sexta-feira, Setembro 19, 2014

Confirmado 1991 ganha prémio de «Melhor Tinto Português» no Mundus Vini

O vinho Marquês de Marialva Confirmado 1991ganhou uma Medalha de Ouro no concurso Mundus Vini 2014 e foi considerado como «O Melhor Vinho Tinto de Portugal». Este vinho, da Adega de Cantanhede, fez-se com uvas da casta baga. O produtor garante que terá ainda maior longevidade.

Casa das Gaeiras Reserva Branco 2013 + Casa das Gaeiras Reserva Tinto 2012

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Há vinhos com história ou que puxam as palavras para a conversa. São os que prefiro, seja a parlação só centrada no elixir ou vá solta por onde se deixar. Os dois que agora comento puseram-me a falar com as palavras.
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Quem só quiser ler sobre o vinho... faça o favor de saltar até onde o parágrafo começa com outra cor.
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Contaram-me que até à década de 70 do século XX o branco das Gaeiras (Quintas das Gaeiras) era especial, um sucesso de contentamento. Lamento, mas como nasci em 1970... lá em casa não havia sopas-de-cavalo-cansado.
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Ainda assim conhecia-o de nome. Mais na memória tenho o tinto. Não por que o tivesse bebido, mas porque consta dos versos do Fado das Caldas. Não sei se se refere ao vinho daquela freguesia de Óbidos ou se é relativo ao da Quinta das Gaeiras.
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Aqui confesso – possivelmente pela enésima vez – que sei que estou contentinho quando ao vinho me apetece juntar o fado e montar um cavalo... marialvismos... Ora, o Fado das Caldas tem aquele picadinho que pede mesmo... portanto, com a garganta molhada, vêm-me à alma as palavras e as notas.
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Uma coisa gira é que há um fado gastronómico que se diferencia desse apenas pelo poema, é o Fado das Iscas. Coincidentemente, quer um quer outro são interpretados por dois dos meus fadistas preferidos: Hermínia Silva e Dom Vicente da Câmara – ela tempera as iscas e ele conduz até às Caldas.
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Quem acredita no destino tem aqui uma estória que o comprova – salvo seja, que nada houve entre quem cito. O fidalgo fadista e a mulher do povo de sangue e alma na voz. Afirmo: Hermínia Silva é a maior fadista portuguesa desde a Severa – mulher da vida, de que não há registo sonoro, e que na História de juntou ao marquês de Valença.
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Baseado no romance «A Severa», de Júlio Dantas, o primeiro filme sonoro português, de 1930, centra-se nesse amor impossível do fidalgo e da rameira. No filme «A Severa, de José Leitão de Barros, as personagens são inspiradas nesse casal de circunstância. Há uma razão lógica, do ponto de vista do argumento, em fazer coincidir o título do fidalgo ao adjectivo de nobre boémio.
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No filme, a actriz Dina Teresa representa uma prostituta cigana, que se envolve amorosamente com o conde de Marialva, representado António Luís Lopes. O realizador contornou os factos, de modo a não juntar os seus contemporâneos marquês de Marialva e conde de Vimioso. No entanto, o título de Marialva foi inicialmente constituído como condado, em 1440, por Dom Afonso V, para agraciar Vasco Fernandes Coutinho. O título foi extinto, em 1534, após a morte de Guiomar Coutinho, quinta condessa de Marialva, que não deixou descendência.
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Hoje, estes cuidados parecem tolos, mas há que contextualizar. A sociedade portuguesa do início do século XX era muito conservadora e fechada, existindo um largo e fundo fosso entre o povo e as elites. Note-se que «A Severa» foi rodado apenas 20 anos após a implantação da República – que não extinguiu os títulos nobiliárquicos, considerando-os como património da nação.
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O primeiro marquês de Marialva foi Dom António Luís de Meneses, que era já o terceiro conde de Cantanhede. A honraria foi-lhe conferida, em 1661, pelo mérito militar na Guerra da Restauração (1640 a 1668), pelo Rei Dom Afonso VI.
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Há homens que marcam uma vida-tempo de tal modo que todos os outros que lhe sucedem ou antecederam deixam de existir; ninguém acredita que houve mais do que o primeiro marquês de Pombal ou que marquês de Marialva foi só o que deu nome ao conceito de homem dos prazeres mundanos, das mulheres, cavalos, toiros e dado ao vinho.
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Ao que parece, o responsável terá sido Dom Pedro José de Alcântara de Menezes Noronha Coutinho, quarto marquês de Marialva, sexto conde de Cantanhede e estribeiro-mor do Rei Dom José, considerado como o melhor cavaleiro e mestre de equitação da sua época.
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Já a Severa – Maria Severa Onofriana – não era de etnia cigana, embora o seu pai o fosse. Chamava-se, pelo primeiro nome, Severo e assim o passou por alcunha à mulher, Ana Gertrudes, e à filha. A mãe da figura histórica era natural de Ovar, talvez tivesse vindo para Lisboa para vender peixe, pois as peixeiras de rua, de canastra à cabeça, eram originárias dessa terra da Beira Litoral – o falar do povo mudou ovarinas para varinas.
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A Severa passou a vida (1820 a 1846) por quase toda a Lisboa popular, da Madragoa onde nasceu até à Mouraria, onde morreu. A mãe era taberneira e prostituta e seguiu-a na vida de cama – morreu jovem, vítima de tuberculose, no bordel que a acolhia.
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Vivia no meio da pobreza, miséria, falta de higiene, doenças, sujidade, certamente violência física, psicológica e verbal, alcoolismo, boçalidade, entre tantas desgraçadas e homens de faca, estivadores, contrabandistas, embarcadiços e gatunos... e ratazanas, percevejos, piolhos e chatos.
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Os testemunhos dão conta que teria uma beleza invulgar e exótica e grandes dotes como cantadeira... além de ter pêlos na cara em quantidade suficiente para ganhar a alcunha de «a Barbuda». Argumentos que terão enfeitiçado Dom Francisco de Paula de Portugal e Castro, segundo marquês de Valença e décimo conde de Vimioso.
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É fado!
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Isto tudo por causa do verso do tinto das Gaeiras... Já agora, o que são gaeiras? Não fazia a mínima ideia. Podia ficar sete anos a mandar bitaites que nunca chegaria lá. De acordo com o «Dicionário Onomástico Etimológico» de José Pedro Machado, é um local onde há muitos gaios.
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Giro!... gaio é um pássaro, não é?! Perguntei-me a medo – é que sou homem do campo... mas do Campo Grande, em Lisboa. Nasci ali, mas não sou dali nem do Sporting Clube de Portugal; sou de Belém, por causa do Clube de Futebol «Os Belenenses», e da Graça ou São Vicente ou Santa Engrácia ou São João ou Penha de França por vivência, e por isso simpatizante do popular Clube Oriental de Lisboa.
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Sim, tinha na ideia, pelas minhas idas ao campo, ao rural, que gaio é ave. Mas também – segundo a Infopédia – «cabo que se fixa na cabeça dos paus de carga dos navios»; gaivota juvenil; alegre; jovial – «Do latim gaudiu – alegre». Já o Priberam informa que é sinónimo de jovial e alegre; «varinha de pau flexível, terminada por laçadas feitas da própria vara»; «nome da gaivota que não tem mais de um ano»; cavalo; e «braço de uma espécie de antena que serve para amarrar à embarcação».
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De tudo isto retiro duas palavras: alegre e jovial.
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Pois que estamos diante dum local rico em gaios, ave de penas azuis e que não gosta de campo aberto. Prefere as florestas e os bosques, é uma espécie residente e vive em todo o país. Mede entre 33 centímetros e 36 centímetros, não pesa mais de 190 gramas e pode viver até aos 18 anos. Pertence à família dos corvídeos e do assentamento de baptismo consta o nome Garrulus glandarius. Se fosse gente seria artista de variedades, pois é um grande imitador de sons.
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A Quinta das Gaeiras tem uns belos jardins e floresta à volta. Fui lá conhecer os novos vinhos – produzidos em parceria com o Grupo Parras, que detém, entre outras marcas, a Quinta do Gradil – e vim maravilhado.
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Foi dito à mesa que o branco agora apresentado tem a alma desses antigos que tiveram fama. Acredito no elogio que um conviva teceu ao enólogo (António Ventura) e equipa, pois é pessoa de saber e respeito.
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Os antigos Gaeiras brancos eram monovarietais de vital. Queixou-se a equipa técnica do temperamento da casta, que cria dificuldades na vinha e chatices na adega. Muita parra, muito cacho, muita uva, muita sensibilidade ao calor, muita sensibilidade à chuva, excessivamente produtiva – basicamente uma casta com um estado de humor dum agiota com um ataque de gota (esta pertence ao jornalista João Gonçalo Pereira). Porém, capaz de dar do melhor. Ora: bom somado com muito resulta em casta predilecta na sub-região de Óbidos.
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Os agrónomos intervieram podando folhas para criar clareiras que permitissem uma maior insolação dos cachos e assassinando novelos de uvas, para que não fosse tão generosa, a videira. Tudo correu bem com o vinho de 2013 e com o anterior, que não chegou ao mercado.
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É um grande vinho! Naturalmente fresco – prometi nunca falar de pH – pelo grau e pelo temperamento, que ilude para mais frescura. Com uma doçura natural nada óbvia nem enjoativa, que não cansa a boca. Untuoso, envolvente, sedutor e elegante. Cresce no copo com os minutos. Consegue ter feminilidade, pela complexidade de aromas entrelaçados sem domínios, indicando delicadeza. Mas também masculinidade, pelo modo de se comportar na boca.
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Bebi-o alegremente a solo, mas ganha muitíssimo mais se lhe derem comida. É muito perigoso, tem 13 graus de álcool que voam como faixa de seda sobre mármore.
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O tinto é divertidíssimo. É porque com ele se pode conversar e conviver e também acompanhar com comida. Inicialmente austero de aromas, revela-se com arejamento. Se me pedissem para dizer as castas do seu lote, não acertava uma. Nem uma! Todavia, diante dos «olhos».
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Tudo o que se pode esperar da syrah (50%), da touriga nacional (30%) e da touriga franca (20%) está à vista. A soma das três não dá três. As características olfactivas esperadas estão lá, mas o todo pareceu-me outra coisa. Ondulam, escondem-se e revelam-se, evoluem, regressam.
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Mostra-se firme na boca, mas sem brutalidade. Envolve, sacia e pede que o reponham. Fundo ao ir-se, longo no ficar. Na prova oral tem também as características de não revelar o mesmo em todas as vezes que se bebe.
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O tinto é um truque de ilusionismo. Contentíssimo.
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Além da inegável qualidade, são vinhos muito interessantes e didácticos. Cansam-me os vinhos perfeitinhos, com tudo no sítio – como a Barbie e o Ken. Estes são perfeitos (a perfeição só Deus sabe e conhece), mas mais do que filhos da técnica.
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O maestro é António Ventura. Aplaudo de pé!
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Casa das Gaeiras Reserva Tinto 2012
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Origem: Óbidos
Produtor: Grupo Parras
Nota: 7/10
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Casa das Gaeiras Reserva Branco 2013
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Origem: Óbidos
Produtor: Grupo Parras
Nota: 8/10
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Nota1: Gaio, pelo pintor Nigel John Shaw.
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Nota 2: Vídeo do Fado das Caldas  versos de Arnaldo Forte e música de Raúl Ferrão. Interprete: Dom Vicente da Câmara. Os dados relativos à autoria são nebulosos, havendo referências como sendo de outros criadores. Esta informação foi retirada duma partitura que consta do acervo do Museu do Fado. Porém, a mesma instituição possui partituras em que surgem outros nomes. Contactei um etnomusicólogo, que esteve envolvido no trabalho de candidatura do fado a Património Cultural Imaterial da Humanidade, que me referiu que é comum, no início do século XX, haver discrepâncias quanto aos autores.
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Nota 3: Diaporama do Fado das Iscas  versos de José Cosme e música de Raúl Ferrão. Interprete: Hermínia Silva. A situação face à autoria mantém-se.
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Nota 4: Exerto do filme «A Severa», de Leitão de Barros, com Dina Teresa (Severa) e António Luís Lopes (conde de Marialva).
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Nota 5: Estátua do quarto marquês de Marialva, do escultor Celestino Alves André.
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Nota 6: Quadro «O Fado», pintado por José Malhoa.
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Nota 7: Diaporama sobre o gaio, realizado Dom Sobreiro e acessível em www.youtube.com, onde consta o contacto do autor.

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terça-feira, Setembro 16, 2014

Evel Reserva Tinto 2008 ganha ouro

O Evel Reserva Tinto 2008 obteve uma Medalha de Ouro no Concurso Internacional de Vinhos Mundus Vini, na Alemanha. Produzido a partir da combinação das duas tourigas emblema do Douro (a nacional e a franca), provenientes de parcelas de vinhas velhas, é um vinho fermentado em cubas inox com controlo de temperatura, seguido de um estágio de 12 meses em barricas novas de carvalho francês.

Adega Mayor traz cinco medalhas do Mundus Vini

A Adega Mayor obteve cinco medalhas no Mundus Vini 2014 - Summer Tasting. O vinho Siza, uma edição exclusiva e limitada de 2.500 garrafas, arrecadou a grande Medalha de Ouro, enquanto o Reserva do Comendador Branco 2013, o Solista Touriga Nacional 2012, o Solista Verdelho 2013 e o Caiado Branco 2013 foram galardoados com a Medalha de Prata.

Pastel de nata de maçã reineta

A Escola de Hotelaria de Colares registou o único pastel de nata de maçã reineta, de forma a divulgar a região onde aquele fruto tem origem. De acordo com o chefe Bruno Gaspar, «com este pastel, procura-se a partir de um produto já existente com grande divulgação, o pastel de nata, alterá-lo e adicionar-lhe a maça reineta, sendo um processo de ligação e equilíbrio entre açúcares, texturas e bases de confecção».

sábado, Setembro 13, 2014

Lancers Espumante Bruto Rosé

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O prazer das coisas simples: sair da chuva e entrar em casa e mergulhar na banheira com água tépida. Apanhar conquilhas para o arroz. Beber uma Água das Pedras numa sede de alucinação. O abraço da criança que nos ama e amamos. O abraço da mãe e o beijo do pai. Brincar com Legos, preguiçar, sair para correr, fazer festas ao cão e ao gato. Piquenicar no Verão. No Inverno a lareira ou repousar quentinho e embrulhado em mantas, com os olhos a fecharem-se, a ver uma comédia romântica na televisão.
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O que é exactamente a felicidade e a alegria? É a diferença entre ser e estar. E contente é a ponte entre as duas.
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Estava triste e alegrei-me. Porquê? Pela boa disposição dum vinho – descomplicado, leve e jovem. Um vinho que entrou circulou por mim, como remédio homeopático.
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Em espumante elaborado em método contínuo (charmat)... importa? Talvez importe... não quero saber disso.
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Sim, a borbulhagem viva e em movimento perpétuo. A delicadeza da fruta e das flores. Quais? Não quero saber, nem procurei e muito menos pensei em dizer. Senti pelos olhos, estômago, cérebro, coração e alma – o arrepio quente dum fantasma amigo.
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Definir um vinho pelos parâmetros de avaliação é tantas vezes aborrecido como dizer que o João está gordo, tem o cabelo preto a esbranquiçar-se, também na barba, e a encarecar-se, olhos castanhos, que variam entre o escuro, o mel e até verde-azeitona.
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Castelão e syrah, 12,7 graus de álcool. Explicar o quê?
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Origem: Portugal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 8/10
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Nota 1: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.
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Nota 2: Tenho crónicas vínicas atrasadas, mas não consegui resistir a este. Costumo juntar numa mesma crónica lançamentos ou vinhos irmãos. Este... Parabéns Domingos Soares Franco e à tua equipa. Ganhei o dia.

sexta-feira, Setembro 12, 2014

José Maria da Fonseca apresenta novo espumante Lancers

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A empresa José Maria da Fonseca decidiu renovar a imagem do seu espumante Lancers Bruto e reforçar esta linha com a introdução do espumante Lancers Bruto Rosé.
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De acordo com esta vinícola, «o consumo de espumantes no nosso país, e um pouco por todo o mundo, tem vindo a aumentar, daí a aposta deste segmento, com a renovação de imagem e alargar de linha».
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A marca Lancers foi criada em 1944 pelo norte-americano Henry Béhar, que decidiu, na altura, apostar num vinho que fosse fácil de beber e se apresentasse numa garrafa única. Assim nasceu o Lancers rosé, inicialmente apresentado numa icónica garrafa de barro; num formato que se manteve quase inalterado até aos dias de hoje. Para chegar ao nome Lancers, Béhar encontrou inspiração numa obra de Velásquez, de quem era grande admirador, habitualmente chamada «Las Lanzas» ou «A Rendição de Breda».

Feira do Vinho do Dão contou com 14.000 visitas

A 23ª edição da Feira do Vinho do Dão, que decorreu em Nelas entre os dias 5 e 7 de Setembro, foi visitada por mais de 14.000 pessoas, informou a organização do evento. O certame contou com a presença de mais de 40 vitivinicultores, além de produtores de queijos, enchidos, doçaria, chocolate e artesanato. «No final da noite de sábado, os produtores de vinho já tinham os seus stocks de venda directa na feira esgotados, sendo que, no domingo, muitos deles voltaram a esgotar», lê-se no comunicado.

Vinhos Verdes celebram 106 anos de demarcação

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) assinala, a 18 de Setembro, a publicação da Carta de Lei de 1908 que atesta a Demarcação da Região e promove uma conferência no âmbito do projecto «Vinho Verde 2.0», que lança o debate sobre o posicionamento estratégico nos diferentes mercados. A sessão encerra com um jantar comemorativo durante o qual serão entregues os prémios da edição 2014 do Concurso «Vinhos Verdes & Gastronomia», na Casa da Música (Porto).

Eddy's apresenta presunto de vaca de produtor de Mora

Pampas Grill é o novo restaurante do chefe Eddy’s, criador do sushi alentejano. O espaço situa-se em Picoas (Lisboa), na Rua Sousa Martins 5. Presunto de vaca, do produtor Joaquim Arnaud (Mora) e gin de poejo com hortelã, da empresa 3 Bicos (Évora) são algumas das atracções.