quarta-feira, agosto 31, 2011

Esporão Reserva Branco 2010

Imagem de marca do Esporão, a escolha de artistas visuais para dar força aos rótulos recaiu nesta colheita numa pintura de Rui Sanches.
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O vinho mantém-se fiel à tradição e perfil da casa. Fácil e agradável à refeição e à conversa.
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As castas são a costumeira antão vaz, a arinto e a roupeiro.
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Origem: Alentejo
Produtor: Esporão
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

terça-feira, agosto 30, 2011

Esporão Reserva Branco 2009

Nem sapo nem príncipe. Um belo vinho para não beber à piscina, mas com uma boa posta de peixe.
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Nada cansativo ou chato, apresenta frescura para bom prazer.
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A quase omnipresente casta, no Alentejo, antão vaz entra-lhe no lote, a par da arinto e da roupeiro.
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Ah! A piada do sapo é porque, no rótulo, a obra de arte apresentada é um naperõ dum batráquio, da autoria de Joana Vasconcelos.
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Origem: Alentejo
Produtor: Esporão
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

domingo, julho 31, 2011

Casa de Compostela Escolha 2010

Com o desassombro que já elogiei há dois dias, Horácio Figeiredo assumiu que a coisa lhe fugiu de controlo. Não por culpa sua, mas porque uma das castas se rebelou e decidiu amadurecer bués numa semana. A natureza é assim…
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A ideia foi fazer uma coisa diferente. Vai daí e toca de fazer um sauvignon blanc (o que me custa ver castas internacionais em regiões portuguesas com tanto carisma). Todavia, a magana portou-se mal e… já disse.
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Para corrigir a cena, o nosso amigo juntou-se a pedernã, que noutras latitudes é chamada de arinto. A acidez desta última equilibrou a coisa.
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Tásse bem!
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Origem: Regional Minho
Produtor: Casa Agrícola de Compostela
Nota: 5,5/10

sábado, julho 30, 2011

Casa de Compostela Alvarinho 2010

Como escrevi há dois dias, os alvarinhos fora da sub-região de Monção e Melgaço… blá, blá, blá. Este não é desinteressante, mas não me encantou de sobremaneira.
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Recomendável para o Verão, sem dúvida, com as sugestões de maçã já um pouco madura, com uma linha suave de flores (sei lá quais). O preço, ou a sua relação com a qualidade, é um trunfo.
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Origem: Regional Minho
Produtor: Casa Agrícola de Compostela
Nota: 4,5/10

sexta-feira, julho 29, 2011

Casa de Compostela Trajadura 2010

Farto-me de dizer, porque penso mesmo assim, que o espírito de quem faz transparece no que se faz. Tratando-se do vinho um produto intelectual, fruto da agricultura inteligente, isso é notado.
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O que se faz com empenho resulta melhor do que seria possível caso assim não fosse. Se a matéria-prima não é boa, não há qualidade final. Se não há esforço, há banalidade. Mais do que talento e sorte, acredito que o trabalho e a sabedoria transparecem no resultado. E o «amor» e o amor à coisa também.
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Quero chegar à simpatia e humildade do enólogo Horácio Figueiredo, que desassombradamente explicou o que faz e como lhe saíram as obras. O homem vibra e os olhos brilham. Gostei do senhor. E essa boa onda que lhe notei está nos vinhos que deu a provar (trajadura, alvarinho e escolha – que sairão no blogue nos próximos dias).
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Este trajadura não é o mais embandeirado da Casa de Compostela. Não é, mas é uma revelação. Não tem pretensões a nada que não seja descontracção e dar de beber ao Verão. Tem o mérito de alegrar por menos de três euros. E a virtude de não chegar aos 10% de álcool.
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Horácio Figueiredo reconheceu que a trajadura não é fácil, que muitas vezes dá para a chatice da falta de qualidade. Todavia, este está muito recomendável.
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Elogio muitas vezes os vinhos de piscina, pois cumprem a função de saciar a enofilia nos calores. Este então… e tão simples e descomplicado. Não é, obviamente, um GRANDEEEE vinho, mas é uma coisa facélima de se gostar. Penso que lhe vou dar a nota máxima que já dei a um vinho de piscina.
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Delicado, saciante, finamente tropical, lembrando ananás, com injecção de gás carbónico (e por que não?)… final gracioso.
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Origem:  Vinho Verde
Produtor: Casa Agrícola de Compostela
Nota: 6/10

quinta-feira, julho 28, 2011

Senses Alvarinho 2010

A casta alvarinho está na moda e, como tal, espalha-se pelo país. É difícil competir com a excelência dos alvarinhos da sub-região de Melgaço e Monção… tudo o resto será sempre comparado com o que pelo Minho se faz.
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Este, em concreto, não foge a essa regra. Ganha na oportunidade que se abre com a moda do alvarinho, perde na comparação. O Alentejo não é o Minho e a casta gosta mais de lá de cima. Feitios!
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Gostei das notas cítricas e as tropicais não me enjoaram, o que muitas vezes me acontece, com notas de pêssego. Tem frescura, embora não sendo do que mais fresco anda por aí. Um bom vinho para os peixes de Verão.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Adega de Borba
Nota: 5/10

quarta-feira, julho 27, 2011

Conde de Vimioso Rosé 2010

O que mais gosto num rosado é a sua capacidade de divertir. Nada de pomposidade. Tudo em descontracção. Para isso acontecer é preciso que não seja um vinho para barrar cor-de-rosa ou cor de salmão.
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Infelizmente, entre nós, muitos são os rosados que não passam de subprodutos de tinto. Resultam muito alcoólicos e, com um desvio de temperatura, ficam aborrecidos. E quantas vezes não são rebuçados?
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– Ah, o público quer…
– Mas não quero eu. Xarope para mim é groselha, capilé, para a tosse e licores… vinho, não.
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Este Conde de Vimioso, apesar de um pouco forte (13 graus), engana. Tem acidez suficiente para refrescar, de xarope não tem nada.
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O mestre João Portugal Ramos e sua equipa de enologia rulam.
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Notas de prova? Vão procura-las a outro lado, que a mim não apetece escrevê-las. Ok, ok… frutos do bosque, morangos, notas verdes… satisfeitos?
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Epá! Quero é divertir-me.
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Origem: Regional Tejo
Produtor: Falua
Nota: 5,5/10

terça-feira, julho 05, 2011

Dois novos vinhos da Colecção Privada Domingos Soares Franco

A José Maria da Fonseca lançou dois novos vinhos da sua Colecção Privada Domingos Soares Franco, um branco e um tinto, ambos referentes à vindima de 2010. Tratam-se de vinhos de lote de castas pouco comuns e com grande variedade. Os vinhos agora apresentados são Domingos Soares Franco Colecção Privada – 208 Castas Branco 2010 e o Domingos Soares Franco Colecção Privada – 157 Castas Tinto 2010
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De entre as castas brancas seleccionaram-se 208, as quais deram origem a este novo vinho branco. Entre elas estão castas tão invulgares, como, por exemplo, larião, mourisco de Azeitão, macabeu e raksitelli.
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«Como objectivo de apresentar todas as características da fruta, que está na origem deste vinho, optou-se pela sua vinificação apenas em cubas de inox, não se recorrendo a estágio em barrica», refere a empresa em comunicado
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De igual modo, seleccionaram-se 157 castas tintas, que deram origem a este ovo vinho tinto. Entre as castas tintas mais invulgares, encontram-se a colorino, bogalhal e khindony.
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O vinho fermentou durante sete dias a 28ºC, com maceração total, não tendo estagiado em barrica.
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A José Maria da Fonseca possui na Quinta de Camarate, em Azeitão, uma colecção ampelográfica com mais de 560 diferentes castas. Trata-se de algo único em Portugal, um verdadeiro museu vivo, onde se encontram plantadas a grande maioria das castas nacionais (mais de 250) e uma grande quantidade de castas estrangeiras, provenientes dos mais variados pontos do Mundo.
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Esta colecção foi iniciada no início do séc. XX e tem vindo a ser permanentemente actualizada e ampliada até aos dias de hoje. Pela primeira vez, na vindima de 2010, decidiu-se vinificar as diferentes castas existentes na colecção; o que terá dado origem a dois vinhos, que para além da sua originalidade, devem ser os vinhos existentes produzidos a partir da maior diversidade de castas identificadas.

terça-feira, junho 28, 2011

Stellenzicht Merlot Cabernet Franc 1996

Belo! Belíssimo! Aplauso! Clap! Clap! Clap! Deu-me tanto prazer que quem o bebeu comigo garante que há muito tempo não me via assim… duma elegância… a promessa de mais anos de vida… o couro polido, folhas de chá subtis… enfim, um primor. Há coisas que só os vinhos com idade têm para conversar!...
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Origem: Stellenbosch
Produtor: Stellenzicht
Nota: 8,5/10

segunda-feira, junho 27, 2011

Montes Claros Garrafeira 2007

Não sei se já disse, se disse digo outra vez, que ando um pouco entediado com os vinhos do Alentejo. Este foi um caso à parte. Dei cabo dele com o meu amigo VR, que anda mesmo zangado com os tintos do Alentejo… a este rasgou-se em elogios.
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Está tudo dito? Talvez, mas quero dizer mais. É alentejano, dos que me lembro, embora com assombro de modernidade. A Adega de Borba anda a somar pontos.
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Tomem lá descritores: No nariz muito limpo e nítido, com amoras e ginja. Na boca, amigalhaço, com acidez, estrutura, notas de especiarias e bom final.
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Origem: Alentejo
Produtor: Adega de Borba
Nota: 7,5/10
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Nota: Este vinho foi oferecido pelo produtor.