quarta-feira, Abril 16, 2014

Venâncio da Costa Lima faz 100 anos

A Adega Venâncio da Costa Lima, em Palmela, comemora 100 anos de existência, com um programa de iniciativas que decorrem até 18 de Outubro. As festividades incluem o lançamento de uma edição centenário do seu Moscatel de Setúbal, aclamado pelos apreciadores como o melhor do mundo.

Azeites da CARM ganham em Nova Iorque e... também em concurso com crianças

A Casa Agrícola Roboredo Madeira (CARM) teve dois dos seus azeites distinguidos com medalha de ouro no New York International Olive Oil Competition. Os azeites virgem extra CARM Premium e Azeite Virgem extra CARM Grande Escolha foram venceram ouro.
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Já o CARM Grande Escolha  recebeu o prémio Biol Kids em Itália. Este concurso tem a particularidade do júri ser composto apenas por crianças. Este ano, foram 600 crianças, provenientes de 26 escolas provinciais.

Festival do Douro Superior começa a 30 de Maio

Está já agendada a realização de mais uma edição do Festival do Vinho do Douro Superior: de 30 de Maio a 1 de Junho, em Vila Nova de Foz Côa. Esta iniciativa pretende tornar a cidade na «capital», segundo o comunicado oficial, do Douro Superior. Reforçando «a sua aposta na valorização e promoção da sub-região vínica e nos seus demais sabores e produtos autóctones», lê-se no comunicado. A organização está a cargo da Câmara Municipal de Foz Côa e da Revista de Vinhos.

D&B prevê subida de 4% das exportações

As exportações vínicas portuguesas cresceram 4%, em 2013, de acordo com previsões da casa análise e gestão empresarial D&B. Assim, no ano passado venderam-se ao exterior 732 milhões de euros de vinho.
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Segundo a mesma empresa, as exportações no ano passado representaram mais 6,5% face a 2009.
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De acordo com a notadora, 55% das vendas ao exterior fizeram-se a países de França e Reino Unido. Mais de 60% das exportações correspondem a vinhos com denominação de origem protegida.

Quinta do Pôpa lança novo topo de gama

A Quinta do Pôpa apresentou o seu terceiro vinho tinto topo de gama, proveniente de vinhas com mais de 80 anos. Pôpa VV Tinto 2009 provém assim duma «amalgama» de castas duriense onde se distinguem a touriga franca, tinta barroca, tinta roriz e sousão. O vinho estagiou oito meses em barricas de 225 litros, de carvalho francês

Novo Ponte das Cana

A Herdade do Mouchão lançou, e com nova imagem, o vinho Ponte das Canas 2010. Ao incontornável alicante bouschet, por que a casa é conhecida, juntaram-se uvas de touriga franca, touriga nacional e syrah.

Casa da Ínsua ganha medalha em Lyon

A Casa da Ínsua recebeu uma medalha de ouro, no Concurso de Vinhos de Lyon, pelo seu vinho branco Casa da Ínsua Grande Reserva 2012. Este vinho fez-se com uvas encruzado, semillon e malvasia-fina.

terça-feira, Abril 15, 2014

Enoport apresenta reserva branco

A Enoport United Wines lançou no mercado o Cabeça de Toiro Reserva Branco 2013. «Esta nova aposta será complemento do Cabeça De Toiro Reserva Tinto, «refere a empresa». Este vinho fez-se na Quinta de São João Baptista, com as castas arinto (50%),chardonnay (25%) e sauvignon blanc (25%). No Berliner Wine Trophy conquistou uma medalha de ouro.

Novo Crasto branco

A Quinta do Crasto apresentou o Crasto Branco 2013, elaborado a partir das castas gouveio, viosinho e rabigato.

Brejinho da Costa vence na China

O concurso de vinhos China Wine and Spirits Awards (CWSA) 2014 premiou dois vinhos da casa, da Península de Setúbal,  Brejinho da Costa. O Brejinho da Costa Tinto 2011 com ganhou dupla medalha de ouro e o Costa SW Tinto 2011 com uma medalha de prata.

José Maria da Fonseca lança dois rosados

A José Maria da Fonseca lançou dois vinhos rosés da colheita de 2013: Periquita Rosé e o Colecção Privada Domingos Soares Franco Moscatel Roxo Rosé. O Periquita Rosé 2013 mantém o blend de castelão, aragonês e trincadeira. Colecção Privada Domingos Soares Franco Moscatel Roxo 2013 é um monovarietal.
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Nota: Estes vinhos terão depois uma crónica aqui no blogue.

Herdade das Servas traz duas medalhas do Mundus Vini

O Herdade das Servas Petit Verdot obteve uma medalha de ouro no Mundus Vini 2014 – Sringtime Tasting. Em concurso esteve o Herdade das Servas Reserva Petit Verdot tinto 2010. Esta casa alentejana conseguiu também uma medalha de prata com o Herdade das Servas Colheita Seleccionada tinto 2011.

Dois novos Assobio

A Quinta dos Murças lançou dois vinhos: Assobio Branco 2013 e Assobio Rosé 2013. Segundo o comunicado da empresa, «Este lançamento surge na sequência da aposta do Esporão na região do Douro, onde contava já com duas referências nos vinhos tintos (Assobio Tinto e Quinta dos Murças Reserva), além dos vinhos do Porto, Quinta dos Murças Tawny 10 Anos e Quinta dos Murças Vintage 2011.

Calém recebe exposição de pintura

As caves de Vinho do Porto Cálem acolhem, pela segunda vez, uma exposição da pintora japonesa Aki Kanazawa. «Laços», o seu mais recente trabalho, estará patente de 12 de abril a 13 de julho, todos os dias entre as 10h00 e as 18h00

Barros celebra 25 de Abril

A Porto Barros preparou uma edição especial para assinalar as quatro décadas da Revolução dos Cravos, «numa homenagem à liberdade e ao talento português», lê-se no comunicado. Trata-se dum Porto de 40 anos.

Quinta de Lemos lança seis vinhos

A Quinta de Lemos (Dão) apresentou seis novos vinhos tintos da colheita de 2009: Dona Georgina, Dona Santana, Touriga Nacional, Jaen, Alfrocheiro e o Tinta Roriz. O Dona Georgina 2009 fez-se sobretudo com touriga nacional e com tinta roriz, o Dona Santana 2009 fez-se touriga nacional, tinta roriz e jaen. O Touriga Nacional 2009 é um monovarietal. O jaen 2009 é também um monocasta, e o alfrocheiro 2009 fez-se também com uma variedade. O Tinta Roriz 2009 resulta igualmente duma única uva.

Fenadegas empenhada no consumo moderado de álcool

A Fenadegas relançou, este ano, um programa europeu «Vinho com Moderação«. Trata-se de uma iniciativa que tem como objectivo o combate ao consumo em excesso de bebidas alcoólicas, essencialmente entre os jovens...
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A educação para o consumo moderado de álcool continua a ser uma premissa para a Federação Nacional das Adegas e Cooperativas de Portugal que conta com a adesão das suas associadas.
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Em 2013 o programa passou por 17 estabelecimentos de ensino de todas as regiões do país, abrangendo mais de dois mil jovens a partir dos 16 anos.
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Este ano a iniciativa pretende chegar a universidades, politécnicos, escolas profissionais agrícolas e escolas de hotelaria e turismo, abrangendo ainda sete feiras agrícolas, perfazendo 21 acções.

Vinha das Servas lançadas no mercado

Um branco da última colheita (2013) e um tinto de 2012 são duas propostas do produtor alentejano Herdade das Servas, ambos com marca Vinha das Servas. O Vinha das Servas branco 2013 junta roupeiro, antão vaz, arinto e semillon. O Vinha das Servas tinto fez-se com aragonês, trincadeira, syrah e alicante bouschet.

Sogrape participa em estudo europeu de biodiversidade

A Quinta do Seixo, propriedade da Sogrape, acolheu uma reunião de especialistas europeus em biodiversidade ligados ao pojecto BioDiVine (uma iniciativa financiada pelo Programa LIFE+), que visa reforçar as estruturas da paisagem vitícola e prossegue o objectivo da Comissão Europeia de travar a perda de biodiversidade no espaço comunitário.
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A escolha desta Quinta da Sandeman como palco deste encontro científico fica a dever-se às diversas acções e experiências que ali têm sido concretizadas, em estreita colaboração com a ADVID (Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense).
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Com o objectivo de avaliar o efeito da manutenção de uma biodiversidade saudável no apoio a uma viticultura sustentável (o que alia a conservação de valores paisagísticos, estéticos e naturais à rentabilidade económica da exploração comercial das vinhas),  a «Quinta do Seixo tem promovido, entre outras acções, a monitorização da diversidade no ecossistema vitícola, a promoção da biodiversidade no ecossistema vitícola através da plantação de sebes com espécies autóctones (madressilva, rosmaninho, roselha, caril, medronheiro, espinheiro), o   restauro do coberto vegetal natural, ou aumentando a luta contra pragas da videira como a traça-da-uva por estratégias biológicas (confusão sexual), reduzindo a luta por via química», lê-se no comunicado.
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No caso do coberto vegetal, por exemplo, aos quatro hectares dedicados em 2012 ao projeto, somaram-se mais cinco em 2013, que «serão utilizados para comparar a utilização de espécies regionais, como a aveia, o trigo, o centeio, o azevém, o tremoço e a tremocilha, com outras sementes comerciais, casos das leguminosas, gramíneas e mistura de ambas», explica António Graça, responsável pelo departamento de investigação e desenvolvimento da Sogrape.
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«Para a contagem de artrópodes foram instaladas armadilhas ao nível do solo e ao nível da folhagem onde são capturados e identificados. Para detectar e contar pequenos mamíferos, foram montadas câmaras de visão nocturna (infravermelhos), cujas imagens permitem comparar a sua quantidade e diversidade entre zonas de bosque ribeirinho, matas e vinha», lê-se no texto original..O
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Os resultados finais do projecto são esperados no final de 2014. «Entretanto, diversas espécies foram já repertoriadas entre mamíferos (javalis, raposas, coelhos,  ouriços-cacheiros, fuinhas, etc.), aves (toutinegras, piscoschamarizes, cartaxos, cotovias, estorninhos, chapins, picanços, rabirruivosverdilhõescarriçastentilhões, etc.) e insetos (coleópteros, himenópteros, dípteros, heterópteros, ácaros, aranhas, escorpiões, centopeias, milípedes, etc.), atestando a extraordinária biodiversidade natural da Região do Douro, considerada um hub de biodiversidade no Norte do país».
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O projecto BioDiVine é liderado pelo Institut Français de la Vigne et du Vin e conta com mais cinco parceiros de Espanha e França. As atividades estão a ser desenvolvidas em regiões vitícolas de França (Loire, Languedoc, Bordéus e Borgonha), Espanha (Priorat e Rioja) e Portugal (Alto Douro).
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«O programa LIFE+ é um instrumento financeiro europeu para o ambiente e é destinado a co-financiar acções no campo da conservação da natureza, especialmente projectos de demonstração e/ou inovação, contribuindo para os objectivos da Comunicação da Comissão Europeia: “Travar a perda da biodiversidade até 2010 e mais além”» – refere o comunicado da Sogrape.

Continente e Correio da Manhã lançam guia gastronómico

A cadeia de distribuição Continente lançou, com o jornal Correio da Manhã, um guia de restaurantes. Denominado «Os Melhores Locais onde Comer em Todo o País», uma viagem gastronómica que reúne 1.200 restaurantes que vale a pena visitar, no entender dos dois críticos Edgardo Pacheco e Fernando Melo.

Adega de Borba traz medalhas do Berliner e Vinalies

A Adega de Borba acaba de ser galardoada com ouro e prata pelos seus vinhos Adega de Borba DOC Tinto 2012, Senses Touriga Nacional 2012 e Senses Syrah 2012 nos concursos internacionais Berliner Wein Trophy, Mundusvini e Vinalies Internationales Paris realizados recentemente na Alemanha e em França.
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Os vencedores foram: Adega de Borba DOC Tinto 2012 (ouro em Berlim), Senses Touriga Nacional 2012 (ouro em Berlim) e Senses Syrah 2012 (ouro em Berlim e prata em Paris) e Senses Touriga Nacional 2012 (ouro nos dois concursos).

Enoport ganha oito medalhas em Berlim

Na 18ª edição do Berliner Wine Trophy o Grupo Enoport United Wines arrecadoi oito medalhas de ouro.Os vinhos distinguidos são: Solo DOC  Dão Reserva Tinto 2012, Moura Basto DOC Dão Reserva Tinto 2012, Almagrande DOC Douro Reserva Tinto 2011, Romeira Regional Alentejano Reserva Tinto 2012, Monte Largo Regional Tejo Arinto/ Chardonnay 2013, Cabeça de Toiro DOC Do Tejo Reserva Branco 2013, Camilo Alves Regional Tejo Reserva Tinto 2013 e Enigma Regional Tejo Reserva Tinto 2013.

Dois novos Lavradores de Feitoria

A Lavradores de Feitoria  lançaram os dois vinhos da sua entrada de gama. Lavradores de Feitoria Branco 2013 e o Lavradores de Feitoria Tinto 2012. O branco foi feito a partir de de malvasia fina, síria (também conhecida como roupeiro) e gouveio. O tinto fez-se com touriga nacional, touriga franca, tinta roriz e tinta barroca.

Esporão lança dois brancos

A Herdade do Esporão dois vinhos brancos distintos, um monovarietal e outro bivarietal. Segundo David Baverstock, enólogo-chefe do Esporão e Sandra Alves, enóloga do Esporão, 2013 «caracterizou-se pela Primavera chuvosa seguida de um verão seco com temperaturas diurnas elevadas, possibilitando a maturação ideal e consistentes das uvas».
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Este ano, as castas eleitas para o Duas Castas 2013 foram gouveio (70% do lote) e antão vaz (30%). A conjugação destas castas resulta num vinho apelativo e distinto, com o equilíbrio e estrutura conferidas pelo Gouveio e a intensidade aromática proveniente do antão vaz. O verdelho é 100% desta casta (podia não ser).
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.Nota: Estes vinhos mereceram posteriormente crónica no blogue.

Fonseca lança Fonseca Bin 27

Lançado pela primeira vez há 40 anos, o Fonseca Bin 27  é feito a partir de vinhas produzidas no Cima Corgo. Elaborado a partir de lotes de reservas de vinhos seleccionados, o Fonseca Bin 27 passa quatro anos em grandes tonéis de madeira.

Rozès com sucesso no Mundus e na Vinalies

A Rozès venceu três grandes medalhas de ouro no Mundus Vini Spring 2014. A empresa conquistou também quatro medalhas de ouro Vinalies Internationales 2014.
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No Mundus Vini Spring 2014, as condecoraçõe foram para Rozès Porto 40 anos, ao Rozès Porto Late Bottled Vintage Unfiltered 2007 e ao Rozès DOP Douro Noble Late Harvest 2008. O Rozès Porto Colors Collection Reserve granjeou ainda uma medalha de prata.
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No Vinalies Internationales 2014 as medalhas foram Colors Collection white Reserve, Rozès Porto Colors Collection Gold – 10 anos, Rozès Porto 10 anos Infanta Isabel e Rozès Porto Vintage 2007. O Rozès Porto Tawny, Rozès Porto White e ao Rozès Porto 20 anos venceram medalhas de prata.

sexta-feira, Abril 11, 2014

CARMIM ganha duas medalhas no Mundus Vini

A CARMIM,de Reguengos de Monsaraz, obteve uma medalha de ouro e outra de prata no Concurso Mundus Vini. O Monsaraz Alicante Bouschet 2011 ganhou o ouro e o Monsaraz Touriga Nacional 2011 ficou com prata.

Enoport vence 17 medalhas no Mundus Vini

O Grupo Enoport United Wines trouxe 17 medalhas 14º Concurso Mundus Vini, realizado na Alemanha. Das medalhas, dez são de ouro e sete de prata.
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Os vinhos dez vinhos premiados com ouro são do Tejo (Cabeça de Toiro DOC Tinto Reserva 2011,Casaleiro Regional Reserva Tinto 2013, Enigma DOC Tinto Reserva 2011, Enigma Regional Syrah 2013, Monte Largo Regional Syrah / Castelão 2013 e o Monte Largo Regional Arinto / Chardonnay). Três medalhas de ouro foram para o Dão (Solo DOC 2012, Moura Basto DOC Juta 2006 e Caves Monteiro DOC Juta 2006) e  um para a região de Lisboa (Quinta do Boição Regional Reserva Tinto 2010).
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As sete medalhas de prata foram atribuídas a quatro vinhos do Tejo e a um do Alentejo e um do Douro.

Herdade do Peso gasta menos água

A Sogrape reduziu, entre 2010 e 2013, 20% do consumo de água na vinha da Herdade do Peso. Segundo um comunicado, a metodologia foi desenvolvida a partir do modelo criado Institut National de Recherche Agronomique, de França. O texto oficial refere que o modelo foi «adaptado às condições particulares do Alentejo e às castas utilizadas nesta região, que a par da racionalização do consumo de água se tem vindo a reflectir positivamente na qualidade das uvas e vinhos produzidos na Herdade do Peso».

Dois novos alvarinhos da Quinta de Melgaço

A Quinta de Melgaços, produtora da sub-região de Monção e Melgaço, apresentou, no mês de Fevereiro, as duas novas referências do seu portefólio, o QM Vinhas Velhas e o QM Alvarinho 2013, ambos elaborados com base na casta alvarinho.
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Nota: Os vinhos da Quinta de Melgaço serão depois comentadas em crónica.

APP'Menu - Onde vamos jantar? Pergunta ao José Silva

José Silva, crítico gastronómico, apresentou APP’Menu – Guia de Gastronomia e Vinhos de Portugal. Trata-se duma aplicação para smartphones, onde se podem conhecer restaurantes, vinhos, chefes de cozinha, produtos regionais e roteiros. O APP’Menu tem também uma página na internet.

Super Bock à escocesa

A Unicer lançou a Super Bock Selecção 1927 – Scotish Smoked Lager, «uma cerveja artesanal com influência escocesa ao apresentar na sua receita o raro malte de whisky escocês peated». As garrafas são de 0,75 cl e fechadas com rolha de cortiça.

Quinta de Lemos em final de arquitectura

A Quinta de Lemos, em Silgueiros, é finalista na lista de nomeados para os BOTY'2014, prémios internacionais da revista de arquitetura ArchDaily. O prémio para edifício do ano visa distinguir o projecto mais inspirador e com mais significado publicado na ArchDaily durante o ano de 2013. É o caso do edifício De Lemos, que passou uma primeira fase com mais de 3.500 projetos e agora se encontra entre os cinco primeiros da sua categoria - Hospititlity.
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A casa de cerimónias da Quinta de Lemos desenhada pelo ateliê Carvalho Araújo, integra o projecto do restaurante Mesa de Lemos, que abriu em Março. Na cozinha reina o chefe Diogo Rocha.

Sogrape e INEGI fazem acordo em meteorologia

A Sogrape e Instituto de Engenharia e Gestão Industrial (INEGI) celebraram um acordo de parceria a nível da informação meteorológica, com impacto no sector vitivinícola.
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A funcionar desde 2009, a rede meteorológica da Sogrape Vinhos «é um importante suporte à viticultura e enologia de precisão. Acompanhando de perto o desenvolvimento do ciclo vegetativo da videira, com a informação recolhida das estações espalhadas pelas principais regiões vitivinícolas de Portugal», lê-se no comunicado da empresa.
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O texto oficial salienta que, com propriedades por todo o país (Vinho Verde, Douro, Bairrada, Dão e Alentejo, «pode fazer um melhor planeamento de operações como a poda e a vindima, definir tratamentos e gerir a irrigação necessária, sempre à escala de cada parcela». . No comunicado lê-se que esta «é maior rede meteorológica nacional privada utilizada na produção de uvas e vinhos, com 20 estações autónomas, alimentadas por energia solar e ligadas por telefonia móvel (GSM) a um servidor no INEGI que diariamente, de forma automática, se liga ao micro-processador de cada estação, descarregando, analisando e disponibilizando os dados registados por cada sensor nas últimas 24 horas».

Ervideira faz colheita tardia de antão vaz

A Ervideira lançou o Vinha d’Ervideiraa –Vindima Tardia, da colheita de 2012. Neste colheita tardia de foram utilizadas uvas exclusivamente da casta Antão Vaz, vindimadas em Novembro.

JMF celebra 180 anos

A produtora de vinhos de mesa e de Moscatel de Setúbal, mais antiga do país, comemora em 2014 180 anos de existência. Com mais de 650 hectares de vinhas, repartidos entre a Península de Setúbal, Alentejo e o Douro, a empresa mantém-se na posse na mesma família, que agora é chefiada pela sexta geração.
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A empresa, que tem já a trabalhar a sétima geração tem os seus vinhos à venda em cerca de 70 países. O vinho mais icónico é o Periquita, mas são reputados os Moscatéis de Setúbal, quer novos quer antigos.
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Como aconteceram mais coisas em 1834, fica um linque para a Wikipédia... enciclopédia em que qualquer um pode escrever o que quer, mesmo que não seja exacto ou correcto. Dá jeito às vezes.

Esporão lança reserva tinto

O designer de moda Filipe Oliveira Baptista é o autor nas novas edições dos vinhos reserva do Esporão. A empresa lançou agora o Esporão Reserva Tinto 2011. O vinho fez-se com uvas aragonês, trincadeira, cabernet sauvignon e alicante bouschet.

Tordiz 40 anos elogiado por Joshua Greene

O Burmester Porto Tordiz 40 Anos foi eleito um dos «50 Grandes Vinhos»” para o mercado norte-americano, pelo crítico Joshua Greene.  No total, o crítico avaliou 650 vinhos portugueses. Esta acção da Viniportugal ocorre pela segunda vez.

Herdade das Servas formam «casal»

«O tinto já tem par» é a assinatura que dá mote ao lançamento do novo vinho do produtor alentejano Herdade das Servas. Depois do Herdade das Servas Colheita Seleccionada Branco (2012) surge agora «para fazer dupla» Herdade das Servas Colheita Seleccionada Tinto 2011 (no ano passado tinha sido lançado o 2010).

Egoísta no guia da Repsol

O restaurante Egoísta, situado no Casino da Póvoa de Varzim, foi distinguido, com dois Sóis, no Guia Repsol, um dos mais importantes guias gastronómicos da Península Ibérica e Sul de França.

Fenadegas satisfeita com opções do Governo

A Federação Nacional das Adegas e Cooperativas de Portugal (Fenadegas) mostra-se satisfeita com o Governo, por o Orçamento do Estado para 2014 satisfazer as reivindicações. A Fenadegas pretenia uma alteração às medidas de incentivo ao investimento agrícola e, em particular, ao sector vitivinícola. Desde o início do ano de 2013 que a Fenadegas «vinha a exigir medidas mais atrativas e menos lesivas para os viticultores e investidores», lê-se no comunicado.

Enoturismo da JMF em grande

A Casa Museu José Maria da Fonseca recebeu mais de 35.000 visitantes, em 2013. Este número constitui um recorde para a empresa de Azeitão. A receita alcançou meio milhão de euros.
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Visitaram o local pessoas de 74 países, sendo Portugal o mais representado (30%). Seguido da Rússia, Estados Unidos, Alemanha, Brasil, Reino Unido, França, Suécia, Dinamarca, Holanda e Espanha.

Estremus com 94 pontos na The Wine Advocate

O crítico Mark Squires, da revista The Wine Advocate «voltou a destacar os vinhos de João Portugal Ramos, especialmente a nova marca Estremus que atingiu 94 pontos», informou a empresa.
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No topo ficou vinho João Portugal Ramos Estremus 2011 (94 pontos), feito com uvas alicante bouschet e trincadeira, em partes iguais.
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Os vinhos Marquês de Borba Reserva 2011 obteve 92 pontos, Quinta da Viçosa 2011 recebeu 91 pontos e Conde de Vimioso Reserva 2011 conseguiu 90 pontos.
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Nota: o vinho Estremus será alvo de crónica aqui no blogue.

Real Companhia velha apresenta novo topo de gama

A Real Companhia Velha lançou mais um vinho topo de gama. Designado por Carvalhas Tinta Francisca 2011, com autoria enológica de Jorge Moreira. Feito com 100% (podia não ser, é a lei) com uvas tinta francisca, este novo topo de gama conhece uma edição de apenas 3.000 garrafas.
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A Tinta Francisca é uma casta muito presente nas Vinhas Velhas do Douro e, por conseguinte, na Quinta das Carvalhas. Após um aprofundado estudo, a equipa de vitivinicultura da Companhia levou a cabo um trabalho de recuperação do seu cultivo de forma a produzir um topo de gama desta nobre casta.
Segundo Pedro Silva Reis, presidente da Real Companhia Velha,  aproveitou-se a oportunidade. Com este vinho surgiu «a possibilidade de criar um vinho com um estilo diferente do habitual, aromaticamente muito atraente, de estrutura mediana, perfil elegante, mas de grande intensidade. Enfim, procurámos um novo Douro através de uma casta muito antiga.

Chefe Cordeira ganha reconhecimento internacional

O livro Domingos à Mesa, da autoria do chefe Cordeiro, foi destacado no Gourmand World Cookbook Awards, editado em Portugal pelas Esdições do Gosto. O guia considerou a obra do chef Cordeiro como Melhor Livro de Gastronomia em Portugal na categoria de Best Entertainment Cookbook.

Quinta de Pancas lança um Grande Escolha

A qualidade da colheita de 2011 permitiu criar um Quinta de Pancas Grande Escolha, informou a Companhia das Quintas. Este é primeiro Grande Escolha da Quinta de Pancas desde 2008.
O Quinta de Pancas Grande Escolha 2011 foi produzido com as castas touriga nacional, cabernet sauvignon e petit verdot. As uvas foram vinificadas separadamente, procedendo-se a uma maceração pré fermentativa a frio, «com o objectivo de extrair o que de melhor as castas têm para oferecer (cor e aromas)».

Nasceu uma enciclopédia bebível

Os vinhos generosos portugueses fazem parte da primeira «enciclopédia bebível» – assinala a Wine Spiritus. Formada por quatro mini-baús, onde estão, em cada um, tubos dos três vinhos de «categoria superior», afirma a empresa. O conjunto é ainda formado por um livro bilingue, com ilustrações relativas às regiões donde são provenientes os vinhos, da autoria de Pedro Salvador Mendes.

Quinta de Foz de Arouce elogiado na Wine Spectator

O vinho Quinta de Foz de Arouce Tinto 2010 foi seleccionado por Matt Kramer, da revista norte americana Wine Spectator, tendo-o destacado «como um dos três melhores vinhos de 2013».
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Já este ano, a Quinta de Foz de Arouce esteve incluída na lista de 2014 Wineries of the Year” da Wine & Spirits, «que dedicou especial atenção a este produtor» – afirma a empresa. Esta publicação realça, anualmente, os melhores produtores mundiais, baseando-se nas pontuações dos seus provadores.

Vértice no guia da Christie's

Os espumantes Vértice Cuvée Reserva Bruto e o Vértice Millésime Super Reserva foram integrados no guia Christie’s World Encyclopedia of Champagne & Sparkling Wine, da autoria de Tom Stevenson e revisto pelo Master of Wine Essi Avellan. 

Esporão lança tintos monocasta de 2010

O Esporão lançou os seus monovarietais de 2010. Alicante bouschet, syrah e touriga nacional foram as castas. Segundo o produtor, são escolhidas «as castas com melhor desempenho para fazer os seus monocastas, sob a marca Herdade do Esporão».

Symington compram quinta

A família Symington adquiriu a Quinta da Sabordela, cuja vinha tem 30 hectares. A Sabordela é conhecida pelos Symington desde há longa data; em 1912 a família Symingnton tornou-se accionista da Casa Dow’s, detentora da Quinta do Bomfim (uma grande parte da qual faz fronteira com a Sabordela).
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A Quinta da Sabordela que, nos anos 30 do século XX, produzia vinho do Porto para a casa Smith Woodhouse, será agora incorporada no Bomfim, aumentando a dimensão da vinha desta para 80,5 hectares, levando os limites da quinta desde a zona ribeirinha até uma altitude de 350 metros.

Companhias das Quintas apresenta vinho poli-regional

A Companhias das Quintas lançou o Uniqo Touriga Nacional 2010, cujo lote engloba vinhos das suas quintas, situadas em diferentes regiões: Quinta da Fronteira (Douro Superior), Quinta do Cardo (Beira Interior), Quinta de Pancas (Lisboa) e Herdade da Farizoa (Alentejo).
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Nota: Este vinho será mais tarde comentado.

Adega Mayor lançou espumante

A Adega Mayor entrou num novo segmento de negócio, com o lançamento do Espumante Monte Mayor. A adega alentejana aconselha este vinho «como aperitivo. É também uma excelente companhia para pratos de peixe gordo, salmão grelhado, ou mesmo pratos de carne gorda, como leitão assado».

Mouchão com destaque na Wine Enthusiast

A revista norte-americana Wine Enthusiast apresentou o seu trabalho de prova de 16.500 vinhos de todo o mundo. A selecção ficou a cargo dos editores da publicação. O Mouchão 2007 alcançou a pontuação mais elevada entre os vinhos de mesa portugueses (95 pontos), ocupando o 13º lugar do ranking.

Mouchão relança vinho de 2003

O ano muito quente de 2003 está novamente no mercado, com o relançamento no mercado. O histórico produtor alentejano, a Herdade do Mouchão apresentou uma nova linha, denominada Mouchão Colheitas Antigas 2003.

Dois alentejanos num vinho

A Adega Mayor, lançou a primeira edição, especial e limitada, associada à música: o Vinho Vitorino Salomé. Trata-se duma junção interessante onde, o talvez mais célebre cantor alentejano, acrescenta mais Alentejo ao juntar-se ao empresário Rui Nabeiro, que em Campo Maior criou a maior empresa de café de Portugal.

Lavradores de Feitoria lançam dois vinhos de quinta

A Lavradores de Feitoria lançou dois dos seus tintos “que, segundo empresa, demonstram o seu terroir. O Quinta da Costa das Aguaneiras 2009 e o Meruge 2010. Estes vinhos «têm perfis bem distintos. O primeiro é um vinho um clássico do Douro e segundo com referências internacional, «onde sobressai o estilo borgonhês» – salienta a empresa.

The Fladgate Partnership relança vintages

Num ano histórico para os vinhos do Porto, as emblemáticas casas Taylor’s, Croft e Fonseca relançaram no mercado dos seus Vintage 2003, ano de excepcional qualidade, como o de 2013.

Centenário do Evel

A Real Companhia Velha lançou uma edição comemorativa do centenário do duriense Evel. Designado por, Evel XXI Centenário tinto 2011, o número de garrafas limitou-se a 3.200, estado todas numeradas.
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Os representantes da empresa consideram que a fama do Evel se deve, em parte, por se ter tornado, a partir da década de 50, o estatuto de vinho oficial da presidência da República.

Daily Meal elogia Esporão

O revista de gastronomia Daily Meal colocou a Herdade do Esporão na 13ª posição no seu ranking mundial de restaurantes de Enoturismo. De acordo com a empresa, nesta publicação norte-americana estão mais prestigiados restaurantes de enoturismo das principais  regiões vitivinícolas  do mundo.

Adega de Favaios aposta nos espumantes

A Adega de Favaios lançou Sparkling Moscatel Bruto e Meio Seco. A empresa recomenda-o para o Verão. As garrafas serigrafadas.

Guadalupe traz ouro do Mundus Vini

O Guadalupe Winemaker’s Selection Tinto 2009, que resulta de um rebranding da marca Guadalupe, foi um dos vinhos que conquistaram ouro no Concurso Mundus Vini, a par do Quinta do Quetzal Reserva Tinto 2010.

quarta-feira, Março 12, 2014

Se sou um triste? Sempre não sei, mas entristece-me quando se acaba uma garrafa de vinho e ninguém quer abrir outra.


Caído num campo de papoilas, que é flor que não existe. Ensonado, não sei se mereço a sombra fugidia da fronteira das folhas da árvore ou se estremeço pelo passar duma nuvem.
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Se me mandassem, ia. Quase a qualquer lado desde que não fedesse. Tal como a fé, a solidão é íntima, e tantos indivíduos juntos são subtracção de individualidade.
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Não tenho nada contra, mas não gostava de falar com Deus. Os meu problemas, que para mim são grandes, não interessam, e muito menos a Deus. E com Cristo? Dizia-lhe o quê? Ah! Admiro-o. Que mais? Elogios merecidos seriam todavia lisonja, ainda que disso ele não pareça padecer.
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O que comemos... o que bebemos... a arte... merecem conversa. Íntima, porque cozinheiros, enólogos e artistas-visuais (agora diz-se assim) são todos criadores, têm egos grandes ou têm egos pequenos, o que dá mais nas vistas. Quero lá saber do conceito. Quero é ter sentidos e pensar, provavelmente pouco, no trabalho que aquela coisa deu a fazer...
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Se pensar bem, nem o vinho me interessa. Falar de vinho é como descrever uma noite de sexo. Recomendar um vinho é como sugerir uma puta. Citar anos, colheitas, é lembrar a idade da meretriz e disfarçar vidas de merda que se tiveram ou vidas de merda que se têm, porque as boas acabaram.
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Vinho é amor e a bebedeira é o seu orgasmo. Que tântricos, profetas sábios, diletantes de merda digam o que disserem, manterei a jura: o vinho só existe porque é droga. Para mim, bagaceira é heroína e água-pé chamõ (como se escreve esta droga de merda?) que os ciganos vendem na rua Augusta, aos tansos e aos turistas... Rua Augusta é aquela rua de Lisboa que só tem interesse porque liga dois sítios que valem a pena.
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O álcool... o vinho, para simplificar e usar o nome da mais nobre das bebidas depois da água... é mãe e canalha, além de tanta coisa.
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O Neruda escreveu a «Ode ao Pão». Fez bem. É tudo verdade, mas é uma chatice! É tão nobre o propósito que se torna piegas... como quase tudo o que os neo-realistas inventaram. Não desvalorizando, é gosto e dor epidérmica.
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A «Ode ao Pão» são umas ceroilas penduradas na fachada dum prédio que merecia ir abaixo, e que, apesar de virada para a rua, mostra as intimidades.
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E não é por causa das intimidades, mas da vergonha de não ter coragem em andar em pelota na rua, mas ter a vaidade de passear de fato-de-treino numa rua de cidade com estatuto de cidade.
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Gosto de comer e aborrecem-me as longas conversas de fios castanhos a ornamentar pratos, dos banhos-maria e das afirmações ignorantes sobre artes que hoje ninguém sabe ou ouviu falar... ou os foie gras de ganso-patola ou os quinhentos jotas dum presunto que nunca terei dinheiro para comprar, que apenas poderei sonhar, mais babado e triste do que o faminto que apenas pede uns trocos para comer.
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O que é ser-se rico? A pergunta é... e todas as respostas são tão estúpidas quanto as cantorias do bêbado-lerdo que existe em todas as aldeias ou se dilui nas cidades, misturado na indiferença, abaixo do nível do cagalhão do cão.
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Se for rico o que farei... se souber o que é ser rico, se o dinheiro que tiver me satisfizer – uma forma de definir riqueza... compro umas análises e vou embebedar-me para Londres e Paris! E comer nos sítios mais caros e exclusivos, onde metade dos comensais se mostra à outra metade que gostaria de ser reconhecida... sobram dois casais... e os empregados também gostam de se mostrar, de mostrar que sabem, que merecem estar ali...
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Só beberia vinho para milionários... russos, árabes, brasileiros, chineses.... de que serve ter dinheiro para beber do melhor e a única coisa que se tem para dizer é algo como afirmar que se foi para a cama com uma garrafa, puta?
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Ah! Os taninos!... Ah! Os aromas a frutos silvestres! Ah! As notas de couro... ah a puta que o pariu, porque vinho é vinho, felizmente é todo diferente, mesmo o mau, e adjectivar vinho é tão entediante como comparar narizes ou as nuances de azul e verde nos lápis-de-cor.
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Não! Se for rico embebedo-me com o mais caro e quero vomitar todos os diamantes que não existem na bebida.
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Aí tenho uma história... fui para a cama com uma puta, não sei se foi de rua, porque estava bêbado e ela parecia viciada em crack... ou cocaína, porque não me lembro... História é transgredir e no dia seguinte ter susto, viver meses amedrontado, recear fazer análises... não saber se se sobrevive à loucura, que tem de durar até... não saber se sobreviverei, amedrontado, quando sei, desde quase sempre, que um dia irei morrer.
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Sim! Viva o álcool e as bebedeiras, de vinho rasca, curadas à sombra, duma árvore ou do lindo branco duma linda nuvem que estraga o azul do céu.
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Nunca vomitei na cama. Isso enche-me de orgulho... e as outras figuras tristes apagam-se é uma sina, como a de não sofrer de ressacas.
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Com o devido respeito:
ODE AO PÃO - de Pablo Neruda

Pan,
con harina,
agua
y fuego
te levantas.
espeso y leve,
recostado y redondo,
repites el vientre
de la madre,
equinoccial
germinación
terrestre.
Pan,
qué fácil
y qué profundo eres:
en la bandeja blanca
de la panadería
se alargan tus hileras
como utensilios, platos
o papeles,
y de pronto,
la ola
de la vida,
la conjunción del germen
y del fuego,
creces, creces
de pronto
como
cintura, boca, senos,
colinas de la tierra,
vidas,
sube el calor, te inunda
la plenitud, el viento
de la fecundidad,
y entonces
se inmoviliza tu color de oro,
y cuando se preñaron
tus pequeños vientres,
la cicatriz morena
dejó su quemadura
en todo tu dorado
sistema de hemisferios.
Ahora,
intacto,
eres
acción de hombre,
milagro repetido,
voluntad de la vida.

Oh pan de cada boca,
no
te imploraremos,
los hombres
no somos 
mendigos
de vagos dioses
o de ángeles oscuros:
del mar y de la tierra
haremos pan,
plantaremos de trigo
la tierra y los planetas,
el pan de cada boca,
de cada hombre,
en cada día,
llegará porque fuimos
a sembrarlo
y a hacerlo,
no para un hombre sino
para todos,
el pan, el pan
para todos los pueblos
y con él lo que tiene
forma y sabor de pan
repartiremos:
la tierra,
la belleza,
el amor,
todo eso
tiene sabor de pan,
forma de pan,
germinación de harina,
todo
nació para ser compartido,
para ser entregado,
para multiplicarse.

Por eso, pan,
si huyes
de la casa del hombre,
si te ocultan,
te niegan,
si el avaro
te prostituye,
si el rico
te acapara,
si el trigo
no busca surco y tierra,
pan, 
no rezaremos,
pan,
no mendigaremos,
lucharemos por ti con otros hombres,
con todos los hambrientos,
por todos los ríos y el aire
iremos a buscarte,
toda la tierra la repartiremos
para que tú germines,
y con nosotros
avanzará la tierra:
el agua, el fuego, el hombre
lucharán con nosotros.
iremos coronados
con espigas,
conquistando 
tierra y pan para todos,
y entonces
también la vida
tendrá forma de pan,
será simple y profunda,
innumerable y pura.
Todos los seres 
tendrán derecho
a la tierra y a la vida,
y así será el pan de mañana,
el pan de cada boca,
sagrado,
consagrado,
porque será el producto
de la más larga y dura
lucha humana.

No tiene alas
la victoria terrestre:
tiene pan en sus hombros,
y vuela valerosa
liberando la tierra
como una panadera
conducida en el viento.

segunda-feira, Fevereiro 24, 2014

Comida de Santo

Se não foi o primeiro, terá sido o segundo restaurante brasileiro em Lisboa. A minha estreia foi noutro. Mas neste, o do Príncipe Real, que me recebeu barrigadamente. Do outro tenho memórias de sangue; deste, memória de leveza na vida.
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O Comida de Santo abriu as portas em 1981... tinha 11 anos e Lisboa estava a modernizar-se. Os bigodes rapavam-se, as calças à boca-de-sino tornaram-se roupa para fazer esfregões... os brados da revolução democrática já não pesavam tanto na vida e na música.
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Mil novecentos e oitenta e um mexemo-nos com os Heróis do Mar, a primeira banda com estética na roupa, fardas de músico, evocação nacionalista, que irritou a malta mais à esquerda, que lhes chamava fascista.
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Mil novecentos e oitenta e um, um agitador, de visual fora-de-tudo, arrasou a televisão, num programa para toda a família, em que Júlio Isidro juntava o que hoje é inconciliável. De macacão amarelo, com bolas ou nódoas de tinta, barba farta, cabelo oxigenado, uma força tremenda...
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Mil novecentos e oitenta e um quase ninguém tinha televisão a cores... António Variações... desde 1978 que andava a cantar e ninguém lhe ligava. Nem os Heróis do Mar, quando estes fizeram um casting para vocalista.
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Mil novecentos e oitenta e um era tudo novo, não era só eu. Saía-se do país com mais facilidade, descobria-se a Europa, vinha roupa de marca e de formatos diferentes. A Guerra Fria estava no auge e havia algum medo. Ah! e a paranóia da sida, que matava pelo sexo... logo quando a revolução sexual da pílula tinha posto o mundo a amar-se, libertar-se e abusar-se.
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Mil novecentos e oitenta e um e não existia o bar Frágil no Bairro Alto. Aqueles quarteirões tinham tabernas, tascos, putas e dancings, tinham jornais e jornalistas... Um ano depois surgiu um dos mais icónicos bares (dançantes) da capital.
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Quem ia à frente, ia ao Frágil. Era gay friendly, numa época em que muito pouco já dava direito a ser chamado de maricas e paneleiro. Ali havia outra música e pensamentos novos. Havia ânsia de viver, de sair e respirar.
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Mil novecentos e oitenta e um e a móvida (movida, em espanhol) de Madrid estava no auge, farol de toda a Europa, excepto Londres. Com Espanha já ao lado... artistas, jornalistas, comerciantes de arte... romperam Lisboa.
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Todos os anos, Manuel Reis, Rei do Frágil e desde 1998 Rei do Lux, mudava o cenário das duas salas onde se dançava e conversava. Gente gira, gente diferente, onde se podia ser tudo. E eu na escola a ouvir Heróis do Mar.
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Em Madrid, a lua da móvida estava cheia e em Lisboa em quarto crescente. Misturava-se gente, conceitos, as novas tendências juntavam-se mais do que se afastavam... e eu entrei no Lux com o meu pai, não sei bem porquê, em 1982... talvez.
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Nessa onda de novidade, quando a casa se arrumava e redecorava, quando havia tanto cotão para limpar que surgiu, também na comida, uma estrelinha: o Comida de Santo. No Príncipe Real, na Calçada Engenheiro Miguel Pais, concretamente no número 39.
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Eu, com 11 anos, comia na cantina da escola. Quando me deram liberdade para sair sozinho à noite, em 1986, tinha 16 anos, pouco dinheiro guardava para jantares. Não sei quando entrei pela primeira vez na Comida de Santo, mas deve ter sido por volta de 1990, quando já trabalhava, no novíssimo Diário Económico, e não tinha de cravar os pais... ganhava 450 euros (em formato actual, tradução literal). Na altura dava para pouco e agora tem de sobrar.
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Que exotismo aquela comida... às vezes próxima e outras distante. Comida da Baía, trazida, e sem tradução, por António Pinto Coelho. Com o oceano pelo meio, a mesa põe-se sempre à moda da terra das negras gordas, que rodam as ancas, com enfeites nos cabelos e alegres e cheios peitos guardados em vestidos coloridos.
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Para mim... era tudo novo... ter dinheiro mesmo meu, comer fora sem paizinhos, namoradas, o glamour da noite (vestíamo-nos para sair, perfumávamo-nos, sorriamos muito bem encantados, pela e para a sedução), o cosmopolitismo pequenino alegrava tanto... e eu não sabia nada da Baía, nem via telenovelas.
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Sei, que é autêntico o sítio. Só a honestidade da mesa faz com que uma casa se aguente. Imagino que pela cozinha da Comida de Santo tenham passado muitos artesãos, enquadrados por Pinto Coelho.
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Dois mil e catorze cabe tanta coisa em Lisboa e, ou estou velho, que a novidade fica de fora. O que é bom, o colo da mãe, o colo da mesa que se aprendeu a gostar, nunca parte – haja saúde e alegria.
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Houve uma época em que ia com frequência ao Comida de Santo... não deixei lá dinheiro para comprar Pinto Coelho comprar um Porsche, mas as caipirinhas (ui, que boas) impediram-me de pegar num volante.
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Marisco, peixe, carne, fruta... tudo à moda da Baía. Até vinho brasileiro (da portuguesa Dão Sul)... fui sempre feliz ali. E agora que conheci Pinto Coelho leio uma paixão, sábia de deixar falar e ouvir.
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Quando há quem diga que tem «o melhor bolo de chocolate do mundo»... ah! O pagode!... Pinto Coelho diz, rindo-se, mas com trunfos na manga, de brasileiros profissionais da crítica, ter o melhor quindim do mundo. Afirma-o aos amigos e aos comensais... e talvez seja verdade.
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Em 2007 escrevi isto sobre o Comida de Santo... ora leiam.
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Local: Calçada Engenheiro Miguel Pais, 39 (Príncipe Real – Lisboa)
Telefone: 21 396 33 39
Aberto: De quarta-feira a segunda-feira
Horário: 12h30 às 15h30 e das 19h30 à 1h00.

domingo, Fevereiro 23, 2014

Muitas novidades da Adega de Borba

Quem pensou que os dois Montes Claros, apresentados há dias eram tudo o que vinha daquela vila alentejana, eram tudo, enganou-se. Optei por não os juntar todos, visto não terem chegado na mesma ocasião.
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Enquanto os primeiros foram entregues em casa, para prova, os restantes serviram-se num almoço assustador de bom no Chefe Cordeiro, no Terreiro do Paço (Lisboa)... a comida estava óptima e o casamento com os vinhos muito bem conseguida.
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Almoço assustador de bom e prova de resistência. Ui! Foi coisa violenta... convívio cinco estrelas e, como se não bastasse o firmamento dentro da cabeça, um grupo de tiroleses (não tem nada a ver) foi ainda dar à língua para o Museu da Cerveja... uma banal cervejaria, com nome a atirar ao pingarelho, de estética sem estética, com serviço antipático, preços absurdos e uma oferta que me pareceu cingir-se à dos países lusófonos. Só lá voltarei se tiver mesmo de ser.
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Ora as estrelas do espectáculo:
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Montes Claros Espumante Bruto
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Fresco e atrevido, de bolha fina, por isso perigoso. As línguas começaram a palpitar... boas conversas.
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Origem: Borba / Alentejo
Nota: 7/10

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Adega de Borba Premium Rosé 2012
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Este foi à barrica durante seis meses: resultou bem, deu-lhe estrutura e não o marcou. Fez-se com aragonês, syrah e touriga nacional, o pau travou os ímpetos. Equilibrado e prazenteiro.
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Gostei mais da pastilha elástica da edição anterior, mas as gomas (com menos açúcar do que...), o floral e o fino picante deram muito bom resultado.
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Origem: Borba /Alentejo
Nota: 6,5/10
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Senses Syrah 2012
O trabalho da equipa da Adega de Borba, que não começa nem finda no enólogo, mostra-se nos vinhos e na sua consistência de perfil, qualidade e mostra do ano.
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Lendo as notas, deste e do ano transacto, percebo que o anterior me marcou mais. Porém, se a memória não falha, este anda perto na personalidade.
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Origem: Regional Alentejano
Nota: 7/10
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Senses Touriga Nacional 2012
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Pois... a touriga nacional. Travada ou domesticada, mas com o seu temperamento. Confesso-me um pouco cansado desta casta no Alentejo e no Douro... o mercado manda, os vinhateiros decidem e eu aguento-me à bomboca.
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O mesmo estilo, com suas compotas de morango e geleia de cereja. Um pouco doce na boca, equilibrado e com frescura.
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Origem: Regional Alentejano
Nota: 6/10
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Adega de Borba Premium 2011
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Este já é uma peça de artilharia. Bum! Corpo forte e com garra, com taninos recolhidos, como as garras dum gato. No nariz mostra morango maduro, chocolate preto e um suave pimentão.
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A cabernet sauvignon não se consegue esconder, mas aqui está bem camuflada com cultivares de bom valor e que se portaram com dignidade: alicante bouschet, touriga nacional e trincadeira.
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Na boca mostra café torrado, pimenta preta, chocolate de cozinha, com garrafa e fundura.
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Origem: Borba / Alentejo
Nota: 7,5/10
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Montes Claros Garrafeira 2009
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Ui! É mesmo como gosto! Artilharia pesada... cabuuuuum! Porque nem só de elegância vive o homem... este general tanto usa camuflado como traje de grande gala. Bate-se com comidas fortes, mas consegue ser delicado com carnes vermelhas menos resistentes, desde que com tempero certo.
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É mineral, maçã encarnada (não me lembro como se chama, mas há em toda a parte), geleia de morango, café bem torrado, chocolate de cozinha, cravinho, leve canela, noz moscada... na boca, cuidado com ele... com vagar e pouco, sob pena de ser portar como dinamite. Com calma é tranquilo e suave, fundo, prolongado, pedindo refeições longas e conversas onde todos participam.
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Origem: Borba / Alentejo
Nota: 8,5/10
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Nota: No almoço foram servidos ainda Adega de Borba Licoroso Premium Tinto e Adega de Borba Aguardente Velhíssima... todavia, já estava fora de combate, enamorado pelo Montes Claros Garrafeira 2009.