segunda-feira, setembro 03, 2012

Real Companhia Velha celebra 256 anos

A Real Companhia Velha (RCV) celebra o seu 256.º aniversário a 10 de Setembro, data em que vai promover um jantar na Casa Redonda da Quinta das Carvalhas, junto ao Pinhão, informou a empresa.
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Este evento surge integrado na iniciativa «10 Anos | 10 Quintas | 10 Jantares | 10 Vinhos» (www.10jantares10vinhos.pt), promovida pela Confraria de Enófilos da Região Demarcada do Douro para celebrar os dez anos do Douro como Património Mundial da Humanidade, classificação atribuída pela UNESCO a 14 de Dezembro de 2001.
Do jantar constam oito vinhos desta empresa, nomeadamente referências de topo de gama.
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O jantar está marcado para as 19h30 e tem um custo de 27,50 euros por pessoa. A reserva é obrigatória e deve ser feita até dia 7 de Setembro para os seguintes contactos: Quinta das Carvalhas (turismorealcompanhiavelha@gmail.com) 254 738 050, Confraria dos Enófilos do Douro (enofilos.douro@gmail.com) 92 796 61 87 ou 3efs (info@3efs.pt) 91 961 61 41.

sábado, agosto 25, 2012

Blandy's Ten Year Old Malmesey

Com três letrinhas apenas se escreve a palavra mãe, mas são precisas sete e um apóstrofo para escrever Blandy’s. O grande Arlindo Santos é que sabe! Ainda não visitei a gruta do Ali Babá de Campo de Ourique nem a alcova da Arca da Aliança na outra banda, mas sei que tem relíquias que poucos conhecem.
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Eu, que sou jovem (iludo-me) e fascinado deslumbro-me com a sabedoria do amigo Santos. Pedi-lhe um Madeira e ele, de rajada, meteu-me este à frente. Nem caro nem barato, o preço dele, paguei e nem discuti. Valeu mais do que dei por ele. E, repito, marimbo-me para a relação entre a qualidade e o preço.
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Quem o provou desfez-se em elogios. Pensei:
Ah ganda Santos, tu sabes!
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Sabe mesmo. Além disso, da sabedoria feita com prazer e que dá sem lhe exigirem, o Santos dá o que sabe, generoso e amigo. Gosto muito dele. Dele e da família!...a Mafalda incluinda…
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Bem, passando a fase da lágrima ao canto do olho e do mel a cair do gargalo do frasco, tenho a dizer que o amigo Santos acerta sempre. E a Mafalda também.
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Se alguém quer saber o que é um Madeira, um malvasia… o Santos mostra! Garantido!
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No nariz revela mogno, couro fresco, anis, café e notas especiadas. Na boca tantas ou mais riquezas: maracujá, para começar, caramelo, alcaçuz, cola (Coca Cola), ervas frescas e verdes, especiarias de canela, cravinho e caril. Um festim!
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Origem: Madeira
Produtor: The Madeira Wine Company
Nota: 8/10

quinta-feira, agosto 23, 2012

Quinta da Covada Reserva Tinto 2010

A minha recente viagem ao Douro deu-me a conhecer um belíssimo tinto, com Douro, mas não mais do mesmo, do enólogo João Pinto. Não conhecia a quinta e passei a fã, gastronómico e potenciador de boa conversa.
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Se gostei dele no primeiro embate, comprovei a felicidade quando o bebi em convívio com os amigos BF, RB, AD e SC, numa noite em Manteigas. Nessa noite confirmei a minha dificuldade em ganhar no jogo da sueca… eu é mais canasta e poker, de preferência fechado.
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É um vinho com corpo, sem ser corpanzudo. Não é xarope nem compota. Nele se nota bem a touriga nacional e suas violetas. Tem uma acidez viva, taninos com personalidade e sem agressividade e um final gostoso.
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Origem: Douro
Produtor: Quinta da Covada
Nota: 7,5/10

quarta-feira, agosto 22, 2012

Quinta da Ponte Pedrinha Branco 2011

Um belíssimo branco, do Dão e cheio de Dão. Fresco, não fresquinho. Vinho «inteligente» para o Verão; fácil e não facilzinho; boa companhia para a mesa e para a esplanada. Que belo prazer deu por cá.
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É um vinho que dá maçã verde, daquelas rijas de trincar, ananás e lembrou-me margarida, a flor. Na boca tem rocha granítica, a referida maçã, algum ananás e várias notas herbáceas.
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Feito à base da casta encruzado (outras castas não reveladas na garrafa), este vinho prova a grande qualidade potencial do Dão, região que durante uns anos andou a dormir e que agora tem produtores apostados e fazer bem e muito bem.
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Origem: Dão
Produtor: Maria de Lourdes Mendes Oliva Nunes Osório
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

terça-feira, agosto 21, 2012

Três dias no Douro

Tenho ido muitas vezes ao Douro, mas esta foi a primeira apenas em lazer. Primeiro foi uma bela jantarada em casa da J, do J e de «Quem aí vem». Duas noites no Pinhão, numa residencial limpa e simpática. A típica casa com quartos e restaurante: doses enormes, mesa bem farta, para engordar quem já é gordo e guloso. Foi a Ponte Grande e gostei muito.

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Depois do Pinhão foi Foz Côa, onde me vi obrigado a pedir o livro de reclamações do Hotel Vale do Côa. Nesta casa promete-se o que não se tem, mas cobra-se como se tivesse. Televisão por cabo? RTP1, SIC, TVI, TV 5 Monde, CNN e Sport TV… todas com péssima sintonia.
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«Então? Não tem Sport TV? E a imagem vem por cabo, não vem?» – engraçadinho, o dono do estabelecimento. A banheira não tem tampa para o ralo?... que pena e vá de demorar em fazer o favor de arranjar o objecto. A internet wireless é paga… bonito! Ora, se soubesse disto teria ficado numa residencial, sem wireless, sem tv por cabo só com um cubículo para o duche e por menos 15 euros.
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Como o dono é espertalhão, pensa que os outros são parvos e que está a fazer um grande favor em alugar quartos, levou com a reclamação. Aliás, o dito senhor parece ser conhecido pela fanfarronice e arrogância. Tadinho, paciência, levou com o protesto no livro e pode ser que se trame (apetecia meter aqui um palavrão).
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Voltando ao que interessa e a quem interessa: Pinhão, localidade muito feia, mas com uma vista linda, com gente simpática e muito ócio para quem a visita. Do outro lado da ponte fica a Quinta das Carvalhas, pertencente à Real Companhia Velha.
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A Quinta das Carvalhas é para alpinistas, vai desde o rio até ao cimo dum monte íngreme. É óbvio que subi em minibus. No topo, a «casa redonda», miradouro sem limite para a vista, que não a moldura de montanhas e rio.

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Na loja das Carvalhas manda Conceição Nogueira, senhora simpática e atenciosa. E lá gastei um dinheirão em vinho e azeite.


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A quinta foi de manhã, à tarde deliciei-me na esplanada do Vintage House e num sereno passeio no Douro numa espécie de rabelo a motor, sem remos nem vela. Só lamento que o Vintage House, desde que mudou de dono, tenha abandonado a política de abertura diária duma garrafa de vintage para serviço a copo. Foram bons tempos, de boa iniciativa de divulgação do topo da família ruby.
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Depois veio Vila Nova de Foz Côa e a Quinta do Vale Meão, onde Franciscos de Olazabal, pai e filho, espalham simpatia e generosidade, sabendo receber como pouca gente, com educação e sem afectação.

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Viva o Douro!

Um belo jantar perto do Pinhão

Às vezes sou mesmo tosco. Não me costumo perder, mas dessa vez andei à nora à procura duma quinta. Foi na quarta-feira passada, no Douro, junto ao Pinhão, primeira etapa duma viagem de cinco dias… miniférias, coisa que não tinha há… dez anos!
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Em Tabuaço há placas a indicar a aldeia de Barcos. Não custa nada, basta ter os olhos abertos. Pois, mas num cruzamento em vez de seguir em frente, como indicado na tabuleta, fui para a esquerda. Fiquei a conhecer um miradouro e uma bela estrada de serrania. Ainda bem que há telemóveis.
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Mim (achei que fica giro um «mim») e A chegámos a bom porto, bem a tempo da jantarada e de boa conversa. A J já conhecia, sempre feliz e sorridente e fixe, o J é muito simpático, educado e charmoso e «Quem aí vem» já se mostra. Depois veio outro J, só para confundir as interpelações.
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Além de «Quem aí vem» vem também aí um branco e um tinto. O branco ainda rabuja um bocadinho na garrafa e o tinto ainda não está propriamente pronto. O primeiro é uma certeza e o segundo vai ser outra.
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Gostei muito do toque a cabeça de fósforo do branco. J, o enólogo, diz que é capaz de entrar na moda, que os neozelandeses procuram lá chegar, apontando à Borgonha. Chamou-lhe funky… gostei da expressão e não me sai da cabeça. É isso mesmo, funky.
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Para a mesa veio a especialidade da casa: frango de caril, que foi bem com o branco funky, com o tinto da quinta e com o outro encarnado que levou o J enólogo. Teve-se muito bem, nem o «fresquinho» do Douro constipou ninguém… quem estava, já estava.

quarta-feira, agosto 15, 2012

Quinta do Valdoeiro Baga / Arinto Espumante Bruto 2009

É um vinho austero e que não dá para apaixonar à primeira. É um belo vinho, embora não me tenha perdido loucamente por ele. Não é espumante para cocktail, mas para abraçar um belo leitão.
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Austero de aromas, revela folhagem de fim de Verão (coisa gira para dizer folhas secas)… na boca é quadrado, com acidez feliz e borbulhagem média.
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Um belo vinho, por quem não me perdi de amores.
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Origem: Bairrada
Produtor: Vinhos Messias
Nota: 6/10

terça-feira, agosto 14, 2012

Cartuxa Espumante Reserva Bruto 2008

Grande máquina! Que grande elegância! Que pujança suave! Que borbulhagem gostosa! O amigo Dentinho já mo tinha elogiado. Vindo a dica de quem vem, especialista nestas coisas das bolinhas, fiquei ainda mais expectante.
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Rico, complexo, da ameixa amarela, ao pêssego, ao citrino, finura até leve de banana, massa de pão suave… acidez muito feliz, final longo.
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Este prova que se podem fazer bons espumantes no Alentejo.
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Origem: Alentejo – sub-região de Évora
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida
Nota: 8/10

segunda-feira, agosto 13, 2012

Côto de Mamoelas Alvarinho Bruto Reserva 2006

Uma aposta segura. Não deslumbra, mas é muito bom. Já não bebia um desta marca desde 2006, ano deste vinho, curiosamente. Não desilude, antes confirma. Tasse muito bem.
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Origem: Vinho Verde – sub-região de Monção
Produtor: Provam
Nota: 6/10

domingo, agosto 12, 2012

Quinta dos Currais Reserva Tinto 2004

A Beira Interior guarda surpresas e espero que lhe venham a reconhecê-la como merece. Tem carácter e personalidade. Espero que não se perca… nomeadamente em estrangeirismos. Este é mais uma boa surpresa.
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Embora prefira os brancos da Beira Interior aos tintos, este não deixou de causar muito boa impressão, com bom casamento entre a banalizada touriga nacional (50%), a castelão (25%) e a aragonês (25%).
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É deslizante, mas com alguma rusticidade. No nariz está com notas de violeta, mas também de cereja muito madura, notas de madeira e de pouca pimenta e algum subtil cravinho.
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Origem: Beira Interior
Produtor: Quinta dos Currais
Nota: 6/10