segunda-feira, abril 30, 2012

Fronteira 2010

Pronto, lá vou ter de elogiar novamente João Corrêa, Jorge Serôdio Borges e Nuno do Ó. A dupla da Companhia das Quintas brilha e o contributo do autor do Pintas ainda empurra para a frente.
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Não é estratosférico, mas é um belíssimo vinho. Para quem gosta de arrancar uma refeição em grande, colocá-lo-ia numa segunda linha. Para quem prefere ir em crescendo, obviamente que o lugar é o oposto. Não ofusca o grande, mas permite que a conversa decorra com algumas palavras para si. Gostei dele.
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Quem um dia receber amigos estrangeiros, esteja aflito de massa e queira mostrar o Douro tem aqui uma boa solução. O vale está dentro da garrafa.
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Origem: Douro
Produtor: Companhia das Quintas
Nota: 5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

domingo, abril 29, 2012

Terra d’Alter Reserva Branco 2010

Pois, este aqui chegado já contenta acima e vai além da borda da piscina. Para mim dá bem com umas belas febras na brasa e boa salada portuguesa (alface, tomate, pimento, pepino, azeite, vinagre e orégãos). É Verão à mesa.
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É feito sobretudo de viognier (80%), sendo as partes restantes na mesma proporção, de arinto e verdelho. No nariz mostra pêssego, algum ananás em calda. É de boa boca, com corpo agradável e final contente.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Terras de Alter
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

sábado, abril 28, 2012

Terra d’Alter Verdelho 2011

O afirmado ontem, em relação ao colheita, pode em muito dizer-se em relação a este. É um vinho feliz para as tardes e anoiteceres de Verão. Tem um corpo mais interessante, mais complexidade aromática. No patamar destes vinhos tem um final de boca positivo e agradável. No nariz mostra-se tropical e mediterrânico, com maracujá e ameixa branca. Para mim, não me canso de o escrever, o maracujá era evitável. Mas inevitável é só a morte.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Terras de Alter
Nota: 5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

sexta-feira, abril 27, 2012

Terra d’Alter Colheita Branco 2011

Este é um típico vinho de piscina; leve, com frescura, fácil. Escorregadio, o que o torna perigoso nas curvas. Vem com pezinhos de lã e se não nos cuidamos. Tem no nariz a fruta tropical, felizmente sem abuso de maracujá… tásse bem!
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Terras de Alter
Nota: 4/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quinta-feira, abril 26, 2012

Invisível 2011

Invisível bem concreto, com matéria. Chama-se assim, nome feliz, por ser um vinho branco feito a partir de uvas tintas, em concreto da casta aragonês. Gosto do conceito. Nada que não se soubesse, até bem comum entre espumantes, mas o golpe é brilhante. Ao que sei, a ideia vingou e tem sucesso, ainda bem para o produtor, para a economia e enófilos.
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É curioso que num país de vinho ainda se pense que os rosês são misturas de brancos com tintos e que só as uvas brancas dão brancos. Por um lado ainda bem, pois permite uma surpresa como o Invisível. Confesso que gosto da ideia… tivessem-se lembrado antes.
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Em termos de vinho não é das minhas preferências. Não me refiro à qualidade, mas apenas ao estilo. De toda a forma fez sucesso cá em casa entre os convidados. Apreciei-o mais no nariz do que na boca. Aromas de lima e erva cortada, seivosa. Na boca uma interessante (apesar do que disse antes) entre o doce e o final seco, não chegando a acre. É bem balanceado. Merece nota bem positiva, embora não faça o estilo.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Adega Ervideira
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

Água das Pedras chega ao Brasil

A Água das Pedras chega ao Brasil com a apresentação oficial a realizar-se na Expovinis, a maior feira de vinhos da América Latina, em São Paulo. Esta aposta vem no âmbito da política de internacionalização da marca.
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Em comunicado, a Unicer afirma que no Brasil «a Água das Pedras vai integrar o segmento de águas de luxo, devido aos seus atributos mais valiosos, como a origem e as características únicas».

Lisbon Restaurant Week a 3 de Maio

O Lisbon Restaurant Week vai realizar-se de 3 a 17 de Maio, em mais de 60 restaurantes da capital. As receitas desta iniciativa solidária destinam-se à Associação Mulheres de Vermelho e Centro de Recuperação Infantil de Abrantes, que recebem um euro por cada refeição. Este evento tem o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.
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Mantendo o lema, da «cozinha de excelência a um preço acessível, para promover o melhor da gastronomia nacional», os chefes irão preparar um menu exclusivo, utilizando alguns dos melhores produtos nacionais com o selo de qualidade alimentar Sabor do Ano, a um preço convidativo de 20 euros» – informou a organização.
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De acordo com o comunicado, «a recente parceria com a Best Table é uma das novidades deste ano, bem como a substituição das habituais caixas de depósito de cupões por postais, que além de serem edições coleccionáveis, representam também uma garantia da contribuição efectuada, quando carimbados pelos restaurantes, pelo que todos os clientes devem solicitar o postal nos restaurantes aderentes».
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Para esta edição, mais de 60 restaurantes associaram-se ao Restaurant Week: AdLib Restaurante, Aguabenta, Arola, Aviz-Hotel Aviz, Bata Preta, Bica do Sapato, Bonsai – Fontana Park Hotel, Brasserie Flo, Café do Real, Cantina da Estrela, Casa da Dízima, Casa Galega, Restaurante Gourmet, Cinco Sentidos, Clara Chiado, Clara Jardim Restaurante, Claro, Colares Velho, Eleven, Espalo Lisboa, Estufa Real, Faz Figura, Faz Gostos Lisboa, Flores – Bairro Alto Hotel, Forneria Estado Liquido, Gemelli, Guarda Real Palácio, Ill Mercato, In Fusion, Kaetano´s, Kais, Menu Fusion Sushi – Estado Liquido, Las Brasitas, Mezzaluna, Midori, No ponto – Bistrô, Open – Brasserie Mediterrânica, Panorama – Hotel Sheraton, Papa Açorda, Petra Rio, Quinta dos Frades by Chakall, Restaurante El Corte Inglês, Saldanha Mar, Sem Dúvida, Servejaria, Sessenta, Sommer, Spot São Luís, Storik Chiado, Terraço (Hotel Tivoli), Tertúlia do Paço, Típico, Corinthia Hotel Lisbon, Varanda de Lisboa – Hotel Mundial, Vela Latina, Zina Food &Wine, Terreiro do Paço, XL, Assinatura, Jockey, Pedro e o Lobo, Teatro Nacional S.Carlos e Tágide

Viniportugal atribui prémios a promotores de vinho português no Brasil

Adega Alentejana, Lidador e Diego Arrebola foram os vencedores nas categorias especiais dedicadas aos vinhos Portugueses no Brasil, na «Premiação dos Melhores do Vinho 2012», informou a Wines of Portugal.
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Nos troféus, atribuídos pela marca Vinhos de Portugal (Viniportugal), a Adega Alentejana venceu «Melhor Importadora de Vinhos Portugueses», a Lidador «Melhor Loja de Vinhos Portugueses» e Diego Arrebola «Melhor Sommerlier de Vinhos Portugueses».

Selection recomenda Alvarinho Pouco Comum 2011

Os vinhos da Quinta da Lixa foram eleitos pela revista Selection, no concurso Sommer Wein 2012 – Vinho Verde, os melhores para consumir no Verão deste ano, divulgou o produtor. A publicação alemã atribuiu ao vinho Alvarinho Pouco Comum 2011 o selo «Recommended Vinho Verde».
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Este vinho ganhou ainda uma medalha de ouro Challenge International du Vin, que decorreu de 30 a 31 de Março, em Bordéus. «No concurso internacional, a Quinta da Lixa foi aquela que mais prémios conquistou das produtoras de vinhos verdes, levando para casa duas das três medalhas atribuídas a vinhos da região».

Azeites do Esporão com site próprio

Os azeites Herdade do Esporão têm agora um website com informações detalhadas sobre a sua origem, produção e sugestões de consumo, produtos. Os dados incidem sobre questões genéricas associadas ao sector do azeite (produção, consumo, exportação, etc.), sobre as regiões produtoras e processo produtivo, relação com a gastronomia, saúde, bem-estar e biodiversidade, informou a empresa.

Companhia das Quintas lança Fronteira 2010

A Companhia das Quintas apresenta o Fronteira 2010, um vinho do Douro que surge com uma uma nova imagem. Este novo vinho tem a responsabilidade enológica de João Corrêa e Jorge Serôdio Borges. Feito a partir das castas touriga nacional, touriga franca e tinta roriz, o resultado é um tinto de 13,5% de teor alcoólico. Após uma fermentação em cubas de inox com temperatura controlada, o vinho passou por um estágio curto em barricas de carvalho francês durante seis meses.

Dois novos Três Bagos

As últimas novidades com a chancela de qualidade, equilíbrio e elegância da Lavradores de Feitoria – projecto único no Douro que reúne 15 produtores, proprietários de 18 quintas distribuídas pelos melhores terroirs do Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior –

Os Lavradores de Feitoria lançaram dois brancos, ambos da colheita de 2011 e sob a marca Três Bagos, informou o produtor. Um dos vinhos foi feito exclusivamente a partir de castas autóctones e o outro é um monovarietal que sauvignon blanc.
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O Três Bagos Branco 2011 DOC Douro é um lote de viosinho (50%), gouveio (40%) e malvasia fina (10%). O Três Bagos Sauvignon Blanc 2011 é proveniente de vinhas com idades compreendidas entre os 25 e os 30 anos.

Expresso destaca Casa das Pipas

O guia «Boa Cama, Boa Mesa» de 2012 atribuiu o prémio de «Melhor Enoturismo» à Casa das Pipas, unidade de enoturismo do produtor vinícola do Douro Quinta do Portal. Este guia é da responsabilidade do jornal Expresso. Esta estrutura situa-se em Celeirós, na região do Douro.

Quinta do Crasto recomendada pela Decanter

O Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2009 recebeu quatro estrelas da revista Decanter, figurando na categoria «Altamente recomendados», informou aquela quinta duriense.

segunda-feira, abril 23, 2012

Cascais Restaurant Week apoia associações de solidariedade

A segunda edição do Cascais Restaurant Week está a decorrer até domingo 29 de Abril, em diferentes estabelecimentos do concelho. As receitas da iniciativa revertem para o Movimento Mulheres de Vermelho e para a Associação Jerónimo Usera.
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Esta iniciativa solidária consiste na escolha dum menu, com um custo de 20 euros, em que um euro reverte para estas duas organizações. O Movimento Mulheres de Vermelho actua na prevenção e apoio a mulheres vítimas de doenças cardiovascular, e a Associação Jerónimo Usera apoia famílias carenciadas do concelho de Cascais.
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Os restaurantes aderentes são: A Concha, A Pastorinha, Albatroz, Baia do Peixe – Baluarte, Baía Grill, Bérrio, Bougainvillea Terrace, Cimas English Bar Restaurante, Conceito Food Store, Fins Club, Furnas do Guincho, Grill Four Seasons, Hemingway Cascais, Inevitável Steak Lounge, Ipsylon, Jackpot, Luz Mar, Mar do Guincho, Mesteze, Miragem Restaurante Gourmet, Monte Mar, O Pescador, O Toscano, Paradigma, Peixe na Linha, Prazeres da Carne, Sabor dos Alpes, Story, Sushi Miragem Terrace Bar, Verbasco e Zeno Louge.

Periquita ganha ouro nos Estados Unidos

O Periquita Tinto 2009 recebeu uma medalha de Ouro no 29º San Diego International Wine Competition nos EUA, no início do mês de Abril.

Lançado Contos da Terra Tinto 2010

A Quinta do Pôpa lançou o tinto Contos da Terra Tinto 2010, elaborado por Luís Pato. A Quinta do Pôpa situa-se em Adorigo, na região do Douro, informou em comunicado.
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«Num momento em que é óbvia a retracção ao consumo, é cada vez mais importante a aposta em segmentos de mercado que consigam combater essa tendência, oferecendo produtos a preços mais acessíveis, mas onde a qualidade não seja descurada. É esse o compromisso da nossa marca Contos da Terra que, embora seja de entrada de gama, se apresenta com vinhos (branco e tinto) DOC Douro» – afirma Stéphane Ferreira, proprietário da Quinta do Pôpa.
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Este vinho é um lote das castas touriga nacional, tinta barroca, tinta roriz e touriga franca. O preço recomendado pelo produtor é de 3,90 euros.

Concurso de vinhos do Tejo tem 118 vinhos em prova

O terceiro Concurso de Vinhos Engarrafados do Tejo tem 118 vinhos inscritos, que decorre a 26 e 27 de Abril no Centro de Promoção Vitivinícola do Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo, anunciou a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo).

Os 36 produtores da região que estarão representados no concurso, organizado pela CVR Tejo, concorrem nas categorias «Tranquilos», «Espumantes», «Frisantes» e «Licorosos». A avaliação é feita em prova cega por um júri composto por enólogos e jornalistas especializados em vinho.

Make-a-wish até 6 de Maio

A Make-A-Wish lançou o desafio a alguns dos chefes de cozinha mais mediáticos do país a criarem um prato original, cuja comercialização irá reverter para esta associação solidária. A iniciativa decorre até 6 de Maio.
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Chakall, Henrique Sá Pessoa, José Avillez, Luís Baena, Rui Paula, Augusto Gemelli e Jerónimo Ferreira são alguns dos chefes convidados da iniciativa Wish Dish, divulgou a organização em comunicado.
O Wish Dish poderá variar entre o prato principal, sobremesa ou até menu. Ao consumir o prato especial Make-a-Wish cada pessoa estará a contribuir com dois euros para a «realização de desejos de crianças e jovens com doenças que colocam as suas vidas em risco».
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A lista dos restaurantes aderentes à iniciativa está disponível em http://www.mytable.pt/pt/.

sexta-feira, abril 20, 2012

Quinta do Boição Arinto – Extra Bruto Spécial Cuvée 2006

Passo a vida a melgar a Dona São e o senhor Coimbra, a mandar vir que os vinhos que vendem (mercearia mesmo em frente a casa) não são os desejados. Porque isto e porque aquilo… Os senhores têm muita paciência para me aturar!
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Pois outro dia andava, como quase sempre, de olhos nas prateleiras do vinho e esbarrei com esta garrafa, a última, por sinal. Apetecia-me um espumante e este sorria-me, gritando Bucelas, região que aprecio vivamente. Abri os cordões à bolsa e levei-a fiada.
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Sendo de Bucelas, reina o fruto arinto, aqui em exclusividade. O dégorgement foi feito em 2009 e depois estagiou em cave durante 30 meses.
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Abri-a, cheirei e bebi… aaaah! Belo! Uma frescura e uma complexidade que me deixaram de sorriso posto. No nariz mostrou-se vegetal, sobressaindo a salsa, mais um toque de noz moscada e um pouco de limão. Na boca revelou-se fresco, com uma acidez bem balanceada, uma borbulhagem média e agradável, embora não cremosa, um final médio e com um travo vagamente doce.
Bati palmas.
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Origem: Bucelas
Produtor: Enovalor
Nova: 7/10

quarta-feira, abril 18, 2012

Jovem talento amanhã no Páteo da Galé

A terceira edição do Jovem Talento da Gastronomia vai decorrer amanhã, 19 de Abril, no Páteo da Galé, em Lisboa, entre as 15h00 e as 17h00. A organização informou, em comunicado, que o evento pretende ser «mais uma montra do potencial da nova geração da cozinha e pastelaria nacionais».
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Organizado pela Inter Magazine e pelas Edições do Gosto, o evento pretende «dar voz aos futuros agentes de mudança da cena gastronómica nacional, fomentando um espaço de partilha, de conhecimento e de reflexão sobre a classe profissional», explica Paulo Amado, director-geral das Edições do Gosto.
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Tiago Bonito (Chefe Cozinheiro do Ano 2011 e chefe de cozinha no Vilalara Thalassa Resort), Carlos Fernandes (pasteleiro no restaurante MB) e David Costa (subchefe de cozinha no restaurante Assinatura) darão a conhecer o seu trabalho e técnica através de demonstrações de cozinha e pastelaria. João Sá (chefe de Cozinha no restaurante G-Spot) e Vítor Areias (chefe de Cozinha no Supper Club Confidential Kitchen) juntam-se a Tiago Bonito para um debate sobre «Os próximos 5 anos...».
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«A nossa selecção sub-30 soma já uma vasta experiência nacional e internacional, tendo trabalhado com chefes de referência como Sergi Arola (restaurante Arola), Joachim Koerper (restaurante Eleven), Dieter Koschina (Vila Joya), Martín Berasategui (restaurante Martín Berasategui) e René Redzepi (Noma).

CVR Tejo assume financiamento de seguro alternativo

A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) vai proteger a produção de 2012 de 150 viticultores da região com um seguro colectivo de colheitas no valor de 6,4 milhões de euros, informou aquela entidade.
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«A União Europeia (UE) vai assumir, na íntegra, o financiamento do seguro, que se apresenta como alternativa ao Sistema Integrado de Protecção Contra as Aleatoriedades Climáticas (SIPAC), libertando assim o Estado português dos encargos inerentes à operação» – especifica o comunicado.
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De acordo com a CVR Tejo, «a negociação com a Comissão Europeia e a inclusão desta iniciativa no pacote da Organização Comum do Mercado Vitivinícola permite, em simultâneo, proporcionar uma considerável poupança ao Estado, bem como segurar 23 milhões de quilos de uva, o equivalente a 43% do que a região do Tejo produz anualmente», refere José Pinto Gaspar, presidente da entidade.
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A CVR Tejo garante que, com o novo seguro colectivo de colheitas, «a cobertura de riscos será mais abrangente e ajustada às necessidades dos produtores, sendo concedida total flexibilidade às relações contratuais entre estes e as empresas de seguros, com o objectivo de alcançar contractos mais ajustados às necessidades e condições de risco de cada produtor».
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A assinatura do seguro colectivo de colheitas, que vai abranger 150 produtores do Tejo, e acontecerá a 20 de Abril, às 9h30, nas instalações da CVR Tejo.

Wines of Portugal na Expovinis

A Wines of Portugal vai estar na Expovinis, em São Paulo, conjuntamente com 56 produtoes. A feira realizar-se-á entre 24 e 26 de Abril. De acordo com um comunicado da Viniportugal, entidade que gere a marca Wines of Portugal, esta presença «comprova o reforço do investimento neste mercado».
Nuno Vale, director de marketing da Viniportugal, sustenta que: «A Viniportugal vai investir, este ano, um milhão de euros no mercado brasileiro, assumindo que este continua a ser o segundo mercado prioritário a nível da promoção da imagem dos vinhos portugueses, com elevado potencial de crescimento»
O comunicado refere que serão realizadas três provas premium, conduzidas por Mário Teles, Luís Lopes e José Santanita, respectivamente, com os temas: Portugal, um mundo de diferenças; à Descoberta das castas Portuguesas; e Brancos e rosés de Portugal e a gastronomia internacional.
Na véspera da Expovinis «o universo do vinho português será distinguido na “Premiação dos Melhores do Vinho 2012”, da revista Prazeres da Mesa, a decorrer no dia 23 de Abril, em São Paulo». A Wines of Portugal assumiu este ano o patrocínio principal e oficial do concurso, e impulsionou a criação de três categorias de prémios exclusivos associados ao vinho português, para o melhor escanção, a melhor loja e melhor importador.

Adega de Borba vence ouro e prata em Bordéus

A Adega de Borba venceu uma medalha de ouro com Senses Touriga Nacional 2010 e uma medalha de prata com o Montes Claros Colheita 2010, na 36ª edição do Challenge Internacional du Vin France 2012, informou em comunicado.

Yeatman apresenta carta de Primavera

O The Restaurant do The Yeatman, hotel vínico de luxo no Porto, acaba de lançar a carta de Primavera, «que apresenta uma selecção de pratos mais leves e frescos», com a chancela do chefe Ricardo Costa, vencedor de uma estrela Michelin, divulgou aquela unidade hoteleira.
A carta é inspirada «nas cores e nos produtos típicos desta altura do ano». Lavagante azul, caldeirada de sashimi ou foie gras de Landes são algumas das propostas para entrada. Entre os pratos principais, a escolha poderá recair entre um cherne sautée com crosta de tomate, um salmonete das rochas assado e recheado com beringela ou um leitão cozinhado a dois tempos com puré de alho negro.
«Para o final, o mestre pasteleiro José Bastos reserva verdadeiras peças de arte em forma de doce, quase todas com apontamentos de gelado e sorvete, ideais para receber os dias quentes», lê-se no comunicado. No lote estão «morangos flamejados e merengados com gelado de coco, pastel de leite creme queimado com iogurte de caramelo e gelado de amêndoa tostada e biscoito de Champanhe com mousse de mascarpone, nougat e sorvete de cassis».

Jameson apoia Indie Lisboa

Jameson é, pelo segundo ano consecutivo, parceiro associado Festival de Cinema Indie Lisboa, a decorrer em Lisboa de 26 de Abril a 6 de Maio, informou em comunicado. «Com esta parceria, Jameson reafirma os seus valores internacionalmente ligados à sétima arte, voltando a apoiar um dos eventos de referência no panorama artístico nacional», lê-se no comunicado desta marca de whiskies.
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A Jameson assinala a sua presença nesta nona edição do Festival Indie Lisboa através da criação de zonas «Lounge Jameson», na Culturgest e no Cinema de São Jorge, para convívio de todos os participantes. Também os cocktails de abertura e de encerramento do festival serão apoiados pela marca.
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A Jameson irá ainda oferecer bilhetes na sua página oficial de Facebook e marcará presença nos espaços «”Indie By Night”, uma actividade paralela ao festival que promove o encontro e o convívio entre o público e os autores em bares e discotecas da cidade de Lisboa».
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«O Festival de Cinema Indie Lisboa tem como objectivo principal a promoção e divulgação de obras e autores nacionais e estrangeiros, ao público em geral e aos profissionais do sector, caracterizando-se pela apresentação de longas e curtas metragens, obras de ficção, filmes de animação, experimentais e documentários. Na sua nona edição, este ano as mostras decorrerão em três locais na cidade de Lisboa, Culturgest, Cinema de São Jorge e Cinema Londres entre os dias 26 de Abril e 6 de Maio».

Península de Setúbal ganha 25 medalhas em Bordéus

A Península de Setúbal (CVR Península de Setúbal) conquistou o pódio das regiões portuguesas mais medalhadas no Challenge International du Vin. Na 36.ª edição do concurso, que decorreu de 30 a 31 de Março, em Bordéus, os vinhos da região da Península de Setúbal ganharam 25 medalhas: cinco de ouro, sete de prata e 13 de bronze, informou a CVR Península de Setúbal.
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Henrique Soares, presidente da CVR da Península de Setúbal, considera «merecida a atribuição destes prémios de peso aos produtores da Península de Setúbal, não apenas pela qualidade inegável dos vinhos, mas também pela forma como abraçam a modernização. Faz parte do desafio da actual conjuntura encontrar novas soluções, explorar os mercados internacionais e fortalecer a relação com o consumidor final».
O Challenge International du Vin conta com um júri de 800 profissionais do sector do vinho. Este ano entraram em competição mais de 4.700 vinhos, vindos de 38 países de todo o mundo. Portugal arrecadou no total um conjunto de 102 medalhas internacionais com os seus vinhos.

Real Companhia Velha lança alvarinho

A Real Companhia Velha lançou no mercado a colheita de 2011 do seu monocasta de alvarinho: o Quinta de Cidrô Alvarinho 2011, anunciou em comunicado a mais antiga companhia vínica portuguesa.
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«Este é um vinho pioneiro e inovador, uma vez que a Real Companhia Velha é o único produtor no Douro a apostar num monovarietal de alvarinho, uma casta portuguesa cultivada nas sub-regiões de Melgaço e Monção, no Minho, e considerada por muitos a melhor e mais nobre catas branca do país».
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Esta empresa possuiu uma das maiores vinhas de alvarinho em Portugal, com 19 hectares; «Uma aposta que se enquadra na política de viticultura da empresa, em que cerca de 90% das castas plantadas são portuguesas», refere Pedro Silva Reis, presidente da companhia.

sexta-feira, abril 13, 2012

Vinhos D'Eça

Dois belos vinhos de um produtor desconhecido, que faz vinho por amor e empenho. Apaixonou-se por uma quinta e teve a possibilidade de a comprar. É bom haver estórias felizes.
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A Quinta de Nossa Senhora do Loreto situa-se em Sabrosa, no Douro e está na posse de João Almeida D'Eça e de Maria Carlos Almeida D’Eça desde 1987. Ao todo são nove hectares de vinha, de castas tradicionais da região.
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Já escrevi vezes bastantes que o carácter e o feitio de quem faz um vinho se transmite ao produto. Mas para isso é preciso também que o enólogo saiba interpretar os sentimentos para criar uma obra. Julgo que é o caso de Daniel Fraga Gomes.
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Afirmo isto, mesmo sem conhecer propriamente os donos da casa. Travei com eles uma belíssima conversa, iluminada por um dos seus néctares, e a percepção foi muito boa. Para quem acredita que as primeiras impressões é que marcam, ou que são mesmo definitivas e verdadeiras, sabe do que estou a falar. Confirmando o bom carácter está a minha querida Mafalda Nunes.
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Degustei dois vinhos, um que me pareceu ser um reserva, embora não o refira no rótulo, e um outro mais fácil. Tratam-se de dois tintos, e ambos com franqueza e elegância. O preferido foi o D’Eça (letras góticas – 2010), o outro escreve-se com caracteres modernos (2009), num tipo de letra que não sei identificar.
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O D’Eça 2009 é um vinho com finura olfactiva, muito fácil e delicado, embora com as suas especiarias, nomeadamente uma deliciosa evocação a cravinho. Mostra café e folhas de tabaco, nem secas nem húmidas, e framboesas. Na boca mostra-se fino, com corpo sem ser corpanzudo, tem um belo final. As uvas são as tinta roriz (55%), a touriga nacional (30%) e a tinto cão (15%).
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O D’Eça 2010 é igualmente elegante e complexo, mas revela-se mais encorpado e guloso. No nariz há um conjunto de cheiros que se complementam, desde a framboesas, ao café torrado, a uma citação de chocolate preto, de folhas de tabaco entre o seco e o húmido e as especiarias… canela, cravinho (muito discreto). Na boca é veludo e envolvente, com uma acidez que promete longevidade e um final longo.
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D’Eça 2009
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Origem: Douro
Produtor: João Carlos Moura Coutinho Almeida D'Eça de Sousa
Nota: 7/10
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D’Eça 2010
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Origem: Douro
Produtor: João Moura Coutinho Almeida d’Eça de Sousa
Nota: 8/10

quinta-feira, abril 12, 2012

Quinta do Cardo Síria 2010

Este vinho prova que se podem fazer vinhos bons e baratos. Confesso que sou fã dos vinhos da Companhia das Quintas e da sua dupla enológica João Corrêa e Nuno do Ó. Não me lembro se aqui alguma vez escrevi acerca dos síria desta quinta beirã, mas, pelo menos, elogio-o com frequência em conversas.
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Tal como os livros do Tintim, este vinho tem diferentes níveis de leitura. Por um lado é fácil e fresco, bom para a piscina, por outro é bastante gastronómico e por um outro ainda permite saborear longamente, pois tem uma complexidade desafiante. E isto num vinho de baixo preço.
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Gosto da sua mineralidade, do suave aroma floral, talvez rosas, e da sua mais evidente fruta, com suave tropicalidade (coisa que não costumo apreciar). Na boca é guloso, escorregadio, quase perigosamente escorregadio, mas que se comporta como um senhor se lhe pedirem que se acalme.
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Origem: Beira Interior
Produtor: Companhia das Quintas
Nota: 7/10

Quinta do Alqueve Chadonnay 2010 e Casa Santos Lima Sousão 2008

Bom dia! Que tal, como está? Vou andando, mas fiz dois disparates… iguais. Por que carga de água me havia de esquecer de fazer apontamento de dois belos vinhos tragados cá em casa? Aguardei umas semanas, com procuras sistemáticas e frequentes, e verifiquei o que temia e desconfiava: não tomei notas.
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Porém, dois belos vinhos merecem referência no blogue, nem que seja para dizer que são bons. Embora tenha na memória características, não estão a ponto de me sentir confortável para escrever a crónica que merecem. Por isso também não lhes irei dar uma nota. Fico-me por umas generalidades.
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Primeiro: o Quinta do Alqueve Chadonnay 2010 prova que o Ribatejo aka Tejo tem boas condições para fazer bom vinho e que há quem o esteja a fazer. Eu, que implico tanto com as castas estrangeiras nas nossas regiões, não posso deixar de salientar a qualidade dum produto. A cara da garrafa é bonita, ilustrada com um peixe muito feio, o charroco.
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Segundo: o Casa Santos Lima Sousão 2008 prova que esta casta pode dar bons resultados. Se no Douro, onde a tratam também por sousão, entra bem em lotes, completando-os, na região dos Vinhos Verdes, ali chamada de vinhão… continuo sem acreditar que haja um bom Verde tinto. Ali na Estremadura aka Lisboa faz-se do bom. Não é para menos, é a Casa Santos Lima quem o produz. Deste produtor tenho ainda a dizer que, uma vez que lá fui em reportagem para o Da Terra Ao Mar, da RTP 2, provei um belíssimo moscatel, não fortificado, que me caiu muito bem. Recordo-o com saudade e carinho.
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Tenho ainda a dizer: obrigado Mafalda Félix, da Garrafeira Campo de Ourique, por mais uma vez acertares nas dicas. Abraço ao mestre Arlindo Santos, que bem se sabe rodear de produtores e vinhos de qualidade.

Novo Portas da Herdade Reserva

Companhia das Quintas apresenta ao mercado o Portas da Herdade Reserva 2010, um vinho com origem na Herdade da Farizoa, informou a empresa em comunicado. Este produto apresenta uma nova imagem, tal como os brancos, e passou a estar disponível em bag in box.
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O Portas da Herdade Reserva 2010 foi produzido das castas aragonês, alfrocheiro, touriga nacional e alicante bouschet, passando por uma fermentação e maceração em cubas inox à temperatura de 28°C e um estágio parcial em barricas de carvalho francês durante 12 meses, esclarece a Companhia das Quintas.
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O produtor recomenda-o para acompanhar carnes vermelhas, caça e queijos curados, e que seja consumido a uma temperatura compreendida entre os 16 e 17 graus. O preço recomendado é de 4,99 euros.

quarta-feira, abril 11, 2012

Super Bock e Água das Pedras premiadas

As marcas Super Bock e Água das Pedras foram galardoadas na edição de 2012 do concurso Monde Selection de la Qualité, com a atribuição de cinco Medalhas de Ouro e uma Grande Medalha de Ouro, respectivamente, informou a cervejeira em comunicado.
«Este concurso certifica a qualidade e os atributos das marcas da Unicer, com destaque para a Super Bock Original, que soma já 29 medalhas de ouro consecutivas, o que significa que é a única cerveja portuguesa com este número de distinções no país».
De acordo com o texto, nas cervejas, as medalhas de ouro foram ainda atribuídas às variantes Super Bock Classic, lançada o ano passado no mercado nacional, Super Bock Stout, Super Bock Sem Álcool e Super Bock Sem Álcool 0,0%, que conquista a sua segunda Medalha de Ouro consecutiva.
Água das Pedras recebeu a oitava Grande Medalha de Ouro neste concurso, «uma distinção que reconhece a composição única desta água mineral natural gasocarbónica».
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«Ao deter mais de 85 galardões, a Unicer é a empresa portuguesa de bebidas refrescantes com mais prémios atribuídos no Monde Selection de la Qualité.

OIV apoia Infowineforum

O infowine.forum 2012 conta com o alto patrocínio da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). O evento, de carácter técnico e científico nas áreas da viticultura, enologia e mercado, realiza-se nos próximos dias 30 e 31 de maio em Vila Real, informou a organização em comunicado.
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Sob o tema «Thinking “out of the bottle» e com os subtemas «On the ground», «In the win»” e «Out of the bottle», a terceira edição do infowine.forum convidou um painel de especialistas a nível nacional e mundial, nas diversas áreas do sector vitivinícola, para partilharem casos de sucesso em que o vinho é motor do negócio.
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A OIV, da qual Portugal é membro fundador, foi criada em 1924, é um organismo intergovernamental que promove, através das suas recomendações, normas e directrizes internacionais para o sector da vinha e do vinho. «É sempre um privilégio ter o alto patrocínio da OIV, uma vez que reflete a seriedade do nosso trabalho» - afirma Leonor Santos, da Vinideas, empresa organizadora do evento.
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As inscrições podem ser efectuadas através do site www.infowineforum.com.

José Maria da Fonseca patrocina Peixe em Lisboa

A José Maria da Fonseca é o patrocinador do Peixe em Lisboa, na secção de vinhos servidos a acompanhar os pratos de peixe de alguns dos principais restaurantes e chefes nacionais, anunciou o produtor.
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A vinícola associa-se a algumas iniciativas da organização, tais como provas temáticas, conversas com enólogos ou harmonizações.
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O Peixe em Lisboa é uma organização da Associação de Turismo de Lisboa e da Câmara Municipal de Lisboa, com produção da Essência do Vinho. O evento decorrerá entre 12 e 22 de Abril, no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço em Lisboa, das 12h às 24h (Quinta-feira, dia 12 de Abril, abre às 18h e Domingo, dia 22 de Abril, apenas das 12h às 17h).

terça-feira, abril 10, 2012

Comunicação e vinho

Há já quase uns anos largos não havia marcas de vinhos em Portugal; agora há. Há menos de dez anos, os rótulos dos vinhos eram miseráveis; começam a não ser. Até há dois ou três anos, a comunicação das marcas e dos produtos era inexistente; já se está a corrigir a situação. Mas há ainda que trabalhar.
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Esquecendo as marcas, ultrapassando os rótulos, centro-me na comunicação, mas não tanto na publicidade. Os anúncios são fraquitos, mas entende-se, pois os orçamentos são caros; ou se pagam as páginas ou se paga boa criatividade, não há dinheiro para tudo.
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Mais barata e mais eficaz, não tenho dúvida, é a comunicação, sobretudo para os vinhos de prateleira acima do médio/baixo. Se os do topo têm laudas da crítica, as gamas médias, com tiragens já interessantes, precisam muito de se mostrarem e de serem notícia.
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Todavia, há quem ande a dormir ou distraído. É claro que quanto mais gente houver a comunicar, mais esforço terá de haver do cliente e do consultor. Porém, a generalização da comunicação vai abrir a sensibilidade da imprensa, e não me refiro à especializada.
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Os vinhos de grande consumo, ou de combate, apontam às prateleiras dos hipermercados e supermercados, têm de entrar nas lojas de desconto, nas mercearias e nas bombas de gasolina. A tarefa é grande. Já os vinhos de topo têm de se mostrar bem nas garrafeiras e mercearias finas (hoje pomposamente designadas por lojas gourmet) e sair nas revistas da especialidade. No meio… a luta é também é aguerrida, pois são vinhos com menores custos de produção do que os topo de gama, com mais-valias face aos de entrada de gama, estão entalados.
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Compro habitualmente a Revista de Vinhos e a Wine, e felizmente informação não falta. O problema é não estar além destas publicações. Se falar da publicidade pergunto-me o que faz um vinho de três euros anunciado nesses meios. Não querendo corroer os bolsos das revistas nem ensinar nada a ninguém (apenas dou a minha opinião), pergunto-me. O sr. Joaquim da sapataria ou a Dona Adosinda funcionária pública não compram essas revistas de prestígio, mas gostam de vinho e no Natal ou na Páscoa até cometem a extravagância de gastar dez euros num vinho… não é assim? Então procure-se saber até onde vão os preços praticados em 80% do mercado. Surpreeeeeesaaaa!!! O patamar é mesmo muito baixo. Quantas pessoas dizem que não gastam mais do que cinco euros num vinho? É preciso comunicar na imprensa generalista.
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Espero que todas as publicações tenham muita publicidade, pois é ela que paga os salários e os custos de produção. Mas, publicidade é publicidade e comunicação para a imprensa é outra coisa. As notícias dão uma credibilidade que a publicidade não dá… por isso é que existe, nomeadamente nos vinhos. Quando compramos a Revista de Vinhos ou a Wine sabemos que podemos confiar, pois o trabalho é feito por jornalistas e críticos profissionais. Mas, para vender garrafas é preciso ir além dos enófilos praticantes, é preciso chegar à imprensa generalista, que cobre um mercado mais vasto.
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Pois aí a aposta falha, genericamente. Há quem já ande de olhos mais abertos e reconheça que tem de se estar presente além das publicações da especialidade para vender vinhos além dos de combate. Um passo acertado é contratar um profissional de comunicação, individual ou em empresa.
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Como em todas as actividades há bom, mau e assim-assim. E muito do mau resulta por culpa do cliente ou da graxa do consultor, devido à precaridade do contrato ou à fragilidade por exigência de resultados mágicos. Como se sabe, magia só existe dentro das garrafas, e só em algumas.
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O cliente pensa (não apenas no vinho, mas em todas as actividades) que contratando uma agência de comunicação vai ser primeira página do Expresso, vai ter uma reportagem na Visão ou na Sábado, etc. Mas não é assim, nem tem de ser. Muitos clientes pensam (além dos do vinho) que contratar uma empresa de comunicação é garantia de saída de notícias, como se os consultores mandassem nos jornalistas; não houvesse critérios independência editoriais. Conto um episódio pessoal: Há uns anos, quando trabalhei numa empresa de comunicação, houve um cliente que queria que eu tirasse uma notícia… como tirar uma notícia? Não há hipótese, quando se abre a boca já não se pode impedir que os ouvidos a oiçam; estava na Lusa, que divulgou para mais gente… Outra gente exige que a empresa saia, com determinada notícia, no jornal X e na edição Y. Como? Não é assim que as coisas se passam… felizmente!
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Portando, a ignorância é vasta. O que não será um problema se o cliente souber confiar na competência do profissional que contratou… o consultor não é um dactilógrafo ou um secretário, para fazer exactamente o que lhe mandam. Não deve lá estar para dizer amém ao cliente; está lá para dar a sua opinião, espicaçar o pensamento… Claro, mas a última palavra é sempre de quem passa o cheque… é muito mau quando se chega aí! Se o cliente sabe mais da poda de comunicação do que o consultor, então para que precisa de um?
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Continuando no mau… tem havido, de facto, um esforço de alguns, cada vez mais, produtores em apostar na comunicação. Porém, por culpa das suas ideias teimosas, sabedoria ignorante ou incompetência de quem o assiste, muitos são os comunicados aleijados. Quantos não são uma pura confusão com publicidade? Promessas de dias de sonho a beber um tal vinho, os momentos de deleite a saborear o outro vinho… as promessas são, por regra, para os anúncios. Um comunicado tem de ser quase uma notícia, que no caso é parcial, assumidamente. Se quer essas mensagens que ponha um anúncio, não faça os jornalistas perder tempo nem ficar com má-vontade.
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Outro erro básico é o suporte em que o comunicado segue para o jornalista; pdf, power points, links, anexos, ficheiros para download… é um disparate pegado. Só uma cabecinha que nunca passou por uma redacção, que não conhece o trabalho dum jornalista ou que não pensa, pode fazer seguir, apenas nesse modo, o comunicado do seu cliente. Se quer mandar em anexo, que mande também no corpo da mensagem. Conselho amigo e de borla.
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Porquê? Porque os jornalistas não têm tempo, porque estão cheios de trabalho, porque há coisas mais importantes do que abrir ficheiros… e se a coisa vem mal feita é um adeus. Na confusão das redacções, dos prazos apertados e das montanhas de emails para ler, nos 500 telefonemas para atender, na pressão do fecho vinga o mais forte, ou seja o bem feito, quero dizer eficaz. Simples, conciso, objectivo no propósito, honesto, credível…
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Tenho um grande amigo, editor num grande órgão de comunicação nacional, que se recusa a abrir anexos: Não tenho tempo a perder. Azar! Outro diz-me, além desse mesmo, que há emails de determinadas agências que nem sequer abre. Azar, pouca credibilidade.
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A banalização dos comunicados, o vazio de interesse, o bombardeamento constante também desajudam. Outro amigo, editor noutro importante órgão de comunicação, tem a caixa de correio sempre cheia. É de propósito, para que as agências de comunicação não o macem com banalidades. Alguns assessores têm o seu número e fazem bom uso dele…
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A pouca credibilidade vem dos defeitos técnicos do comunicado, do mau uso da tecnologia, da banalização de informações sem interesse, de envio para destinatários errados (é muito mais fácil usar a mesma base de dados para tudo… eu até de funerárias recebo comunicados).
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Claro, um bom assessor ultrapassa isso. Conhece e tem o contacto do jornalista chave, liga-lhe a dar-lhe o toque. Isso vem da relação de confiança. E essa perde-se com as asneiras já descritas. O jornalista avalia sempre a importância da informação, mas um bom assessor sabe convence-lo (a bem e sem qualquer tipo de «ajudas») a dar um espaço. É assim em todo o mundo. O bom assessor sabe criar o momento, o evento, a oportunidade. O mau manda comunicados cheios de adjectivos, fazendo babar o cliente, manda-os em anexos catitas, mas atrapalhadores, telefona sempre a melgar o jornalista, porque o cliente pede, etc..
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O cliente não é a pessoa mais importante do mundo, embora, quase sempre, assim pense, porque é quem assina os cheques. Dou outro exemplo: há uns anos, quando trabalhei na comunicação, tive um cliente que se lamentava ter poucos jornalistas nos seus eventos, e que  por isso mudara para a empresa onde eu trabalhava. Antes tinha dois ou três (sic!) e de órgãos que lhe interessavam pouco ou nada, e tinha passado a ter 20 ou mais e importantes. Claro, a credibilidade minha, do meu chefe e da agência, e a agenda pessoal deram jeito. Todavia, nem todos os eventos geravam notícia ou davam a pretendida. Disse-me do alto da sua soberba:
– Oiça lá, óh João Barbosa, por que é que as conferências X e Y não tiveram notícias?
Decidi ser honesto comigo, com ele, com a empresa onde trabalhava e com a função:
– Porque não tinham interesse!
Ficou boquiaberto a olhar para mim. Mais tarde tive de fazer um relatório de balanço do ano. Como consultor, escrevi o que pensava que tinha corrido de bom e de mau. Não tive receio de lhe dar nas orelhas… (educadamente, bem se vê). Aquele documento importante não teve impacto na imprensa? Pois, quem lhe disse que podia dar um exclusivo e logo a uma televisão? Pois, o cliente matou a notícia e nem sequer informou o consultor. Porém, quando me vim embora continuou cliente. Tenho a certeza que ficou mais bem impressionado com o trabalho do que se tivesse apresentado argumentos bajuladores e que não explicassem a verdade. Se chove não é porque se tenha aberto o guarda-chuva.
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A primeira coisa que o cliente tem de perceber é que de vinho (ou outra coisa) percebe ele e de comunicação percebe o consultor de comunicação. A segunda é que a sua empresa e a sua informação não são as mais importantes do país. Já de regresso ao jornalismo, numa reportagem, perguntou-me um produtor:
– O que tenho de fazer para o meu vinho aparecer no telejornal?
– Tem de morrer alguém numa cuba…
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Comunicar para os blogues? Sim, pois são uma forma moderna e informal de apresentar os produtos. Com a vantagem de não haver limitações de espaço ou de tempo para a apresentação dos textos.
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Os blogues são credíveis? Quanto a mim são. Não tenho, até hoje, qualquer razão para desconfiar de qualquer bloguista ou de pôr em causa a honestidade da sua opinião (o mesmo digo dos jornalistas, não vejo qualquer sombra de pecado). Os bloguistas não são jornalistas amadores (julgo que nos vinhos seja o único que é blogueiro e jornalista, embora não desta especialidade). Mas nos espaços de debate dos bloguistas no Facebook são levantadas, com muita frequência, questões centrais de ética e deontologia do jornalismo. Temas tão queridos (martelados até à exaustão) dos jornalistas, desde sempre e também no fórum do Facebook dos tarimbeiros das letras (onde a linguagem é bem mais desbragada do que nos fóruns dos blogueiros). Por mim, já dei para esses peditórios, já levo com a temática há 22 anos.
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Para que se veja onde vai a distracção dos produtores (generalizo, mas é mesmo assim) dou novo exemplo passado com uma pessoa que escreve profissionalmente sobre esta temática. Foi, mais ou menos, isto:
– Por que não escreve sobre os meus vinhos?
– Mas mandou-me alguma informação?
– Não.
– Então como quer que eu saiba que produz vinho?
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E quantos produtores gastam dinheiro em participações em concursos e, mesmo ganhando medalhas, não comunicam? As medalhas valem o que valem, não lhes dou grande valor, mas é certo que o público dá. Lembram-se do «melhor vinho do mundo», que levou ao esgotamento dos stocks? Para quê concorrer se depois não noticiam as vitórias?
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Um outro exemplo, este «institucional»: há coisa de dois anos, o João Tavares de Pina teve a boa iniciativa de criar um evento para a divulgação do vinho do Dão; Dão, The Next Big Thing. Convidou amigos e concorrentes, montou o negócio. Os custos foram partilhados, certamente, mas o esforço grande foi dele. A iniciativa foi meritória, com erros, desculpáveis a quem não é da arte, mas foi esmagadoramente bem realizada.
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Infelizmente, a iniciativa não teve continuação. Os produtores são de pequena dimensão, e abalançarem-se com grandes projectos comunicacionais é custoso. Mas a união faz a força, sendo certo que o associativismo neste país é pecado. Por que não o escol dos produtores do Dão se atirar para novos The Next Big Thing? E ainda estabelecer um contrato permanente de comunicação. Conhecendo alguns valores, diria que a obra se paga facilmente e nem será um balúrdio. Mas cada um sabe de si e dos seus bolsos. Penso que só basta querer.
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Felizmente há bons profissionais e que têm bons resultados. Não vou cometer a indelicadeza de só divulgar alguns. Há que abrir os olhos e pensar em abrir a boca! Quero terminar com um excelente exemplo: Os Douro Boys. Produtores de excelência, pois são, e com um belíssimo trabalho de comunicação. Se há inveja e mau olhado, se fazem melhor? Que arregacem as mangas e trabalhem.

Monte Velho associa-se à Milaneza

Monte Velho lança uma acção que alia vinho à gastronomia. Entre os meses de Março e Abril, os consumidores que comprarem uma garrafa de Monte Velho Tinto ou Branco, recebem um pacote de Esparguete Tricolor Milaneza e ainda uma sugestão de duas receitas, uma de carne e outra de peixe, que poderão facilmente recriar em casa, reforçando a ligação enogastronómica entre os dois produtos, divulgou o produtor em comunicado.

Beber um conto e escutar um vinho

A 10 de Maio vai realizar-se a iniciativa «beber um conto escutar um vinho», nas caves da Croft, em Gaia. O conto será narrado por Clara Haddad e a prova de vinho por David Guimaraens.
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O evento terá início às 18h30 e tem a duração de uma hora. O preço individual é de 18 euros e o duplo de 30 euros. Para assistir é necessário reservar lugar, através do telefone 22 374 28 00.

Lavradores de Feitoria harmonizam jantar japonês

A Lavradores de Feitoria propõe o seu primeiro jantar vínico com comida japonesa. É já na quinta-feira, dia 19 de Abril, e vai ter lugar no restaurante-bar Sushic Fusion Food, em Almada. Na mesa vão estar quatro pratos: ussuzukuri de salmão e atum com tártaro de peixe branco, gengibre e ovas de topiko, Lavradores de Feitoria Douro branco 2011; tempura de camarão especial com amêndoa e chutney de manga, com Três Bagos Sauvignon Blanc  2010; tataki de atum braseado, com Meruge 2008; e tataki de kobe beef, com Três Bagos Tinto 2008. O jantar tem um custo de € 18,00.

Viniportugal com nova casa

A Viniportugal irá inaugurar, a 12 de Abril, a sua nova sede, situada nas instalações do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), na rua Mouzinho da Silveira, nº 5, em Lisboa.

Solidariedade junta chefes e restaurantes

No âmbito do 32º aniversário da Fundação Make-A-Wish, que se assinala no próximo dia 29 de Abril, a filial portuguesa junta-se às celebrações internacionais com uma acção local, «na qual a arte de bem cozinhar vai estar em destaque».
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Para esta iniciativa de carácter solidário, a Make-A-Wish, em parceria com a empresa de Food Services  - Cozinha Divina e o portal Mytable, convidou alguns dos chefes mais reconhecidos do país e lançou-lhes o desafio de criarem um prato original, o Wish Dish, o qual estará disponível em mais de uma centena de restaurantes, entre os dias 23 de Abril e 6 de Maio, revertendo a sua comercialização a favor dos diversos projectos da instituição.
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«O Wish Dish poderá variar entre o prato principal, sobremesa ou até menu; no entanto, o contributo para a Make-a-Wish é sempre o mesmo. Ao consumir o prato especial Make-a-Wish, cada pessoa estará a contribuir com dois euros para a realização de desejos de crianças que se encontram a lutar contra uma doença grave» –  lê-se no comunicado.
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Entre os chefes destacam-se Chakall, Henrique Sá Pessoa, José Avillez, Luís Baena, Rui Paula Augusto Gemelli e Jerónimo Ferreira. Em Portugal desde 2007, a Make-a-Wish tem realizado trabalho «em prole da esperança que tem desenvolvido junto de crianças e jovens, dos três aos 18 anos, vítimas de doenças que colocam as suas vidas em risco».

Três novos brancos Terra D'Alter

A Companhia de Vinhos do Alto Alentejo Terras de Alter apresentou três novos vinhos: o Terra D’Alter Colheita Branco 2011, o Terra D’Alter Verdelho 2011 e o Terra D’Alter Reserva 2010. O Terra D’Alter Colheita Branco 2011 é fruto de uvas arinto, roupeiro, verdelho e viognier. O Terra D’Alter Verdelho 2011 é, como o nome indica, um mono varietal. O Terra D’Alter Reserva 2010 fez-se com frutos viognier, arinto e verdelho.

Nespresso lança novo gran cru

A Nespresso aprentou a sua nova variedade Gran Cru Limited Edition, o Naora. Este novo produto resulta da colaboração com a Federação de Produtores de Café Colombianos. Os peritos da empresa «inspiraram-se na enologia para desenvolver uma pioneira e complexa “colheita tardia», lê-se no comunicado desta cafeeira. «Com o tempo da essência, os especialistas em café da empresa conseguiram obter o sabor único de groselha selvagem e de mirtilo em Naora».
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Coincidindo com o lançamento do Naora, a Nespresso apresentou umas chávenas premium, em edição limitada, desenvolvidas pelo artista francês Laurence Bost, do atelier criativo Onze Dixième. 

Quinta do Vallado lança vinhos de Verão

A Quinta do Vallado lançou três novas colheitas: Vallado Douro Branco 2011, Vallado Moscatel Galego Douro Branco 2011 e Touriga Nacional Douro Rosé 2011. O Vallado Douro Branco 2011 foi feito com uvas das códega, rabigato, gouveio, viosinho e arinto. O Vallado Moscatel Galego 2011 «encontra a sua origem numa parcela de vinha velha com mais de 40 anos e em outras duas com cerca de 15 anos», sendo um monovarietal desta casta duriense. O Vallado Touriga Nacional Douro Rosé 2011 é também um monocasta e com um baixo teor alcoólico, garante o produtor em comunicado.

Nova loja online

A Quinta Gourmet é a nova loja online para gastrónomos, tendo à disposição «compotas, doces, azeite, vinagre e temperos, vinhos, mel, bombons, tisanas, chás, infusões, leguminosas, massas, frutos secos entre outros, que se demarcam de outras propostas», lê-se co comunicado da empresa. A loja está acessível pelo endereço http://www.quintagourmet.com.

Novo Periquita Reserva

A José Maria da Fonseca acaba de lançar no mercado a nova colheita do Periquita Reserva – o Periquita Reserva 2009.Este vinho reúne as tradicionais castas castelão, touriga nacional e touriga franca, anunciou aquele produtor de Azeitão. A empresa recomenda-o para acompanhar carnes vermelhas, caça ou queijos.
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Nota: Em breve será publicada uma nota crítica aqui no blogue.

Grant's organiza festival de estórias

A Grant’s realiza hoje e amanhã, no Teatro Tivoli, em Lisboa, o primeiro Festival de Storytelling em Portugal. O Grant’s True Tales é «um evento pioneiro a nível nacional, que irá reunir um cartaz de personalidades conhecidas, da área da televisão, rádio, teatro, cinema e música, para partilharem histórias verdadeiras com o público, sendo o actor Miguel Guilherme o embaixador do projecto em Portugal», anunciou em comunicado. Ruy de Carvalho, Nuno Markl, Catarina Portas, Zé Pedro (Xutos & Pontapés), António Pedro Vasconcelos, Luís Filipe Borges, Carlos do Carmo, São José Correia, Rui Reininho e Joana Cruz são os contadores de estórias.

Roquevale lança novo bag in box

A Roquevale lançou um novo vinho em bag in boz. O Alecrim Dourado pretende ser «um vinho de padrão superior», refere o comunicado deste produtor alentejano.