quarta-feira, fevereiro 19, 2014

Herdade Paço do Conde Reserva 2009

Provei-o primeiramente na prova da revista Epicur. Bom vinho, mas que me encantou mais em casa.
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Não o achei facilzinho... e não creio que se safe bem em concursos. É um belíssimo vinho, mas precisa de tempo para se mostrar. Fez-se com cultivares bastante encontráveis no Alentejo: syrah (60%), touriga nacional (30%) e alicante bouschet (10%).
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Gosto das notas de madeira no vinho, mas considero que neste estão, de momento, exageradas... dêem-lhe tempo.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola Encostado Guadiana
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

terça-feira, fevereiro 18, 2014

Continente apresenta quatro vinhos - Contemporal Selection

A Sonae, empresa detentora dos hipermercados Continente, alargou a gama dos seus vinhos. Aos colheitas, acrescentou reservas... contudo baptizados de selection. A marca é a mesma: Contemporal.
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São quatro os vinhos Contemporal Selection, obra de três enólogos, consagradas figuras das regiões onde mais trabalham.
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São os quatro vinhos correctos, sem defeitos. São fáceis e gulosos. Não ficam mal na mesa, a menos que o pudor (que acho bem que eista) impeça de levar para um jantar ou ofertar um vinho de marca branca.
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O jantar é informal e com a pandilha? Todos gostam de vinho e estão todos nas lonas...
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– Olhem o que eu descobri...
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E vai daí e está tudo em festa, com o arroz a passar-se, com os vizinhos a passarem-se com o barulho e o gosto satisfeito.
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Já devem ter percebido que não me apetece entrar em descritores nem contar história ou estória. Estes vinhos são isso mesmo: boa parte integrante da refeição, não fazem alarido nem desapontam.
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Jaime Quendera assinou os Contemporal Selection Branco 2012 (Regional Península de Setúbal – chardonnay, arinto, fernão pires e verdelho – 5,99 euros) e Contemporal Selection Tinto 2011 (Península de Setúbal – touriga nacional, cabernet sauvignon, tinta miúda e 5% da branca arinto – 6,99 euros).
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Anselmo Mendes assinou o Contemporal Selection Branco 2012 (Regional Minho – alvarinho e loureiro – 5,99 euros).
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Rui Reguinga foi responsável pelo Contemporal Selection Tinto 2011 (Regional Alentejano – aragonês, trincadeira e alicante bouschet – 6,99 euros).
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A nota é idêntica e aos pares: brancos com 5/10 e tintos com 5,5/10. Os rótulos têm as caricaturas dos enólogos... tá giro, sim senhor.
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Não consigo deixar de dizer isto: há uns anos, não muitos, o Pingo Doce criou a sua gama de linha branca. Eram vinhos fáceis e de qualidade. O tempo passou e o chefe de mercearia, de lápis, afiado à navalha, atrás da orelha, quis engordar os ganhos e achou que os clientes são todos tolos. Sentiu-se no nariz, boca e cérebro... hoje escapa o Palmela... e o Dão? Fujam dele.

Herdade do Peso Tinto Reserva 2011

Não sou um frique ambientalista, nem activista contra centrais nucleares, pirata contra os defensores dos organismos geneticamente modificados, radical da reciclagem (que faço)... mas, bolas! A garrafa tem o impacto duma pata de urso pardo...
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É um grande vinho. Aqui e em qualquer lugar. Penso que está equilibrado entre o gosto português e alguma tendência internacional, pela suavidade, apesar de pujante e pela fruta vermelha casada com bálsamos.
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É um tanque de guerra. Cada golo é um balázio. Forte e notório, acompanha comidas fortes, em temperos e substância.
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Origem: Alentejo
Produtor: Sogrape

Nota: 8,5/10

Luiz Costa

O homenageado neste vinho é para mim desconhecido. No almoço de homenagem e de lançamento deste espumante, bruto natural e fabricado no método clássico, muitas foram as palavras elogiosas, que criaram embargo de voz e algumas lágrimas um pouco fora do canto do olho.
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Pelo que percebi, Luiz Costa era um defensor de castas estrangeiras na Bairrada... essa questão que volta e meia dá confusão. E em sua homenagem, as Caves São João criaram um lote com o melhor dos seus pinot noir e chardonnay.
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Origem:  Bairrada
Produtor: Caves São João
Nota: X

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

A fruta!

Se a maçã fosse o fruto da árvore-da-ciência-do-bem-e-do-mal os dias seriam todos aborrecidos.
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É certo que foi uma maçã que fez Newton elaborar acerca da lei da gravidade... mas isso foi um acidente que Deus tocou.
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Se fosse o figo... é uma fruta que se come tão sofregamente que nunca daria luz.
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É certo que há guerras, mas o mundo também tem paz.
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Para mim foi a uva. Não percebemos quase nada de Deus e por isso erramos...
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A videira não é uma árvore, mas dá fruta de cores e arco-iris de aromas.
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Qualquer serpente se dissimula melhor numa trepadeira do que num tronco largo.
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Deus fez-nos inteligentes e deu-nos o direito do vinho.
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Da alegria ao desacato.
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A uva tem a alma do homem.
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Nota: Lúcifer caiu porque estava bêbado...

Quinta dos Carvalhais Encruzado 2012

É um clássico suave e elegante. Devia ser proibido não gostar dum encruzado do Dão. Este está com uma pintarola que apetece cantar.
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Dá arrepios a mineralidade e as notas vegetais, um vinho elegante... mostra a região e leva alto o nome de Portugal.
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Não é o meu branco português favorito, mas ilumina qualquer jantar em que o peso do prato não o parta ao meio.
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Raisparta qu’o vinho é mesmo bom.
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Origem: Dão
Produtor: Sogrape
Nota: 8
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

Quinta da Leda 2010

É já um clássico, este tinto do Douro Superior. Colocado na base dos topos de gama da Sogrape, é facílimo de beber. Dá conversa, ambiente e cozinha-se bem no copo com carnes vermelhas.
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Não é um dos meus tintos favoritos, porém reconheço-lhe uma qualidade que vergará qualquer sogro complicado de amainar.
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Origem: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha / Sogrape
Nota: 8/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

Receitas com Alentejo e Monte Velho

Os Monte Velho são vinhos para o dia-a-dia, não pesam na algibeira. Não sendo grande fã, reconheço-lhes qualidade e consistência. Não desiludem, são fiáveis, o que, para muita gente, é uma vantagem.
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Em Portugal temos o hábito de consumir vinho às refeições (não foi sempre assim)... Nascidos em vides fincadas no Alentejo, surgiu a ideia de os juntar a comidas da maior província portuguesa.
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Chama-se «À mesa com Monte Velho – 4 estações com ingredientes do Alentejo» e os textos são de Maria João Freitas e Miguel Vaz. Comida de confecção simples, o que dá jeito para os furações dos dias, ingredientes de época e variedade.
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Setenta e poucas páginas de apetite e variar a mesa.

domingo, fevereiro 16, 2014

Le Jardin - A Embaixada

Há uns anos largos (nem quero pensar nisso)... em 1989, fiz o Interail, que era a coisa mais fixe que um jovem podia fazer nas férias grandes, que eram mesmo grandes. Agora há a Easyjet e a Rayanair e... na altura andar de comboio sem adultos era aventura, hoje viaja-se sem estilo em aviões de companhias manhosas.
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Eu, o P e o V arrancámos de Lisboa sem saber muito bem para onde ir. Queríamos chegar à Irlanda e à Escócia, ver Londres e Paris...Não arranjámos poiso em Paris e não vimos nada, cruzámos a cidade com mochilas pesadas e carregadas, entre o cair da noite e a noite... noite, mesmo, abrigados do frio (era Agosto) na escadaria dum wc público...
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Inventámos que em Le Havre haveríamos de apanhar um barco, como nos filmes, para a Irlanda, embora a documentação dissesse que nesse dia não circulavam ferries... bolhas nos pés, cansados, exaustos...
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Lá chegámos à Irlanda no Saint Kilian, onde dormimos, primeiro, no convés sob umas escadas e depois no chão da discoteca... não dormimos nada. Em Dublim conhecemos o Patrick, que desconfiamos e acertámos que era do IRA, que nos mostrou toda a cidade. Fomos para o campo e regressámos à capital irlandesa.
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De Dublim seguimos para Londres e odiamos tanto a metrópole que, só de pensar que teríamos de lá voltar se fôssemos à Escócia, abalámos para a Alemanha.
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Isto foi a entrada... agora vem o bife:
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Em Dublim, nesse ano de 1989 (já tive 19 anos), visitámos um «centro comercial» fantástico. Em vez de corredores e grandes portadas de vidro, de espaços fechados, de desvios... era um antigo palácio convertido ao consumo.
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Passava-se de loja para loja por portas de madeira, cada sala era diferente, mas sempre com uma continuidade de casa grande. Maravilha!...
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E eis que, anos mais à frente, abre uma galeria com esse encanto que encontrei em Dublim. Sempre conheci aquela grande casa fechada, no Jardim do Príncipe Real. Não havia estrago, mas não se via viv’alma.
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Dão-lhe o nome Embaixada, ao Palacete Ribeiro da Cunha, que prefiro chamar-lhe palácio. Palácio urbano, já se vê... O estilo neo-árabe enquadra-o no romantismo e, por conseguinte, no século XIX. E um hectare de jardim resistiu à voragem do cimento de Lisboa.
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O centro do espaço – no meu caso, que tenho neurónios na barriga – é o restaurante: o Le Jardin. Mandam nas mesas, nas comidas, nos serviço os experiente Miguel Picciochi, em parceria com o restaurante Moma (o da Rua de São Nicolau e não o de Copenhaga).
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Sou um romântico e deixo-me abraçar pelos ambientes. Ali, só pode ter havido retoques... a preciosidade já lá estava. Dá uma certa tonalidade de importância, aquele cenário... Os retoques de que falo fazem parte da decoração... enquadram, realçam. Não rompem, mas não se fazem passar por outra coisa. Ou seja: bom gosto e consistência... trabalho inteligente.
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As refeições à carta vão até às 23h00, mas para quem se atrasou tem ao dispor uma carta de petiscos, até às 2h00. Os responsáveis do espaço estabelecem um preço médio, por pessoa, entre os 17 euros e os 25 euros.
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Ou seja, não é um luxo, embora a comida seja de muito boa nota e a envolvência de cenário. É um luxo acessível. E basta pensar na enorme quantidade de tascas – foleiras, de azulejo e alumínio, onde o balcão serve de copa, com o inevitável ruído a talheres e loiças em combates ferozes – que, por pudor chamam restaurantes, que servem refeições nesse mesmo intervalo de preços. Exemplo: Portugália (porque é grande e fácil de acertar, mas basta abrir os olhos e espreitar, para tapar os ouvidos e segurar a algibeira).
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Ora, o intervalo entre os 17 e os 25 euros abarca entrada, prato principal, bebidas, sobremesa e café. Ora, eu, que me manifesto sempre indiferente àquela coisa da relação do preço com a qualidade, tenho de reconhecer que o Le Jardin é bom local de poiso e se enquadra nesse âmbito.
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O Príncipe Real, um dos locais mais charmosos de Lisboa, cuja traça das edificações mostra a elegância antiga, contrasta com a típica (que também gosto) popularidade do Bairro Alto, que ali vai desaguar.
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Fazia falta, ali e em Lisboa, um sítio com elegância e beleza. Diria que hoje é cosmopolita... sítio para «gente gira», sem paciência para o moche e com ouvidos sensíveis à barulheira. Sim, 17 a 25 euros.
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A ementa conta com comidas portuguesas e outras vindas doutros lugares. Cosmopolita e diferente. Variado e bonito.
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Morte ao feio! Viva o bonito!... e bom!
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Onde: Lisboa, Príncipe Real, 26 (palacete Ribeiro da Cunha).
Horário: 12h00 às 2h00.
Aberto todos os dias.
Telefone: 93 832 14 14

Alandra Branco 2012 e Alandra Tinto 2012

Sempre disse que prefiro os Alandras aos Monte Velho. Embora não tenha andado a tragar Monte Velho, tenho a certeza que a simplicidade e descontracção dos Alandra ficam à frente... É que, com base na memória desses de antanho, são algo entre a carne e o peixe, entre o sim e o não.
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Por mim, vai bem num almoço descontraído. E se são as gargalhadas que dominam, nada como um vinho que não estragando não se impõem às palavras.
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Quem bebe vinho todos os dias tem aqui uma boa escolha. Tanto no branco do que no tinto (que gostei mais).
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Branco
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Origem: Portugal
Produtor: Esporão
Nota: 3/10
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Tinto
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Origem: Portugal
Produtor: Esporão
Nota: 3,5/10
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.