sexta-feira, abril 26, 2013

Quinta Vallado - Adelaide Tributa

Tributo justo. Dona Antónia bem ficaria grata. Um grande vinho. É um luxo que não se fica pela simples conjugação de quatro letras. O meu amigo VR diz que há vinhos que se podem usar como perfume; delicados, subtis e sensuais. Este é um deles.
.
Uma delícia sumptuosa. Um Vinho do Porto com a juventude da lucidez idosa. Em suma: não tenho dinheiro para o comprar!... Infelizmente...
.
Comprado a um lavrador que o tinha guardado, como acontece em muitas casas durienses. Procurou a Vallado um néctar que não tivesse sido refrescado com vinhos doutros anos. É de 1866 e recomenda-se.
.
Quem quiser saber um pouquinho mais, carregue aqui.
.
.
.
Origem: Vinho do Porto
Produtor: Anónimo / Quinta do Vallado
Nota: 10/10

quinta-feira, abril 18, 2013

Eusébio marca golo... perdão, vinho

A Adega de Borba lançou o Eusébio, um tinto DOC Alentejo da colheita de 2008, em homenagem ao «Pantera Negra». Trata-se duma edição limitada a 1.000 garrafas. Este vinho será objecto de análise aqui no blogue (espero que para breve).

segunda-feira, abril 01, 2013

Château Pichon Longueville Comtessee de Lalande

Só me apetece dizer palavrões! Parti a garrafa de Château Pichon Longueville Comtessee de Lalande que tinha para o jantar...
.
.
.
Nota: Dia 1 de Abril

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Novidade e ousadia de Alves de Sousa

Não sou homem de atrasos, mas no que ao blogue diz respeito… ai, minha Nossa Senhora. Domingos e Tiago Alves de Sousa jantararam (não é gralha, escrevi mesmo assim) a pandilha dos vinhos por alturas do Natal e só agora é que a prosa deu à costa. Peço desculpa… trabalho e outras vidas.
.
O ano de 2012 assinalou os 20 anos de Domingos Alves de Sousa no mundo dos vinhos. Por isso, o jantar serviu também para evocar néctares com história, reviver sensações… encontrar amigos (vinhos doutros tempos). Mas houve também tempo para umas novidades e ousadias.
.
A família vai na quinta geração de Douro (Tiago) e hoje exporta 75% da produção, presente em 28 países. Gaivosa, Vale da Raposa, Caldas, Estação, Aveleira e Oliveirinha são as quintas donde saem os vinhos, que têm a responsabilidade de Tiago e a direcção enológico a de Anselmo Mendes.
.
Hoje, porque é hoje, porque me apetece, não darei notas aos vinhos mais antigos. Posso porém dizer que estão acima do muito bom. Alguns são icónicos e ganharam estatuto. Nessa evocação de presente e passado… vamos, então, a isso:
.
Alves de Sousa Reserva Pessoal Branco 2001 tem uma delícia de oxidação, subtilmente doce e evocando anis. Na boca mostra-se mineral e fresco.
.
Vertical de Quinta da Gaivosa Tinto: 2005, fabuloso; 2003, fabuloso; 1995, upa, upa de fabuloso; 1992, fabuloso.
.
Alves de Sousa Reserva Pessoal Tinto 199 com grande elegância e fresco. Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo 2005, ai que bem me caiu no goto, Abandonado 2004, em êxtase…
.
A novidade: Alves de Sousa Berço Branco 2011. Berço, porque foi em Medrões, na Quinta da Aveleira, que há cinco gerações a família Alves de Sousa plantou a primeira vinha. Foi ali, dizem Domingos e Tiago, que se começou a ter vista diferente para os brancos e para vontades diferentes das do Vinho do Porto. Terra mais alta e mais fresca, ideias para novos brancos. Nas encostas, a 600 metros de altitude, os Alves de Sousa plantaram arinto e avesso.
.
No nariz é guloso na fruta, com madureza, pêssego e tangerina, com um fuminho suave e bom, resultado dos 15 meses em barricas novas de carvalho francês. Na boca tem belo corpo, com doçura, sem qualquer enjoo, com potência e frescura.
.
A ousadia: Alves de Sousa Memórias Tinto. É como quem diz, um medley. Num pequeno texto, os Alves de Sousa quiseram deixar um registo escrito a vinho: «um testemunho da nossa história». Juntaram num pot-pourri fruta das melhores vinhas da Gaivosa, Vale da Raposa e Oliveirinha, «mas também algumas das melhores colheitas». Dizem: «Estas são as nossas memórias».
.
Não é tudo ao molho e fé em Deus. É uma orquestra afinada e tronitruante, como uma sinfonia, ora solene ora ribeirinha, delicada e com garra. Um vinho complexo e fora do mundo. Tem canela, tabaco preto, menta, chocolate amargo, especiarias e, dentre elas, erva doce. A boca… ah, a boca!... elegância, envolvente e fresca, de amora e compota de ameixa, de café e pimenta. Uma grande malha.
.
.
.
Alves de Sousa Berço Branco 2011
Origem: Douro
Produtor: Alves de Sousa
Nota: 7,5/10
.
.
Alves de Sousa Memórias Tinto
Origem: não é passível de registo como Douro DOC
Produtor: Alves de Sousa

Nota: 9/10

domingo, fevereiro 10, 2013

Três rosês com banda sonora

Olá, como se viu no texto anterior, não gostei muito da Essência do Vinho. Entre alguns  encontrões, ainda poucos porque eram 15h00 e picos, deu para provar três vinhos, todos rosados.
.
Rosado, um critério como outro qualquer. Não tinha muito tempo, era impossível ir a todas as bancas… enfim, fui colher rosas e não me piquei. Três propostas para tragar com muito prazer. Três produtores que têm lugar habitual aqui no blogue: Adega de Borba, Casa de Cello e Sogrape.
.
Estes vinhos não são comparáveis, podem facilmente completar-se num dia bem passado, quando o calor dilata os corpos e encolhe as roupas. Vinhos para convívio marcado para o fim de tarde e final nocturno… dançar na praia, com gente amiga… o mar a bater, os olhos a seduzirem… quero ter outra vez 17 anos.
.

.
Encontro a partir das 18h30 em casa da Inês e do Paulo, com piscina e praia perto. Duche tomado depois da praia e uma vontade louca por água fresca e uma sensação palpitante na pele (devia ter posto mais protector solar). Saciada a sede e acolchoada a barriga, para que a naite (night) não seja aos tombos, momento para o primeiro vinho.
.

.
Mateus Sparkling. Espumagem suave e elegante. Que coisa boa! Refrescante, sensual, com muita maçã (verde e golden smith) e pêra Williams. Que bem que vai com uns salgadinhos, um queijo de cabra para comer à guloso.
.
.
Vegia Rosé 2011. A Casa de Cello não bota pra fora os vinhos logo a seguir ao seu (suposto) término. O vinho aguenta mais um ano. Ai aguenta, aguenta. Ai aguenta, aguenta. Este tem um absolutamente salivante aroma a framboesa, uma doçura de cair para o lado. Porém, na boca é seco. Muito seco. Dizem os amigos do Cello que vai bem com peixes gordos. Azar! Não como peixe… tenho a certeza que as febras na brasa até se lambem ao saberem que vão juntar-se na mesma refeição. Este é dos rosados que mais prazer me deu alguma vez beber.
.
.
Adega de Borba 2012. Sensacional aroma a pastilha elástica de morango. Os miúdos, todos menores de idade, vão adorar… depois caem, mas hão-de se levantar. E os seus pais e amigos adultos? Vão passar a noite de copo na mão, a gulosarem-se com gelado e sorvetes, de melão, morango, groselha, limão...
.

.
Já se sabe que a dada altura um arma-se em urso e vai beber cerveja. Mas como Deus castiga, não com paus nem com pedras, mas com sua divina sabedoria… o malandro terá ressaca no dia seguinte.
.

.
Há sempre dois que acabam com Água das Pedras e os outros divertem-se com rosé até ser dia, sem sombra de ressaca.
.
.
Depois há que acordar tarde, ir para a praia e… a festa repete-se.
.
.
.
Mateus Sparkling
.
Origem: X
Produtor: Sogrape
Nota: 5/10
.
.
Vegia Rosé 2011
.
Origem: Dão
Produtor: Casa de Cello
Nota: 7/10
.
.
Adega de Borba Rosé 2012
.
Origem: Alentejo
Produtor: Adega de Borba
Nota: 6,5/10

Hexagon 2008

O hexágono tem seis lados. A família Soares Franco, incluindo o primeiro que tinha outro apelido, dirige a José Maria da Fonseca há seis gerações. Este vinho tem seis castas. As uvas vêm de seis locais distintos.
.
Six, is the magic number.
.
Esta figura geométrica tem um lado com a sensacional, fabulosa, irrepetível, especial, sensacional (já disse antes)… touriga francaaaaaaaa (17%). As outras castas são a touriga nacional (35%), syrah (15%), trincadeira (13%), tinto cão (10%) e tannat (10%). Aproveito para dizer que mestre Domingos Soares Franco voltou a usar o termo touriga francesa. Acho que até gosto… j’adore les petites françaises… ;-)
.
Provadas já várias edições, tenho a dizer que este é o melhor Hexagon. Tenho-os degustado, felizmente, e este pareceu-me claramente sedutor, com maior frescura e elegância.
.
Como será de esperar, este é um vinho complexo no nariz e na boca. Mais do que adição de aromas característicos das seis castas, há uma feliz complementaridade, onde um mais um são três ou quatro. Na boca, o Hexagon é um sólido de arestas polidas, onduladas e ajustáveis à boca.
.
Numa palavra: magníficamente maravilhoso com vê maiúsculo (uma palavra).
.
.
.
Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 9/10
.
Nota: Uma amiga, às cegas, começou por não o achar nada de especial… depois apercebeu-se da dignidade da boca, mais do que o nariz, e rendeu-se, revendo a sua opinião em 180 graus. E tudo foi às cegas, nunca, por nada, soube de que vinho se tratava. Ainda bem que mudou de opinião, ou ter-lhe-ia dado Casal da Eira.

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Periquita Reserva 2010

Chateia-me atrasar a publicação de textos, mas a minha vida não é bem esta e, felizmente, tenho tido com que ganhar a vida. Quer isto dizer, menos tempo para blogar. Este já aqui anda desde Novembro, pelo que peço misericórdia à gente da José Maria da Fonseca, que há tanto tempo mo mandou para prova.
.
Que se pode dizer deste vinho (referência, oh expressão que detesto, por reduzir uma coisa boa a mero produto) que não tendo anos para ser clássico tem patina da herança da casa e do «outro» que criou grande fama?
.
Mais um ano e mais um belo copo de tinto, dos que tingem a alma e saciam o espírito. Todo ele fácil, simpático, diria apessoado…
.
Uma vez mais surgem os frutos do bosque, sobretudo as amoras, notas fumadas e densas, mas ainda pimenta preta, castanha e com uma doçura que Domingos Soares Franco, o enólogo, diz ser figo. Bom corpo, estrutura muito fixe, acidez contente, final bué da naice (nice, em inglês).
.
Ah, pois! Tinha de ser, dir-me-ão: «gostas porque tem touriga franca»… pois, pois, é verdade, mas também tem castelão e touriga nacional… tá?!
.
.
.
Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 7/10
.
Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quinta-feira, janeiro 31, 2013

Vinhos argentinos mostrados em Lisboa

Sabe-se que muitas vezes as embaixadas portuguesas no estrangeiro servem vinhos doutras proveniências que não a pátria. Tiros nos pés de diplomacia de croquete e canapés entediantes, que dariam, no mínimo, chamada do embaixador a Lisboa para justificações e até destituição. Isso seria num país a sério e não nesta terra de opereta.
.
Ao contrário dessas repartições portuguesas no mundo, em que cujos os responsáveis se sentem muitas vezes como aristocratas (quem lhes dera, palavra de monárquico), outros diplomatas fazem o que devem fazer: promovem o país, fazem-no representar. Tem diplomacia inteligente.
.
A embaixada da Argentina em Lisboa organizou uma mostra de vinhos do país. Ousadia faze-lo num velho produtor europeu. E fez muito bem, pelo bem do seu país e dos enófilos portugueses.
.
Em prova estiveram 24 néctares. Devido à impossibilidade técnica de poder com tempo conversar com todos os tendeiros, para saber mais das casas e das filosofias, a prova foi injustamente uma carreira.
.
É impossível, aqui ou em qualquer mostra idêntica. Não é uma crítica nem um lamento, é uma constatação. Faz parte do ofício, digo eu que também sou jornalista. Por isso, não poderei adiantar muito sobre cada produtor. Peço, por isso, desculpa e compreensão aos leitores e aos simpáticos anfitriões. Vou limitar-me a citar as referências, dar as notas de prova e uma notação.
.
A avaliação é claramente positiva. A ordem de aparição dos vinhos, tinha de ser uma, é decalcada do folheto fornecidos com as indicações básicas do vinhos, embora as notas de prova sejam minhas.
.
.
BRANCOS
.
Finca Flichman Mistério Chardonnay 2011
Nariz: banana e baunilha.
Boca: bom corpo e final interessante.
Nota: 6/10
.
Trapiche Varietal Sauvignon Blanc 2011
Nariz: não demasiado exuberante, com as características da casta, com a qual embirro.
Boca: Fresca e suava.
Nota: 5,5/10
.
Trapiche Zaphy Torrontés Biológico 2011
Nariz: fresco e com rebuçado, mas não excessivo na doçura. Tropicalidade e levemente floral.
Boca: Muito fresco, fruta fresca, bom corpo.
Nota: 7/10
.
Terrazas Reserva Torrontés 2010
Nariz: alguma austeridade, com sublinhado de abacaxi.
Boca: Evocação tropical e belo final.
Nota: 7/10
.
Colomé Torrontés 2011
Nariz: manga no ponto de maturação, algo mineral.
Boca: fresco e sensação sedutoramente frágil, feminino.
Nota: 6/10
.
Crios Torrontés 2011
Nariz: muito fresco, vegetal, flores suaves, sedutor, uma finura de tropicalismo.
Boca: corpo longo, boa estrutura, frescura, bom final.
Nota: 7,5/10
.
.
TINTOS
.
Finca Flinchman Reserva Cabernet Sauvignon 2010
Nariz: vegetal e fresco, com notas de erva-doce.
Boca: taninos com raça, mas pouca subtileza. Final interessante.
Nota: 5,5/10
.
Finca Flinchman Gestos Malbec 2011
Nariz: fresco, sem notas que sobressaiam.
Boca: taninos elegantes e boa envolvência.
Nota: 6/10
.
Trapiche Oak Cask Malbec 2011
Nariz: vegetal, com nota de couve em cru, leve fumo.
Boca: taninos por domesticar e acidez banal.
Nota: 4/10
.
Colomé Malbec 2010
Nariz: profundo e complexo; anis, um pouco de alcaçuz, avelã, pimenta, groselha.
Boca: taninos elegantes, boa acidez e final apimentado.
Nota: 7/10
.
Crios Malbec 2011
Nariz: não particularmente interessante, com alguma ameixa preta.
Boca: adocicado.
Nota: 4/10
.
Crios Cabernet Sauvignon 2009
Nariz: pimento, castanha e um pouco de rebuçado.
Boca: com alguma acidez, equilibrado, mas sem rasgo.
Nota: 5/10
.
Crios Syrah Bonarda 2009
Nariz: fresco, com menta e pimenta branca, leve alcaçuz.
Boca: com fundura e persistência, taninos relevantes, algum chocolate preto.
Nota: 7/10
.
Susana Balbo Malbec 2010
Nariz: fruta preta, mas com bastante evocação de madeira, mas polido.
Boca: suave, com elegância e fundura. Fácil e curto de descrever, mas bem interessante.
Nota: 7,5/10
.
Fabre Montmayou Gran Reserva Malbec & Touriga Nacional 2009
Nariz: interessante integração das violetas e cerejas da casta portuguesa, noz-moscada, cassis,
Boca: madeira bem integrada, profundo, fresco e com promessa de boa evolução em garrafa.
Nota: 7,5/10
.
Enzo Bianchi 2005
Nariz: pimenta branca, castanha e avelã.
Boca: taninos com raça, algum metal.
Nota: 6/10
.
Famiglia Bianchi Malbec 2008
Nariz: um pouco oxidado, lembrando um tawny novo.
Boca: elegante e fresco.
Nota: 5/10
.
Famiglia Bianchi Cabernet Sauvignon 2007
Nariz: pimento, pimenta preta, noz-moscada, madeira, algum anis, tudo bem casado.
Boca: doce, mas com frescura, taninos com carácter.
Nota: 6/10
.
Elsa Malbec 2008
Nariz: notas evoluídas.
Boca: boa estrutura, taninos com elegância e final sedutor.
Nota: 6/10
.
Arrabal 2009 – NÃO PROVADO.
.
.
COLHEITA TARDIA
.
Susana Balbo Late Harvest Torrontés 2010
Nariz: bom reflex da casta, doçura sedutora e ananás.
Boca: Muito doce e pouco subtil.
Nota: 5/10

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Quinta de Carvalhais Único 2009

Há vinhos assim… são o que muitos gostavam de ser. Este é um deles. Chama-se Único e, não sendo o único vinho do Dão de categoria esmigalhadora, tem um carácter, personalidade e ADN bem identificativos.
.
O Dão é uma região de enorme potencial que, por via de se ter deixado dormir na forma, perdeu protagonismo. Mas o potencial está lá, pode entrar na moda, mas nunca se irá bater em pé de igualdade com o Douro e muito menos com o Alentejo.
.
Atenção: refiro-me a quantidades e a dimensão de produtores, não em qualidade ou carisma. Ao Dão falta dimensão das propriedades e massa crítica, coisa que o empresarial Alentejo tem e o tradicional Douro aprendeu com o Vinho do Porto.
.
A Quinta de Carvalhais é uma jóia da Sogrape no Dão, grande casa em todo o país. O Único é o seu emblema máximo. Gostei da colheita de 2005, mas a de 2009 extravasou a expectativa. Se as coisas continuarem assim, com constante afinações, os Único serão, desejo, mais do que um actual belíssimo vinho para se colocarem mesmo no topo, ombreando com referências já consagradas. Que assim seja!
.
A filosofia da Sogrape para os Único é o surgimento em anos considerados excepcionais. Penso que fazem bem, se querem criar aura e prestígio… coisa que a casa sabe fazer como poucos, e com justificado reconhecimento.
.
O Dão está todo dentro do Único, com sua elegância e profundidade. Tinto com frescura, subtilezas, diferentes níveis de leitura, conforme o tempo que se conversa com ele no copo. Muito gastronómico, é um vinho de salão. Um aristocrata de temperamento e modo. Um grande vinho.
.
.
.
Origem: Dão
Produtor: Sogrape
Nota: 8,5/10
.
Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

terça-feira, janeiro 29, 2013

Tons de Duorum Tinto 2011

O Tons de Duorum Tinto é já um clássico. Não me cansa bebê-lo. É sempre boa companhia e mesmo contrabalançado com pesos-pesados do Douro, que normalmente abrem a refeição chez moi, o Tons de Duorum fica bem na fotografia.
.
Esta marca está integrada no projecto que o enólogo e empresário João Portugal Ramos desenvolve no Douro, em parceria com o seu amigo, e também figura grada da enologia, José Maria Soares Franco. Ainda que não ligando à chamada relação entre a qualidade e o preço, este(s) é dificilmente imbatível, com o seu valor indicativo de 3,99 euros!!!!!
.
Seja o que for essa coisa da relação entre qualidade e o preço, que ainda que exista nem sempre expressa o local do seu nascimento, o Douro está metido nesta garrafa. Lá estão as típicas touriga franca (do meu coração), touriga nacional e tinta Roriz. Lá está o Douro e sua esteva e notas lenhosas.
.
.
.
Origem: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Nota: 6/10
.
Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.