domingo, março 07, 2010

Grandes Quintas Colheita 2007

Por vezes há, no meio dos vinhos, um pretensiosismo em relação aos vinhos fáceis, como se não prestassem ou fossem feitos para «o povão», enquanto a nobreza vínica apenas bebe outras coisas, elitistas e exquisitas (assim com x). Pois eu gosto também de vinhos fáceis, pois têm um carácter lúdico e despreocupado, felizes no convívio e conversa onde o tema vinho não é o eleito. Porque a vida (nomeadamente a minha) não é só vinho.
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Aqui está um vinho que se bebe com apetite. Bem equilibrado, fácil, suave, com bom corpo. Foi servido a acompanhar uma conversa de arte e fez muito bem. O nariz é simpático com a presença de cereja e um traço de madeira, que não chateou e não tirou força à fruta.
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Origem: Douro
Produtor: Sociedade Agrícola da Casa d’Arrochella
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

sexta-feira, março 05, 2010

Monte do Pintor Reserva 2006

A qualidade é um valor absoluto. A capacidade de a reconhecer nem tanto. A este vinho reconheço qualidade. Não sendo extraordinário, deixa-se beber com prazer.
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Porém, falta-lhe personalidade, algo que lhe dê carácter e o torne único, que lhe dê uma razão para ser bebido, além da primeira curiosidade, da marca, do rótulo ou da dica de alguém. Que dê uma razão para a preferência, que seja este e não outro.
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No nariz, este vinho é absolutamente desinteressante e até desequilibrado. Sofre-se um forte e prolongado murro de álcool (a 17 graus). Depois de bastante tempo revela ameixa preta e alguma especiaria.
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A boca é bastante mais interessante, sendo aveludado e fácil.
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Não gosto dessa coisa da relação entre a qualidade e o preço, porque a primeira é um valor absoluto e a segunda variável. Tenho a dizer a este respeito: Pagaram 21 euros, não daria mais de 10.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola da Sossega
Nota: 6/10

domingo, fevereiro 28, 2010

Visconde de Salreu 1933

Aqui está uma grande revelação e um dos tesouros da cave do Hotel Mundial, em Lisboa. Um vinho em plena forma física e a prometer mais anos olímpicos, tal é a sua saúde.
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É um velho Colares, um Colares à moda antiga. Bons taninos, boa acidez, cheio de charme e aristocracia. Impositivo, autoritário na sua elegância. Grande consistência.
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Na cor está nos tons da tintura de iodo. Na boca revelam-se taninos com grande personalidade, mas bem polidos, está bem aveludado. Com uma notável acidez, final longuíssimo. Nariz complexo onde sobressai o alcaçuz (obrigado Luís Antunes, é isso mesmo), uma planta leguminosa que dá sabor doce e acre (juro), fazendo parte das míticas gomas de mascar de cor preta (geração de plástico, bem sei).
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Origem: Colares
Produtor:Grandes caves Visconde de Salreu – D. J. Silva
Nota: 9/10

Serceal 1910

Conheci este vinho numa visita e almoço no Hotel Mundial, em Lisboa. Foi apresentado como aperitivo e servido também com a sobremesa, demonstrando uma grande polivalência.
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É um vinho requintado, este néctar que veio sem marca, coisa que até os responsáveis do hotel desconhecem. Sabe-se apenas que é um serceal.
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No nariz revela-se algum verniz, sem qualquer abuso, e muito mel, fica bem temperado e equilibrado, com a complexidade dos vinhos velhos. Na boca é muito doce, sem ser açucarado, mas com final seco e prolongado. É sedoso.
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Origem: Madeira
Produtor:
Nota: 8,5/10

Quinta de Pancas Reserva 2007

Este tinto de 2007 é, para mim, o melhor néctar que bebi desta quinta estremenha. Fiquei deslumbrado com o resultado final.
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É um vinho com um bom corpo, com taninos com personalidade e acidez bem presente. Dentro de quatro ou cinco anos vai dar espectáculo. No presente dá muita satisfação.
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Bem equilibrado no nariz, com notas de especiarias, notas verdes, finura no pimento, guloso com sua fruta vermelha. espelha bem as castas que o fazem: merlot (60%), touriga nacional (30%) e cabernet sauvignon (10%).
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O vinho foi mostrado ao público na cerimónia que apresentou o actor Virgílio Castelo como embaixador da marca. O autor deste blogue tomou conhecimento deste vinho no âmbito dum almoço organizado pela empresa de comunicação da empresa.
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Origem: Regional Lisboa
Produtor: Companhia das Quintas
Nota: 7/10

domingo, fevereiro 21, 2010

Vin de Merde

Não é só em Portugal que os vitivinicultores inventam nomes idiotas para vender os seus produtos e que deviam querer valorizar. Aliás, é moda mesmo e não acontece apenas no mundo vinhateiro. Os produtores pretendem com a inversão do sentido de marketing captar consumidores. Com efeito, atraem os olhos para os rótulos, mas não deixam de se cobrir de ridículo nem de desvalorizar o produto. Neste caso, o produtor agarrou na ideia negativa dos vinhos do Languedoc e colocou-lhe uma marca a condizer com a percepção do mercado. Por mim, que já cá ando há uns anos, direi que a coisa só atingirá uma gama de público baixa e onde impere a boçalidade. Quanto ao vinho, não lhe conheço crítica.

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Nota: Espero que percebam francês e entendam o sotaque sulista do Languedoc. Infelizmente não sei legendar a coisa.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Primeira Paixão Verdelho 2008

O Primeira Paixão é paixão à primeira vista. Trópicos diferentes, menos enjoativos, mas bem presentes: maracujá, abacaxi, lima e ainda menta. Refrescante e retemperador.
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Origem: Regional Madeirense
Produtor: Paixão do Vinho
Nota: 7/10

sábado, fevereiro 06, 2010

Vale d’Alagres D Tinto 2007

Este é um vinho afrancesado, ou mesmo um francês imigrado em Portugal. Em França seria das Côtes du Rhône, por cá é do Ribatejo, classificado como Regional Tejo, nova denominação duma tradicional região vinhateira.
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Então é assim: Noventa e tal por cento de sirah e a parte restante de viognier. Nele se nota a fruta vermelha e a madeira. Aprovado!
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Origem: Regional Tejo
Produtor: Vale d’Algares
Nota: 7/10

Vale d’Algares Selection Tinto 2007

Aqui está um vinho interessante e que me causou alguma supresa, pois tomei-o como tendo touriga franca e dela nada existe no lote. Lá estão antes a touriga nacional e o internacional merlot. Fruta vermelha presente, sem enjoos, e madeira.
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Origem: Regional Tejo
Produtor: Vale d’Algares
Nota: 6,5/10

Vale d’Algares D Branco 2008

Este vinho fez-se com a casta minhota alvarinho e o resultado é bem interessante, com frescura, com algum tropicalismo, sem exageros nem enjoos. Gostei!
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Origem: Regional Tejo
Produtor: Vale d’Algares
Nota: 6,5/10