segunda-feira, outubro 12, 2009

Esporão Reserva 2007

Este é um tinto quase guloso, em estilo internacional, coisa que, aliás, caracteriza os produtos deste produtor. Gostei! Abunda a fruta vermelha madura, temperada por notas de pimenta. Gostei da madeira, da acidez e dos taninos.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Esporão
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi provado no contexto duma visita ao produtor, feita a convite da empresa do Esporão.

sexta-feira, outubro 02, 2009

Cedro do Noval 2005

Estou com alguma dificuldade em escrever acerca deste vinho, porque a definição não entra bem em nenhuma das minhas gavetas. É claramente uma boa aposta, belo vinho. Porém, não vai completamente com o meu gosto. Mas o que têm os leitores a ver com o meu gosto? Não poderia reservar-me e guardar isso para mim? Podia, mas não era a mesma coisa. Como sempre disse esse factor de satisfação do gosto pessoal é determinante nas apreciações aqui no blogue. Portanto, temos um belo vinho, mas que não satifaz bem o gosto pessoal. Contudo, também não desagrada. Nem está num meio caminho, apenas não encaixa em nenhuma definição.
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Achei-o um pouco pesado, ligeiramente monótono, muito mainstream - ou, se preferirem, de «modinha» -, o que não é, necessariamente um defeito. Não sendo, lembrou-me muito os vinhos típicos do Novo Mundo, muito monovarietal. Mas não é, nem uma coisa nem outra.
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Para mim tem excesso de fruta, gostaria dele mais sóbrio. O chocolate nota-se bem, mas é, de alguma forma, subalternizado. Não é que não goste de vinhos com grande concentração de fruta, apenas achei este excessivo, sem que isso seja, obrigatoriamente, um defeito - continuo eu nas contradições ou com dificuldade de o encaixar nas gavetas.
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Origem: Regional Duriense
Produtor: Quinta do Noval
Nota: 6,5/10

domingo, setembro 27, 2009

Mythos 2005

Uma amiga falara-me bem. Mas não há nada como experimentar. É um vinho muito fácil de se gostar: guloso, encorpado, mas com os taninos ainda um pouco por polir. Mais interessante na boca do que no nariz, o sabor é fortemente compotado, com frutos de baga e ameixa preta. Bom prazer.
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Origem: Regional Ribatejano
Produtor: Casal da Coelheira
Nota: 7/10

Má Partilha Merlot 2005

Os monovarietais têm a desvantagem de serem mesmo complexos, são mais óbvios. Este não é excepção, mostrando a casta com rigor. É um belo vinho, que me deu prazer já em final de jantar, quando a conversa de barriga cheia fica mais solta. Achei-o não muito efusivo de aromas, notando-se variações vegetais e hebáceas. Na boca destacou-se o chocolate, sem enjoos.
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Origem: Regional Terras do Sado
Produtor: Bacalhôa
Nota: 6,5/10

sexta-feira, setembro 25, 2009

Barca Velha 1982

Consta-me – dizem-me os enormes amigos PR e VR – que abri uma destas quando o pai deles morreu, para o homenagear, visto ser adepto dos vinhos do Douro, em geral, e do Barca Velha, em particular. Não me lembro, mas sei que os convidei para minha casa para tomar um copo e restabelecer forças, num dia tão difícil, e que abri uma boa garrafa.
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A situação aconteceu em 1994. Ontem, o amigo NP convidou-me, mais à IQ e ao PR, para apreciar uma garrafa de 1982, idêntica à tal de 1994, no Varanda de Lisboa, que, para quem não sabe, fica no topo do Hotel Mundial, no Martim Moniz, junto à Praça da Figueira. O sítio tem uma colecção apreciável de garrafas e merece uma investigação mais aprofundada.
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Que tal o vinho? De início com forte impacto a palha e aromas orgânicos. Com o tempo foram evoluindo e clarificando-se, desaparecendo a palha e realçando o couro. Primeiro camélias, depois jasmim. Um fino traço de frescura, algo trufado com o tempo. Está ali para mais uns bons anos.
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Tão boa quanto o vinho foi a amizade e o convívio dos amigos. Faltou lá o MR! Vai daqui um abraço para ele, esteja ele onde estiver.
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Origem: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha
Nota: 8,5/10

Pombal do Vesúvio 2007

Este vinho foi-me vivamente recomendado por amigos. Como são gente de confiança, em vinhos e amizade, não hesitei em provar. Gostei bastante e penso que o preço é justo (ronda os 15 euros). É um vinho encorpado, um duriense à séria, quase rústico – a MS afirma mesmo que o é. É um vinho com fruta madura, tons orgânicos, mas nada cansado ou cansativo, com mineralidade.
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Origem: Douro
Produtor: Quinta do Vesúvio
Nota: 7/10

quinta-feira, agosto 27, 2009

Vale da Judia 2006 (Tinto)

Quero dizer isto enquanto ainda é Verão! Há tintos que se levam muito bem no estio. Este é um deles. Embora todos mereçam cuidados.
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Não é um vinho de arromba, mas leva-se bem com carnes leves, de preferência acompanhadas com legumes. É para se beber novo. Este que provei já tinha quase três anos, mas estava em forma.
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Fixem! Começo a ficar fã da Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões. Disse-o a uma amiga minha e companheira de vinhos. Ela corrigiu-me: «do Jaime Quendera!...». Tive de concordar. Bons e baratos.
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Origem: Regional Terras do Sado
Produtor: Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões
Nota: 4,5/10

Herdade do Esporão Verdelho 2008

Este Esporão foi dos brancos que melhor me soube neste Verão. Houve que lhe levou a palma (por acaso ainda não o postei, mas... quem sabe), porém, nestes calores tenho andado chato com o que bebo.
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Quando o apreciei houve uma coisa de que gostei: o preço! Dezasseis euros em restaurante parece-me absolutamente aceitável. O que não gostei foi do serviço, que, como é costume neste país, peca pela ignorância; veio bem frio e com manga térmica, pelo que tive de a tirar (não veio grande mal ao mundo por o ter sido eu a fazê-lo) e esperar que a temperatura se aproximasse dos valores recomendáveis. Ainda tive uma mini discussão com o empregado, que insistiu que eu tinha de o beber por uma flute (minúscula e má, por sinal) e não pelos copos que indiquei, que, não sendo bons, sempre eram melhores. Bem, mas esses problemas não foram do vinho.
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Achei-o elegante e cosmopolita. Não é um vinho de piscina típico, mas não ficaria mal numa tarde de prazeres junto à água. Podia não ser português, embora o seja, até na casta que o faz. Apreciei as citações de citrinos e de frutas tropicais sem enjoo.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Herdade do Esporão
Nota: 6/10

Vila Santa 2006

Esta marca é um valor seguro. E aos anos que já vai para o mercado, é um feito. É bom haver marcas em que se tem confiança.
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Foi este o raciocínio da minha amiga Gi quando o comprou para iluminar o jantar comigo. Fiz um sorriso aberto. E ela, receosa, achava que eu só complico nestas coisas e situações... devo meditar sobre o assunto.
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É algo floral, mas nele se nota bem a madeira. Sem exageros, diria que, felizmente, pouco aletejanão. Manifestamente interessante e prazenteiro.
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Por fim, quero apenas notar o preço. Não que seja estrambólico, mas pelo mesmo valor já se conseguem algumas coisinhas mais salivantes. Os produtores têm de começar a avaliar melhor os seus preços; a tendência tem de ser para baixo, sob pena de virem outros ganhar mercado. Este achei-o um a dois euros acima do merecido.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: João Portugal Ramos
Nota: 6/10

Porta dos Cavaleiros 2000

Há vinho que lembram o antigamente. Esta é uma marca clássica duma região tradicional. Uma boa surpresa, agradável a revelação, muito acima da percepção da moda, da indicação do preço ou do preconceito snobe.
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Lembra-me os almoços domingueiros lá em casa. Não querendo entrar em intimidades, digo que há uns anos abati uma que «sobrara» ao meu pai... era de 1983 e estava em grande forma, mas, infelizmente, não fiz apontamento.
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É um vinho fora de época (e de momento - é Verão e os cuidados exigem-se) e a quem o tempo já ajuda no resultado final. Sinceramente, gostei!
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Origem: Dão
Produtor: Caves São João / Sociedade dos Vinhos Irmãos Unidos.
Nota: 5,5/10