quinta-feira, Dezembro 29, 2011

Três Poeiras acima dos 90 pontos Parker

O casal Jorge Moreira e Olga Martins, proprietários da Quinta do Poeira, acabam de ver o seu projecto pessoal distinguido pelo crítico norte-americano Robert Parker, anunciou este produtor em comunicado. Os tintos Poeira 2009 e o Pó de Poeira 2009 foram pontuados com 94 e 92 pontos, respectivamente. O Pó de Poeira Branco 2010 recebeu 90 pontos.
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De acordo com o comunicado, o Mark Squires, o provador dos vinhos portugueses, na sua avaliação publicada este mês no site de Robert Parker, elegeu o Pó de Poeira 2009 «como a melhor opção do Douro no que toca aos vinhos intitulados de “segunda linha” / gama média». Trata-se dum vinho de lote de sousão, touriga franca e touriga nacional. Metade das uvas foi proveniente de vinhas velhas. O vinho estagiou um ano, seguido de um estágio de doze meses em barricas de carvalho usadas.
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O Poeira 2009 é, segundo Mark Squires, «um vinho de terroir, limpo e translúcido, que vai, contudo, ganhar e mostrar-se mais complexo com o passar do tempo (é um vinho com elevado potencial de envelhecimento). É envolvente, intenso e poderoso, mas ao mesmo tempo elegante e gracioso».
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A Quinta do Poeira viu também o seu branco Pó de Poeira (alvarinho [85%] e gouveio [15%], com estágio de seis meses em madeira) entrar no ranking com 90 pontos. Nas palavras de Mark Squires «é um vinho hilariante».

quarta-feira, Dezembro 28, 2011

Quinta do Cardo Grande Escolha 2009 obtém 93 pontos Parker

O vinho tinto Quinta do Cardo Grande Escolha 2009 acaba de ser distinguido com a nota de 93 pontos pelo crítico Robert Parker, na listagem do seu guia do mês de Dezembro, anunciou a Companhia das Quintas em comunicado. A listagem inclui ainda mais 16 vinhos desta empresa.
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Da mesma listagem constam ainda mais nove vinhos da Companhia das Quintas que superam os 85 pontos. O comunicado refere: « Robert Parker sublinha, nas suas notas de prova, que “estamos perante uma linha de produtos que impressionam pela superior qualidade e diversidade de estilos no respeito pela melhor tradição”, não hesitando em qualificar o lote de vinhos provados como “o melhor de sempre” apresentado pela Companhia das Quintas».
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A lista dos 17 vinhos pontuados acima dos 85 pontos é a seguinte: Quinta do Cardo Grande Escolha Tinto 2009 (93); Herdade da Farizoa Grande Escolha Tinto 2008 (92); Quinta do Cardo Touriga Nacional Reserva 2009 (91); Quinta da Fronteira Grande Escolha Tinto 2009 (90); Herdade da Farizoa Grande Escolha Tinto 2009 (90); Quinta de Pancas Seleção do Enólogo Tinto 2008 (90); Quinta do Cardo Touriga Nacional Reserva 2008 (90); Quinta da Fronteira Grande Escolha Tinto 2008 (90); Quinta da Fronteira Reserva Tinto 2009 (89); Quinta da Romeira Morgado de Sta Catherina Reserva Branco 2009 (89); Herdade da Farizoa Reserva Tinto 2009 (89); Quinta de Pancas Reserva Tinto 2008 (89);  Quinta de Pancas Touriga Nacional Reserva 2008 (88); Quinta da Romeira Prova Regia Premium Branco 2010 (88); Quinta da Fronteira Reserva Tinto 2008 (88); Quinta do Cardo Síria Branco 2010 (87); e Herdade da Farizoa Seleção do Enólogo Tinto 2009 (85).

segunda-feira, Dezembro 26, 2011

Portugal Ramos é PME Excelência

A empresa vitivinícola J. Portugal Ramos Vinhos foi distinguida com o estatuto de PME Excelência e viu renovado o seu estatuto de PME Líder, atribuído no âmbito do programa FINCRESCE do IAPMEI, anunciou em comunicado.

Vinhos Domingos Alves de Sousa

É fácil simpatizar-se com Domingos Alves de Sousa, homem de simplicidade genuína, mas consciente do valor que tem. É fácil admirar este homem pela seriedade e qualidade dos seus vinhos. Ao seu lado o filho Tiago e à beira o enólogo Anselmo Mendes, que teima em fazer vinhos de excelência.
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Numa noite de Dezembro, Domingos Alves de Sousa apresentou os seus Quinta da Gaivosa, propriedade berço dos seus maiores néctares, e os Quinta de Vale da Raposa, a segunda dos seus domínios. Para não escrever um ror de textos com notas de prova, ajunto-os todos neste, e-vai-dembute.
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Branco da Gaivosa Reserva 2010 com notas olfactivas de abóbora, citrinos, nomeadamente casca de laranja e flor de laranjeira e, ainda assim, finamente leitoso. Na boca, seco, mineral, com boa acidez e bom final.
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Gaivosa Primeiros Anos Tinto 2009 é a entrada dos vinhos da Quinta da Gaivosa, fabricado a partir das vinhas mais jovens. Revelou-se guloso no nariz, embora não se mostrando compotado, aliás com algumas notas verdes e de madeira verde chamuscada. Na boca é muito suave e com final fixe, mas esperava mais.
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Moi même, pouco afoito a monovarietais, aprovei (quem sou eu? Até parece que sou importante e influente) este Vale da Raposa Tinto Cão 2009… No nariz lembra um Porto ruby, mas menos gordo, visto ter tempero de menta, pimenta preta e madeira de pinho aplainada. Na boca é elegante, mas mostrando bem os taninos, com revelação de ardósia e terra.
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Voltando ao moi même… Vale da Raposa Touriga Nacional 2009… já é habitual os produtores apostarem nesta casta: porque é boa e porque tem fama, logo vende. Confesso que já me chateia esta mania da touriga nacional … mas quando um vinho é bom, é bom… e se é muito bom, ou excelente, é muito bom, ou excelente. Ao nariz vem a compota de frutos vermelhos, gomas, violetas, com frescura da menta, madeira húmida e ameixa preta. Na boca é elegantíssimo, com taninos visíveis, excelente acidez e final muito prolongado.
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Regressando ao moi même… Vale da Raposa Sousão 2010, mostrou-se um pouco rústico, sem que isso seja negativo, todavia, embora campesino, soube ser fidalgo, revelando fineza no trato. No nariz, pastelaria natalícia, mas com notas químicas, e um pouco de pimenta branca. Na boca mostrou boa acidez, taninos um bocado rugosos, notas de madeira e belíssimo final.
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Quinta da Gaivosa Tinto 2008 é perfume (do bom), químico, floral, etéreo. Tem lá menta, madeira, terra, pimenta preta, linóleo. Gostei mais dele no nariz do que na boca, que é elegante, com óptima acidez, com festas de chocolate preto e ameixa preta.
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Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo Tinto 2009… teimo em adorar os vinhos desta parcela. O que se há-de fazer? (aqui entra um smiley a piscar o olho aos leitores). É o mais austero de nariz de todos os vinhos aqui relatados e também o mais curioso, diria quase inédito: cais. Isso mesmo, cais, de porto de mar, de muralha e barcos… mistura de água, sal, petróleo e desperdício de pano… Anselmo Mendes disse-me alcatrão, mas não concordo! A boca é doce, gulosa, com madeira tostada, taninos raçudos, muito gastronómico, com final longuíssimo.
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Alves de Sousa Reserva Pessoal Tinto 2003… ufa! Outro grande vinhaço! Numa consulta na sala, este foi o vinho da noite. Tenho de concordar, ou quase. Tem uma qualidade de sufocar, mas o meu coração ficou com o Lordelo (embora com a mesma nota). O produtor quer que os Reserva Especial saiam para o mundo com, pelo menos, sete anos, dos quais cinco anos em garrafa. É de homem! Tanto mais que muita gente anda a botar vinhos «inacabados» cá para fora (julgo que por razões de tesouraria). Olfactivamente mostrou manteiga, anis, flor de laranjeira, vegetal… uma grande pinta! A boca, ui, ui, ui… elegante, pujante, polido… acidez muito feliz, prometendo anos de alegrias.
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Branco da Gaivosa Reserva 2010
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Origem: Douro
Produtor: Alves de Sousa
Nota: 7,5/10
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Gaivosa Primeiros Anos Tinto 2009
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Origem: Douro
Produtor: Alves de Sousa
Nota: 6,5/10
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Vale da Raposa Tinto Cão 2009
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Origem: Douro
Produtor: Alves de Sousa
Nota: 7,5/10
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Vale da Raposa Touriga Nacional 2009
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Origem: Douro
Produtor: Alves de Sousa
Nota: 8/10
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Vale da Raposa Sousão 2010
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Origem: Douro
Produtor: Alves de Sousa
Nota: 7/10
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Quinta da Gaivosa Tinto 2008
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Origem: Douro
Produtor: Alves de Sousa
Nota: 8/10
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Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo Tinto 2009
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Origem: Douro
Produtor: Alves de Sousa
Nota: 9/10
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Alves de Sousa Reserva Pessoal Tinto 2003
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Origem: Douro
Produtor: Alves de Sousa
Nota: 9/10

domingo, Dezembro 25, 2011

W. & J. Graham & C.º Vintage Port Wine 1970

Nasci em 1970! E logo para me saudar, a natureza criou as condições para uma prolífica declaração de vintages. Paul Symington, o boss, disse-me ser este duma das melhores safras desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Consensuais são os de 1945 e 1963… depois é a confusão. Disse-me que cada vez mais gosta deste ano, que se tem vindo a revelar de excepção, quando antes se supunha ser «apenas» muito bom. E 1970 foi também o ano em que os Symington compraram a Graham.
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No outro dia antecipei o jantar de Natal. Perdi a cabeça e lancei-me na aventura de fazer pezinhos de coentrada, que pensava ser mais complicado e que só não correu na perfeição, porque os coentros não tinham pinta.
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Natal, festa. Ano novo, festa. Aniversário, festa. Não sei quanto tempo vou por cá andar, festa. Foi abatida ao efectivo esta garrafa. E que boa que era!
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Tive a sorte de a poder partilhar com a MMPT, MCP, ALD, AT e LC. Viva eles! Companhia ainda melhor do que o vinho!
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No nariz, este vinho é mais complexo do que aqui posso deixar como testemunho: quiçá mogno, quiçá pau preto, quiçá as duas madeiras, notas balsâmicas, gomas, licor de ginja muito suave, alcaçuz, anis, canela… na boca, puro veludo e um final enorme.
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Origem: Vinho do Porto
Produtor: Graham (Symington Family Estates)
Nota: 9,5/10

sábado, Dezembro 24, 2011

Afonso III – Vinho seco especial

Tem nome do quinto rei de Portugal e acrescenta-se-lhe «vinho seco especial». Dom Afonso III foi quem terminou a conquista do Algarve e a ele se deve a introdução dos castelos no brasão de Portugal… porém, esqueçamos a lenga-lenga dos sete fortes tomados aos mouros e blá blá blá… quem quiser saber disso que leia neste meu outro blogue.
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Dom Afonso III foi assim o primeiro Rei de Portugal e do Algarve (dos Algarves, de aquém e além mar, em África, só mais tarde) e, por isso, tem uma devoção cívica na mais meridional região continental portuguesa (há quem diga que a república só foi proclamada em Portugal, pelo que o Algarve continua a ser uma monarquia). O concelho de Lagoa não é excepção, pelo que lhe dedica este vinho.
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A minha primeira vindima, tinha eu uns dez anos, foi no Algarve, em Lagos (acho), mas este vinho só de soslaio o conhecia. Quem mo relembrou foi o professor Virgílio Loureiro, durante uma entrevista.
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É um vinho diferente, muito seco (muito, muito, muito), nada fácil. Diria que não é para todos (por cá quase ninguém apreciou). Diria que étnico, embora o rótulo não diga, julgo que será de tinta negra mole em esplendor… Algarvio à séria, sem os cabernet, merlot, syrah ou touriga nacional.
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Serve-se como aperitivo e refrescado. Estranha-se primeiro e passada a resistência… ufa! Vinhaço mesmo a meu gosto. No nariz bastante oxidado, quase férreo e com vinagrinho. Na boca parece pôr a soliva no seu grau mínimo.
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Origem: não referida.
Produtor: Adega Cooperativa de Lagoa

Nota: 7/10

sexta-feira, Dezembro 23, 2011

Loridos Rosé 2008

Não se deve contrariar os malucos, nem o doido o pode fazer. Andei o dia com apetite de espumante. Porque estou bem disposto e porque decidi não me chatear com quem não vale a pena ou porque vive temporariamente uma fase de mente toldada.
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Bolas, que é Natal! Toda a gente nas compras, uma chatice… a deles, presos em encontrões, e minha que tive de manjar sozinho. E com apetite de espumante… logo hoje!
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Para que não me chateasse, abri uma lata de tomate inteiro pelado, piquei uma cebola e um dente de alho… tudo para a frigideira que tem a mania que é wok, instrumento que não descortino o significado do nome. Olhei para a coisa e achei que devia levar uma béca de vinho branco. Zás!... e cogumelos… abri uma latinha das emergências, pois ir à rua, está quieto oh preto! Brutinho como sou, atirei ao refugado cinco ovos… e não é que comi tudo?! Ah! E uma pitadinha de nada de flor de sal e um golpe de orégãos dos verdeiros.
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Isto tudo para quê? Para um bendito espumante que aguardava o cadafalso. Loridos Rosé (200´k´k098768765u8765u« –  efeito gráfico da limpeza do teclado, após o derramamento de algum espumante) 2008 . De bolha fina, um pouco mais viva do que o suave, com aroma de líchias e ligeiro tomate verde.
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Origem: não referida
Produtor: Bacalhôa
Nota: 5,5/10

quinta-feira, Dezembro 22, 2011

Quinta do Pôpa lança topos de gama

A Quinta do Pôpa colocou no mercado três novos vinhos tintos, dois monovarietais, de tinta roriz (Pôpa TR tinto 2008) e de touriga nacional (Pôpa TN tinto 2008), e um de vinhas velhas, também referente à colheita de 2008.
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Na origem do Pôpa VV tinto 2008 estão uvas provenientes de vinhas com idade superior a 60 anos e plantadas «num local de excelência» da região do Douro. Este vinho resulta de uma mistura de 21 castas tintas, que estagiaram em barricas de carvalho francês durante seis meses e um ano em garrafa.
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O PVP. recomendado destes três tintos ronda os €14,00 (Pôpa TN), €19,00 (Pôpa TR) e os €22,00 (Pôpa VV).

quarta-feira, Dezembro 21, 2011

Carmim lança aguardente velha

A Carmim introduziu no mercado a aguardente vínica velha Monsaraz. Este destilado foi obtido a partir das castas síria e rabo de ovelha, anunciou a cooperativa.
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O estágio ocorreu durante, pelo menos, sete anos, em balseiro novo de 4000 litros, de carvalho limousin.

Carmim apresenta licoroso

A Carmim comemora, em 2011, 40 anos de vida e decidiu celebrar esse marco com uma nota especial, o Vinho Licoroso Edição Comemorativa 40 Anos, anunciou a cooperativa de Reguengos de Monsaraz. Esta edição comemorativa é limitada 1.408 garrafas e tem um PVP de 100€.
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O Vinho Licoroso Edição Comemorativa 40 Anos foi obtido a partir das castas antão vaz, gouveio e semillon. Na paragem da fermentação foi utilizada aguardente vínica de produção própria.
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O vinho estagiou em barricas de carvalho português durante oito meses, antes de ser engarrafado. Após este período cumpriu dois meses de estágio em garrafa antes do início da sua comercialização.
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A Carmim sugere que se aprecie com sobremesas acompanhadas de fruta, doces regionais alentejanos ou frutos secos.

segunda-feira, Dezembro 19, 2011

Herdade das Servas é PME Líder

O produtor alentejano Serrano Mira, que gere a Herdade das Servas, em Estremoz, acaba de ser distinguido, pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), com o estatuto de PME Líder, atribuído, no âmbito do Programa FINCRESCE, a empresas nacionais com perfis de desempenho superiores – informou aquela empresa alentejana.

Sogrape tem novo site

A Sogrape tem um novo sítio na internet, agora com conteúdos alargados a outras áreas que não as estritamente relacionadas com a empresa. Em comunicado, a empresa de Avintes afirma que o conjunto é «capaz de responder a todas as necessidades e dúvidas dos consumidores.
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«Como casar na perfeição um prato com o vinho mais apropriado? Como elaborar um menu para um juntar de gala ou para um simples almoço de confraternização de amigos? Qual o cocktail mais certeiro para um aperitivo de Verão ou para acompanhar, à lareira, uma conversa pela noite dentro? Todas as respostas podem ser encontradas neste novo site da Sogrape Vinhos, que reúne ainda um sem número de dicas sobre os cuidados a ter na gestão da sua garrafeira, na correcta leitura do rótulo de uma garrafa ou na prova de um vinho mais requintado. Tudo isto e muito mais num guia interactivo e prático» – lê-se no texto da empresa.

Porto Calém celebra Benfica campeão europeu

A Cálem apresenta amanhã, terça-feira, no estádio da Luz,uma edição especial Colheita 1961, limitada a 200 garrafas numeradas, evocando os 50 anos da primeira Taça dos Campeões Europeus, por parte do Sport Lisboa e Benfica, anunciou, em comunicado, aquela casa de Vinho do Porto.
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«Foi para nós, Porto Cálem, um enorme privilégio ser os guardiões deste néctar único e, desta forma, associar-nos à comemoração de tão marcante data para instituição Sport Lisboa e Benfica. Acreditamos que através desta edição tão especial estamos também a contribuir para perpetuar este momento assinalável» – refere, no comunicado, António Montenegro, diretor de negócio nacional do grupo Sogevinus.
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sábado, Dezembro 17, 2011

Lima Mayer Petit Verdot 2008

Conheci Thomaz Lima Mayer quando trabalhei como consultor de comunicação na Lift, sendo que a conta da sua empresa era gerida por mim. A experiência fora do jornalismo durou um ano, mas tenho mantido contacto com este produtor na Quinta de São Sebastião, situada na entrada de Monforte, quando se vai de Lisboa.
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Penso (julgo que já o escrevi aqui) que os bons vinhos traduzem sempre o carácter e o empenho de quem os produz, seja do enólogo e/ou produtor e/ou viticultor. Pelo que conheço de Thomaz Lima Mayer, é um homem forte e determinado, com personalidade vincada, educado e simpático.
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Se essas características são transportáveis para um vinho, então os vinhos da Lima Mayer & Companhia são prova disso. Se o produtor se prolonga na garrafa, muito se deve à interpretação do enólogo, que no caso é Rui Reguinga.
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Thomaz Lima Mayer talvez tenha sido o primeiro vitivinicultor português a apostar na casta petit verdot. O facto é que acertou. Os vinhos desta uva saem com grande pinta da Quinta de São Sebastião.
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Facto importante é todos os anos serem naturalmente diferentes. O perfil é aquele, mas não há padronização do vinho, tentação de muita gente. É bom ter uma certeza, mas ter também o que descobrir.
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O que gosto nele? Antes de mais: não é uma monotonia dum monovarietal, mal que padecem muitos vinhos, incluindo os de grande qualidade. O que gosto nele? Gosto disso, da complexidade conseguida, quer no nariz quer na boca.
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Complexidade sem que deixe de ser um vinho fácil. É como os livros de grandes escritores, mas que alguém com pouca instrução consegue ler e perceber. Se bem me lembro dos anteriores e não querendo comparar o que tem dificuldade em ser comparado, direi, arriscando, que é o melhor petit verdor da casa Lima Mayer.
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No nariz aprecio as ameixas pretas quase em passa, as bagas de amoras, as notas fumadas. Na boca a sedução da macieza e elegância, o final prolongado… só não vai com mais perigosa velocidade, porque não é vinho de penaltis.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Lima Mayer
Nota: 8/10

sexta-feira, Dezembro 16, 2011

Vértice Millésime 2007

Boa malha! Tragar este espumante é entrar numa fase superior de luta. Um bálsamo contra a austeridade – calma, que não disse que o vinho é acessível a qualquer um, mas quem tiver uma folgazinha… 15,50 euros, indicados pelo produtor.
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O perfil é o mesmo. Fresco, mineral, subtil, sedutor. Uma borbulhagem divertida… piquinho bom… lol.
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Muito gastronómico, mais até do que espumar na meia-noite de fim-de-ano. Beba-o (digo eu) ao jantar e molhe-se com outra coisa ao bater das 12 pancadas. Depois, volte para uma pinga destas.
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Origem: Douro
Produtor: Caves Transmontanas
Nota: 7,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quinta-feira, Dezembro 15, 2011

Azeite Casa Anadia muda de imagem

O azeite Casa Anadia foi relançado este ano com nova imagem. Em garrafas singulares, em packs também eles diferentes, este azeite «inspira-se na história e tradição dos bons produtos portugueses, surgindo como produto gourmet no mercado nacional e internacional», refere o produtor em comunicado.
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Este óleo foi extraído a frio e caracteriza-se por uma acidez baixa, inferior a 0,2º, e peróxidos baixos, inferiores a dez. Trata-se dum azeite de «sabor muito suave». «O Casa Anadia é um azeite adocicado, muito frutado e com um ligeiro toque amargo e picante».
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Produzida na Quinta do Bom Sucesso, a gama é composta pelo Azeite Virgem Extra e pelos azeites DOP do Ribatejo, disponíveis nos formatos 750ml e 500 ml, respectivamente. Sob a marca de Castelo de Alferrarede podem-se encontrar as embalagens de grande formato (3L e 5L).
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«Os azeites Casa Anadia foram premiados em 2011 com duas medalhas de ouro no Concurso dos melhores azeites nacionais, uma medalha de prata no Canadá e uma grande menção na China».
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Situada em Alferrarede, Abrantes, a Quinta do Bom Sucesso, propriedade familiar dos condes de Anadia, arma-se como o ex-libris da região. Do seu conjunto fazem parte o castelo, um Solar do século XVII e a capela anexa, bem como diversas dependências agrícolas.
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«A quinta tem uma tradição centenária na produção de azeites, sendo de olival 90 hectares dos 400 hectares da propriedade. Em 1800 já os olivais estavam alinhados e organizados para facilitar todo o controlo da produção. A quinta possui também um lagar tradicional que laborou até aos anos 80», conclui o comunicado. 

Vértice Rosé 2010

Este espumante foi o que, no lote de três vinhos enviados, o que menos me entusiasmou. Achei-o pouco complexo e com pouca «novidade». Será do ano? Provavelmente… será culpa minha? É possível.
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No nariz é fresco, com nuances frágeis de morangos verdes e um pouco citrino. Na boca realça-se a acidez e a mineralidade… uma coisinha que não gostei: a doçura. Esperava-o mais austero.
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Origem: Douro
Produtor: Caves Transmontanas
Nota: 5,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quarta-feira, Dezembro 14, 2011

Ballantine's lança nova «garrafa»

Ballantine’s acaba de lançar a Ballantine’s Finest Speaker, uma edição limitada desenhada para parecer um speaker (ou coluna de som), mantendo simultaneamente a forma e a personalidade de Ballantine’s Finest, anunciou a empresa em comunicado.
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«Apresentando-se em duas versões diferentes, uma real e uma dummy (falsa e decorativa), as garrafas “Speakers” foram desenhadas para serem exibidas como elemento de decoração e visibilidade de destaque nos bares. A dummy ilumina-se intermitentemente, ao som da batida da música, sendo alimentada a pilhas ou corrente eléctrica».
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As garrafas Ballantine’s Finest Speaker estarão apenas disponíveis em bares e discotecas e são as sucessoras da “Graphic Equalizer, lançada em 2009 como parte da campanha «Listen to your beat». Em 2010, esta garrafa alcançou o prémio StarPack. pelo seu design inovador, e foram produzidas 66.000 unidades ao longo de três ciclos de produção.
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Criadas pela agência de embalagens londrina The Core, a garrafa “Speaker” está disponível nas duas versões, para consumo e para decoração, exclusivamente para o canal on-trade.

Quinta de Azevedo recebe prémio de «Melhor Vinha»

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) distinguiu a Quinta de Azevedo com a «Medalha de Ouro» referente à Melhor Vinha de 2011, anunciou a Sogrape em comunicado.
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Adquirida, em 1982, para base da operação na região dos Vinhos Verdes, a Quinta de Azevedo está localizada no concelho de Barcelos, «numa zona privilegiada para a produção vinícola, tendo beneficiado não só de minuciosas obras de restauro, requalificação e decoração no solar da quinta, cuja torre remonta ao século XI, mas também de um aturado trabalho de plantio de novas vinhas com castas nobres regionais (especialmente loureiro e pedernã) numa área de cerca de 35 hectares.
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«De salientar ainda que nas vinhas de Quinta de Azevedo foi desenvolvida uma levedura, agora mundialmente designada por QA23 (Quinta de Azevedo 23), que é utilizada com grande sucesso para o arranque e controlo da fermentação, desde Portugal a França, à Austrália e aos Estados Unidos da América, entre outros.
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Para a Sogrape, o prémio concedido constitui o reconhecimento, «pela segunda vez consecutiva, a superior qualidade do trabalho ali desenvolvido pela equipa de viticultura, liderada por João Vasconcelos Porto, e pela equipa de enologia comandada por Manuel Vieira, bem patente no sucesso alcançado pelos vinhos ali produzidos, nomeadamente o Quinta de Azevedo e o Gazela».

Jancis Robinson destaca Lavradores de Feitoria Branco 2010

A Lavradores de Feitoria recebeu uma distinção atribuída pela crítica de vinhos e jornalista britânica Jancis Robinson. Desta vez, o eleito foi o Lavradores de Feitoria Douro Branco 2010, sendo o único português a integrar a sua lista (composta por 25 referências) de «Grandes Brancos» – anunciou a empresa em comunicado.
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A jornalista destaca naquele vinho do Douro a «frescura». Este vinho resulta do lote de vinhos das castas malvasia fina, síria e gouveio, proveniente das «quintas associadas à empresa, situadas nas zonas mais altas e frescas da região demarcada do Douro. Fermentado em inox a temperaturas controladas, pretende ser fresco, frutado e muito saboroso, exaltando as características das castas utilizadas. Criado para ser apreciado diariamente, pode, no entanto, melhorar com o tempo em garrafa».
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Olga Martins, CEO da Lavradores de Feitoria afirma que «este é mais um momento que nos faz acreditar e continuar a trabalhar no sentido da excelência. É gratificante ter a confirmação de que mesmo em vinhos com maiores produções e com preços mais acessíveis – no caso do Lavradores de Feitoria Douro branco 2010 falamos de 120.000 garrafas com um PVP de 3,5 euros cada – conseguimos ter um produto interessante e com carácter».

100 Maneiras apresenta menus de ano novo

O ano 2011 não deixa grandes memórias. Vai acabar? Ainda bem! Há que entrar em 2012 em grande, antes que o ano se avarie e comece a asnear. Em grande quer dizer bem e em estilo. Ontem estive no 100 Maneiras, do Bairro Alto, a desfrutar duma das propostas do chefe Lubomir Stanisic.
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O menu de ano novo, no Bairro Alto, inclui dez pratos e vinhos, sendo que o preço é de 120 euros por pessoa. No Bistro e no Nacional o preço é de 100 euros. Quem tiver restrições alimentares pode, desde que avise quando marcar, ter alternativas.
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Comecemos: primeira coisa a vir para a mesa, depois do pão e do azeite com vinagre balsâmico; «Estendal do bairro», um prato de bacalhau desidratado, estaladiço, de sabor intenso, servido de modo imaginativo… já um clássico do chefe.
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Peças seguintes: «Consommé de lavagante com ravioli de cogumelos e espinafres, azeite de carabineiros e salada de enokis»; «Carpaccio de pato e foie gras com Vinho Madeira, romã e sementes de abóbora»; «Vieira corada com chips de topinamburgo, espuma de batata, trufa, gema de ovo e molho de vitela»; «Tornedó de lavagante e caranguejo real do Alasca com cremoso de ervilha e presunto Joselito»; «Peixe Galo em beurre noisette e lima com risotto de camarão e coentros»; «Algodão doce com foie grãs»; «Lombo de vitela de leite em crosta de broa, chouriço e salsa, puré de castanha e espetada de carabineiro»; «Memorias de infância», um doce leve com combinações alimentares que evocam… como o nome indica; e «Brownie de cacau com gelatina e ar de poejo, sorbet de morango e crocante de balsâmico».
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No 100 Maneiras Bistro e no 100 Maneiras do Nacional a ópera consiste: «Cremoso de batata com gema de ovo, caviar avruga e crumble de broa»; «Vieiras salteadas e marinadas com puré de ervilhas e telha de presunto Joselito»; «Cantarilho salteado com arroz de lima e açafrão, e ovas de salmão»; «Entrecôte de porco preto com puré de cenoura, crocante de parmesão e mousse de cavala»; e «Espuma de queijo da serra, gelado e areia de bolacha Maria e compota de abóbora».
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Fiquei rendido, maravilhado. Lubomir rula!... e que venha 2012!

Fonseca lança azeite biológico

A Fonseca, mais conhecida como casa produtora de Vinho do Porto, lançou o azeite Santo António, produzido a partir de azeitonas provenientes de olival tradicional, cultivado em modo biológico.
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A Fonseca considera a Quinta de Santo António como uma «quinta modelo». Esta propriedade, situada numa encosta íngreme no vale do Pinhão, está colocada em frente da Quinta do Cruzeiro, também propriedade da Fonseca.
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De acordo com o produtor, este azeite virgem extra é «suave delicado, aromático e subtilmente frutado». O azeite resulta de primeira prensagem a frio.
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As cultivares são a galega (designada por negrucha na região), madural, cordovil e cobrançosa. Neste primeiro anos de lançamento, foi  premiado pela International Extra Virgin Olive Oil Agency. 

Vértice Cuvée Reserva 2009

Lá estou eu com a touriga franca (35% do lote)… é que gosto!
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As Caves Transmontanas têm, ao longo dos anos, sempre boas propostas. Não me lembro de alguma vez ter bebido um néctar deste produtor que tivesse reparo. Nem nunca ouvi reprimendas a ninguém. O que não significa que seja «o melhor», «o maior», «o único». Há na gama propostas melhores e menos interessantes, mas todas de inegável qualidade.
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Esta cuvée fez-se, além da citada touriga franca com gouveio, viosinho, malvasia fina, rabigato e códega. No nariz revelou-se muito fresco, com notas subtis de fruta branca. Na boca realço a mineralidade.
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Origem: Douro
Produtor: Caves Transmontanas
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

Carmim alarga gama Terras d'el Rei

A Carmim alargou a gama dos vinhos Terras d’el Rei, anunciou em comunicado a cooperativa de Reguengos. As novidades são o Terras d’el Rei Colheita Seleccionada Tinto e Branco, «cujo posicionamento visa apelar a um novo tipo de consumidor, e que se destacam pela nova imagem, tanto ao nível do rótulo como da garrafa».
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O Terras d’el Rei Colheita Seleccionada Tinto é obtido a partir das castas Castelão, Aragonês, Moreto e Trincadeira. A uvas são vindimadas manualmente e são descarregadas e imediatamente desengaçadas e esmagadas, garante a Carmim.
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Inicia-se a fermentação a temperatura controlada (25ºC-28ºC). Durante este período é feita a maceração pelo processo de remontagem temporizada a qual dura cerca de seis dias com o objectivo de promover extracções suaves. O vinho estagia parte em depósito e parte com madeira de carvalho americano, sendo estabilizado e filtrado antes do engarrafamento, o qual ocorre no período máximo de um ano. Deverá ser apreciado jovem, pelo que é aconselhável o seu consumo num período de um a dois anos.
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De acordo com o comunicado, no caso Terras d’el Rei Colheita Seleccionada Branco, depois das uvas serem recepcionadas e do processamento inicial, são adicionadas enzimas extractivas e arrefecidas as massas até à temperatura de 10ºC. Repousam então durante oito, de modo a haver uma maior extracção de aromas da película.
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Findo este tempo, são prensadas e o mosto obtido é clarificado por decantação. A temperatura do mosto é então regulada para 18ºC e são adicionadas leveduras seleccionadas e inicia-se a fermentação que dura cerca de duas a três semanas. Finda a fermentação é feita a trasfega iniciando-se de imediato o processo de estabilização e clarificação.
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«Ambos os vinhos encontram a sua origem em solos dominantemente derivados de rochas eruptivas de que se destacam os quartzo-dioritos, algumas manchas de derivados de xisto e uma pequena mancha com solos derivados de rañas», conclui o comunicado.

terça-feira, Dezembro 13, 2011

Vila Flor Tinto 2009

O que argumentei no branco vai bem com este tinto. Preferi o branco, mas não posso atribuir outra nota que não a mesma. A diferença está dentro da minha margem de erro e penso ser de justiça equipará-los.
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A fruta madura que revela no nariz não é nem compota nem outra coisa que possa enjoar. Na boca mostra frescura e um final interessante.
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Origem: Douro
Produtor: Quinta da Peça
Nota: 5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

segunda-feira, Dezembro 12, 2011

José Maria da Fonseca readopta a marca Alambre

A José Maria da Fonseca decidiu voltar a adoptar a marca Alambre, como designação do seu principal Moscatel de Setúbal, anunciou em comunicado aquela vinícola de Azeitão.
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Depois de alguns anos a comercializar o seu moscatel novo como Moscatel de Setúbal José Maria da Fonseca, a empresa volta à anterior designação, «apenas alterando ligeiramente a imagem».
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António Maria Soares Franco, vice-presidente da empresa, justifica a decisão com a «notoriedade e o enorme prestígio que tem junto dos consumidores» a marca Alambre.

Viniportugal aprova plano estratégico para 2012


O fórum anual da Viniportugal aprovou o plano de promoção dos vinhos portugueses para 2012, e analisou e avaliou os desafios que o sector regista, para o escoamento, exportação e recepção doutros países. A reunião decorreu hoje em Santarém.
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A assembleia aprovou oito mercados estratégicos para a actuação da Viniportugal: Estados Unidos, Brasil, China, Canadá, Angola, Portugal, Reino Unido, o conjunto dos países nórdicos e a Alemanha.
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Em comunicado, a Viniportugal refere que «as diversas acções a desenvolver procurarão envolver todos os agentes económicos do sector vitivinícola português, quer para o mercado nacional quer internacional, na medida em que os vinhos portugueses se posicionam como um dos produtos nacionais que mais se têm afirmado pelo seu potencial de exportação».
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Jorge Monteiro, presidente da Viniportugal, afirmou-se muito satisfeito pela receptividade de todos os agentes do mercado». Este responsável afirmou que: «Sentimos que a situação económica que Portugal atravessa é uma excelente oportunidade para mostrarmos o valor dos nossos produtos e, num curto espaço de tempo, reforçarmos a nossa posição de país exportador de vinhos de qualidade».
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O presidente da Viniportugal garante que o investimento que tem sido feito «é seguro», pois, segundo disse, a organização estará presente em «todos os principais eventos mundiais do sector», dialogando com os canais de distribuição, de venda e dos consumidores finais. «Procuramos criar um plano que nos permita tornar os vinhos portugueses conhecidos e reconhecidos por todos os agentes».

Vinhos da Adega de Borba no World são os oficiais no Corporate Golf Challenge

A Adega de Borba vai estar presente, pela primeira vez, no World Corporate Golf Challenge, organizado pelo Portugal Golf Show, que decorre entre Dezembro de 2011 e Abril de 2012, anunciou a cooperativa em comunicado.
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A Adega de Borba vai também participar na competição com quatro equipas em sua representação, no decorrer das eliminatórias que se disputam nas fases regionais, em seis zonas geográficas, e na final nacional.
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Durante o evento serão servidos os vinhos da gama Adega de Borba (premium, tinto, branco e rosé,) sendo também oferecido um kit Adega de Borba a todos os jogadores do Challenge.
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Todos os vencedores das eliminatórias, regionais e nacional, receberão como presente uma garrafa de Adega de Borba Premium. De referir que ao longo da competição, a Adega de Borba vai estar presente com outras actividades e provas de vinhos.

Vila Flor Branco 2010

A simplicidade compensa. Sem artifícios, limpo de máscaras, despretensioso, este branco, nascido na Quinta da Peça, no vale da Vilariça, no Douro Superior, serve à vontade um momento de bom convívio.
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Não tem arcaboiço para ser um vinho da noite ou uma grande estrela, mas ainda assim se faz notado. Senti-o franco.
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No nariz mostra-se muito fresco, com notas cítricas e de maçã verde. Na boca demonstra boa acidez, um final simpático, em tons cítricos e minerais.
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Origem: Douro
Produtor: Quinta da Peça
Nota: 5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quarta-feira, Dezembro 07, 2011

Vinho.tv celebra segundo aniversário

O canal de vinhos www.vinho.tv faz dois anos no dia 10 de Dezembro. Da autoria da jornalista e crítica de vinhos Maria João de Almeida, o canal surgiu no seguimento do portal com o nome da autora (www.mariajoaodealmeida.com), «tendo como principal objectivo possibilitar tanto aos especialistas da área como aos simples apreciadores de vinho as novidades do mundo do vinho, gastronomia e turismo», lê-se no comunicado da empresa.
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«Este segundo ano foi de consolidação. Um canal tem de estar sempre a mexer e foi isso mesmo que fizemos nos últimos dois anos. Todos os dias temos notícias e todas as semanas vários programas. É o que também acontece no nosso portal, todos os dias colocamos novos conteúdos, desde notícias a artigos, notas de prova, sugestão de livros de cozinha e vinho, reportagens, crónicas, programas, entre outros», afirma a directora do canal, Maria João de Almeida.
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«O canal e o portal interessam a vários públicos e talvez por essa razão sejamos os mais vistos. Além dos conteúdos da net, ainda representamos vários eventos internacionais – o BulkWine Exibithion, Enofusion, Enofestival e BulkOil Exibithion – e ainda lançámos cursos de vinho que estão a ser um sucesso, pois estão sempre esgotados»  –  referiu a jornalista responsável pelo canal.
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De acordo com o comunicado, o site www.mariajoaodealmeida.com (iniciado a 6 de Junho de 2009) o tem hoje, mensalmente, mais de 150.000 page views. Já o canal contabiliza mais de 50.000 page views. 

segunda-feira, Dezembro 05, 2011

CVR Tejo apoia Banco Alimentar Contra a Fome

A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo), em conjunto com 30 produtores da região, vai apoiar o Banco Alimentar Contra a Fome de Santarém, através da realização da Tejo Wine Night, um jantar temático dedicado ao fado, que terá lugar numa tenda montada na praça da Liberdade, em Santarém, no dia 9 de Dezembro.
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Em comunicado, a CVR Tejo diz que apoio ao Banco Alimentar Contra a Fome de Santarém será materializado através da oferta de 10% do valor do jantar temático (€25) e da venda de garrafas da montra de Natal, destinado à aquisição de um empilhador por esta instituição.
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«Num Natal marcado pela grave crise que o país e muitas famílias portuguesas atravessam, quisemos proporcionar aos consumidores dos Vinhos do Tejo uma oportunidade para apoiarem o Banco Alimentar Contra a Fome, visto tratar-se de uma instituição que tem sempre presente a satisfação das necessidades mais elementares das pessoas mais carenciadas» – refere José Pinto Gaspar, presidente da CVR Tejo.
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No evento «será também apresentada a campanha “Vinhos do Tejo, a prenda ideal para este Natal”, que decorrerá no mesmo espaço, de 18 a 23 de Dezembro (das 15h00 às 20h00), e em que os 30 produtores da região terão uma montra de Natal para exposição, provas e vendas de vinhos do Tejo».
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Para a realização da Tejo Wine Night e da montra de Natal, a CVR Tejo estabeleceu uma parceria com o Grupo El Galego, produtor de eventos ligados à área da restauração, responsável pelo projecto Festas da Liberdade, que pretende dinamizar as comemorações do Natal e festas de fim-de-ano na cidade de Santarém.

sábado, Dezembro 03, 2011

Tiago Bonito é o «Chefe cozinheiro do ano»

Tiago Bonito, chefe do Vilalara Thalassa Resort, venceu a final nacional da 22.ª edição do concurso Chefe Cozinheiro do Ano (CCA), com o menu flã de queijo fresco sobre puré de abóbora, crumblé de azeitona e chutney de cebola e maçã (entrada); bacalhau confitado em xerém de arroz e amêijoas, patanisca de língua e molho bouillabaise (prato peixe); naco de vitela e sua empada sobre puré cremoso de aipo, pêra bêbada e molho bordalês (prato carne); e fondant de chocolate e banana com geleia da mesma, espuma de coco e molho de caramelo (sobremesa) - anunciou a organização.
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O chefe do Vilalara ganhou também o prémio Helmut Ziebell/Água das Pedras, que elege o concorrente que se distinga numa das suas criações pela inovação. Tiago Bonito conquistou um estágio no premiado Alínea, do chefe Grant Achatz, em Chicago, e um cheque de mil euros oferecido pela Makro Cash & Carry.
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Na prova que se iniciou às 9h na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, Tiago Bonito concorreu com Jorge Sousa, Hotel Tiara Park Atlantic Porto, e António Nascimento, Hotel Cliff Bay, que alcançaram, respectivamente, os segundo e terceiro lugares distinguidos com medalhas de prata e de bronze.
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Em competição estiveram ainda Alain Salles, Vale D’Oliveiras Quinta Resort and Spa, André Silva, Casa da Calçada, Duarte Fernandes, Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira, Marlene Vieira, Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, e Rui Martins, Restaurante Templo da Gula.
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O júri da final nacional esteve representado, além de Fausto Airoldi, pelos chefes Orlando Esteves, Helmut Ziebell (júri honorário), António Bóia, José Cordeiro e John Sloane, em representação da WACS - World Association of Cooks Societies. Rute Cassapo, da Comprova, integrou o júri enquanto responsável pela área de higiene e segurança alimentar.
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Organizado pelas Edições do Gosto em parceria com a ACPP - Associação de Cozinheiros Profissionais de Portugal, o CCA tem o apoio institucional da  WACS - World Association of Cooks Societies.