quinta-feira, maio 31, 2012

Assobio Tinto 2010

Os Assobios têm-se mostrado descomplicados, mas também directos ao prazer. Como diz algum povo: sem funfuns nem gaitinhas. É para agradar e consegue-o. Não traz grande elaborações, mas é elegante e escorreito.
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Fiquei com a impressão de ter preferido a colheita anterior, sem que por isso esta esteja ferida no valor. Achei-o mais interessante na boca do que no nariz. A prova olfactiva não transcende, mas mostra o Douro, em jovem. Na boca é aveludado, equilibrado na acidez e prazenteiro.
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Tal como acontece com os vinhos do Alentejo, o Esporão conta sempre com uma obra de arte no rótulo, sendo que na Quinta dos Murças, onde este Assobio teve nascimento, a escolha recai sempre em fotógrafos. Desta feita o escolhido foi José Manuel Rodrigues.
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Origem: Douro
Produtor: Esporão
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quarta-feira, maio 30, 2012

Esporão Reserva Branco 2011

Já disse tantas vezes que não aprecio brancos alentejanos que agora tenho de dizer bem de um. O que nem é novidade, pois os reservas do Esporão sempre tiveram boa recepção no blogue. Este agradou-me particularmente.
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Provavelmente, apreciei mais por causa do antão vaz, que, se não minguou em quantidade, pelo menos escondeu-se um pouco. Antipatizo com a casta! O que hei-de fazer?! Positiva também uma maior percepção de frescura. Faz-se ainda com arinto, roupeiro e semillon.
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Prefiro os vinhos sem os tropicalismos. Para tropicalizar prefiro caipirinha ou caipiroska. Esqueçam lá os maracujás e os pêssegos maduros. Pois este reserva poupa-nos à facilidade dos frutos doces e quentes. Todavia, não deixam de lá estar, mas em complemento do arranjo olfactivo. Este senti-o mais fresco, algo mineral e um pouco herbáceo, embora não a erva fresca cortada numa manhã de orvalho, já se vê… o Alentejo não deixa. Na boca mostra uma complexidade cativante, fresca, mineral e prolongada.
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Não tenho dúvida em afirmar que este é o melhor Esporão Reserva Branco que bebi.
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Como sempre, o Esporão convidou um artista plástico para a criação do rótulo. A escolha recaiu em Lourdes de Castro.
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Origem: Alentejo
Produtor: Esporão
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

terça-feira, maio 29, 2012

Vender vinho, uma questão de idade

A sociedade não valoriza a idade, há todo um culto da juventude e da beleza que enerva os gordos e entristece os velhos. Porém, no mundo das marcas e no marketing valoriza-se o tempo, que traduz estabilidade, sabedoria e segurança. Uma boa data impressiona sempre.
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Desde que há marcas que se valoriza o tempo, ou não fosse uma constante a ostentação de datas nos rótulos dos produtos e tabuletas dos estabelecimentos. Até há casos que me fazem sorrir: fundado em 1989. Foi ontem, pá! Mostrem isso quando chegarem, por exemplo, aos 50 anos. E 50 anos é menos duma vida humana média (no mundo ocidental).
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O mundo dos vinhos não é diferente, ou até é «mais igual». No vinho valoriza-se a propriedade, o território, a família e a idade. Quinta de Algures, é in. Vinho do Douro, é in. Família Fagundes, é in. Um brasão, é in. Desde mil-e-troca-o-passo, é in. Muitas vezes acrescentam-se uns toques retrô para acentuar o porte antigo e distinto.
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Nesta coisa do parece-que-é, dos wanna be, do quem-me-dera, do faz de conta, até se inventam brasões ou adaptam desenhos heráldicos. Gosto mesmo ver e ler as datas das fundações das casas… Mas não há noção de bom senso?
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A mais antiga marca portuguesa de vinho de mesa é de 1850, duma casa fundada em 1834 (José Maria da Fonseca). Mas mais antigas são alguns estabelecimentos de Vinho do Porto (Croft, 1588; Kopke, 1638; Taylor’s, 1692; Burmester, 1750; Fonseca, 1822…), alguns já com décadas quando foi criada a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (Real Companhia Velha – 1756). No entanto, a generalidade desses casos respeita a sociedades que, durante muitos anos, desenvolviam a actividade de import/export, em que o vinho era apenas mais uma mercadoria.
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Bem, mas essas são antigas e estão ligadas ao sector. Bem, há famílias que estabeleceram quintas há séculos, que sempre fizeram vinho, todavia não é a data que ostentam em que o começaram a vender com marca própria. É uma questão de rigor. A humanidade faz vinho há milhares de anos. Produz-se vinho, no actual território português, há muitos séculos. Porquê estabelecer uma data no século XVII? Somos todos descendentes da Eva sapiens sapiens, a generalidade das famílias tem milhões de genes tugas, gerações e gerações a falar português, parentescos e parentescos nascidos na pátria de Camões, do Afonso Henriques, dos mouros, dos visigodos, dos romanos…
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Ainda ninguém se lembrou de pôr no rótulo: desde 43 AC. Haja coragem!

Quinta da Murta Clássico 2009

Preâmbulo: este vinho foi oferecido pelo enólogo, logo não sei se será correcto comentá-lo. Este vinho foi oferecido, mas não a mim. Bebi-o também, mas não sei se será correcto comentá-lo. Mas comento! Ahahahahahah!
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Hugo Mendes é o enólogo da Quinta da Murta, que entrevistei em trabalho. Diz, e com razão, que uma pequena região como Bucelas não pode ficar-se apenas pelos vinhos de grandes quantidades. Tem de apostar numa maior qualidade, no público mais exigente e em preços mais elevados.
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Este tem a «novidade» de vir na linha dos velhos Bucelas… está bem, o rótulo diz «Clássico», mas há tanta coisa que diz ser e que é outra coisa… exemplo? Até há cabernet na Bairrada… ahahahahah! Adiante, que essa guerra não interessa aqui.
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É um branco com madeira e a pedir tempo. Bela acidez, belíssimo final. Quem o bebeu comigo também o elevou.
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Foi de beber e ficar «murtinho» por outra!
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Origem: Bucelas
Produtor: Quinta da Murta
Nota: 7,5/10

segunda-feira, maio 28, 2012

Bacalhôa apresenta brancos

A Bacalhôa apresentou a sua «colecção Primavera / Verão 2012», um conjunto de vinhos brancos de diferentes perfis, mas sem oscilações quanto à qualidade. As variedades agora postas à venda representam as diferentes regiões onde a Bacalhôa, a Aliança e a Quinta do Carmo se encontram a produzir.
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A região da Península de Setúbal é a mais variada quanto a oferta, com cinco referências. O Alentejo e a Bairrada têm cada duas referências e o Dão e Lisboa com apenas um vinho. Em comum têm a frescura, embora os brancos alentejanos se mostrem menos festivos.
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Começando pelos vinhos da Península de Setúbal, a Bacalhôa apresenta dois níveis de brancos, um patamar mais fácil e um degrau mais exigente, referindo qualidade não preço.
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O JP Branco 2011 promete esplanadas, seja no final da tarde seja para as noites cálidas. Fácil de trato, com aromas de ananás e rebuçado. Na boca mostra frescura, notas de erva e um final algo seco, o que é positivo.
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O Serras de Azeitão Selecção do Enólogo 2011 precisa de mais tempo para se revelar no nariz, que acaba por se mostrar herbáceo e com notas de maçã verde. Na boca fica uma sensação mineral, quase metálica. Para mim bebia-o com marisco.
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Ai Catarina, Catarina… namorava contigo… este punha-o claramente na mesa, com mariscos, saladas consistentes e, certamente, irá peixe… os outros que o comam; nã como pêche! Esta branco caiu-me bem. Embora não sendo «O» vinho, é uma coisinha bem apetecível. Em termos olfactivos mostra-se interessante, com notas minerais, com rosa e fina manteiga. Na boca mostra-se com bom corpo, fresco e embora com um travo algo adocicado finaliza-se seco.
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Cova da Ursa Chardonnay 2011… nunca percebi o porquê desta marca. A mim soa-me mal, mas se funciona… Neste vinho vêm notas tropicais, o que no meu gosto não é particularmente positivo. Todavia, o tabuleiro da fruta é completado por uma finura de fumo e notas vegetais que me tranquilizam. Na boca está mesmo muito bem, com um final com alguma valentia.
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Pois, agora vem um dos vinhos mais apreciados do momento, o Quinta da bacalhôa Branco 2010. Mais complexo que os anteriores, mostrou elegância e prometeu boa companhia para os jantares, e não apenas no tempo quente. No nariz é complexo e subtil, destacando-se o herbáceo e um fino fumo. Na boca o fumo é mais notório e apresenta um belo final.
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O Alabastro Branco 2011 foi, para mim, o menos interessante dos vinhos apresentados. Noto aqui, uma vez mais, que as minhas opiniões são assumidamente subjectivas e, embora reflictam a qualidade intrínseca dos vinhos, estão submetidas à tirania do meu gosto. Pois, este não me palpitou: no nariz é inicialmente austero, com notas de palha, sendo o menos fresco dos provados. Na boca mantém-se a menor frescura.
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Quinta do Carmo Branco 2011… a referência nunca deixa de espantar, embora mantenha uma feliz e segura regularidade, quer de perfil, quer de qualidade. O meu enorme amigo VR não o dispensa, todo o ano, pelo que o bebo esta referência com muita regularidade. O aroma não esconde o Alentejo, mas mostrando também frescura: um pouco orgânico e terra, pedra, restolho, casados com a frescura do ananás. Na boca mostra-se untuoso, com mineralidade e frescura.
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O Angelus Branco 2011 não ficou entre os preferidos, embora de clara qualidade… já falei na subjectividade da opinião? Pois! Todavia revela uma interessante complementaridade do nariz e da boca. Enquanto em termos olfactivos seja um pouco orgânico, temperado com uma frescura quase da menta, no palato revela a frescura do metal.
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O Galeria Bical 2011 tocou-me a cultura, pois surpreendi-me com as notas olfactivas lembrando morango… juro! Porém destaca-se a maçã verde. Na boca mostra doçura, com um final meio-seco e de média duração.
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A região de Lisboa mostra-se bem neste vinho, que reflecte a sua frescura e o potencial que este território tem para os vinhos brancos. Filho da casta originária do Noroeste peninsular, o Quinta dos Loridos Alvarinho 2010 é um belo vinho, em equilíbrio entre o doce e o seco. No nariz mostra rebuçado de ananás e muita frescura. Na boca mantém-se a frescura, com um bom e seco final.
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O Quinta da Garrida Reserva Branco 2011 não teve a nota muito mais alta da mostra, mas é o que mais me agradou e surpreendeu. É por causa destes brancos de encruzado que o Dão vai dar cartas no panorama nacional… e seria muito bom que fizesse além fronteiras. É um vinho completo, equilibrado, mas com risquinho «fora do sítio», não por defeito, mas para fazer cócegas no prazer. No nariz revela uma finura de fumo, notas vegetais, quase menta, minério e um pequeno ramalhete. Na boca o primeiro embate parece doce, mas rapidamente evolui para os cítricos da lima e do limão, quiçá com um pouco de tangerina. E tem um belo final.
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JP Branco 2011
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: Bacalhôa Vinhos de Portugal
Nota: 4/10
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Serras de Azeitão Selecção do Enólogo 2011
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: Bacalhôa Vinhos de Portugal
Nota: 4/10
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Catarina 2011
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: Bacalhôa Vinhos de Portugal
Nota: 5,5/10
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Cova da Ursa Chardonnay 2011
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: Bacalhôa Vinhos de Portugal
Nota: 6,5/10
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Quinta da Bacalhôa Branco 2010
Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: Bacalhôa Vinhos de Portugal
Nota: 7/10
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Alabastro Branco 2011
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Aliança
Nota: 3,5/10
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Quinta do Carmo Branco 2011
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Aliança
Nota: 6,5/10

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Angelus Branco 2011
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Origem: Bairrada
Produtor: Aliança
Nota: 4,5/10
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Galeria Bical 2011
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Origem: Bairrada
Produtor: Aliança
Nota: 5/10
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Quinta dos Loridos Alvarinho 2010
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Origem: Regional Lisboa
Produtor: Aliança
Nota: 6/10
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Quinta da Garrida Reserva Branco 2011
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Origem: Dão
Produtor: Aliança
Nota: 7,5/10

domingo, maio 27, 2012

Adega de Favaios traz três medalhas do Decanter World Wine Awards

Adega de Favaios recebeu no Decanter World Wine Awards uma medalha de ouro para o Moscatel Favaios 1980. O Favaios Reserva recebeu uma medalha de prata e o Favaios 10 anos arrecadou uma de bronze.

Alandra muda de imagem

Os vinhos Alandra branco e tinto 2011 inauguram uma nova garrafa e foram já premiados com o selo do «Sabor do Ano 2012» na categoria vinho de mesa, informou a empresa.

Adega de Borba vence 11 medalhas em três concursos

Os vinhos da Adega de Borba foram galardoados com 11 medalhas em três dos mais prestigiantes concursos do Reino Unido: Decanter World Wine Awards 2012, International Wine and Spirits Competition 2012 e International Wine Challenge 2012 – informou a empresa em comunicado. Para além das onze medalhas, de prata e bronze, a Adega de Borba recebeu ainda quatro menções honrosas nos mesmos certames.
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Adega de Borba Grande Reserva 2009 ganou três medalhas, uma de prata e duas de bronze, enquanto a gama Montes Claros venceu duas medalhas para o Colheita 2010 e outras duas para o Garrafeira 2007.
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O Decanter World Wine Awards 2012 distinguiu o Adega de Borba Grande Reserva 2009 com a medalha de prata, e o Montes Claros Garrafeira 2008 e o Montes Claros Colheita 2010 com medalhas de bronze.
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No International Wine and Spirits Competition 2012, a Adega de Borba viu seis dos seus vinhos serem galardoados, enquanto o Montes Claros Garrafeira 2007 e o Adega de Borba Grande Reserva 2009 venceram medalhas de bronze no International Wine Challenge 2012.

Carmim ganha ouro no Concurso de Bruxelas

O vinho tinto Monsaraz Premium 2008 foi galardoado com a Grande Medalha de Ouro no Concours Mondial de Bruxelles 2012. A Carmim produziu 15.000 garrafas deste vinho, produzido com base na casta alicante bouschet. O Garrafeira dos Sócios 2004 venceu uma Medalha de Ouro nesta competição.

Porto Restaurant Week até 5 de Junho

Está a decorrer o Porto Restaurant Week, que se estende até 5 de Junho. O preço é de 20 euros e incluí entrada, prato principal e sobremesa (sem bebidas incluídas), em cerca de 30 restaurantes da cidade.
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À semelhança das anteriores edições, O Porto Restaurant Week tem ainda um cariz solidário, interligando a gastronomia de topo com a doação de parte da receita a instituições de solidariedade social e causas associadas. «Por cada 20 euros de refeição, um euro reverte em exclusivo para a Associação Mulheres de Vermelho, promovendo a prevenção das doenças cardiovasculares nas mulheres, e para a Associação Católica Internacional ao Serviço da Juventude Feminina (ACISJF), que tem como objectivo promover a integração de pessoas em situação de risco e exclusão social, mães solteiras e/ou famílias monoparentais, privadas do seu meio familiar, vítimas de maus tratos físicos e psicológicos, com dificuldades de ordem socioeconómica e de inserção profissional».
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À sexta edição da Porto Restaurant Wee, associaram-se alguns dos mais reputados locais gastronómicos da cidade, entre eles: A Casinha, Artemísia; Brasserie Irene Jardim, Bull & Bear, Casa Branca, Largo do Paço – Casa da Calçada, Cheddar – Tea & Fondue, Clube da Gula, Costume Bistrô, Foz Velha, Great, Panorâmico Portucale, Praia da Luz, Mesa e Barão de Fladgate.

CVR Setúbal atribui prémios

A Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS) vai distinguir, no próximo dia 29 de Maio, em Palmela, os melhores vinhos certificados da região. Estão em jogo 11 vinhos com medalha de ouro e 18 com medalha de prata, nas categorias Regional da Península de Setúbal e DO Palmela, e quatro medalhas de ouro na categoria DO Setúbal.

Tejo cresce no primeiro trimestre

A região vitivinícola do Tejo foi a que registou melhor desempenho ao nível das vendas de vinho certificado em território nacional no primeiro trimestre de 2012 – garante a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo). No período verificou-se um crescimento de 27% em volume e 21% em valor, face ao período homólogo do ano anterior. De acordo com o comunicado, a quota de mercado da região estabeleceu-se nos 5,3%.

Taylor's lança edição limitada

A Taylor’s lançou uma edição limitada a 100 exemplares numerados dos Porto vintage clássicos de 2000, 2003, 2007 e 2009, informou a empresa.

Enopor ganha nove medalhas no Concurso de Bruxelas

O  Grupo Enoport United Wines arrecadou nove medalhas, no 19º Concurso Mundial de Bruxelas, que se realizou em Guimarães de 4 a 6 de Maio. Em concreto obteve uma Grande Medalha de  Ouro, três de ouro e cinco de prata.
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A Grande Medalha de Ouro foi atribuída ao vinho Quinta de São João Batista Reserva Tinto 2010. Os vinhos premidos com ouro são o Magna Carta Reserva 2010, Serradayres Reserva Tinto 2010 e Moura Basto Tinto 2010.

Azeite das Vargellas ganha prémio em Itália

O Azeite Virgem Extra Quinta de Vargellas foi premiado com Diploma di Gran Menzione, na categoria «Azeites com a melhor composição químico-nutricional», no sexto Concurso Internacional do Azeite (Troféu Armonia) – informou a empresa. Este concurso organizado pela International Extra Virgin Olive Oil Agency e pela ALMA(Scuola Internazionale di Cucina Italiana) teve lugar a 9 de Maio em Parma. Esta quinta do Douro possui 3.000 oliveiras, maioritariamente das cultivares madural, cordovil e verdeal.

The Yeatman confirma mais três chefes

O The Yeatman tem confirmadas as presenças de três chefes com estrela Michelin para a Rota das Estrelas, que irá decorrer na unidade hoteleira a 14 e 15 de Junho. Os chefes agora confirmados são Aimé Barroyer (Tavares), José Cordeiro (Feitoria) e Jerónimo Ferreira (Sheraton Porto Hotel & Spa).

quinta-feira, maio 17, 2012

Casa Ferreirinha Barca Velha 2004





















A sempre mesma questão: o melhor vinho. É? Não será «o», mas um dos. Sem demérito. O que o Barca Velha tem, que nenhum outro vinho português acompanha, nem mesmo o Pêra Manca, é o carisma, a história, o prestígio, a aura, a nobreza únicos. É um grande vinho.
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Para mim, um vinho não é apenas o líquido, mas o passado, a tradição, a ambição, a história, o rótulo, as pessoas. O Barca Velha tem isso tudo. Pode ser usado como arma de marketing, é-o certamente, mas que mal tem isso se quando surge esmaga com encantos quem o bebe?
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Desde que surgiu, em 1952, só 17 anos tiveram direito a dar à luz um Barca Velha. Hoje aparece como antigamente, com anos de estágio. O 2004 viveu 16 meses em barrica e o resto enjaulado em vidro.
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Já ninguém faz vinhos assim em Portugal, com esta demora para ver a luz. Não é um vinho de modas, é um estilo. Não é para beber de smoking vestido, mas de fraque ou de casaca… ou de modo simples, na privacidade da família e da amizade.
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Há quem o beba jovem, que ninguém espere por ele. Há quem o beba antigo, que ninguém ouse tomá-lo agora. Bebe-se já e sabe-se que será longa a vivência sã. A Sogrape aponta para um apogeu dentro de 15 anos. Neste momento, fora da garrafa, é um tigre, não pela força, mas pela elegância e nobreza felinas.
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Tantas palavras se disseram e escreveram sobre o «primeiro» vinho do Douro. Acrescentar não vale a pena. Penso ter sido unânime a avaliação de que 2004 é memorável, mesmo tendo em atenção o padrão exclusivo dos Barca Velha. Disseram os mais entendidos (que eu na modéstia experiência me associo) que este é um clássico, no perfil que mais lhe moldou a aura.
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É harmonioso, finamente guloso, elegante… são tantos os adjectivos que paro já. Se bem que sejam merecidos, basta de elogios. Apenas um aplauso para a equipa de enologia, chefiada por Luís Sottomayor, o terceiro artesão da marca, depois do lendário Fernando Nicolau de Almeida e de José Maria Soares Franco.
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O Barca Velha 2004 estagiou em barricas de 225 litros, das quais 75% de madeira nova. As uvas que o compõem vieram maioritariamente da Quinta da Leda (90%), a que se juntaram frutos doutras proveniências do Douro Superior. As castas do lote são touriga nacional (40%), touriga franca (30%), tinta roriz (20%) e tinto cão (10%).
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No nariz tem complexidade, com fruta vermelha, ervas secas, amêndoa torrada, especiarias, com um filamento de cravinho e de menta, notas florais, de alfazema, violeta e até de laranjeira. Na boca impressiona pelos taninos, pela acidez notável, pelo final enorme.
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Venho do Douro Superior com boas cores, vermelhinho. Não por excesso de bebida, mas pelo Sol fingido de manso devorado num piquenique na Quinta da Leda. Arde-me a pele e quando entrei em casa meti-me debaixo de água, para tirar os quilos de pó que trouxe do campo. No banho percebi a tonalidade e o ardor: estou com bronzeado à pedreiro. Isso, sim, era escusado, mas tem de ser, por amor à arte e à modalidade desportiva.
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Não termino sem antes partilhar o prazer que me deu conhecer o senhor Fernando Guedes. Os 82 anos estão sábios e vivos, homem de espírito, simpatia e educação. Gostei do senhor.
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Origem: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha / Sogrape
Nota: 9,5/10
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Nota: Dedico este texto aos amigos PR e VR, por causa da colheita de 1982. À saúde de MR.

quarta-feira, maio 16, 2012

Quinta das Carvalhas de portas abertas no Dia da Biodiversidade

Para assinalar o Dia Internacional da Diversidade Biológica, que se celebra a 22 de Maio, a Real Companhia Velha promove uma acção de portas abertas, intitulada Dia Aberto à Biodiversidade, na Quinta das Carvalhas, em pleno coração do Alto Douro Vinhateiro, informou a empresa em comunicado. A acção conta com dois horários: 10h30 e às 15h00 e a visita é gratuita mas pressupõe marcação obrigatória feita até dia 20 através do e-mail turismorealcompanhiavelha@gmail.com ou do telefone 254 738 050. As visitas só se realizam, nos referidos moldes, com a participação de 10 a 20 pessoas.

Companhia das Quintas ganha ouro e prata no concurso de Bruxelas

Vinhos da Companhia das Quintas das regiões demarcadas do Douro, Lisboa e Alentejo receberam uma Medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas, além de uma Medalha de Prata para o Alentejo, divulgou a empresa em comunicado.
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A edição de 2012 do Concurso Mundial de Bruxelas distinguiu o Quinta da Fronteira Grande Escolha 2009 (Douro), o Herdade da Farizoa Grande Escolha 2009 (Alentejo) e o Morgado de Santa Catherina 2010 (Bucelas) com Medalhas de Ouro. O tinto Herdade da Farizoa Reserva 2009 (Alentejo) mereceu ainda a Medalha de Prata.

Marquês de Borba ganha medalhas no concurso de Bruxelas

O vinho Marquês de Borba Reserva 2009 foi distinguido no Concurso Mundial de Bruxelas 2012 com uma Medalha de Prata e o Marquês de Borba 2011 com Medalha de Ouro.

Vinhos do Tejo obtém quatro Grandes Medalhas de Ouro no concurso de Bruxelas

Os vinhos do Tejo conquistaram quatro das dez Grandes Medalhas de Ouro entregues a vinhos portugueses, além nove Medalhas de Ouro e 16 Medalhas de Prata, informou ontem a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo).
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Os vinhos do Tejo premiados com Grande Medalha de Ouro, todos eles tintos e fruto da colheita de 2010, foram os seguintes: Cardal Tinto 2010 (Quinta da Alorna), Portal da Águia Tinto 2010 (Quinta da Alorna), Quinta da Lagoalva Castelão & Touriga Tinto 2010 (Quinta da Lagoalva de Cima) e Quinta de São João Batista Tinto 2010 (Enoport).

Periquita renova imagem





















O Periquita acaba de lançar no mercado as suas novas imagens, fruto de um processo de rebranding, informou em comunicado a José Maria da Fonseca. A operação foi levada a cabo pelas agências nacionais, Once Upon a Brand e GBNT e a campanha de comunicação vai arrancar no final do mês.
«Neste rebranding, a imagem da marca foi alterada, tendo-se procurado alguns elementos visuais presentes nos rótulos de Periquita mais antigos e reforçado o arco tão característico do logótipo da marca».
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O comunicado refere ainda que «a marca actualiza-se no estilo e linguagem, sendo possível aos consumidores uma viagem às caves da José Maria da Fonseca através da leitura do código QR contido nos contra-rótulos de todas as garrafas da família Periquita».

Montes Claros Garrafeira ganha ouro no concurso de Bruxelas

A Adega de Borba conquistou uma medalha de ouro com o seu vinho tinto Montes Claros Garrafeira 2008, no 19º Concours Mondial de Bruxelles, informou a empresa em comunicado.
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O júri, que teve em prova 8.379 amostras de todo o mundo, decidiu distinguir com o ouro este vinho assinado pelo enólogo Óscar Gato. Este vinho «foi elaborado a partir de uma selecção prévia de vinhas velhas instaladas em solos de xisto, com controlo rigoroso de uva por hectare e acompanhamento de evolução da maturação em cada casta e talhão específico», lê-se no comunicado.

Mateus Rosé premiado

O Mateus Rosé acaba de ser distinguido pelo Instituto de Negociação e Vendas com um Master de Negociação Institucional 2012, informou a Sogrape em comunicado. «Os Masters da Negociação distinguem anualmente marcas, instituições, personalidades e profissionais que se destacam por uma contribuição relevante para as dinâmicas negociais, regendo-se por elevados padrões de profissionalismo e integridade, e assumindo-se desta forma como um exemplo para toda a sociedade», lê-se no texto da empresa.

Apresentado o Quinta de Cidrô Gewürztraminer 2010

A Real Companhia Velha estreia a segunda série do Quinta de Cidrô Gewürztraminer, um vinho «que foge a estilos e convenções», de acordo com o comunicado da empresa.
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Com um preço ao público indicativo de dez euros por garrafa, o Quinta de Cidrô Gewürztraminer foi um vinho que nasceu, na vindima de 2010. O enólogo Jorge Moreira diz que se procurou fazer «um vinho onde as características da casta, em termos aromáticos e de sabores, fossem bem evidentes, mas mantendo ao mesmo tempo o carácter dos vinhos brancos do Douro: a estrutura, mineralidade e acidez. É portanto um vinho em que os aromas a líchia e rosa (tão típicas desta variedade) são muito evidentes, mas ao contrário do habitual, seco, austero e com uma bela acidez».

CVR Tejo atribui prémios

A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) distinguiu os produtores, o enólogo, os vinhos e os restaurantes da região que mais se destacaram em 2011, no âmbito da III Gala Vinhos do Tejo, que decorreu no passado sábado no Convento de S. Francisco, em Santarém.
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No evento foram conhecidos os vencedores dos Prémios CVR Tejo, distinções que destacaram a empresa Dinamismo Vinhos do Tejo, a empresa «Excelência Vinhos do Tejo» e o «Enólogo do Ano Vinhos do Tejo».
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A aposta, a partir de 2011, na certificação dos seus vinhos valeu à Adega Cooperativa de Almeirim a conquista do prémio «Dinamismo Vinhos do Tejo». Este produtor é hoje um dos maiores produtores nacionais, passou de pouco mais de 100 mil garrafas, em 2010, para quase 800 mil garrafas certificadas no último ano.
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O Centro Agrícola do Tramagal (Casal da Coelheira) venceu o prémio «Excelência Vinhos do Tejo». O prémio «Enólogo do Ano Vinhos do Tejo» coube a Martta Reis Simões.
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Na gala foram ainda anunciados os resultados do III Concurso de Vinhos Engarrafados do Tejo, prova disputada nos dias 26 e 27 de Abril, no Centro de Promoção Vitivinícola do Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo.
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O tinto Encosta do Sobral Reserva 2010, produzido pela Encosta do Sobral, e o branco Varandas 2011, da Adega Cooperativa de Almeirim, conquistaram diplomas de excelência.
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No evento foram também revelados os restaurantes premiados no âmbito do III Concurso de Iguarias e Vinhos do Tejo, competição em que, de 3 a 18 de março, 36 restaurantes dos distritos de Santarém, Lisboa e Leiria aceitaram o desafio de casar os vinhos da região com a cozinha tradicional portuguesa.

terça-feira, maio 15, 2012

Casa da Ínsua Tinto Reserva 2007

Irrita-me que admitam castas estrangeiras nas denominações de origem. Irrita-me! Porque se uma coisa se fez e reputou duma forma não deve deixar-se contaminar com o que vem doutros lugares.
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Mas um bom vinho é um bom vinho. Se dá prazer, dá prazer. Engulo as convicções engolindo o vinho. Este é um belíssimo tinto, feito com touriga nacional tinta roriz e… cabernet sauvignon… oh, irritação!
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Refira-se que por ali não há pimentos, pimentões nem pimentinhos. Há sim notas vegetais, que aliás se mostram bem nos vinhos do Dão, não era preciso vir uma casta camóne. É complexo no nariz, com as notas herbáceas, mais florais, mais do que violetas, frutos do bosque e algum fumo. Na boca é muito elegante, mas com um corpo de se lhe tirar o chapéu, o final caiu-me mesmo muito bem.
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Origem: Dão
Produtor: Casa da Ínsua
Nota: 7,5/10

Herdade das Serva ganha duas Grandes Medalhas no concurso de Bruxelas

A Herdade das Servas arrecadou duas Grandes Medalhas de Ouro, com os vinhos Herdade das Servas Touriga Nacional Tinto 2008 e Monte das Servas Colheita Seleccionada tinto 2009, no 19.º Concurso Mundial de Bruxelas, que se realizou em Guimarães de 4 a 6 de Maio – informou o produtor em comunicado.
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De acordo com o texto, este produtor alentejano foi o único português a alcançar o pódio das Grandes Medalhas de Ouro com dois vinhos tintos. Estiveram em prova 8.397 vinhos e espirituosos de produtores de 52 países, que foram analisados por um painel de provadores internacional com membros de 48 países.

Quinta do Pôpa VV 2008 com bacalhau com presunto

A Quinta do Pôpa viu o seu DOC Douro Pôpa VV Tinto 2008 ser eleito como o vinho ideal para degustar com um tradicional bacalhau com presunto, no âmbito da 26.ª prova do projecto Harmonias Comprovadas, que pretende reunir em livro cerca de 50 provas de harmonização entre vinhos nacionais e pratos tipicamente portugueses.
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A iniciativa decorreu a 2 de Maio e teve lugar no restaurante A Casa do Bacalhau, em Lisboa. No total foram 15 os vinhos à prova (cinco brancos, um rosé, um palhete e oito tintos provenientes de seis regiões: Douro, Dão, Bairrada, Tejo, Lisboa e Setúbal) de um eclético júri composto por 73 pessoas, entre as quais contavam jornalistas, profissionais do sector dos vinhos e restauração e curiosos.

segunda-feira, maio 14, 2012

Alento Branco 2009

Cá está!... ontem veio aqui parar um antão vaz com arinto e hoje vem outro. O d’ontem agradou menos, este agradou mais. Digo: mestre Santos, da Garrafeira Campo de Ourique, não brinca em serviço! Quando diz:
– João leva este…
Levo e dou-me bem. O homem sabe mesmo da coisa e parece que adivinha os meus gostos e preferências.
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Ora este antão vaz e arinto está fresco, com aromas de lima e alguma erva. Na boca continua fresco e mostra-se prolongado.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Monte Branco
Nota: 6/10

domingo, maio 13, 2012

Mouras de Arraiolos Reserva Branco 2010

Disse no outro dia, que ando amuado com os vinhos alentejanos. Pois! Este é um daqueles que não vou muito à bola. No entanto, não é um mau vinho. Ê cá é que num gosto munto. Por isso, há que dar um desconto à nota, ou melhor, acrescentar IVA ou outro imposto, a gosto, para fazer justiça a quem aprecia o género.
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A primeira impressão não foi mesmo nada positiva, mas um minuto ou dois a situação corrigiu-se. Entrou a matar com um bafo de sulfuroso. Mas o aborrecimento evoluiu para os aromas supostos.
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Lá está!... a casta antão vaz a fazer das suas. Ou seja, quem gostar dela pode ficar feliz. Depois fez-se com arinto, mas daquele arinto com que antipatizo, com notas de fruta dos trópicos. Na boca achei-o um pouco mais interessante, chegando a ser escorregadio, com um final médio.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Adega Mouras de Arraiolos
Nota: 4,5/10

sábado, maio 12, 2012

Loios Branco 2011

Este é um vinho descomplicado, bom para uma conversa à tardinha enquanto sardinhas e febras se grelham no carvão. A piscina, entre mergulhos, é outra hipótese. Tem a virtude de só ter 12,5% de álcool, ideal para tempos quentes e sem preocupações. Entretém, passa sem fazer estardalhaço. Está longe de ter interesse, embora bem feito. Está como se quis. No nariz, algo austero, sempre se revelam notas cítricas e de ameixa branca. Na boca é curto.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: J. Portugal Ramos
Nota: 4/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

sexta-feira, maio 11, 2012

Grandes Quintas Tinto Colheita 2009

Como se percebeu pelo texto de ontem, o colheita seria comentado em breve. Hoje é o dia. A Casa de Arrochella tem mostrado uma grande consistência, regularidade na qualidade. E se os vinhos me têm agradado, este caiu-me supimpa.
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Para se ter ideia do prazer que proporcionou, refiro que recebe a nota mais elevada que dei a vinhos deste produtor, um número bem acima do esperado.
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No nariz é poderoso sem ser bruto, complexo, vasto e tradicional; notas de fumo, cereja, framboesa, um suave mentolado, especiarias, um pouco de violetas. Na boca outra explosão: com corpo forte, taninos robustos, profundidade e final prolongado.
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Origem: Douro
Produtor: Casa de Arrochella
Nota: 8/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quinta-feira, maio 10, 2012

Grandes Quintas Reserva Tinto 2009

Os vinhos da Casa da Arrochella têm vindo a ser comentados aqui no blogue nas últimas colheitas. Até aqui verificou-se o que é suposto: o reserva acima do colheita. Pois o resultado de 2009 trocou-os de posição, sendo que nada correu propriamente mal ao reserva. O colheita é que trepou por aí acima.
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Embora em terreno bem positivo, este reserva tinto senti-o abaixo da edição anterior. Mas não o suficiente para lhe fazer tombar muito a nota, apenas meio ponto. Note-se que, apesar das pedrinhas que lhe mando, não deixei de apreciar. Apenas beliscou a memória das edições anteriores
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Penalizou-o a madeira, que senti pesada, tapando aromas de compota de cereja e violentas, levando as evocações mais frescas que se assomaram mas não apareceram. Na boca portou-se igualmente bem, com profundidade e corpo, fresco, equilibrado e de taninos elegantes, mas também nela notada na madeira.
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Origem: Douro
Produtor: Casa de Arrochella
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quarta-feira, maio 09, 2012

Quinta das Mercês Tinto 2007

Digo! Ando amuado com a generalidade dos vinhos alentejanos. Claro, que há os que saem do padrão. Este, não indo exactamente para onde eu gostaria, não está nesse grande pacote. Este tinto tem as virtudes de não ser doce, nem pesado, nem feito para barrar no pão. Antes se mostra com frescura, com aromas um pouco químicos, bem temperados com alcaçuz e notas herbáceas. Na boca escorrega com alegria, com taninos fáceis de agradar, sabores de ameixa preta e amora, com final bem interessante.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Quinta das Mercês
Nota: 7/10

segunda-feira, maio 07, 2012

Porto Palácio leiloa vinhos

A 11 de Maio, a partir das 20h00, o Porto Palácio promove um leilão de vinhos, informou o hotel. Restaurante Salsa & Loureiro, o chefe Hélio Loureiro vai harmonizar algumas criações gastronómicas com brancos, tintos, rosés, aguardentes, licores e vinhos do Porto enquanto os clientes podem licitar referências de todo o mundo para a garrafeira pessoal
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Durante o jantar bufê, meia centena de vinhos de origens distintas pode ser adquirida num intervalo de preço que vai desde os seis aos 300 euros. O conjunto contempla uma dezena de vinhos do Porto, entre os anos de 1977 e 2003, mais de 20 vinhos brancos, incluindo os biológicos de Alvaro Palacios, os italianos de Pio Cesare ou os franceses que vão desde os Premier Cru aos Sauternes, «para além de outras colheitas de renome oriundas de Espanha, França, Itália, Austrália ou Estados Unidos». Entre os portugueses destacam-se  Barca Velha, Batuta ou Pera Manca.

Real Companhia Velha organiza passeios

A Real Companhia Velha lança pacote turístico sob o mote «Um dia no Douro» e inaugura a época do «Royal Tour», um passeio em minibus que permite uma visita panorâmica pela Quinta das Carvalhas, em pleno coração do Alto Douro Vinhateiro, classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. O serviço está disponível entre Maio e Setembro, informou a empresa em comunicado.
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A Real Companhia Velha tem um minubus descapotável, com capacidade para 20 pessoas, a operar no Pinhão com destino à Quinta das Carvalhas, onde decorrerá uma prova com Porto Quinta das Carvalhas Tawny Reserva.
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A «curva 3» e a «Casa Redonda», situadas no topo da quinta a 550 metros de altitude, são paragens obrigatórias para melhor desfrutar de paisagens de cortar a respiração, salienta a Real Companhia Velha.
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O passeio tem partidas às 10h30, 12h00, 15h00 ou 17h00. A viagem tem duração aproximada de 90 minutos e custa 11 euros (5 euros para crianças dos seis aos 12 anos e grátis para crianças até aos cinco anos).

Viniportugal promove na Finlândia e Suécia

A marca Wines of Portugal  vai organizar duas acções de promoção dos vinhos nacionais na Suécia e na Finlândia, nos dias 7 e 10 de Maio, informou a Viniportugal, gestora da marca. As iniciativas inserem-se dentro do plano de promoção a nível mundial de 7 milhões de euros para 2012.
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Ambas as cidades contarão com uma presença recorde de produtores nacionais. Nas duas provas Wines of Portugal de degustação dos vinhos nacionais, a Viniportugal tráz aos mercados perto de 40 produtores por evento. Estas provas dirigem-se a profissionais do sector, média e consumidores.

Carmim lança Abatonic

A Carmim acaba de lançar o Abatonic, que consiste numa forma diferente de vinho licoroso. Tendo por base o Reguengos Vinho Licoroso, esta nova bebida consiste numa mistura com água tónica, gelo, limão e hortelã. «É uma bebida refrescante, que se pretende descontraída, vocacionada para um público mais jovem, sofisticado e que gosta de se divertir», refere o comunicado da cooperativa.

Talha de Prata para Herdade das Servas

A Herdade das Servas acaba de ganhar a Talha de Prata, na categoria de vinho branco no XXI Concurso «Os Melhores Vinhos do Alentejo Colheita 2011», informou o produtor. Este prémio coincide com o lançamento das últimas novidades no que toca aos brancos: Monte das Servas Escolha 2011 e Vinha das Servas 2011. 

quinta-feira, maio 03, 2012

Exportações do Tejo a crescer

As exportações de vinhos do Tejo para os países europeus registaram um crescimento de 49,3%, no primeiro trimestre de 2012 face ao período homólogo do ano passado, informou a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo).
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Entre Janeiro e Março deste ano, os mercados europeus receberam 807,5 mil litros de vinho da região, superando assim os 540,8 mil litros adquiridos em 2011.
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Suécia, Reino Unido e Alemanha encabeçam o topo da lista dos países da Europa que mais apreciam os vinhos do Tejo, tendo sido, no seu conjunto, responsáveis pela compra de mais de 611 mil litros de vinho.
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«Fora do perímetro da União Europeia, o saldo do desempenho das vendas trimestrais é também positivo. Angola, China, Estados Unidos e Brasil foram os países que mais contribuíram para a venda de vinho do Tejo nos mercados dos demais continentes, consubstanciando um aumento de 27% comparativamente ao último ano».

Novo Monsaraz Rosé

A Carmim volta a introduzir o Monsaraz Rosé, proveniente da junção das castas trincadeira, aragonês e castelão, informou a cooperativa.
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Em comunicado, o produtor refere que «esta aposta surge na sequência do sucesso registado em anos anteriores, naquela que é a quinta colheita deste vinho já premiado».

Herdade do Peso traz ouro do Challenge International du Vin

Os vinhos da Herdade do Peso arrecadaram quatro medalhas, das quais três de ouro, na última edição do Challenge International du Vin, informou a Sogrape em comunicado.
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Os vencedores foram: Herdade do Peso Reserva 2008, Herdade do Peso Colheita 2009, e Vinha do Monte Branco 2011 foram distinguidos com medalha de Ouro, e Vinha do Monte Tinto 2009 recebeu uma medalha de bronze.
Herdade do Peso foi a marca do Alentejo que mais medalhas de ouro obteve neste concurso, que é o mais antigo dos grandes concursos internacionais de vinhos.

Bacalhôa e Audi juntam-se à mesa

A Bacalhoa Vinhos de Portugal e a Audi estão a organizar conjuntamente, em Maio, uma iniciativa para dar a conhecer os seus produtos, anunciou em comunicado aquele produtor de Azeitão.
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As duas marcas juntaram-se e vão estar presentes em dez restaurantes de Norte a Sul do país, «onde os participantes poderão desfrutar de um evento com jantar, vinho e luxo sensorial», garante o comunicado. Os chefes de cada restaurante elaboraram um menu surpresa para cada dia, inspirado nos vinhos únicos seleccionados pela Bacalhôa.
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«A equipa Bacalhôa powered by Audi inicia o Roadshow no restaurante galardoado com uma estrela Michelin, Fortaleza do Guincho, em Cascais, na sexta-feira dia 11 de Maio com um welcome drink às 19h30. Depois é non-stop com um jantar no Dom Joaquim em Évora no dia 12 de Maio, um almoço no dia 16 de Maio no Eleven em Lisboa, seguido de um jantar à beira mar no Velho e o Mar em Sesimbra, Tia Alice em Fátima no dia 17, Casinha Velha em Leiria no dia 18 e Oxalá em Ovar no dia 19. Terça-feira 22, recomeça no DOP no Porto, Shis na Foz do Douro no dia 23, e para fechar o roadshow, no restaurante Arcadas da Quinta das Lágrimas, em Coimbra, no dia 24 de Maio».

The Yeatmen recebe «chefes Michelin»

O The Yeatman, hotel vínico do Porto, irá receber a Rota das Estrelas, evento que reúne chefes premiados pelo Guia Michelin, a 14 e 15 de Junho, informou a unidade hoteleira.
«A Rota das Estrelas oferece a oportunidade única de degustar uma selecção de pratos proposta e preparada por chefes de topo. Para comemorar a primeira edição do evento no The Yeatman, o chefe anfitrião Ricardo Costa irá convidar nomes sonantes da gastronomia nacional e internacional».
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De momento já estão confirmadas as presenças de duas «cabeças de cartaz»: Benoît Sinthon, do restaurante Il Gallo D'oro (The Cliff Bay), e Miguel Vieira, do Costes (Budapeste).

Portal da Águia Rosé 2011 vence na Suécia

O vinho Portal da Águia Rosé 2011, produzido pela Quinta da Alorna, foi eleito o melhor bag-in-box de vinho rosé à venda na Suécia, de acordo com o Vinordic Wine Challenge, que lhe atribuiu as distinções «Gold Trophy» e «Best Value», informou a Comissão Vitivinícola do Tejo (CVR Tejo).
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O Portal da Águia Rosé foi criado especificamente para o monopólio sueco, que desenvolveu a imagem deste bag-in-box a pensar num alvo muito especial. «Para cativar o público feminino, que tende a apreciar vinhos rosé, foi desenvolvida uma imagem onde predomina, essencialmente, o cor-de-rosa num ambiente de praia», adiantou a CVR Tejo.

Adega Mayor no quarto lugar do Top Wine Producers

A Adega Mayor alcançou a quarta posição no ranking mundial do Top Wine Producers, informou o produtor em comunicado. Esta adega alentejana obteve a melhor classificação entre os portugueses na XVI edição do Wine Masters Challenge, que decorreu em Março no Estoril, e que reuniu especialistas em vinho.
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O Wine Masters Challenge reuniu, durante uma semana, 600 especialistas que examinaram e provaram vinhos oriundos de 55 países vitivinícolas. Dos quase cinco mil vinhos registados, apenas 174 foram medalhados, entre eles os vinhos da Adega Mayor, que obtiveram uma medalha de Ouro com o Solista Touriga Nacional tinto 2010 e cinco de Prata, a saber: Monte Mayor branco 2011, Monte Mayor tinto 2010, Monte Mayor rosé 2010, Reserva do Comendador branco 2011 e ainda o Reserva do Comendador tinto 2007.

quarta-feira, maio 02, 2012

Marqués de Riscal Reserva 2006

O meu amigo VR tem uma fixação por este vinho, colheita após colheita. O miúdo gosta sempre. E eu também. Quero lá saber que digam que tem muita madeira… pois tem, e então?! Há vinhos que aguentam, outros que não.
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Lembro-me que o prazer foi imediato, desde a primeira vez que traguei o primeiro MRR. Nunca me desiludiu. Esta colheita resulta dum lote de tempranillo (aragonês / tinta roriz), graciano e mazuelo. Não sabendo as proporções de cada casta, suponho que a predominância continue a ser de tempranillo.
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Estagiou 26 meses em barricas de carvalho americano, donde lhe advém notas algo abaunilhadas. Mas não é só o aroma dessa vagem que ali se sente. Diria mais que são notas de especiarias: um levíssimo cravinho, uma levíssima canela em pau, vagamente café, vagamente cacau, fumo, bem se vê, notas de amora e de framboesa. Na boca mostra-se fresco, com corpo agradável, com porte aristocrático, muito elegante, com um final fantástico. Merece ser guardado, para que adquira por completo as características dos Rioja.
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Origem: Rioja
Produtor: Herderos del Marqués de Riscal
Nota: 8/10

Periquita Reserva 2009

Se fosse esquizofrénico diria que é uma perseguição, embora positiva. Não há nada a fazer, se há touriga franca no lote o mais provável é gostar. Tungas! Toma! Vai buscar! Nem que fosse por isso, este tinto já está mais do que aprovado. Felizmente não é só por isso.
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Mestre Domingos Soares Franco, que insisto em chamar-lhe enfant terrible da enologia (porque se está marimbando para as denominações de origem e outros espartilhos, fazendo e dizendo o que muitos silenciam – embora nem sempre concorde, no que respeita às denominações), é mesmo mestre. O homem é daqueles que tem toque de midas. Um vinho deste preço com esta qualidade é de aplaudir, digo eu que me marimbo para a chamada relação entre a qualidade e o preço, que ronda os oito euros.
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É um vinho muito fácil de se gostar, com jeito português e da região, embora salte a cerca. No nariz é complexo e desafiante, com notas fumadas que não ocultam a fruta do bosque, nem as cerejas, as especiarias, a folha de chá, evocação de café e de chocolate, e quiçá folha de louro, em quantidade pacata. Na boca tem boa estrutura, com corpo e frescura (não é um frigorífico, bem se vê), final com boa dimensão.
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

terça-feira, maio 01, 2012

Portas da Herdade Reserva 2010

Mais uma corrida, mais uma viagem. Poupo-vos os louvores à dupla de enólogos. É um alentejano moderno mas em consenso com o passado. Não me refiro à talha, mas ao perfil mais aborrecidamente internacional. É moderno, mas só fala línguas estrangeiras se lho pedirem. Agrada-me isso.
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Fez-se com as castas aragonês (40%), alfrocheiro (20%), alicante bouschet (20%) e touriga nacional (20%). É agradável ao nariz com as notas violetas – certamente da touriga, que pelo Alentejo costuma resultar em compota – fruta do bosque, algum suave fumo, muito suave mesmo… Na boca mostra-se com boa estrutura, frescura e final a contento. Notei, com agrado, o comportamento da touriga nacional (penso que será dela), que revela frescura.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Companhia das Quintas
Nota: 5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.