a garrafeira do infotocopiável. mim ninguém me vinifica!... e a opinião é assumidamente subjectiva.
segunda-feira, novembro 05, 2012
quinta-feira, novembro 01, 2012
Encostas de Penalva Tinto 2009
Há uns anos bati nesta referência (recorde aqui). Passados cinco anos depois desse texto e cinco
colheitas depois, voltei a testá-lo. O resultado não tem nada a ver. Soube
depois, mudou o enólogo. E quem é? António Narciso, uma das pessoas que está a
mostrar que o Dão é uma grande região.
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Não é um grande vinho, nem é suposto que seja. O preço nem sempre
quer dizer o que aparenta, mas neste tenho de revelar: não chega a quatro
euros. Dei-os por bem gastos. Para o dia-a-dia está muito bem.
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À época, a crónica valeu-me uma maçadora troca de comentários.
Desta vez, só espero que não me venham dar beijinhos… tanto também não.
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Origem: Dão
Produtor: Adega Cooperativa de Penalva do Castelo
Nota: 3,5/10
quarta-feira, outubro 31, 2012
Mundus Branco Leve (2011)
A primeira vez que bebi um «vinho leve», um étnico da
Estremadura e parte do Ribatejo, não gostei. Mas é que não gostei mesmo. Porém,
este Verão deixei-me seduzir pela curiosidade insistente: será que uma nova
prova daria um resultado diferente?
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Sim deu. Repeti e voltou a dar. E mais uma vez, idem. Que
bela coisa para alegrar o Estio! Para a piscina, para a tarde depois da praia,
para as saladas, marisco e churrascos. Gostei, pá!
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9,5% de álcool, pá!
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Origem: Regional Lisboa
Produtor: Adega Cooperativa da Vermelha
Nota: 3,5/10
terça-feira, outubro 30, 2012
Conde de Vimioso Colheita Seleccionada Branco 2011
Mandaram-me duas garrafas e em ambas veio frescura e
descontracção. Uma consumiu-se enquanto dava apoio a um amigo que aqui veio cozinhar
e a outra servi-a com uma salada de múltiplos vegetais. É um vinho com graciosa
acidez, frescura que se lhe junta as notas cítricas, do limão e da casca de
lima.
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Origem: Regional Tejo
Produtor: Falua
Nota: 5,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.
segunda-feira, outubro 29, 2012
Stanley Tinto Reserva 2008
Ora, depois do branco, o tinto. Este feito em terras sadinas,
mas sem a carismática castelão. Touriga nacional, touriga franca, syrah e petit
verdot são as castas do lote deste reserva.
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É um belíssimo vinho. Porém, não me causou grandes arrepios.
Todavia, agradou-me o jogo entre as castas… quase me apetece dizer: tiki-taca.
Jogam bem, muito bem… eu é que não gosto do futebol do Barcelona.
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Resumando e concluando: valerá a experiência e certamente
terá um grande agrado no público, nem duvido. Apenas me permito não ir à bola
com ele. Para que não restem dúvidas: Nota claramente positiva (correspondente
a muito bom).
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: Fundação Stanley Ho
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.
quarta-feira, outubro 24, 2012
Resultados do I Concurso de Vinhos do Douro Superior
Conceito Branco 2010, Quinta do Vale Meão Tinto 2009, Butler Nephew & Co Porto Tawny 40 anos
foram eleitos os «Melhores Vinhos» no Concurso de Vinhos do Douro Superior, nas
categorias de brancos, tintos e Portos, respectivamente.
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Esta prova, que se realizou no I Festival do Vinho do Douro
Superior, contou com 150 referências em prova. A organização, em comunicado,
mostrou-se surpreendida com a adesão dos produtores; quase todos os 50
produtores que participam no I Festival do Vinho do Douro Superior submeteram
vinhos a concurso.
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Lista de premiados:
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Prémio Melhores
Vinhos
Conceito branco 2010
(Conceito Vinhos)
Quinta do Vale Meão
tinto 2009 (Francisco Olazabal & Filhos)
Butler Nephew & Co Porto Tawny 40 anos (Christie’s Port Wine)
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Vinhos Brancos
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Medalhas de Ouro
Conceito branco 2010
(Conceito Vinhos)
Quinta dos
Castelares branco 2011 (Casa Agrícola Manuel Joaquim Caldeira)
Tons de Duorum
branco 2011 (Duorum Vinhos)
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Medalha de Prata
Palato do Côa branco 2011 (5 Bagos – Sociedade Agrícola)
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Medalhas de Bronze
D. Graça Viosinho
Reserva branco 2010 (Vinilourenço)
Muxagat “Os Xistos
Altoa” branco 201 (Muxagat)
Pios branco 2011
(Quinta de Vale de Pios)
Quinta da Mieira
branco 2011 (João Turégano Soc. Vinícola Unipessoal)
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Vinhos Tintos
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Medalhas de Ouro
Quinta do Vale Meão
tinto 2009 (Francisco Olazabal & Filhos)
Conceito tinto 2009 (Conceito Vinhos)
Fronteira Reserva tinto 2010 (Companhia das Quintas)
Quinta da Leda tinto 2009 (Sogrape Vinhos)
Quinta da Touriga Chã tinto 2009 (Jorge Rosas)
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Medalhas de Prata
Casa da Palmeira
Reserva tinto 2008 (Manuel Joaquim Pinto)
Duorum Old Vines
Reserva tinto 2009 (Duorum Vinhos)
CARM Grande Reserva
tinto 2008 (CARM – Casa Agrícola Reboredo Madeira
Fraga da Galhofa
Touriga Nacional tinto 2009 (Vinilourenço)
Lupucinus Reserva
tinto 2009 (Quinta de Lubazim)
Palato do Côa
Reserva tinto 2009 (5 Bagos – Sociedade Agrícola)
Pios tinto 2009
(Quinta de Vale de Pios)
Quinta da Canameira
Grande Reserva tinto 2010 (Sampaio e Melo Cabral Vinhos de Quinta)
Quinta da Silveira
Grande Escolha tinto 2004 (Sociedade Agrícola Vale da Vilariça)
Quinta Dona Doroteia
Reserva tinto 2009 (Sebastião Oliveira)
Quinta de Vila Maior
tinto 2007 (Manuel Joaquim Pinto)
Van Luyt Reserva
tinto 2009 (Quinta de Alaúde)
Quinta dos Quatro Ventos
Reserva tinto 2007 (Aliança Vinhos de Portugal)
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Medalhas de Bronze
Papa Figos tinto
2010 (Sogrape Vinhos)
Fonte das Vinhas
tinto 2009 (Meireles Douro Soc. Agrícola e Comercial)
Casa da Palmeira
tinto 2008 (Manuel Joaquim Pinto)
Grandes Quintas
Reserva tinto 2010 (Sociedade Agrícola da Casa D’Arrochella)
Holminhos Touriga
Nacional-Touriga Franca tinto 2009 (Quinta dos Holminhos)
In Culto Reserva
tinto 2009 (Zero Defeitos)
Quinta da Silveira
Reserva tinto 2008 (Sociedade Agrícola Vale da Vilariça)
Puro Quinta da
Touriga tinto 2009 (Jorge Rosas)
Callabriga tinto
2009 (Sogrape Vinhos)
Vale de Pios tinto
2008 (Quinta de Vale de Pios)
Mapa tinto 2009
(Pedro Mário Garcias)
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Vinhos do Porto
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Medalha de Ouro
Butler Nephew & Co Porto Tawny 40 anos (Christie’s Port Wine)
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Medalhas de Prata
Amável Costa 20 anos
(Agostinho Amável Costa)
Duorum Vinha de
Castelo Melhor Vintage 2009 (Duorum Vinhos)
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Medalha de Bronze
Amável Costa Tawny
30 anos (Agostinho Amável Costa)
Museu do Côa e Lavradores de Feitoria juntos num vinho
A empresa Lavradores de Feitoria associou-se
ao Museu do Côa para, em parceria, lançarem uma nova marca de vinho. Museu do
Coa by Lavradores de
Feitoria é o néctar que nasceu duma conjugação de vontades e materializado num
tinto de 2009.
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Segundo Fernando Real, presidente da
Fundação Côa Parque, «este vinho
é fruto de uma iniciativa – a primeira de outras que se seguirão com este ou
outros players da região – com um significado muito especial porque resulta de
um conjunto de ideias partilhadas. Quem comprar Museu Coa by Lavradores de
Feitoria estará a alimentar o corpo e o espírito». Cada garrafa tem um vale
para uma entrada gratuita no Museu do Côa.
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Para Olga Martins, CEO da Lavradores de
Feitoria, este é mais um passo
para promover o Douro «no seu todo e em parceria, algo que faz parte da cultura»
da empresa. «Com esta iniciativa estamos a aliar gastronomia com
cultura, património e paisagem. Com o património vamos promover o nosso vinho e
com o vinho trazer pessoas a conhecerem o Museu do Côa e o Douro».
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O Museu do Coa by Lavradores de Feitoria Tinto
2009 é um vinho feito com uvas das quintas que a Lavradores de Feitoria possui
na sub-região do Douro Superior (onde fica localizado o Museu do Côa), juntando
touriga nacional (70%), tinta roriz (20%) e 10% de uma mistura de castas de uma
parcela de vinhas velhas.
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Com um preço de venda ao público
recomendado de 15 euros, o Museu do Coa by Lavradores de Feitoria Tinto 2009 pode ser adquirido no
Museu do Côa, mas também em garrafeiras e lojas seleccionadas em todo o país.
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A concepção gráfica do rótulo do Museu do
Coa by Lavradores de
Feitoria foi inspirada numa das cabras materializada na «rocha 6» da Penascosa,
sendo a cabra um dos quatro temas zoomórficos fundamentais mais figurados na
arte paleolítica do Côa (juntamente com o cavalo, o auroque e os cervídeos).
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A «rocha 6» da Penascosa é um painel
vertical xisto-gauváquico, com uma superfície relativamente lisa, que guarda
algumas gravuras da época Gravettense (+/-25.000 - +/-18.000 anos antes do
presente), o mais antigo período da arte paleolítica do Côa. Dois cavalos e
duas cabras surgem aqui associados, gravados por picotagem profunda e
sobrepostos entre si. Há ainda um terceiro cavalo figurado mais à esquerda do
painel. Todas estas figuras estão representadas em perfil absoluto, como que
vogando num espaço etéreo, sem representação de solo. Embora ao ar livre, a
profundidade dos traços originais destas gravuras ainda hoje permite a sua boa
visualização.
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Nota: Em breve este vinho será aqui comentado.
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Nota: Em breve este vinho será aqui comentado.
quinta-feira, setembro 13, 2012
Vinhos Monte Cruz
Horas e momentos. Um dia, na mercearia de sempre, cruzei-me
com uma senhora, prima deste produtor. A Dona São, proprietária da loja, já não
sei bem porquê, disse-lhe que eu curtia vinhos. Pois a tal outra senhora, a
cliente, elucidou-me quanto ao seu sangue: prima de vinhateiro alentejano. Disse-me
mais: um dia trar-me-ia umas garrafas do parente.
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Assim foi: um dia tinha uma caixa com as diferentes
referências do produtor Monte Cruz. Há designações várias, mas o que fixei foi
o «Tem Avondo», termo que em alentejano quer dizer «basta», «tem que baste»,
«suficiente», «abunda», etc… pode
parecer estranho, mas abundância vem do mesmo.
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Lembro-me bem do «tem avonde», com «E», como se usa em
Castro Verde. Mas com «E» ou com «O» vai dar ao mesmo. Em alentejano nos
entendemos. E com esta expressão se pode resumir o carácter ou identidade duma
região. Tem lá tudo! Basta saber alentejano.
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Com tão boa marca, supus que este(s) vinho seria fácil de
encontrar na internet. Engano! Saber informações não tem que abunde. Aliás, é
impressionante a abundância de produtores que vive nos anos oitenta do século
vinte. É preciso abrir a pestana… ou então vive-se bem, longe do mercado, dos
enófilos e dos consumidores em geral.
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As garrafas chegaram, infelizmente algumas por identificar.
Posso imaginar a marca, mas trata-se de «suponhamos». Um tinto sem madeira, um
Sy TN (supondo syrah e touriga nacional), um rosé, Monte do Outeiro Branco,
Monte do Outeiro Tinto e Tem Avondo Tinto.
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Avaliados, a impressão é positiva, mas sem transcendência ou
luz. Qualidade regular, vinhos bem feitos, mas sem história ou estória. O nome
prometia… Desconhecendo os preços, fiquei com a impressão que os Monte do
Outeiro terão um preço mais elevado, embora a minha costela de marketeer me
diga que a marca forte seria o «Tem Avondo». De qualquer dos modos, a qualidade
de uns não abanou a qualidade de outros. Ou seja, não senti um salto
qualitativo… basicamente, duas marcas, uma só percepção.
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Alguns dos vinhos não dão para indicar a marca, visto terem
vindo com meras indicações manuais. A situação é a mesma quanto à designação de
origem. Nos provados, nenhum leva nota negativa, mas também não supera o óbvio.
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O branco, Monte do Outeiro, feito com a casta antão vaz, não
mexeu comigo. Não que o vinho seja mau, mas porque embirro com a casta. Nada a
fazer: não gosto e nem percebo qual o interesse.
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O Monte do Outeiro Tinto 2010 satisfaz. Não o poria à
entrada dum jantar, mas bate-se com denodo. Não deslumbra nem descontenta. Fruta
vermelha madura, notas levemente fumadas e final mediano.
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O rosé manteve-se na banalidade. Sim, positivo, mas sem
rasgo ou grande interesse. Morango, framboesa no nariz, mas pouca acidez e
final curto.
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O «Sy» sem madeira 2011, que desconfio ser um syrah…
lamento, mas não vi qualquer interesse. É bem feito, mas e então? Gosto de
madeira no vinho (qb)… e este, soube-me a pouco.
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O «Sy Tn» 2010, suponho syrah e touriga nacional, teve um
ano em estágio em madeira e o resultado é bem melhor que o anterior. Sem
grandezas nem abusos, mostra alguma compota e chocolate. Na boca não fere nem
apaixona.
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O Tem Avondo Tinto 2010 não pôde ser avaliado, visto a
amostra estar contaminada com o chamado aroma e sabor a rolha (TCA).
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Monte do Outeiro Branco 2011
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Monte Cruz
Nota: 4/10
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Monte do Outeiro Tinto 2010
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Origem: Regional Alentejano
Produtor; Monte Cruz
Nota: 4/10
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«Rosé» 2011
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Origem: ?
Produtor: Monte Cruz
Nota: 3,5/10
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«Sy» sem madeira 2011
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Origem: ?
Produtor: Monte Cruz
Nota: 3/10
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«Sy Tn» 2010
Origem: ?
Produtor: Monte Cruz
Nota: 4,5/10
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Tem Avondo Tinto 2010
Origem: Regional Alentejano
Produtor: Monte Cruz
Nota: X/10
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.
sábado, setembro 08, 2012
Bétula 2011
O Bétula 2011 está no top do que de melhor bebi neste Verão.
Sinceramente, a edição de 2011 foi uma revelação. Os anteriores já provados
tiveram boas notas, nomeadamente a colheita de 2010, que mereceu 7,5 pontos. Este
bateu-o.
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Bateu-o porquê? Porque revelou uma frescura, uma vivacidade,
uma gulodice tranquila, uma companhia no prato, um regalo na conversa e
sorrisos como poucos. A colheita de 2011 assumiu-se bem mais complexa do que as
anteriores, mais viva, com carácter sereno e felino, com seu passo galante.
Nada de tropicalismos madurinhos, sem pêssego nem mangas maduras, sem fumados
excessivos. Não! Antes acidez deslumbrante, ananás doce (única tropicalidade),
lima, limão, salsa, cebolinho, rocha… Primavera, com Sol e vento.
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Como habitualmente, o produtor enviou duas garrafas, o que
permite melhor aferição. É que embora subjectiva, a minha opinião (como todas,
mesmo as «científicas») pôde beneficiar com a dupla.
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Perante a festa da primeira prova, decidi levar o vinho a um
outro limite. Verti-o em copo bojudo, largo, balão, muito visto para tourigas
nacionais. Uau! Um pulo de mineralidade e uma frescura herbácea… menos ananás,
mais lima.
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Esta referência merece destaque: muitas vezes bons vinhos
são meros trabalhos técnicos, este mostra bem a identidade do ano. O ano
passado foi elogiado e este branco prova-o. Francisco Montenegro, o enólogo,
merece ovação de pé, e o produtor umas grandes palmadas nas costas. Boa malha!
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Origem: Regional Duriense
Produtor: Quinta do Torgal
Nota: 8/10
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Nota 1: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.
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Nota 2: E desta vez não impliquei com o viognier e o sauvignon blanc no Douro...
quinta-feira, setembro 06, 2012
Meu Deus, o que fazer com estes vinhos? - ou Anima L8 e Cavalo Maluco 2009
Arte e vinho são duas palavras que se casam. Tantas vezes se
dizem que a verdade se esconde, tingindo a banalidade. Existe, e quando é salta
aos sentidos e deixa na alma o inconfundível toque de Deus.
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Deus criou o homem, que criou o vinho. Deus tornou o vinho
sagrado. Já o era, antes de Deus ser só um e se nomear apenas com o artigo
definido no singular. O vinho celebra e evoca, atenua a dor e aviva a vitória,
aquece a esperança, espelha a alma, a essência e o carácter.
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Perfeito é Deus, tudo o mais é procura e conquista. Estes
dois vinhos são perfeitos; na dimensão do homem, dos seus momentos e suas
contingências. São momentaneamente perfeitos, porque o vinho é uma arte do efémero.
Como qualquer criação, são eternas as suas memórias escrita e falada.
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Gosto da tradição e da transgressão. Gosto que o sempre
exista para sempre e que haja sempre quem queira inventar além do sempre, para
sempre. Gosto dos artistas e dos oficiantes, gosto dos sábios e dos puros. Gosto
dos académicos e dos iconoclastas. De todos, mas só dos verdadeiros.
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José Mota Capitão, enquanto produtor, pode ser isso e o seu
oposto. Não privo, mas sei da verdade que transmite pelo olhar e palavras
quando fala de vinho e dos seus vinhos. Como um criador, das artes ortodoxas, o
vinho, a sua arte, é feito para si e não para o público. Percebe-se que faz os
vinhos que quer e quer o que gosta.
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Repito e acrescento: Gosto dos académicos e dos
iconoclastas. Mas só dos verdadeiros. A verdade dos vinhos de José Mota Capitão
é o seu maior elogio e trunfo. A honestidade é um tesouro, mérito na vida e na
arte.
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Mota Capitão não faz petit verdot porque está na moda,
porque dá sainete, porque vende bem… pode isso tudo, mas faz petit verdot
porque gosta de petit verdot. Cabernet sauvignon é outro gosto deste vigneron.
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Há umas semanas, a propósito duma reportagem para a revista
Vida Rural sobre o cultivo de arroz, que também produz, provei as novas edições
das suas mais procuradas criações: Anima e Cavalo Maluco, o L8 (2008) e o 2009,
respectivamente. Face a colheitas anteriores, em alta, os dois vinhos.
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Dizia-me Mota Capitão que está a aproximar-se dos italianos,
a deslindar cada vez mais tarde os seus sangiovese. O mais novo tem quatro anos
e o vigneron já fala na hipótese de cinco anos para uma colheita próxima.
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A tesouraria empurra muitos vinhos para a rua ainda em
criança, em vez de debutarem na mocidade. Ao ver as vinhas a evoluir com os
anos, fica maior a vontade de fazer bem. Pois que os enófilos aguardem a
revelação para a maioridade dum vinho.
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O Anima L8 está de se babar. Qualquer momento serve, é
perfeito. O Cavalo Maluco é «um vinho muito bêbado», como definiu um amigo de
Mota Capitão.
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O Anima L8 revela-se no nariz com café, especiarias
(cravinho suave, pimenta branca ligeira), notas herbáceas, palha, terra, fumo
ténue. Na boca é denso, tem uns taninos rugosos que enchem a boca, mas não a
brutalizam, vê-se que será um senhor à mesa de quem o souber e conseguir
guardar, tem potência e frescura, e um final levado da breca.
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É mais do que sabido que Mota Capitão queria ser índio
quando era miúdo e brincava ao velho Oeste. Queria ser fora do todo, para ser
diferente no todo e ser feliz, podendo livremente escolher o que queria e quem
queria. Cavalo Maluco, o chefe sioux do povo Lacota… ilustre e magnífico. Que
nome melhor para se transmitir numa obra?
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O Cavalo Maluco 2009… este é, esta edição, mais um que me
deixa doido. O seu lote é composto por 60% de touriga franca, 30% de touriga
nacional e 10% de petit verdot e é maravilhoso. Num primeiro embate um
apetitoso e rústico azeite suave… deixado restabelecer-se do despejo no copo, o
vinho assinala chocolate preto e fumo ligeiro. Adiante vêm aromas de amoras
maduras, alguns tons herbáceos. O correr dos minutos confere-lhe anis, caramelo
e azeitona. E já no fim, chocolate de leite e finura de café. Na boca tem
potência e acidez, uns taninos de seda, e se tal se diz tantas vezes que, para se
distinguir das outras, digo que esta veio pela Rota desde a China meridional. O
final é longuíssimo.
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Nunca fiz sexo tântrico, mas consta que concede orgasmos longuíssimos. Este dá.
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Nunca fiz sexo tântrico, mas consta que concede orgasmos longuíssimos. Este dá.
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Anima L8
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Origem: Vinho de Mesa
Produtor: Herdade do Portocarro
Nota: 9/10
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Cavalo Maluco 2009
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Origem: Regional Terras do Sado
Produtor: Herdade do Portocarro
Nota: 9,5/10
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Vinho, mesa, touriga-franca, arte, uma amiga, Vale Meão e Foz
de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria… interesses partilhados já descobertos.
Um abraço JMC.
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Pinturas de Adam Neate, Divid Ligare e Michael Naples,
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Pinturas de Adam Neate, Divid Ligare e Michael Naples,
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