terça-feira, janeiro 31, 2012

Periquita Branco 2011

O tinto é o mais clássico dos clássicos, a marca de vinho de mesa mais antiga do país e uma das mais antigas do mundo. A variante branca é bem mais recente, sendo esta a sua sexta colheita.
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No nariz é fresco, com notas cítricas, algumas herbáceas e com mineralidade, tendo ainda o apetite da baunilha. A boca ficou atrás, enjoando-me um pouco. Mas nada que estragasse o ramalhete.
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Wine escolhe Jorge Serôdio Borges

Jorge Serôdio Borges foi escolhido como o enólogo do ano de 2011, pela revista Wine. A newsletter da revista justifica a escolha: «foi com os seus projetos pessoais, na companhia da mulher Sandra Tavares da Silva, que alcançou uma nova e impressionante dimensão, projetando o cobiçado Pintas para a ribalta da cena internacional. Logo de seguida perfilaram-se os vinhos Guru e Pintas Character, bem como a incursão no Vinho do Porto comos Pintas Vintage e Wine & Soul 10 Anos. Agora herdou a belíssima Quinta da Manoella, com um legado generoso de vinhas velhas que foram materializadas num dos novos ícones do Douro, precisamente o Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2009». Jorge Serôdio Borges tinha sijo já escolhido em 2008.

Origami passa a Arigatô

O restaurante de sushi Origami passa a chamar-se, a partir de hoje, Arigatô, anunciou em comunicado. Este espaço, aberto desde 2007, mantém «sua inspiração e conceito iniciais no que se refere à cozinha japonesa de fusão».

BSE 2011

Esta marca é um clássico. Tem ao longo dos anos alegrado os verões e o tempo quente. O que tem de mais notável é a complexidade num vinho deste preço, fruto duma sábia conjugação de castas.
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Há anos que não bebia um. Há uns três meses fui jantar a casa do Viriato e da Sandra, que me serviram um da colheita de 2010. Surpreendi-me pela qualidade fresca revelada. Não é um grande vinho, mas é uma aposta descomplicada e descontraída. Sinceramente, apreciei.
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Chegou-me há dias a casa a nova colheita, referente a 2011. Se fosse um peixe ainda saltitava de vivo no balcão da peixaria.
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No nariz revelou-se tropical, mas, graças a Deus, sem a «porcaria» do maracujá, que é fruta que me encanita, sobretudo no vinho. Tem a frescura do ananás e a gordura da banana. Na boca é muito fresco, suave, fácil.
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

domingo, janeiro 29, 2012

Duorum Colheita Tinto 2010

Quem me lê com regularidade já sabe, quem só me lê agora fica a saber… metam touriga franca no lote e o João fica contente. É assim! Se eu fosse o Robert Parker… tourigava, francamente, esta casta duriense.
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Pois aqui, com 40% de touriga franca… zás! O João gosta.
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Muitos vinhos tintos do Douro são encalorados, mas este revelou-se elegante e com frescura. Para mim, preferia-o com um pouco mais de corpo. Gostei da acidez e do final com um prolongamento bem fixe. No nariz nota-se bem a touriga nacional (40%), com as notas de frutos vermelhos e alguma violeta, com a touriga franca, com os componentes de frutos do bosque. Madeira presente, mas civilizada.
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Origem: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

sábado, janeiro 28, 2012

Esporão Reserva 2009

Os reservas do Esporão são já clássicos. Não deve haver ninguém (fora dos enófilos, profissionais e enochatos) que não os conheça. Fizeram o nome da casa, furaram nas ementas o lugar de aposta segura, no que respeita a qualidade.
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Tem umas notas vegetais, conferidas pelo cabernet sauvignon, que lhe aliviam o peso. Revela algumas notas de anis, frutos vermelhos e notas de madeira. É um vinho que se mantém fiel ao perfil da herdade, com elegância e pujança.
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Como é hábito, o Esporão tem o bom gosto de convidar um artista para ilustrar os rótulos. Desta vez, a coleção é da autoria de Rui Sanches.
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Origem: Alentejo
Produtor: Esporão
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

Licor Beirão lançado em Espanha

O Licor Beirão assinalou oficialmente o lançamento da bebida em Espanha, com uma festa no Ramses Life, um dos espaços mais em voga em Madrid. O evento, que contou com mais de 300 pessoas, teve como anfitrião Paulo Futre que é também o protagonista da campanha da bebida beirã no país vizinho.
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Com o início desta campanha publicitária em Espanha, a família Carranca Redondo, proprietária do licor Beirão, dá continuidade à estratégia de internacionalização, que pretende, num prazo de cinco anos, que 30% a 40 % da faturação seja proveniente dos mercados externos.
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Com esta aposta no mercado espanhol, a família Carranca Redondo pretende chegar até ao final do ano com uma faturação na ordem do meio milhão de euros.  Para isso, lançou uma campanha que tem como estrela o antigo jogador do Atlético de Madrid, Paulo Futre. Esta ação de promoção está presente em MUPI e anúncios de imprensa, sendo centrada em Badajoz, Cáceres, Huelva, Salamanca e Sevilha.

Carlos Pires em Ourense

O chefe Carlos Pires, do Restaurante Vista Alegre, de Lamego, vai representar, em exclusivo, a região duriense na Xantar 2012 - Salón Gallego de Gastronomia y Turismo, certame que se realiza entre 1 e 5 de fevereiro, em Ourense, na Galiza.
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Carlos Pires desenvolveu um menu especial para este evento, onde não faltam os enchidos tradicionais da região (alheira, moira, chouriça e salpicão), o bacalhau com broa e a feijoada transmontana. Nas sobremesas, destaque para a seleção de queijos regionais Paiva, acompanhados com compotas caseiras.

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Esporão Private Selection Tinto 2008

Uma bela pomada, é o que vos digo! Não é a primeira, nem será certamente a última, ai de mim, que aplaudo um Private Selection do Esporão. Dizer que é bem feito, já toda a gente sabe.
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Trata-se dum vinho de perfil moderno-alentejano. Ou seja, um retrato do que melhor se faz na região. O projeto do Esporão veio muito antes da moda, demonstrando uma enorme percepção do potencial. Trouxe novas ideias. Hoje muitas casas a imitam ou nela se inspiram.
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Sou um conservador e nostálgico da herança, tradição e cultura do vinho alentejano. Este não tem nada a ver. Não é mau, é apenas diferente. O Esporão tem a virtude de ter visto mais além muito cedo.
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Ando um pouco cansado dos vinhos muito internacionais, não desvalorizando nunca a sua qualidade. O que é bem feito é bem feito e, mais do que bem feito, surpreende, traduz o ano em que nasce. É um vinho à parte no panorama.
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Deu-me muito gozo bebê-lo. Elegante, mas com tronco respeitável. Rico e envolvente na boca, com final longo e acidez que desencoraja qualquer chatice. No nariz traz os clássicos ameixa preta e mirtilos, com nuances de chocolate preto e madeira fumada, bem integrada.
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Trata-se dum garrafeira, vinho que estagiou em garrafa por 18 meses. Antes fez a malolática em barricas de carvalho francês, onde descansou. É feito de aragonês, trincadeira, cabernet sauvignon e alicante bouschet. É um alentejano moderno… DOC novo mundo, território onde castas estrangeiras são consideradas tugas… mas isso é polémica que não vem ao caso.
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Como é hábito, o Esporão tem o bom gosto de convidar um artista para ilustrar os rótulos. Desta vez, a coleção é da autoria de Rui Sanches.
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Origem: Alentejo
Produtor: Esporão
Nota: 8/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Vinho do Porto festeja Eusébio

A @drink-business e a Quinta das Gregoças homenageiam Eusébio da Silva Ferreira, antiga estrela de futebol do Benfica, com a edição limitada de um Vinho do Porto. Esta iniciativa celebra os 70 anos de vida do que, para muitos, o melhor jugador português de todos os tempos.
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Trata-se duma série limitada do vinho, estagiado em madeira, Very Old Port Wine, de apenas 638 garrafas magnum, tantas quantos os golos marcados pelo «Pantera Negra» ao serviço do Benfica. Os rótulos são assinados por Eusébio. Cada exemplar custa 335 euros.

Direct Wine distribui Ribbonwood

Os vinhos da marca Ribbonwood, produzidos pela Framingham na região de Marlborough, na Nova Zelândia, estão agora disponíveis em Portugal, anunciou a Direct Wine em comunicado. Esta marca da empresa da Sogrape na Nova Zelândia é comercializada em 14 mercados, «pelo que a entrada em Portugal é um passo natural, considerando a origem da empresa mãe».

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Ervideira fecha 2011 em alta

A Adega Ervideira fechou as suas contas com um crescimento de facturação de 3,1%, com as exportações a terem um impacto muito significativo neste domínio, anunciou o produtor em comunicado. O aumento das exportações foi superior a 10%.
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«Talvez 3,1% seja um número pequeno, no entanto, se verificarmos que só o mercado de ofertas de presentes de Natal, por parte de empresas, e que representava uma quota de mercado importante para a Adega Ervideira, caiu uns escandalosos 80%, estes 3,1% acabam por ser um número bastante agradável», refere Duarte Leal da Costa, diretor-geral da Adega Ervideira. «Se juntarmos o facto da venda anualizada dos nossos vinhos na moderna distribuição ter caído 10,3%, a pergunta que se coloca é como é que, ainda assim, a Adega Ervideira encontrou espaço para crescer».
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Já para 2012, a Adega Ervideira tem como objectivo os mercados dos países do Leste europeu, Ásia e América do Norte.

Vendas de vinho do Tejo cresceram 28% em 2011

A região vitivinícola do Tejo foi, entre as demais regiões de vinhos nacionais, a que registou o maior crescimento global em 2011, em termos de exportações e vendas internas, tendo aumentado o seu desempenho em 28% face ao ano anterior, anunciou esta organização em comunicado.
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«Este crescimento foi fortemente impulsionado por um aumento de 74% nas exportações globais (União Europeia e países terceiros), número que traduz a venda de aproximadamente 6,7 milhões de garrafas para os mercados internacionais», lê-se no texto da Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo).
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José Pinto Gaspar, presidente da CVR Tejo, afirma que os resultados superam as «melhores expectativas».
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Entre os principais mercados importadores de vinhos do Tejo, a Suécia foi o que registou uma maior evolução, tendo aumentado em 494% o volume de litros de vinho adquiridos, sendo actualmente o segundo melhor cliente mundial de vinhos da região.
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Nesse capítulo, a liderança continua a pertencer a Angola, mercado em que os vinhos do Tejo voltaram a crescer em 2011, aumentando em 60% o seu desempenho na exportação para aquele país face ao ano anterior.
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A terceira posição na lista dos países maiores consumidores de vinhos da região é ocupada pela Grã-Bretanha, mercado que em 2011 aumentou em 81% o volume de litros de vinhos do Tejo importados.
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Destaque ainda para a China, país para o qual os vinhos do Tejo aumentaram as exportações em 20%, o que o torna no quarto mercado internacional que mais vinhos da região consome.
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Embora ciente de que o actual cenário de crise e consequente retracção no consumo dificultam o bom desempenho do sector vitivinícola nacional, José Pinto Gaspar está confiante de que 2012 será ainda um ano de crescimento, embora a um ritmo mais moderado. «No último ano exportamos 43% do total de vinho produzido na região e é alicerçados nos mercados internacionais que, apesar do actual cenário de crise, estimamos poder continuar a registar um crescimento global de 2 a 3%» – afirma Pinto Gaspar.
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Refira-se que, para 2012, os vinhos do Tejo elegeram os Estados Unidos como um dos mercados internacionais prioritários, estando previsto o desenvolvimento de acções, em Outubro, com vista ao reforço da sua posição naquele país.

Lançado o novo Quinta do Cidrô Sauvignon Blanc

O Quinta de Cidrô Sauvignon Blanc 2011 está já disponível em todo o país e também em alguns mercados externos, anunciou a Real Companhia Velha.
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Em comunicado, a empresa afirma que «o sucesso da colheita de 2010 ditou a antecipação do lançamento do Quinta de Cidrô Sauvignon Blanc 2011».
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A empresa produziu 40.000 garrafas de 75 cl deste vinho, que tem um preço recomendado de sete euros.

Crasto alcança 90 pontos na Wine Spectator

A Wine Spectator atribuiu a nota de 90 pontos ao Crasto Tinto 2009, anunciou este produtor duriense. «Este vinho da Quinta do Crasto alcança assim a sua maior pontuação de sempre nesta consagrada publicação internacional», lê-se no texto oficial.
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A Quinta do Crasto sublinha ainda que este seu vinho foi distinguido, em 2011, com a «Medalha de Ouro» no Concurso Mundial de Bruxelas e mereceu a avaliação de 90 pontos pelo crítico inglês, Tim Atkin.

Wine Enthusiast «noventou» três vinhos da José Maria da Fonseca

A Wine Enthusiast classificou com 90 ou mais pontos três vinhos da José Maria da Fonseca, divulgou este produtor em comunicado. Os vinhos pontuados foram o Domini Plus 2008 (Douro, tinto, 93 pontos), Domingos Touriga Nacional e Syrah 2009 (Península de Setúbal, tinto, 91 pontos), Domini 2009 (Douro, tinto, 90 pontos).
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Boa classificação foi também conseguida pelo Periquita tinto 2009, que arrecadou 87 pontos. A revista considerou ainda o Domini Plus 2009 como «escolha para a cave» e o Domini 2009 entrou nas «escolhas do editor.

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Contos nas caves da Taylor's

As caves da Taylor’s, em Vila Nova de Gaia, vão acolher, aos domingos, sessões infantis com contos, cuja coordenação compete à narradora Clara Haddad. O primeiro encontro será a 5 de Fevereiro, entre as 11h30 e as 12h15.
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Os encontros destinam-se a crianças a partir dos três anos. O bilhete infantil custa três euros e o de adulto quatro euros. O bilhete familiar (dois adultos e duas crianças) custa 12 euros. A casa produtora informa que é necessária a marcação prévia pelo telefone 223 742 800 ou pelo endereço de email ana.sofia@taylor.pt
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As sessões seguintes acontecerão a 1 de Abril, 3 de Junho, 5 de Agosto, 7 de Outubro e 2 de Dezembro.
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No final do evento, os acompanhantes das crianças poderão provar Vinho do Porto e passear pelo jardim.

Wine Enthusiast dá 92 pontos a Duradero 2009

A revista norte-americana Wine Enthusiast atribuiu 92 pontos ao vinho Duradero Tinto 2009, anunciou a Quinta do Portal em comunicado.
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O Duradero resulta duma parceria entre esse produtor duriense com a adega de de Ribera del Duero Liberalia Enológica. Este vinho é assinado Paulo Coutinho e Silvia Garzia, e resulta da mesma variedade de uvas, mas que detém nomes distintos: tinta roriz e tinta de toro.

Nélson Rolo ganha prémio W 2011

Nélson Rolo, enólogo na Adega da Ervideira, venceu o prémio «Melhor Jovem Enólogo», atribuído pelo crítico Aníbal Coutinho, durante a «Gala Online Prémios W 2011».
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Em comunicado, Duarte Leal da Costa, director-geral do produtor alentejano salientou que: «Já em 2010 a Adega Ervideira havia sido eleita a “Melhor Adega de Vinhos Tranquilos”, num ano que o nosso enólogo viu como o seu nome entre os 10 melhores. Agora, nesta edição, a nomeação traduziu-se na eleição, feito que nos enche de orgulho».
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Por seu turno, Anímal Coutinho referiu que Nélson Rolo «agarrou a oportunidade de se tornar o responsável da enologia de um dos produtores alentejanos com mais sólida noção comercial, a Ervideira. Em 2011 viu o novo tinto Conde d'Ervideira Private Selection 2008 superar a concorrência, ganhando o “Grande Prémio Escolha da Imprensa” no Encontro com o Vinho. Todos os vinhos diários e de calendário das últimas décadas deste produtor têm impressionado a crítica e justificam, no ano em que se despede da categoria de jovem enólogo, o prémio».

Parker dá 89 pontos a Virgo

O Virgo 2010, o vinho tinto recentemente lançado pela Torre do Frade, mereceu uma pontuação de 89 pontos pela equipa do crítico Robert Parker, anunciou, em comunicado, esse produtor alentejano.

Wine Enthusiast aprova Herdade das Servas

Três vinhos da Herdade das Servas receberam mais de 90 pontos pela revista Wine Enthusiast, anunciou este produtor de Estremoz em comunicado. Os vinhos, todos da colheita de 2008, foram o Herdade das Servas (90 pontos), Herdade das Servas Reserva (93 pontos) e Herdade das Servas Syrah – Touriga Nacional (92pontos). 

Lavradores de Feitoria lançam branco

A Lavradores de Feitoria tem já à venda, no mercado nacional e internacional, o seu Lavradores de Feitoria Douro branco 2011, anunciou este agrupamento de produtores.
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O Lavradores de Feitoria Douro branco 2011 é um DOC Douro fermentado em inox. É um vinho de lote, cujas uvas provêm de quintas associadas à Lavradores de Feitoria.

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Gazela Sparkling

O vinho é uma bebida de socialização e divertimento, entre outras coisas, que varia entre o insuportável e o sublime. Quando bebi esta garrafa ocorreram-me os Lancers Free, sem álcool. Este tem álcool, mas o que tem em comum é a sua absolutamente provável ausência nas mesas dos enófilos, dos mais presunçosos aos prosaicos, dos eruditos aos presunçosos.
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Ninguém, com carta de bom gosto e iluminação, coloca um Free ou um Sparkling na mesa… uns dirão que não é vinho, outros estão no cimo duma burra e nem olham para baixo. Para mim fazem mal! Porque no experimentar e conhecer não se deve ter limites. Por outro lado, prova-los é assumir, reconhecer, que o vinho também é uma bebida, como o refrigerante, o sumo, o chá, a cerveja… não vejo mal nisso. O vinho tem tanto de elitista como tem de popular, talvez até mais de popular.
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Não, não gostei deste vinho. Mas fico contente por que haja vinhos nesta prateleira, e não apenas para se poder dizer mal. Dizer mal só gosto dos presunçosos. Gosto do que cria postos de trabalho, gera riqueza e dá momentos de felicidade. Acredite! Não gosto do vinho, mas gosto do que representa.
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Não quero escrever mal só para bater no ceguinho… que tem a efervescência dos sais de fruto, a personalidade 7 Up e que é fixe para sardinhadas no pino do Verão, em tronco nu, com a barriga corada esticada em pança. É isso tudo, mas não é isso apenas.
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É bom para o Verão, porque descomplica. Irá bem com sardinhas assadas (que não como) porque, pelo cheiro dos peixinhos, as deve desengordurar. É feliz porque é funcional, com seus 11% de álcool… Verão de tintol de 15%, Deus me livre. Patuscadas no cansaço da praia a beber Barca Velha, bolas! É para esses momentos de lazer que este vinho serve. É para se beber e deixar brilhar outras coisas da vida, que não apenas a grande comida, a pompa e a solenidade. Não é caro e é fácil. Tcharã! O que querem mais?
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O vinho é uma bebida e é bom que divirta. Para isso basta haver gente bem disposta… Esta é uma bebida bem feita, cumpre, certamente, os parâmetros estabelecidos pelos comerciais, após estudos de mercado em painel de consumidores comuns. Vindo de onde vem, sei que a enologia trabalhou com competência e traduziu em bebida-produto o que se lhe pediu. No que respeita a qualidade de bebida, nada a apontar. Quanto a alma… lamento.
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Como mais uma vez expressei aqui, os meus critérios são assumidamente subjectivos, mas não penalizarei um vinho apenas porque não gosto, sem referir uma nota alternativa, não oficial nem final. A nota do reconhecimento de qualidade e competência, 3 ou mais. A minha particular e a que conta, 2.
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Origem: vinho de mesa
Produtor: Sogrape Vinhos
Nota 2/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

terça-feira, janeiro 17, 2012

Aqueduto reaberto

Reabriu em Évora o restaurante Aqueduto, localizado num edifício histórico da cidade, informou o estabelecimento. «O conceito baseia-se na confecção dos pratos alentejanos mais típicos, acrescentando-lhes a modernidade entendida, proporcionando ao consumidor novas experiências».
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O Aqueduto «pretende também demarcar-se pela cultura do vinho. A carta de vinhos, com mais de uma centena de referências, coloca ainda à disposição do cliente cerca de duas dezenas de néctares a copo».

TRePA vence na China

O TRePA tinto 2007 foi distinguido como um dos melhores vinhos à venda no mercado asiático, informou o produtor em comunicado.
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O galardão foi atribuído no âmbito do Ruby Award Top 100 Wines in China 2011, concurso promovido pela revista Wine in China. Com 89 pontos, este vinho de lote do Douro (Quinta do Pôpa) e Bairrada (Luís Pato) surpreendeu o júri, constituído por um painel internacional de críticos, integrando assim o Top 100-2011.
«Este é um vinho que surge da concretização do sonho de Luís Pato (enólogo da Quinta do Pôpa), ao combinar uvas do Douro e da Bairrada. O ‘TRePA’ combina a casta Tinta Roriz, proveniente de um dos vinhedos de letra A da duriense Quinta do Pôpa, com a potente baga da Vinha Pan», lê-se no texto oficial.
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O nome TRePA derivou da junção de TR (Tinta Roriz) e PA (vinha Pan), tendo a sua expressão visual na mistura das duas tonalidades das uvas respectivas. Em Portugal é possível encontrarem-se ainda à venda algumas garrafas de ‘RePA tinto 2007, «muito embora, no nosso país este vinho seja comercializado com o nome PAPO, estando para breve o lançamento da nova colheita (2008)».

Wine Spectator elogia Quinta do Vallado

Quinta do Vallado Touriga Nacional 2009 foi destacada pela revista Wine Spectator destacado na lista dos vinhos «Mais Recomendados», informou o produtor em comunicado.
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 O vinho desta casta nacional da Quinta do Vallado «está também no topo das preferências da revista The Wine Advocate», alcançando 92 pontos, «uma das mais elevadas pontuações atribuídas a vinhos portugueses».

CVR Tejo promove curso para enófilos

Os Vinhos do Tejo querem sensibilizar os consumidores para a arte e cultura do mundo dos vinhos, «ajudando-os a retirar o máximo partido deste produto», segundo um comunicado da Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo).
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O comunicado refere que esta entidade certificadora está «preocupada com o elevado número de consumidores que desconhece os vinhos que bebe», pelo que «decidiu apostar na formação e vai, pela primeira vez, organizar um curso de vinhos de nível I, destinado a principiantes de todo o país que queiram iniciar-se na enologia».
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O curso vai decorrer nas instalações da CVR Tejo, das 10h00 às 14h00, em Santarém, no dia 21 de Janeiro. Ao curso seguir-se-á um almoço. A CVR Tejo prevê nova acção de formação e uma outra de segundo grau.


Casa de Saima Garrafeira 2001

Não tenho muito a dizer: ide comprar. Bairrada à séria, com 95% da casta baga. Sem as castas típicas francesas que nos querem impingir como naturalmente naturais dos barros do centro português. Ide, ide comprar. Vinho que sabe envelhecer. Ide, ide. Sei que se vende na Garrafeira Campo de Ourique, onde o mestre Santos ou a pespineta Mafalda rulam. Ide, ide.
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Origem: Bairrada
Produtor: Casa de Saima
Nota: 8/10

Água das Pedras com chefes mundiais

Água das Pedras é a água oficial da sexta edição do International Gourmet Festival, que decorre até dia 22 de Janeiro, no Vila Joya Boutique Resort. Este certame anual reúne alguns dos mais conceituados chefes da cozinha mundial e, este ano, também conta com a presença de estrelas internacionais, como Sheryl Crow (cantora), Mario Cantone (actor), Adrian Grenier (actor e realizador) e Gretta Monahan (actriz).

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Aliança Particular Bruto 2007

Isto está complicado! Achei que tinha perdido as notas dum outro espumante, dum Loridos… vi melhor e, afinal, tinha já postado esse vinho e as notas perdidas eram as referentes a este… desanimado… olhei para o lado, assim, sem mais nem menos, e estavam lá… Tenho de ir ao doutor.
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Este bairradino agradou-me numa conversa, coisa séria e compenetrada… Refiro novamente, para quem não saiba, as provas neste blogue não são científicas. Foi à conversa e palavra puxa palavra deixou-se ir com elegância, entrando no discurso para um elogio.
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Saltitante, sem agressividade. Mostrou-se cremoso, mas com génio, o que espicaça logo o prazer quando se está numa conversa séria e compenetrada. Foi um bom amigo!
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Pronto, as tão ansiadas notinhas de prova… nariz refrescante, com vivacidade cítrica, temperada com massa de pão. Na boca, a já citada saltitice sem agressividade, cremosidade com piquinho. Notas de manteiga, contrabalançada pela acidez. Um final catita.
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Origem: Bairrada
Produtor: Aliança Vinhos
Nota: 6,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Editorial de aviso à navegação acerca da tabela de notas

As tabelas de pontuação têm sempre deficiências e a minha, que é, reconheço, estrambólica volta e meia dá-me chatices. Como convencer alguém que, numa escala decimal, o 3 já é positivo? O óbvio é que a fronteira entre o acima da linha de água e o abaixo estivesse no cinco. Pois, mas aqui não é. Todavia, aspectos como a qualidade intrínseca não deixam de ser tidos em conta.
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Como já disse, estas características causam-me chatices, porque leem sempre mal a tabela e/ou não reparam, não prestam atenção ou não percebem que há um editorial ao lado. O caso mais visível, por via dos comentários deixados, e que mais me irritou foram relativos à Sociedade Agrícola da Groucha e Atela: http://joaoamesa.blogspot.com/2006/08/casa-da-atela-sauvignon-2005.html / http://joaoamesa.blogspot.com/2006/08/torre-da-trindade-2005.html. Neste último caso, o responsável da casa sentiu-se no direito de atribuir-se um 8, correspondente a «fantástico». É um bom vinho, notado como «bom», mas como não leu ou não quis ler ou perceber o editorial, pensou que o positivo e o negativo se separavam no 5.
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Outra coisa que faz confusão a algumas pessoas, exatamente porque não leem o editorial, é o facto de a escala ser subjetiva. Quanto a mim são todas, porque feita por humanos. Mas esta é mesmo, mesmo, mesmo, subjectiva. As provas não são, regra geral, «científicas», os vinhos não são provados às cegas, o ambiente físico não é em absoluto o perfeito, as experiências são feitas com a presença de outras pessoas e em ambiente informal e descontraído.
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Depois, além disso, há que somar o facto de não terem uma idêntica diferença entre patamares. Ou seja: o nível 1 representa o zero, pois se um vinho é imbebível não é mais ou menos imbebível. Para quê complicar? Se um vinho é evitável… é a mesma coisa; ou se evita ou não se evita, levando todos esses um 2. Quando se passa para o terreno positivo é que convém esmiuçar. Mas, não esquecendo que a escala é estrambólica, pessoal, subjetiva e enquadrada no prazer que um vinho deu num determinado momento.
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Todavia, aspetos como a qualidade intrínseca não deixam de ser tidos em conta. Não arrasarei um vinho só porque não gosto, se ele estiver bem feito. Nessas situações faço ressalva da situação. Num caso extremo, não dei grande nota a um vinho que não é, de todo, mau. Fiz, por isso, referência a nota que poderia merecer, caso tivesse gostado do vinho… e também expliquei que pela sua qualidade intrínseca não lhe dei um 2: http://joaoamesa.blogspot.com/2011/05/t-nac-by-falorca-2008.html. Aliás, sempre que a qualidade do vinho não coincide de alguma maneira com a nota atribuída, faço ressalva disso.
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Transformando a escala decimal em centesimal, adotando a terminologia da percentagem, o sistema também não é óbvio. Se fosse uma escala «científica», a diferença entre cada nível, partindo do 3 como positivo, seria de 7,14 pontos. Assim, ao 3 corresponderiam 50%... 57,14% para o 4, 68,28% para o 5, 71,42% para o 6, 78,56% para o 7, 84,40% para o 8, 91,84% para o 9 e 98,98% (arredondando para 100) para o 10. Ainda mais confuso.
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Como há, para mim, menos necessidade de diferenças de notação do 3 ao 6, o diferencial de pontos percentuais é de cinco. Seguindo a mesma lógica da diferenciação na qualidade, do 7 para cima a separação é de dez pontos percentuais.
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Se repararem na tabela lateral, com as notas e sua explicação em palavras, ao 10 correspondem 100% +. Ou seja, a escala é aberta, como a escala de Richter, que é de notação da amplitude local dos sismos, que também «é decimal». A minha, ainda assim, não passa do 10 e a de Richter pode assumir outros números, sem um limite. Isto porquê? Porque há vinhos que atingem determinado patamar de categoria que chegam ao 10, mas podem haver outros, com a mesma nota, que os suplantam. Vejam-se os casos: http://joaoamesa.blogspot.com/2011/11/um-tesouro-um-porto-colheita-de-1882.html / http://joaoamesa.blogspot.com/2011/10/taylor-scion.html / http://joaoamesa.blogspot.com/2011/02/um-sonho-cor-de-mel.html. Para mim, à frente está o Scion, seguido Burmester Colheita 1900 e depois o «Graham’s» 1882.
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Se no jornalismo noticioso as pressões existem, suponho que no especializado (vinhos, cinema, automóveis, etc.) também aconteçam. Pois na blogosfera acontece igualmente. Volta e meia lá levo com «pressões» e «pressõezinhas» para subir uma nota. Percebo que quem produz goste de ver o seu trabalho o mais reconhecido possível. Penso que as pressões são ilegítimas, mas lido com elas, até por experiência da minha profissão.
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Há que relativizar! É necessário que quem é referido numa nota perceba que se trata dum blogue, obra de um, ou poucos, franco-atirador. Um blogue, no caso o joaoamesa.blogspot.com, não é o Financial Times, o New York Times, a Wine Spectator, a Decanter… Além do peso institucional, têm críticos duma competência, sabedoria e experiência que nenhum bloguista tem. Neste caso, o João Barbosa não é o Robert Parker, o Charles Metcalf, a Jancis Robinson ou o Paul White. Quem? João Barbosa? Não conheço, nunca ouvi falar… e lá fora: who?
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Ponhamos as coisas nos seus devidos lugares. Se por cá a crítica profissional não destrói um vinho nem uma marca, é o bloguista que o faz?
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Não estou aqui para arranjar inimigos nem para me chatear.


CARM Reserva Branco 2010

De Almendra costumam vir coisas boas, e não me refiro em especial a ninguém. É que vêm mesmo. A mais recente que me chegou foi a garrafa dum branco, que, pela prestação anual, é já um clássico. Bom e regular quer dizer valor seguro. Quanto ao preço, não sei nem quero saber.
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É um vinho desafiante, embora não seja sudoku. Os aromas vão-se revelando, mesclando, evoluindo, a boca também não é chapa quatro ou uma tela monocromática.
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É um vinho que se revela cítrico, uma casca de tangerina a enfeitar um corpo de toranja, mas, em paralelo, evocações de flores, laranjeira mas também (talvez sonhe) de amendoeira… Almendra, terra de amendoeiras… não sei, ocorreu-me. Na boca é prazentudo, gordo, fortalhaço, mas fresco, mineral.
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Origem: Douro
Produtor: CARM – Casa Agrícola Reboredo Madeira
Nota: 6,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Doispontocinco, três vinhos em estreia

Doispontocinco é o nome dum novo produtor da Beira Interior, que quer centrar a sua atividade comercial nos mercados externos. Faz bem, digo eu, porque isto por cá não se recomenda a ninguém.
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Para já, o produtor apresenta três vinhos, os clássicos branco, rosado e tinto. O objetivo é que sejam acessíveis aos bolsos dos consumidores. Seja o que isso queira dizer, porque cada um sabe de suas algibeiras, a verdade é que soa a anjos no Paraíso… quem tem dinheiro, disponibilidade e vontade de se abalançar em compras farfalhudas? Ok, uma equipa de CEO de empresas respeitáveis, com sede social na Holanda, e pouco mais.
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A crise tem coisas boas. Uma delas é, para o consumidor, a queda dos preços… trazendo, agarrada, uma maior qualidade. Joga-se com esses dois fatores. O problema é quando os vitivinicultores baixam tanto as margens que ficam na penúria, trabalhando para aquecer ou só para não perder clientes. Mas isso é outra cumbersa. O que importa é o surgimento de melhores vinhos a preços mais simpáticos.
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Embora o produtor não me tenha dado estimativa dos preços de venda ao público, esse número abstrato que, a bem dizer, não diz nada… cada um pede o que quer e não há como reclamar. Sei do preço na distribuição e deduzo um valor final.
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Se o valor que prevejo estiver certo, não refiro porque não tenho bases, estes vinhos parecem-me apresentar uma boa relação entre a qualidade e o preço… cena para a qual me marimbo, talvez não devesse, quando escrevo, pois a malta curte essas coisas. Quando os vir nas prateleiras com os selos terei opinião.
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Quanto aos vinhos, não apreciei especialmente o rosé. Porém, a família está equilibrada, não há um que destoe, nem para cima nem para baixo. São vinhos muito bem feitos, com garantia de Anselmo Mendes, mestre que, para mim, está no top três dos enólogos portugueses… (oh Anselmo!... depois pagas-me em rafas)… Há que entrar aqui uma piscadela de olho, não vá alguém acreditar num tráfico de botelhas por estas bandas.
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Doispontocinco Rosé 2010
No nariz mostrou-se complexo, morango maduro. Na boca desinteressou-me o rebuçado, embora com frecura e uma secura no final lhe desse graça. Suavemente, no toque e na apreciação. As castas são a touriga nacional, aragonês, jaen e alfrocheiro.
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Origem: Beira Interior
Produtor: 2.5 Vinhos de Belmonte
Nota: 6/10
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Doispontocinco Branco 2010
Este fez-se de síria, arinto e fonte cal. De todos, foi o que mais me agradou. Tem garras. Apreciei-lhe a mineralidade, a frescura herbácea, final médio. Gostei.
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Origem: Beira Interior
Produtor: 2.5 Vinhos de Belmonte
Nota: 7,5/10
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Doispontocinco Tinto 2009
Hum! Começo pela nota e por a justificar. Este baralhou-me o esquema, pois penso que não atinge o 7,5 do branco nem os 6 do rosado. Entre uma coisa e outra, puxo-o para cima.
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É um vinho feito com castas tradicionais, no caso aragonês, touriga nacional, jaen e alfrocheiro. É justo, não sendo complexo também não é óbvio. Na boca mostrou-se elegante, com um final médio. Nada enjoativo no nariz, onde sobressaíram as notas a chocolate preto.
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Origem: Beira Interior
Produtor: 2.5 Vinhos de Belmonte
Nota: 7,5/10

domingo, janeiro 01, 2012

Novidade do ano


O ano que agora começa quer acabar-nos com a vida, troicar-nos a vida por cá e acabar com o mundo. Dizem os mais, o Nostradamus, o vidente da aldeia, quatro profetas anónimos e uns quantos adivinhos famosos, que a vinte e um de Dezembro será o fim! Falam no Diabo, nas forças do mal, mas nisso não acredito. Seja como for, neste ano vou convidar algumas pessoas a escreverem no infotocopiável e no joaoamesa… em português de dois mil e onze ou já com o acordo ortográfico, com liberdade total, em torno do tema vinho. Até já, se o mundo não acabar antes do previsto.
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Nota: Pintura de Neal Beggs.