segunda-feira, outubro 31, 2011

Monte do Amante Grande Escolha 2008

Não o notei muito mais diferente que o anterior. É um vinho descomplicado, que se bebe bem.
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Origem: Dão
Produtor: Vinícola de Nelas
Nota: 4,5/10

domingo, outubro 30, 2011

Monte do Amante Private Selection 2008

Monte? Mas não é um vinho alentejano… Sim, mas desde que há Grão Vasco no Alentejo… Ok, prontes, cenas maradas à parte.
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É um vinho que se bebe bem, é escorreito, macio… é pouco desafiador e quanto a final de boca fica um pouco aquém. Gostei das notas de especiarias, da canela e do cacau… algum tabaco.
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Origem: Dão
Produtor: Vinícola de Nelas
Nota: 4,5/10

sábado, outubro 29, 2011

Vale de Esgueva Aragonês Rosado 2010

Cá está outro a refundir a data… implicâncias. Escorreito, descomplicado, um pouco frutado, mas com garra abaixo do desejável. Neles se notam, além das comuns framboesas e morangos, notas de melão – diz o produtor e é verdade. Em vez de o fazer acompanhar de comida, dava-lhe apenas água… a da piscina.
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Origem: Regional Beiras
Produtor: Cobelcos
Nota: 4,5/10

sexta-feira, outubro 28, 2011

Quinta da Vegia Rosé 2010

Com fruta mas seco, com as (obrigatórias) notas de fruta vermelha (sem compotas, bem se vê). Vai bem sozinho ou acompanhado de umas carnes brancas. Aqui marchou com uma salada de grão, arroz agulha branco, passas, cebola e frango grelhado.
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Na mesma ocasião foi testada a colheita de 2006, que, embora com sinais de fraqueza, ainda se deixa beber com agrado.
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Origem: Dão
Produtor: Casa de Cello
Nota: 6/10

quinta-feira, outubro 27, 2011

Oliveira da Serra e Vítor Sobral em aplicação mobile

Oliveira da Serra acaba de lançar a aplicação mobile de receitas 15 qb, «um c inovador de receitas rápidas, práticas e fáceis, assinadas pelo chefe Vítor Sobral», lê-se num comunicado da marca. Esta aplicação apresenta receitas preparadas ou confeccionadas, em apenas 15 minutos, para smartphones e tablets, refere o texto.
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Isabel Roseirro, senior brand manager da Oliveira da Serra, salienta em comunicado: «Quantas vezes lhe aconteceu estar a fazer compras no seu hiper ou supermercado habitual e não saber o que levar para o jantar? Esta aplicação vem proporcionar uma enorme comodidade aos amantes destas tecnologias e da culinária, já que poderão aceder às nossas receitas, tirar ideias sobre o que fazer para o jantar, enquanto fazem as suas compras ou enquanto cozinham».
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A aplicação permite ainda lista de compras, com os ingredientes que necessita, para confeccionar as receitas.

Meio Século Aragonez – Trincadeira Reserva 2010

Este vai para o primeiro patamar dos positivos. Está correcto, não tem é nada para contar.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Adega de Mouras de Arraiolos
Nota: 3/10

quarta-feira, outubro 26, 2011

CVR Tejo quer chegar aos 16 milhões

As vendas globais de vinhos do Tejo deverão atingir 16 milhões de garrafas em 2011 e, só no mercado nacional, estima-se um crescimento de 20%, para os 11 milhões de garrafas, revela, em comunicado, a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo). 
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Esta subida no mercado nacional deve-se, segundo a CVR, ao aumento da procura dos portugueses pelos vinhos da região, que só no primeiro semestre foi superior em 14% face ao período homólogo do ano anterior. «Recorde-se que, com este tipo de desempenho, a região do Tejo é uma das que mais cresce em Portugal no sector vitivinícola», salienta o documento.

Lavradores de Feitoria lançam novidade para celebrar uma década

A Lavradores de Feitoria assinala dez anos no mercado com o lançamento do Lavradores de Feitoria | Douro - Edição Especial X Aniversário, que estará em prova no Encontro com o Vinho e Sabores 2011, que se realiza de 28 a 31 de Outubro, no Centro de Congressos de Lisboa, anunciou a empresa em comunicado.
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Em comunicado, Olga Martins, CEO da Lavradores de Feitoria afirma: «A vasta diversidade de terroirs que temos permite-nos “brincar”, experimentar e fazer coisas diferentes (com tempo). Foi o aconteceu na génese deste vinho: quisemos testar a casta tinto cão, proveniente da Quinta de Pias, e pô-la à prova enquanto monocasta. Fizemo-lo com a colheita de 2006 e deixámos que o vinho estagiasse até ao momento ideal. Estamos certos que este é esse momento. Estamos perante um vinho elegante e frutado e não rústico como seria de esperar».
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A empresa tem mais novidades na calha, «mostrando que há muitos Douros dentro do Douro e que se pode preservar o Douro, inovando». O vinho a lançar este fim-de-semana «é o primeiro vinho de uma colectânea de edições especiais que irão ser lançadas e que resultam de experiências com final feliz», conclui o comunicado.

Sogrape satisfeita com vindima de 2011

A Sogrape anunciou, em comunicado, o fecho das vindimas de 2011, na qual espera boa qualidade para os vinhos.
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«Depois de um final de ano de 2010 com bastante pluviosidade, a Primavera registou valores relativamente abaixo do ano passado. Não obstante, em Abril e Maio fizeram-se sentir três ondas de calor, que provocaram uma antecipação nas várias fases do ciclo vegetativo da vinha, chegando aos 15 dias em alguns casos. No entanto, as temperaturas mais amenas, durante os meses de verão, vieram repor a fase final da maturação para datas mais próximas do ano anterior. Houve uma queda de chuva intensa nos primeiros dias de Setembro, mas que não afectou o bom estado sanitário das uvas a chegar às diferentes adegas da Sogrape Vinhos» – refere o comunicado.
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A Herdade do Peso, no Alentejo, foi a primeira adega do grupo a começar a vindima. «As primeiras uvas de trincadeira chegaram à adega a 17 de Agosto, sendo que uma semana mais tarde, no dia 24, este centro de vinificação começou a receber as restantes castas».
O comunicado salienta que o Inverno bastante chuvoso e as baixas temperaturas de Julho e Agosto permitiram a reunião das «condições para uma excelente qualidade aromática e maturação fenólica».
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O texto oficial da empresa refere que Miguel Pessanha, enólogo responsável pelos vinhos da Herdade do Peso, «não tem dúvidas em relação à qualidade desta colheita, particularmente no que concerne as castas aragonês e alfrocheiro, mas sobretudo o alicante bouschet e syrah, para as quais tem maiores expectativas»
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A vindima na Quinta da Leda, na sub-região do Douro Superior, começou a 1 de Setembro, enquanto na Quinta do Seixo, no Cima Corgo, foi uma semana depois, a 7 de Setembro.
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O comunicado dá conta que Luís Sottomayor, enólogo responsável pelos vinhos do Douro e do Porto, «não deixa de referir a excelente cor, boa acidez, muito boa estrutura e equilíbrio que este ano originou. O comportamento das diferentes castas foi muito bom, com especial referência para a tinta roriz. Em virtude das temperaturas baixas que se fizeram sentir nos meses de Julho e Agosto, esta casta entrou num ciclo de maturação mais lento, originando vinhos com muito boa fruta e óptima acidez. A touriga nacional mostra-se excelente a nível de cor e das suas componentes aromáticas. Mas 2011 ajudou também a touriga franca, que se mostra com uma óptima maturação».
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Na Quinta de Azevedo, na região do Vinho Verde, «2011 é para o enólogo Manuel Vieira um bom ano, caracterizado por uma excelente acidez, componentes aromáticas muito boas e um álcool equilibrado para este tipo de vinho. A vindima do loureiro, casta predominante no lote de Quinta de Azevedo, começou a 7 de Setembro, uma semana antes relativamente ao ano anterior e após dois dias de chuva forte que não veio, no entanto, a prejudicar a qualidade das uvas à entrada na adega. Prevê-se assim uma boa qualidade para o Quinta de Azevedo 2011», sublinha o comunicado.
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Manuel Vieira, também enólogo responsável pelos vinhos da Quinta dos Carvalhais, no Dão, refere-se satisfação, «salientando a boa cor, o equilíbrio da acidez e pH, com um álcool médio /alto e taninos muito suaves. Este foi um comportamento homogéneo para todas as castas, incluindo a touriga nacional, tinta roriz e alfrocheiro, que representam a base dos principais vinhos de maior qualidade produzidos na quinta. A casta branca encruzado, à data deste relatório, fermenta ainda nas barricas, mas exibe já uma boa qualidade aromática mantendo uma boa acidez».
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O comunicado salienta que «Manuel Vieira tem grandes expectativas em relação a este ano», mas que é cauteloso ao dizer que «só depois da fermentação malolática se poderá confirmar a qualidade e o equilíbrio agora verificados». 

Encostas de Pias Reserva 2010

É guloso, maciozinho, descomplicado, bom para a conversa.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Amareleza
Nota: 4,5/10

terça-feira, outubro 25, 2011

Croft Vintage Port 2009

Pois que é guloso! Acho bem! Está novinho e penso que no futuro estará mais ladino (o que quer isto dizer?)… ou seja, para já está doce e com visível juventude, mais uns anos, com a acidez que demonstra, estará mais rico e agradável.
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Notei-lhe as compotas de ginja e ameixa preta, com um fio de tabaco e algumas especiarias. Na boca é redondo, muito macio e com bom final.
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Origem: Vinho do Porto
Produtor: Croft / The Fladgate Partnership
Nota: 8,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

segunda-feira, outubro 24, 2011

Lançamento do «Grande Reserva»



















Amanhã, às 18h30, na Fnac do Colombo, será lançado o livro «Grande Reserva», da minha autoria.

Encontro com o Vinho e Sabores é já no próximo fim-de-semana

A Revista de Vinhos vai organizar, pelo 12º ano consecutivo, «aquela que é a maior prova de vinhos e sabores, dirigida ao grande público», lê-se num comunicado da publicação: O Encontro com o Vinho e Sabores. Este evento, irá decorrer de 28 a 31 de Outubro de 2011 no Centro de Congressos de Lisboa, na Junqueira.
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«Trata-se de uma prova única no seu género em Portugal na qual mais de 350 produtores de vinhos, queijos, presuntos, enchidos e azeites, seleccionados pela Revista de Vinhos, apresentam os seus produtos aos consumidores e público interessado», prossegue o comunicado.
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Aberto ao público durante o fim-de-semana, o Encontro com o Vinho e Sabores tem o dia 31, segunda-feira, exclusivamente dedicado a profissionais: restaurantes, retalhistas, profissionais do sector que aproveitam para provar e avaliar muitas das aquisições a fazer durante o próximo ano.
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Em paralelo decorrem diferentes actividades: concurso «A Escolha da Imprensa 2011», Concurso Nacional de Cartas de Vinhos 2011, provas especiais e demonstrações culinárias.

Carmim entra na Letónia

A Carmim anunciou uma parceira com um importador na Letónia. «Este passo tem como objectivo primeiro a distribuição dos vinhos da Carmim no mercado em causa, mas serve igualmente um segundo propósito, de médio prazo, que passa pela expansão para os restantes países Bálticos, a Lituânia e a Estónia», refere um comunicado da Cooperativa de Reguengos.
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Esta parceria vem na sequência de igual medida tomada em Janeiro, quando a Carmim viu o seu vinho Alicante Bouschet 2008 ganhar uma tender (ou espaço no linear) no Alko, a maior cadeia de grande distribuição finlandesa. Ao mesmo tempo, a empresa iniciou então uma nova relação comercial na Croácia, tendo introduzido o Monsaraz Tinto e o Reguengos Reserva Tinto naquele mercado.

Tons de Duorum Tinto 2010

Lá estou eu com a touriga franca!... onde ela está, estou eu a aplaudir. Metade das uvas são da touriga amiga. Clap! Clap! Clap! Clap!
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Mas por ali andam também as violetas da touriga nacional e suas notas compotadas. Gostei da framboesa e da ameixa preta, gostei do rasto de fumo que chega ao nariz. Na boca é prazenteiro e complexo, suave e polido.
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Origem: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Nota: 7/10

domingo, outubro 23, 2011

Quinta do Gradil Alicante Bouschet 2010


Os vinhos do Gradil rotulados com a palavra «quinta» estão no topo da gama dum produtor que movimenta 36 milhões de litros! Só esse facto merece um aplauso. Gerir qualidade, seleccionando as uvas, prevendo produtos, imaginando perfis, etecetera e tal, é um desafio e tanto.
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Positivos: Ponto um: não se lhe notam os 14 graus de álcool, o que é bom! Ponto dois: deixa-se beber sem complexos nem com tiradas pseudo-intelectuais. Ponto três: faz figura em qualquer lado.
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Negativos: Ponto um: gostava que fosse mais complexo, desafiante. Ponto dois: é mediano no final de boca.
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Origem: Regional Lisboa
Produtor: Quinta do Gradil
Nota: 5/10

sábado, outubro 22, 2011

Prova Régia Arinto 2010

Só digo isto: 2,5 euros por vinho com nota 6 (muito bom). Ok, foi em promoção numa feira de vinhos. Mas, e se disser 2,9?
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Palavras para quê? Só pra dizer, Bucelas e arinto.
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Origem: Bucelas
Produtor: Companhia das Quintas
Nota: 6/10

sexta-feira, outubro 21, 2011

Lipton lança novos chás

Lipton apresenta a nova gama de chá verde e chá branco. Uma selecção das primeiras folhas da planta do chá, maiores pedaços de fruta e flores e o formato pirâmide Lipton estão na base das novidades.
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A nova gama de chá verde (Chá Verde Laranja Tangerina e Chá Verde Cidreira Limão) «oferece uma experiência única de sabor e leveza, combinada com laranja e tangerina ou com a frescura do limão e cidreira», lê-se num comunicado da empresa. Ao chá branco junta-se a rosa violeta dando origem ao Chá Branco Rosa Violeta.
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«A essência da nova gama de chá verde e chá branco da Lipton reside na cuidadosa selecção e secagem das folhas, e no meticuloso processo de fermentação. Quer o chá verde, quer o chá branco, atravessam processos de oxidação muito mais suaves, quando comparados com o chá preto. No caso do chá branco o seu processamento é ainda mais subtil», prossegue o comunicado.

Burmester apresenta novos vinhos

Aproxima-se o Inverno… quero dizer, avança o Outono… pois, uma coisa assim… bem, por esta época do ano costumava ser Outono. Em princípio deverão haver uns dias frios até ao Ano Novo. Antes que venha o Natal e seus pratos fartos (se a Troika deixar) há que apresentar vinhos que liguem com os comeres mais substanciais (ou do que vai na memória).
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Os produtores sucedem-se na apresentação dos tintos mais encorpados e, no caso do Douro, as propostas de Vinho do Porto. Ontem foi o momento da Sogevinus apresentar as novidades, nomeadamente da marca Burmester.
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Aconteceu no restaurante Panorama, no hotel Sheraton, em Lisboa, frente ao rio, com a cidade aos pés. A Burmester apresentou quatro vinhos, um branco, dois tintos de pasto (da responsabilidade enológica de Francisco Gonçalves) e um Porto vintage (obra de Pedro Sá). Os néctares foram acompanhados por pratos elaborados, a fazer pandã, pelo chefe Leonel Pereira.
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Antes de descrever os vinhos apresento as harmonizações:
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Primeiro momento: Casa Burmester Reserva Branco 2010, acompanhado por «Maré Alta», um prato feito à base de filetes de sardinha e cavala, sobre geleia de gaspacho, melancia, presunto de Parma, crocante de broa e pó de azeite (Almogral). Isto para eles, porque aqui o menino e a sua amiga do lado não tocam no pescado… belo «ensopado de borrego», em duas texturas, com batata e cenoura em micro-cubos e respectivo hortelã. Boa malha!
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Segundo momento: Casa Burmester Reserva Tinto 2008, acompanhado por tarantello de atum do Atlântico confitado em azeite, esmagada de batata fumada, chutney de cebola com sabores de bacon. Isto para eles, porque aqui o menino e a sua amiga do lado não tocam no pescado… belos troços de carne numa cama folhada de batata e cenoura. Gostei!
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Terceiro momento: Casa Burmester Touriga Nacional 2009, acompanhado por lombinho de porco ibérico recheado com alheira de aves, sobre batata caçoila e pontas de espargos bravos, jus ligeiro de pimenta preta. Muitas palavras para dizer «fantástico». Aplauso!
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Quarto momento: Burmester Vintage Quinta de Arnozelo 2009, acompanhado por tarte de requeijão com maracujá, frutos vermelhos e biscoito ralado. Bueno!
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Depois do intróito de entretenimento e desbunda do blogueiro, vem agora a posta principal do texto… (em jornalismo era caso para despedimento, deixar o principal para o fim e com esta escrita).
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Embora a prova tenha sido em ambiente… quero dizer, não foi prova nenhuma! Aliás, a regra neste blogue é o prazer proporcionado, na assunção da subjectividade… do nariz, da boca, do prazer, do ambiente, da companhia… ainda que tenha (tenho sempre) muita atenção à qualidade dos vinhos, o facto é que não sou nem crítico nem quero ser. Portanto… as notas são de 1 a 10, com o 3 já nos positivos (a tradução em adjectivos está na coluna ao lado).
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Já me perdi!... ah!... Embora a prova tenha sido em feliz convívio, arrisco a notação. Atenção, reclamações são no segundo andar direito, do número 56… ou então para o provedor do blogue.
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Vamos ao trabalho:
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O Casa Burmester Reserva Branco 2010 revelou-se fresco no nariz e na golada. Fez-se com rabigato, gouveio e viosinho. Embora agradável e de inquestionável qualidade, este não me deu pica por aí além.
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O Casa Burmester Reserva Tinto 2008 já foi outra loiça! Elegante na boca, com boa acidez e final de bom desempenho. Achei-o versátil e consensual com muitas propostas de carnes. Nada pesado e com estrutura para embates exigentes.
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O Casa Burmester Touriga Nacional 2009 brilhou. Boa mostra da casta e da paisagem do Douro. A região está dentro da garrafa. No nariz, o odor das violetas e de restolho, um leve fumado, na sua conta, peso e medida. Na boca, taninos bem envolventes, bem marcantes, mas polidos, elegantes, e um travo fresco.
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Burmester Vintage Quinta do Arnozelo 2009, o divergente. Divergente, certamente, na aficcion, entre os puristas do vintage e os iconoclastas moderados. Lá dentro, ao que parece, a opinião foi, mais ou menos, unânime: não é o vintage que mais preenche os gostos… mas…
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Mas a qualidade é inegável! Assumidamente é um vinho feito para o mercado, com base em estudos de clientes e de consumidores finais, com trabalho técnico na vinha a pensar no resultado final, e acerto enológico. Isto porquê? Porque o vinho é negócio! Esta gente não está no sector para perder dinheiro. Se o consumidor gosta disto «assim», então que lhe dê «assim».
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Só por snobismo se pode criticar este acerto de alfaiataria vínico, de vintage desenhado para consumidor menos conservador, que é, como quem diz, britânico… e mais para o paladar das gentes do outro lado do Atlântico.
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É guloso no nariz, com compotas de frutos vermelhos, mas também algumas finas notas violetas, frutos secos, diria avelã… (o mestre diz cassis). Na boca é elegante, untuoso, com forte percepção do doce. É muito guloso, com toques de especiarias.
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Ora, não sendo um vintage da minha eleição, reconheço toda a sua qualidade e aprecio o esforço, comercial e enológico, de criar um vinho para as pessoas gostarem, seja isso visto como iconoclastia. Se bem que a lógica da tabela decimal está explicada (não a minha mente) e os contornos da situação apresentados… fiquei, de copo de vintage na mão, à conversa até quase me porem na rua. Ficou entendido? Então está bem!
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Ah!... as notas… cá vão:
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Casa Burmester Reserva Branco 2010
Origem: Douro
Produtor: Burmester / Sogevinus
Nota: 4,5/10
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Casa Burmester Reserva Tinto 2008
Origem: Douro
Produtor: Burmester / Sogevinus
Nota: 7/10
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Casa Burmester Touriga Nacional 2009
Origem: Douro
Produtor: Burmester / Sogevinus
Nota: 7,5/10
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Burmester Vintage Quinta do Arnozelo 2009
Origem: Vinho do Porto
Produtor: Burmester / Sogevinus
Nota: 8/10

quinta-feira, outubro 20, 2011

Churchill's tem novo centro de visitas

A Churchill’s inaugurou o seu novo centro de visitas, em Vila Nova de Gaia, «que pretende dar a conhecer melhor os vinhos da região duriense», lê-se num comunicado da empresa.
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Localizado na sede da Churchill’s, o novo espaço apresenta uma área de 350 metros quadrados, num investimento que ronda os 400 mil euros. Com um horário de visitas entre as 10h00 e as 19h00, o centro de visitas disponibiliza diversas opções de provas a quem visita aquele espaço.
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Criado para colmatar a falta de um espaço específico para recepção, o centro de visitas Churchill’s «tem como principal objectivo, para além de dar maior visibilidade à marca e aos seus produtos, abrir as portas de um espaço único, ao público em geral e criar assim uma relação de proximidade com a comunidade», salienta o comunicado.
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Segundo Maria Emília Campos, directora da empresa, a filosofia da Churchill’s para este espaço assenta no lema: «Beber um cálice de Porto requer, sobretudo, bem-estar». O novo espaço «aposta na divulgação de um conjunto de vinhos de gama alta, sendo o principal objectivo aumentar os conhecimentos do público quanto aos processos de elaboração e evolução dos melhores vinhos», refere no comunicado a directora da Churchill’s.
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Tendo como mote a inovação, o centro de visitas Churchill’s vai, «numa perspectiva de unicidade, privilegiar as provas de Vintage, destacando as características singulares e únicas de um produto que é considerado um dos grandes vinhos do mundo», prossegue o comunicado.
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A quem pretenda aprofundar os conhecimentos sobre vinhos do Porto, serão oferecidas provas verticais diárias, realizadas mediante marcação, para um mínimo de cinco pessoas. Estas provas técnicas, acompanhadas por um profissional da equipa Churchill’s, darão ao visitante a possibilidade de entrar no mundo do Vinho do Porto «e assim aprender a avaliar os seus diferentes estilos», lê-se no mesmo documento.
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«As provas turísticas destacam-se ainda pelo facto de proporcionarem aos visitantes a possibilidade deste poder escolher uma prova de vinhos personalizada, tendo em conta as novas tecnologias e utilizando um conjunto de ipads preparados especificamente para esta aplicação», adianta o comunicado.
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A gastronomia terá também um espaço, através da realização de cursos de cozinha e show cooking, numa simbiose entre os vinhos da Churchill’s, o paladar e o aroma. «O objectivo é que todos os visitantes percebam que na Churchilll’s os vinhos são produzidos para serem a companhia perfeita dos mais variados pratos. Para que cada refeição seja um momento absolutamente especial».
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«Com o intuito de dar a conhecer a harmonia entre os vinhos durienses e a cozinha portuguesa, a Churchill’s irá convidar alguns dos melhores chefes a participarem neste projecto», pretendendo disponibilizar, a todos os visitantes, «a oportunidade de conhecerem o melhor da nossa gastronomia». O chefe Vítor Sobral será o primeiro a dar início a estas acções.
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O centro de visitas Churchill’s poderá ainda organizar jantares para grupos, até um máximo de 40 pessoas, podendo o espaço ser utilizado também para reuniões, seminários, workshops, formações ou apresentações.

Vem aí o Guia Chefes & Restaurantes

A 4 de Novembro a organização do Chefes & Restaurantes de Lisboa lança o guia com o mesmo nome – o primeiro a editar em Portugal, com uma oferta de 30 chefes e restaurantes da área de Lisboa.
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Publicado com a chancela das Edições do Gosto, o guia «reflecte o trabalho realizado por especialistas isentos que através de visitas anónimas procederam ao exercício de degustação e observação», lê-se num comunicado da Chefes & Restaurantes.
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«O Guia Chefes & Restaurantes de Lisboa resulta da vontade de promover os melhores restaurantes e chefes da capital, evidenciados pela sua entrega ao sector e garantia de qualidade exemplar no trabalho que têm desempenhado», afirma Graça Gonçalves, directora de comunicação das Edições do Gosto.
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No seguimento do Lisbon Top Chefs, realizado em 2010 exclusivamente dedicado ao «fine dining», o Guia Chefes & Restaurantes de Lisboa abre o leque em três categorias de acordo com a cozinha que cada chefe ou espaço predominantemente oferece: «Fine dining» ou gastronómico (inserido ou não num restaurante cinco estrelas, cozinha de serviço sofisticado); «Fresh air» ou contemporâneo (restauração moderna, cozinha e serviço contemporâneos); e «Classic» ou regional (respeito pelo conceito da gastronomia regional, utilizando produtos e receitas da região).
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O guia incide numa escolha de chefes e restaurantes, com uma breve apreciação descritiva. Disponível em três idiomas (português, inglês e espanhol), «está fortemente vocacionado para o mercado turístico».

Lavradores de Feitoria lança Meruge 2008

A Lavradores de Feitoria – projecto único no Douro que reúne 15 produtores, proprietários de 18 quintas distribuídas pelos melhores terroirs do Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior – lança em Novembro a nova colheita (de 2008) de um dos seus tintos de topo de gama, o Meruge.
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Feito a partir de um lote com 80% de tinta roriz e 20% de castas diversas provenientes de vinhas velhas, é um DOC de encostas voltadas a Norte, com características do Douro, embora mais suave, elegante e menos encorpado. «Com nuances internacionais, é muito equilibrado e promete longevidade», lê-se num comunicado do produtor.
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«O Meruge Tinto 2008 volta a afirmar a sua posição, tendo-lhe sido atribuída uma pontuação de 92/100 pela conceituada crítica de vinhos e jornalista britânica Jancis Robinson. Esta é a quinta colheita deste vinho (2003, 2004, 2005, 2007 e 2008) e todas elas atingiram o exigente patamar acima dos 90 pontos. Também o jornalista Tom Canavan já provou e aprovou o Merugie Tinto 2008, considerando como um dos “50 Melhores Vinhos Portugueses no Reino Unido”» – afirma o comunicado.

Meandro do Vale Meão 2009

No estilo e na qualidade. Está lá! A fórmula bate certa e em equipa vencedora não se mexe. Para os maníacos da relação entre a qualidade e o preço, aqui está uma belíssima aposta. Para quem, por algum motivo, custa-lhe dar mais de dez euros por um vinho, o melhor é esquecer.
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Tem o Douro lá dentro. Mais o Douro superior. Quando se fala de terroir tem-se aqui um exemplo. Não digo que seja o melhor vinho da região, mas que espelha o território e ambiente. Tomara que todas as casas tivessem um primeiro vinho deste calibre. Este é o número dois da Quinta do Vale Meão.
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Origem: Douro
Produtor: F. Olazabal & Filhos
Nota: 7,5/10

quarta-feira, outubro 19, 2011

Quinta do Crasto lança Vinha Maria Teresa 2009

A Quinta do Crasto anunciou, em comunicado, uma nova edição da sua colheita especial Vinha Maria Teresa 2009. Este vinho, considerado de categoria super premium, «terá uma disponibilidade ainda mais limitada que as edições anteriores no mercado».
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Segundo Tomás Roquette, administrador da Quinta do Crasto, «o Vinha Maria Teresa 2009 apresenta uma qualidade excepcional que justifica a nossa decisão de o colocar no mercado, apesar da reduzida quantidade de garrafas disponíveis. Este é um vinho muito apreciado e bem reconhecido no mercado e esta edição segue os mesmos padrões de exigência. Acresce que, devido a esta restrição de disponibilidade, esta edição será excepcionalmente comercializada em caixas de madeira individuais».

O vinho Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa é produzido apenas com as uvas provenientes dessa vinha centenária e em anos especiais. A edição de 2009 apresenta uma extraordinária complexidade aromática, entre notas balsâmicas, especiaria, esteva e fruta silvestre do Douro.

Duorum Vinha de Castelo Melhor Vintage Port 2008

Boa aposta! Suave e elegante, com bela acidez. Complexo no  nariz, com notas de tabaco, sobre a fruta vermelha em compota, e chá verde sob o todo, levantando-o de pesos.
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Mestre Soares Franco mostra aqui toda a sua classe e sabedoria… (todavia, quem sou eu para o avaliar, só o digo como fã).
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Origem: Porto
Produtor: Duorum Vinhos
Nota: 9/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

terça-feira, outubro 18, 2011

CVR Tejo aposta na China

A CVR Tejo (Comissão Vitivinícola Regional do Tejo) revela que quer aumentar para 20 o número de produtores a exportar para a China. O objectivo, a alcançar até ao final do ano, deve-se ao aumento da procura que os vinhos da região estão a registar naquele país asiático.
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Em comunicado, a CVR Tejo adianta que « depois das exportações para a China terem duplicado em 2010, para os 335 mil litros de vinho, o mercado chinês adquiriu, na primeira metade deste ano, 160 mil litros de vinhos do Tejo, o que significa um crescimento de 28% face ao período homólogo de 2010». A China é já o segundo maior destino da exportação do Tejo.
«Iniciamos 2011 com 13 produtores a operar no mercado chinês, mas ao longo do ano foi-nos possível acrescentar mais quatro a esta lista, pelo que acreditamos que, até Dezembro, a meta de colocar 20 produtores na China será uma realidade» – refere o presidente da CVR Tejo, José Pinto Gaspar.
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Aquela entidade adianta que vai acompanhar uma delegação de oito produtores à China (Agro Batoréu, Casa Cadaval, Casal Branco, Casal do Conde, Falua, Pinhal da Torre, Quinta da Lapa e Quinta da Ribeirinha), numa acção de promoção, inserida no projecto OCM (organização comum do mercado) 2009/2011.
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A viagem dos vinhos do Tejo à China inicia-se a 31 de Outubro, com uma prova de vinhos «Open Wine Tasting», destinada a profissionais do sector (trade, importadores, restauração e jornalistas), que terá lugar no Hotel Ritz Carlton, em Guangzhou.
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No dia seguinte, a CVR Tejo e os oito produtores da região estarão em Macau, onde vão passar a tarde na residência do cônsul de Portugal para uma prova aberta de vinhos. A partir do final da tarde do mesmo dia, os vinhos do Tejo dirigem-se para o Hotel Mandarim Oriental, onde os espera uma Wine Party destinada ao consumidor final VIP, numa acção que resulta de uma parceria com a revista de lifestyle Macau Closer.
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A presença dos vinhos do Tejo na China encerra com a participação, de 3 e 5 de Novembro, numa das maiores feiras do mercado chinês e asiático; a Hong Kong International Wine & Spirit Fair.

Mouchão lança azeite 2011

A Herdade do Mouchão acaba de lançar o azeite virgem extra Monte do Mouchão. Este produto resulta das variedades galega e cobrançosa. Desde 2008 que esta casa apresenta, a par dos seus vinhos, um azeite.
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Em comunicado, a Herdade do Mouchão revela que «todos os olivais – sendo o mais antigo plantado em 1903  – estão localizados a uma curta distância do novo lagar, para minimizar o tempo entre a apanha e a moagem».
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Este azeite «é extraído com prensa a frio num lagar equipado com a mais moderna tecnologia italiana». Posteriormente, é armazenado a temperaturas constantes «para garantir que o azeite mantenha o nível de qualidade».

Fonseca Vintage Port 2009

Uf! Provar este depois do anterior… meio ponto de diferença? Sim! Mas meio ponto faz muita diferença na minha estranha escala de classificação.
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Mais um vinho que tem quase tudo. Traz muita felicidade ao lar. Por mim, bebia-o mais cedo do que o Taylor’s, embora garanta alegrias futuras.
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Face ao Taylor’s, o estilo é diferente, menos denso e formal, mas contudo rico em aromas e percepções gustativas. Mantém-se na boca por bom tempo.
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Origem: Porto
Produtor: Fonseca / The Fladgate Partnership
Nota: 9/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

segunda-feira, outubro 17, 2011

Quinta do Pôpa lança vinho tinto doce

O produtor de vinhos duriense Quinta do Pôpa vai lançar em Novembro o Pôpa Vinho Doce Tinto 2010. Trata-se do primeiro vinho doce feito, no Douro, a partir de uvas tintas.
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As uvas foram colhidas no início de Outubro de 2010, não chegando, por isso, a serem atingidas pela botrytis cinerea). A feitura é semelhante à do Vinho do Porto, mas sem que haja adição de álcool no processo de paragem da fermentação.
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Com uma produção total de 2010 garrafas, todas elas numeradas, o Pôpa Vinho Doce Tinto 2010 tem, à semelhança de todos os vinhos do produtor, a assinatura de Luís Pato.
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O vinho foi elaborado a partir 21 castas, provenientes de vinhas com mais de 60 anos, erguidas nos «socalcos da encosta de uma das estradas mais belas do mundo, a Nacional 222, em Adorigo, no concelho de Tabuaço», refere o produtor em comunicado.
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É um vinho muito jovem e com baixo teor alcoólico (9,5% Vol.). «Deve ser servido a 8.ºC e é ideal para beber como aperitivo, apreciar ao final da tarde, ou como complemento de uma conversa depois de um bom jantar. Está disponível em garrafas de 0,50 cl e tem um PVP recomendado de €14,50» – revela o comunicado do produtor.

Taylor's Scion

E porque já falei dele aqui... e não lhe dei uma posta só sua, com direito a nota...
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Para não andar a repetir a estória, remeto-vos para o texto que publiquei na Index, que conta tudo ou quase, porque este vinho tem muito que contar.
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É um vinho onde quase tudo se consegue encontrar e por longuíssimo tempo... e que prazer me deu!
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Partilhando intimidade: tive direito a uma amostra (somíticos), que deu meio cálice (daqueles cálices palermas do Siza Vieira)... partilhei-o com a A.S. e durou mais de 45 minutos a ser tragado. O aroma e o sabor!... Um final digno de figurar nas ementas do Olimpo!
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Origem: Vinho do Porto
Produtor: Taylor's / The Fladgate Partnership
Nota: 10/10

João Portugal Ramos lança azeite

A J. Portugal Ramos acaba de lançar o azeite Oliveira Ramos, a partir das variedades alentejanas galega, cobrançosa e picual. Trata-se do regresso, após ausência de 20 anos, do enólogo João Portugal Ramos.
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Trata-se dum virgem extra (0,1), proveniente de olivais em Estremoz. As azeitonas foram colhidas à mão.
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É um azeite com um ramalhete de aromas e sabores complexo. Notei-o muito suave e delicado, sem perder a fruta e os aromas e sabores verdáceos, em amargo e um pouco picante. 

Taylor’s Vintage Port 2009

Cá está um grande vinho. No ano passado a Taylor’s deu-nos uma forte pancada na cabeça com o Scion, este ano matraca-nos com este. Bem, são vinhos em tudo diferente, desde o estilo, ao estado, blá, blá, blá.
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Está bem e recomenda-se. Recomenda-se para daqui a muitos anos. Complexo, denso, misterioso (sugere e revela aos poucos), muito elegante, sedoso, com fantástica acidez e um final… ui, ui.
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Origem: Porto
Produtor: Taylor’s / The Fladgate Partnership
Nota: 9,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

domingo, outubro 16, 2011

Wine Element abre em Alcântara

Lisboa tem um novo espaço para tomar um vinho. Chama-se Wine Element e situa-se na livraria Ler Devagar, na Lx Factory, em Alcântara.
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Trata-se dum franchising promovido pela Be Business e apadrinhado pela vinícola João Portugal Ramos.
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O espaço implicou um investimento de 22.500 euros. Em termos de apresentação, destacam-se os materiais de madeira, vidro e cortiça.

Marquês de Borba Tinto 2010

Em tempos de crise, está aqui um vinho que pode bem ser uma opção mais económica, mas bem classificada no índice do prazer. Aviso já que não está na categoria das pechinchas dos dois ou três euros, mas pagar seis euros por um vinho também não é uma loucura.
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Eu, que tenho a mania, da diferença… não por snobismo, mas por curiosidade… ando sempre à cata de vinhos diferentes. Apanho cada barrete, que até me coíbo de postar aqui no bloquinho de notas público.
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Reconheço, assim, que não sou um comprador do Marquês de Borba… há em toda a parte, do restaurante ao supermercado… manias minhas. Mas sempre o vou bebendo em casa de alguém.
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Contra mim falo. É uma marca que ao longo dos anos se tem mostrado regular no estilo e fiável na qualidade.
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Nele notei, no nariz, tabaco, madeira tostada e fruta vermelha. Na boca é polido e suave. Final mediano-longo.
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Origem: Alentejo
Produtor: J. Portugal Ramos
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

sexta-feira, outubro 14, 2011

Vinhos Portugal Ramos no Eleven

A J. Portugal Ramos Vinhos vai estar em destaque no restaurante Eleven, situado no Parque Eduardo VII, em Lisboa, durante a semana de 17 a 22 de Outubro, durante a hora do almoço.
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Para harmonizar com a cozinha de autor, assinada pelo chef Joachim Koerper, a J. Portugal Ramos Vinhos seleccionou os vinhos Vila Santa Reserva Tinto e Branco, refere o produtor em comunicado.

Vinho.tv e Schott Zwiesel associam-se na formação

A Schott Zwiesel associou-se ao Vinho.tv, ao tornar-se parceira oficial dos seus cursos de vinhos. Esta parceria desenvolve-se ao nível de todo o equipamento necessário à prática deste tipo de formações, anunciou o canal de webtv.
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Designada como sala «Schott Zwiesel», a presença da marca não passa despercebida. Este facto reflecte-se na utilização de diverso material nas provas de vinhos, que vão desde os copos às cuspideiras. Mas não só; Decorada pela marca, a sala de formação serve ainda como montra dos produtos comercializados pela Schmidt-Stosberg, representantes da Schott Zwiesel em Portugal, que podem ser adquiridos pelos frequentadores dos cursos de vinho.
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A este novo projecto do Vinho.tv, associou-se ainda o grupo belga Europa 2000, também representada pela Schmidt-Stosberg, que disponibilizou o mobiliário necessário à montagem da sala de formação.

Herdade das Servas em prova em Braga

O próximo eno-jantar da Herdade das Servas realiza-se na segunda-feira, dia 24 de Outubro, pelas 20h30, no restaurante Castañuela, em Braga.
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O produtor, referiu em comunicado que serão cinco os vinhos em prova: Monte das Servas Branco Escolha 2010, Herdade das Servas Branco 2010, Herdade das Servas Tinto Syrah/Touriga Nacional 2008, Herdade das Servas Tinto Reserva 2008 e Herdade das Servas Tinto Touriga Nacional 2005. O Reserva apenas chegará ao mercado em Novembro, salienta o comunicado.
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A acompanhar a selecção de vinhos da adega da Herdade das Servas estarão igualmente cinco pratos: entradas especiais da casa; gambas grelhadas com molho de manteiga; rolinhos de robalo com molho de lima, couve de Bruxelas e risotto de espargos; medalhão de lombo de boi na brasa com castanha e grelos com migas; e como sobremesa serão servidas umas rabanadas à Castañuela.
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O jantar tem o valor de € 25,00 e as reservas ser feitas, até dia 21 de Outubro.

quinta-feira, outubro 13, 2011

Marquesa de Alorna Reserva 2009 vence na Vinipax

O vinho Marquesa de Alorna Reserva 2009, produzido pela Quinta da Alorna (Almeirim), foi eleito, na VINIPAX, o melhor vinho branco do Sul do país.
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Esta distinção foi atribuída por um painel internacional de jurados, em parceria com a Federação Internacional dos Jornalistas e Escritores de Vinhos (FIJEV), numa prova que colocou em competição os vinhos e produtores de referência das regiões vitivinícolas do Tejo, Alentejo, Algarve e Península de Setúbal.
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«Trata-se de mais uma prova de reconhecimento de que os vinhos produzidos na região do Tejo são hoje capazes de ombrear, em qualidade, com os melhores vinhos produzidos em Portugal», refere, em comunicado, José Pinto Gaspar, presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo).

quarta-feira, outubro 12, 2011

Rui Falcão lança novo guia

Rui Falcão acaba de editar, pelo nono ano consecutivo, sob a chancela da editora Clube do Autor, um guia de vinhos, com duas novidades em relação às oito edições anteriores. Para além das classificações e notas de provas de vinhos, o autor distingue os dez melhores vinhos portugueses e estrangeiros, bem como as dez melhores relações qualidade/preço presentes no mercado nacional.
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As duas novidades do Guia de Vinhos Rui Falcão 2012 são a eleição do melhor vinho do ano, em termos absolutos, e a publicação de uma lista com a informação sobre quais os melhores vinhos por região, no limite de preço até 5€ e no intervalo de preço entre os 5€ e os 10€, «adaptando o Guia de Vinhos Rui Falcão 2012 à realidade económica actual», lê-se no comunicado da editora. A informação apresenta-se ao longo de 547 páginas, percorrendo 4.300 vinhos portugueses e estrangeiros.
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Engenheiro Informático de formação, Rui Falcão é jornalista especializado na área dos vinhos, colaborando na revista Wine, onde é redactor, e no jornal Público, onde assegura uma coluna semanal de opinião e crítica de vinhos no suplemento Fugas. É regularmente convidado como júri de diversas competições nacionais e internacionais.

Primeira Gala das Vindimas apoia Liga Portuguesa Contra o Cancro

O Hotel Lamego e a Quinta Branca, unidades hoteleiras localizadas na região do Douro, vão promover a primeira Gala das Vindimas, no próximo sábado, 15 de Outubro. O evento terá lugar pelas 19h30, a Quinta Branca, em Valdigem.
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A Gala das Vindimas será um evento que pretende promover a região duriense e celebrar uma tradição secular. E porque Outubro é também o mês da Prevenção Contra o Cancro da Mama, a organização do evento decidiu apoiar esta causa e, assim, realizar um jantar com características beneficentes, revertendo as receitas a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Carmim ganha ouro e prata no Mundus Vini

Os vinhos tintos Reguengos Reserva 2008 e Alicante Bouschet 2009, da Carmim, foram galardoados com a «medalha de ouro» e «medalha de prata», respectivamente, no concurso Mundus Vini 20111, que teve lugar na Alemanha, em Setembro.

Colheita atempada – Chão do Prado Colheita Tardia 2007

Chamam de colheita tardia aos vinhos de uvas apanhadas já depois do momento óptimo para o processamento. Mas esta referência é enganadora, pois, se não se lhe deita a mão a tempo vai tudo para o maneta.
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Uma das primeiras dificuldades é o de fintar a chuva, visto conhecer uma vindima atrasada maior é o risco de tal acontecer. Depois são precisas condições especiais para que apareça a botrytis cinerea. Por último, não deixar que estas duas palavras latinas que soam esquisito tomem demasiada conta do fruto.
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Primeiro ponto, o que é a botrytis cinerea? É um fungo… responsável pela podridão! No mundo dos vinhos chamam-lhe de podridão nobre, visto acrescentar valor ao néctar, em contraponto à podridão cinzenta que só serve para chatear e dar prejuízo.
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Bucelas tem algumas características favoráveis à produção de colheitas tardias, como as neblinas matinais e os dias soalheiros. Mesmo assim não é tarefa fácil. Na região há, pelo menos, dois produtores que tentam todos os anos, mas nem sempre conseguem, pelo que são modelos descontinuados.
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António João Paneiro Pinto, bisneto do famoso Camillo Alves, orgulha-se de ter sido o primeiro a fazer colheitas tardias em Bucelas, por ter descoberto o potencial para tal na casta arinto. É que nem todas as castas brancas têm vontade de prestar este serviço à sociedade. Normalmente a escolha vai para a sémillon ou para a sauvignon blanc, típicas da região francesa de Sauternes. Contudo, célebre é também a região pioneira eslovaca-húngara de Tokay, onde a variedade é a furmint. Mas a Norte de Lisboa reina a arinto e esta quis fazer-se tardia, embora partilhando façanha com a esgana cão e a rabo de ovelha.
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O resultado é um agridoce guloso, em que o doce das uvas sobremaduras se casa com as notas acres do fungo. O surgimento destes vinhos em Portugal talvez não tenha dez anos, mas conhece alguma moda, embora poucos produtores a tentem e, quando acontece, é em pequeníssimas quantidades. Muitas vezes estes vinhos saem demasiadamente doces, mas no caso do Chão do Prado optou-se por um líquido mais equilibrado, menos intenso de açúcar, e com boa acidez.
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O momento de servir este néctar também não é óbvio. Serve para entrada, nomeadamente para acompanhar fígado ou pastas de carnes gordas. Porém, é também uma boa escolha para sobremesas. 

terça-feira, outubro 11, 2011

O vinho do índio. Hugh! – Cavalo Maluco 2007

Crazy Horse (1840 – 1877), em inglês. Em português, Cavalo Maluco. Na realidade é Tȟašúŋke Witkó, em grafia latina. Foi um chefe índio americano dos Oglala Lakota, do povo Sioux, que levantou o seu povo em armas contra os Estados Unidos. Adiante, este guerreiro era o herói de infância de José Mota Capitão, que, diz, nunca gostou de ser da maralha e prefere desalinhar-se: se os miúdos queria ser cowboys, ele era o índio. Maluco também lhe chamaram quando plantou a vinha na Herdade do Portocarro, junto a Alcácer do Sal. Ali fazia-se cortiça, pinho e arroz e criavam-se vacas.
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Por esse desalinho quis fazer um vinho diferente dos (muitos) que se fazem pelas Terras do Sado e Alentejo. «Não é um vinho redondinho», garante. Contratou um enólogo de renome (Paulo Laureano), mas é ele quem monta o esqueleto. Não pretende nem fruta nem compotas, mas notas minerais e terrosas, especiarias e frutos pretos. É um vinho de produtor. Quer acidez, depois taninos e só no final se preocupa com o álcool. Quer longevidade e coloca o pico deste vinho em 2017, mas prevê vida além dessa data.
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A topografia, a geografia e a vizinhança ajudam-no no objectivo. Terra plana que sente o mar e junto a arrozais (também é orizicultor). Pela manhã há neblina e à noite o termómetro vem por aí abaixo, chegando a perder 20 graus face ao dia.
Mota Capitão tem agora a vinha em modo de produção biológico, nada com químicos de síntese, para bicharocos, fungos ou ervas daninhas. Contudo, pensa já no passo seguinte, na biodinâmica, um sistema «alternativo», com adopção de calendário lunar, atenção aos signos do zodíaco e aos quatro elementos da natureza.
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Para este produtor do Alentejo (que a burocracia diz que não é), a touriga franca é a melhor casta do país, mas que por ser caprichosa, ou impertinente, se recusa a viver num sítio qualquer. O Cavalo Maluco vive em função desta variedade duriense.
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A touriga franca dá estrutura, os taninos suaves e sedosos, o toque de classe e elegância. A touriga nacional confere as notas florais e a pinot noir a acidez. É fácil de se gostar, embora não sendo óbvio. Bem complexo, evolui no copo durante toda uma refeição. Se no início se mostra um pouco austero, o tempo dá-lhe festa. E no fim até relincha.