Rua da Fonte, 18 D (ao largo da Luz - Carnide) - Lisboa
Telefone: 21 711 10 88
Cozinha Alentejana
Para entrada tenho a dizer duas coisas: que só lá fui ainda uma vez e que a reputação deste local já me vinha de há muito e de muito boa gente; boa gente no sentido da mesa, pois quanto a questões morais não faço comentários nem tenho ambições a padre.
Estive lá com mais três amigos, o que foi bom e deu para partilhar comezainas, e não saíu cara a brincadeira, tendo em conta o que se pediu e a qualidade servida. Entre faz-bocas, prato, sobremesa, vinho (três garrafas) e doses de cafeína/teína ficou a coisa em 30 euros a cada um. Ajuize cada um como quiser, sendo que o fará melhor no final da crónica.
Pois para fazer sala antes da comidinha maior vieram umas azeitonas marteladas (bem sei que o termo não é este, mas sei que percebem), um peito de frango desfiado e umas favas com linguiça. Como as propostas regionais alentejanas são, por regra, pesadas, optou-se por evitar entradas... exceptuando uns torresmos. Uns verdadeiros e tradicionais, feitos de refolhos viscerais do bicho. De todos os estreantes, os torresmos pareceram-me os mais interessantes, bem temperados, sem exagero de sal e bem gulosos. Contudo, estava toda a mesa bem apaladada.
Vieram depois os pratos: Um deles foi uma açorda de galinha, que chegou aldrabada, esquecida do grão de bico. O empregado lembrou o patrão da casa que o desmentiu em frente aos clientes, mas o rapaz certo do seu saber informou-se na cozinha e acertou o prato e o engano. Avalie o leitor como quiser a situação. Quanto ao sabor, estava a sopa bem equilibrada quanto aos coentros e rica em carnes. Dois dos presentes repetiram o pedido e vieram dois entrecostos com migas, com a carne acertada no tempero do pimentão e no sal e o pão compactado nada enjoativo (o que infelizmente é muito comum). O prato restante foi de pézinhos de coentrada e, não sendo os melhores já provados, estavam de chorar por mais, e mais uma vez a mão de quem cozinha teve contenção nos temperos.
Durante o repasto beberam-se três garrafas de Convento da Tomina de 2005, que apesar dos seus 14,5% de álcool se mostrou bem equilibrado. O restaurante conta com uma belíssima carta de vinhos, com forte presença de referências alentejanas, obviamente, mas não apenas. Por ali existem bons exemplos doutras regiões, nomeadamente do Douro. De notar apenas a anedota que é o excesso de regionalismo alentejano na carta vínica, que se torna bairrismo, com a existência de regiões vinícolas que nem sequer existem. Em comparação aos preços que se vêem em muitas casas, não pareceram os vinhos demasiado inflacionados (no padrão português). Custou o Convento da Tomina 15 euros por garrafa.
O serviço mostrou-se simpático, atento e competente.
Por tudo isto, este é um restaurante a repetir. Não para tirar nada a limpo, mas porque o primeiro embate foi francamente positivo.
a garrafeira do infotocopiável. mim ninguém me vinifica!... e a opinião é assumidamente subjectiva.
sexta-feira, novembro 03, 2006
sexta-feira, outubro 27, 2006
A Camponesa
Rua Marechal Saldanha, 25 (Bica)
Telefone: 213464791
Cozinha tradicional portuguesa, com especialidades minhotas, transmontanas, alentejanas e algarvias.
Conheci este restaurante quando era um tasco a puxar para o gorduroso, pelo que criei um preconceito e, logicamente, recusei-me a frequenta-lo. O tempo passou e mudou a gerência ou se não mudou mudaram, pelo menos, os hábitos da casa. Voltei lá há relativamente pouco tempo e fui contrariado, não convencido, mas vencido pelo cansaço da argumentação e pelo crédito do insistente interlocutor. Acabei por ter de dar a mão à palmatória.
A Camponesa de hoje não tem, felizmente, nada a ver com o que foi outrora. Desde logo a aparência da casa, que agora está mais «fashion» com cores vivas, com o «positivo» cor-de-laranja ou não estivesse situado no agora alternativo bairro da Bica, mesmo junto ao Bairro Alto. A nova roupagem visual alargou os horizontes da pequena sala, que antigamente parecia mais acanhada. Os atendedores são simpáticos, atentos, rápidos e educados, embora nem sempre informados acerca dos pratos.
Quanto ao que mais importa: a paparoca... A comida tem o tom das antigas casas de pasto, algo entre o caseiro e o restaurante, entre o familiar e o profissional, o que dá um encanto muito próprio e muito português. Nem sempre este atributo é positivo, mas aqui resulta muito bem. Não se esperem grandes voos, mas o que vem da cozinha vem bem feito e apaladado. Dá gozo, sobretudo, perceber o empenho com que esta gente faz o seu trabalho. Nota-se que quem dirige a casa e quem cozinha desempenha as suas funções com gosto, que se esforça no desenho das ementas e na escolha dos produtos que leva à mesa. A lista em si não tem nada que transcenda a imaginação e faça crescer a água na boca, está tudo na tradição portuguesa. Já provei vários pratos e saí sem desilusão, com excepção duma em que pedi costeletinhas de borrego grelhadas e cujo sabor trazia um pouco de bedum. De resto, boas postas de bacalhau, bom polvo, etc, etc, etc.
O esmero, o empenho e o brio nota-se também num pormenor... aliás, num pormaior: a temperatura do vinho. A Camponesa investiu numa garrafeira climatizada para que os vinhos estejam à temperatura ideal de se beberem. À custa de muitos tasqueiros deste país, talvez a maioria, não perceberem nada do seu trabalho, os portugueses habituaram-se a tolerar vinho quente no Verão e frio no Inverno. Este facto já tem causado peripécias aos responsáveis de A Camponesa. Ainda bem, é bom sinal, pois só mostra estão no certos e que fizeram bem adquirir a garrafeira climatizada.
O vinho da carta é acertado para os pratos da ementa. Vinhos bons, honestos, simples e sem grandes pretensões e, felizmente, sem preços estapafúrdios. Embora pudessem estar menos caros, no panorama português não deixa de ser positivo o patamar a que são comercializados.
Não se pense, por tudo isto, que os preços são exorbitantes, porque não são. Não se julgue que é o melhor restaurante do mundo ou mesmo de Lisboa, que não o é. No entanto, é uma casa boa de se frequentar e, absolutamente, o melhor da sua faixa de preço e da sua gama.
Telefone: 213464791
Cozinha tradicional portuguesa, com especialidades minhotas, transmontanas, alentejanas e algarvias.
Conheci este restaurante quando era um tasco a puxar para o gorduroso, pelo que criei um preconceito e, logicamente, recusei-me a frequenta-lo. O tempo passou e mudou a gerência ou se não mudou mudaram, pelo menos, os hábitos da casa. Voltei lá há relativamente pouco tempo e fui contrariado, não convencido, mas vencido pelo cansaço da argumentação e pelo crédito do insistente interlocutor. Acabei por ter de dar a mão à palmatória.
A Camponesa de hoje não tem, felizmente, nada a ver com o que foi outrora. Desde logo a aparência da casa, que agora está mais «fashion» com cores vivas, com o «positivo» cor-de-laranja ou não estivesse situado no agora alternativo bairro da Bica, mesmo junto ao Bairro Alto. A nova roupagem visual alargou os horizontes da pequena sala, que antigamente parecia mais acanhada. Os atendedores são simpáticos, atentos, rápidos e educados, embora nem sempre informados acerca dos pratos.
Quanto ao que mais importa: a paparoca... A comida tem o tom das antigas casas de pasto, algo entre o caseiro e o restaurante, entre o familiar e o profissional, o que dá um encanto muito próprio e muito português. Nem sempre este atributo é positivo, mas aqui resulta muito bem. Não se esperem grandes voos, mas o que vem da cozinha vem bem feito e apaladado. Dá gozo, sobretudo, perceber o empenho com que esta gente faz o seu trabalho. Nota-se que quem dirige a casa e quem cozinha desempenha as suas funções com gosto, que se esforça no desenho das ementas e na escolha dos produtos que leva à mesa. A lista em si não tem nada que transcenda a imaginação e faça crescer a água na boca, está tudo na tradição portuguesa. Já provei vários pratos e saí sem desilusão, com excepção duma em que pedi costeletinhas de borrego grelhadas e cujo sabor trazia um pouco de bedum. De resto, boas postas de bacalhau, bom polvo, etc, etc, etc.
O esmero, o empenho e o brio nota-se também num pormenor... aliás, num pormaior: a temperatura do vinho. A Camponesa investiu numa garrafeira climatizada para que os vinhos estejam à temperatura ideal de se beberem. À custa de muitos tasqueiros deste país, talvez a maioria, não perceberem nada do seu trabalho, os portugueses habituaram-se a tolerar vinho quente no Verão e frio no Inverno. Este facto já tem causado peripécias aos responsáveis de A Camponesa. Ainda bem, é bom sinal, pois só mostra estão no certos e que fizeram bem adquirir a garrafeira climatizada.
O vinho da carta é acertado para os pratos da ementa. Vinhos bons, honestos, simples e sem grandes pretensões e, felizmente, sem preços estapafúrdios. Embora pudessem estar menos caros, no panorama português não deixa de ser positivo o patamar a que são comercializados.
Não se pense, por tudo isto, que os preços são exorbitantes, porque não são. Não se julgue que é o melhor restaurante do mundo ou mesmo de Lisboa, que não o é. No entanto, é uma casa boa de se frequentar e, absolutamente, o melhor da sua faixa de preço e da sua gama.
segunda-feira, outubro 23, 2006
Charutos


Não há nada melhor do que um bom charuto para culminar um bom repasto. Ando há uns tempos para escrever esta verdade, não porque seja um grande contributo para a comunidade dos gulosos - porque não o é, diria até que é uma banalidade -, mas porque neste sítio justifica-se assinalar um espaço para fumadores, uma sala de fumo.Não há nada melhor do que um bom charuto para culminar um bom repasto e visto ser este apenas um texto para marcar uma posição e não ser um tópico sobre um charuto em concreto, deixo umas fumaças de três charutos que muito aprecio... que por acaso só um ainda marca presença na caixa lá de casa: Montecristo Nº1, Partagas Lusitania e Cohiba Esplendido.
domingo, outubro 22, 2006
Vinha do Tanque Reserva 2002
Andava eu às voltas em casa com apetites, como uma grávida, quando descobri na minha secção de vinhos do Douro uma garrafa de Vinha do Tanque Reserva 2002. Juro que não sei como ela me veio parar à posse e ainda menos quem ma possa ter trazido. Agarrei nos apetites todos e estendi os petiscos na mesa: enchidos, queijos e pão. Abri a dita garrafósia e espantei-me como no Douro ainda fazem vinhos destes. O líquido é rústico e abusado sentimento do álcool. Peço desculpa aos ingredientes por lhes ter faltado ao respeito. Nota muito negativa também para a rolha de produto sintético.
Nota: 2,5/10
Região: Douro
Produtor: Castelinho Vinhos
Álcool:13%
Nota: 2,5/10
Região: Douro
Produtor: Castelinho Vinhos
Álcool:13%
segunda-feira, outubro 16, 2006
Varga Tokaji Hárslevelü
Este foi o meu primeiro Tokay de pasto e também o primeiro que não é feito com uvas afectadas pelo fungo botrytis cinerea (podridão nobre). Por isso, não tenho grande termo de comparação com outros Tokay húngaros ou eslovacos do mesmo género. Todavia, este pareceu-me substancialmente menos complexo do que os Tokay de três puttonyos (três cestos de uvas com fungos por 80 litros) e muito menos do que os de cinco puttonyos por mim já provados.Quanto às impressões causadas: achei-o frutado, com muito açúcar de fruta, e algum remédio... Simples e despretencioso. Apesar da definição, não calhou desagradável e alinhou muito bem com uma esparguetada com alho e presunto.
Agradeço (muito, muito) à Mafalda a experiência que me proporcionou.
Nota: 4/10
Produtor: Varga Badacsonyörs
Região: Tokay (Hungria)
Álcool: 11%
quarta-feira, outubro 11, 2006
Vinhos provados em 2005
Generosos e Licorosos
Graham's Vintage Malvedos 1987 - Vinho do Porto - 8,5
Churchill's Vintage Quinta da Água Alta 1987 - Vinho do Porto 7,5
Dow's Vintage Quinta do Bonfim 1987 - Vinho do Porto - 7
Warre's Otima 20 anos (tawny) - Vinho do Porto - 7
Niepoort Vintage 1987 - Vinho do Porto - 6,5
Warre's Vintage Quinta da Cavadinha 1987 - Vinho do Porto - 6,5
Quinta de Vale Meão Vintage Port 2001 - Vinho do Porto - 6
Quinta de la Rosa LBV 1998 - Vinho do Porto - 6
Taylor's Vintage Quintas das Vargellas 1987 - Vinho do Porto - 5,5
JP Moscatel - Setúbal - 5,5
Fonseca Vintage 1987 - Vinho do Porto - 5,5
Porto Caúnho LBV 1999 - Vinho do Porto - 5,5
Ramos Pinto Porto 10 anos Quinta da Ervamoira (tawny) - Vinho do Porto - 5
Alambre 2000 - Setúbal - 5
De La Force Corte 1987 - Vinho do Porto - 5
Adega Cooperativa de Favaios - Moscatel do Douro - 4,5
Croft Vintage Roeda 1987 - Vinho do Porto - 4
Quinta do Infantado 10 anos (tawny) - Vinho do Porto - 4
St-Bart Tawny Tawny 10 ans - Vinho do Porto - 2
Mariota - Vinho Licoroso - 1
Espumantes
Quinta de Soalheiro Super Reserva Bruto 1999 - Vinho Verde (Monção) - 7
Chão do Prado Reserva 2003 - Bucelas - 6
Luís Pato Maria Gomes 2004 - Bairrada - 6
Côto de Mamoelas 2003 - Vinho Verde (Monção) - 5,5
Quinta das Bágeiras Grande Reserva 1996 - Bairrada - 5
Chão do Prado Super Reserva 2000 - Bucelas - 4
Quinta das Bágeiras Reserva 2001 - Bairrada - 4
Luís Pato Casta Baga - Bairrada - 4
Quinta de Lousada 2002 - Vinho Verde - 2
Quinta de Lousada 2001 - Vinho Verde - 2
Fragância Meio Seco 2003 - (sem especificação) - 2
Terras de Felgueiras - Vinho Verde - 1
Bas Tinho 2004 - Vinho Verde - 1
Colheitas Tardias
Tokaji Aszú 3 puttonyos 1983 - Tokay da Hungria - 6
Chão do Prado 2003 - Bucelas - 5
Brancos de Pasto
Quinta do Monte d'Oiro Viognier 2003 - Regional Estremadura - 8
Conventual Reserva 2004 - Regional Alentejano - 7
Soalheiro 2004 - Vinho Verde (Monção) - 7
Boa Nova 2004 - Regional Alentejano - 6
Castello d'Alba Reserva 2004 - Douro - 6
Porca de Murça Reserva 2003 - Douro - 6
Tormes 2003 - Vinho Verde - Baião - 6
Krebs-Grode Riesling Spätlese 2002 - Reno - 6
Santiago 2003 - Bairrada - 6
Prova Régia 2004 - Bucelas - 5,5
Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2004 - Regional Terras do Sado - 5,5
Quinta da Pedra 2004 - Vinho Verde (Monção) - 5,5
Gutsverwaftung Stifungsweingut 2004 - Mosela - 5,5
Riesling 2001 (Eduardo Francisco Bessa Costa Seixas) - Regional Trás-os-Montes - 5,5
Muralhas de Monção 2002 - Vinho Verde (Monção) - 5
Senhoria 2004 - Vinho Verde (Monção) - 5
Planura 2004 - Regional Alentejano - 5
Visconde de Alcacer 2003 - Regional Terras do Sado - 5
Aveleda Meio Seco - Vinho Verde - 5
Calhandriz 2004 - Regional Estremadura - 5
Casa de Vila Verde 2004 - Vinho Verde - 5
Encostas de Estremoz 2004 - Regional Alentejano - 4,5
Quinta de Abrigada 2002 - Alenquer - 4,5
Barrosinha 2003 - Regional Terras do Sado - 4,5
Gaião 2004 - Regional Alentejano - 4,5
Quinta do Cardo 2004 - Beira Interior - 4,5
Julieta 2003 - Douro - 4,5
Quinta de Lourosa Pedernã 2003 - Vinho Verde - 4
Bucellas 2004 - Bucelas - 4
Tormes 2004 - Vinho Verde - 4
Chão do Prado Colheita Seleccionada 2002 - Bucelas - 4
Rosados
Encostas do Tua 2004 - Douro - 5
Quinta da Lagoalva 2004 - Regional Ribatejano - 5
Quinta do Monte d'Oiro Clarete 2002 - Regional Estremadura - 4,5
Quinta do Monte d'Oiro Clarete 2003 - Regional Estremadura - 4,5
Lagar de Darei (2004) - Dão - 4
Casa de Mateus Alvarelhão 2003 - 3
Conde de Vimioso 2004 - Regional Ribatejano - 4
CARM 2004 - Douro - 3
Quinta do Monte d'Oiro Clarete 2004 - Regional Estremadura - 3
Tintos de Pasto
Echezeaux de Romanée Conti 1987 - Borgonha Romanée Conti - 10
Quinta do Vale Meão 2002 - Douro - 9
Pintas 2003 - Douro - 8
Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo 2003 - Douro - 7,5
Quinta das Bágeiras 2002 - Bairrada -7
Mouchão 2001 - Regional Alentejano - 7
Quinta do Vale de Dona Maria Sarzedinho 2003 - Douro - 7
Pontual Touriga Nacional Trincadeira 2004 - Regional Alentejano - 6,5
Pontual Reserva 2000 - Regional Alentejano - 6,5
Quinta do Côa 2003 - Douro - 6,5
Meandro 2002 - Douro - 6,5
Quinta dos Carvalhais Touriga Nacional 2000 - Dão - 6
Maritávora 2003 - Douro - 6
Pontual Syrah 2004 - Regional Alentejano - 6
Dolium 2001 - Regional Alentejano - 6
Corvo 2003 - Sicília Casteldaccia - 6
Chocapalha Cabernet Sauvignon 2003 - Regional Estremadura - 6
Chocapalha 2003 - Regional Estremadura - 6
CARMIM Trincadeira 2003 Regional Alentejano - 5,5
Quintas das Cerejeiras Reserva 1998 - Óbidos - 5,5
Encostas de Estremoz Selelecção Touriga Franca 2003 - Regional Alentejano - 5,5
Herdade do Pinheiro 2002 - Regional Alentejano - 5,5
Pontual Syrah 2003 - Regional Alentejano - 5
Pontual Touriga Nacional Trincadeira 2003 - Regional Alentejano - 5
40º Aniversário (Adega Cooperativa de Valpaços) 1994 - Valpaços - 5
Quinta das Bágeiras Garrafeira 2001 - Bairrada - 5
Quinta de la Rosa 2002 - Douro - 5
Quinta de S. José 2001 - Douro - 5
Quinta de Cabriz Superior 2000 - Dão - 5
Quinta dos Grilos 2003 - Dão - 5
Pegos Claros Reserva 2004 - Palmela - 5
Quinta das Baceladas 2001 - Regional Beiras - 5
Encostas de Estremoz Selelecção Touriga Nacional 2003 - Regional Alentejano - 5
Adega Cooperativa de Borba Reserva 2001 (rótulo de cortiça) - Alentejo (Borba) - 5
Pingo Doce Palmela Colheita Seleccionada 2003 - Palmela - 5
Cortes de Cima 2001 - Regional Alentejano - 5
João Pires 2004 - Terras do Sado - 5
Marquês de Borba 2004 - Alentejo - 5
Foral de Albufeira 2004 - Regional Algarvio - 5
Quintas das Hidrângeas 2004 - Douro- 5
Zimbro 2004 - Douro - 5
José de Sousa 2002 - Regional Alentejano - 5
CARMIM Aragonês 2000 - Regional Alentejano - 4,5
Bom Juiz Reserva 1999 - Alentejo (Reguengos) - 4,5
Monsaraz Museu Aberto Reserva 2000 - Alentejo (Reguengos) - 4,5
Soporcel 1999 - Regional Alentejano - 4,5
Pasmados 1999 - Terras do Sado - 4,5
Gaião Reserva 2001 - Regional Alentejano - 4,5
Pegos Claros 1999 - Palmela - 4,5
Encostas de Estremoz Selelecção Trincadeira 2003 - Regional Alentejano - 4,5
Encostas de Estremoz Selelecção Alicante Bouschet 2003 - Regional Alentejano - 4,5
Calços do Tanha 2003 - Douro - 4,5
Herdade Porto da Bouga Reserva 2003 - Regional Alentejano - 4,5
Herdade da Bombeira 2004 - Regional Alentejano - 4,5
Periquita 2002 - Terras do Sado - 4,5
Vertice 2001 - Douro - 4,5
Romeu 2001 - Douro - 4
Esporão Reserva 2002 - 4
Conventual Reserva 2003 - Regional Alentejano - 4
Vinha Conchas 2003 - Regional Estremadura - 4
Herdade da Espirra 2001 - Palmela - 4
Quinta de S. José 2002 - Douro - 4
Casa de Mouraz 2002 - Dão - 4
Caves Velhas Garrafeira 1980 - 4
Pingo Doce Palmela 2002 - Palmela - 4
Barrosinha Colheita Selecionada 2003 - Regional Terras do Sado - 4
Vinhas do Convento Reserva 2000 - Bairrada - 4
Herdade de São Miguel 2003 - Regional Alentejano - 4
Quinta dos Aciprestes 2000 - Douro - 4
Quinta do Cardo 2003 - Beira Interior - 4
Calhandriz 2003 - Regional Estremadura - 4
Cistus Reserva 2003 - Douro - 4
Dão Reserva Pingo Doce 2003 - Dão - 4
Vinha de Mazouco Reserva 2003 - Douro - 4
Lagoa Reserva 2004 - Lagoa - 4
Domingos Soares Franco Colecção Privada Touriga Nacional 2003 - Terras do Sado - 4
Encosta da Penha 2003 - Terras do Sado - 4
Terras de Estremoz 2003 - Alentejo - 4
Fronteira 1999 - Douro - 4
Planura Reserva 2003 - Regional Alentejano - 4
Planura Syrah 2004 - Regional Alentejano - 4
Planura 2003 - Regional Alentejano - 3,5
Desigual 2003 - Regional Alentejano - 3,5
Gaião 2003 - Regional Alentejano - 3,5
Morgado da Canita 2003 - Regional Alentejano - 3,5
Beira Mar Garrafeira 1987 - 3
Capote Reserva 2001 - Regional Alentejano - 3
Quinta de Abrigada 2000 - Alenquer - 3
Boa Nova 2001 - Regional Alentejano - 3
Val da Clara 2002 - Douro - 3
Cheda 2000 - Douro - 3
Foral Grande Escolha 2000 - Douro - 3
Herdade de São Miguel 2004 - Regional Alentejano - 3
Altano 2003 - Douro - 3
Montes Ermos 2004 - Douro - 3
Lagoa 2004 - Lagoa - 3
Encostas da Vilariça 2001 - Douro - 2
Casalinho Reserva 2003 - Douro - 2
Castelinhos Reserva 2001 - Douro - 2
Graham's Vintage Malvedos 1987 - Vinho do Porto - 8,5
Churchill's Vintage Quinta da Água Alta 1987 - Vinho do Porto 7,5
Dow's Vintage Quinta do Bonfim 1987 - Vinho do Porto - 7
Warre's Otima 20 anos (tawny) - Vinho do Porto - 7
Niepoort Vintage 1987 - Vinho do Porto - 6,5
Warre's Vintage Quinta da Cavadinha 1987 - Vinho do Porto - 6,5
Quinta de Vale Meão Vintage Port 2001 - Vinho do Porto - 6
Quinta de la Rosa LBV 1998 - Vinho do Porto - 6
Taylor's Vintage Quintas das Vargellas 1987 - Vinho do Porto - 5,5
JP Moscatel - Setúbal - 5,5
Fonseca Vintage 1987 - Vinho do Porto - 5,5
Porto Caúnho LBV 1999 - Vinho do Porto - 5,5
Ramos Pinto Porto 10 anos Quinta da Ervamoira (tawny) - Vinho do Porto - 5
Alambre 2000 - Setúbal - 5
De La Force Corte 1987 - Vinho do Porto - 5
Adega Cooperativa de Favaios - Moscatel do Douro - 4,5
Croft Vintage Roeda 1987 - Vinho do Porto - 4
Quinta do Infantado 10 anos (tawny) - Vinho do Porto - 4
St-Bart Tawny Tawny 10 ans - Vinho do Porto - 2
Mariota - Vinho Licoroso - 1
Espumantes
Quinta de Soalheiro Super Reserva Bruto 1999 - Vinho Verde (Monção) - 7
Chão do Prado Reserva 2003 - Bucelas - 6
Luís Pato Maria Gomes 2004 - Bairrada - 6
Côto de Mamoelas 2003 - Vinho Verde (Monção) - 5,5
Quinta das Bágeiras Grande Reserva 1996 - Bairrada - 5
Chão do Prado Super Reserva 2000 - Bucelas - 4
Quinta das Bágeiras Reserva 2001 - Bairrada - 4
Luís Pato Casta Baga - Bairrada - 4
Quinta de Lousada 2002 - Vinho Verde - 2
Quinta de Lousada 2001 - Vinho Verde - 2
Fragância Meio Seco 2003 - (sem especificação) - 2
Terras de Felgueiras - Vinho Verde - 1
Bas Tinho 2004 - Vinho Verde - 1
Colheitas Tardias
Tokaji Aszú 3 puttonyos 1983 - Tokay da Hungria - 6
Chão do Prado 2003 - Bucelas - 5
Brancos de Pasto
Quinta do Monte d'Oiro Viognier 2003 - Regional Estremadura - 8
Conventual Reserva 2004 - Regional Alentejano - 7
Soalheiro 2004 - Vinho Verde (Monção) - 7
Boa Nova 2004 - Regional Alentejano - 6
Castello d'Alba Reserva 2004 - Douro - 6
Porca de Murça Reserva 2003 - Douro - 6
Tormes 2003 - Vinho Verde - Baião - 6
Krebs-Grode Riesling Spätlese 2002 - Reno - 6
Santiago 2003 - Bairrada - 6
Prova Régia 2004 - Bucelas - 5,5
Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2004 - Regional Terras do Sado - 5,5
Quinta da Pedra 2004 - Vinho Verde (Monção) - 5,5
Gutsverwaftung Stifungsweingut 2004 - Mosela - 5,5
Riesling 2001 (Eduardo Francisco Bessa Costa Seixas) - Regional Trás-os-Montes - 5,5
Muralhas de Monção 2002 - Vinho Verde (Monção) - 5
Senhoria 2004 - Vinho Verde (Monção) - 5
Planura 2004 - Regional Alentejano - 5
Visconde de Alcacer 2003 - Regional Terras do Sado - 5
Aveleda Meio Seco - Vinho Verde - 5
Calhandriz 2004 - Regional Estremadura - 5
Casa de Vila Verde 2004 - Vinho Verde - 5
Encostas de Estremoz 2004 - Regional Alentejano - 4,5
Quinta de Abrigada 2002 - Alenquer - 4,5
Barrosinha 2003 - Regional Terras do Sado - 4,5
Gaião 2004 - Regional Alentejano - 4,5
Quinta do Cardo 2004 - Beira Interior - 4,5
Julieta 2003 - Douro - 4,5
Quinta de Lourosa Pedernã 2003 - Vinho Verde - 4
Bucellas 2004 - Bucelas - 4
Tormes 2004 - Vinho Verde - 4
Chão do Prado Colheita Seleccionada 2002 - Bucelas - 4
Rosados
Encostas do Tua 2004 - Douro - 5
Quinta da Lagoalva 2004 - Regional Ribatejano - 5
Quinta do Monte d'Oiro Clarete 2002 - Regional Estremadura - 4,5
Quinta do Monte d'Oiro Clarete 2003 - Regional Estremadura - 4,5
Lagar de Darei (2004) - Dão - 4
Casa de Mateus Alvarelhão 2003 - 3
Conde de Vimioso 2004 - Regional Ribatejano - 4
CARM 2004 - Douro - 3
Quinta do Monte d'Oiro Clarete 2004 - Regional Estremadura - 3
Tintos de Pasto
Echezeaux de Romanée Conti 1987 - Borgonha Romanée Conti - 10
Quinta do Vale Meão 2002 - Douro - 9
Pintas 2003 - Douro - 8
Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo 2003 - Douro - 7,5
Quinta das Bágeiras 2002 - Bairrada -7
Mouchão 2001 - Regional Alentejano - 7
Quinta do Vale de Dona Maria Sarzedinho 2003 - Douro - 7
Pontual Touriga Nacional Trincadeira 2004 - Regional Alentejano - 6,5
Pontual Reserva 2000 - Regional Alentejano - 6,5
Quinta do Côa 2003 - Douro - 6,5
Meandro 2002 - Douro - 6,5
Quinta dos Carvalhais Touriga Nacional 2000 - Dão - 6
Maritávora 2003 - Douro - 6
Pontual Syrah 2004 - Regional Alentejano - 6
Dolium 2001 - Regional Alentejano - 6
Corvo 2003 - Sicília Casteldaccia - 6
Chocapalha Cabernet Sauvignon 2003 - Regional Estremadura - 6
Chocapalha 2003 - Regional Estremadura - 6
CARMIM Trincadeira 2003 Regional Alentejano - 5,5
Quintas das Cerejeiras Reserva 1998 - Óbidos - 5,5
Encostas de Estremoz Selelecção Touriga Franca 2003 - Regional Alentejano - 5,5
Herdade do Pinheiro 2002 - Regional Alentejano - 5,5
Pontual Syrah 2003 - Regional Alentejano - 5
Pontual Touriga Nacional Trincadeira 2003 - Regional Alentejano - 5
40º Aniversário (Adega Cooperativa de Valpaços) 1994 - Valpaços - 5
Quinta das Bágeiras Garrafeira 2001 - Bairrada - 5
Quinta de la Rosa 2002 - Douro - 5
Quinta de S. José 2001 - Douro - 5
Quinta de Cabriz Superior 2000 - Dão - 5
Quinta dos Grilos 2003 - Dão - 5
Pegos Claros Reserva 2004 - Palmela - 5
Quinta das Baceladas 2001 - Regional Beiras - 5
Encostas de Estremoz Selelecção Touriga Nacional 2003 - Regional Alentejano - 5
Adega Cooperativa de Borba Reserva 2001 (rótulo de cortiça) - Alentejo (Borba) - 5
Pingo Doce Palmela Colheita Seleccionada 2003 - Palmela - 5
Cortes de Cima 2001 - Regional Alentejano - 5
João Pires 2004 - Terras do Sado - 5
Marquês de Borba 2004 - Alentejo - 5
Foral de Albufeira 2004 - Regional Algarvio - 5
Quintas das Hidrângeas 2004 - Douro- 5
Zimbro 2004 - Douro - 5
José de Sousa 2002 - Regional Alentejano - 5
CARMIM Aragonês 2000 - Regional Alentejano - 4,5
Bom Juiz Reserva 1999 - Alentejo (Reguengos) - 4,5
Monsaraz Museu Aberto Reserva 2000 - Alentejo (Reguengos) - 4,5
Soporcel 1999 - Regional Alentejano - 4,5
Pasmados 1999 - Terras do Sado - 4,5
Gaião Reserva 2001 - Regional Alentejano - 4,5
Pegos Claros 1999 - Palmela - 4,5
Encostas de Estremoz Selelecção Trincadeira 2003 - Regional Alentejano - 4,5
Encostas de Estremoz Selelecção Alicante Bouschet 2003 - Regional Alentejano - 4,5
Calços do Tanha 2003 - Douro - 4,5
Herdade Porto da Bouga Reserva 2003 - Regional Alentejano - 4,5
Herdade da Bombeira 2004 - Regional Alentejano - 4,5
Periquita 2002 - Terras do Sado - 4,5
Vertice 2001 - Douro - 4,5
Romeu 2001 - Douro - 4
Esporão Reserva 2002 - 4
Conventual Reserva 2003 - Regional Alentejano - 4
Vinha Conchas 2003 - Regional Estremadura - 4
Herdade da Espirra 2001 - Palmela - 4
Quinta de S. José 2002 - Douro - 4
Casa de Mouraz 2002 - Dão - 4
Caves Velhas Garrafeira 1980 - 4
Pingo Doce Palmela 2002 - Palmela - 4
Barrosinha Colheita Selecionada 2003 - Regional Terras do Sado - 4
Vinhas do Convento Reserva 2000 - Bairrada - 4
Herdade de São Miguel 2003 - Regional Alentejano - 4
Quinta dos Aciprestes 2000 - Douro - 4
Quinta do Cardo 2003 - Beira Interior - 4
Calhandriz 2003 - Regional Estremadura - 4
Cistus Reserva 2003 - Douro - 4
Dão Reserva Pingo Doce 2003 - Dão - 4
Vinha de Mazouco Reserva 2003 - Douro - 4
Lagoa Reserva 2004 - Lagoa - 4
Domingos Soares Franco Colecção Privada Touriga Nacional 2003 - Terras do Sado - 4
Encosta da Penha 2003 - Terras do Sado - 4
Terras de Estremoz 2003 - Alentejo - 4
Fronteira 1999 - Douro - 4
Planura Reserva 2003 - Regional Alentejano - 4
Planura Syrah 2004 - Regional Alentejano - 4
Planura 2003 - Regional Alentejano - 3,5
Desigual 2003 - Regional Alentejano - 3,5
Gaião 2003 - Regional Alentejano - 3,5
Morgado da Canita 2003 - Regional Alentejano - 3,5
Beira Mar Garrafeira 1987 - 3
Capote Reserva 2001 - Regional Alentejano - 3
Quinta de Abrigada 2000 - Alenquer - 3
Boa Nova 2001 - Regional Alentejano - 3
Val da Clara 2002 - Douro - 3
Cheda 2000 - Douro - 3
Foral Grande Escolha 2000 - Douro - 3
Herdade de São Miguel 2004 - Regional Alentejano - 3
Altano 2003 - Douro - 3
Montes Ermos 2004 - Douro - 3
Lagoa 2004 - Lagoa - 3
Encostas da Vilariça 2001 - Douro - 2
Casalinho Reserva 2003 - Douro - 2
Castelinhos Reserva 2001 - Douro - 2
segunda-feira, outubro 02, 2006
Adega Faustino
O sítio é uma antiga adega, calcetado a paralelipípedos de granito e com as madeiras pintadas de vermelhão... bonito e rústico. As mesas são em madeira escura envernizada e as sentadas são bancos. Por ali há sempre umas exposições de pintura amadora, muito naïf e de gosto infeliz. Contudo, o que por ali importa é mesmo o que se põe na mesa.
Desta última vez que lá fui repimpei-me com uns rojões do redanho (torresmos dos verdadeiros), salada de orelha, pica-pau, bolos (pastéis) de bacalhau, moelas e arroz de tomate. Os torresmos estavam de fazer transbordar as lágrimas de alegria e a salada de orlha uma das mais gostosas que provei. O pica-pau estava bastante gostoso e os pastéis estavam bem equilibrados em termos de peixe e batata. Já as moelas não estiveram à altura dos demais petiscos. O arroz de tomate, verdadeiro carolino, absolutamente extraordinário. Tudo a preço muito simpático. O serviço é atento e simpático. Bebi do vinho da casa, do branco, que não sendo uma especialidade, foi bem com os petiscos.
Travessa do Olival - Chaves (em frente ao Hotel Trajano - reconhece-se pelas grandes portadas vermelhas)
Telefone: 276 322 142
Horário: das 10h30 às 2h00
Encerra ao domingo
Desta última vez que lá fui repimpei-me com uns rojões do redanho (torresmos dos verdadeiros), salada de orelha, pica-pau, bolos (pastéis) de bacalhau, moelas e arroz de tomate. Os torresmos estavam de fazer transbordar as lágrimas de alegria e a salada de orlha uma das mais gostosas que provei. O pica-pau estava bastante gostoso e os pastéis estavam bem equilibrados em termos de peixe e batata. Já as moelas não estiveram à altura dos demais petiscos. O arroz de tomate, verdadeiro carolino, absolutamente extraordinário. Tudo a preço muito simpático. O serviço é atento e simpático. Bebi do vinho da casa, do branco, que não sendo uma especialidade, foi bem com os petiscos.
Travessa do Olival - Chaves (em frente ao Hotel Trajano - reconhece-se pelas grandes portadas vermelhas)
Telefone: 276 322 142
Horário: das 10h30 às 2h00
Encerra ao domingo
terça-feira, setembro 12, 2006
Vivó Douro!
Ainda ontem abri uma garrafa de Vinho do Douro. Foi assim que festejei os 250 anos da demarcação da região vinhateira. Dizem que é a mais antiga do mundo. Dizem, mas não é bem verdade. No papel não o é, mas é-o na terra de xisto.Ainda ontem estava de apetites simples e feliz por existir. Sentei-me à mesa e pedi arroz de cabidela, sem ironia com o folhetim com os batoteiros de Barcelos. Que bem me calhou a galinha com um despretencioso Quinta de la Rosa de 2003. Penso que não há forma melhor de se celebrar o Douro do que beber os seus vinhos.
Como bom português, o meu sangue é um rio com afluentes nascidos em muitas nascentes. Não venho dum só lugar. Pelo menos gosto de pensar assim. Se viesse viria de Lisboa, donde tenho um costado com várias gerações; sou dos poucos. Mas também do Alentejo. Lá de cima, atrás das montanhas das Beiras, não consta que tenha sangue recente. Porém, é do Douro o vinho que mais prazer me dá beber. O vinho também é sangue e as gentes durienses recebem-me tão simpaticamente como se fosse família.
A demarcação do Douro aconteceu porque andavam a assucatar os vinhos e as exportações ressentiam-se. O marquês de Pombal estabeleceu regras para produtores e comerciantes, em nome da qualidade e do comércio. A lei previa que os mixordeiros pudessem ser punidos até com a pena de morte. Coisa séria! Felizmente hoje já não se faz vinho a martelo, mas há ainda aldrabões no vinho, e até no Douro... há gente a fazer vinho que era preferível produzir batatas.
O Vinho do Porto do tempo da primeira demarcação era semelhante ao actual Vinho do Douro e só mais tarde a diferenciação veio a acontecer e a acentuar-se. Hoje, a região divide-se em Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior... está vasta e generosa, linda com os seus sucalcos, vales de reentrâncias, sombreados e inclinações, com a natureza bravia a querer furar a paisagem humanizada. O Douro é uma festa para todos os cinco sentidos.
Penso que uma lista dos melhores vinhos do Douro, tanto de tintos como de brancos, fortificados ou de pasto, dá um poema, seja qual fôr a forma da sua ordenança. Ainda que em escala e tamanhos diferentes, tenho no paladar e na cabeça prazeres feitos de Vale Meão, Maritávora, Poeira, Pintas, Redoma, Charme, Barca Velha, Chryseia, Vallado, Grantom, Gouvyas... Achou que poemei!...
Nota: Já sei que devia ter divulgado este texto a 10 de Setembro, data exacta do decreto do marquês de Pombal. Contudo, nesse dia não me apeteceu celebrar a efeméride nem abrir uma garrafa.
segunda-feira, setembro 04, 2006
Monte do Pintor 2001
Já tinha provado, em tempos, outros pintores deste monte e, muito embora, não tenha ficado embasbacado, estes tintos deixaram-me boa impressão. Ontem, confesso, o que me atraiu no Monte do Pintor não foi apenas a memória, mas o preço simpático a que estava a ser vendido no restaurante. Por que não experimentar e avaliar? Assim fiz e fiquei muito feliz com a decisão.
O Monte do Pintor é um alentejanão! Não engana! É um vinho fácil de se gostar. Tem um aroma quente, a torrefacção, logo no início e a prometer prazeres. Na segunda aproximação já vêm frutas maduras, que, ainda assim, não tapam por completo os aromas anteriores. Uma delícia! Na boca não desilude e é suave e redondo.
Nota: 6/10
Origem: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola da Sossega
O Monte do Pintor é um alentejanão! Não engana! É um vinho fácil de se gostar. Tem um aroma quente, a torrefacção, logo no início e a prometer prazeres. Na segunda aproximação já vêm frutas maduras, que, ainda assim, não tapam por completo os aromas anteriores. Uma delícia! Na boca não desilude e é suave e redondo.
Nota: 6/10
Origem: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola da Sossega
Tapada da Torre Reserva 2001
Este tinto algarvio é uma excepção no panorama vinhateiro da região. Infelizmente é uma excepção, pois o Algarve anda muito mal servido de vinhos. É um vinho que se bebe com agrado. Está elegante e tem um perfil bastante internacional. Como lamento só tenho a apontar-lhe o facto de ter pouco de algarvio... tanto podia ter sido feito no Chile como na Austrália como na Califónia ou em Nenhures do Novo Mundo. Não é um defeito, é feitio, e este meu apontamento é mera implicância. Este vinho faz-se com as castas castelão, trincadeira, alicante bouschet e cabernet sauvignon. Esta última variedade nota-se no aroma e mais na boca sem que, contudo, se torne impositiva, não impestanto a bebida com o travo do pimento ou do pimentão. Está um vinho muito equilibrado e agradável.
Nota: 5,5/10
Origem: Portimão
Produtor: Quinta do Morgado da Torre
Nota: 5,5/10
Origem: Portimão
Produtor: Quinta do Morgado da Torre
Subscrever:
Mensagens (Atom)