quarta-feira, Novembro 30, 2011

Altano Tinto Vinhas Próprias 2009

Os Altanos são uns clássicos cá de casa e presente algumas vezes em casa de amigos. O primeiro que bebi foi há uns anos, se me lembrasse… acho que foi em 2005, num aniversário cá em casa, em que tive a ousadia de cá meter mais de 40 pessoas. Aas gatas, na altura apenas duas, passaram o tempo escondidas, só se atrevendo a sair, e a correr para o seu wc, quando restava pouca gente, tadinhas.
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Esse do aniversário não foi o reserva, que também vai/vem algumas vezes, foi mesmo o simples. Fez boa figura, causando agrado, tendo sido rapidamente consumidas as três caixas trazidas para casa. A recomendação foi feita pelo amigo, sempre bom senhor Santos, da Garrafeira Campo de Ourique.
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Este não desapontou e até diria que foi o melhor Altano que traguei… mas não juro. Esqueçamos um pouco essa afirmação… mas ainda assim…
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O Douro revelou-se no copo, denotando no nariz fruta preta e notas herbáceas, já secas. Na boca, ameixa preta, amoras e notas lenhosas.
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Origem: Douro
Produtor: Symington Family Estates
Nota: 5/10

terça-feira, Novembro 29, 2011

Tesouro, um Porto colheita de 1882

Estive ontem na Symington e tive a felicidade de provar um néctar que me há-de ficar na memória por muito tempo. Infelizmente, a especialidade não está à venda, mas o deslumbre justifica que aqui escreva uma nota.
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Todas as casas de Vinho do Porto têm os seus tesouros, alguns de produção própria e outros adquiridos a produtores individuais. Guardado em poucos recipientes de madeira, está um vinho que todos os enófilos gostariam, de certeza, de provar. Sou um privilegiado!…
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A raridade data de 1882, ano em que chegou a Portugal Andrew James Symington, a primeira pessoa deste apelido a pisar solo português, para trabalhar na Graham’s… empresa que muito mais tarde, em 1970, haveria de ser adquirida por descendentes seus.
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Que tal é a preciosidade? As palavras que possa escrever são insuficientes, certamente. Este 1882 é daqueles vinhos que têm tudo lá dentro, e o nariz e a boca humanos têm capacidades limitadas, além de que a memória é fugidia e nem sempre precisa (falo por mim)… acresce que degustei em clima informal e veloz, nem coisa de ciência nem de mesa de refeição aristocrática.
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A saber: no nariz mostrou-se, primeiro, um pouco austero, coisa que lhe haveria de passar; aromas químicos, algo farmacêuticos, notas de especiarias, como noz-moscada, finura de canela, depois um não muito comum (nos tawnies) alcaçuz, frutos secos, passas e iodo. Na boca revelou-se untuoso, gordo, guloso, corpanzudo, vigoroso, fresco, com canela, caramelo suave, passas, frutos secos e um final brutal!
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Tal como há um ano a Taylor’s apresentou o Scion, um Rolls Royce, espero que a Symington se atreva a pôr cá fora algumas botelhas, que já se sabe serão poucas e caras. Faço figas para isso!
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Origem: Vinho do Porto
Produtor: Produtor anónimo / Symington Family Estates
Nota: 10/10

Herdade das Serva apoia Associação «Pão e Paz»

A Herdade das Servas apoia a exposição «Presépios de todo o mundo no convento do Espineiro», em Évora, patente entre 3 de Dezembro e 9 de Janeiro. O evento é de entrada livre, mas podem ser deixados donativos para a Associação de Solidariedade Social «Pão e Paz».
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Esta instituição serve diariamente refeições aos mais pobres e desfavorecidos da cidade de Évora. De acordo com um comunicado do produtor, este apoio insere-se na política de parcerias e incentivo a iniciativas com componente cultural e cariz social.
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Em exposição vão estar cerca de 100 presépios, na igreja de Nossa Senhora do Espinheiro, pertencentes à colecção do general Canha da Silva, presidente do Rotary Club de Évora, entidade co-organizadora desta iniciativa.

Quinta do Crasto no top da Wine Spectator

A Quinta do Crasto volta a integrar a lista dos 100 Melhores Vinhos de 2011 da Wine Spectator, revista internacional de referência no sector dos vinhos. O Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2008 figura no 62º lugar do ranking, com 93 pontos, divulgou o produtor em comunicado.

segunda-feira, Novembro 28, 2011

CVR Tejo lança campanha de promoção

A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) quer aproveitar o período de Natal e Ano Novo para reforçar a notoriedade da marca dos vinhos da região. Assim, vai ser lançada a 1 de Dezembro uma campanha de promoção com o lema «Em cada garrafa, um rio de prémios», que terminará no dia 31.
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A CVR lançou um passatempo que será promovido através da colocação duma gargantilha em todas as garrafas de vinho da região do Tejo. A acção, de âmbito nacional, envolverá 150 lojas de distribuição moderna, que trabalham com vinhos desta região.
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Para participar, os concorrentes terão de enviar um SMS para um número indicado na gargantilha, juntamente com os três últimos dígitos presentes no talão de compra e o código do selo de garantia.
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«Além do sorteio diário de cinco vales de 50 euros em combustível, os dois concorrentes que acumularem o maior número de participações serão premiados, no final do mês, com um automóvel e um tablet», salienta a CVR em comunicado.

Curso vínico no Hotel Lamego

O Hotel Lamego promove, no sábado 3 de Dezembro, um curso de iniciação à prova, ministrado por José Silva, autor e apresentador de A Hora de Baco, da RTP Informação. A acção terá lugar às 18h30, no restaurante Vista Alegre.
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A acção de promoção inclui um jantar, com um menu pelo chefe Carlos Pires, que será acompanhado por vinhos do Douro.
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Em comunicado do hotel, José Silva refere que «este curso tem como objectivo ensinar, em ambiente formal e descontraído, as noções básicas dos procedimentos para apreciar toda a riqueza dos nossos vinhos de qualidade, sentir a diferenciação entre os aromas e paladares do vinho e experimentar a sua ligação com a gastronomia».

domingo, Novembro 27, 2011

Lima Mayer ganha ouro em Xangai

O vinho Lima Mayer 2007 venceu a «Medalha de Ouro» no China Sommelier Wine Challenge, que decorreu, entre 16 e 18 de Novembro, em Xangai. Trata-se dum tinto regional alentejano, com responsabilidade enológica de Rui Reguinga.

Quinta do Quetzal Reserva Tinto 2008

Este vinho coloca-me numa difícil situação. Por um lado está a filosofia do blogue, que pontua e aplaude com base no gosto pessoal. Noutro lado está a necessidade de reconhecer a qualidade intrínseca dum vinho, o que nada tem a ver com gosto pessoal. Num lado pesa o conceito e no outro o reconhecimento que não se pode abater à paulada um vinho que, ainda que tendo qualidade, não atrai mesmo nada, nem que seja pelo respeito que merecem profissionais competentes e com muitas provas dadas.
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Penso que já perceberam que não apreciei este vinho. Não o quero espancar, mas também não posso fingir que está tudo bem. 
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Uma coisa que não gostei foi o seu carácter totalmente internacional. Meterem-lhe no rótulo a denominação Alentejo serve como piada. Não há ali nada de alentejano, talvez só a adoptada alicante bouschet. Nem de alentejano nem de português.
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Não gostei do excesso de madeira, que tapa a fruta, uma tímida ameixa preta. E eu que gosto de madeira… Na boca é aveludado, envolvente, cheio, tem bom final… muita madeira…
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Não tenho dúvidas que muita gente gostará deste vinho, até porque a sua qualidade foi reconhecida por júris internacionais: Vinalies 2011 e Mundus Vini 2011, ambos com medalha de ouro.
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Para ser honesto… avaliando a qualidade formal daria um 6,5 (muito bom / excelente), na apreciação subjectiva do gosto daria 2 (evitável). Ponderando as duas coisas, acima está a filosofia do blogue.
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Origem: Alentejo
Produtor: Quinta do Quetzal
Nota: 3,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

sexta-feira, Novembro 25, 2011

The Yeatman ganha Estrela Michelin

O restaurante do The Yeatman, hotel vínico do Porto, acaba de ganhar uma estrela na edição de 2012 do Guia Michelin, informou a casa em comunicado. The Yeatman é o único estabelecimento da cidade do Porto que possui uma estrela Michelin.
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Adrian Bridge, presidente do conselho de administração do The Yeatman, afirmou: «É com muito orgulho que os colaboradores do The Yeatman recebem a notícia da estrela Michelin que reconhece a excelência do trabalho do nosso chef Richardo Costa e da sua equipa. The Yeatman constitui desde o princípio um projecto ambicioso, tendo como objectivo proporcionar a quem visita o Porto e o Norte de Portugal uma experiência ao nível dos melhores hotéis e restaurantes do mundo. A cozinha criativa baseada nos melhores ingredientes, associada à melhor carta de vinhos do país, permite propor aos nossos clientes a mais inspiradora experiência gastronómica da cidade».
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Por seu turno, Ricardo Costa referiu: « Foi uma honra e motivo de grande satisfação para mim e para a minha equipa receber uma estrela do Guia Michelin. Trata-se do “Óscar” da restauração e reconhece a qualidade do nosso trabalho que se baseia em produtos nacionais de grande qualidade e respeita as melhores tradições culinárias portuguesas. Será com muito gosto que continuaremos a proporcionar uma experiência gastronómica excepcional aos nossos clientes no restaurante e através do nosso programa de jantares vínicos e temáticos».

Gadiva Reserva Tinto no Pingo Doce

A Lavradores de Feitoria lança, em parceria com o grupo Jerónimo Martins, o Gadiva Reserva Tinto 2007. Um vinho que chega às prateleiras de todas as lojas Pingo Doce ainda este mês, custando 6,99 euros, revelou o produtor em comunicado. Touriga nacional (50%), tinta roriz (35%) e touriga franca (15%) são as castas que estão na origem deste Douro.

Taylor's edita livro

A Taylor’s, para celebrar o seu tricentenário, editou um livro, com textos acerca da sua história, dos seus vinhos e das quintas que lhes dão origem. Os textos, são assinados «por alguns dos mais conhecidos especialistas da altura», refere um comunicado da vinícola.
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O livro, totalmente em língua inglesa, apresenta também apontamentos acerca duma prova vertical, incluindo alguns néctares do século XIX, realizada para celebrar os 300 anos da empresa.
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A obra, escrita pelo historiador Andrew Jones, resulta da leitura de «toda a correspondência que sobreviveu até aos nossos dias». A Taylor’s refere que «este trabalho também dotou a firma de um arquivo devidamente organizado e catalogado de documentos históricos».

quarta-feira, Novembro 23, 2011

Sushi de Natal no Sushi Café Avenida

O Sushi Café Avenida apresenta um menu único alusivo ao Natal, entre os dias 1 de Dezembro de 2011 e 6 de Janeiro de 2012. Concebido para quatro pessoas, este menu, desenhado pelo chefe Daniel Rente, é composto por welcome drink, entrada, prato principal, sobremesa, vinho e café.
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A entrada consiste num creme de castanha e gyozas (ravioli japonês de frango e legumes). Do prato principal consta uma multiplicidade de rolos e nigiris de sushi e sashimi variados, montados de forma original e tradicional: no centro, um coco aberto ao meio e recheado com massas à base de tamarindo, amendoim e camarões marinados em yuzu (citrino tipo lima), ostras servidas com shisô (hortelã japonesa), roxo desidratado e tobiko colorido (ovas de peixe voador). Toda a peça é decorada com pinhas de pinheiro, bagas e folhas de plantas japonesas, flores e vários elementos decorativos em forma de ikebana. Já a sobremesa consiste num inovador créme brûlée de yuzu, finalizado no momento.
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Em comunicado, Manuel Salema, um dos sócios fundadores do Grupo Sushi Café, refere que se optou «por criar este menu especial para oferecer algo novo» aos clientes no Natal. «É um prato que não vão encontrar em mais lado nenhum e que simboliza o espírito natalício na medida em que une elementos da tradição ocidental com referências de uma cultura tão distante, como o é a japonesa».
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Este menu, cujo preço é de 45 euros por pessoa, pode também ser degustado no Sushi Café Amoreiras.

terça-feira, Novembro 22, 2011

Sogrape distinguida no IWSC

A Sogrape Vinhos conquistou, no International Wine and Spirits Competition – IWSC 2011, o troféu de Produtor Português» de 2011.
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O galardão distingue a performance da empresa na última edição deste concurso, «cuja qualidade dos vinhos se reflectiu em 28 prémios de 29 vinhos inscritos. Para além do já referido troféu para "Melhor Vinho do Porto", a Sogrape Vinhos alcançou no IWSC 2011 importantes medalhas de ouro e prata para os seus vinhos produzidos nas várias regiões vitivinícolas nacionais», informou a empresa em comunicado. 

segunda-feira, Novembro 21, 2011

El Corte Inglés de Gaia promove jantar com Poças

O restaurante El Corte Inglés de Gaia promove, a 25 de Novembro, às 20h30, um jantar vínico aberto ao público, cuja ementa, idealizada pelo chefe Júlio Trigo, é inteiramente inspirada numa seleção de vinhos da Poças, da entrada à sobremesa.
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O evento conta com a presença do enólogo da Poças, Jorge Manuel Pintão, que partilhará as características mais particulares dos vinhos em prova, e de Maria Manuel Maia, que abordará questões relacionadas com a viticultura das três quintas da Poças no Douro.
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«A noite começa com um welcome drink protagonizado pelo Coroa d’Ouro Branco 2010, a acompanhar uma selecção de canapés. Continuando nos brancos, a sugestão de bacalhau em folhado de sésamo com pesto de salsa e manjericão será harmonizada com Poças Reserva Branco 2009. Mais encorpado e a combinar com os sabores de novilho corado com castanhas, pêra e molho à Bordalesa estará o Poças Reserva Tinto 2005. Para finalizar, uma delícia de chocolate com pêra ao vinho tinto e frutos vermelhos, a exigir um final persistente e memorável, com um cálice de Poças Vintage 2003», refere o El Corte Inglés em comunicado.
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O restaurante situa-se no sexto piso do El Corte Inglés, assegurando uma vista panorâmica sobre o Porto. O preço do jantar vínico Poças, com bebidas incluídas, café e chás é de 28 euros por pessoa.

quinta-feira, Novembro 17, 2011

Esteva 2010

Este texto vai causar-me dissabores, derivado do gozo que os meus amigos vão ter ao lê-lo!... Paciência, estou lixado, mas a verdade acima de tudo. E isto porquê? Porque passei metade da minha vida adulta a praguejar contra os Estevas, acusando-os de inúmeras patifarias. Tenho agora de fazer ALGUMA travagem… conto toda a verdade nesta crónica.
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Há coisa de oito meses conheci uma malta da Sogrape, na apresentação do Casa Ferreirinha Reserva Especial 2003. Conversas e tal e veio à baila o Esteva. Disse o que pensava, que basicamente era um pouco menos do que Maomé disse do toicinho.
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Um escândalo! Gritaram, o enólogo e a influente directora [não me lembro do cargo]. Sacrilégio! Tentaram evangelizar-me, como se fosse um perigoso Cátaro, ameaçaram-me com padecimentos, como se fosse um mártir… perante a minha posição irredutível, prometeram-me uma garrafa do novo Esteva. Mantive-me firme e aliciaram-me com uma caixa… se uma garrafa era mau, seis seriam um horror sádico.
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O certo é que nem um frasquinho do 2010 chegou… a senhora directora argumentou que se esqueceram ou foi lapso… mentira! Deram o caso por perdido… digo eu. Todavia prometi-lhe, dando palavra de honra, que iria compra-lo e prova-lo, sendo que marcaria, por antecipação, consulta em dois médicos: um por intoxicação e outra por problemas psicológicos.
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Para que se tenha uma ideia da dimensão do ódio ao Esteva refiro a vez em que joguei a mão a uma garrafa para encher o copo e que, ao levá-lo à boca, verti, em versão de banda desenhada, todo por cima da mesa, numa clara, mas involuntária, atitude de péssima educação. Ainda bem que os meus pais não estavam presentes… que vergonha!
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Refiro outra situação, em que duas amigas foram jantar comigo e outro amigo. Ao chegarem a casa, com duas garrafas de Esteva, foram mandadas embora, para as trocarem, sem terem sequer passado a porta! Tarrenego, tarrenego, tarrenego! Vade retro! Para trás, Satanás!
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Ontem, dia que não esteve nem frio nem calor nem antes pelo contrário, iluminou-se-me a mente com uma ideia obscura: comprar uma garrafa de Esteva. Era agora ou nunca. Ou aproveitava a coragem de, no momento, saltar o precipício ou viveria toda a vida acabrunhado, escondido atrás da memória e do terror.
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Fui ao Pingo Doce e soltei três euros e picos para levar a botelha. Fosse o que Deus quisesse. Se aquele vinho era obra de Satanás, eu estava a ser posto à prova… ou a ser tentado. Para o caso de me acontecer alguma coisinha má, mensagei duas pessoas, não fosse dar-se o caso…
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O enólogo António Braga garantiu-me que o perfil do vinho tinha evoluído, aproximando-se do dos primeiros Estevas. Não que fosse mau [na sua opinião], mas porque se sentira uma vontade de renovar o vinho.
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Abri a garrafa. De lá dentro veio ao nariz algum embate alcoólico, secundado por um suave odor a framboesas, ervas secas (esteva, pois então) e um pouco de especiarias. Na boca mostrou-se suave, macio, fácil de ingerir, mas curtíssimo de boca.
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Se há uns meses lhe daria uma nota 2 [evitável], agora avalio-o positivamente. Bem, ainda bem que marquei consulta no psiquiatra… e vou esconder-me dos amigos!... será que aguento a chacota?... É que gostei!
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Origem: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha / Sogrape
Nota: 4/10


quarta-feira, Novembro 16, 2011

Vila Santa Reserva Tinto 2009

Este vinho fez-me lembrar que já não é Verão. O tempo teimou em securas e dias soalheiros. Depois caiu chuva à bruta. Frio é que nem vê-lo. Porém, a mudança da hora tratou de me impor o Inverno, coisa que só acontecerá a 21 de Dezembro.
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A sensação de invernia que a mudança da hora causa, efeito psicológico, põe-me a apetecer (provavelmente a toda a gente) alimentos mais substanciais e vinhos (que também são alimento) mais caparrudos.
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Não bastasse a sensação psicológica, o Vila Santa Reserva Tinto 2009 realçou o estado de espírito. Apresentei-o à mesa com uns outonais cogumelos, com belo resultado… mas o que ia mesmo bem era caça: javali… veado… ui! Que bom!
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Muitas vezes embirro com a cabernet sauvignon, mas felizmente não vem com o pimento verde à trolitada. A touriga nacional, que anda abusada nos vinhos tugas, está atinada. O syrah dá-lhe nuances de chocolate preto no nariz, o que é fixe. Depois vêm os típicos alentejanos aragonês e alicante bouschet. A madeira, de carvalhos americano e francês, cortou a euforia da doçaria frutada, o que agradeci.
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Tudo isto somado no nariz: canela, uma finura de cravinho, chocolate preto e ameixa preta. De paladar sublinho a boca cheia, corpanzudo, mas sem brutidade. Fácil de se beber, pode guardar-se mais uns anos… penso eu de que.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: João Portugal Ramos
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

terça-feira, Novembro 15, 2011

Wine Enthusiast dá 92 pontos a Ninfa Escolha 2007

O vinho Ninfa Escolha 2007, um lote feito com syrah , aragonês e touriga nacional, obteve 92 pontos de avaliação em 100, atribuídos pela revista norte-americana Wine Enthusiast, na edição de Novembro, informou o produtor em comunicado.

Offley ganha prémio de enoturismo

As Caves de Vinho do Porto Offley acabam de ser distinguidas com o Prémio «Best of Wine Tourism 2012», referente à categoria de «Serviços Inovadores» – um galardão atribuído desde 2003 pela Great Wine Capitals, entidade que reúne nove cidades e regiões de vinhedos do novo e do velho mundo vitícola, a saber: Porto (Portugal), Mainz (Alemanha), Mendoza (Argentina), Cidade do Cabo (África do Sul), S. Francisco (EUA), Bilbao (Espanha), Bordéus (França), Florença (Itália), Christchurch - South Island (Nova Zelândia), informou a Sogrape em comunicado.
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«Nas Caves Offley, os visitantes encontram um atractivo circuito cuidadosamente preparado para constituir uma justa homenagem, assente em critérios de grande autenticidade histórica, ao homem que projectou a Offley a nível internacional e se assumiu como uma das personalidades centrais da história do Vinho do Porto: o Barão de Forrester», justifica a Sogrape no comunicado.
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As Caves Offley estão abertas de Março a Novembro, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h00. «Para além de um vasto espólio de obras de arte e de objectos ligados à história do Vinho do Porto, as Caves Offley disponibilizam, também, diversos serviços inovadores que justificaram este “Best of Wine Tourism” 2012, como sejam visitas taylor made, cocktails, combinações com chocolates e doces tradicionais portugueses».

Azul Portugal e Marquesa de Cadaval destacados no ranking da Wine Enthusiast

Os vinhos do Tejo Azul Portugal Tinto 2008 e Marquesa de Cadaval Tinto 2007 foram escolhidos pela revista americana Wine Enthusiast para figurar no top 100 dos néctares que considera serem as «melhores compras» e «melhores vinhos de guarda» de 2011, respectivamente.
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Produzido pela Companhia das Lezírias, o Azul Portugal Tinto 2008 obteve 91 pontos, que lhe valeram o 14º lugar no ranking dos 100 vinhos «melhores compras» deste ano.
A avaliação deste néctar coube a Roger Voss, editor da Wine Enthusiast na Europa, que destacou o facto de se tratar de um vinho com uma textura muito suave, aveludado na boca, com um aroma frutado que lhe dá tempero e suculência, ao passo que a sua acidez lhe confere o grau ideal de frescura.
Para apurar a tabela que designa por «Top 100 Best Buys», o painel de jurados da Wine Enthusiast provou, ao longo dos últimos 12 meses, mais de 16 mil vinhos, oriundos de todo o mundo, comercializados a um preço não superior a 15 dólares, refere um comunicado da Comissão Vitivinícola do Tejo (CVR Tejo). Destes, realizou uma pré-selecção que reduziu o leque de candidatos a 1224 garrafas.
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Com 93 pontos em 100 possíveis, o Marquesa de Cadaval Tinto 2007, produzido pela Casa Cadaval, classificou-se no 72º lugar do ranking do «Top 100 Cellar Selections 2011», lista que a Wine Enthusiast elaborou para distinguir os melhores vinhos de guarda do ano.
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«Os critérios para a escolha destes néctares, que se caracterizam pelo seu potencial de envelhecimento em garrafa, assentam não no preço, mas na sua qualidade absoluta», salienta a CVR Tejo
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«Além destas distinções, refira-se que o júri da Wine Enthusiast classificou mais 15 vinhos do Tejo com 90 ou mais pontos. Destes, três foram rotulados de “Best Buy” e três de “Cellar Selection”, embora não tenham atingido o top 100, contribuindo assim para a obtenção dos melhores resultados de sempre dos vinhos do Tejo nos reputados rankings da revista americana», lê-se ainda no comunicado da CVR Tejo.

domingo, Novembro 13, 2011

Miguel Pires lança guia restaurativo de Lisboa

O crítico gastronómico Miguel Pires apresenta na próxima quarta-feira, 16 de Novembro, o seu livro «Lisboa à Mesa - Guia Onde Comer. Onde Comprar». A sessão realizar-se-á na livraria Ler Devagar, da Lx Factory (Alcântara), Lisboa. O livro será apresentado por Duarte Calvão.
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«A proposta é simples. Escrever um guia para foodies e aspirantes a tal. Um guia dirigido a um público abrangente que se interessa por restaurantes mas que gosta também de cozinhar e de sair em busca de ingredientes e de gourmandises. Como já há uns anos que escrevo criticas gastronómicas para várias publicações, queria imprimir um registo próprio, de autor, com opiniões expressas sobre os locais seleccionados» – escreveu o autor no seu blogue Mesa Marcada.
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Para além de listas por ordem alfabética, zonas geográficas e preços, o autor apresenta outras ordenações. Em termos de zonas geográficas, com o apoio do geógrafo urbano, João Seixas, Miguel Pires dividiu cidade em 15 zonas e recorreu a nomes de fácil identificação (freguesias, bairros, nomes oficiais, nomes populares, eixos viários, etc.).
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Explicando o espírito do livro, Miguel Pires afirma: «Apesar de ter percorrido uma boa parte de Lisboa, é normal que o leitor ache que falta este ou aquele lugar e não concorde com esta ou aquela presença. Procurei a diversidade e pretendi ser abrangente, mas não exaustivo. E sendo este um guia de autor, o mesmo exprime os meus gostos, vivências, valores, defeitos e incongruências. Por falar em incongruências há dois outsiders nestas páginas. Dois bares que resolvi incluir propositadamente: o Cinco Lounge, que não serve comida, e o British Bar, onde a pouca comida que há, é má. Porquê? Porque sim (bom… a resposta está no guia)».
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Como em tempo de crise há sempre maior cuidado com a carteira, Miguel Pires coloca em todas as sugestões o intervalo de preços respectivo, dando uma ideia de até onde poderá chegar a adição.
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«Procurei restaurantes de todas as faixas de preços porque, apesar da actual crise económica, continuará a existir, em Lisboa, público para todo o tipo de restaurantes. No entanto, não podia ser insensível à actual conjuntura e, por isso, tive o cuidado de procurar locais com preços acessíveis, como se poderá verificar no quadro abaixo, em que metade dos restaurantes indicados se situa abaixo dos 25 €».

sexta-feira, Novembro 11, 2011

Ramón Bilbao Gran Reserva 2004

Oh Graciano, anda prá mesa, que o vinho está aberto e a comida a arrefecer!
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Sim, graciano é uma casta típica da Rioja e entra em 5% neste vinho. Outros 5% são de mazuelo. Os restantes 90% da fantástica, imbatível e deslumbrante estrela internacional… tempranillo... tcharã!...
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É que gostei mesmo deste bicho! Complexo e desafiante, apesar de não ser a última Coca-Cola do deserto. Deu-me bom prazer.
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Querem as palavrinhas do costume, não é? Então cá vão elas:
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No nariz notas de ameixa preta em passa (não é seca), especiarias (leve cravinho e um pouco mais notório de pimenta branca), tabaco, madeira de cedro e um certo baunilhado. Na boca mostrou-se elegante, sentindo-se cereja, chocolate amargo e madeira.
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Fazem bem em ainda criarem vinhos à antiga, com tradição… 30 meses em barrica e 36 em garrafa… Vivam os grandes reservas… cambada de maricas, os que não arriscam!
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Origem: Rioja
Produtor: Bodegas Ramón Bilbao
Nota: 7,5/10

Leilão da José Maria da Fonseca rendeu 41 mil euros

O leilão do Moscatel de Setúbal Superior 1955 da José Maria da Fonseca «superou todas as expectativas, perante uma sala cheia de interessados, coleccionadores e investidores», afirma a casa de Azeitão em comunicado. A operação ficou a cargo do Palácio do Correio Velho.
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Foi na passada terça-feira, dia 8 de Novembro, que o lançamento em leilão do Moscatel de Setúbal Superior 1955 da José Maria da Fonseca rendeu mais de 41 mil euros. «Foram vendidas 100 das apenas 150 garrafas de 500ml existentes deste raríssimo vinho, em 35 lotes que foram ainda complementados com outros vinhos da empresa, nomeadamente outros Moscatéis de Setúbal exclusivos, tais como os de 1880, 1902, 1904 ou 1911, o Moscatel de Setúbal Torna Viagem, vinhos Periquita antigos e o famoso José de Sousa de 1940 – que ganhou reputação por a sua colheita ter ficado esquecida durante anos debaixo de uma pilha de carvão».
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As suas licitações variaram entre os 420 euros e os 3000 euros – para o último lote, que incluía uma garrafa de Moscatel de Setúbal JMF Torna Viagem. O lançamento  em leilão de Moscatéis de Setúbal raros «significa o retomar de uma tradição da empresa, que fazia estes leilões nos anos 50 e 60». O mais recente tinha ocorrido em 2008, o Moscatel Roxo Superior de 1960.
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O comunicado refere que o presidente da empresa, António Soares Franco, considera que «o objectivo do leilão foi o de reforçar o prestígio e a imagem da empresa e do Moscatel de Setúbal como vinho generoso de eleição. Tal objectivo foi plenamente atingido quer pelo interesse que este lançamento motivou, quer pelos valores que as garrafas atingiram».
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«A colheita de Moscatel de Setúbal de 1955 sempre foi considerada por António e Fernando Soares Franco, a quinta geração da família, como a melhor colheita de Moscatel de Setúbal do século XX. Em relação a outras colheitas de Moscatel sempre se destacou pela sua qualidade global, sendo um vinho muito complexo e equilibrado em termos de estrutura, doçura e acidez».
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Por ser um vinho tão completo, não é habitualmente utilizado em lotes de outros Moscatéis da José Maria da Fonseca, como o Alambre 20 Anos ou o Trilogia, refere o comunicado da empresa.
«O que Domingos Soares Franco [enólogo] mais destaca neste vinho, para além de toda a sua complexidade aromática e gustativa, é a sua extraordinária frescura na boca, que equilibra toda a doçura natural e concentração que o vinho tem».

Barros renova imagem

A casa de Vinho do Porto Barros decidiu renovar a sua imagem e apresenta-se com um visual mais contemporâneo, anunciou a Sogevinus, detentora da marca, em comunicado.
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«A nova campanha Barros celebra a sua “Portugalidade”, com um novo registo visual, que presta homenagem aos ícones do nosso país. Uma silhueta feminina elaborada com elementos tipicamente portugueses, como a guitarra portuguesa, a caravela e as uvas são alguns dos elementos utilizados na nova campanha», lê-se no texto divulgado.
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De acordo com a marca, «a nova imagem da gama de vinhos apresenta-se mais simples e distinta. A campanha arros inspira-se no ADN da marca: o “ser Português”, a tradição e o terroir. Daqui nasce a nova assinatura da marca – “Talento português”».

quinta-feira, Novembro 10, 2011

Quatro Castas 2010

As quatro melhores castas tintas cultivadas na Herdade do Esporão deram origem a este vinho, que se bebe satisfeito. Para que se registe: alfrocheiro, tinta caiada, aragonês e tinta miúda.
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É limpo e de salão. Civilizado, muito macio e guloso. É um alentejano da nova ordem, com suas frutas e veludos.
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Não excita como um Ferrari, não esmaga como um Rolls Royce, mas é fiável como um Mercedes.
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Num jantar de amigos, com alguns vinhos escalados acima, não deixou mal o produtor. Aguentou o embate e foi por isso comentado.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Esporão
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quarta-feira, Novembro 09, 2011

Show cooking com chocolate

O restaurante Azimute realiza amanhã, pelas 18 horas, uma sessão de show cooking a cargo do chefe Manuel Alexandre no Parque de Feiras e Exposições de Grândola.
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A iniciativa, integrada na V Feira do Chocolate de Grândola, convida os apreciadores de chocolate a experimentar ementas criativas que integram aquele ingrediente na gastronomia. Assim, o Manuel Alexandre e a equipa do Azimute confeccionarão ravioli de chocolate com puré de castanha, sela de leitão e molho laranja seguido de pão-de-ló branco e preto com cobertura de chocolate.

Guia destaca Companhia das Quintas

O Guia de Vinhos de Portugal 2012 distinguiu a Companhia das Quintas através da pontuação atribuída aos Vinhos Reserva e Grande Escolha, com pontuações acima dos 17, divulgou a empresa em comunicado. O guia, da responsabilidade de João Paulo Martins, destaca o vinho Quinta de Pancas Grande Escolha 2008 que integra agora a lista dos melhores vinhos .
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«As provas do Guia de Vinhos de Portugal foram organizadas por regiões e a Companhia das Quintas destacou-se com pontuações excelentes: da região de Lisboa salientou-se o Quinta de Pancas, da região do Douro, a Quinta da Fronteira, ambos com 17,5 pontos. A  Herdade da Farizoa, do Alentejo, e a Quinta do Cardo, das Beiras, arrecadaram 17 pontos cada» – salienta o comunicado.

terça-feira, Novembro 08, 2011

Um brinde para comemorar dez anos do Douro Património da Humanidade

Comemora-se este ano, a 14 de Dezembro, o décimo aniversário da elevação do Douro a Património da Humanidade pela UNESCO. Nesse âmbito, «o Douro apela e convida para um “Brinde a Portugal e aos Portugueses”, no próximo dia 13 de Novembro, data em que se celebra o Dia Europeu do Enoturismo», refere um comunicado da organização da efeméride.
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Os organizadores pretendem «que os portugueses se envolvam num brinde patriótico, com um cálice de Vinho do Porto. A proposta é para que o brinde seja proporcionado, às 13h00 em ponto e em todo o país, pelo maior número de restaurantes, bares, lojas e locais públicos que tenham as condições naturais para tal. A intenção do “Brinde a Portugal e aos Portugueses” é que os portugueses promovam também, em suas casas às 20h00, um brinde à família, aos vizinhos e aos amigos».
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O texto oficial do evento afirma que «esta acção tem por objectivo a recuperação da auto-estima e do orgulho nacionais, utilizando o produto português mais conhecido em todo o mundo, o Vinho do Porto, uma marca com história, assente num convite de raridade, de distinção e de experiência competitiva global, enraizado na cultura, na imagem e nos valores da portugalidade».
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O «Brinde a Portugal e aos Portugueses» tem página no Facebook, através de uma página com o nome da iniciativa, disponível em https://www.facebook.com/pages/Brinde-a-Portugal-e-aos-Portugueses/135792629860488?sk=wall. «Pretende-se que esta seja uma plataforma de divulgação e interacção com os aderentes a este “movimento”. Aqui vai ser lançado, ainda esta semana, um passatempo que convida todos a partilharem fotografias do patriótico brinde de dia 13 de Novembro de 2011, identificando o local do mesmo. Aos promotores dos dez brindes mais criativos será oferecida uma garrafa de Vinho do Porto 10 Anos do IVDP, comemorativa dos 10 anos de Douro enquanto Património Mundial».
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O «Brinde a Portugal e aos Portugueses» é uma iniciativa conjunta que une várias entidades que promovem o Douro e o Vinho do Porto, entre as quais se destacam a Comunidade Intermunicipal do Douro (CIMDOURO), a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), a Estrutura de Missão do Douro (EMD), a Rota do Vinho do Porto (RVP) a Liga dos Amigos Douro Património Mundial (LADPM), a Associação dos Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes (AETUR), a Associação  das Empresas de Vinho do Porto (AEVP), a Casa do Douro (CD), a Entidade Regional de Turismo do Douro (ERTD), o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), o Museu do Douro (MD) e a Associação de Empresários de Hotelaria e Turismo do Douro (AE.HTDOURO). «De salientar é também o apoio da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que desde o primeiro momento se associou a este movimento», conclui o comunicado.

Quinta do Vallado lança vintage de homenagem à «Ferreirinha»

A Quinta do Vallado lança este Natal o Vallado Adelaide Vintage Port 2009. «Surgindo numas das épocas mais queridas do ano, tradicionalmente ligada aos momentos de afectos», este vinho é «uma homenagem à tetravó dos responsáveis pela marca, Dona Antónia Adelaide Ferreira, a lendária “Ferreirinha”», refere o produtor em comunicado.
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Com uma produção de 9.000 garrafas, o  Vallado Adelaide Vintage Port 2009, da responsabilidade enológica de Francisco Olazabal, «é um verdadeiro ex-líbris capaz de seduzir os mais exigentes consumidores. Uma nova aposta no segmento dos Vinhos do Porto, que vem reforçar o compromisso da marca numa contínua produção com elevados índices de qualidade», garante o produtor.

segunda-feira, Novembro 07, 2011

Herdade das Servas apresenta dois tintos

A Herdade das Servas apresenta no mercado o Herdade das Servas Touriga Nacional 2008 e o Herdade das Servas Reserva tinto 2008. As duas propostas de tintos para o Outono/Inverno estreiam uma nova imagem.
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«A marca topo de gama a Herdade das Servas, cujo nome coincide com o da propriedade, sofreu um restyling aquando do lançamento do Herdade das Servas tinto 2008 (no final de 2010). Em Agosto foi a vez o Herdade das Servas Syrah / Touriga Nacional tinto 2008 seguir a tendência. Cabe agora ao monocasta de Touriga Nacional e ao Reserva “vestirem-se” com uma linha mais clean e jovem, mas ainda assim com um toque de romantismo marcado pelo azul metalizado e pelo prateado, respectivamente» – avança a marca alentejana em comunicado.

CARMIM apoia o Olhanense

A CARMIM formalizou com o Sporting Clube Olhanense um acordo de parceria, ao abrigo do qual o vinho Monsaraz Millennium passa a ser o patrocinador oficial do clube.
Assim, a marca Monsaraz Millennium passará, a partir de agora, a acompanhar a marca Olhanense no estádio e nas camisolas rubronegras. «Além do encaixe financeiro para o clube, o acordo prevê a construção de um campo sintético de futebol de sete (que terá o nome de Campo Monsaraz Millennium), que ficará situado no topo Sul do estádio José Arcanjo, e se destina às camadas jovens do Olhanense», refere a cooperativa em comunicado.
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Encontra-se ainda em negociação uma outra vertente do acordo, que visa uma percentagem por cada garrafa vendida a reverter para o clube. Esta é a primeira incursão publicitária da CARMIM na área do futebol, permitindo dar uma maior visibilidade ao projecto Monsaraz Millennium, salienta o texto do produtor de Reguengos de Monsaraz.
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O Monsaraz Millennium «insere-se num amplo projecto de responsabilidade social, cujo objectivo é ajudar directamente pessoas sem recursos financeiros a resolverem problemas nas áreas da saúde, emprego, educação ou concretização de talentos, por exemplo. Partindo do slogan “Vamos ajudar pessoas”, o Monsaraz Millennium assume-se como um vinho de causas, dando visibilidade a um projecto de longo-prazo onde o que interessa é  realçar a pessoa humana, e não tanto a CARMIM» – afirma a empresa.

Wallpaper Magazine destaca Quinta do Vallado

A Wallpaper, revista britânica da área do design, lifestyle e moda, considera a Quinta do Vallado «como uma das 20 Razões para se deixar enamorar por Portugal, dado o seu carácter singular, refere aquela quinta duriense em comunicado.
Na edição de Novembro, «a publicação salienta a qualidade premium dos vinhos produzidos pela Quinta do Vallado – característica que a tornou famosa no território nacional e internacional. Porém, o especial enfoque do artigo vai para a adega, que apesenta agora uma arquitectura de estilo contemporâneo-histórico, após ter sido submetida a uma operação de ampliação e modernização».
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«A adega, que encontra as suas origens em 1716, preserva as suas estruturas históricas e integra-se, de forma harmoniosa, com a paisagem envolvente de uma beleza incontornável – cenário que compõe momentos idílicos de romance, descoberta e enoturismo. Paralelamente, o edifício exibe a sua identidade clean, distinta, linear e contemporânea, de onde sobressai a construção de paredes exteriores com xisto».
Este novo espaço é assinado por Francisco Vieira de Campos, do ateliê Guedes+DeCampos.

WIZ faz activação digital da Sogrape no Canadá

A agência criativa de marketing e comunicação digital WIZ Interactive (WIZ) foi responsável pela primeira activação digital de marca do universo Sogrape Vinhos no ponto de venda canadiano. Esta acção surge no seguimento do vinho do Porto Sandeman Vau Vintage 2000 ter sido classificado com 90/100 pontos pela revista Wine Spectator, refere aquela agência em comunicado.
A WIZ teve a seu cargo a criação do QR Code e o desenvolvimento do microsite associado à acção, quer a nível da identidade gráfica, quer no que à definição de conteúdos diz respeito, tendo como objectivo influenciar o processo de compra in loco.
«Quando o consumidor “lê” o QR Code disponível nas gargantilhas colocadas nas garrafas de Sandeman Vau Vintage 2000, através de smartphones e/ou tablets, abre-se automaticamente o site mobile da marca, no qual se podem encontrar informações sobre a distinção da Wine Spectator, detalhes sobre o produto e restante gama».
A WIZ afirma que «esta é uma forma eficaz de ajudar as marcas a vender os seus produtos, na medida em que se trata de uma explicação e aconselhamento virtual no ponto de venda, que no caso da grande distribuição peca por defeito».
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A Sogrape Vinhos trabalha com a WIZ desde 2004, tendo a agência a seu cargo toda a estratégia de marketing e comunicação digital da empresa.

Cyril Deviliers e Joaquim de Sousa no Ipsylon

O chefe Cyril Deviliers e o chefe pasteleiro Joaquim de Sousa assumem a cozinha do restaurante Ipsylon, no The Oitavos Hotel, na Quinta da Marinha.
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O Ipsylon inspira-se no hotel The Oitavos e «deixa-se envolver pela mesma receita: espaços amplos e sofisticados, que respeitam a escala e a natureza do local» –  lê-se no comunicado de apresentação do restaurante.
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Toda a estrutura do Ipsylon é envidraçada, proporcionando vista para as dunas, para o mar e vegetação que rodeia o hotel.
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O The Oitavos propõe uma experiência gastronómica com base numa cozinha portuguesa. Dispõe de dois espaços de restauração com uma oferta diversificada.
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No Ipsylon Restaurante a oferta gastronómica baseia-se no peixe e no marisco, sempre presentes na ementa. O menu é fixo, mas diferente todos os dias.
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O Ipsylon Lounge serve refeições ao longo do dia e uma opção «bar-dining»: «Pode “picar”, comer de faca e garfo ou simplesmente pedir chá e scones». Este espaço apresenta preços mais acessíveis, refere o comunicado.
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A cozinha, a cargo do chefe Cyril Devilliers, apresenta uma combinação de gastronomias portuguesa e internacional contemporânea. «Cyril Devilliers tem uma verdadeira paixão pelo método e pelo detalhe, proporcionando a cada prato uma arte sublime. A sua experiência passa por restaurantes como o Eleven, em Lisboa, o Girassol, em Alicante ou o Le Vieux Castillon, em Casillondu Guard, os três premiados com estrela Michelin».
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Joaquim de Sousa fez grande parte do seu percurso profissional em França. Em Portugal integrou as equipas do Pestana Palace Hotel. «Joaquim de Sousa é um apaixonado por chocolate e esta tem sido a sua matéria-prima favorita. «Com uma reputação de criativo e perfeccionista, tem sido um impulsionador do concurso “Chocolatier do Ano”, em Óbidos, onde obteve o prémio máximo nas cinco edições em que participou».

Vinhos do Tejo promovem-se nas regiões autónomas

Os vinhos do Tejo querem reforçar o laço comercial e as vendas com a Madeira e os Açores, vendo no turismo a principal fonte para o efeito.
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A estratégia da Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) passa por aumentar a presença dos vinhos junto do canal horeca, moderna distribuição e distribuidores em geral.
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«Os mercados insulares enquadram-se, naturalmente, na estratégia de crescimento que traçamos para o mercado nacional, sendo que a forte orientação das nossas ilhas para o sector do turismo é mais um atractivo que traduz a importância de crescermos nestes mercados» – afirma em comunicado José Pinto Gaspar, presidente da CVR Tejo.
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Para ajudar a concretizar este propósito, a CVR Tejo vai promover a região em São Miguel, naquela que será a primeira acção promocional que vai realizar nos arquipélagos nacionais.
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O motivo da viagem é a presença no festival Wine Azores Fish & Meat 2011, que decorrerá em Ponta Delgada, nas Portas do Mar, de 11 a 13 de Novembro.
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O Wine Azores Fish & Meat apresenta-se como um dos três festivais de vinhos, peixe e produtos gourmet mais importantes do país e contou, na edição do ano anterior, com a presença de mais 10 mil visitantes e 120 expositores.
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Naquela que será a terceira edição do evento, aguarda-se uma grande afluência de turistas das mais variadas origens. A Adega Cooperativa do Cartaxo, Casa Cadaval, Casal Branco, Enoport, Falua, Quinta da Alorna e Quinta da Ribeirinha são os produtores presentes no encontro.

Quinta do Pôpa alarga distribuição

O produtor duriense Quinta do Pôpa acaba de fechar quatro novos contratos de distribuição – Graça & Silva (Pombal), Fergrama (Coimbra), Koppuscom (Leiria) e Vitis Vinífera (Aveiro) –, aumentando assim a presença do seu portefólio de vinhos no mercado português.

sábado, Novembro 05, 2011

Outono de Santar Vindima Tardia 2005

Boa proposta nos tardios. Complexo de nariz e boca. Aromas de pêssego, maçã assada, algum citrino, mel, cravinho e um pouco de canela. Na boca, muita frescura, com as notas de fruta, algumas nuances verdáceas e bastante cravinho. Bom corpo, untuoso, final durável…
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Qual é o senão para não lhe dar mais? O cravinho, que achei excessivo na boca. É especiaria que não me estremece, mas também não me arrelia muito. Todavia, gosto com cautela. Não é por me lembrar da cadeira do dentista, por não sofro desses horrores, é porque me enjoa um pedaço.
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É português e tem botrytis cinerea... o que nem é comum... boa malha!
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Origem: Dão
Produtor: Sociedade Agrícola de Santar
Nota: 6/10

sexta-feira, Novembro 04, 2011

.com branco 2010

Chateiam-me os vinhos que têm o ano da colheita escondido. Provavelmente para melhor se aliviarem dos stocks… enfim, adiante, porque não é para isso que aqui estou ou para que alguém cá vem ler-me.
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É ligeiro e fresco, embora não seja o retrato da fonte da juventude. Não desafia, mas cumpre. Está-se bem.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Tiago Cabaço
Nota: 5/10

quinta-feira, Novembro 03, 2011

Saloio ganha dois prémios em concurso de queijos da ANIL

A Saloio foi a empresa mais premiada da terceira edição do concurso «Melhor Queijo 2011», anunciou a empresa em comunicado. Este concurso, promovido pela Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios (ANIL) e a AveiroExpo, decorreu a 27 e 28 de Outubro no âmbito da Feira Nacional do Leite e do Bovino Leiteiro, no Parque de Exposições de Aveiro.
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A empresa viu distinguidos os queijos Palhais Rústico e Três Igrejas 6 meses, vencedores nas categorias de «Queijos de Cabra» e «Queijos de mistura cura prolongada», salienta o documento.
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Esta produtora obteve ainda quatro menções honrosas nas categorias de «Queijo de cabra», «Queijo de cabra cura prolongada» e «Queijo de mistura» com os seguintes queijos: Saloio Gourmet Queijo de cabra com pimenta preta em grão, Palhais Rústico Pimentão, Alavão Selecção Especial Original e Sítio da Perdiz.
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Em concurso estiveram 150 queijos nacionais, provenientes de 53 empresas, avaliados por um júri de especialistas, técnicos e consumidores, que seleccionou em prova cega.