quinta-feira, fevereiro 02, 2012

João à Mesa ganha prémio da Academia TWA

















– E o prémio para o melhor post do ano de 2011 vai para: … (ouvem-se rufos) … Esteva 2010, do blogue João à Mesa, publicado por João Barbosa!
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– (Um minuto depois, em palco) Obrigado minha gente, estou sem fôlego e nem sei o que dizer. Pensei sempre que nunca iria ganhar um prémio destes, escolhido pela Academia da blogosfera vínica… quero agradecer em primeiro lugar à minha mãe, ao meu pai, ao meu mano, à minha mana, às minhas primas todas, aos meus primos todos, às minhas três gatas, à minha prometida cirrose hepática...
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– (João Barbosa levado em braços pelos seguranças, pois nunca mais se calava, mas que mesmo assim continuou a palrar) Quero agradecer também ao pessoal da minha repartição de Finanças, aos bancários da CGD da Praça do Chile, ao Senhor Coimbra e à Dona São, que me recebem as amostras quando não estou em casa, às senhoras da lavandaria da frente, às senhoras da lavandaria do lado, ao senhor Luís, que é merceeiro o merceeiro do prédio…
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– (Pateada sonora) A sessão vai continuar agora com o prémio… (não interessa nada).
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Pois é, a malta do fórum The Wizard Apprendice fez umas votações, e não às cegas, para «O melhor blogue», «O melhor blogue revelação», «O melhor jornalista/crítico de vinhos» e para «O melhor post».
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«O melhor blogue» – Pingas no copo
«O melhor blogue revelação» – E tudo o vinho levou
«O melhor jornalista/crítico de vinhos» – Rui Falcão
«O melhor post» – Esteva 2010 / João à Mesa
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Fiquei também contente pelo segundo lugar ex-aequo, com Luís Antunes, na categoria «O melhor jornalista/crítico de vinhos», apenas a uma nomeação para empatar com o primeiro… Esta não perdoo à Academia... 
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E esta cena não deu presente material, nem dinheiro, nem estatueta, nem garrafa... fuinhas... facínoras... somíticos... canalhas... nem uma garrafa de Esteva...

Pai Abel Branco 2009

Ando há quinquénios para escrever acerca deste branco do simpático mestre Mário Sérgio Nuno, homem que se mantém fiel à Bairrada, não enveredando pela região da «Bairrada», aquela que despreza a baga e toma como sua os cabernet sauvignon, merlot, entre outras castas franciús.
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Neste caso não se trata dum tinto, mas dum branco. Mário Sérgio, fiel também aos processos produtivos bairradinos, cedeu um pouco à vaga, fermentando-o em barrica, onde também estagiou por seis meses … mas bem usadas, para que não marquem muito. Como manda a tradição, foi para o lagar com o engaço.
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O resultado merece um aplauso de pé durante dez minutos. Mário Sérgio Nuno não brinca em serviço… uma vez, antes de almoço, quis-me obrigar a tragar aguardente. Diga-se que, até hoje, uma das raras bagaceiras que consegui levar à boca foi a dele. E a aguardente vínica é outra especialidade.
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Este branco é um garrafeira, palavra que aparece «escondida» no contra-rótulo, pois Mário Sérgio tem experiência de confusões. Um dia surgirá o tinto, que provei, mas que ainda está inacabado. O nome pretende homenagear o pai, homem que conhecia correr, mas que aparenta ser tão francamente simpático quanto o filho.
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Resultante de uvas plantadas em cinco folhas diferentes, que foi adquirindo, este vinho resulta bem complexo. Este vinhaço fez-se com partes iguais de maria gomes e de bical. Tem acidez, mineralidade, notas vegetais, é, por isso, fresco. Mas também tem corpo. É «complicado» no nariz e na boca, muito rico, com final feliz (eheheheheh)… longo, bem longo.
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Origem: Bairrada
Produtor: Mário Sérgio Alves Nuno / Quinta das Bágeiras
Nota: 9/10

Mateus Rosé, um elogio






















Num país pouco sofisticado, o Mateus Rosé nasceu preciosidade. A par com o Faísca (mais tarde Lancers, da José Maria da Fonseca), o Mateus tirou vestes negras de viúva dos portugueses e arejou este país do «orgulhosamente sós». Se Portugal, durante a ditadura, era a preto e branco, o Mateus deu-lhe cor e logo uma improvável, a rosa.
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Chatos sem visão, pretensiosos e de mais enochatos e pedantes trataram de obscurecer este vinho tão (atipicamente) português. Enquanto lá fora manteve fama, sendo que em alguns países, como os Estados Unidos, é bem valorizado, por cá foi e é desdenhado por muita gente.
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Não sou exceção, mas, penso, que a idade me tem dado mais incertezas quanto à minha infalibilidade e, ao mesmo tempo, menos complexos. Tem-me tirado peneiras, basicamente. Gosto de vinho há mais de metade da minha vida, embora cota não sou velho.
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Era miúdo quando a Lisboa mais jovem começou a sair à noite. Comigo foi em 1986, tinha 16 anos. A noite tinha fauna, vestia-se e alindava-se, havia estilo e glamour. Os sítios eram alternativos e desejados; havia multidão ansiosa à porta do Frágil, onde a Guida (hoje na associação Abraço) impunha ditatorialmente quem entrava, naquelas duas salas pequenas, criando ódios e respeitinho (este menino era bonito e tinha estilo, nunca ficava à porta). Eu e a pandilha, sem dinheiro, sem fígado e sem estômago para uísques e vodkas, embebedávamo-nos com vinho. Era normal, não havia shots (que surgiram em 1991 – o Báltico, barzinho que frequentava-mos foi dos primeiros, quicá o primeiro, com os agora célebres cocktails B52).
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A vida tem-me mostrado a realidade. Reconheço agora a aleivosia, arrogância, pesporrência e impertinência da minha juventude, incluindo nos copos. Não tinha dinheiro para o que os «grandes» bebiam, pelo que ia vinho… mas Mateus, nunca!
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Já adulto, comecei a trabalhar como jornalista no Diário Económico (janeiro de 1990). Miúdo com piada e pinta, depressa adotado pelos seniores, mestres e ídolos. Os mais velhos trabalhavam e iam a bares sisudos. Não era farra, mas rotina. Sair à noite para tomar um copo num bar chato era o máximo, fazia-me adulto. Eram templos admiráveis aos olhos sensíveis duma criança de vinte anos que quase só conhecia discotecas e tascas. Havia vinho ao jantar, mas nunca Mateus.
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Homem feito e enófilo preconceituoso e pretensioso (espero estar curado) tinha vinho em casa. Mateus? Blheck! Credo, não! Mas a vida mudou. Ou melhor, muda-nos, abre-nos os olhos. Bate-nos, dá-nos estalos, chama-nos burros, estúpidos. Sevícias que nos damos a nós mesmos.
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Quando fiz o programa «Da Terra ao Mar», da RTP 2 (junho de 2004 a maio de 2007 e de junho de 2008 a maio de 2009) passei a lidar muitíssimo mais de perto com a gente do vinho. Conheci malta que me ensinou, tirou dúvidas, que simpática e educadamente me deu raspanetes, com paciência e com o prazer (aqui tenho de mandar um forte abraço ao Paolo Nigra, fundamental pelo grande aprofundamento do meu prazer com vinho). Com essa gente, com quem hoje lido muito mais de perto, aprendi a respeitar os vinhos de grande produção. Gente que me trouxe, aos dias, a dimensão dum Mateus Rosé ou Lancers ou doutro block buster.
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Com imensos enólogos comecei a compreender que não é toda a gente que faz um bom vinho, mas que um bom vinho se faz com boas uvas e/ou com bons meios e material funcional. Com imensos enólogos comecei a compreender que um vinho de qualidade, que todos os anos tem de manter um padrão e um perfil, independentemente das condições, naturais é uma obra do caraças! Tal como a arquitetura, a enologia é uma arte, mas é sobretudo uma disciplina técnica.
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Fazer Mateus Rosé não deve ser, por isso, trabalho para qualquer um. É possível enganar todo o mundo. Mas não é possível enganar todo o mundo para sempre. O Mateus terá tido evoluções de padrões, mas não engana. Mateus Rosé é Mateus Rosé, se vende o que vende, anos e anos, e está aí para as curvas, tem mesmo de ser bom.
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Não, o Mateus não é um vinho de château, embora se ilustre com a setecentista Casa de Mateus, obra do arquiteto Nicolau Nasoni, residência dos condes de Vila Real. Só no seu início houve ligação profissional entre a família Guedes, produtora do vinho, e a Sousa Botelho e Albuquerque. As relações amargaram, mas isso para aqui não interessa. Não é um château nem pretende ser. É um vinho para quem se marimba para as denominações de origem controlada, para as colheitas, para as castas. Mais do que um vinho, o Mateus é uma bebida. Podem os marketeers da Sogrape dizer mesmo, e com razão, que é um estilo de vida..
Repito: Podem os marketeers da Sogrape dizer mesmo, e com razão, que é um estilo de vida. A publicidade sexy, relaxante, com gente de bem com a vida, estilo e sofisticação não mente. É para isso que serve o Mateus. É para as festas! Tem pouco álcool (11%), não é para chapão involuntário no tanque. É para as conversas com gente gira e interessante que não quer (pelo menos nesse momento) discutir o papel da estética nas sociedades ocidentais contemporâneas após a queda do Muro de Berlim e até ao 11 de setembro. Como agora me apetece verão, proximidade da praia, piscina, noite, luzes, música alta, descontração e miúdas giras para seduzir (bah, quero lá saber que seja sexista e marialvista).
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A descontração de Mateus é pensada. Ainda que no início pudesse haver uma certa ingenuidade, a verdade é que tudo foi pensado. E bem pensado, porque bateu certo. A imagem da tradição vinícola e do bom-gosto e estilo do palácio de Mateus e a forma arrojada da garrafa. O cantil, forma Mateus muito imitada pelas concorrências, é antigo, foi ressuscitado para este vinho. Os rótulos evoluíram, modernizaram-se na continuidade. Confesso que gosto mais do look com maior destaque para a casa, mais antigo.
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A marca vale uma mina de ouro, razão pela qual na década de 90 surgiu a gama Mateus Signature, de posição bem acima nas prateleiras, que se pretendia ascender. Não foi eficaz, mas melhor têm corrido os Sparkling e o Aragonês (provavelmente no mundo deve chamar-se tempranillo). Mas Mateus, Mateus, é o clássico rosé sem casta identificada, sem ano de colheita, sem região, sem peneiras, mas com estilo. Serve-se fresco, diz a Sogrape. E serve-se, nunca experimentei ao natural nem me parece que algum dia o faça.
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Adoro o aroma a rebuçado de morango, a frescura na boca, o gás que ali faz mesmo parte.
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O Mateus é como o James Bond (para elas) ou como a Cat Woman (para nós): não é para casar, mas para ter casos, pura diversão sem consequências...
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Muitos podem admirar-se com a nota que vou dar a este vinho. Relembro que a escala é subjectiva e está sujeita ao prazer dado. A qualidade é sempre tida em conta, e isso aqui não falta. Quem tiver preconceitos ou quiser implicar, que tenha chuva durante as férias de verão.
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Origem: Vinho de mesa (Portugal)
Produtor: Sogrape Vinhos
Nota: 7/10

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Arruda Garrafeira 1970

Há uns meses, ou há um ano, escrevi um texto, publicado na imprensa, acerca da Quinta de São Sebastião. Nele referi a estória da encomenda feita ao enólogo Tiago Carvalho. Às cegas deram-lhe um vinho novo e outro com idade. O desafio era o de fazer algo que sugerisse a junção dos dois.
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Contou-me Tiago Carvalho que o vinho idoso lhe lembrava algo do Barca Velha, mas que, definitivamente, não era. Após o primeiro embate percebeu que não era esse famoso Douro. Mas o que seria?
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Compreendido o caderno de encargos revelou-se o embuçado. Tratava-se dum tinto da Adega Cooperativa de Arruda dos Vinhos. Espanto! Tiago Carvalho disse-me que tivera assim a prova de que se podem fazer grandes vinhos numa região em que ninguém dá muito por ela. Mas como também referiu, não será por acaso que a palavra «vinhos» faz parte do topónimo.
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Fiquei com essa na cabeça e, como não duvido de pessoas sérias, fiquei sonhando com o momento em que uma dessas perdizes me passasse frente à caçadeira. Um ano depois da conversa, tau! Duas aves raras abatidas. Todavia não sei se o ano da colheita era o mesmo.
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Outro dia a Mé e o Tiago vieram cá jantar. Como prometido anteriormente, trouxeram duas botelhas que, todavia não se abriram nessa noite. Passado um mês, ou coisa que o valha, vieram novamente e disparou-se o saca-rolhas.
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O Tiago, que tem uma coleção destas garrafas, já me avisara que, de vez em quando, uma sai errada. Normal, pois a idade trata de tratar (foi de propósito) de modo diferente diferentes (foi de propósito) exemplares. Claro está que as duas estavam desfasadas.
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Uma mais enrugada, sem qualquer brutalidade, e outra muito polida e elegante. Quer numa quer noutra, a cor mantinha-se jovial. Já com aromas terciários, mostravam notas verdáceas. Cada uma com seu carácter.
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A garrafa traz um colar, dum lado com as cores da bandeira da República Portuguesa e, doutro, as de Itália. Ao centro, um círculo dourado com o dizer: Concurso Enológico Internacional – Itália 1984. Não sei que concurso possa ser e deduzo, pela cor, que tenha ganho uma medalha de ouro… sendo que não ligo bóia a tal coisa, mas neste particular achei que o devia referir.
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Quem as vir passar que lhes passe uma rasteira e as levante, agarrando-as sem as largar. Trate-as com carinho e dê-lhe finanço.
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Origem: não referida (A Arruda dos Vinhos situa-se na atual região de Lisboa)
Produtor: Adega Cooperativa de Arruda dos Vinhos
Nota: 7,5/10 e 8/10

terça-feira, janeiro 31, 2012

Periquita Branco 2011

O tinto é o mais clássico dos clássicos, a marca de vinho de mesa mais antiga do país e uma das mais antigas do mundo. A variante branca é bem mais recente, sendo esta a sua sexta colheita.
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No nariz é fresco, com notas cítricas, algumas herbáceas e com mineralidade, tendo ainda o apetite da baunilha. A boca ficou atrás, enjoando-me um pouco. Mas nada que estragasse o ramalhete.
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

BSE 2011

Esta marca é um clássico. Tem ao longo dos anos alegrado os verões e o tempo quente. O que tem de mais notável é a complexidade num vinho deste preço, fruto duma sábia conjugação de castas.
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Há anos que não bebia um. Há uns três meses fui jantar a casa do Viriato e da Sandra, que me serviram um da colheita de 2010. Surpreendi-me pela qualidade fresca revelada. Não é um grande vinho, mas é uma aposta descomplicada e descontraída. Sinceramente, apreciei.
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Chegou-me há dias a casa a nova colheita, referente a 2011. Se fosse um peixe ainda saltitava de vivo no balcão da peixaria.
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No nariz revelou-se tropical, mas, graças a Deus, sem a «porcaria» do maracujá, que é fruta que me encanita, sobretudo no vinho. Tem a frescura do ananás e a gordura da banana. Na boca é muito fresco, suave, fácil.
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

domingo, janeiro 29, 2012

Duorum Colheita Tinto 2010

Quem me lê com regularidade já sabe, quem só me lê agora fica a saber… metam touriga franca no lote e o João fica contente. É assim! Se eu fosse o Robert Parker… tourigava, francamente, esta casta duriense.
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Pois aqui, com 40% de touriga franca… zás! O João gosta.
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Muitos vinhos tintos do Douro são encalorados, mas este revelou-se elegante e com frescura. Para mim, preferia-o com um pouco mais de corpo. Gostei da acidez e do final com um prolongamento bem fixe. No nariz nota-se bem a touriga nacional (40%), com as notas de frutos vermelhos e alguma violeta, com a touriga franca, com os componentes de frutos do bosque. Madeira presente, mas civilizada.
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Origem: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

sábado, janeiro 28, 2012

Esporão Reserva 2009

Os reservas do Esporão são já clássicos. Não deve haver ninguém (fora dos enófilos, profissionais e enochatos) que não os conheça. Fizeram o nome da casa, furaram nas ementas o lugar de aposta segura, no que respeita a qualidade.
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Tem umas notas vegetais, conferidas pelo cabernet sauvignon, que lhe aliviam o peso. Revela algumas notas de anis, frutos vermelhos e notas de madeira. É um vinho que se mantém fiel ao perfil da herdade, com elegância e pujança.
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Como é hábito, o Esporão tem o bom gosto de convidar um artista para ilustrar os rótulos. Desta vez, a coleção é da autoria de Rui Sanches.
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Origem: Alentejo
Produtor: Esporão
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Esporão Private Selection Tinto 2008

Uma bela pomada, é o que vos digo! Não é a primeira, nem será certamente a última, ai de mim, que aplaudo um Private Selection do Esporão. Dizer que é bem feito, já toda a gente sabe.
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Trata-se dum vinho de perfil moderno-alentejano. Ou seja, um retrato do que melhor se faz na região. O projeto do Esporão veio muito antes da moda, demonstrando uma enorme percepção do potencial. Trouxe novas ideias. Hoje muitas casas a imitam ou nela se inspiram.
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Sou um conservador e nostálgico da herança, tradição e cultura do vinho alentejano. Este não tem nada a ver. Não é mau, é apenas diferente. O Esporão tem a virtude de ter visto mais além muito cedo.
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Ando um pouco cansado dos vinhos muito internacionais, não desvalorizando nunca a sua qualidade. O que é bem feito é bem feito e, mais do que bem feito, surpreende, traduz o ano em que nasce. É um vinho à parte no panorama.
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Deu-me muito gozo bebê-lo. Elegante, mas com tronco respeitável. Rico e envolvente na boca, com final longo e acidez que desencoraja qualquer chatice. No nariz traz os clássicos ameixa preta e mirtilos, com nuances de chocolate preto e madeira fumada, bem integrada.
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Trata-se dum garrafeira, vinho que estagiou em garrafa por 18 meses. Antes fez a malolática em barricas de carvalho francês, onde descansou. É feito de aragonês, trincadeira, cabernet sauvignon e alicante bouschet. É um alentejano moderno… DOC novo mundo, território onde castas estrangeiras são consideradas tugas… mas isso é polémica que não vem ao caso.
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Como é hábito, o Esporão tem o bom gosto de convidar um artista para ilustrar os rótulos. Desta vez, a coleção é da autoria de Rui Sanches.
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Origem: Alentejo
Produtor: Esporão
Nota: 8/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Vinho do Porto festeja Eusébio

A @drink-business e a Quinta das Gregoças homenageiam Eusébio da Silva Ferreira, antiga estrela de futebol do Benfica, com a edição limitada de um Vinho do Porto. Esta iniciativa celebra os 70 anos de vida do que, para muitos, o melhor jugador português de todos os tempos.
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Trata-se duma série limitada do vinho, estagiado em madeira, Very Old Port Wine, de apenas 638 garrafas magnum, tantas quantos os golos marcados pelo «Pantera Negra» ao serviço do Benfica. Os rótulos são assinados por Eusébio. Cada exemplar custa 335 euros.