sexta-feira, setembro 30, 2011

Elegância alentejana – Lima Mayer Petit Verdot 2006


Dizer-se que Thomaz Lima Mayer é um homem de sete ofícios é faltar à verdade. Dizer-se que teve um só interesse laboral também não é correcto. É empresário, teve empresa de construção de cortes de ténis, outra de piscinas, uma de meios de reprodução e impressão industriais. Em Portugal e no Brasil.
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Como o nome indica é familiar de Adolfo Lima Mayer, magnata e homem de artes do final do século XIX e começo do XX. Este seu herdeiro tomou conta da companhia familiar e a sua mais recente «aventura» é a dos vinhos. Não foi propriamente para se reformar, mas para não ficar parado. Escolheu uma paixão antiga e instalou-a na Quinta de São Sebastião, a quatro quilómetros de Monforte.
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A quinta, com um monte típico alentejano, tem ainda uma ermida dedicada ao santo que lhe dá o nome. É um lugar sossegado, com 30 hectares de vinha, montados de sobro e azinho, duas ribeiras e solo maioritariamente granítico. Há vida selvagem com fartura, contando com os gamos, esses introduzidos.
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O vinho que se apresenta é um tinto, o petit verdot de 2006, uma criação extreme. Não sendo completamente uma novidade, é um néctar com longevidade bastante para se falar dele. Rui Reguinga, o enólogo, põe-lhe a vida útil nos dez anos. A caminho vem o 2008, com lançamento em data incerta de 2011.
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Uma das particularidades é que foi um dos primeiros petit verdot do Alentejo. Variedade que parece ter bons resultados, a avaliar pela multiplicação das vinhas desta casta na região.
A vinha de petit verdot é diminuta, com apenas 2,5 hectares. Maior expressão têm as internacionais cabernet sauvignon e syrah, a naturalizada alicante bouscher e ibérica aragonês (tinta roriz ou tempranillo).
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Natural da vasta região de Bordéus, a petit verdot é uma casta secundária, com uso em tempero de lotes. Originária dos Pirenéus, rumou um pouco mais para cima, tendo alguma expressão na região de Médoc.
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Abandonada e esquecida, foi recuperada no final do século XX, enquadrada num movimento de vontade na diferenciação dos vinhos. Hoje é uma variedade mundial, cultivando-se com expressão na Argentina, Chile, Austrália e Califórnia.
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Outra curiosidade é a variação de algumas características. Enquanto em Bordéus tem com frequência uma suave tropicalidade, com alguma banana, apesar de tinto. No Alentejo resulta mais maduro, com muita fruta preta.

quinta-feira, setembro 29, 2011

Vinho do Paraíso – Taylor’s Scion


Num momento de crise até arrepia apresentar um vinho deste calibre. A idade é muita, a qualidade é imensa, a raridade é grande… caríssimo. Com crise ou sem crise, não estaria disponível à bolsa dos comuns. É talvez o Vinho do Porto mais caro de sempre, em preço de estreia, pois circulam outros Rolls Royce. Todavia, não há forma de escapar à referência, é o vinho do ano! Talvez da década.
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É do tempo em que as vinhas eram diferentes. No século XIX chegou à Europa, vinda da América, um minúsculo insecto que arrasou a vitivinicultura. Sem defesas, as videiras morreram aos milhões. Gerou-se uma grande crise nos países produtores e Portugal teve o primeiro caso 1867, em Vila Real.
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A solução veio com a enxertia em pés de videiras americanas, bravias, mas com defesas naturais. Pois este Taylor´s tem 155 anos, o que quer dizer que é anterior à praga da filoxera.
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Repousava em dois cascos de reserva pessoal duma família duriense. Ora ninguém fica eternamente nesta vida nem pode levar nada para o «outro lado». O dono morreu e os herdeiros venderam-no à Taylor’s. Há ainda a curiosidade dum dos cascos se destinar a Winston Churchill.
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David Guimaraens, enólogo da Taylor’s, provou e não teve dúvidas em adquiri-lo. A opção do que fazer com ele poderia ter sido outra; a de entrar nos lotes dos tawnies velhos (resultantes da junção de néctares de diferentes anos, nomeados por idade de envelhecimento pela média dos anos dos vinhos do blend). O técnico reconheceu as grandes virtudes e preferiu não o mesclar, pois perder-se-ia a fama pública. Apesar das suas 15 décadas, mantém uma frescura e um vigor de excepção.
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O nome é feliz. Há na palavra inglesa «scion» a essência deste vinho do período pre-filoxérico e de nobreza. O vocábulo quer dizer garfo de enxerto, mas também herdeiro de família nobre.
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Foram cheias apenas 1.400 garrafas, desenhadas especialmente. É para quem pode... Mesmo não podendo, sou um dos felizardos que o provou. Espero que o leitor também tenha hipóteses.

quarta-feira, setembro 28, 2011

Continente apresente «enólogo online»

O Continente acaba de lançar um site especialmente dedicado ao universo dos vinhos, que vai desmistificar os conceitos que lhe estão associados, informou, em comunicado, aquela empresa de distribuição. Depois do «chef online» e do «pediatra online», o Continente aposta numa plataforma «que pretende ser uma ferramenta facilitadora do dia-a-dia dos seus clientes».
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No «enólogo online» podem ser encontradas informações sobre as «melhores regiões produtoras, as melhores castas, as histórias, tudo o que é necessário saber para se tornar um especialista em vinhos e surpreender os amigos»
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O site disponibiliza também dez vídeos, onde se podem conhecer as principais características das regiões de Portugal e cerca de 40 vídeos com as curiosidades do mundo da enologia, com a participação do enólogo Aníbal Coutinho e da enóloga Marta Mimosa.
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O «enólogo online» oferece ainda um curso de vinhos, em dez vídeos, conduzido pelo enólogo Aníbal Coutinho, o primeiro crítico de vinhos português a assinar um guia no estrangeiro e júri de vários concursos nacionais e internacionais. O enólogo do Continente vai desvendar todos os pormenores para se tornar num grande conhecedor de vinhos, desde a abertura da garrafa, até ao vinho certo para cada prato. Os interessados podem colocar-lhe as suas dúvidas.
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«Esta ferramenta permite ainda apresentar as melhores sugestões de pratos para acompanhar cada categoria de vinho.

Confraria do Moscatel de Setúbal entroniza novos membros


A Confraria do Moscatel de Setúbal vai entronizar 12 novos confrades este sábado, 1 de Outubro. Da lista destaca-se João Bosco Mota Amaral, ex-presidente da Assembleia da República e antigo presidente da Região Autónoma dos Açores.
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O evento decorrerá durante o II Grande Capítulo da Confraria, sob as ordens do grão-mestre, Filipe Carvalho Cardoso, informou a organização em comunicado. A cerimónia decorrerá nos Paços do Concelho de Setúbal.
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Além de Mota Amaral, os novos «confrades de mérito» são: Agostinho Nuno de Azevedo Ferreira Lopes (deputado), Aníbal José Simões Coutinho (enólogo e crítico de vinhos), Carlos Vicente Morais Beato (presidente da Associação dos Escanções de Portugal), Luís Rodrigues (ex-deputado) e Manuel Henrique Miranda (presidente da Câmara de Grândola).
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Como «confrades irmãos» serão entronizados: André Mário Pinto da Cruz Meunier da Silva (gastrónomo), Joana Ferreira Cordeiro Vida (quadro da Venâncio da Costa Lima), Joana Isabel de Freitas Campos (quadro da Casa Ermelinda Freitas), Luís Miguel Nunes de Oliveira da Silva (quadro da Adega Cooperativa de Palmela), Mário Figueiredo (presidente da Adega de Santo Isidro de Pegões) e Miguel Florindo dos Santos Cachão (Associação de Viticultores do Concelho de Palmela).

Exportações do Tejo disparam no primeiro semestre

Os vinhos do Tejo estimam exportar mais de cinco milhões de garrafas em 2011 e, com 3,8 milhões de garrafas vendidas aos mercados internacionais no primeiro semestre deste ano, já igualaram o registo de exportações alcançado durante todo o ano de 2010, divulgou a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) em comunicado.
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Para José Pinto Gaspar, presidente da CVR Tejo, o crescimento de 175% nas exportações dos vinhos da região, na primeira metade do ano, «é um reflexo do aumento do prestígio que estes produtos têm conquistado além-fronteiras».
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«Ano após ano temos vindo a quebrar o recorde de vendas para o estrangeiro, o que é um claro indicador de que os mercados internacionais já reconhecem os vinhos da nossa região pela sua excelente relação qualidade/preço» – acrescenta o mesmo responsável.
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De acordo com dados da CVR Tejo, os países europeus compraram, nos primeiros seis meses deste ano, mais de 2,7 milhões de garrafas de vinhos do Tejo, número que equivale a um crescimento de 288% comparativamente ao período homólogo de 2010.
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No ranking dos melhores clientes europeus dos vinhos do Tejo, a Suécia lidera destacada. Entre os restantes mercados europeus, Reino Unido, França  e Polónia foram os que mais vinhos da região consumiram, salienta o mesmo comunicado.
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Fora da União Europeia, as exportações de vinhos do Tejo aumentaram 91% face ao primeiro semestre do ano passado, o que equivale à venda de mais de 1,4 milhões de garrafas.
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As vendas para Angola continuaram em crescendo, com aquele país a adquirir, entre Janeiro e Junho, perto de um milhão de garrafas, o que permitiu aos vinhos do Tejo aumentar em 200% o desempenho neste mercado.
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Na China as exportações aumentaram quase 30%, para os 212 mil garrafas, ao passo que o Brasil foi o terceiro país fora da União Europeia que mais aderiu aos vinhos do Tejo, com 181 mil garrafas compradas.

Herdade das Servas apresenta dois novos tintos


O produtor alentejano Herdade das Servas apresenta esta semana os tintos Herdade das Servas Reserva 2008 e Herdade das Servas Touriga Nacional 2008, anunciou o produtor em comunicado. É esta sexta-feira, dia 30 de Setembro, e Sábado, dia 1 de Outubro, no evento «Vinhos do Alentejo em Lisboa 2011», que tem lugar no Centro Cultural de Belém.
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Para além dos dois novos néctares, vão estar também em prova outras referências da família Serrano Mira. A oferta vai desde os vinhos de entrada de gama (Vinha das Servas), passando pelas referências com a marca Monte das Servas e culminando com os topos de gama, onde se destacam os recentemente lançados Herdade das Servas Branco 2010, Herdade das Servas Tinto 2009 e Herdade das Servas Syrah - Touriga Nacional 2008.
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 A entrada no evento «Vinhos do Alentejo em Lisboa 2011» é gratuita e as portas estarão abertas entre as 16h00 e as 21h00, no primeiro dia, e entre as 15h00 e as 21h00 no segundo

Com toda a alma do Douro – Gouvyas Tinto Vinhas Velhas 2005


João Roseira é um homem cool. Bem disposto, com humor fino e pronto, não parece ser homem de gargalhadas. Gosta de vinhos diferentes da corrente dominante e com forte carisma, que traduzam a alma das uvas, do solo e do clima… o chamado terroir. São mesmo da terra onde nasceram. Assim acontece com todos os grandes vinhos.
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Parceiro e amigo, Luís Soares Duarte é um dos mais reputados enólogos do Douro, assinando vinhos como os Kolheita de Ideias. Os dois assumem a Bago de Touriga, a pequena empresa produtora dos Gouvyas.
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Gouvyas é a forma antiga do topónimo Gouvinhas, uma aldeia do concelho de Sabrosa, na sub-região do Cima Corgo. Vem o nome por as uvas serem provenientes dessa pequena localidade. A Bago de Touriga não tem vinhas próprias, adquire a fruta a pequenos viticultores.
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O esmagamento fez-se em lagar com pisa a pé, como manda a tradição e a memória. Ao todo fizeram-se pouco mais de 3.000 garrafas. O produtor esgotou o stock, mas o vinho encontra-se, obviamente, nas prateleiras das garrafeiras.
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Como o nome indica, este Vinhas Velhas de 2005 fez-se com uvas de cepas de provecta idade, não com vinte ou trinta anos, mas com décadas e décadas. O resultado é um vinho muito concentrado.
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Castas? É difícil de dizer, são muitas. Se calhar mais do que aquelas que o produtor cita. Vinhas que têm as castas misturadas. Antigamente era assim em Portugal, cultivavam-se as diferentes variedades todas juntas e o lote estava feito. Facto curioso, a mediática e reputada Touriga Nacional ocupa apenas um lugarzinho no conjunto.

terça-feira, setembro 27, 2011

Homenagem aos romanos – Graco Branco 2009


O substantivo próprio Graco faz, só por si, viajar no tempo. Não é nome que se tenha hoje em dia ou, pelo menos, não é nome comum. No século II antes de Cristo, dois irmãos tribunos e oradores de nome Graco marcaram a cena política romana. O grande motor da sua intervenção ligava-se ao aproveitamento generalizado das terras conquistadas por parte da aristocracia romana.
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É esta ligação à agricultura e à presença romana na terra conquistada da Hispânia que dá o nome a um dos novos vinhos alentejanos. Os produtores assumem que querem honrar a presença latina na Herdade Sousa da Sé, situada a seis quilómetros de Évora.
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Não tão mediáticos quanto os romanos que dão nome ao seu vinho, estes vitivinicultores não são de todo anónimos. La-Salete Fernandes foi durante vários anos chefe de redacção e alma do Diário Económico. Jaime Antunes liderou os projectos do Semanário e Diário Económico, mas talvez seja mais conhecido pelas suas ligações ao Sport Lisboa e Benfica. Quem também não precisa de grandes apresentações é Paulo Laureano, provavelmente o mais mediático e ubíquo enólogo do Alentejo.
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Os novíssimos vitivinicultores estreiam-se com uma colheita de branco e outra de tinto. Mas aqui e agora o que conta é o claro. Respeita à colheita de 2009. A união das castas do lote é já um resultado certo: Antão Vaz e Arinto. A primeira é bastante comum em todo o Alentejo, mas marca presença também na região de Lisboa. A segunda dispersa-se por todo o território nacional, sendo considerada uma das melhores variedades do país. Tanto uma como outra complementam-se, embora promovam um sabor e aroma tropicais.

segunda-feira, setembro 26, 2011

Uma estória de dois vinhos de 2007 – CARM Tinto


Há coisas assim. O que estava agendado era o CARM Grande Reserva Tinto de 2007. Mas a poderosa Wine Spectator (conhecida no métier por Wine Speculator, tal é a sua influência) trocou as voltas. É que na sua última edição, dedicada aos 100 melhores vinhos do mundo, colocou em nono lugar o CARM Tinto Reserva de 2007.
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Os lotes dos CARM Tinto Reserva e Grande Reserva de 2007 fizeram-se com as mesmas castas tradicionais do Douro: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz (que a Sul se designa por Aragonês). As percentagens de cada é que variaram. O Grande Reserva tem mais Touriga Nacional (85%) e menos de Tinta Roriz (5%). O Reserva fez-se com 50% de Touriga Nacional, sendo a parte restante dividida irmãmente. Diferentes foram também as soluções enológicas. São vinhos diferentes, embora em caracterização genérica se possa pensar que são parecidos.
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O Reserva tem tido um preço cordato, de gama média. A ver se a taluda não dá a volta ao produtor e comerciantes e coloca nos píncaros os dígitos em euros.
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Mas vale explicar um pouco o que é a CARM, acrónimo de Casa Agrícola Reboredo Madeira. É uma estrutura familiar situada em Almendra, Foz Côa. Família de lavradores, com registo desde o século XVII, dedica-se também a outras culturas tradicionais e está a alargar a oferta aos produtos gourmet (pasta de azeitonas, pasta de tomate seco, pimentos recheados com queijo ou com atum, corações de alcachofras, azeitonas com e sem caroço).
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Nas suas diferentes quintas há olivais velhos, que só podem ser rentáveis quando o resultado final é de grande qualidade, e pode, por isso, aumentar o preço. As cultivares, típicas do Alto Douro, dão origem a três azeites de lote e a dois de uma só quinta.
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No vinho, o futuro passa pela compra e venda de quintas. A prioridade vai para propriedades mais elevadas e voltadas a Norte, que permitem vinhos mais frescos. É que o aquecimento global também se sente no Douro.

domingo, setembro 25, 2011

Vinho da terra xistosa – Maritávora Tinto Reserva 2007


O Douro da Quinta de Maritávora é diferente daquele dos bilhetes postais, da natureza montanhosa e arranjadinha pelos homens que, durante gerações, as foram torneando e domesticando para o cultivo da vinha. O Douro, por ali, é outro.
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A quinta situa-se no Douro Superior, terra muito quente de Verão e muito fria de Inverno. A paisagem lembra mais Trás-os-Montes do que a do postal vinhateiro. Fica na simpática e pequena vila de Freixo de Espada-à-Cinta, que está a caminho de coisa nenhuma… ou de coisa alguma de importância visível no mapa. Diz o vitivinicultor, Manuel Gomes Mota, que ninguém vai ao engano até Freixo. Quem lá vai, vai mesmo para lá. Não está nas rotas principais, aponta para nenhures.
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Freixo está numa natureza diferente, muito próxima do Parque Natural do Douro Internacional, onde voam os abutres negros do Egipto e as azinheiras se penduram nos penhascos abruptos, de tal forma que na região lhe chamam carrascos. Mas a vila é mais calma aos olhos.
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Apesar do seu nome que aponta a uma família da mais elevada nobreza portuguesa, que ganhou fama em massacre político, a Quinta de Maritávora não é imponente. Terá sido uma propriedade menor da família Távora, que não muito longe tinha outros bens. Sabe-se que foi comprada por Dona Maria de Lencastre, mulher do primeiro marquês de Távora. Pouco mais se sabe até ao século XIX.
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Em 1870, a quinta foi comprada pelo lavrador abastado José Junqueiro Júnior, pai do poeta Abílio Guerra Junqueiro. Desde então que se encontra na mesma família, que, por vias naturais da assumpção do nome dos maridos por parte das mulheres, passou para Sarmento Rodrigues e Gomes Mota.
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Nos últimos anos, o Vinho do Douro ganhou moda. E para tal muito contribuíram vários vinhos do Douro Superior. Não sendo um grande produtor, a Maritávora deu e dá o seu contributo. O enólogo é um dos mais reconhecidos e aplaudidos da região e do país, Jorge Serôdio Borges.
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Os grandes vinhos fazem-se em lugares únicos, com fruta muito boa e obrigatoriamente com mão sábia. Além do enólogo reputado e da qualidade das uvas, a Maritávora tem um solo que é de se ver. Pedregoso como muito poucos, é uma alegria de calhaus de xisto. Não parece ser importante, mas até confere propriedades apreciáveis aos néctares.

sábado, setembro 24, 2011

Da alta nobreza – Quinta de Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2007


Portugal tem destas coisas; uma variedade grande de paisagem num pequeno rectângulo de pouco mais de 89.000 quilómetros quadrados, não contando com as regiões autónomas. É válido para os sotaques, para modos e costumes, para cultivares, florestas e solos.
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Assim também é Beira. O solo do local donde vem este tinto está encravado entre as denominações de origem Dão e Bairrada. Que é como quem diz, um pedaço de xisto entre o granito e o barro.
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O primeiro Quinta de Foz de Arouce apareceu em 1987… mentira! Esse foi quando o primeiro da marca debutou no mercado. Na quinta há registo da produção vinícola desde o século XIII. O projecto actual iniciou-se na década de 80, com a herança da propriedade por parte de João Filipe Osório, que, entre outros títulos, é conde de Foz de Arouce, de que é terceiro titular.
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O proprietário percebeu o potencial das vinhas e avançou. Ao seu lado teve o genro, João Portugal Ramos, que, nos anos 80 e 90, foi um dos principais responsáveis pela evolução qualitativa dos néctares portugueses. Foi uma espécie de “driving wine maker”, em analogia ao omnipresente Michel Rolland, conhecido pelo “flying wine maker”. As consultorias eram tantas, que Portugal Ramos tornou-se quase sinónimo de enólogo. Sem dúvida é que divulgou e mediatizou o substantivo. João Perry Vidal é o actual enólogo residente, embora enquadrado na equipa do técnico original.
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Mas o século XIII não é a única referência ao vinho desta quinta. Durante as lutas da Restauração, no século XVII, um ilustre Furtado de Mesquita, antepassado do actual conde, deu brado pela sua bravura. O militar apostou vinho da Quinta de Foz de Arouce como conseguiria roubar o estandarte aos espanhóis, que, perto de Elvas, estavam aquartelados.
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Apresentou-se ao inimigo e brindou-o com um espectáculo equestre. Pediu emprestado o estandarte para adereço. Tantas fez e voltas deu que… e lá se apressou a galope rumo aos portugueses.
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Os inimigos mal perceberam o golpe cavalgaram atrás de si. Aproximando-se do forte com a bandeira, os portugueses julgaram tratar-se dum ataque. Fecharam portões da fortaleza de Elvas, deixando um dos seus à mercê. Pinto Mesquita terá então atirado, para dentro das muralhas, o estandarte, bradando: “morra o homem, fique a fama”.
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De brado e nobreza são também os vinhos desta quinta beirã, reconhecidos pela sua elegância. Em 2003 surgiu o primeiro Vinhas Velhas de Santa Maria, uma referência só de anos excepcionais. Além do primeiro, nasceram já o 2005 e o 2007. Promete longa vida, como a fama do Furtado de Mesquita.

sexta-feira, setembro 23, 2011

Grande Reserva


















Já está à venda.

José Maria da Fonseca leiloa Moscatel Superior de 1955

A José Maria da Fonseca irá colocar no mercado, a 8 de Novembro, o Moscatel de Setúbal Superior de 1955. Este lançamento será feito através de um leilão, a realizar nas Caves da empresa, em Vila Nogueira de Azeitão. O evento terá início às 19h30.
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A colheita de Moscatel de Setúbal de 1955 sempre foi considerada, por António e Fernando Soares Franco, como a melhor colheita de Moscatel de Setúbal do século XX. Em relação a outras colheitas de Moscatel sempre se destacou pela sua qualidade global, sendo um vinho muito complexo e equilibrado em termos de estrutura, doçura e acidez.
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Por ser tão completo é um vinho que não é (era) habitualmente utilizado em lotes de outros Moscatéis da José Maria da Fonseca, como o Alambre 20 Anos ou o Trilogia.
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O enólogo, Domingos Soares Franco, o que mais destaca neste vinho, para além de toda a sua complexidade aromática e gustativa, é «a sua extraordinária frescura na boca, que equilibra toda a doçura natural e concentração que o vinho tem».
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Deste vinho foram produzidas apenas 150 garrafas de meio litro, das quais 100 garrafas irão a leilão. O remanescente permanecerá na colecção da José Maria da Fonseca.
Para enriquecer o leilão, para além das garrafas de Moscatel de Setúbal Superior de 1955, farão parte dos lotes outros vinhos da José Maria da Fonseca. O destaque vai para alguns Moscatéis de Setúbal e Moscatéis Roxos mais antigos, como colheitas de 1880, 1902, 1904 ou 1911, uma garrafa de Moscatel de Setúbal Torna Viagem, garrafas de Periquita de outros tempos e o famoso  José de Sousa de 1940 (a colheita esquecida durante anos debaixo de uma pilha de carvão).
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O leilão estará a cargo do Palácio do Correio Velho e será um leilão puro, ou seja, não haverá uma base de licitação para os lotes. A participação será limitada e deverá ser feita mediante inscrição.

Quinta do Gradil recebe Naked Wines

Os britânicos, representantes da Naked Wines (a maior distribuidora de vinhos online no Reino Unido), viajaram até à região Oeste, para participar numa experiência tradicional de vindimas portuguesas.
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Para os visitantes da Naked Wines esta foi uma experiência «fantástica e memorável», salienta em comunicado a Quinta do Gradil. De acordo com Luís Vieira, administrador dessa quinta, tratou-se de «uma óptima oportunidade para comunicar com parceiros estratégicos externos que fazem sentido na actual escalada de afirmação da marca. Desta forma, será possível maximizar a vocação exportadora da nossa empresa e tornar a Quinta do Gradil uma referência nos mercados externos».
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Na Quinta do Gradil, no último sábado, comemorou-se a época de vindimas com uma experiência diferenciadora. Mais de 200 pessoas aventuraram-se pelas vinhas da Quinta do Gradil. Todo o grupo de convidados colheu de forma tradicional mais três toneladas de uvas.
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Miúdos e graúdos criaram uma tela visual nas vinhas, graças aos tons cor-de-rosa e verde das t-shirts uniformizadas. Ao ritmo de um, dois, três dedos de conversa, o talhão de vinha de alfroucheiro rapidamente foi apanhado, em apenas uma hora, refere o comunicado.
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A aposta crescente da Quinta do Gradil nos mercados de exportação passa pela entrada em novos mercados, como sejam o Japão, China e Angola. Com negócios em mercados internacionais, que já representam uma considerável fatia na quota de vendas dentro da empresa.

Vinhos do Alentejo no CCB

Os Vinhos do Alentejo vão estar em prova livre a 30 de Setembro e 1 de Outubro no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, no âmbito do evento «Vinhos do Alentejo em Lisboa», dirigido a todos os consumidores e organizado pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), com produção da Essência do Vinho.
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«Este é o terceiro ano consecutivo da maior prova de vinhos do Alentejo em Lisboa. O evento é uma oportunidade única quer para os agentes económicos alentejanos contactarem com os consumidores e perceberem a evolução de gostos e tendências, quer para os apreciadores, que durante dois dias têm a possibilidade de degustar grandes referências alentejanas e novos lançamentos», refere em comunicado, Dora Simões, presidente da CVRA.
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O evento «Vinhos do Alentejo em Lisboa» irá contar com a presença de dezenas de produtores e mais de 300 vinhos da região do Alentejo. Durante dois dias irão decorrer provas temáticas, sujeitas a inscrição e orientadas por alguns especialistas, como Aníbal Coutinho (enólogo e crítico de vinhos), Rui Falcão (crítico de vinhos) e Manuel Moreira (escanção e crítico de vinhos). No sábado, pelas 19h30, os visitantes poderão ainda assistir a uma actuação da banda sensação «Os Azeitona».
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O evento «Vinhos do Alentejo em Lisboa» pode ser visitado dia 30, sexta-feira, das 16h00 às 21h00, e dia 1, sábado, das 15h00 às 21h00.

Tejo traz 16 medalhas do Mundus Vini


Três vinhos tintos do Tejo ganharam «medalhas de ouro» na 11ª edição do Mundus Vini, realizado em Neustadt, Alemanha, avançou a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo.
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O total de distinções alcançadas pelos vinhos do Tejo ascende às 16 medalhas, considerando as 13 «medalhas de prata» arrecadadas naquele concurso alemão, que se disputou no último fim-de-semana de Agosto e no primeiro fim-de-semana de Setembro.
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Os vinhos da Quinta da Alorna obtiveram especial destaque, ao convencerem o júri do Mundus Vini, composto por mais de 270 elementos oriundos de 48 países, a atribuir-lhes duas «medalhas de ouro» e duas «medalhas de prata».
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As «medalhas de ouro», arrebatadas por este produtor de Almeirim, couberam aos vinhos Quinta da Alorna Tinto 2009 e Quinta da Alorna Touriga Nacional & Cabernet Sauvignon Reserva Tinto 2009.
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O trio de vinhos do Tejo distinguidos com a «medalha de ouro» no Mundus Vini compõe-se com o tinto Casal da Coelheira Mythos 2008, produzido pelo Centro Agrícola do Tramagal.

Um Colares especial de corrida – Monte Cascas Colares Branco

Este vinho não é barato. Reconheço que pagar quase 34 euros por uma garrafa custa. Mas, bolas, há momentos especiais. Vem aí o Natal e bem que pode ir parar ao sapatinho.
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Não pode ser barato. Não há forma de poder ser, pelas condições em que crescem as uvas. As vinhas são trabalhosas e implicam andar curvado. A mão-de-obra é escassa e cara. A quantidade é mínima…
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Dividida em chão rijo e chão de areia, a região de Colares o que tem de especial são as raízes no solo arenoso. As vides não são enxertadas em videiras americanas, porque ali a filoxera não entrou. Uma relíquia. As uveiras estão rasteiras, com pequenos suportes de cana para evitar que as uvas torrem no contacto com a areia. Macieiras, também elas rasas, partilham o espaço.
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Estão em pequenas parcelas, quintalinhos separados por canas.
A região é das mais pequenas do mundo, com cerca de 20 hectares, e está longe do fulgor do princípio do século XX, em que abrangia mil hectares.
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A proximidade do mar trouxe turistas, que ali estabeleceram as suas residências de veraneio. A pressão imobiliária comeu as vinhas. Os esforços dos produtores chocam sempre nesta realidade. Mas além dos carolas que se mantém firmes na tradição, também há aficionados mais recentes. Há uns anos, a Fundação Oriente investiu na maior vinha da região, trazendo-lhe sangue novo. Surgiu, há coisa de dois anos, um novo micro projecto.
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Designa-se por Monte Cascas e é formado por dois jovens enólogos (Hélder Cunha e Frederico Gomes), que no seu currículo têm a passagem pela poderosa Napa Valley (EUA). Fazem vinhos em diferentes regiões, sempre com o mesmo espírito de inovação e de qualidade.
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Enquanto o primeiro tinto (100% casta Ramisco) ainda estagia, por imposição legal, está no mercado o branco, referente à vindima de 2008, totalmente conseguido com Malvasia de Colares, que, a par do Ramisco, é uma variedade étnica única do lugar.

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Os jovens enólogos não têm vinha própria, compram uvas a pequenos agricultores. Só fizeram 634 garrafas. Na gíria chama-se vinho de garagem… no caso é mais vinho de alpendre.

quinta-feira, setembro 22, 2011

Cadão Reserva Tinto 2005

É um vinho fácil, que convida a conversa despreocupada enquanto se manja uma boa carne grelhada. Notas de fruta do bosque e algum chocolate. Tásse!
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Origem: Douro
Produtor: Mateus & Sequeira Vinhos
Nota: 5,5/10

Darei muito por ele – Lagar de Darei Tinto Grande Escolha 2004

Há já uns tempos que José Manuel Ruivo, empresário do ramo imobiliário, pensava num retiro bucólico. A ideia foi amadurecendo e várias voltas dadas foi pôr as preferências no Dão.
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A sua ideia era a de ter uma pequena propriedade onde pudesse descansar e fazer um pouco de vinho. Coisa de poucos hectares. No terreno tinha obviamente batedores, que lhe iam dando conta dos achados. Um dia, numa das suas deslocações à região, o agente imobiliário falou-lhe com entusiasmo numa propriedade, no concelho de Mangualde, que era tal e qual o que José Manuel Ruivo pretendia… ou quase. É que era substancialmente mais vasta: 150 hectares. Pois que nem pensar!
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De recusa em recusa até à disponibilidade, a contra gosto, em ir ver o terreno. Tal como lhe prometera o agente, foi amor à primeira vista. Em 1997, a Quinta de Darei foi adquirida. Hoje conta com orgulho a estória da sua recusa em ver a propriedade.
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Nesse mesmo ano plantou-se uma vinha. Castas da região, pois já se vê. A última parcela de vinha foi cultivada em 2005 e a opção continuou a ser castas regionais, visto pretender apenas vinhos DOC (denominação de origem controlada) Dão.
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A opção deste produtor é também algo insólita para os dias de hoje, em que as pressões financeiras empurram prematuramente para o mercado alguns vinhos. Neste caso não. A colheita é de 2004, já estagiou e está pronta a dar muitas alegrias a quem o beber. Mas, como bom e tradicional Dão, está também preparado para aguentar mais uns tempos em garrafeira. É vibrante e está um pouco fora de moda. Ainda bem que se fazem vinhos assim, desalinhados.
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No total, as vides nem ocupam muita área, apenas seis hectares, dos quais 4,8 de castas tintas. O olival tem quatro hectares, todo da variedade galega, variedade de azeite adocicado e bem presente em quase o território nacional. O restante espaço dá liberdade a uma manada de vacas arouquesas e a rebanhos de cabras serranas jarmelistas e ovelhas bordalesas de Serra da Estrela. Em cogitação está a produção de Queijo da Serra… apetece mesmo com um copo.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Bétula 2010

Bom dia! Sempre que escrevo sobre o Bétula lamento que seja um vinho de casta internacional feito no Douro. Reconheço a xenofobia. O que importa, afinal de contas, é a qualidade do vinho e do prazer que dá.
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Complexos e macaquinhos da (minha) cabeça à parte, os Bétula têm primado por uma grande regularidade, quer de qualidade, quer de perfil. Todavia, neste notei-lhe um certo e mínimo redesenhar. Seja lá o que isso for, os anos são diferentes e os vinhos (os bons) querem-se diferentes.
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Embora embirrento com algum cosmopolitismo no Douro, declaro que gosto da casta viognier. Da sauvignon blanc nem tanto, mas uma casta é uma casta, um vinho é um vinho, bom é bom e etecetera e tal.
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De todos os Bétula que já bebi, este foi o que me deu mais satisfação. Adorei um vento suave de salsa quando abri a garrafa. Como um namoro insinuado, o aroma da erva escondeu-se um pouco atrás de maçã verde e algum pêssego. Na boca, mineralidade e uma sensualidade delicada, acidez feliz e convidativa para a mesa.
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Origem: Regional Duriense
Produtor: Quinta do Torgal
Nota: 7,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

O meu hobby é beber vinho – Hobby Tinto 2007

Hobby, diz o dicionário que é uma actividade desempenhada em momentos de lazer, um passatempo. Quem tem um hobby pratica-o por paixão. O problema está no significado que tem esta segunda palavra. É que paixão é sofrimento.
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É um sentimento doloroso, que pode fazer perder a capacidade de raciocínio, pelo menos o lógico. Mas que tem esse significado a ver com o que hoje usamos? Dizemos que estamos apaixonados por alguém e vem-nos ao rosto a iluminação dos olhos e um sorriso. Sim, há as palpitações, o nervosinho, a obsessão de estar com quem se gosta. Contudo, daí a chamar-se paixão, a do sofrimento, ao tempo das borboletas na barriga já parece excessivo. Já o Camões dizia que o amor era fogo que arde sem se ver, que é contentamento descontente.
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Por mim, há frémitos por outras coisas que também podem iludir os significados primeiros das palavras que usamos no dia-a-dia. Digo eu e dirão muitas mais pessoas. Tudo isto para introduzir o primeiro vinho da revista. Um projecto novo, estreado há poucos meses, pela mão dos enólogos Pedro Pinhão e Diogo Campilho.
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Os dois jovens enólogos, que trabalham na Quinta da Lagoalva de Cima, avançaram, por conta própria, para um projecto de criação, que foge à lógica das produções das empresas. É claro que não pretendem perder dinheiro, mas querem fazer vinho como forma de arte, como acto criativo. Por paixão.
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Dizem: «Quando não estamos a fazer vinho, estamos a bebê-lo». A frase traduz o espírito. Se isto não é paixão, que me definam, com melhor palavra, o que é. Depois juntam outra máxima para animar o apetite: «saborear um tinto no fim da noite é como se tivesse anjos a cantar nas tuas papilas gustativas». Garantem que querem «levar a todos os portugueses a experiência de beber um vinho que não só os deixa felizes como os vai fazer cantar como ninguém»!
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Por mim conseguem-no com este tinto regional alentejano, colheita de 2007. Para o ano, prometem, haverá mais. Começam os dias frescos e já apetece abrir uma garrafa de tinto.

terça-feira, setembro 20, 2011

Nova secção no blogue

A partir de amanhã irei publicar diariamente textos que escrevi e publiquei na imprensa. Os primeiros serão os escritos para a revista Index, do jornal I. No futuro, outras prosas poderão ser aqui colocadas.

Bucellas & Collares Edição do Centenário 2007 - Revisitado

Volto à carga com um belíssimo vinho que já aqui postei: a edição comemorativa do centenário das regiões de Bucelas e de Colares. E regresso, porque este vinho é mesmo um grande vinho e merece um aplauso de pé durante uns minutos.
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Há uns dias, andava a passear por Sintra e parei à porta da Adega Regional de Colares… nada de especial, apenas dar uma vista de olhos. No balcão, um mostruário dos vinhos da casa e, entre eles, este, concretizado a meias com a Companhia das Quintas, na sua Quinta da Romeira.
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Não é um vinho barato… não tem de ser… até acho bem. É uma edição limitada, um número excepcional, sem grande hipótese de repetição até ao próximo centenário, devido às complicações (correctas) da entidade certificadora.
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Embora seja um número fora do baralho, devido ao problema dos topónimos do rótulo, gostaria que a Adega Regional de Colares e a Companhia das Quintas voltassem a trabalhar juntas em lotes desta natureza. Poderiam chamar-lhe «C+B» ou «B+C» ou «Centenário + 1», sei lá, uma cena assim desse género. Nem que fosse só em anos de excepção.
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Quanto ao vinho… está fabulástico. Grande! Complexo, com notas (boas) de evolução, com finura e elegância… ainda com algo da sua juventude a mostrar-se. Um primor! É comprar enquanto há… quem me dera uns euros no bolso!...

Terra a Terra Reserva Branco 2010

Ora aqui está um belíssimo branco… fez certamente boa companhia às mesas neste Verão, que já se vai indo, mas com temperaturas de Agosto.
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É um vinho com belíssima acidez, finura de trato, muito convidativo para a mesa. Não sendo um vinho complicado, não é óbvio… embora uma coisa e outra não sejam sinónimo nem de defeito nem de qualidade. O importante é que o vinho dê prazer, e este dá-o.
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As castas são rainhas da região: gouveio, viosinho e rabigato.
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Origem: Douro
Produtor: Quanta Terra
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

segunda-feira, setembro 19, 2011

Península de Setúbal ganha ouro e prata na Alemanha

A região da Península de Setúal viu premiados nove vinhos na décima edição do concurso internacional Mundus Vini, na Alemanha. Em prova estiveram mais de 6.000 vinhos.
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As cinco «medalhas de ouro» da região foram atribuídas aos vinhos Vale dos Barris Moscatel 2010, Adega de Palmela Moscatel de Setúbal 2005, Dona Ermelinda Reserva 2009, Terras do Pó 2009, Adega de Pegões Syrah 2009.
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Os vinhos Adega de Palmela Reserva 2009, Dona Ermelinda Palmela 2010, Casa Ermelinda Freitas Syrah 2009 e Casa Ermelinda Freitas Cabernet Sauvignon 2009, foram distinguidos com «medalha de prata».
A Península de Setúbal consta ainda na lista dos 25 melhores a nível mundial, elaborada pela revista Decanter. Foi atribuído o título de «Melhor Vinho Licoroso» ao Bacalhôa Moscatel 2004, com base no estudo da relação qualidade-preço, refere, em comunicado, a Comissão Vitivibnícola Regional.

Hotel Turismo do Minho promove mês do alvarinho

O Hotel Turismo do Minho, em Vila Nova de Cerveira, promove, durante o mês de Outubro, um programa dedicado ao vinho alvarinho. Por 38,50 euros por pessoa, o pacote inclui uma noite de alojamento em quarto-duplo, uma visita guiada à Quinta Edmun do Val, em Valença, prova de vinho e degustação de petiscos, e oferta de duas garrafas de alvarinho.
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Em plena época de vindimas, o objectivo do hotel é o de dar a conhecer o alvarinho, pela mão de quem transforma as uvas em vinho. A visita à Quinta Edmun do Val, situada no concelho de Valença, é guiada pelo enólogo da casa, que conduzirá os presentes num passeio entre as vinhas e pela adega, revelando alguns dos segredos que fazem do alvarinho um produto de excelência da região.

Três medalhas de prata para Cliff Richard

Cliff Richard, além de célebre músico vinga agora no campo dos vinhos. No concurso Prémios Internacionais Mundus Vini 2011, na Alemanha, três vinhos da Adega do Cantor, da qual Cliff é co-proprietário, receberam «Medalha de Prata», numa competição que contou com mais de 6.000 vinhos de todo o mundo.
Os Vida Nova Branco 2010, Vida Nova Tinto 2009 e Onda Nova Syrah 2009 receberam todos Medalhas de Prata, refere a casa em comunicado. Já em Agosto, no IV Concurso de Vinhos do Algarve, a Adega do Cantor foi o produtor que mais prémios arrecadou, totalizando uma «Medalha de Excelência», três «Medalhas de Ouro» e uma «Medalha de Prata».
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Na opinião de Max Birch, enólogo da Adega do Cantor, «os prémios arrecadados em concurso revelam exigência, qualidade e o trabalho constante de uma equipa que despende muita energia para ganhar mais reconhecimento e mais respeito no mercado».
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Em comunicado, a Adega do Cantor refere que os vinhos Vida Nova e Onda Nova são um projecto acarinhado pelo cantor desde que recorda ter ficado enamorado pelo Algarve, há 40 anos.

Porto Continente Ruby recebe medalha de ouro no Mundus Vini

O Vinho do Porto Continente Ruby foi distinguido com a «Medalha de Ouro» no  Mundus Vini. Envelhecido em grandes tonéis de madeira, o Porto Continente Ruby deve ser servido num cálice de dimensões generosas e ligeiramente fresco, refere, em comunicado, a empresa de distribuição.
O Mundus Vini Great International Wine Award tem lugar na Alemanha e onde são degustados e avaliados por um júri de especialistas mais de 6.000 vinhos de todo o mundo.

Tagus Creek Syrah / Trincadeira destacado pela Decanter

O vinho Tagus Creek Syrah / Trincadeira acaba de ser distinguido um dos melhores vinhos do mundo, no ranking da revista Decanter, anunciou em comunicado a J. Portugal Ramos.
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Enólogo e produtor, João Portugal Ramos é quem assina este tinto alentejano. Em comunicado refere que «todos os prémios são bons, no sentido em que reconhecem o nosso trabalho e atestam o nosso empenho em produzir vinhos de qualidade. No entanto, um destaque com esta importância que é uma referência para os enófilos de todo o mundo, é simplesmente fantástico».
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O Tagus Creek é uma marca exclusiva para os mercados externos, com um preço inferior a dez libras esterlinas (11,5 euros), categoria na qual foi distinguido. Em Portugal o vinho com o perfil mais semelhante é Loios, salienta o texto oficial.

terça-feira, setembro 13, 2011

Quinta do Gradil lança espumante

A embaixada do Brasil em Lisboa acolheu o lançamento do Espumante Bruto Quinta do Gradil 2010. Em comunicado, este produtor do Cadaval realçou tratar-se dum acto simbólico, unindo o 189º aniversário do país com a vontade da empresade entrar naquele importante mercado.
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Os números confirmam a tendência de fuga da Europa e de aumento da procura no Brasil, com uma subida de 50,60% das exportações para o país da América latina, apenas nos primeiros sete meses de 2011.
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A Quinta do Gradil posicionou a sua estratégia empresarial, para responder à crise, na negociação com distribuidores brasileiros. «No actual cenário financeiro mundial, a economia brasileira constitui um mercado prioritário na estratégia de expansão comercial e de internacionalização em vigor da Quinta do Gradil», realçou Luís Vieira, presidente da empresa.
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A Quinta do Gradil alarga assim o mapa de exportação da sua produção engarrafada ao Brasil, quando já contava com países como a China, França, Angola, Luxemburgo, Alemanha e Suíça. Cerca de 60% da sua produção total engarrafada é destinada à exportação para todo o mundo, excepto a Austrália, registando em 2010 um total de um milhão de euros de vendas.

segunda-feira, setembro 12, 2011

Quatro medalhas de ouro para a Adega de Borba

A Adega de Borba foi galardoada com quatro medalhas de ouro na 11ª edição do concurso Mundus Vini Great International Wine Award 2011, na Alemanha. Os troféus foram alcançados pelos Adega de Borba Premium 2009, Montes Claros Reserva Tinto 2009, Montes Claros Garrafeira 2007 e Senses Syrah 2009.
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Além do ouro, a Adega de Borba também recebeu a medalha de prata com o Senses Touriga Nacional 2009. Esta casa alentejana conseguiu ainda cinco recomendações: Rótulo de Cortiça Reserva 2008, Montes Claros Colheita Tinto 2009, Garrafeira 2002, Senses Alvarinho 2010 e Montes Claros Reserva Branco 2010.

Offley Tawny 30 anos vence em Londres


O Offley Tawny 30 Anos conquistou o «Champion Award» no International Wine Challenge, realizado em Londres. O júri do concurso justificou a escolha com «a riqueza, complexidade e as notas de noz que marcam este vinho», divulgou a Sogrape em comunicado. O preço deste vinho ronda os 65 euros.

Meandro do Vale Meão 2009

Seguríssimo. Muito Douro. Amigalhaço. Gosto da fruta preta e fruta vermelha maduras, algumas notas de terra, uma finura de madeira verde, diria algo seivoso. Madeira muito bem integrada. Complexidade interessante.
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Tem a virtude, para o meu gosto, de ter abundante percentagem de touriga franca (30%)… leva ainda touriga nacional (35%), tinta roriz (25%), tinta barroca (5%) e sousão (5%).
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Origem: Douro
Produtor: Quinta do Vale Meão
Nota: 7,5/10