domingo, Janeiro 27, 2013

Vinhos Contemporal - Continente

Os Contemporal são vinhos da casa de distribuição Continente. Como tal, a empresa espera vinhos com baixo preço de embate e qualidade apetecível. Como conseguem preços tão «em conta» não sei… embora me pareça que quem aguenta a canga são os vitivinicultores.
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Bem, Portugal é um país livre e cada um vende o que tem a quem quer… e cada um compra a quem quer. E o preço certo? E o preço justo? Matéria que aqui não quero entrar. Todavia, não deixo de ficar surpreendido com os preços das marcas brancas.
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O enólogo e crítico de vinhos Aníbal Coutinho escolheu uma mão cheia a néctares que representassem o país e agradassem ao consumidor. Penso que conseguiu. Não há grandes vinhos, nem poderia haver aos preços praticados, mas estes estão muito acima do mero «feliz» ou cumpridor dos mínimos.
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A escolha de Aníbal Coutinho, que considero eficaz na selecção, em termos de qualidade, recaiu num Verde branco, um Península de Setúbal branco, num Dão tinto e num Douro tinto. Aqui tenho de fazer um à-parte. Como é possível haver «reservas» a este preço? Há algo de estranho na república portuguesa…
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Começando por aquele que menos me agradou: Contemporal Alvarinho 2011. Fico positivo, bem feito, mas que não compraria. Achei-o nada surpreendente e quase maçador. Todavia, florezinhas, tropicalidade (cada vez me chateia mais – no geral), fresco e delgado.
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Já o Contemporal Branco 2011 da Península de Setúbal me pareceu bem mais interessante, com mais alma; com limão, lima… muita frescura e com embate simpático na boca.
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Nos tintos, tanto um como o outro estão abaixo do que DEVERIA ser um reserva, mas se a lei e os certificadores o permitem… enfim!... Porém, gostei deles, dentro das balizas colocadas.
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O Contemporal Douro Reserva Tinto 2010 não me impressionou no nariz, com uma discreta, mas presente, touriga nacional. Na boca também não deslumbrou, mas revelou alguma profundidade.
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O Contemporal Dão Reserva Tinto 2009 já me surpreendeu bastante… acima do cinco, mas não suficiente para o cinco e meio. É o melhor destes vinhos. Tem temperamento de Dão, mas a touriga nacional do seu interior já me lembra um pouco as do Douro, mais geleia. Mas as violetas estão lá. Gostei dele na boca, da sua estrutura.
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Cada caso é um caso, mas não posso deixar de notar o abismo que vai entre a oferta de Dão tinto da do Pingo Doce, que merece ser incinerada. A quinta do tio Belmiro é Dão e a do tio Alexandre desmotiva.
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Origem: Vinho Verde
Produtor/distribuidor: Continente
Nota: 4/10
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Contemporal Branco 2011
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Origem: Península de Setúbal
Produtor/distribuidor: Continente
Nota: 5/10
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Contemporal Douro Reserva Tinto 2010
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Origem: Douro
Produtor/distribuidor: Continente
Nota: 4,5/10
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Comptemporal Dão Reserva Tinto 2009
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Origem: Dão
Produtor/distribuidor: Continente
Nota: 5/10
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo distribuidor.

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