domingo, Junho 24, 2012

Beyra Superior Branco 2011

Um grande senhor! Um dos melhores brancos que me lembro de ter bebido. Aprecio a diferença e este parece ser o resultado da adição dos dois outros, mas em que a soma de dois com três dá oito.
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Continua a saga da surpresa. Para mim, este é o mais fácil de todos os Beyras, mas isso não lhe retira mérito. Mantém-se diferente do comum, mostra-se mineral, mais elegante do que o primeiro, mais civilizado do que o Quartz. Dos três irmãos este é o que estudou para doutor, trata do corpo e aviva a alma.
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O Beyra Superior tem a mesma tangerina dos manos, mas soma-lhe a casca de toranja. É mineral e complexo, e com um feliz ramalhete onde sobressaem os aromas da rosa, delicados e majestosos. Na boca tem uma estrutura que é maravilha, uma angulosidade rica, uma acidez de espanto e um final enorme.
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Origem: Beira Interior
Produtor: Beyra
Nota: 8,5/10

sábado, Junho 23, 2012

Beyra Quartz 2011

A terra onde as vidas que fizeram este vinho estão cravado no solo granítico e muito rico em quartzo. O cristal molda o rosto, impõe-se, e dá-lhe carácter. Parece que Fernando Pessoa disse da Coca Cola que primeiro estranha-se e depois entranha-se, o aforismo vingou e hoje uso-o neste texto para caracterizar o Quartz.
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O meu primeiro contacto não foi eufórico, diria que decepcionante. Se, por um lado, notei a diferença face ao previsível, por outro desgostou-me um pouco o desconcerto. O bicho é esquisito, mas tem muita raça. Num segundo copo comecei a perceber melhor a complexidade da fera. Quando me puseram um queijo seco e um pouco salgado da Beira Baixa o Quartz emergiu magno. Grande vinho.
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Não é fácil de escalar esta parede de pedra granítica, com evocações de tangerina. É duro, anguloso, com pujança… mas ao mesmo tempo com delicadeza e profundidade. É complexo e diferente. Não é consensual.
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Origem: Beira Interior
Produtor: Bayra
Nota: 6,5/10

sexta-feira, Junho 22, 2012

Dão & Douro a 28 de Junho

A quarta edição do encontro de vinhos Dão & Douro realiza-se a 28 de Junho, no restaurante da Assembleia da República, situado no quinto piso do edifício novo do parlamento. A mostra estará aberta entre as 17h30 e as 20h30.

Companhia das Quintas lança Uniqo

Chama-se Uniqo e é o fruto de experiências dos enólogos da Companhia das Quintas, informou a empresa em comunicado. «Uma pesquisa bem-sucedida que Nuno do Ó desenvolveu em 2009, na adega da Quinta da Romeira, em Bucelas. Desta experiência de casar a madeira com uma casta branca autóctone de Bucelas (sercial, também conhecida por esgana-cão) nasceu um vinho branco diferente, muito especial, com carácter único, que por isso mesmo recebeu o nome de Uniqo».
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A Companhia das Quintas colocou-o agora no mercado, mas apenas poucas garrafas estão disponíveis, ao preço indicativo de 35 euros por unidade.
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«Nuno do Ó colocou estas uvas da vindima de 2009 a fermentar em barricas novas de carvalho francês da Borgonha, mantendo-as a estagiar sobre as borras, nessas mesmas barricas, durante 18 meses (um período mais apropriado para tintos topo de gama). O resultado foi um vinho raro com aroma complexo, centrado nas especiarias e em notas minerais, denotando sugestões de ananás e pera, bem como nuances de chocolate».

Adega de Favaios é PME Líder

A Adega de Favaios recebe o estatuto de PME Líder 2012, informou a empresa em comunicado. Esta marca, que factura cerca de 11 milhões de euros por ano, «comprova os frutos do seu desempenho económico e financeiro e ambiciona igualmente o título de PME Excelência».

Wines of Portugal promovem vinhos no Brasil

A marca Wines of Portugal, gerida pela ViniPortugal, reforça o investimento no mercado brasileiro, organizando duas provas anuais em Brasília e S. Paulo - nos dias 25 e 27 de Junho, informou em comunicado.
«O mercado brasileiro continua a ser um dos principais mercados para os vinhos portugueses, pois tem vindo a apresentar uma elevada taxa de crescimento das exportações, próxima dos 19%, traduzindo um crescimento de 20 para 24 milhões de 2010 e 2011 », afirma Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal.
Jorge Monteiro acredita que «os vinhos portugueses têm motivos para continuar confiantes pois conseguiram um posicionamento alto no mercado brasileiro e Portugal está no grupo dos cinco fornecedores de vinho do Brasil. Além disso, o vinho português tem um preço médio alto e uma elevada conotação positiva neste mercado».
Durante as provas anuais serão realizadas acções de degustação e dois seminários. Estes últimos serão orientados por Suzana Barelli e Guilherme Rodrigues, e homenagearão os vinhos portugueses premiados pelo Mundo.
O primeiro seminário terá lugar em Brasília no dia 25 de Junho, a partir das 18h, no Brasilia Palace Hotel, e o segundo será organizado no Hotel Unique, em São Paulo, a partir das 17h30, seguido da apresentação da final do Portugal Wine Expert, por José Santanita. Ambas as acções serão precedidas por provas de degustação para profissionais e consumidores, entre as 16h00 e as 21h00.

Quinta do Pôpa lança Preffácio Tinto 2009

A Quinta do Pôpa, produtor duriense situado na encosta de Adorigo (Tabuaço) lança este mês o Preffácio Tinto 2009, «um vinho cheio de juventude, aroma intenso e frutado que chega ao mercado com uma nova imagem», salienta em comunicado o produtor.
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Produzido nas escarpadas encostas de solo xistoso do Douro, o Preffácio Tinto 2009 tem por base um lote de castas touriga franca, tinta roriz, tinta barroca e touriga nacional, com vinificação em lagares de granito com controlo de temperatura. A gama Preffácio é ainda composta por um branco e um rosé. 

Herdade dos Grous apoia festival de música sacra

A Herdade do Grous recebe, a 24 de Junho, artistas, público, jornalistas e comunidade local do Festival Terras sem Sombra, «aliando o vinho à cultura», informou em comunicado. No âmbito do maior festival português de música sacra, esta herdade «pretende dar a conhecer os vinhos que produz através de uma visita à propriedade e prova de vinhos comentada».
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No evento, a Herdade dos Grous irá dar a conhecer o mais recente néctar do seu portefólio, um colheita tardia que chegou recentemente ao mercado.
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A oitava edição do Festival Terras Sem Sombra abrange concertos, conferências temáticas, visitas guiadas e acções de cunho pedagógico direccionadas para as artes, para a cultura e para a dinamização da região do Baixo Alentejo. «Sem nunca perder de vista o quotidiano alentejano e as suas problemáticas contemporâneas, o festival assegura ainda um espaço de actividades paralelas», sob o mote da salvaguarda da biodiversidade, destinadas a cimentar a consciência ambiental.
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Dia 23 de Junho, na Basílica Real de Castro Verde, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, com direcção do maestro Donato Renzetti, executará pela primeira vez, nos tempos modernos, a peça Betulia Liberata, uma obra do compositor italiano Gaetano Pugnani  (27 Novembro 1731 – 15 Julho 1798) dedicada à Rainha D. Maria I e resgatada do esquecimento pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja.

JMF lança José de Sousa 2010

A José Maria da Fonseca acaba de lançar a nova colheita de José de Sousa, referente à vindima de 2010, e que em breve será comentado no blogue.

Beyra Branco 2011

Ainda há gente de coragem. Com esta crise chata e que se agarra à vida, com uma data de produtores com as mãos deitadas à cabeça, Rui Madeira, o homem da VDS e filho do patrão da CARM, atirou-se ao trabalho na Beira Interior, em Vermiosa, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, ali onde ninguém se lembra de investir, em vinho ou em coisa alguma.
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O projecto designa-se por Beyra, nome da empresa e da marca. O lema é «vinho com altitude», diria vinho com atitude. Se a altura de se jogar ao negócio é arriscada, se o local é improvável, já a qualidade não surpreendente. Porque a região tem, penso eu, características para vinhos de grande qualidade, sobretudo brancos, e com carácter distintivo. Depois há o enólogo, que ninguém duvida da competência.
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A terra dali é tanto granítica como xistosa e situa-se a uma altitude média de 700 metros. Saem vinhos minerais e frescos. Diferentes e surpreendentes no perfil.
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Os tintos hão-de vir, agora vão-se fazendo no descanso laborioso das barricas. Já na rua estão três brancos: Beyra, Beyra Quartz e Beyra Superior. Cada um deles terá aqui uma nova, agora fica o entrada de gama.
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O Beyra é um vinho fácil, mas desafiante. Quem gosta dos vinhos docinhos e saltitantes talvez não o aprecie. Quem gosta da diversidade e aprecia a diferença tem uma boa opção. Fez-se com uvas síria e fonte cal. É um vinho seco e perfumado, delicado. É mineral e cítrico, duas características que valorizo.
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Origem: Beira Interior
Produtor: Beyra
Nota: 6/10

quinta-feira, Junho 21, 2012

Quinta do Cardo Síria 2011

A Beira Interior tem uma frescura que dificilmente outras regiões atingem. Gosto disso. Gosto da mineralidade dos vinhos da região (dentro de dias vão surgir três novas entradas de vinhos desta zona). Os Quinta dos Cardo Síria dão-me alegria há muito tempo. Este… idem, idem, aspas, aspas.
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O perfil mantém-se e a qualidade também. Bom preço. Uma óptima opção para o lazer e para a mesa de carnes brancas e peixinho (que é coisa que não como, mas sei). Penso eu de que…
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Origem: Beira Interior
Produtor: Companhia das Quintas
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quarta-feira, Junho 20, 2012

Prova Régia Premium 2011

Gosto tanto dos Prova Régia que até comentei uma colheita em duplicado… imaginem! Tenho de poupar a cabeça… ou talvez dar-lhe mais uso. Este é outro Prova Régia, ainda não tinha sido bebido e postado por aqui. Conheci-o numa prova e entretanto enviaram-mo para casa para que escrevesse de minha justiça.
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Pois que sim, que gosto. Que gosto sim. Não ao ponto de o fazer descolar muito do homónimo, mas indubitavelmente mais prazenteiro. Gosto de Bucelas! O que hei-de fazer?
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Tem mais estrutura do que o parceiro e final talvez um tanto mais prolongado. Gosto da mineralidade e das notas de laranja.
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Origem: Bucelas
Produtor: Companhia das Quintas
Nota: 6,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

terça-feira, Junho 19, 2012

Quinta de Pancas Branco 2011

A região de Lisboa tem vindo a afastar-se da imagem de produtora apenas de grandes volumes, com o surgimento de cada vez mais produtores de qualidade. A Quinta de Pancas foi pioneira na diferenciação, ainda no tempo dos anteriores donos do negócio.
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Actualmente inserida no grupo Companhia das Quintas mantém-se fiel à procura da qualidade e, ao mesmo tempo, de preço competitivo. A dupla João Corrêa e Nuno do Ó consegue sucesso nas fórmulas enológicas, criando vinhos fáceis, sem serem simplórios, para diferentes gostos.
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Dos brancos da Companhia das Quintas este é, por certo, não teimo, o que aprecio menos. Os meus sentidos fogem para os Bucelas e para os da Beira Interior. Todavia gosto e compro-o com regularidade.
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O presente vinho fez-se com uvas das castas arinto, chadonnay e vital. Notas de prova? Hoje não estou nessa.
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Origem: Regional Lisboa
Produtor: Companhia das Quintas
Nota: 5,5/10

sexta-feira, Junho 15, 2012

Cinco Duorum medalhados

A Duorum Vinhos conquistou cinco prémios no Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados 2012.Duorum Porto Vintage Vinha de Castelo Melhor 2009  obteve uma Medalha Prestígio; o Duorum Reserva Vinhas Velhas 2009 e o Tons de Duorum Branco 2011 conquistaram Medalhas de Ouro; o Duorum Colheita Tinto 2010 e o Tons de Duorum Tinto 2010 conseguiram Medalhas de Prata.

quinta-feira, Junho 14, 2012

Herdade das Servas apoia livro de automóveis

A Herdade das Servas apoia o lançamento e a edição do livro «A evolução do automóvel», da autoria de José Miguel Mira, proprietário de uma das maiores colecções de automóveis clássicos e antigos do país.
«Esta é a primeira obra de José Miguel Mira, elaborada com base numa pesquisa de dois anos sobre a história do automóvel e uma selecção dos melhores automóveis da colecção do seu pai, que são revelados pela primeira vez em livro«, lê-se no comunicado da empresa.
Um tablebook editado pela Contra a Corrente e limitado a 1.000 exemplares numerados, que está já à venda por 30 euros, através do site da editora, da revista Topos & Clássicos, do Diário do Sul e da Associação do Automóvel de Portugal (ACAP), em livrarias especializadas, nas 24 lojas do ACP e do Clube Português de Automóveis Antigos (Oeiras e Porto), bem como nos próximos encontros e exposições de automóveis clássicos.

Enoport ganha medalhas no Canadá

O grupo Enoport United Wines ganhou seis medalhas de ouro e uma de prata na 18ª edição do Sélections Mondials des Vins Canada 2012, que se realizou no Canadá de 30 de Maio a 4 de Junho de 2012, informou a empresa.
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Os vinhos que obtiveram a medalha de ouro são: Adega da Vila Tinto 2011, Cabeça de Toiro Reserva Tinto 2008 e Cabeça de Toiro Tinto 2009, D. Fuas Tinto 2008, Magna Carta Reserva 2010 e Topázio Tinto 2009.

Companhia das Quintas apresenta vinhos para o Verão

A Companhia das Quintas acaba de lançar três vinhos brancos, das regiões de Bucelas, Lisboa e Beira Interior. O Prova Régia Premium 2011, o Quinta do Cardo Síria 2011 e o Pancas Branco 2011 são as propostas da empresa para os dias quentes de Verão, e serão abordados no blogue nos próximos dias.

terça-feira, Junho 12, 2012

Curso de vinho e queijos na Garrafeira Campo de Ourique

Qual o melhor vinho para acompanhar um queijo? Que vinhos para que queijos? Branco ou tinto? Questões que o escanção Manuel Moreira irá responder num workshop na Garrafeira Campo de Ourique. O curso terá lugar a 20 de Junho, entre as 19h00 e as 20h30. O preço é de 40 euros por participante. Mais informações e marcações através dos números de telefone 21 396 39 85 e 21 397 34 94 ou pelo endereço de email garrafeiracourique@mail.com.

Velhotes lidera no Vinho do Porto

O Vinho do Porto Cálem Velhotes lidera as vendas no mercado português, de acordo com um comunicado da Sogevinus, que cita o relatório anual da International Wine & Spirit Research (Annual report on consumption of alcoholic drinks, may 2012).
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«No âmbito de um estudo publicado recentemente pela IWSR, que analisa em volume e valor o mercado nacional de Vinho do Porto para o ano de 2011, a marca Cálem Velhotes triunfa, conquistando uma quota de mercado de cerca de 16%, com umas vendas totais de mais de dois milhões de garrafas no mercado nacional» – lê-se no comunicado.
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«A marca produz anualmente mais de cinco milhões de garrafas que são vendidas em Portugal e ainda em mais de 50 mercados internacionais, entre os quais: Dinamarca, Holanda, Brasil, Luxemburgo e Alemanha».

Quinta de Melgaço internacionaliza-se

As Quintas de Melgaço acaba de entrar nos mercados do Brasil e do Japão, «dando continuidade à política de internacionalização de uma empresa que reúne mais de quinhentos pequenos produtores do Minho», informou em comunicado.

Adega de Borba ganha três medalhas de ouro no Sélections Mondiales des Vins

A Adega de Borba foi galardoada com três medalhas de ouro na 18ª edição do Sélections Mondiales des Vins 2012, o maior concurso internacional de vinhos da América do Norte, que se realizou no Canadá, de 30 de Maio a 4 de Junho, informou a empresa.
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O Adega de Borba Premium 2010, o Montes Claros Reserva Tinto 2010 e o Montes Claros Colheita Tinto 2010 foram os vinhos que conquistaram o ouro neste certame que recebeu nesta edição 1.806 amostras de 35 países de todo o mundo.  

Populi abre no Terreiro do Paço

O Terreiro do Paço tem um novo poiso gastronómico. Trata-se do Populi - food with friends, e funciona jo torreão nascente, onde funcionou a Bolsa de Valores de Lisboa. O Populi «é um café restaurante com conceito misto de gastronomia, arquitectura e decoração, que mescla a agitação das dinâmicas internacionais com o respeito pelo mais belo da tradição portuguesa», lê-se no comunicado de divulgação do espaço.
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Na ementa predominam as propostas mediterrânicas, mas também experiências do chefe Luís Rodrigues. O responsável pela cozinha tem no currículo colaborações José Avillez, Ljubomir Stanisic, Giorgio Damasio, Peter Zampaglione, Sergi Arola e Luís Baena.
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«Das ostras e das vieiras às tábuas de presunto, enchidos e queijos; dos croquetes de rabo de boi aos espargos marinados e à salada de folhas verdes com nozes, requeijão e vinagrete de mel; das brusquetas de pato caramelizado e pastéis de bacalhau aos peixinhos da horta e cogumelos salteados com alecrim e nozes» os responsáveis do Populi pretendem alcançar o objectivo «comer e chorar por mais».
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A casa propõe também pratos do mundo, como risoto de açafrão e espargos ou cogumelos, linguini de pesto de manjericão, os bacalhaus à Braz e confitado com puré de grão e bok choy, o lombo ou a vazia de novilho com agliata, e os lombinhos de porco preto com molho romesco.
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Nas sobremesas destacam-se o «melhor gelado de chocolate do mundo», leite creme de baunilha, crumble de pêra com moscatel e o panna cotta de maracujá.

Vinho do Porto promove-se em Lisboa

O Vinho do Porto, a região do Douro vão estar na primeira edição de «Um Porto em…», iniciativa conjunta do Turismo de Portugal e do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto e com o apoio do Museu do Douro. O evento irá decorrer em Lisboa a 15 de Junho, sexta-feira, na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa.
«Ao longo de provas de vinhos e de gastronomia e sessões de trabalho, o Douro e o Vinho do Porto dão-se a conhecer à comunidade empresarial e escolar como produtos turísticos de excelência e de nível internacional, estimulando a sua integração na oferta gastronómica», refere a organização em comunicado.
Entre as acções a decorrer contam-se uma conferência sobre a relação histórica entre a cidade do Porto e o comércio do vinho, e palestras sobre empreendedorismo na região do Douro, nas áreas do vinho, da restauração, da hotelaria.
Durante um dia, uma nova geração de chefes (Nuno Diniz, Nuno Barros, João Sá, Vítor Claro, António Lourenço, António Henriques, Marlene Vieira e José Serrano) vai liderar várias provas gastronómicas comentadas, utilizando Vinho do Porto.
A jornada encerra com a inauguração da exposição “A arquitectura da paisagem duriense”, na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, que decorre até 30 de Junho.
«A iniciativa «Um Porto em…» pretende aumentar a notoriedade e a percepção do Vinho do Porto, junto de responsáveis do sector e opinion makers nacionais e internacionais, enquanto elemento diferenciador e característico da oferta turística sofisticada de Portugal», lê-se no comunicado.
«Depois de Lisboa, o objectivo é que a iniciativa possa repetir-se noutras grandes cidades europeias, permitindo projectar o Vinho do Porto enquanto activo turístico de excelência para Portugal junto dos principais mercados emissores».

Quinta da Branca lança tinto

A Quinta Branca acaba de lançar o Quinta Branca Douro Tinto DOC 2010, que reúne as castas touriga nacional, touriga franca, tinto cão e tinta amarela, informou a empresa. Este produtor adianta que o projecto vínico «irá conhecer uma forte evolução nos próximos três anos, com vista a consolidar e afirmar sua marca, num trabalho conjunto do enólogo Luís Soares Duarte e da equipa técnica da quinta».

sexta-feira, Junho 08, 2012

João Portugal Ramos - visita a Estremoz

João Portugal Ramos foi nas décadas de 80 e 90 um verdadeiro «driving wine maker». Em Portugal não eram muitas as casas com enólogos, embora desde há muitos anos os houvesse. Mas foi, penso eu, um dos divulgadores da palavra e, com seu trabalho, promotor dum aumento da qualidade dos vinhos portugueses, coisa que o mercado reconheceu.
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O primeiro passo do seu projecto a solo deu-se em 1989, com cinco hectares de vinha em Estremoz. No final da década de 90, João Portugal Ramos optou por deixar a estrada para se dedicar apenas à sua empresa. Desde então tem mimado os portugueses com criações de alta gama e vinhos, que sendo populares e de baixo preço, patenteiam qualidade.
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Desde que se tornou empresário que não tem parado. Parece ter tomado o gosto de criar projectos, sempre em regiões diferentes. Primeiro foi o Alentejo (J. Portugal Ramos), depois o Ribatejo (Falua), há cinco anos lançou-se no Douro (Duorum – com o seu amigo e gigante da enologia José Maria Soares Franco), agora vai apresentar-se nos Vinhos Verdes. A estes soma-se a pequena casa Quinta de Foz de Arouce, situada na Beira e propriedade do seu sogro.
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Feita esta apresentação, adianto o motivo desta crónica: uma visita à adega João Portugal Ramos, a 26 de Maio, em Estremoz. Foi tempo de provar as novidades da casa e algumas colheitas com uns anitos e em muito boa forma.
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Numa visita e prova com vários bloguistas e responsáveis por sítios vínicos na net, provaram-se 11 novidades, ou novidades e alguns vinhos apresentados recentemente. O primeiro a vir para a mesa foi o Loios Branco 2011, que foi já algo duma nota no blogue do «je». Outro vinho também já comentado foi o Quintada Viçosa S.T. 2009.
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Marquês de Borba Branco 2011… fácil e «fresquinho» no toque. Fez-se com arinto, antão vaz, verdelho e viognier. Felizmente para mim, o antão vaz não chateou muito. No nariz agradou-me a frescura cítrica e mineral, menos o (maldito) maracujá. Na boca mostrou boa acidez.
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Vila Santa Reserva Branco 2011… outra categoria. Fresco, mais estruturado, com algumas notas conferidas pela madeira. Feito com arinto, alvarinho e sauvignon blanc. Em termos olfactivos mostrou-me uma fina manteiga, finíssimo fumo, amêndoa, especiarias, nomeadamente uma subtil pimenta branca (atchim!), e presença herbácea. A boca tem ananás e minério, final bem catita.
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Loios Tinto 2011, que se fez sobretudo com aragonês e trincadeira… as restantes são… mistéeeeeeriooo!... Ok, não perguntei. Certamente ter-me-iam dito. Não é vinho que me diga muito, mas não peca por falta de qualidade. No nariz tem amoras com força, mas revela-se muito óbvio. Na boca demonstra doçura e suavidade, com um final com duração engraçada.
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Marquês de Borba Tinto 2011 continua fiel a si mesmo. A marca é fiável na qualidade e no perfil. A edição do ano passado fez-se com uvas das castas alicante bouschet, aragonês, touriga nacional, syrah e cabernet sauvignon. Não é um vinho exuberante no nariz, mas mostra-se agradável com compota e avelã. Na boca é suave, macio e equilibrado.
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O Vila Santa Trincadeira 2009 foi dos mais aplaudidos na visita. Dentro do lote dos monovarietais da marca não foi unânime quanto a ser o número um. Fui um dos que preferiram outra opção. Gostei do movimento uniformemente acelerado que mostrou no nariz; primeiro lento (algo austero), ganhando velocidade até derreter o prazer. No nariz notas de fumo, framboesa, amora, alguma menta, terra… com os minutos passados revela flores e couro jovem. Enche bem a boca, tem profundidade, belíssimo final.
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Vila Santa Aragonez 2009, o monovarietal que menos me impressionou, mas de inegável qualidade. Os manos é que lhe «baterem» (aíii!...). No nariz mostrou frescura, chocolate preto, alguma goma e muito xisto; muito agradável. Na boca revelou doçura, mas também frescura,  taninos com personalidade e belo final.
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Vila Santa Syrah 2009… muito fixe! No nariz mostrou cacau, pimenta branca em pó, menta, xisto. Embora com doçura na boca, não se mostrou exagerado, com frescura, com taninos vivaços, um vinho que preenche bem a gruta.
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O Vila Santa Reserva Tinto 2010 já me encantou menos que o anterior… pois, bolas! O problema não é do vinho, mas da companhia do outro. Este fez-se com aragonês, touriga nacional, syrah, cabernet sauvignon e alicante bouschet. No nariz mostra fumo, amoras, ameixa preta madura e alguma goma. Na boca empurra com doce, mas tem taninos elegantes, boa acidez e bom final.
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A lide estava a correr bem e desde o primeiro Vila Santa que o inteligente mandou tocar a banda. Quando chega o Marquês de Borba Reserva Tinto 2009 o tema España Cani está ao rubro e nas bancadas começam a ser mais efusivos os olés. Este tinto conta com trincadeira, aragonês, alicante bouschet e cabernet sauvignon… pois é, que rico arranjinho no nariz: húmus, turfa ligeira, menta, canela, pimenta branca, chocolate, cereja madura, compota de morango… Na boca, ui! Consistente, muito estruturado, viva acidez, final muito longo.
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Loios Branco 2011
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: J. Portugal Ramos
Nota: 4/10
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Marquês de Borba Branco 2011
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Origem: Alentejo
Produtor: J. Portugal Ramos
Nota: 5/10
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Vila Santa Reserva Branco 2011
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Origem: Alentejo
Produtor: J. Portugal Ramos
Nota: 6/10
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Loios Tinto 2011
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: J. Portugal Ramos
Nota: 4,5/10
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Marquês de Borba Tinto 2011
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Origem: Alentejo
Produtor: J. Portugal Ramos
Nota: 5,5/10
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Vila Santa Trincadeira 2009
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: J. Portugal Ramos
Nota: 7/10
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Vila Santa Aragonez 2009
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: J. Portugal Ramos
Nota: 6,5/10
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Vila Santa Syrah 2009
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: J. Portugal Ramos
Nota: 7,5/10
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Vila Santa Reserva Tinto 2010
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: J. Portugal Ramos
Nota: 7/10
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Quinta da Viçosa S.T. 2009
Origem: Regional Alentejano
Produtor: J. Portugal Ramos
Nota: 8/10
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Marquês de Borba Reserva Tinto 2009
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Origem: Alentejo
Produtor: J. Portugal Ramos
Nota: 8,5/10

Caves da Montanha lançam Licor Nacional

As Caves da Montanha lançou o Licor Nacional, feito à base do destilado dum chá de ervas portuguesas, informou em comunicado. De acordo com o produtor, o novo licor apresenta notas olfactivas florais e apresenta-se doce e macio na boca, com «sensações a citrinos».
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Além de simples, as Caves da Montanha sugerem que se consuma também com gelo e limão, cocktail que apelidam de capinacional. O preço recomentado ronda os sete euros por garrafa.

Novos cursos da Miele com Luís Baena, Cláudio Cardoso e Hélio Loureiro

A Cozinha Activa, situada na Miele Gallery, em Carnaxide, vai acolher novos cursos de cozinha «Experiências e Sabores».  Com temas variados, os chefes de cozinha presentes nestes próximos cursos são Luís Baena, Cláudio Cardoso e Hélio Loureiro.
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Nesta segunda fase os cursos «Experiências e Sabores» vão centrar-se nos temas «notas de fumo» (19 de Junho), por Luís Baena, «la bella Italia» (27 de Junho), por Cláudio Cardoso, e «o prazer da tradição» (11 de Julho», por Hélio Loureiro.
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Para Hans Egenter, director-geral da Miele Portuguesa, «a escolha do nome “Experiências e Sabores” foi o resultado de uma conjugação de características que a Miele quis imprimir nestes cursos. “Experiências”, porque pretende-se que seja uma iniciativa de demonstrações e partilha de momentos únicos à mesa, num espaço confortável e exclusivamente dedicado à cozinha. Por outro lado, “Sabores” está relacionado com o facto de os cursos destacarem os diversos sabores existentes na cozinha nacional e internacional. E quando se fala de cozinha no seu geral não podemos esquecer os aromas e, inevitavelmente, os sabores».
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«Se para alguns será uma iniciação, para outros estes cursos serão uma oportunidade de ficar a conhecer melhor determinada técnica ou produto e até mesmo de privar de perto com alguns dos seus chefs de eleição. No fundo, queremos que as pessoas passem aqui um bom momento de aprendizagem, de convívio e, que simultaneamente possam desfrutar da nossa cozinha e de todos os equipamentos Miele da melhor forma possível», explica o diretor geral da Miele Portuguesa.
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Com início marcado para as 19h00, os cursos «Experiências e Sabores» da Miele, são limitados a 12 pessoas e incluem a confecção e a degustação dos pratos elaborados durante os mesmos. Os interessados devem contactar a Miele através do telefone 21 424 81 00 ou através do endereço de email info@miele.pt.

Universidade Portucalense discute enoturismo do Douro

O futuro do desenvolvimento turístico e do enoturismo na região vitivinícola do Douro será o tema central em debate na Universidade Portucalense (UPT), no âmbito do Dia Aberto do Turismo, que aquela instituição vai comemorar no dia 12 de Junho.
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Em comunicado, a universidade informa que a iniciativa terá lugar às 15h00 na sua aula magna, reunindo vários operadores turísticos da região duriense. O evento contará com a presença de Jim Dion, gestor de programação da rede internacional de destinos turísticos sustentáveis da National Geographic.

Adega de Favaios ganha medalhas no Citadelles e no IWC

A Adega de Favaios conquistou uma medalha de ouro no concurso Citadelles du Vin com o seu Moscatel 10 anos. O vinho Foral da Vila Branco 2011 venceu uma medalha de prata. No International Wine Challenge o Favaios 1980 arrecadou uma medalha de prata, o Favaio 10 anos ganhou bronze e o Foral da Vila Branco uma recomendação.

Quinta de Nossa Senhora do Carmo abre restaurante

A Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, sobranceira ao rio Douro (Sabrosa), acaba de abrir o restaurante Conceitus. A empresa alega que se trata do primeiro winery restaurant a abrir no Douro.
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A comida é feita com base no que «está mais à mão», a horta e os produtos locais. «O objectivo é o de proporcionar uma experiência de quinta a quem nos visita» – lê-se no comunicado.

Estrella Damm em Portugal

A Estrella Damm está disponível, desde Maio no mercado português. A presença da marca espanhola faz-se em parceria com a Sumol+Compal.

Mateus Sparkling ganha ouro em Bruxelas

O Mateus Sparkling obteve a segunda Medalha de Ouro no Concours Mondial de Bruxelles, que este ano decorreu em Guimarães.

Herdade das Servas vence ouro nos Les Citadelles du Vin

A Herdade das Servas venceu uma medalha de ouro no concurso Les Citadelles du Vin 2012, com o Herdade das Servas tinto 2009, informou este produtor de Estremoz. Este foi o quarto ano em que a Herdade das Servas participou neste concurso, tendo ganho três medalhas de ouro e uma de prata.

Adegga Wine Market em edição de Verão

O Adegga Wine Market, evento de prova de vinhos promovido pelo Adegga.com, chega, no próximo dia 16 de Junho, entre as 17h00 e as 23h00, ao Hotel Flórida (Marquês de Pombal, Lisboa), numa edição especial de Verão - o Summer Wine Market 2012, informou a organização.
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Ao conceito base «prova e compra» das três anteriores edições de Natal, o Summer Wine Market acrescenta dois novos ingredientes: o calor e o sushi.
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O evento acolhe 35 dos melhores produtores portugueses que terão à prova diferentes vinhos. Os visitantes têm oportunidade de conversar com os produtores e, no final, podem comprar os vinhos que mais gostaram.
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A edição de Verão surge por vários motivos, refere André Ribeirinho, um dos promotores do evento: «tem mais sex appeal, mais espaço, mais sol, dois decks de madeira com vista privilegiada e muito calor».

Casa da Ínsua ganha ouro em Itália

O Casa da Ínsua Tinto Colheita 2008 foi distinguido com a Medalha de Prata na edição de 2012 do Concurso Internacional de Vinhos «La Selezione del Sindaco», informou o produtor.

Península de Setúbal ganha quatro medalhas de ouro em Itália

Os vinhos da Península de Setúbal obtiveram quatro medalhas de outro no XI Concurso Internacional de Vinho «La Selezione del Sindaco», que decorreu entre 25 e 27 de Maio em Lamezia Terme, em Itália. No total, Portugal arrecadou 12 troféus (quatro de ouro e 8 de prata).
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Segundo o comunicado da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS), os vencedores foram a Casa Ermelinda de Freitas (um medalha de ouro – Casa Ermelinda Freitas Tinto 2010), a Adega Cooperativa de Palmela (duas medalhas de ouro – Adega de Palmela Moscatel de Setúbal 2005 e Adega de Palmela Reserva Tinto 2009) e a Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões (uma medalha de ouro – Adega de Pegões Alicant Bouschet 2010).

Vêm aí as festas do vinho a copo

A Rua da Barroca, no Bairro Alto, em Lisboa, e as Ruas de Cândido dos Reis e da Galeria de Paris, no Porto, serão o palco das festas «a copo!» 2012, onde 17 vinhos premium portugueses, servidos a copo, serão os protagonistas, informou a Viniportugal. A iniciativa terá lugar nos dias 22 e 23 de Junho, em Lisboa, e nos dias 29 e 30 de Junho, no Porto.
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As Festas «a copo!» decorrem no âmbito duma campanha que tem como objectivo a promoção «do consumo de bons vinhos portugueses a copo, como forma de aceder a diversas opções de elevada qualidade, com moderação, em momentos de descontracção e convívio», lê-se no comunicado.
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Este ano, a animação terá início às 20h, nos bares e restaurantes com serviço de vinho a copo associados ao evento. A partir dessa altura, a festa espalha-se pelas ruas, através de iniciativas que irão envolver e surpreender o público presente.
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Poderão ser degustados ao todo, 17 vinhos portugueses de referência, das principais regiões demarcadas, a 1,5€. Este ano a iniciativa contará com a participação de 12 bares, wine bars e restaurantes em Lisboa e 14 no Porto.
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A organização está ainda a preparar acções específicas com o objectivo de sensibilizar os participantes para a moderação associada ao consumo de vinho a copo durante as festas, entre as quais a disponibilização de equipas com alcoolímetros, para que os presentes possam medir a taxa de alcoolemia durante o evento.

quarta-feira, Junho 06, 2012

Glenfiddich homenageia descobridores

A Glenfiddich lançou o seu primeiro single malt whisky de 19 anos, amadurecido em cascos de carvalho previamente utilizados para envelhecer Vinho da Madeira. Esta edição limitada pretende homenagear os descobridores e marinheiros portugueses do século XV, designando-se assim por Glenfiddich Age of Discovery.

Península de Setúbal premeia vinhos

O XII Concurso de Vinhos da Região da Península de Setúbal elegeu como o melhor vinho da região o Execellent Superior, do produtor Horácio dos Reis Simões, que venceu também a categoria de «Melhor Vinho Generoso», visto tratar-se dum DOC Setúbal. Na categoria de tintos a vitória coube ao Xavier Santana Reserva 2009, do produtor Xavier Santana. Nos brancos venceu o Vale dos Barris 2011, da Adega Cooperativa de Palmela. No total foram entregues 15 Medalhas de Ouro e 18 Medalhas de Prata.

Schweppes pimenta rosa

Schweppes apresenta a nova Tónica Pimenta Rosa, informou a marca. O produtor afirma que a mistura desta especiaria «potencia os aromas e as notas cítricas, tradicionais da marca».

Chá frio inovador da Lipton

A Lipton lançou um chá de infusão em água fria, que pode ser servido em apenas quatro minutos. Esta inovação apresenta-se nos sabores menta, limão e pêssego-manga. O Lipton Sun Tea não tem calorias.

Quinta do Pôpa e Enoteca Douro associam-se no enoturismo

A Quinta do Pôpa (em Adorigo, no concelho de Tabuaço) e a Enoteca Douro, Quinta da Avessada (em Favaios, no concelho de Alijó) celebraram uma parceria de cooperação enoturística. Esta associação permite ao visitante ficar «a conhecer duas realidades distintas: os vinhos e a paisagem de socalcos banhados pelo rio Douro, em contraste com o Moscatel e o planalto de Favaios, situado na margem direita do rio» – lê-se no comunicado.
O programa tem início na Adega Cooperativa de Favaios, «onde se pretende dar a conhecer o método industrial de produção de vinhos de moscatel», com prova de moscatéis. Segue-se para a Quinta da Avessada, onde haverá uma recepção acompanhada por um espumante bruto com paté de frutos vermelhos. «Ao almoço destacam-se duas componentes: tradicional, ou seja, é confeccionado em potes de ferro à boa maneira dos antigos costumes e tradições da arte de bem cozinhar; e vínico, sendo por isso acompanhado por cinco vinhos produzidos na região demarcada do Douro. A despedida da aldeia vinhateira de Favaios não será feita sem que os presentes se divirtam com rábulas e música do grupo teatral e musical da “terra”. Ainda na Quinta da Avessada está também prevista a visita guiada ao espaço Enoteca do Douro com prova comentada de vinhos adamados».
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O programa prossegue em direcção ao Pinhão, através da estrada nacional 222. O dia termina na Quinta do Pôpa, onde haverá visita à quinta, adega e caves. No local estão à prova vinhos que ali se produzem, acompanhados por uma degustação de queijo, fumeiro e pão regional.

domingo, Junho 03, 2012

Häagen Dazs lança chocolate e menta

A Häagen Dazs lançou um novo sabor para este Verão. Trata-se do Mint Leaves and Chocolate e pretende evocar as memórias da infância. A criação dum novo sabor demora entre um ano e ano e meio, desde a pesquisa de mercado até à produção. Para esta nova especialidade foram provados 60 tipos de chocolate e 30 preparações de menta, que geraram 30 protótipos. Alisa Gray, responsável pela investigação e desenvolvimento da marca, aconselha este gelado para culminar uma refeição com especiarias ou com um doce chá de menta, como o consumido em Marrocos.

Jantar vínico em Melgaço

O Hotel Castrum Villae, de Melgaço, vai realizar um jantar vínico no seu restaurante Castrum Villae. O evento está marcado para 16 de Junho às 20h00 e tem um preço de 18 euros por pessoa. 

sexta-feira, Junho 01, 2012

Quinta da Ponte Pedrinha Touriga Nacional 2007

A complicação não é sinónimo de elevação, nem a simplicidade é demérito. Sabe-se que é mais difícil fazer simples, o que denota mestria e conhecimento, do que ornamentos rebuscados. Falo de simplicidade, não de simplismo nem em singeleza.
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Há uns anos, não muito distantes, brincava-se:
– Onde há mais touriga nacional plantada?
– No contra-rótulo… -
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Não passou muito tempo, pelo que muitos hectares de touriga nacional estão ainda e apenas no verso das garrafas… (será que o redondo tem verso?). Mas no Dão, berço da casta, sei que as videiras da casta estão bem instaladas na terra. E este vinho não engana, ela está mesmo lá. Não porque o rótulo o garanta, mas porque o aroma não engana.
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Dizia: simples. Sim, touriga nacional sem artifícios. Simples e clara, bem definida. Há uns meses referi um touriga nacional do Dão como caso didáctico, o TN by Falorca, pois este é-o também, mas de modo mais positivo. Tem o que deve. Nem mais.
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Nota negativa para o embrulho. Queixo-me muitas vezes de se apostar em garrafas estupidamente pesadas para «valorizar» o vinho, o que, nos tempos presentes, pode funcionar como uma má acção de marketing, tendo em vista a pegada de carbono. Pois neste caso bato em sentido inverso: este vinho merece garrafa melhor. Este vasilhame é para vinhitos sem ambição nem valor. Ok, não sei quanto custa o vidro, não sei quanto custa o vinho… sei é que o vinho merece vidro melhor e com melhor cor.
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Origem: Dão
Produtor: Maria de Lourdes Mendes Oliva Nunes Osório
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.