ponto de ordem à mesa

O mundo gira e dá voltas. Teimosamente às voltas. Pensava que o joaoamesa.blogspot.com estava morto ou, pelo menos, em estado de coma. Ou pior, sem qualquer sinal vital, ligado à blogosfera por nostalgia e arquivo. Mal morto, o blogue mantém o endereço, mas muda de título.

sábado, agosto 25, 2012

Blandy's Ten Year Old Malmesey

Com três letrinhas apenas se escreve a palavra mãe, mas são precisas sete e um apóstrofo para escrever Blandy’s. O grande Arlindo Santos é que sabe! Ainda não visitei a gruta do Ali Babá de Campo de Ourique nem a alcova da Arca da Aliança na outra banda, mas sei que tem relíquias que poucos conhecem.
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Eu, que sou jovem (iludo-me) e fascinado deslumbro-me com a sabedoria do amigo Santos. Pedi-lhe um Madeira e ele, de rajada, meteu-me este à frente. Nem caro nem barato, o preço dele, paguei e nem discuti. Valeu mais do que dei por ele. E, repito, marimbo-me para a relação entre a qualidade e o preço.
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Quem o provou desfez-se em elogios. Pensei:
Ah ganda Santos, tu sabes!
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Sabe mesmo. Além disso, da sabedoria feita com prazer e que dá sem lhe exigirem, o Santos dá o que sabe, generoso e amigo. Gosto muito dele. Dele e da família!...a Mafalda incluinda…
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Bem, passando a fase da lágrima ao canto do olho e do mel a cair do gargalo do frasco, tenho a dizer que o amigo Santos acerta sempre. E a Mafalda também.
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Se alguém quer saber o que é um Madeira, um malvasia… o Santos mostra! Garantido!
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No nariz revela mogno, couro fresco, anis, café e notas especiadas. Na boca tantas ou mais riquezas: maracujá, para começar, caramelo, alcaçuz, cola (Coca Cola), ervas frescas e verdes, especiarias de canela, cravinho e caril. Um festim!
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Origem: Madeira
Produtor: The Madeira Wine Company
Nota: 8/10

quinta-feira, agosto 23, 2012

Quinta da Covada Reserva Tinto 2010

A minha recente viagem ao Douro deu-me a conhecer um belíssimo tinto, com Douro, mas não mais do mesmo, do enólogo João Pinto. Não conhecia a quinta e passei a fã, gastronómico e potenciador de boa conversa.
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Se gostei dele no primeiro embate, comprovei a felicidade quando o bebi em convívio com os amigos BF, RB, AD e SC, numa noite em Manteigas. Nessa noite confirmei a minha dificuldade em ganhar no jogo da sueca… eu é mais canasta e poker, de preferência fechado.
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É um vinho com corpo, sem ser corpanzudo. Não é xarope nem compota. Nele se nota bem a touriga nacional e suas violetas. Tem uma acidez viva, taninos com personalidade e sem agressividade e um final gostoso.
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Origem: Douro
Produtor: Quinta da Covada
Nota: 7,5/10

quarta-feira, agosto 22, 2012

Quinta da Ponte Pedrinha Branco 2011

Um belíssimo branco, do Dão e cheio de Dão. Fresco, não fresquinho. Vinho «inteligente» para o Verão; fácil e não facilzinho; boa companhia para a mesa e para a esplanada. Que belo prazer deu por cá.
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É um vinho que dá maçã verde, daquelas rijas de trincar, ananás e lembrou-me margarida, a flor. Na boca tem rocha granítica, a referida maçã, algum ananás e várias notas herbáceas.
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Feito à base da casta encruzado (outras castas não reveladas na garrafa), este vinho prova a grande qualidade potencial do Dão, região que durante uns anos andou a dormir e que agora tem produtores apostados e fazer bem e muito bem.
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Origem: Dão
Produtor: Maria de Lourdes Mendes Oliva Nunes Osório
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

terça-feira, agosto 21, 2012

Três dias no Douro

Tenho ido muitas vezes ao Douro, mas esta foi a primeira apenas em lazer. Primeiro foi uma bela jantarada em casa da J, do J e de «Quem aí vem». Duas noites no Pinhão, numa residencial limpa e simpática. A típica casa com quartos e restaurante: doses enormes, mesa bem farta, para engordar quem já é gordo e guloso. Foi a Ponte Grande e gostei muito.

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Depois do Pinhão foi Foz Côa, onde me vi obrigado a pedir o livro de reclamações do Hotel Vale do Côa. Nesta casa promete-se o que não se tem, mas cobra-se como se tivesse. Televisão por cabo? RTP1, SIC, TVI, TV 5 Monde, CNN e Sport TV… todas com péssima sintonia.
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«Então? Não tem Sport TV? E a imagem vem por cabo, não vem?» – engraçadinho, o dono do estabelecimento. A banheira não tem tampa para o ralo?... que pena e vá de demorar em fazer o favor de arranjar o objecto. A internet wireless é paga… bonito! Ora, se soubesse disto teria ficado numa residencial, sem wireless, sem tv por cabo só com um cubículo para o duche e por menos 15 euros.
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Como o dono é espertalhão, pensa que os outros são parvos e que está a fazer um grande favor em alugar quartos, levou com a reclamação. Aliás, o dito senhor parece ser conhecido pela fanfarronice e arrogância. Tadinho, paciência, levou com o protesto no livro e pode ser que se trame (apetecia meter aqui um palavrão).
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Voltando ao que interessa e a quem interessa: Pinhão, localidade muito feia, mas com uma vista linda, com gente simpática e muito ócio para quem a visita. Do outro lado da ponte fica a Quinta das Carvalhas, pertencente à Real Companhia Velha.
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A Quinta das Carvalhas é para alpinistas, vai desde o rio até ao cimo dum monte íngreme. É óbvio que subi em minibus. No topo, a «casa redonda», miradouro sem limite para a vista, que não a moldura de montanhas e rio.

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Na loja das Carvalhas manda Conceição Nogueira, senhora simpática e atenciosa. E lá gastei um dinheirão em vinho e azeite.


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A quinta foi de manhã, à tarde deliciei-me na esplanada do Vintage House e num sereno passeio no Douro numa espécie de rabelo a motor, sem remos nem vela. Só lamento que o Vintage House, desde que mudou de dono, tenha abandonado a política de abertura diária duma garrafa de vintage para serviço a copo. Foram bons tempos, de boa iniciativa de divulgação do topo da família ruby.
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Depois veio Vila Nova de Foz Côa e a Quinta do Vale Meão, onde Franciscos de Olazabal, pai e filho, espalham simpatia e generosidade, sabendo receber como pouca gente, com educação e sem afectação.

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Viva o Douro!

Um belo jantar perto do Pinhão

Às vezes sou mesmo tosco. Não me costumo perder, mas dessa vez andei à nora à procura duma quinta. Foi na quarta-feira passada, no Douro, junto ao Pinhão, primeira etapa duma viagem de cinco dias… miniférias, coisa que não tinha há… dez anos!
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Em Tabuaço há placas a indicar a aldeia de Barcos. Não custa nada, basta ter os olhos abertos. Pois, mas num cruzamento em vez de seguir em frente, como indicado na tabuleta, fui para a esquerda. Fiquei a conhecer um miradouro e uma bela estrada de serrania. Ainda bem que há telemóveis.
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Mim (achei que fica giro um «mim») e A chegámos a bom porto, bem a tempo da jantarada e de boa conversa. A J já conhecia, sempre feliz e sorridente e fixe, o J é muito simpático, educado e charmoso e «Quem aí vem» já se mostra. Depois veio outro J, só para confundir as interpelações.
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Além de «Quem aí vem» vem também aí um branco e um tinto. O branco ainda rabuja um bocadinho na garrafa e o tinto ainda não está propriamente pronto. O primeiro é uma certeza e o segundo vai ser outra.
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Gostei muito do toque a cabeça de fósforo do branco. J, o enólogo, diz que é capaz de entrar na moda, que os neozelandeses procuram lá chegar, apontando à Borgonha. Chamou-lhe funky… gostei da expressão e não me sai da cabeça. É isso mesmo, funky.
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Para a mesa veio a especialidade da casa: frango de caril, que foi bem com o branco funky, com o tinto da quinta e com o outro encarnado que levou o J enólogo. Teve-se muito bem, nem o «fresquinho» do Douro constipou ninguém… quem estava, já estava.

Real Companhia Velha tem nova marca topo de gama

Desenvolvida pela equipa de Fine Wine Division, liderada pelo enólogo Jorge Moreira, Carvalhas é a nova marca de vinhos do Douro e Porto da Real Companhia Velha, composta por quatro referências: branco, tinto, Porto Tawny e Porto Vintage, informou a empresa em comunicado.
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O branco da colheita de 2010 é o primeiro vinho desta que é a marca topo de gama da Real Companhia Velha a chegar ao mercado. Em Setembro serão lançados o branco 2011 e o tinto 2010, que acontece em Setembro. Seguir-se-á o Carvalhas Memórias do Sécúlo XIX Tawny, ainda este ano. O Vintage ainda não tem data prevista para o seu lançamento.

quarta-feira, agosto 15, 2012

Quinta do Valdoeiro Baga / Arinto Espumante Bruto 2009

É um vinho austero e que não dá para apaixonar à primeira. É um belo vinho, embora não me tenha perdido loucamente por ele. Não é espumante para cocktail, mas para abraçar um belo leitão.
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Austero de aromas, revela folhagem de fim de Verão (coisa gira para dizer folhas secas)… na boca é quadrado, com acidez feliz e borbulhagem média.
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Um belo vinho, por quem não me perdi de amores.
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Origem: Bairrada
Produtor: Vinhos Messias
Nota: 6/10

terça-feira, agosto 14, 2012

Cartuxa Espumante Reserva Bruto 2008

Grande máquina! Que grande elegância! Que pujança suave! Que borbulhagem gostosa! O amigo Dentinho já mo tinha elogiado. Vindo a dica de quem vem, especialista nestas coisas das bolinhas, fiquei ainda mais expectante.
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Rico, complexo, da ameixa amarela, ao pêssego, ao citrino, finura até leve de banana, massa de pão suave… acidez muito feliz, final longo.
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Este prova que se podem fazer bons espumantes no Alentejo.
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Origem: Alentejo – sub-região de Évora
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida
Nota: 8/10

segunda-feira, agosto 13, 2012

Côto de Mamoelas Alvarinho Bruto Reserva 2006

Uma aposta segura. Não deslumbra, mas é muito bom. Já não bebia um desta marca desde 2006, ano deste vinho, curiosamente. Não desilude, antes confirma. Tasse muito bem.
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Origem: Vinho Verde – sub-região de Monção
Produtor: Provam
Nota: 6/10

domingo, agosto 12, 2012

Quinta dos Currais Reserva Tinto 2004

A Beira Interior guarda surpresas e espero que lhe venham a reconhecê-la como merece. Tem carácter e personalidade. Espero que não se perca… nomeadamente em estrangeirismos. Este é mais uma boa surpresa.
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Embora prefira os brancos da Beira Interior aos tintos, este não deixou de causar muito boa impressão, com bom casamento entre a banalizada touriga nacional (50%), a castelão (25%) e a aragonês (25%).
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É deslizante, mas com alguma rusticidade. No nariz está com notas de violeta, mas também de cereja muito madura, notas de madeira e de pouca pimenta e algum subtil cravinho.
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Origem: Beira Interior
Produtor: Quinta dos Currais
Nota: 6/10

sábado, agosto 11, 2012

Cerro das Mouras Grande Escolha Branco 2009

Arlindo Santos é mestre. Garrafa onde põe a mão é abençoada. Há vinhos que me recomenda e que não gosto (paciência), mas quanto a qualidade… não falha uma. Andava perdido e entretido com os olhos, salivando de pensamento acerca do néctar do jantar… recomendou-me este.
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Veio para bater-se com um gaspacho. Não foi uma escolha óbvia, pelo menos para mim. Diria que nada ortodoxa, mas bateu-se com denodo, sem nunca fraquejar ou matar o «inimigo».
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É finíssimo, e elegante, com acidez fresca e bom final. No nariz revela ameixas sumarentas e casca de laranja. Grande Santos, tu é que sabes!
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Origem: Douro
Produtor: Quinta da Veiga da Casa da Capela
Nota: 7/10

sexta-feira, agosto 10, 2012

Stanley Chardonnay 2010

O étnico-João também gosta de ser cosmopolita. Este não tem nada a ver com o hábito de Sintra. Ou talvez tenha, se pensarmos na grande nobreza de palácios, chalés e quintas. Este vinho é um diplomata, vinho de salão, que vai bem em Queluz, Versalhes ou Sampetersburgo. É duma elegância encantadora. Personificando, ser um cavalheiro simpático, mas sem a proximidade do amigo.
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Acompanhei-o com umas gambas apenas passadas por azeite e alho, com um pouco de sal. Levei-o à boca com arroz, milho e ervilhas. Foi uma maravilha. Gostei muito.
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Tem a frescura que a serra empresta e alguma suave mineralidade. É longo, untuoso e «fácil» de se beber… gosto muito dessa facilidade; dessa capacidade simpática de saber estar em qualquer ambiente, desde que haja bom gosto. No nariz junta abacaxi, ameixa amarela, leve banana, salsa e uma finura de manteiga.
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Origem: Regional Lisboa
Produtor: Fundação Stanley Ho
Nota: 7/10

Dom Teodósio Enigma Syrah 2009

Quem mo trouxe, com amor, carinho e espectativa, desembolsou mais do que habitualmente por um vinho, porque veio cá a casa jantar e quis trazer um néctar ao nível de outros que por cá tem bebido.
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Fico um pouco sem jeito… mas como sou mal-educado, metido à besta e não gosto de calar a minha opinião… vou dizer o que penso acerca deste vinho:
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Achei-o desinteressante, embora bem feito. Não traz nada de novo, mas também não tinha de trazer. O problema é que foi um bocejo, um vinho entediante… embora bem feito.
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Ser-se óbvio e directo não é para mim grande defeito desde que tenha alma e vibração. Não lhe posso dar nota negativa, até pelo que já disse quanto à qualidade, mas não o acho merecedor de segunda oportunidade.
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Origem: Regional Lisboa
Produtor: Enoport
Nota: 4/10

quinta-feira, agosto 09, 2012

Piteira Tinto 2001

Coisa rara em mim é insistir num vinho. Bebi a primeira e comprei mais duas. Não comprei mais porque não havia. O amigo Santos, da Garrafeira Campo de Ourique, encontrou umas caixas perdidas. Perdidas e esquecidas. Provou-as, aprovou-as e pô-las à venda. Recomendou-me e comprei. Mais uma vez satisfeito.
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É um vinho da Amareleja, feito com uvas moreto e trincadeira, vinificado em talhas. Contudo, é regional alentejano… faltaram-lhe o syrah, a touriga nacional e o petit verdot para ser um vinho típico do Alentejo e ser DOC.
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Vinho de talha e velho… ui! Que risco! Que medo! Buh! Susto! Que nada! Recomendado pela caça-fantasmas Arlindo Santos, não há espírito de vinho que cause receio! Maravilhoso!
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Os amigos que não gostam de vinhos velhos não gostaram. Tudo bem, é coerente. Mas não desdenharam nem rabujaram como fizeram com outros.
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Tem acidez e belo final. Um sedutor aroma a cogumelos frescos, trufa e alguma terra molhada. Delicioso. Repito: de-li-ci-o-so!
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: José Manuel Nunes Piteira
Nota: 8/10

Quinta de Camarate Tinto 2009

Declaro aqui, do alto desta tribuna, que nunca bebi um mau vinho da autoria de Domingos Soares Franco. E conhecendo-o pessoalmente percebo porquê: o senhor é um bem-disposto. Estas coisas transmitem-se ao vinho, tá visto.
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Eu que nunca me atrevo a entrar nas questões da relação entre a qualidade e o preço, porque de dinheiro e gosto sabe cada um de si e porque me marimbo para esse binómio, tenho desta vez (que não é a primeira) de me pronunciar. Um vinho de 7,50 euros, valor recomendado pelo produtor, com esta complexidade parece-me claramente positivo.
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Não é um daqueles vinhos por que me apaixone perdidamente, mas faz bela figura, como fez, com os amigos. Quando um dos comensais com assento reservado cá em casa pergunta, muito curioso, o que é, é porque gosta. E dou muito valor ao gostar dos meus amigos, que me ajudam na avaliação, quando lhes peço conselho. Este amigo é bom conselheiro, avisado e exigente, além de não ser peneirento. Partilha comigo a máxima de que o vinho é bom quando dá prazer.
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Fez-se com touriga nacional, aragonês, cabernet sauvignon e castelão. Avanço eu e digo: a mistura não é a mais óbvia, das violeta ou das cerejas compotadas e dos verdáceos pimentais da casta francesa. Também não é um pesadão ali da Península de Setúbal.
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Achei-o até delicado. Por mim preferia-o com taninos mais rugosos. Seria talvez um contraponto à sofisticação dos aromas: figo, figo seco, tâmaras em passa e amoras. Na boca tem fruta e um leve mineral… preferia-o mais rugoso e encorpado. Mas tasse muito beeeem!
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

Revista de Vinhos revela finalistas do «Prémio Imagem do Vinho»

A Revista de Vinhos divulgou a shortlist da segunda edição do «Prémio Imagem do Vinho». Uma iniciativa com 220 trabalhos inscritos. Devido à dimensão da lista, fica a ligação para o site da Revista deVinhos.
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O júri constituído por João Paulo Martins (jornalista da Revista de Vinhos e presidente da mesa de júri), Carlos Abreu (director criativo da agência Sumo Portugal), Cláudia Portela (directora criativa DNA Y&R Brands), Pedro Almeida (director de alimentação do El Corte Inglés) e Pedro Pina Brito (designer e editor do Portugal Wine Guide) nomeou para shortlist as três categorias: rótulo (41); design de gama (11) e embalagem (12).
A avaliação final do júri terá lugar na segunda quinzena de Setembro, com base na apreciação dos trabalhos originais.
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Este Prémio é uma iniciativa da responsabilidade da Revista de Vinhos, dirigida a todos os produtores portugueses, que se realiza de dois em dois anos e que se propõe distinguir o design que contribui para uma embalagem apelativa.
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Os vencedores serão divulgados no Encontro com o Vinho e Sabores (de 9 a 12 de Novembro de 2012) no Centro de Congressos de Lisboa, na Junqueira, e publicados na revista e no site da Revista de Vinhos.

quarta-feira, agosto 08, 2012

Folha do Meio 2011

Como dizem os miúdos do hip hop: rula! Paolo Nigra rula! É um mestre de quem gosto muito, até porque foi quem me espicaçou o gosto enófilo… já gostava, mas meteu-me a gostar mais. É motivo bastante para lhe ficar grato para a vida.
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Pois este branco alentejano é fresco e suave, escorrega que é maravilha. Elegante como o seu enólogo. António Chaparro, que conheci outro dia, é outra simpatia. O primeiro Folha do Meio que testei foi o da colheita de 2009 e gostei.
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Se a memória não me atraiçoa, este 2011 está mais fresco e sedutor. Gosto nele os citrinos; limão e lima, talvez um pouco de casca de laranja. Na boca é também fresco e perigosamente guloso.
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Quando o provei detectei, com felicidade, que não havia aquelas nhoquices do antão vaz… fui ver o rótulo e tcharã: não há mesmo dessa coisa, só mesmo arinto e fernão pires. É que além de não achar graça ao antão vaz ainda há a melguice da moda nos brancos alentejanos. Para mim, o arinto tem uma classe e aqui está maravilha!
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Terrenus Veritae
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

Confraria de Santiago dos Perdigões





















A Comissão Vitivinícola do Alentejo organizou um conjunto de viagens de jornalistas à região, para dar a conhecer produtores e atractivos turísticos. Fui um dos convocados e gostei muito. Uma das adegas visitadas foi a da Granacer, em Reguengos de Monsaraz.
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Dessa visita vai haver registo do Poliphonia Signature no blogue A Glass of Portugal, integrado no site, acerca do nosso país em língua inglesa, Portugal Daily View, em que me encontro a colaborar. Já devia estar publicado, mas as férias tiveram efeito no ritmo das traduções...
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O Monte dos Perdigões, casa da Herdade com o mesmo nome, mas que foi vendida ao Esporão, é giro! Gostei da homenagem que o proprietário, Henrique Granadeiro, fez a alguns dos seus trabalhadores. Pediu que os retractassem em azulejaria, quer como figuras mitológicas quer como figuras-de-convite.
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Um brinde muitíssimo simpático foi o conjunto, de branco e tinto, de vinhos da Confraria de Santiago dos Perdigões. No rótulo o nome do presenteado. Sim, tive direito ao meu nome no rótulo. Já me posso sentir importante.
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Muito obrigado. A visita correu muito bem, a simpatia foi muita e os vinhos eram óptimos!
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A foto é que é péssima!