sábado, agosto 25, 2012

Blandy's Ten Year Old Malmesey

Com três letrinhas apenas se escreve a palavra mãe, mas são precisas sete e um apóstrofo para escrever Blandy’s. O grande Arlindo Santos é que sabe! Ainda não visitei a gruta do Ali Babá de Campo de Ourique nem a alcova da Arca da Aliança na outra banda, mas sei que tem relíquias que poucos conhecem.
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Eu, que sou jovem (iludo-me) e fascinado deslumbro-me com a sabedoria do amigo Santos. Pedi-lhe um Madeira e ele, de rajada, meteu-me este à frente. Nem caro nem barato, o preço dele, paguei e nem discuti. Valeu mais do que dei por ele. E, repito, marimbo-me para a relação entre a qualidade e o preço.
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Quem o provou desfez-se em elogios. Pensei:
Ah ganda Santos, tu sabes!
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Sabe mesmo. Além disso, da sabedoria feita com prazer e que dá sem lhe exigirem, o Santos dá o que sabe, generoso e amigo. Gosto muito dele. Dele e da família!...a Mafalda incluinda…
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Bem, passando a fase da lágrima ao canto do olho e do mel a cair do gargalo do frasco, tenho a dizer que o amigo Santos acerta sempre. E a Mafalda também.
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Se alguém quer saber o que é um Madeira, um malvasia… o Santos mostra! Garantido!
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No nariz revela mogno, couro fresco, anis, café e notas especiadas. Na boca tantas ou mais riquezas: maracujá, para começar, caramelo, alcaçuz, cola (Coca Cola), ervas frescas e verdes, especiarias de canela, cravinho e caril. Um festim!
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Origem: Madeira
Produtor: The Madeira Wine Company
Nota: 8/10

quinta-feira, agosto 23, 2012

Quinta da Covada Reserva Tinto 2010

A minha recente viagem ao Douro deu-me a conhecer um belíssimo tinto, com Douro, mas não mais do mesmo, do enólogo João Pinto. Não conhecia a quinta e passei a fã, gastronómico e potenciador de boa conversa.
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Se gostei dele no primeiro embate, comprovei a felicidade quando o bebi em convívio com os amigos BF, RB, AD e SC, numa noite em Manteigas. Nessa noite confirmei a minha dificuldade em ganhar no jogo da sueca… eu é mais canasta e poker, de preferência fechado.
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É um vinho com corpo, sem ser corpanzudo. Não é xarope nem compota. Nele se nota bem a touriga nacional e suas violetas. Tem uma acidez viva, taninos com personalidade e sem agressividade e um final gostoso.
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Origem: Douro
Produtor: Quinta da Covada
Nota: 7,5/10

quarta-feira, agosto 22, 2012

Quinta da Ponte Pedrinha Branco 2011

Um belíssimo branco, do Dão e cheio de Dão. Fresco, não fresquinho. Vinho «inteligente» para o Verão; fácil e não facilzinho; boa companhia para a mesa e para a esplanada. Que belo prazer deu por cá.
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É um vinho que dá maçã verde, daquelas rijas de trincar, ananás e lembrou-me margarida, a flor. Na boca tem rocha granítica, a referida maçã, algum ananás e várias notas herbáceas.
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Feito à base da casta encruzado (outras castas não reveladas na garrafa), este vinho prova a grande qualidade potencial do Dão, região que durante uns anos andou a dormir e que agora tem produtores apostados e fazer bem e muito bem.
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Origem: Dão
Produtor: Maria de Lourdes Mendes Oliva Nunes Osório
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

terça-feira, agosto 21, 2012

Três dias no Douro

Tenho ido muitas vezes ao Douro, mas esta foi a primeira apenas em lazer. Primeiro foi uma bela jantarada em casa da J, do J e de «Quem aí vem». Duas noites no Pinhão, numa residencial limpa e simpática. A típica casa com quartos e restaurante: doses enormes, mesa bem farta, para engordar quem já é gordo e guloso. Foi a Ponte Grande e gostei muito.

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Depois do Pinhão foi Foz Côa, onde me vi obrigado a pedir o livro de reclamações do Hotel Vale do Côa. Nesta casa promete-se o que não se tem, mas cobra-se como se tivesse. Televisão por cabo? RTP1, SIC, TVI, TV 5 Monde, CNN e Sport TV… todas com péssima sintonia.
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«Então? Não tem Sport TV? E a imagem vem por cabo, não vem?» – engraçadinho, o dono do estabelecimento. A banheira não tem tampa para o ralo?... que pena e vá de demorar em fazer o favor de arranjar o objecto. A internet wireless é paga… bonito! Ora, se soubesse disto teria ficado numa residencial, sem wireless, sem tv por cabo só com um cubículo para o duche e por menos 15 euros.
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Como o dono é espertalhão, pensa que os outros são parvos e que está a fazer um grande favor em alugar quartos, levou com a reclamação. Aliás, o dito senhor parece ser conhecido pela fanfarronice e arrogância. Tadinho, paciência, levou com o protesto no livro e pode ser que se trame (apetecia meter aqui um palavrão).
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Voltando ao que interessa e a quem interessa: Pinhão, localidade muito feia, mas com uma vista linda, com gente simpática e muito ócio para quem a visita. Do outro lado da ponte fica a Quinta das Carvalhas, pertencente à Real Companhia Velha.
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A Quinta das Carvalhas é para alpinistas, vai desde o rio até ao cimo dum monte íngreme. É óbvio que subi em minibus. No topo, a «casa redonda», miradouro sem limite para a vista, que não a moldura de montanhas e rio.

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Na loja das Carvalhas manda Conceição Nogueira, senhora simpática e atenciosa. E lá gastei um dinheirão em vinho e azeite.


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A quinta foi de manhã, à tarde deliciei-me na esplanada do Vintage House e num sereno passeio no Douro numa espécie de rabelo a motor, sem remos nem vela. Só lamento que o Vintage House, desde que mudou de dono, tenha abandonado a política de abertura diária duma garrafa de vintage para serviço a copo. Foram bons tempos, de boa iniciativa de divulgação do topo da família ruby.
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Depois veio Vila Nova de Foz Côa e a Quinta do Vale Meão, onde Franciscos de Olazabal, pai e filho, espalham simpatia e generosidade, sabendo receber como pouca gente, com educação e sem afectação.

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Viva o Douro!

Um belo jantar perto do Pinhão

Às vezes sou mesmo tosco. Não me costumo perder, mas dessa vez andei à nora à procura duma quinta. Foi na quarta-feira passada, no Douro, junto ao Pinhão, primeira etapa duma viagem de cinco dias… miniférias, coisa que não tinha há… dez anos!
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Em Tabuaço há placas a indicar a aldeia de Barcos. Não custa nada, basta ter os olhos abertos. Pois, mas num cruzamento em vez de seguir em frente, como indicado na tabuleta, fui para a esquerda. Fiquei a conhecer um miradouro e uma bela estrada de serrania. Ainda bem que há telemóveis.
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Mim (achei que fica giro um «mim») e A chegámos a bom porto, bem a tempo da jantarada e de boa conversa. A J já conhecia, sempre feliz e sorridente e fixe, o J é muito simpático, educado e charmoso e «Quem aí vem» já se mostra. Depois veio outro J, só para confundir as interpelações.
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Além de «Quem aí vem» vem também aí um branco e um tinto. O branco ainda rabuja um bocadinho na garrafa e o tinto ainda não está propriamente pronto. O primeiro é uma certeza e o segundo vai ser outra.
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Gostei muito do toque a cabeça de fósforo do branco. J, o enólogo, diz que é capaz de entrar na moda, que os neozelandeses procuram lá chegar, apontando à Borgonha. Chamou-lhe funky… gostei da expressão e não me sai da cabeça. É isso mesmo, funky.
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Para a mesa veio a especialidade da casa: frango de caril, que foi bem com o branco funky, com o tinto da quinta e com o outro encarnado que levou o J enólogo. Teve-se muito bem, nem o «fresquinho» do Douro constipou ninguém… quem estava, já estava.

Novos Montes Claros à venda

A Adega de Borba lançou esta semana no mercado novas colheitas da sua gama Montes Claros (Reserva Tinto 2010 e Reserva Branco 2011), tendo aproveitado este lançamento para investir na modernização da imagem desta marca histórica, informou a empresa.

Quinta do Vallado apresenta programa de vindimas

A Quinta do Vallado desenvolveu três programas especiais para a vindima. Os programas incluem várias actividades, desde a própria vindima, a pisa a pé tradicional, até aos passeiosa pé, de barco ou de canoa, passando por sessões de prova e as melhores refeições típicas da região. Há ainda vinoterapia, cinema ao ar livre, aulas de yoga e aulas de introdução à prova.

Sandeman Tawny 40 anos em garrafa histórica

A Sogrape Vinhos disponibiliza nas Caves Sandeman uma edição especial do Sandeman Tawny 40 Anos. As garrafas que marcam esta edição, limitada a 250 unidades, são uma reedição da garrafa original inglesa, datada de 1790, criadas na histórica vidreira Manuel Pereira Roldão & Filhos, na Marinha Grande, em 1990, incorporando um selo com as iniciais G.S, de George Sandeman, o fundador da Sandeman.
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Além da garrafa recuperada para esta edição especial, na passagem pela Caves Sandeman os visitantes poderão ainda ficar a conhecer a colecção de garrafas da marca (mais de 80 exemplares), que ajudam a contar séculos de história desta marca embaixadora do Vinho do Porto em Portugal e no mundo.
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Os exemplares únicos desta edição limitada estão disponíveis com um preço de 200 euros.

Adega Mayor lança programas de vindimas

A Adega Mayor assinala este ano as suas vindimas com o lançamento de três programas de enoturismo, «que têm como objectivo dar a oportunidade a todos os visitantes de serem enólogos por um dia, aprendendo os segredos da apanha da uva e da sua transformação em vinho», refere a empresa em comunicado.
De 22 de Agosto a 15 de Setembro, a Adega Mayor tem disponíveis novos programas de enoturismo, que convidam os portugueses a viverem de perto a experiência real das vindimas. Estes programas incluem explicações técnicas de corte dos cachos de uvas, viagens ao mundo das diferentes castas que compõem os vinhos da Adega Mayor e visitas à adega.
Os programas incluem ainda experiências opcionais como voos de balão de ar quente, passeios de BTT ou ainda um passeio de barco na barragem do Caia.

Black 51 apresenta novos cocktails

A Black 51, o mais recente produto da família Cachaça 51, acaba de lançar um conjunto de cocktails com aroma a frutos silvestres.
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O Black Pineapple é uma proposta que intensifica o sabor do abacaxi. A receita leva 60 ml de Black 51, gelo picado, uma colher de açúcar e uma fatia de abacaxi macerado, cortado em cubos.
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No Black Tropical os kiwis e os morangos complementam os frutos silvestres do 51 Black e as duas colheres de leite condensado em gelo moído dão o toque final.
O cocktail Black Coconut faz-se com 60 ml de Black 51, a mesma medida de leite de coco e três colheres de leite condensado.

Real Companhia Velha tem nova marca topo de gama

Desenvolvida pela equipa de Fine Wine Division, liderada pelo enólogo Jorge Moreira, Carvalhas é a nova marca de vinhos do Douro e Porto da Real Companhia Velha, composta por quatro referências: branco, tinto, Porto Tawny e Porto Vintage, informou a empresa em comunicado.
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O branco da colheita de 2010 é o primeiro vinho desta que é a marca topo de gama da Real Companhia Velha a chegar ao mercado. Em Setembro serão lançados o branco 2011 e o tinto 2010, que acontece em Setembro. Seguir-se-á o Carvalhas Memórias do Sécúlo XIX Tawny, ainda este ano. O Vintage ainda não tem data prevista para o seu lançamento.

Vindouro leva clientes às vindimas

O restaurante Vindouro, de Lamego, vai levar os clientes que optem pelo menu «Da vinha para a mesa» a uma quinta duriense durante a vindima, informou em comunicado.
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O programa da visita é composto por uma passagem pelos trabalhos da vinha, uma merenda preparada pelo Vindouro, que inclui produtos regionais, finalizando com uma prova de vinhos comentada. De regresso ao restaurante, haverá um menu de degustação inspirado nas tradições gastronómicas durienses.
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Os interessados têm à escolha o almoço ou o jantar. Na primeira refeição o começo será às 9h15 e o regresso às 11h45. Na segunda, a partida será às 16h30 e a chegada às 18h00. O preço deste programa é de 50 euros por pessoa e inclui menu de degustação, visita, prova comentada e deslocações, sendo necessária a marcação com, pelo menos, uma semana de antecedência. 

Vinho e comida animam Setembro no Convento do Espinheiro

O Convento do Espinheiro, em Évora, vai recriar pão da cozinha dos monges Jerónimos que habitaram o edifício durante muitos anos. A iniciativa é uma das previstas para Setembro, informou o hotel.
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No forno agora recuperado, o chefe Luís Mourão vai transmitir, a 1 de Setembro, os conhecimentos de amassar a massa de tribo e levar ao forno. Há também uma visita à horta, onde se escolherão ervas para temperar o almoço.
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O dia 8 é de vindima, pelo que os hóspedes serão levados à Ribeira de Ervideira. Do programa consta visita à adega,  prova de mosto, jogo de aromas e provas cegas,  prova de vinhos «acompanhada de bucha com uns petiscos».
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A 15 haverá uma tertúlia gastronómica em que o jornalista e crítico Fernando Melo será o convidado e moderador. «A chamada gastronomia mediterrânica, ainda hoje passível de interpretações diversas, liga Portugal a uma matriz conceptual de cozinha que inevitavelmente conduz à ideia de que somos, todos nós, viajantes no tempo», refere o texto do Convento do Espinheiro.
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A 22 a tertúlia versa os vinhos, nomeadamente os produzidos pela Fundação Abreu Callado. A 29 a tertúlia repete-se, mas desta vez com a Adega Ervideira.

quarta-feira, agosto 15, 2012

Quinta do Valdoeiro Baga / Arinto Espumante Bruto 2009

É um vinho austero e que não dá para apaixonar à primeira. É um belo vinho, embora não me tenha perdido loucamente por ele. Não é espumante para cocktail, mas para abraçar um belo leitão.
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Austero de aromas, revela folhagem de fim de Verão (coisa gira para dizer folhas secas)… na boca é quadrado, com acidez feliz e borbulhagem média.
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Um belo vinho, por quem não me perdi de amores.
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Origem: Bairrada
Produtor: Vinhos Messias
Nota: 6/10

terça-feira, agosto 14, 2012

Cartuxa Espumante Reserva Bruto 2008

Grande máquina! Que grande elegância! Que pujança suave! Que borbulhagem gostosa! O amigo Dentinho já mo tinha elogiado. Vindo a dica de quem vem, especialista nestas coisas das bolinhas, fiquei ainda mais expectante.
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Rico, complexo, da ameixa amarela, ao pêssego, ao citrino, finura até leve de banana, massa de pão suave… acidez muito feliz, final longo.
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Este prova que se podem fazer bons espumantes no Alentejo.
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Origem: Alentejo – sub-região de Évora
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida
Nota: 8/10

segunda-feira, agosto 13, 2012

Côto de Mamoelas Alvarinho Bruto Reserva 2006

Uma aposta segura. Não deslumbra, mas é muito bom. Já não bebia um desta marca desde 2006, ano deste vinho, curiosamente. Não desilude, antes confirma. Tasse muito bem.
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Origem: Vinho Verde – sub-região de Monção
Produtor: Provam
Nota: 6/10

domingo, agosto 12, 2012

Quinta dos Currais Reserva Tinto 2004

A Beira Interior guarda surpresas e espero que lhe venham a reconhecê-la como merece. Tem carácter e personalidade. Espero que não se perca… nomeadamente em estrangeirismos. Este é mais uma boa surpresa.
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Embora prefira os brancos da Beira Interior aos tintos, este não deixou de causar muito boa impressão, com bom casamento entre a banalizada touriga nacional (50%), a castelão (25%) e a aragonês (25%).
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É deslizante, mas com alguma rusticidade. No nariz está com notas de violeta, mas também de cereja muito madura, notas de madeira e de pouca pimenta e algum subtil cravinho.
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Origem: Beira Interior
Produtor: Quinta dos Currais
Nota: 6/10

sábado, agosto 11, 2012

Cerro das Mouras Grande Escolha Branco 2009

Arlindo Santos é mestre. Garrafa onde põe a mão é abençoada. Há vinhos que me recomenda e que não gosto (paciência), mas quanto a qualidade… não falha uma. Andava perdido e entretido com os olhos, salivando de pensamento acerca do néctar do jantar… recomendou-me este.
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Veio para bater-se com um gaspacho. Não foi uma escolha óbvia, pelo menos para mim. Diria que nada ortodoxa, mas bateu-se com denodo, sem nunca fraquejar ou matar o «inimigo».
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É finíssimo, e elegante, com acidez fresca e bom final. No nariz revela ameixas sumarentas e casca de laranja. Grande Santos, tu é que sabes!
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Origem: Douro
Produtor: Quinta da Veiga da Casa da Capela
Nota: 7/10

sexta-feira, agosto 10, 2012

Stanley Chardonnay 2010

O étnico-João também gosta de ser cosmopolita. Este não tem nada a ver com o hábito de Sintra. Ou talvez tenha, se pensarmos na grande nobreza de palácios, chalés e quintas. Este vinho é um diplomata, vinho de salão, que vai bem em Queluz, Versalhes ou Sampetersburgo. É duma elegância encantadora. Personificando, ser um cavalheiro simpático, mas sem a proximidade do amigo.
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Acompanhei-o com umas gambas apenas passadas por azeite e alho, com um pouco de sal. Levei-o à boca com arroz, milho e ervilhas. Foi uma maravilha. Gostei muito.
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Tem a frescura que a serra empresta e alguma suave mineralidade. É longo, untuoso e «fácil» de se beber… gosto muito dessa facilidade; dessa capacidade simpática de saber estar em qualquer ambiente, desde que haja bom gosto. No nariz junta abacaxi, ameixa amarela, leve banana, salsa e uma finura de manteiga.
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Origem: Regional Lisboa
Produtor: Fundação Stanley Ho
Nota: 7/10

Dom Teodósio Enigma Syrah 2009

Quem mo trouxe, com amor, carinho e espectativa, desembolsou mais do que habitualmente por um vinho, porque veio cá a casa jantar e quis trazer um néctar ao nível de outros que por cá tem bebido.
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Fico um pouco sem jeito… mas como sou mal-educado, metido à besta e não gosto de calar a minha opinião… vou dizer o que penso acerca deste vinho:
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Achei-o desinteressante, embora bem feito. Não traz nada de novo, mas também não tinha de trazer. O problema é que foi um bocejo, um vinho entediante… embora bem feito.
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Ser-se óbvio e directo não é para mim grande defeito desde que tenha alma e vibração. Não lhe posso dar nota negativa, até pelo que já disse quanto à qualidade, mas não o acho merecedor de segunda oportunidade.
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Origem: Regional Lisboa
Produtor: Enoport
Nota: 4/10

quinta-feira, agosto 09, 2012

Piteira Tinto 2001

Coisa rara em mim é insistir num vinho. Bebi a primeira e comprei mais duas. Não comprei mais porque não havia. O amigo Santos, da Garrafeira Campo de Ourique, encontrou umas caixas perdidas. Perdidas e esquecidas. Provou-as, aprovou-as e pô-las à venda. Recomendou-me e comprei. Mais uma vez satisfeito.
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É um vinho da Amareleja, feito com uvas moreto e trincadeira, vinificado em talhas. Contudo, é regional alentejano… faltaram-lhe o syrah, a touriga nacional e o petit verdot para ser um vinho típico do Alentejo e ser DOC.
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Vinho de talha e velho… ui! Que risco! Que medo! Buh! Susto! Que nada! Recomendado pela caça-fantasmas Arlindo Santos, não há espírito de vinho que cause receio! Maravilhoso!
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Os amigos que não gostam de vinhos velhos não gostaram. Tudo bem, é coerente. Mas não desdenharam nem rabujaram como fizeram com outros.
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Tem acidez e belo final. Um sedutor aroma a cogumelos frescos, trufa e alguma terra molhada. Delicioso. Repito: de-li-ci-o-so!
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: José Manuel Nunes Piteira
Nota: 8/10

Quinta de Camarate Tinto 2009

Declaro aqui, do alto desta tribuna, que nunca bebi um mau vinho da autoria de Domingos Soares Franco. E conhecendo-o pessoalmente percebo porquê: o senhor é um bem-disposto. Estas coisas transmitem-se ao vinho, tá visto.
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Eu que nunca me atrevo a entrar nas questões da relação entre a qualidade e o preço, porque de dinheiro e gosto sabe cada um de si e porque me marimbo para esse binómio, tenho desta vez (que não é a primeira) de me pronunciar. Um vinho de 7,50 euros, valor recomendado pelo produtor, com esta complexidade parece-me claramente positivo.
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Não é um daqueles vinhos por que me apaixone perdidamente, mas faz bela figura, como fez, com os amigos. Quando um dos comensais com assento reservado cá em casa pergunta, muito curioso, o que é, é porque gosta. E dou muito valor ao gostar dos meus amigos, que me ajudam na avaliação, quando lhes peço conselho. Este amigo é bom conselheiro, avisado e exigente, além de não ser peneirento. Partilha comigo a máxima de que o vinho é bom quando dá prazer.
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Fez-se com touriga nacional, aragonês, cabernet sauvignon e castelão. Avanço eu e digo: a mistura não é a mais óbvia, das violeta ou das cerejas compotadas e dos verdáceos pimentais da casta francesa. Também não é um pesadão ali da Península de Setúbal.
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Achei-o até delicado. Por mim preferia-o com taninos mais rugosos. Seria talvez um contraponto à sofisticação dos aromas: figo, figo seco, tâmaras em passa e amoras. Na boca tem fruta e um leve mineral… preferia-o mais rugoso e encorpado. Mas tasse muito beeeem!
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

Revista de Vinhos revela finalistas do «Prémio Imagem do Vinho»

A Revista de Vinhos divulgou a shortlist da segunda edição do «Prémio Imagem do Vinho». Uma iniciativa com 220 trabalhos inscritos. Devido à dimensão da lista, fica a ligação para o site da Revista deVinhos.
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O júri constituído por João Paulo Martins (jornalista da Revista de Vinhos e presidente da mesa de júri), Carlos Abreu (director criativo da agência Sumo Portugal), Cláudia Portela (directora criativa DNA Y&R Brands), Pedro Almeida (director de alimentação do El Corte Inglés) e Pedro Pina Brito (designer e editor do Portugal Wine Guide) nomeou para shortlist as três categorias: rótulo (41); design de gama (11) e embalagem (12).
A avaliação final do júri terá lugar na segunda quinzena de Setembro, com base na apreciação dos trabalhos originais.
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Este Prémio é uma iniciativa da responsabilidade da Revista de Vinhos, dirigida a todos os produtores portugueses, que se realiza de dois em dois anos e que se propõe distinguir o design que contribui para uma embalagem apelativa.
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Os vencedores serão divulgados no Encontro com o Vinho e Sabores (de 9 a 12 de Novembro de 2012) no Centro de Congressos de Lisboa, na Junqueira, e publicados na revista e no site da Revista de Vinhos.

quarta-feira, agosto 08, 2012

Folha do Meio 2011

Como dizem os miúdos do hip hop: rula! Paolo Nigra rula! É um mestre de quem gosto muito, até porque foi quem me espicaçou o gosto enófilo… já gostava, mas meteu-me a gostar mais. É motivo bastante para lhe ficar grato para a vida.
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Pois este branco alentejano é fresco e suave, escorrega que é maravilha. Elegante como o seu enólogo. António Chaparro, que conheci outro dia, é outra simpatia. O primeiro Folha do Meio que testei foi o da colheita de 2009 e gostei.
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Se a memória não me atraiçoa, este 2011 está mais fresco e sedutor. Gosto nele os citrinos; limão e lima, talvez um pouco de casca de laranja. Na boca é também fresco e perigosamente guloso.
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Quando o provei detectei, com felicidade, que não havia aquelas nhoquices do antão vaz… fui ver o rótulo e tcharã: não há mesmo dessa coisa, só mesmo arinto e fernão pires. É que além de não achar graça ao antão vaz ainda há a melguice da moda nos brancos alentejanos. Para mim, o arinto tem uma classe e aqui está maravilha!
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Terrenus Veritae
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

Viborel distribui Capri-Sonne

A Viborel Distribuição fechou acordo com a Capri Sun AG para a distribuição da marca Capri–Sonne em Portugal, a partir de Agosto de 2012, informou em comunicado a empresa portuguesa.

Poças vence prémios no Sélections des Vins

A Poças venceu uma Grande Medalha de Ouro e uma Medalha de Ouro no concurso Sélections Mondiales des Vins 2012, informou a empresa produtora de Vinho do Porto.
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O Porto Poça Colheita 1992 venceu a Grande Medalha de Ouro e o Porto Poças LBV 2006 obteve uma Medalha de Ouro. Este último vinho mereceu ainda uma avaliação da revista brasileira Menu, que lhe atribuiu 88 pontos.

Adega de Borba lança site e loja online

A Adega de Borba tem um novo site, com o endereço http://www.adegaborba.pt/,onde se pode encontrar informação detalhada não só sobre os seus vinhos e vinhas, como também sobre a região de Borba e a história da adega. Além disso, foi apresentada a primeira loja online da Adega de Borba, o que significa que os seus consumidores podem escolher e comprar o seu vinho.
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Em comunicado, Márcia Farinha, directora de marketing e de relações pública da empresa, refere que «o site da Adega de Borba apresenta-se renovado e mais intuitivo». Esta responsável afirmou: «melhorámos toda a informação e foram adicionadas novas funcionalidades, tornando-o menos pesado, mais claro e directo. A grande novidade é a loja online, na qual o consumidor tem acesso à informação de cada vinho, a produtos exclusivos, e ao longo do ano teremos promoções e ofertas especiais com uma excelente relação entre a qualidade e o preço. Todas estas acções serão divulgadas através da Newsletter e na página de Facebook da Adega de Borba».

«A copo» juntou 258 restaurantes

A iniciativa «A copo», realizada pela Viniportugal teve a adesão de 258 restaurantes e estão a ser promovidas 70 acções de promoção. O objectivo da iniciativa é o de promover um novo hábito de consumo de vinho.

Nova temporada de cursos Miele

A partir de 12 de Setembro inicia-se a segunda temporada dos cursos de cozinha Miele «Experiências e Sabores» com novos temas relacionados com a arte de cozinhar, vinho e bolos. Henrique Sá Pessoa, Cláudio Cardoso, António Nobre, Paulo Laureano, Ivo Loureiro e Nuno Barros são os convidados presentes nesta edição.

Confraria de Santiago dos Perdigões





















A Comissão Vitivinícola do Alentejo organizou um conjunto de viagens de jornalistas à região, para dar a conhecer produtores e atractivos turísticos. Fui um dos convocados e gostei muito. Uma das adegas visitadas foi a da Granacer, em Reguengos de Monsaraz.
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Dessa visita vai haver registo do Poliphonia Signature no blogue A Glass of Portugal, integrado no site, acerca do nosso país em língua inglesa, Portugal Daily View, em que me encontro a colaborar. Já devia estar publicado, mas as férias tiveram efeito no ritmo das traduções...
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O Monte dos Perdigões, casa da Herdade com o mesmo nome, mas que foi vendida ao Esporão, é giro! Gostei da homenagem que o proprietário, Henrique Granadeiro, fez a alguns dos seus trabalhadores. Pediu que os retractassem em azulejaria, quer como figuras mitológicas quer como figuras-de-convite.
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Um brinde muitíssimo simpático foi o conjunto, de branco e tinto, de vinhos da Confraria de Santiago dos Perdigões. No rótulo o nome do presenteado. Sim, tive direito ao meu nome no rótulo. Já me posso sentir importante.
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Muito obrigado. A visita correu muito bem, a simpatia foi muita e os vinhos eram óptimos!
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A foto é que é péssima!

quinta-feira, agosto 02, 2012

Azeite do Esporão em garrafas escuras

A Herdade do Esporão mudou a embalagem de Azeite DOP Moura e Virgem Extra para garrafas de vidro escuro, informou a empresa em comunicado. Segundo o Esporão esta alteração tem «o objectivo de conservar melhor as propriedades do azeite, evitando a oxidação».
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De acordo com a empresa «esta opção privilegia a qualidade, uma vez que o vidro escuro protege as características do azeite, evitando a sua deterioração por exposição à luz», refere o texto que cita um estudo realizado por especialistas italianos.

quarta-feira, agosto 01, 2012

Tomate vai reinar no Assinatura

O tomate é o ingrediente estrela de Agosto no restaurante Assinatura, em Lisboa. O chefe Henrique Mouro justifica a escolha do fruto com o apogeu da maturação, que atinge o auge do sabor.
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Em comunicado, o restaurante adianta que tomate chucha, coração de boi, cereja, banana e rosa são algumas das variedades trabalhadas por Henrique Mouro.
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Nos dias 7, 8 e 9 de Agosto há um menu de degustação, para o qual é necessária reserva prévia. O preço é de 39 euros, em vez dos habituais 48 euros.

Saloio ganha três medalhas

A Saloio foi premiada com três medalhas e uma recomendação na edição de 2012 dos International Cheese Awards, que decorreu nos dias 24 e 25 de Julho em Nantwich, Inglaterra.
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Com três prémios, atribuídos em três categorias diferentes, a empresa viu distinguidos os queijos «Três Igrejas» e «Sítio da Perdiz» com medalhas de prata nas categorias «Speciality Cheese Mixed Milk» e «Continental Cheeses – Best Any Other Overseas Cheese».
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A Saloio obteve ainda uma medalha de bronze na categoria «Continental Catering & Food Service» com Palhais Entradas & Saladas Azeitonas. Recebeu ainda uma distinção de «Highly Commended Cheese» para o Regional Saloio na categoria «Cheese Mixed Milk».

Grupo Parras divulga-se na restauração de luxo de Lisboa

A Parras – Seleção de Enólogos, vai estar até sábado com duas das suas marcas – Quinta do Gradil e Montaria – em quatro unidades hoteleiras e de restauração de luxo e, naquela que será a terceira edição da iniciativa Wine Tour, primeira na zona de Lisboa, informou em comunicado.
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Os encontros, entre a equipa do grupo Parras e os seus clientes, decorrem entre as 18h30 e as 22h30, todos os dias num local diferente. Hoje será no Pestana Cascais (Cascais), dia 2 no Hotel da Lapa (Lapa – Lisboa), dia 3 no Restaurante Aura (Terreiro do Paço – Lisboa) e dia 4 no Altis Belém Hotel&Spa (Belém – Lisboa).

Antártida Cervejaria promove festival do camarão

A Antártida Cervejaria, no Palácio do Gelo Shopping em Viseu, promove, entre 9 e 12 de Agosto, a segunda edição do Festival do Camarão. A iniciativa inclui a presença dos chefes Licínio Marques e André Condez, da Visabeira Turismo, que estarão diariamente na cervejaria para sessões demonstrativas.
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Após a primeira edição, realizada em Maio, o restaurante da Visabeira Turismo propõe durante quatro dias, ao almoço e ao jantar, um bufê de sabores onde o camarão é rei. Nas entradas, destaque para o shot de creme de camarão, que, a par dos panados de camarão em crosta de amêndoa, do camarão al ajillo, à la plancha, ao natural ou salteado com molho de Antárctida, dão início a um desfile de iguarias.
Os pratos quentes variam todos os dias, com propostas de sabores com toque de gastronomia internacional: na quinta-feira, dia 9, a sugestão é o caril de camarão, seguindo-se o tagliatelli de camarão; na sexta, o camarão à moda de Baiona; no sábado; e açorda de camarão, no domingo.
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O da refeição é de 25 euros por pessoa e inclui, além da entrada, prato quente e sobremesa, os vinhos branco e rosé da Casa da Ínsua. Para crianças até aos três anos, a refeição é gratuita e para crianças entre os três e os 12 anos a degustação fica por dez euros.