sexta-feira, Março 30, 2012

Quinta da Viçosa S.T. 2009

Ora muito belamente… Este é um daqueles vinhos que me baralham, porque tem tanto de positivo como de encanitanço. Bem se vê que não há vinhos perfeitos, até porque a perfeição é divina, e se fosse humana seria subjectiva.
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Pois bem, este tinto é de grande categoria. Mas não me impressionou. Ou melhor, o que me impressionou foi o que não gostei: a madeira! E eu que bem gosto de madeira no vinho…
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Penso, na minha singela cultura, que teve demasiado tempo em barrica. O tempo não se mede em tempo (assim mesmo a expressão), mas em traço sensitivo. Foi um ano em meias pipas de carvalho… pelos vistos, demasiados dias para o meu gosto.
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O S e o T abreviam as castas sirah e trincadeira, a primeira plantada em solo argilo-calcário e a segunda em xisto. Diz o rótulo: single vineyard.
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Em todo ele se vê a atenção e o cuidado. Por isso, não lhe posso apontar nada na qualidade. Só mesmo na apreciação subjectiva que é o gosto, da qual resulta a nota.
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Trata-se dum vinho bastante concentrado, com notas olfactivas de especiarias, tabaco e alguma coisa de fruta vermelha. Na boca é sedoso e elegante, tem um final prolongado. Ganha se aberto com antecedência, no caso dei-lhe duas horas, na segunda garrafa. Promete boa evolução com os anos.
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Normalmente, nestes casos de desacerto, digo a nota de mérito e chuto com a minha pessoal, justificando a redução do valor. Pois bem, na presente situação faço o oposto: dou-lhe meio ponto abaixo na apreciação pessoal do que na nota final. A equipa de João Portugal Ramos merece ser tratada com inflação, pois admito que, muito possivelmente, a minha apreciação possa ser injusta.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: J. Portugal Ramos
Nota: 8/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quinta-feira, Março 29, 2012

Quinta do Crasto Porto Finest Reserve

Já dizia alguém antigo (não me apetece ir aos calhamaços ver quem foi) que há mais tipos de Vinho do Porto do que de fitas numa retrosaria. Este pertence à família dos rubys, vinhos que desconhecem a marcação por madeira, e de lote de diferentes anos, pelo que não pode ostentar data de colheita.
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É um vinho que não tem praticamente nada para contar. Cumpre o seu papel, conformado numa prateleira pouco acima do nível primeiro a contar de baixo. No seu segmento será do que de melhor se faz… mas, como referi, nada tem para contar.
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Acima do mero «docinho», mostrou-se muito licor de ginja, com uma vaga aparição especiada. É fácil, guloso e macio. Cumpre bem com uns bolinhos em ambientes descontraído.
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Origem: Vinho do Porto
Produtor: Quinta do Crasto
Nota: 4,5/10

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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quarta-feira, Março 28, 2012

Danone lança novo Grego

A Danone lançou no mercado português o iogurte Grego Laranja, Limão e Tangerina. Este novo produto vem assim juntar-se aos de Morango e Pêssego, Natural e Natural Açucarado. Nos dias 27, 28 e 29 de Março, a Danone vai oferecer 300.000 iogurtes Grego, nas estações da Trindade (Metro do Porto), Cais do Sodré e Marquês de Pombal (Metro de Lisboa).

Quinta do Crasto Azeite Virgem Extra Selection

A Quinta do Crasto apresentou o seu novo azeite Virgem Extra Selection, nascido já nesta campanha. Trata-se da segunda marca da casa, depois do Premium, apresentado no ano passado.
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Embora este numa segunda linha, a este azeite não falta qualidade ou autenticidade da região. Este óleo mostra-se fresco e especiados, levemente picante e suave. Resulta do esmagamento de azeitonas das variedades cobrançosa e madural.
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Nota: Este azeite foi enviado para prova pelo produtor.

Real Companhia Velha convida para enoturismo de natureza

A Real Companhia Velha sugere uma visita à sua Quinta das Carvalhas, situada no Pinhão, para uma «caminhada e prova». O argumento é a chegada da Primavera, «tempo de amendoeiras em flor» e das videiras terminarem o repouso e começarem o abrolhamento.
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«A “quinta mãe” da Real Companhia Velha é uma das mais emblemáticas propriedades durienses, sendo considerada por muitos a quinta “imagem do Douro” porque permite uma amostragem do território e do que mais belo o Douro tem para mostrar: dificilmente num outro local se consegue ver tanto em tão pouco tempo. O monte das Carvalhas, que está a 600 metros de altitude e onde se desfruta de uma paisagem a 360 graus, é o ponto de "excelência" para a observação da propriedade (e do Douro)» – lê-se no comunicado da empresa.
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O passeio permitirá ver os trabalhos na vinha (como a poda, a escava ou a vindima) ou a reconstrução dos tradicionais muros de xisto «e os melhores ângulos da sua paisagem». Na propriedade há vinhas com mais de 70 anos e encostas com 70 graus de declive. «É admirar o rio Douro; é desfrutar de fauna e da flora em simbiose: pela Quinta das Carvalhas estão espalhados espaços jardins, construídos com pedras de granito antigas e esteiros de xisto e onde foram plantadas várias plantas e ervas» – promete a empresa.
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«Os percursos a pé são vários e podem ser definidos em função de cada grupo, dependendo da idade, vontade de caminhar e até da sua coragem. Sob o mote “Caminhar pelo Douro, um prazer inesquecível!”, a Real Companhia Velha convida para um momento de lazer em harmonia com a Natureza, mas também de partilha da história da Companhia, que se confunde com a do Douro e de Portugal, da cultura associada à Quinta das Carvalhas, ao Douro e ao vinho, feita por quem conhece e vibra a cada palavra que solta… No final de cada visita, há tempo e espaço para provas de vinhos do Porto e DOC Douro. Há também a possibilidade de adicionar ao programa um almoço bem tradicional na Casa Redonda, situada no topo da Quinta das Carvalhas».
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O programa pode fazer-se todos os dias, o preço é de 15 euros por pessoa e inclui a prova de um Porto Tawny da Quinta das Carvalhas. Ao programa pode ser adicionado almoço, com um custo de 30 euros por pessoa. A reserva é obrigatória  e pode fazer-se através dos contactos da Real Companhia Velha ou pelo endereço de email turismorealcompanhiavelha@gmail.com.

terça-feira, Março 27, 2012

Vinhos do Tejo celebram centros históricos

Os Vinhos do Tejo vão brindar ao «Dia Nacional dos Centros Históricos» na praça Sá da Bandeira (Largo do Seminário), em Santarém. Amanhã, 28 de Março, entre as 12h30 e as 17h30, seis produtores da região vão juntar-se aos scalabitanos, disponibilizando os seus vinhos para prova.
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«Além da prova de vinhos, o programa de actividades envolve ainda a combinação de vinhos e gastronomia, fruto de uma parceria celebrada entre a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) e a Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém (EHTS), que irá realizar, durante aquela tarde, no mesmo local e horário, dois showcookings» – lê-se no comunicado da CVR Tejo.
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Os seis produtores do Tejo que vão participar nas provas são @ batista’s, Adega Cooperativa de Alcanhões, Quinta da Badula, Quinta da Ribeirinha, Quinta de Penegrais e Sociedade Agrícola das Areias Gordas.

Quetzal quer crescer 24%

A Quinta do Quetzal prevê para 2012 um aumento do volume de vendas na ordem dos 24%, «na senda do que tem sido o crescimento sustentado da empresa, que já no ano transacto tinha crescido 63%, atingindo mais de 105.000 garrafas vendidas, com uma facturação de 339 mil euros», lê-se no comunicado da empresa.

Monte das Servas lança rosé

O Monte das Servas Escolha Rosé 2011 acaba de chegar ao mercado. Trata-se dum vinho feita através da combinação de uvas touriga nacional e sirah, plantadas em solos vermelhos de xisto e argilo-xistoso, informa o produtor em comunicado. O preço de venda deverá rondar os 4,50 euros.

Ayala renova imagem do Brut Nature

A Ayala apresenta o seu Brut Nature com uma imagem renovada. Sem qualquer adição de açúcar, este Champanhe resulta das uvas das castas chardonnay, pinot noir e meunier.
«O Ayala Brut Nature descende de um dos Champanhes mais apreciados mundialmente; o Ayala Brut Majeur, único da sua categoria a integrar o prestigiado Top 100 da Wine Spectator (77º lugar). Com o mesmo blend, mas sem qualquer adição de açúcar, o Brut Nature apresenta notas frutadas e os aromas delicados no seu estado mais puro» – lê-se no comunicado da empresa.

Lujbomir Stanisic no 24 Kitchen

Lujbomir Stanisic chega ao 24 Kitchen com o primeiro programa de produção nacional Mdo canal. «Papa-Quilómetros» estreia-se a 29 de março, às 22h00, e «é uma viagem pelas terras e sabores de Portugal, de Norte a Sul, redescobrindo ingredientes e tradições», lê-se no comunicado desta televisão.
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«A cada episódio, Lujbomir Stanisic protagoniza aventuras e encontros inesperados. Desde apanhar um porco com as próprias mãos, até à descoberta de uma freira que produz um delicioso Queijo da Serra», promete-se no texto oficial.

Crof Vintage 2009 com 95 pontos WS

O Croft Vintage 2009 foi distinguido com a atribuição de 95 pontos pela revista Wine Spectator, alcançando a categoria máxima de «Vinhos Clássicos». Refira-se que o Croft Vintage 2007 tinha recebido 92 pontos e o Croft Vintage 2003 96 pontos.
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«O vinho é descrito pela revista norte-americana como “um vintage exuberante e refinado, onde se destaca a amora e frutas escuras, com uma mistura fascinante de mocca, grafite e tabaco”» – lê-se no comunicado da empresa.

segunda-feira, Março 19, 2012

Pispalhas Colheita 2010

Há vinhos que sejam o que forem são excelentes! Não digo isto com qualquer cinismo. Justifico. O prazer de fazer algo nosso ninguém pode tirar. Mostramos aos amigos o fruto do nosso esforço, ainda que a coisa esteja cheia de defeitos.
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Duvidam? O que se pode dizer de toda a multidão, que se não una, de pais, tios, «tios», madrinhas e padrinhos e amigos que ostentam, nos locais de trabalho, os gafanhotos, riscos e tosquices da lavra das suas crianças?
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– O meu filho é o mais lindo e o mais doce!
– Ai que desenha tão bem!
– Ai, tem tanto jeito.
A criança é sempre sobredotada. Mesmo quando canta mal e faz récitas lá por casa.
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Ah, pois, as crianças! E os adultos que frequentaram uma escolinha de desenho e pintura e fazem umas coisas toscas que têm o desplante de se orgulharem e pôr na parede lá de casa?
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E as pianadas autodidactas? E o chefes de cozinha caseiros que queimam a carne e a secam no forno, mas que está tão gostozinha? E os ovos mexidos da mãe fritos em margarina?
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Bem, acho que já perceberam o meu argumento. Tudo isto é válido e justo. Pelo menos aos nossos olhos e aos dos nossos. Não importam os defeitos, mas o esforço, carinho e empenho nas nossas obras. Obras que, não ficando num «museu» para a posteridade nem num compêndio da especialidade, são memórias felizes. Valor? Só o subjectivo (se é que há algum concreto e objectivo – isso é outra estória) e o que pode resultar de um dia, longínquo, do achamento arqueológico.
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Pois, outro dia chegou-me, via MM e AT, um vinho caseiro… aqueles purinhos do produtor, que mais ninguém tem nem encontra. Raridade que se oferece a quem damos valor pessoal. Um amigo ofereceu-lhes uma botelha, que quiseram partilhar comigo, com o devido assentamento do vitivinicultor, na condição de lhe dedicar uma nota no blogue.
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Cumpro aqui o compromisso, com prazer e honra. É um vinho que se fosse posto à venda, e tivesse alguma pretensão, levaria nota 1. Mas não, é um líquido honesto, que não quer ser mais do que aquilo que é. Cheio de defeitos, por isso mesmo didáctico. Penso que todo o enófilo deve calibrar o gosto e cultiva-lo, com toda a espécie de vinho, dos especiais aos fora de série, bons, medíocres, maus, étnicos, populares, curiosos e analfabetos, não que esta seja uma hierarquia classificativa. Chama-se cultura geral.
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O Pispalhas é um palheto, coisa desaparecida das prateleiras da seriedade, que se centra nas fáceis exigências do mercado, ainda que quase ninguém os possa comprar. Hoje, tanta gente faz vinhos e vinhinhos internacionais que podem ser de qualquer lado do mundo e que, por bons que possam ser, não têm interesse nenhum.
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Gosto da cultura do vinho, da etnicidade, da diferença. Reconhecendo a qualidade que têm ou deixam de ter, gosto que hajam vinhos como o Pispalhas, que mantém viva o que são séculos de tradição.
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Pispalhas, que é vinho que não se encontra, nem me aparece nos dicionários cá de casa. Palavra escondida, bem aplicada a um vinho anónimo.
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Se há quem defenda que se deve acompanhar uma comida local com um vinho com a mesma origem, este, como uma multidão de vinhos amadores, deve ir com a comida caseira da sogra, que nos engorda nas visitas à aldeia onde reside, e nos serve iguarias de pica no chão, de porco morto em casa e hortaliças da horta.
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Dizia, o Pisplhas é um palheto. O rótulo, feito em impressora caseira, tem muito mais informação do que a maioria dos vinhos profissionais. O que demonstra o orgulho e vontade de quem o faz.
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Sem contra-rótulo, a fronha diz tudo: fotografias «piqueninas» dum cacho de uvas e do pai ou avô do viticultor. Em baixo, a quase todo o comprimento do papel, a foto da ponte antiga de Chaves.
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Dizeres de «vinho tinto regional, colheita de 2010», sem qualquer selo oficial, bem se vê. Para quê, se é genuíno e autêntico e não vai mais longe do que a adega na garagem? Diz assim: «Produzido na encosta solarega do Tabolado, Outeiro Seco, a partir de castas tintas – Trincadeira, Tinta Barroca, Touriga Nacional, Aragonez… e de castas brancas, – Malvasia, Bical (borrado das moscas), Grês, Bual, Verdelho… – vinificado em barris de madeira, apresenta uma cor suave e aromas a frutos vermelhos maduros». Tem 15 graus de álcool e é assinado por António Chaves.
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Como se vê, apesar do enumerar das castas, com sinonímia escrita não ser a usada no local donde vem, dever ser punido com palmatória, tem mais informação que tanta coisa, mesmo das caras e desejadas, que desfilam nas revistas e supermercados.
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O que dizer? Tem o vermelho desbotado dos palhetos, mas é baço, translúcido. O aroma é austero, não diz nada… nem floral, nem vegetal, nem frutado, nada. Nem mesmo como muitos que se revelam depois de abertos há horas. Na boca é enjoativo, doce… é chato, não há ali acidez que acorde a boca. Encortiça a língua, sem que se veja aí vantagem ou intensão.
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Todavia, é, para o produtor, certamente, o melhor vinho do mundo. Compreendo e aceito. Um aplauso para António Chaves, porque mantém viva a produção caseira de vinho, para autoconsumo, para os amigos, para a gente da terra e, talvez, para alguém que lhe bata à porta de casa para o comprar.
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Origem: sem indicação (Chaves)
Produtor: António Chaves & Filhas
Nota: X/10

Wine Spectator destaca dos Churchill's

Os vinhos dos Douro da Churchill’s Quinta da Gricha Douro 2009 e Churchill’s Estates Touriga Nacional Douro 2009 foram galardoados pela revista Wine Spectator, divulgou o produtor em comunicado. Os dois vinhos ficaram entre os primeiros seis lugares da selecção.
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Produzido exclusivamente a partir das vinhas velhas da Quinta da Gricha (idade aproximada de 50 anos), o Quinta da Gricha Douro 2009 é produzido com as castas touriga nacional, touriga franca, tinta roriz, tinta francisca e tinto cão.
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O Churchill’s Estates Touriga Nacional Douro 2009 é produzido exclusivamente a partir de uvas da casta touriga nacional das quintas da Churchill’s no Douro.

Carmim ganha dois selos de «Produto do Ano»

Os produtos da Carmim Monsaraz Millennium Branco e Monsaraz Millennium Tinto foram reconhecidos com o selo de certificação em inovação «Produto do Ano 2012», atribuído pela Peres & Partners. Esta é a oitava edição do Produto do Ano (PDA), projecto concebido para recompensar a inovação em produtos de consumo lançados nos últimos 18 meses.
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De acordo com o produtor alentejano, «os produtos devem demonstrar uma inovação em pelo menos um dos seguintes itens: concepção, funcionamento e embalagem. O PDA é a única certificação de novos produtos lançados no mercado da grande distribuição, do ponto de vista da inovação e da mais-valia que trazem ao consumidor, e é atribuída exclusivamente pelos consumidores, através de um estudo de mercado multimarca».

domingo, Março 18, 2012

LA Times aplaude Quinta do Crasto

O jornal Los Angeles Times, um dos cinco mais lidos dos Estados Unidos, elegeu o Reserva Vinhas Velhas 2009 da Quinta do Crasto para a sua rubrica «Vinho da Semana», informou em comunicado aquele produtor do Douro.
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O jornal considerou-o mesmo com uma «beleza fascinante do Douro de Portugal». O LA Times salienta a idade das vinhas (média de 70 anos) e a pluralidade das castas, entre 25 a 30, considerando-o um vinho «leve e elegante que deve ser servido com algo substancial para melhor saborear as suas nuances».

sábado, Março 17, 2012

Grão Vasco Branco 2010

Se há coisa que me chateia é haver Grão Vasco no Douro e no Alentejo! O Grão Vasco é de Viseu, do Dão. Não falo apenas da marca, que isso é o menos, mas do pintor. Balelas! O Nuno Gonçalves é de Lisboa, Cristóvão de Morais estudou em Antuérpia e é de Lisboa e o Silva Porto é do Porto… por que raio há-de haver um vinho do Alentejo chamado Grão Vasco? O belo chaparro é do Rei Dom Carlos… chamassem-lhe Rei Dom Carlos!... Aborrece-me!
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Pim! Pã! Pum! O Grão Vasco é do Dão e, se gostei do tinto, adorei o branco, das castas encruzado, bical e malvasia fina. Um dá aroma, outro corpo e outro sofisticação e doçura. Belíssimo!
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É que o branco, coisa à venda por menos (um cêntimo) de quatro euros, dá um prazer do caraças. Quero lá saber da relação entre a qualidade e o preço, mas, se quisesse, esta coisinha vale mais do que muitos a 12 euros!
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Ah, pois é, bebé!... E mai nada!
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Fresquíssimo, sedutor, insinuante, festivo… dá para o Inverno e para o Verão! Peixe cozido (blheck!), peixe assado (blheck!), carne de aves, vegetariano encorpado, piscina, convívio… blá, blá, blá!
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O meu amigo VR achou-lhe maracujá… maracujá, uma ova! Bastava senti-lo e queria logo uma outra coisa! Tropical? Também, mas diria banana. Herbáceo, talvez salsa. Mineral, fresco. Final com bom acabamento.
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A verdade é que na Sogrape sabe-se o que se anda a fazer. É uma empresa familiar, é. Mas é uma multinacional. Em vendas é mais que não sei quantas das seguintes juntas! É verdade. Mas há outras, muito grantes, que, sabendo o que fazem, não fazem nada de jeito!...
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Pronto, já sei! Podem acusar-me de dizer bem da Sogrape... primeiro do Esteva e depois do Mateus… agora deste branco… mas se vêm com conversas, só tenho a dizer: blá, blá, blá, Whiskas saquetas!!!
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Origem: Dão
Produtor: Sogrape
Nota: 7/10
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Nota: Peço desculpa, mas não consegui a versão do anúncio em português de Portugal. Vai dar ao mesmo, toda a gente sabe... e eu sei que você sabe que eu sei...

sexta-feira, Março 16, 2012

Quinta do Quetzal Reserva 2010

Alô, alô Vidiguêra… belo branco… antão vaz, lá tinha de ser. E eu a dar-lhe na antipatia. Não é culpa do produtor, do enólogo ou do vinho… sou eu que embirro com a casta. Para o bem e para o mal, esta coisa, chamada blogue, faz-se da minha egocêntrica opinião.
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Bem, o produtor está aplaudido pela qualidade e empenho. O enólogo, Rui Reguinga, não precisa de elogios, é um dos melhores em Portugal (quem sou eu), o vinho está muito feliz, embora eu tenha a infelicidade de implicar com a casta… amores e desamores.
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Penso que o estágio em madeira dá força. O resultado é melhor do que o vinho da casta furiosamente à solta. A madeira (que não é excessiva) o trava… ainda bem! Lá tem a tropicalidade, de que não morro de amores, mas tem também as notas de especiarias e um certo abaunilhado. Acidez, fixe. Final, contente.
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Origem:  Alentejo
Produtor: Quinta do Quetzal
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quinta-feira, Março 15, 2012

Guadalupe Branco Selection Branco 2010

Este vinho tem uma virtude (mais do que uma, aliás), que é a de exprimir bem uma casta: a antão vaz. O problema é que não morro de amores pela antão vaz… and so what? (e então?)… Que o vinho é bom… lá isso é.
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Vai bem e descontraído. Para mim (aqui neste bloco egocêntrico apenas falo por mim e basicamente pelo meu gosto) bate-se de mano a mano com o entrada de gama, o que publiquei ontem.
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Bem sei que os vinhos não são iguais… ah pois não são. Bem sei que o trabalho e, certamente, o empenho não foram os mesmos… achei-o um meio termo. Entre o anterior e o seguinte. Aquém do adiante e pouco mais que o outro.
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Para ser honesto, gostei mais do despojamento do «básico». Gostei mais da elaboração do terceiro. Entre os dois, este ficou comprimido, caindo para o anterior. Para o meu gosto, o que aqui importa, excede-se no antão vaz. Mas como disse, não morro de amores pela casta.
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Origem:  Regional Alentejano
Produtor: Quinta do Quetzal
Nota: 5,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

CVR Tejo com nova acção de formação

A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) quer despertar os consumidores principiantes para o papel dos cinco sentidos no reconhecimento das qualidades dos vinhos. Assim, aquela entidade vai dar sequência à aposta que iniciou em Janeiro, com a realização de cursos de vinhos de nível I, organizando agora o seu primeiro curso de nível II, que terá lugar nas suas instalações, em Santarém, no dia 24 de Março (sábado), entre as 10h00 e as 17h30.
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Intitulado «A Voz dos Sentidos», o curso ficará, como habitualmente, a cargo do enólogo ribatejano Mário Louro, que irá abraçar o desafio de transmitir aos seus formandos a arte de sentir o vinho.
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«A diferença entre beber e degustar, a roda dos aromas, as sensações no gosto e o reconhecimento de um bom vinho são outros dos temas que completam o programa da formação, que contemplará também uma prova cega de vinhos brancos, tintos e rosés, assim como um almoço de degustação» – informou a CVR Tejo.

Bacalhôa celebra Dia do Pai

A Bacalhôa Vinhos de Portugal oferece um desconto exclusivo de 50% a todos os pais e a um acompanhante (os filhos até aos 12 anos têm entrada gratuita) nas visitas às suas instalações de Vila Nogueira de Azeitão.
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«No final da visita à adega da Bacalhôa (onde envelhece o Bacalhôa Moscatel de Setúbal em barricas antigas expostas lado a lado da maior coleção privada de azulejos em Portugal, e ao Palácio do século XVI da Quinta da Bacalhôa) haverá uma prova de Quinta de Bacalhôa Tinto com queijo de azeitão» – informou o produtor.
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Os pais terão ainda uma oferta duma garrafa de Monte das Ânforas 2011. A visita, que está agendada para as 15h30, está sujeita a marcação prévia para visitas@bacalhoa.pt ou pelo telefone 212 198 060 (número máximo de 40 pessoas).  

Ervideira lança edição especial

A Adega Ervideira acaba de lançar uma edição especial do vinho Conde D'Ervideira Private Selection Tinto de 2008, proposta que ganhou o Grande Prémio Escolha da Imprensa, atríbuido pelos principais críticos e jornalistas de vinho de Portugal durante o Encontro com o Vinho, que decorreu em Outubro do ano passado, divulgou, em comunicado, este produtor alentejano.
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«Este lote especial denomina-se 250 Magnum e apresenta-se numa garrafa especial de 1,5 litros, que conta com a grande particularidade de permitir uma evolução mais lenta do conteúdo do que uma garrafa tradicional» – prossegue o texto oficial.
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A edição especial 250 Magnum do Conde D'Ervideira Private Selection Tinto 2008 apresenta-se no mercado numa caixa individual, estimando-se o seu preço entre os 55 e os 65 €.
A sua base (o vinho Conde D'Ervideira Private Selection Tinto) é desenvolvida a partir de uma cuidadosa selecção de uvas das castas alicante bouschet, trincadeira e aragonês, obtidas das propriedades d este produtor. A fermentação faz-se a baixa temperatura em lagares de inox e o estágio em barricas de carvalho francês durante pouco mais de um ano, explica o comunicado.
«O Conde D'Ervideira Private Selection Tinto é um vinho que apenas é produzido em anos que os responsáveis da Adega Ervideira considera serem de elevada qualidade, pelo que no passado mais recente só se produziu este vinho a partir das vindimas de 2002, 2003, 2007 e 2008».
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A colheita de 2009 é uma hipótese que está a ser estudada, refere Duarte Leal da Costa, responsável máximo da adega Ervideira.

Xavier Santana Moscatel Roxo vence no Vinalies

O Moscatel de Setúbal Roxo da Casa Xavier Santana arrecadou o troféu de Melhor Vinho Fortificado, no concurso Vinalies Internacionales, divulgou em comunicado a Comissão Vitivinícola Regiona da Península de Setúbal. O evento decorreu em Paris entre 2 e 6 de Março.
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«Ao troféu Vinalies, a região vitivinícola Península de Setúbal junta mais 21 medalhas, sendo a região portuguesa mais premiada no concurso», lê-se no texto.
O concurso Vinalies Internationales é organizado anualmente pela União dos Enólogos de França, sob os parâmetros da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), contando com um painel de provadores com cerca de 100 profissionais do sector de todo o mundo. Na edição de 2012 foram avaliados 3.900 vinhos de diferentes regiões no mundo.

Novo Porto e novo azeite da Quinta do Crasto

A Quinta do Crasto acaba de lançar Porto Finest Reserve e o Azeite Virgem Extra Selection. Esta quinta duriense alarga assim a sua gama de produtos, reforçando a sua posição no segmento de vinhos do Porto e Azeites. Em breve, estes dois produtos terão uma recepção crítica aqui no blogue.
O Porto Finest Reserve é o terceiro vinho do Porto da gama Quinta do Crasto, onde se incluem já o Porto Vintage e LBV. Apresenta-se como um Ruby Reserva, , com um envelhecimento médio de três anos em tonéis de carvalho português.
Após da introdução do Azeite Premium, a Quinta do Crasto lança agora o Azeite Virgem Extra Selection, produzido com azeitonas do Douro Superior. Com uma acidez de 0,3%, é elaborado com azeitonas das variedades Cobrançosa e Madural.

Mumm mantém-se na Fórmula Um

A casa de Champagne G. H. Mumm anunciou a renovação da sua parceria internacional com a Beta Prima Limited, proprietários da Fórmula Um, como o champagne oficial do campeonato, um dos eventos desportivos mais visto em todo o mundo, com mais de dois mil milhões de telespectadores ao longo da temporada.

Região do Tejo mostra vinhos em Santarém

Serão 15 os produtores do Tejo que este domingo, dia 18, entre as 14h00 e as 19h00, vão apresentar e disponibilizar para prova os seus melhores vinhos aos scalabitanos que visitarem a Casa do Campino, em Santarém, divulgou a Comissão Vitivinícola do Tejo (CVR Tejo) em comunicado.
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Com o objectivo de aprofundar os conhecimentos dos visitantes sobre os vinhos da Região, o programa da Segunda Mostra de Vinhos do Tejo contempla ainda a realização de uma prova comentada pelo enólogo Sérgio Oliveira, prevista para as 17h00.
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Além da exposição, provas gratuitas e vendas de vinhos do Tejo e outros produtos regionais, como queijos e enchidos, o evento vai também contar com uma tasquinha de iguarias preparadas pelos alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém. Ao longo da tarde, vão decorrer demonstrações de pratos regionais, pastelaria e peixe do rio.
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A CVR Tejo, organizadora desta iniciativa, em parceria com a Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém e o Turismo de Portugal, vai também promover, de 27 de Abril a 1 de Maio, uma Mostra de Vinhos do Cartaxo, a realizar no Pavilhão Municipal de Exposições do Cartaxo, integrada na XXIII Festa do Vinho.

RCV festeja novo Evel Branco

A Real Companhia Velha dá a conhecer amanhã o Evel Branco 2011. O local escolhido fica na Foz Velha, trata-se do restaurante-bar Shaker. Evel Wine Party é o nome do evento, com opção de jantar.
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Em degustação vai estar, além deste novo branco, Evel Reserva tinto 2008. Ambos os vinhos estarão em regime de bar aberto. O jantar está a cargo do chefe Michael Guerrieri.
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Feito a partir de uvas das castas rabigato, arinto, viosinho e fernão pires, plantadas na Quinta do Casal da Granja (Alijó) e na Quinta de Cidrô (São João da Pesqueira), o Evel branco 2011 estará disponível no mercado, por € 4,20.

quarta-feira, Março 14, 2012

Guadalupe Branco 2011

Ora cá está um vinho a exigir Verão. Correcto, escorreito, agradável e fresco. Para mim vai bem com pizza, que é coisa que apetece no Verão… então pizza com figos… adoro e vai lindamente com este branco da Vidigueira.
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Rui Reguinha sabe bem o que faz e faz, com justiça e mérito, vinhos para fácil agrado. Catita, este branco. Leve, nada chato, consensual. Feito de antão vaz, que mais poderia ser, roupeiro, bem alentejano, e arinto, hoje nacionalizado. Fresco. Fresco. Fresco. Guloso. Já me vejo… deixem o Verão chegar… e verão…
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Quinta do Quetzal
Nota: 5,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

terça-feira, Março 13, 2012

Domingos Soares Franco Colecção Privada Verdelho 2011

Ah! Estalou na língua. Pelo corpo, todo um arrepio de prazer. Não confirmo nem desminto que estava bem acompanhado ;-) . (Ups! Meti um smiley na prosa).
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Este é um branco como gosto! Macho e delicado. Tem um corpo que seduz, um final muito aplaudido, uma acidez de fibra… no nariz tem muito do que gosto, quase tudo: floral, citrino, casca de laranja, verduras, minério… O papel de apoio refere damascos, mas devo andar mesmo com problema com os prunídeos (prunídios – não se escrever a palavra).
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Origem: Vinho Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 7,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

segunda-feira, Março 12, 2012

Domingos Soares Franco Colecção Privada Moscatel Roxo Rosé 2011

Assumo que não percebi este vinho. Não é um rosado ali do molho, mas não fiquei esmigalhado, coisa que me acontece com frequência com os néctares do mestre Domingos Soares Franco.
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Sim, é diferente. O conceito do moscatel em rosé não é original, mas não é comum. A do moscatel roxo é, provavelmente, a bizarria do «enfant terrible» da enologia portuguesa. Domingos Soares Franco pode ser iconoclasta, mas sabe bem o que quer fazer e o que faz.
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Devo-lhe o benefício da dúvida. Certamente não percebi, por alguma razão, este vinho, que defeitos não tem um para embirrar.
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Vai bem fresco e para os dias que se querem felizes. Rosado como a cor que diz ter (na verdade é salmão), delicado e fino. Boca elegante…
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Mas… esperava algo mais diferente…
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Origem: Vinho Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 5,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

Dez medalhas para o Tejo na Vinalies

Os vinhos do Tejo arrecadaram dez «medalhas de prata» na edição de 2012 do concurso internacional francês Vinalies Internationales, anunciou a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo).
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O vinho Casal da Coelheira Rosé 2011, produzido no Centro Agrícola do Tramagal, foi o único rosé nacional premiado pelo júri. Em 2011, esta referência vencera uma «medalha de ouro». O tinto Casal da Coelheira Reserva 2010 conquistou de uma «medalha de prata».
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De igual forma, com os vinhos Companhia das Lezírias Samora Tinto 2010 e Azul Portugal Branco 2011, a empresa arrecadou também dois galardões prateados.
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A Quinta do Casal Monteiro compõe o leque de produtores do Tejo cujos vinhos o júri condecorou por duas vezes, ao distinguir o Forma de Arte Reserva Tinto 2009 e o Casal Monteiro Chardonnay & Arinto Branco 2010.
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Os restantes vinhos e produtores da região do Tejo galardoados com prata no concurso francês foram o Casal do Conde Tinto 2010, o Conde de Vimioso Reserva Tinto 2008, o Falcoaria Reserva Tinto 2007, e o Quinta da Lagoalva Reserva Tinto 2010.

Bar de Sobremesas abre no Porto

«Bar de Sobremesas», assim se intitula o novo conceito de convívio «à volta da boa pastelaria, e que promete reforçar a imagem de espaço cosmopolita de excelência de que goza o bbgourmet na cidade do Porto», garante o Bull & Bear. A abertura será a 23 de Março. O horário começa às 20h00 até ao fecho dos restaurantes.
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Esta oferta, que está disponível diariamente quer no bbgourmet Maiorca, quer no bbgourmet Bull & Bear, às sextas-feiras e sábados, conta também com música ao vivo.
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O espaço tem 30 opções à escolha, que podem ser harmonizados com uma bebida quente ou com um vinho licoroso. O preço é de 6,5 euros por pessoa.

Falstaff aprova Vinha da Ponte

O Vinha da Ponte da Quinta do Crasto «é o único vinho português destacado na lista dos 100 Melhores Vinhos do Mundo», apresentada pela revista Falstaff, na feira de vinhos alemã Prowein – anunciou o produtor em comunicado.
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O vinho produzido exclusivamente com vinhas velhas ficou colocado no 87º lugar do ranking, liderado pelos famosos vinhos Romanée Conti, Château Lafite-Rothschild e Château Latour.
«O Vinha da Ponte é um “monovinha”, elaborado com uvas desta vinha centenária e apenas engarrafado em colheitas especiais, sendo que nos anos em que não é engarrafado integra o lote do Reserva Vinhas Velhas», prossegue o texto oficial.
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«A Falstaff destaca na sua análise de prova a singularidade atribuída pela idade da vinha e pelas características únicas do terroir do Douro. A revista ainda sugere como alternativa o Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas, vinho mais acessível e que é engarrafado todos anos».

Vem aí o Peixe em Lisboa

Alguns dos mais prestigiados chefes, nacionais e estrangeiros, vão revelar «toda a sua mestria na arte de cozinhar peixes e mariscos» durante o evento gastronómico de referência Peixe em Lisboa, que se realiza de 12 a 22 de Abril, no Pátio da Galé – anunciou a organização, em comunicado.
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As degustações têm o valor de cinco e oito euros. A iniciativa conta, ainda, com a participação de dez dos melhores restaurantes da região de Lisboa, abertos em permanência entre as 12h00 e as 24h00.
Os espanhóis Andoni Luis Aduriz e Ángel Léon, o brasileiro Felipe Bronze, e os portugueses Vítor Sobral, José Avillez e Carlos Martins, são alguns dos chefes que, durante esses dias, vão demonstrar, perante o público, as suas criações gastronómicas.
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Do programa constam o concurso «O Melhor Pastel de Nata de Lisboa», debates, um mercado gourmet, que dá a conhecer os melhores produtos da região (doçaria, conservas de peixe, azeites e vinhos), provas de vinhos e de produtos gastronómicos.

Ferreirinha lança Papa Figos

Batizado com o nome de um pássaro que se avista no Douro Superior, mais concretamente junto à Ribeira de Aguiar, na Quinta da Leda, entre Abril e Outubro, este novo tinto «vem ocupar um espaço marcante na gama da Casa Ferreirinha», anunciou a Sogrape em comunicado.
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O nome deve-se «à grande admiração que o enólogo, Luís Sottomayor, nutre pelo bonito pássaro». O vinho posiciona-se entre o Esteva e o Vinha Grande.
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«Estamos perante um tinto que evidencia, claramente, o caráter nobre e a personalidade vincada dos seus “irmãos” mais velhos da Casa Ferreirinha»assegura Luís Sottomayor. «Toda a tecnologia utilizada na produção do Papa Figos é orientada para proporcionar um consumo jovem, embora o vinho possa beneficiar de um estágio em garrafa de dois a três anos, mantendo intactas as suas melhores qualidades até aos seis anos», lê-se no comunicado.
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Este novo tinto, da vindima de 2010, reúne castas portuguesas naturais do Douro, como touriga nacional (15%), touriga franca (40%), tinta roriz (30%) e tinta barroca (15%), sendo as uvas provenientes da Quinta da Leda e também de lavradores selecionados na sub-região do Douro Superior.

The Yeatman celebra o Dia do Pai

O The Yeatman sugere, para o Dia do Pai, 19 de Março, uma selecção de vinhos, na sua unidade hoteleira vínica portuense. Trata-se dum vale, no valor de 37 euros.
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Assim está disponível um vale de degustação, que permite provar três vinhos portugueses «de topo», acompanhados «por uma harmonização de petiscos portugueses», coma assinatura do chefe (estrelado pela Michelin) Ricardo Costa a – adianta o hotel em comunicado.
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Os vinhos foram escolhidos pela directora de vinhos do The Yeatman, Beatriz Machado. As opções são justificadas por um pré-questionário.
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O vale Yeatman permite ainda uma visita à garrafeira do hotel, «onde se podem encontrar vinhos únicos e exclusivos, entre mais de mil referências disponíveis».

Novo chá da Lipton

A Lipton acaba de lançar um novo produto, destinado aos apreciadores de frutos silvestres. O Chá Preto com Frutos Silvestres é então a nova aposta da Lipton para esta Primavera, «que integra sabores e aromas únicos e intensos», lê-se num comunicado.

Revista de Vinhos «planta» oito árvores

O jantar dos Prémios da Revista de Vinhos, que decorreu a 10 de Fevereiro, rendeu a plantação de oito novas árvores. A Revista de Vinhos associou-se à Quercus na campanha «Green Cork»  e à Corticeira Amorim, através da recolha  para reciclagem de rolhas de cortiça  das garrafas abertas durante o jantar.
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Durante  este evento «Os Melhores do Ano 2011»  foram abertos mais de  3.000  garrafas de vinhos, oriundas das mais diversas regiões vitivinícolas e foram apurados 7,5kg de rolhas.
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Com este total de rolhas recolhidas, serão plantadas oito árvores de espécies autóctones, na Serra da Carregueira, Belas, no concelho de Sintra, anunciou a publicação.
A campanha «Green Cork», para além de ser o primeiro programa nacional para a recolha de rolhas de cortiça, permite a produção de produtos diversos, através da reciclagem, como materiais de construção e isolamento, ou componentes industriais.
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Os benefícios financeiros com a entrega das rolhas, nas instalações da Corticeira Amorim, são convertidos em acções de recuperação e conservação da natureza, ao abrigo do programa «Floresta Comum», que conta plantar ainda este ano cerca de 40.000 árvores das espécies que constituem a nossa floresta autóctone, entre as quais o sobreiro.
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Desde 2009 a Quercus já promoveu a recolha de 85 toneladas de rolhas, nos diversos canais de recolha.

Fox lança canal 24 Kitchen

A Fox International Channels lançou um novo canal temático, desta feita ligado à gastronomia. O novo meio, o 24 Kitchen, pretende apresentar «os produtos mais frescos e os melhores chefs». Esta aposta vai trazer aos portugueses, garante a Fox em comunicado, «melhores sabores de diferentes culturas».

Arte com massa























A Milaneza organiza a exposição «Arte com Massa», que está aberta ao público até 16 de Março, nas instalações da Junta de Freguesia de Vermoim, na Maia.
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Este evento resulta duma parceria com a Câmara da Maia e conta com 180 trabalhos das escolas do pré-escolar e do primeiro ciclo, a nível nacional, que participaram nesta iniciativa. Os trabalhos contemplaram as modalidades de desenho, pintura e escultura, sendo a massa alimentícia um dos materiais essenciais nas obras a concurso.
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Em comunicado, a Milaneza refere que o desafio desta iniciativa teve como objectivo «motivar uma nutrição mais equilibrada e saudável junto das crianças e das suas famílias».
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Nota: A obra que ilustra esta posta designa-se por «Picassa» e foi a vencedora na categoria «Pré-escolar». Trata-se duma obra colectiva do Colégio da Imaculada Conceição de Lamego.

Vem aí mais um Infowine.forum

A Vinideas celebra este ano o seu décimo aniversário, coincidindo esta data com a organização de mais uma edição do Infowine.forum, que se destina a profissionais da fileira do vinho.
Sob o tema «Thinking “out of the bottle”», a terceira edição realiza-se nos dias 30 e 31 de Maio e volta a ter lugar no Teatro de Vila Real. Para esta edição estão já confirmados os oradores Adrian Bridge, Bruno Quenioux, Denis Dubourdieu, Nicolas Guichard e Roger Boulton.
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O Infowine.forum tem como objectivo valorizar a investigação, pública e privada, salientando a sua importância na evolução e inovação do sector vitivinícola. Marca um encontro entre a investigação e as fileiras da produção e da comercialização.
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A Vinideas é uma empresa de formação de quadros médios e superiores do sector vitivinícola em Portugal e responsável pela edição em língua portuguesa, da revista técnica Infowine.

Real Companhia Velha destacada na Wine Enthusiast

A Real Companhia Velha viu seis dos seus vinhos serem distinguidos pela revista norte-americana Wine Enthusiast, ao alcançarem, na última edição (Fevereiro de 2012), classificações entre os 89 e 91 pontos.
No topo do pódio, dois tintos com 91 pontos: o Quinta dos Aciprestes Reserva tinto 2008, também eleito como «Editor’s Choice» (Escolha do Editor), e o Quinta de Cidrô Chardonnay branco 2009.
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A marca Quinta dos Aciprestes destacou-se também com o Quinta dos Aciprestes tinto 2008 com selo de «Best Buy» (Melhor Compra) e 90 pontos, pontuação igualmente atribuída ao Evel Reserva tinto 2008.
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Com 89 pontos foram eleitos o Porca de Murça Reserva tinto 2008 e o Porca de Murça tinto 2009, tendo este último sido eleito como uma das melhores compras (Monthly Best Buy), no patamar de vinhos até 10 dólares, à venda nos Estados Unidos da América.

Penha Longa convida 12 chefes

O Penha Longa Hotel Spa & Golf Resort convidou 12 chefes para assinalar os 12 meses do ano, anunciou a unidade hoteleira. O evento conta com menus exclusivos e decorre, entre Março e Abril, no restaurante Arola.

Vinhos do Continente ganham três medalhas

O vinho Contemporal Douro Reserva 2009 foi distinguido com a «medalha de prata» no concurso britânico International Wine and Spirit Competition 2011 e o vinho branco Contemporal Bairrada recebeu a «medalha de prata» no Concurso Nacional de Vinhos 2011. O Vinho do Porto Continente Ruby foi distinguido com a «medalha de ouro» no Mundus Vini.

domingo, Março 11, 2012

Quinta de Camarate Branco Seco 2011

Olá, olá… este é mais ao meu estilo, face ao doce, o de ontem… mas marcou-me muito mais o outro. Não digo melhor…
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Esteve muito bem e promete-se para os dias quentes que, sabemos, hão-de vir. Não é bem um vinho de piscina, mas dá bem para os mergulhos. Comigo marchou com uma frangada… nada de frango no carvão… coisa aparicada… mas não quero dizer como foi! E mai nada!
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O mestre Domingos Soares Franco deu-lhe com o alperce nos descritores, mas devo andar com miopia aos prunídeos (prunídios? – não sei como se escreve). Bananoca, confere. Lima, confere. Espargos, está boa, bem sabia que aquele aroma me era conhecido. Acidez feliz e um final bem agradável.
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Origem: Vinho Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 6,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

sábado, Março 10, 2012

Quinta de Camarate Branco Doce 2011

Ora aqui está uma coisa, para mim, tão improvável como dizer bem do José Sócrates. Branco doce? Afaste de mim esse cálice.
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Cale-se!
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Quando me lembro de branco doce vem-me sempre à cabeça um vinho que sempre detestei, o João Pires, ícone da moda na década de oitenta e sumido desde a de noventa.
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Ao contrário do senhor Pires, a doçura deste branco vem do alvarinho (67%) e da loureiro (33%), cepas da região dos Vinhos Verdes. De facto, o resultado é bem diferente. É que conforme seduz, a(s) casta(s) moscatel podem tender para chato. Como Domingos Soares Franco lhe «injecta» a doçura não sei, mas o mestre sabe o que faz!
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É um vinho floral, rosáceo, mas menos frágil. O mestre fala em pêssegos, mas a coisa passou-me ao lado. De facto, há ali qualquer coisa carnuda, entre o rijo e o doce, mas não me pareceu pêssego. Já as citadas nozes se dão com elas mais facilmente. É gordo na boca, mas não é um cozido à portuguesa… calma, que o vinho é bom para o Verão!
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Origem: Vinho Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

sexta-feira, Março 09, 2012

2 – Esporão Duas Castas Semillon Viosinho 2011

– O que vamos beber ao jantar?
– Dois.
– Dois, o quê? Dois vinhos?
– Pode ser…
– Pode ser o quê?
– Pode ser que bebamos dois vinhos…
– E vamos beber o quê?
– Dois…
– Dois, o quê? Já me estás a irritar com o mistério!
– Dois é o nome do vinho.
– Ah! Porquê?
– Porque é feito com duas castas… a viosinho e a semilhão…
– Hã? Não percebi…
– Viosinho é uma casta do Douro e semilhão é de Bordéus, de Sauternes…
– E chama-se assim, semilhão?
– Não! Eu é que acho graça chamar-lhe assim…
– Parvo!
– (Sorriso imbecil).
– E então, não se bebe nada?
– Tens aí o saca-rolhas e vai soltar o viosinho e o semilhão.
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Se tinha gostado do V, gostei deste bem mais. Notas? Cá vai: uma boca elegante, um final até ali à frente. No nariz, a casca de tangerina reina, mas há aromazinhos de pedra. Delícia.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Esporão
Nota: 7,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quinta-feira, Março 08, 2012

Esporão V – Esporão Verdelho 2011

– O que vamos beber ao jantar?
– Esporão Verdelho…
– Vermelho?
– Não, fedelho!
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Garanto que foi mais ou menos assim… sem tirar nem pôr, mais coisa menos coisa e basicamente isto.
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É uma frescura, todo ele. E eu, como muitos, a pensar que os brancos alentejanos são chatarrões… e são-no muitíssimas vezes. Quem sabe fazer vinho… fá-lo bem.
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É muito fino e elegante, vai pelo mundo fora sem vontade de parar, mas pousadamente para que se possa apreciar. Não, não é um branco para a piscina, coisa que já aqui escrevi que gosto… de piscina e de brancos prá piscina.
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O nariz é frescura, com toques limonados e notas herbáceas. Ainda que o produtor o diga, desminto. Não há maracujá. Facto que, só por si, me faria reduzir, em muito, a apreciação. A boca é perfumada, longa, um encanto.
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E come-se o quê para acompanhar? A(o) namorada(o) ! Não há coisa melhor que o romance. Este vinho engata qualquer um(a) que se sente com ele à mesa.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Esporão
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.