto 2011
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Origem: Douro
Produtor: Lavradores de Feitoria
Nota: 8,5/10
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Três Bagos Grande Escolha Estágio Prolongado Tinto 2005
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Origem: Douro
Produtor: Lavradores de Feitoria

Nota: 9/10

sábado, agosto 20, 2016

BSE 2015 + Colecção Privada Sauvignon Blanc 2015

Este Verão não tem sido fácil! Mas é a fruta da época, que veio abundante na minha colheita.
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Embora pareça, a minha vida não se faz no vinho. Letrinhas, vírgulas e outras coisas que existem nos teclados e nas pontas dos lápis e canetas. Daí, que ande atrasado na blogosfera.
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O Verão vai quente e há ainda muito sol para escaldões. Dos lados de Azeitão vieram dois brancos. Um incontornável e outro a caminho.
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O mais fácil de comentar é o mais difícil. Sobre este vinho, ano após ano, já escreveu muito. É um parente, conhecemo-lo todos. O BSE (Branco Seco Especial) é fiável, algo que valorizo em tudo. Em quase tudo gosto de não ter surpresas e ainda menos sobressaltos.
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Da esplanada ao churrasco (fora das matas), da comida leve à conversa. Com a virtude dos 12,3% de álcool. Tem a particularidade de a casta antão vaz não me incomodar, coisa raríssima. E tem-na em abundância (55%) – a equipa de enologia da José Maria da Fonseca é como a Regisconta! «Aquela máquina»! Conta com a arinto (34%) – provavelmente a melhor cultivar branca portuguesa – e fernão pires (11%).
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A casta sauvignon blanc, quando a sabem agarrar, dá vinhos muito sedutores, equilibrados na sensação do doce e do fresco, da fruta algo exótica a verdes de horta. Aqui, nada está exagerado, com o maracujá diluído em kiwi e líchias, e dos espargos à nota de salsa.
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Quem me lê sabe da admiração que tenho por Domingos Soares Franco e sua equipa de enologia. O senhor tem aquilo que se diz(ia) das cozinheiras: tem mão. Não basta aprender nem só trabalhar muito. O talento existe e faz tanta falta quanto os outros aspectos citados – devem completar-se. Assim acontece.
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Aqui o truque está (penso – não sou nem bruxo nem enólogo) nos 15% de verdejo ajuntados ao sauvignon blanc.
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Colecção Privada Domingos Soares Franco Sauvignon Blanc 2015
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 7/10
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BSE 2015
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 5/10
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.

segunda-feira, julho 25, 2016

Coroa d’Ouro 2015 + Poças Reserva Branco 2015 + Vale de Cavalos 2015 + Símbolo 2015 + Poças Colheita 2001

A firma Poças Júnior é quase centenária (2018), familiar e portuguesa. À frente dos negócios está a quarta geração. É uma casa conhecida pelos Vinhos do Porto da família tawny, mas hoje apresenta também vintage e não produz apenas fortificados.
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A Poças investiu numa campanha artística, com o escultor Luís Mendonça. Quem quiser ver os trabalhos basta clicar aqui.
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A gama compõe-se por quatro marcas do Douro (sete referências – Coroa d’Ouro, Poças Reserva, Vale de Cavalos e Símbolo) e só uma de Porto (17 referências – Poças). Jorge Manuel Pintão, elemento desta quarta geração, dirige a enologia da Poças Júnior, à qual integra também André Barbosa.
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O Coroa d’Ouro 2015 tem aroma delicado, juntando ao citrino o floral notas térreas. Na boca é fresco e boa estrutura. É para ir para a mesa. As uvas vêm de duas origens: São João da Pesqueira (Cima Corgo) e Numão (Douro Superior). As castas são códega, malvasia fina, moscatel galego, rabigato e viosinho. O vinho fez-se exclusivamente em cubas de inox.
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O Poças Reserva Branco 2015 é um vinho mas complexo. Olfactivamente tem gulodice, não sendo doce, notas fumadas. Não é exuberante. Na boca está bem acima, com frescura, gordura e final longo. É obrigatório sentá-lo à mesa.
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Não posso dizer muito sobre o Vale de Cavalos 2015. Quando o provei estava jovem. Dá indicações positivas, com acidez, mas foi cedo. Fez-se com as «obrigatórias» tinta barroca, touriga franca e touriga nacional. A firma agendou o lançamento para 2017.
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O Símbolo 2015 é um típico Douro e com as feições que mais gosto. Fez-se com as típicas tinta barroca, tinta roriz, touriga franca, touriga nacional. O vinho estagiou 18 meses em barricas de carvalhos americano e francês. Gosto das ervas secas, uma pitada de lenha de azinho, tabaco louro e uma suave ginja. Tem óptima estrutura, final duradouro e frescura, prometendo viver bom tempo em garrafa.
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Eis chegado à grande especialidade da casa, Porto da família tawny. É o Poças Colheita 2001, filho de Ervedosa do Douro (Cima Corgo) e Numão (Douro Superior), com as uvas tinta barroca, tinta roriz, tinto cão, touriga franca e touriga nacional. Guarda a razão por que o Vinho do Porto tem o carisma que tem. Muito rico de aroma e extraordinário na boca.
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Coroa d’Ouro 2015
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Produtor: Poças Júnior
Origem: Douro
Nota: 5,5/10
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Poças Reserva Branco 2015
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Produtor: Poças Júnior
Origem: Douro
Nota: 6,5/10
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Símbolo 2015
Produtor: Poças Júnior
Origem: Douro
Nota: 8/10
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Poças Colheita 2001
Produtor: Poças Júnior
Origem: Porto
Nota: 9/10

domingo, julho 24, 2016

Monte da Raposinha Branco 2015 + Monte da Raposinha Rosé 2015 + Atayde Branco Reserva 2014 + Nós Tinto 2014 + Monte da Raposinha Tinto 2013 + Maria Antonieta 2013 + Athayde Grande Escolha 2013 + Furtiva Lágrima 2013

Visitei duas vezes o Monte da Raposinha, próximo de Montargil, e vim feliz. Pela simpatia natural da família Ataíde e pelos vinhos que fazem com gosto. Este ano tive direito a um improvisado espectáculo de canto, pois que a música vive por ali.
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«Una Furtiva Lagrima», área da ópera «O Elixir do Amor», de Gaetano Donizetti, é igualmente um dos expoentes do Monte da Raposinha. Nuno Ataíde, o patriarca, tem uma belíssima voz, que enche o espaço. João Ataíde, quem dá o corpo pela casa, tem um cantar mais fresco, fruto certamente de ser mais jovem. E sabem cantar!
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A propriedade tem 150 hectares, dos quais 15 são de vinha. A enologia está entregue a Susana Esteban, que assina vários excelentes vinhos do Alentejo e do Douro.
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Quando alguém diz que «este Alentejo é mais fresco» está a dizer que não tão quente quanto outros locais. É como dizer que um Fórmula 1 é lento só porque não tem a pole position. Isto para dizer da frescura dos vinhos do Monte da Raposinha.
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Nesta última visita, a porta do Inferno estava aberta. É fácil a temperatura dos vinhos despistar-se no Verão. Ora… se não fossem os bons termómetros a sentenciar os valores e ninguém acreditaria, tal o frescor natural.
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O primeiro vinho da prova foi o Monte da Raposinha Branco 2015, um lote de partes iguais de arinto e antão vaz. A primeira faz milagres e a segunda… quem me lê sabe o que penso. Porém, está longe de ser enjoativo ou de algum modo excessivo.
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O Monte da Raposinha Rosé 2015 fez-se em bica aberta e não sangria. É obviamente notória a diferença entre um rosado e um subproduto do tinto. Trata-se de lote de touriga nacional (60%) e de aragonês (40%). É um pouco fechado de aroma, mas na boca acelera e recomenda-se para além da piscina.
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O Atayde Branco Reserva 2014 é um vinho com maior complexidade do que os anteriores. Não é um branco de Verão. Fez-se com uvas chardonnay (60%) e sauvignon blanc (40%). A primeira dá-lhe gordura e volume e a segunda transmite-lhe vivacidade. Estagiou seis meses em barricas de carvalho francês.
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Quando o provei achei o Nós Tinto 2014 achei-o ainda novo, prometendo ser mais do que estava nesse momento. Gostei do ramalhete de aromas de campo, um grupo de cheiros de ervas e árvores. É um tinto descontraído, feito com alicante bouschet, aragonês, syrah e trincadeira.
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Enquanto o anterior é jovem, o Monte da Raposinha Tinto 2013 já é senhor. É aromaticamente austero e mostra-se duradouro na boca, com final seco.
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O Maria Antonieta 2013 é um tinto complexo, com um aroma fresco, de um ligeiro canabinóide até aos mais notórios mentolados com tempero de pimenta. É guloso, no melhor sentido. Fresco! Trata-se duma homenagem familiar, que certamente fará feliz a homenageada.
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O Athayde Grande Escolha 2013 é um tinto que entra na categoria de «vinho para oferecer ao médico que me operou ao coração». Penso que é um vinho universal, que agrada facilmente, do português até ao esquimó. É complexo e rico de aromas, boa estrutura de boca, fundo e longo. Fez-se com alicante bouschet, syrah e touriga nacional.
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O Furtiva Lágrima 2013 é um tinto da categoria «não levar para o jantar de apresentação aos sogros». Os senhores ficariam a saber bem demais o que o genro/nora gosta da filha/o. É bom não os habituar mal. É sedutor e complexo aromaticamente. É fresco, com nervo, longo na boca e frescura. É 90% alicante bouschet e 10% touriga nacional.
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Monte da Raposinha Branco 2015
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Produtor: Monte da Raposinha
Origem: Regional Alentejano
Nota: 6/10
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Monte da Raposinha Rosé 2015
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Produtor: Monte da Raposinha
Origem: Regional Alentejano
Nota: 5/10
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Atayde Branco Reserva 2014
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Produtor: Monte da Raposinha
Origem: Regional Alentejano
Nota: 6,5/10
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Athayde Branco Reserva 2014
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Produtor: Monte da Raposinha
Origem: Regional Alentejano
Nota: 7/10
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Nós Tinto 2014
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Produtor: Monte da Raposinha
Origem: Regional Alentejano
Nota: 4,5/10
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Maria Antonieta 2013
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Produtor: Monte da Raposinha
Origem: Regional Alentejano
Nota: X
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Atayde Grande Escolha 2013
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Produtor: Monte da Raposinha
Origem: Regional Alentejano
Nota: 7,5/10
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Furtiva Lágrima 2013
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Produtor: Monte da Raposinha
Origem: Regional Alentejano
Nota: 8,5/10

sábado, julho 23, 2016

Pancas Branco 2015 + Quinta de Pancas Branco 2015 + Pancas Tinto 2015 + Quinta de Pancas Tinto 2014 + Quinta de Pancas Reserva Tinto 2013

A Quinta de Pancas é uma casa pioneira na renovação da região vitivinícola de Lisboa. A propriedade situa-se a 45 quilómetros a Noroeste da capital e encontra-se numa vertente com boa inclinação e que a protege de maiores calores, entre a Serra de Montejunto e a lezíria do Tejo. Deu nas vistas com a uva cabernet sauvignon.
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A direcção de enologia está entregue a Frederico Vilar Gomes, que tem a responsabilidade de suceder a outro grande enólogo, João Corrêa, falecido em Agosto do ano passado. O testemunho está bem entregue.
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Nos brancos, a entrada de gama é o Pancas, tendo provado o respeitante à colheita de 2015. É um vinho com muita frescura e indicado para comidas mais leves. Fez-se com arinto (40%), fernão pires (40%) e vital (20%). Balança entre a fruta (pomóideas) e a mineralidade, nuns belos 12,5% de álcool. Mais estival é difícil.
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O Quinta de Pancas Branco 2015 tem mais nervo e abalança-se a pratos mais elaborados do que os peixes e mariscos. Fez-se com chardonnay (60%), arinto (30%) e vital (10%). A casta francesa dá-lhe untuosidade sem aquecer o lote, até porque o arinto é refrescante, especialmente na região de Lisboa. Estagiou dois meses sobre borras finas em depósito de inox.
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Quando provado, o Pancas Tinto 2015 estava muito novo. Por isso, abstenho-me de comentar, embora já indique que terá frescura.
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O Quinta de Pancas Tinto 2014 está muito apetitoso e apresenta uma característica rara: um ligeiro aroma a canabinóides, mas sobressaem notas mentoladas. Na boca prolonga-se com final seco. Fez-se com uvas cabernet sauvignon (30%), merlot (30%), touriga nacional (30%) e tinta roriz (10%).
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A cabernet sauvignon desta quinta, que sempre foi elogiada, mostra-se bem e explica o porquê da fama. Esta francesa representa 45% do lote. A touriga nacional (35%) encontra frescura nesta terra, pelo que se aproxima do floral do Dão. O lote completa-se com alicante bouschet (20%). É perigoso! São 14,5% de álcool que chegam de pantufas.
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Pancas Branco 2015
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Produtor: Companhia das Quintas
Origem: Regional Lisboa
Nota: 4,5/10
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Quinta de Pancas Branco 2015
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Produtor: Companhia das Quintas
Origem: Regional Lisboa
Nota: 6/10
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Pancas Tinto 2015
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Produtor: Companhia das Quintas
Origem: Regional Lisboa
Nota: X
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Quinta de Pancas Tinto 2014
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Produtor: Companhia das Quintas
Origem: Regional Lisboa
Nota: 6,5/10
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Quinta de Pancas Reserva Tinto 2013
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Produtor: Companhia das Quintas
Origem: Regional Lisboa
Nota: 7,5/10

sexta-feira, julho 22, 2016

Vidigueira Antão Vaz 2015 + Vidigueira Grande Escolha Branco 2015 + Vidigueira Reserva Branco 2014 + Vidigueira Rosé 2015 + Vidigueira Grande Escolha Tinto 2014

Ou emaluqueci ou o mundo está para acabar. Possivelmente as duas coisas. Esta é uma das raras vezes em que me apanham a elogiar vinhos feitos com a casta antão vaz – costumo espancar.
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Agora sem brincadeiras: a casta antão vaz é da Vidigueira. Foi aí que ganhou fama. É aí onde se expressa com frescura e se mostra muito prazenteira. Não é por acaso que os brancos desta sub-região ganharam fama. No resto do Alentejo… é mais cantigas!
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Como a designação indica, o Vidigueira Antão Vaz 2015 fez-se exclusivamente com uvas desta variedade alentejana. Não é nem sopa nem pão molhado e morno mastigado nem enjoo de fruta excessivamente doce e maçuda nem lenhosa…
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É a expressão do que deve ser. Muito fresco, sábios 12,5% de álcool, permitindo notar-lhe ananás e pêra não totalmente madura e mineralidade. Tem lonjura de boca.
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O Vidigueira Grande Escolha Branco 2015 vem no seguimento do anterior, mantendo a frescura e a mineralidade. À antão vaz foi-lhe acrescentada a casta perrum, que lhe confere alguma complexidade.
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Vidigueira Reserva Branco 2014 está num patamar superior e atira-se para comidas menos estivais. É também resultado da junção de antão vaz com perrum. É mais complexo e longevo na boca. Nele sobressaem notas mais doces, sem serem enjoativas, e de amêndoa torrada.
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O Vidigueira Rosé 2015 é uma escolha acertada para refeições leves, além dos repetidos mariscos e peixes. Vai ainda bem como desinibidor de conversas. Fez-se com uvas aragonês e touriga nacional, apanhadas propositadamente para rosado. O resultado é a feliz graduação de 12,5% de álcool.
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O Vidigueira Grande Escolha Tinto 2015 é o que se pode designar por alentejano. É isto! Não é modernaço nem conservador. Apresenta-se muito indicado para os pratos de carne, do borrego ao bovino. Fez-se com uvas das variedades alicante bouschet e trincadeira. Estagiou um ano em barricas de carvalhos americano e francês.
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Vidigueira Antão Vaz 2015
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Produtor: Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito
Origem: Alentejo (Vidigueira)
Nota: 5,5/10
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Vidigueira Grande Escolha Branco 2014
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Produtor: Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito
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Origem: Alentejo (Vidigueira)
Nota: 6/10
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Vidigueira Reserva Branco 2014
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Produtor: Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito
Origem: Alentejo (Vidigueira)
Nota: 7/10
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Vidigueira Rosé 2015
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Produtor: Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito
Origem: Alentejo (Vidigueira)
Nota: 5/10
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Vidigueira Grande Escolha Tinto 2014
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Produtor: Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito
Origem: Alentejo (Vidigueira)
Nota: 5,5/10

quinta-feira, julho 21, 2016

Vila Flor Tinto Reserva 2013

A Casa d’Arrochella tem vindo a apresentar vinhos de qualidade, ano após ano, patamar a patamar. Digo que se chama consistência e perseverança. Gosto (julgo que todos ou a maioria das pessoas) de saber com o que conto. As oscilações de qualidade não beneficiam ninguém, sobretudo o produtor. Se não existir regularidade, o enófilo só comprará duas vezes: a do ano que gostou e a do que se decepcionou.
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Essa é uma situação que neste caso não se põe de forma alguma. Por vontade do produtor, quer pela política seguida, quer pela escolha de um enólogo com muitas provas dadas: Luís Soares Duarte.
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Este produtor dispõe de 115 hectares de vinhas, espalhados por cinco propriedades, na sub-região do Douro Superior.
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Sou grande apreciador dos tintos do Douro e este cabe-me bem no nariz e na boca. Tem dentro a região, resultado das condições naturais e do lote, composto por uvas de tinta roriz, touriga franca e touriga nacional. Estagiou nove meses em barricas de carvalho francês.
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Vila Flor Tinto Reserva 2013
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Produtor: Grandes Quintas
Origem: Douro
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quarta-feira, julho 20, 2016

Casa do Arrabalde – Avesso Alvarinho Arinto – 2015 + Espinhosos – Avesso Chardonnay – 2015

Aqui se apresentam dois vinhos Regional Minho, um mais conservador e outro arrojado. Tanto um como o outro se apresentam felizes à mesa, especialmente no Verão. A preguiça estival combina bem com Casa do Arrabalde. Já o Espinhosos é mais «quente».
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Não conhecia a A&D Wines. O produtor está estabelecido na sub-região de Baião. A enologia está a cargo de Fernando Moura. Critico a opção de colocar o ano de vindima em local improvável e em caracteres mínimos (no bordo do rótulo e na vertical).
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Não consegui ainda perceber a razão por que muitas pessoas têm ao avesso – gosto. No Casa do Arrabalde, esta casta juntou-se à fresca alvarinho e a gulosa alvarinho. É bem indicado para este tempo quente e com uns felizes 12,5% de álcool.
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O lote do Espinhosos surpreendeu-me. Não estava à espera dum lote de avesso com chardonnay. Resulta bem. Porém, trata-se de um vinho que pede mais mesa do que o anterior, mantendo-se com apetitoso no estio. A casta francesa dá-lhe alguma gordura e calor e a graduação é de 13%.
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Casa do Arrabalde – Avesso Alvarinho Arinto – 2015
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Produtor: A&D Wines
Origem: Regional Minho
Nota: 5,5/10
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Espinosos – Avesso Chardonnay – 2015
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Produtor: A&D Wines
Origem: Regional Minho
Nota: 5/10
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Nota: Os vinhos foram enviados para prova pelo produtor.

terça-feira, julho 19, 2016

Sossego Branco 2015 + Sossego Rosé 2015 + Sossego Tinto 2014

A Sogrape tem vindo a encontrar nomes muito fixes para as suas marcas. Ao Papa Figos, do Douro, e ao Trinca Bolotas, do Alentejo, junta-se agora o Sossego, também desta região do Sul.
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O sossego é inerente ao campo. Esquecendo as anedotas que põem os alentejanos como preguiçosos, a palavra remete para o (meu) imaginário: as tardes quentes sem fim, do Verão, a sombra de sobreiros e azinheiras e até a quietude que sucede às grandes chuvas.
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Luís Cabral de Almeida assina os vinhos da Herdade do Peso, no Concelho da Vidigueira e na proximidade da Serra do Mendro. Nesta colecção tive prazer e encontro com a minha casta branca maldita – não gosto de antão vaz!
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O Sossego Branco 2015 resulta da junção de uvas das castas antão vaz (75%), arinto (20%) e roupeiro (5%). É um vinho equilibrado e com frescura, certamente com grande responsabilidade da arinto. Não fosse o critério assumidamente pessoal e subjectivo e teria melhor nota. Lamento, mas sou «alérgico». Quem gostar dessa uva tem aqui contentamento.
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O Sossego Rosé 2015 é para beber em calções, embora com atenção, pois a graduação não sendo alta também não é baixa: 13%. É um monovarietal de touriga nacional, com frescura e gulodice, e que vai à mesa e à espreguiçadeira.
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O Sossego Tinto 2014 é como a táctica do 4-4-2 do seleccionador Fernando Santos. Não falha! Independentemente das proporções, a conjugação das castas é fórmula vencedora: aragonês (75%), syrah (15%) e touriga nacional (10%).
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Apetitoso no nariz (pede mesa), boa estrutura e frescura na boca. As suas características, nomeadamente os 13,5% de álcool, recomendam que seja resfriado antes de servir. Por mim, guardava-o para quando as temperaturas do ar começarem a baixar.
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Sossego Branco 2015
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Produtor: Sogrape
Origem: Regional Alentejano
Nota: 4,5/10
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Sossego Rosé 2015
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Produtor: Sogrape
Origem: Regional Alentejano
Nota: 5,5/10
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Sossego Tinto 2014
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Produtor: Sogrape
Origem: Regional Alentejano
Nota: 5,5/10
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.

segunda-feira, julho 18, 2016

Vai chegar o Barca Velha 2008

A Sogrape anunciou que a Ferreira vai lançar este ano um novo Barca Velha, respeitante ao ano de 2008. A primeira edição reportou ao ano de 1952 e esta é a 18º a merecer o patamar superior da firma. É também o vinho português com maior aura e valorizado.
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Luís Sottomayor dirigiu a feitura deste vinho. O Barca Velha nasce na Quinta da Leda, no Douro Superior. Esta designação-se recai apenas quando apresenta um grande potencial de vida em garrafa, superando por esta via o Ferreirinha Reserva Especial.
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Deixo as características climatológicas de parte e a descrição do que é o território da Quinta da Leda. As razões são simples. Se o ano não tivesse sido fantástico no Douro este vinho não surgiria. Se a propriedade não permitisse alcançar um patamar elevado de qualidade não sairiam dali as melhores uvas para os topo de gama.
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Do dia-a-dia guardamos algumas recordações. A memória é selectiva, a experiência de vida gasta-a e por vezes inventa-se involuntariamente. O ano de 2008 foi mauzinho para a humanidade. Por isso, destaco os factos mais importantes, os melhores e os neutros.
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Não vou entrar pelas artes, pois haveria de ser coisa muito grande. Já basta!
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Fidel Castro, o carismático presidente de Cuba, renunciou ao mandato a 19 de Fevereiro. A 26 do mesmo mês, o Vaticano permitiu a consulta de documentação relativa, ao século XVI, da Inquisição.
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Bill Gates retirou-se da Microsoft, a 27 de Junho, para se dedicar actividades filantrópicas. A 21 de Julho foi preso, em Belgrado, Rodovan Karadzic, presidente da República Sérvia da Bósnia, por crimes contra a humanidade e de guerra. A 26 de Agosto, a Rússia reconheceu a independência da Abecásia, que se tinha separado da Geórgia, e sob protesto de vários países ocidentais.
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Setembro foi um mês relevante para a Google. A 2 de Setembro lançou o navegador Google Chrome e a 28 apresentou o sistema operacional Android. Este mês será histórico para a ciência, uma vez que, a 10, entrou em funcionamento o Grande Colisor de Hadrões, o maior acelerador de partículas do mundo. O laboratório está  a 175 metros abaixo de terra e consiste num túnel circular com 27 quilómetros de perímetro. Esta estrutura situa-se entre a França e a Suíça.
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A dia 2 de Outubro desencadeou-se a maior crise financeira mundial, desde a «Terça-Feira Negra», de 29 de Outubro de 1929. Curiosamente, o índice da bolsa de valores de Lisboa, o PSI-20, registou a sua maior subida, valorizando-se 10,2%. A 27 de Outubro, a Microsoft apresentou o sistema operacional Windows Azure.
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A agência norte-americana para o espaço, a NASA, anunciou o fim da missão da sonda Phoenix, que fora dirigida a Marte e com a qual se perdeu o contacto.
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Até ao fim do ano… talvez uns dias quentes e soalheiros no Verão de São Martinho. Certamente chuva, folhas caindo e frio.
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A 25 de Dezembro foi Natal e na noite de 31 desse mês para 1 de Janeiro aconteceu a passagem de ano.
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Viva o Douro!