terça-feira, agosto 17, 2010

5 grandes velhos Dão e outro nem tanto

Chegou, finalmente, o momento de terminar o rol de vinhos apresentados, provados e bebidos no The next big thing. Para fechar com chave de ouro, apresentam-se vinhos com idade (e jovialidade), brancos e tintos.
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Todos eles produzidos no Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão, em Nelas... não sei onde se guardam, mas se soubesse forçaria a fechadura para trazer alguns para mim.
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Começo pelos brancos: 1980 (nota 6), o mais fraco dos antigos. Mostrou algum cansaço, mas ainda dá prazer. 1992 (nota 8) revela evolução, mas mantém características florais, minerais e algum verniz, na boca mineralidade e toque doce. 1971, orgásmico (nota 9). Aromas evoluidos, mas com flores ainda na pradaria, mineral, alfarroba, chocolate negríssimo, avelã, fresco, seco, cítrico, muito elegante.
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Agora os tintos: 1971 (nota 8,5) revelou cera e bolacha, mas também frescura, na boca seco, com finura ácida, madeira, muito elegante. 1970, orgásmico (nota 9)... mogno, cera e um pouco de verniz, caramelo, alfarroba. Boa acidez, grandes taninos, grande final de boca!
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Um caso á parte: quase duplo orgasmo (9,5), a colheita de 1963. Que cor! Que jovialidade. Revelando aromas intensos, frescos, ervas, alfarroba, alcaçuz, caramelo, ameixa preta em passa. taninos generosos, acidez fantástica. Final de boca de sonho. Quero mais!

2 comentários:

Anónimo disse...

boas notas!

Wservir disse...
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