quarta-feira, agosto 31, 2011

Esporão Reserva Branco 2010

Imagem de marca do Esporão, a escolha de artistas visuais para dar força aos rótulos recaiu nesta colheita numa pintura de Rui Sanches.
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O vinho mantém-se fiel à tradição e perfil da casa. Fácil e agradável à refeição e à conversa.
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As castas são a costumeira antão vaz, a arinto e a roupeiro.
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Origem: Alentejo
Produtor: Esporão
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

terça-feira, agosto 30, 2011

526 vinhos à prova de crise nas bancas a 6 de Setembro


A sexta publicação do «Guia Popular de Vinhos – As melhores escolhas entre 2 e 10 euros no supermercado», do enólogo e crítico Aníbal Coutinho, chega às bancas dia 6 de Setembro. Premiado em 2009 com o título de «Best Wine Guide in Portugal», nos Gourmand World Cookbook Awards, o guia regressa com 526 vinhos de qualidade, de Norte a Sul do país.
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A publicação do «Guia Popular de Vinhos 2012» contou com a colaboração de Neil Pendock, cronista de vinhos na África do Sul, que auxiliou Aníbal Coutinho na selecção. Na publicação, Neil Pendock sublinha que «crise há muito deixou de ser desculpa para que a refeição do consumidor não seja acompanhada por um bom vinho, sem que com isso a factura final no supermercado aumente» pois, «por vezes, os vinhos mais baratos, se forem avaliados à cega, superam os melhores» – refere um comunicado do crítico português.
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«”O Guia Popular de Vinhos 2012” contém uma selecção, feita em prova cega, de vinhos de qualidade superior, sem nunca esquecer critérios tão básicos como o preço, que, em momentos de crise, se tornam uma verdadeira prioridade», afirma Aníbal Coutinho.
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Em comunicado, Aníbal Coutinho refere que «este guia criou uma fórmula de sucesso, aliando aos vinhos entre dois e dez euros um leque de informações de fácil interpretação. O guia é indispensável companheiro de compras de enófilos, que procuram conciliar na azáfama quotidiana a escolha de um bom vinho às listas de compras em supermercados».
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Cada vinho seleccionado para integrar o livro, para além das castas, vem acompanhado do preço, numa escala entre os dois e os dez euros. A complementar esta informação vem uma breve nota de prova, denominação, teor alcoólico e aos melhores entre os melhores é atribuído um, dois ou três corações. 

Esporão Reserva Branco 2009

Nem sapo nem príncipe. Um belo vinho para não beber à piscina, mas com uma boa posta de peixe.
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Nada cansativo ou chato, apresenta frescura para bom prazer.
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A quase omnipresente casta, no Alentejo, antão vaz entra-lhe no lote, a par da arinto e da roupeiro.
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Ah! A piada do sapo é porque, no rótulo, a obra de arte apresentada é um naperõ dum batráquio, da autoria de Joana Vasconcelos.
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Origem: Alentejo
Produtor: Esporão
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

Península de Setúbal ganha 11 medalhas em Bordéus


A Península de Setúbal foi a região vitivinícola portuguesa mais galardoada no concurso de vinhos Citadelles du Vin, em França. Dos 31 troféus atribuídos a vinhos portugueses, 11 pertencem à Península de Setúbal, o que perfaz um terço do universo de vinhos premiados. Seis dos 11 galardões obtiveram «troféus citadelles», equivalentes a medalha de ouro.
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O destaque da 11ª edição deste concurso internacional vai para o vinho branco regional Península de Setúbal, Vale dos Barris Branco 2010, da Adega de Palmela, que recebeu uma medalha de ouro com distinção, ao ser avaliado com 92 pontos numa escala de cem.
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Para Henrique Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Região a Península de Setúbal, «o sucesso e o reconhecimento internacional que os vinhos da região de Setúbal estão a ganhar em concursos internacionais deste tipo não são fruto do acaso, pois revelam uma aposta contínua dos produtores na produção de vinhos de qualidade e na sua capacidade exportadora. Quando este reconhecimento acontece, não é apenas a Península de Setúbal que ganha prestígio, mas também o próprio país acaba por crescer e por transmitir uma imagem mais competitiva da sua produção vinícola nos mercados internacionais» - salienta em comunicado.
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No concurso que teve lugar na região de Bordéus foram apreciadas, em prova cega e por um júri internacional, 892 amostras provenientes de 260 países.

Sem Dúvida escolhe Três Bagos Grande Escolha Tinto 2007

A Lavradores de Feitoria, empresa que congrega 15 produtores durienses na feitoria de vinhos de quinta, vê, pelo segundo ano consecutivo, um dos seus vinhos ser eleito pelo restaurante lisboeta Sem Dúvida para participar no Concurso Gastronomia com Vinho do (Douro e) Porto 2011. Nesta, que é a 7.ª edição, a escolha recaiu sobre o tinto Três Bagos Grande Escolha Tinto 2007.
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O desafio, lançado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), é para que os chefes de Portugal criem pratos que casem de forma perfeita com vinhos do Douro e Porto. O restaurante Sem Dúvida propõe este tinto como a companhia ideal de um naco de veado com cravinho e vinho tinto, sobre arroz de cominhos e pinhão com espargos verdes com crocante de broa de milho com caramelo.
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Uma combinação a degustar durante o mês de Outubro. Quem fizer dois pedidos deste prato irá receber uma garrafa de Três Bagos 2007.

Herdade da Farizoa Reserva 2008 ganha no Alentejo

O V Concurso de Vinhos Engarrafados do Alentejo distinguiu, em Évora, o vinho tinto Herdade da Farizoa Reserva 2008, com o primeiro prémio.
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Neste concurso, organizado pela Confraria dos Enófilos do Alentejo, participaram 100 amostras desta região do país: 67 tintos, 24 brancos e 9 rosados.
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O juiz da confraria, Francisco Mata, explica que o objectivo deste concurso «é dar a conhecer a enorme qualidade dos vinhos do Alentejo«, lê-se em comunicado da Companhia das Quintas, empresa que produz os vinhos da Herdade da Farizoa.
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Esta colheita foi produzida sob a direcção dos enólogos João Correia e Nuno do Ó, numa selecção das castas touriga nacional, alfrocheiro e sirah.

terça-feira, agosto 23, 2011

Adegas do Tejo de portas abertas

As portas das adegas do Tejo voltam a abrir-se, nos dias 10 e 11 de Setembro, num fim-de-semana em que 20 produtores da região convidam as famílias portuguesas, turistas e enófilos a viverem a experiência das vindimas e a imergir nos valores da cultura do vinho.
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A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo), organizadora da iniciativa, revela que os produtores querem reunir avós, pais, filhos e netos em torno das tradições do mundo do vinho, depois de na primeira edição do evento, em 2010, terem identificado que muitos dos seus grupos de visitantes cruzavam as diferentes gerações familiares, refere a organização em comunicado.
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«Os nossos produtores estão empenhados em proporcionar verdadeiros convívios em família aos mais de 2000 visitantes que esperamos e, nesse sentido, além das vindimas, do pisa a pé em lagar, das visitas às adegas e das provas de vinhos, enriqueceram o programa de actividades com passeios de charrete pela vinha, a cavalo e até passeios fluviais» –  adianta José Pinto Gaspar, presidente da CVR Tejo.
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«Queremos aproximar as pessoas do mundo dos vinhos e das suas actividades de uma forma pedagógica, pois sentimos que há muitas pessoas que, embora sejam consumidoras, estão muito distantes desta realidade que, inegavelmente, faz parte da cultura e das mais nobres tradições portuguesas» –  explica.
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Outra das novidades das «Portas Abertas do Tejo 2011» prende-se com a possibilidade dos visitantes poderem adquirir vinhos nas lojas dos produtores, com descontos até 50%. Em comunicado a CVR Tejo salienta «que o sucesso nas vendas tem sido, aliás, um dos pontos fortes dos vinhos do Tejo no primeiro semestre de 2011».
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De acordo com a CVR Tejo, conjugando as vendas nacionais com as exportações, os vinhos do Tejo registaram um crescimento global de 52% comparativamente ao mesmo período de 2010, o que torna esta região vitivinícola na que mais cresceu em vendas a nível nacional.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Lancers Free apoia Associação Salvador

A Acção Qualidade de Vida 2011, da Associação Salvador, apoiou 31 pessoas com mobilidade reduzida, contribuindo para melhorar as suas condições de vida e promover a sua integração social.
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Pelo segundo ano consecutivo, a marca de vinho sem álcool da José Maria da Fonseca, Lancers Free (Rosé e Branco), associou-se ao projecto Acção Qualidade de Vida da Associação Salvador, visando ajudar pessoas com mobilidade reduzida, ao mesmo tempo que sensibiliza a população para a questão do consumo exagerado de álcool.
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A José Maria da Fonseca refere, em comunicado, que esta é uma iniciativa desenvolvida no âmbito da política de responsabilidade social da empresa.
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No âmbito da campanha de parceria com a Associação Salvador, que decorreu em 2011, ao adquirir uma garrafa de Lancers Free Branco ou Rosé, o consumidor contribuiu para a melhoria da qualidade de vida das pessoas apoiadas no âmbito do projecto Acção Qualidade de Vida.
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A Acção Qualidade de Vida é uma iniciativa anual, criada em 2008 pela Associação Salvador, para atribuir apoios directos e pontuais a pessoas com deficiência motora cuja integração social possa estar limitada pela falta de recursos financeiros.
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A selecção das candidaturas é feita por um júri, constituído por um membro da Associação Salvador, um médico e uma psicóloga, com base nos seguintes critérios: grau de incapacidade, condição socioeconómica, necessidade do apoio, nível de integração, motivação para a mudança e impacto na comunidade.
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Em 2011 a Acção Qualidade de Vida apoiou 31 candidaturas. Desde 2008, foram apoiadas mais de 60 candidaturas no valor total de 246 mil euros. A Associação Salvador está empenhada em angariar mais fundos para apoiar estes e outros projectos.

terça-feira, agosto 02, 2011

Lançado Herdade das Servas Tinto Syrah / Touriga Nacional 2008

A família Serrano Mira acaba de lançar o Herdade das Servas Tinto Syrah / Touriga Nacional 2008. Um bicasta que foi já premiado a nível nacional no V Concurso de Vinhos Engarrafados Alentejanos, onde ficou com o primeiro lugar nos tintos, e a nível internacional, com medalha de prata, na 18.ª edição do concurso Sélections Mondiales des Vins 201’, em Quebec, no Canadá.
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Esta é a segunda edição (a primeira remonta à colheita de 2005) de um tinto que, como o nome indica, resulta do lote de duas das mais importantes castas a nível mundial: 70% de syrah e 30% de touriga nacional. O estágio foi feito, em separado, durante 12 meses em barricas novas de carvalho francês allier extra fino (70%) e americano (30%). Seguiu-se um estágio de 12 meses em garrafa.
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O preço de venda ao público indicativo ronda os 15 euros. O produtor considera-o como boa ligação para carnes vermelhas, caça, queijos intensos e enchidos, e recomenda que seja aberto uma hora antes de consumido e servido a uma temperatura entre 16 e 18 graus Celsius.

Gran Cru Brasília a 8 de Agosto e eventos até dia 12

No dia 8 de Agosto, a Grand Cru Brasília realiza a sua primeira edição do Grand Tasting Grand Cru. O evento reúne renomados produtores, degustações temáticas exclusivas e uma selecção especial dos melhores rótulos da importadora.
Já confirmaram presença os produtores Santa Rita (Chile), Tabali (Chile), Leyda (Chile), Matetic (Chile), Koyle (Chile), Doña Paula (Argentina), Escorihuela (Argentina), COBOS (Argentina), Pizzorno (Uruguai), Quinta do Noval (Portugal), Castellroig (Espanha), Matarromera (Espanha), Bordeaux Tradition (França), Allegrini (Itália), Brancaia (Itália), Saracco (Itália), Produttori del Barbaresco (Itália).
Entre os convidados especiais estão David Bonomi, da Doña Paula; Luis Barrauda, da COBOS; Pablo Tenguerian, da Escorihuela; Valeria Corredera, da Dante Robino; Guillermo Barzo, da Humberto Canale; Carlos Gatica, da Santa Rita; Julio Bastias, da Matetic; Patricio Torres, da Koyle; Claudia Gomez, da Altair; Leandro Remedi, da Tabali/Leyda; Carlos Pizzorno, da Pizzorno Vineyards; Christian Bungard, da Matarromera; Yolanda Ferrer, da Castellroig; Rosa Maria Zarza Gil, da Bodegas Campiña; Luca Cravanzola, da Produttori del Barbaresco; Robin Shay, da Allegrini; Fabio Saracco, da SARACCO; Lucia Borri, da Brancaia; Paola Corsini, da Viticcio; Simone Priami, da San Pancrazio; Giustino Bisol, da Ruggeri; Renata Abreu, da Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo; Rute Monteiro, da Quinta do Noval e Guillaume Turbat, da Bordeaux Tradition.
A feira em Brasília terá diversas estações temáticas com rótulos escolhidos pelos escanções da importadora. Nas mesas, selecções de espumantes e Champanhes, brancos estruturados, brancos leves, pinot noir, malbec, lançamentos e achados do Novo Mundo.
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O Grand Tasting Gran Cru já aconteceu nas unidades de Curitiba e Porto Alegre e será realizada entre os dias 9 e 12 de Agosto também em Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Independent Winegrowers Association apresentam vinhos

Quase com um mês de atraso… é que nunca mais me lembrei. A 6 de Julho deu-se, no Hotel Ritz, em Lisboa, um acontecimento noticiável; a apresentação dos vinhos dos Independent Winegrowers Association. Cada um vale por si, corre por si, mas promovem-se juntos.
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Quem são estes senhores: Casa de Cello / Quinta da Vegia (Vinhos Verdes e Dão), Alves de Sousa (Douro), Luís Pato (Bairrada), Quinta do Ameal (Vinhos Verdes) e Quinta dos Roques / Quinta das Maias (Dão). Gente respeitada, produtores de primeira linha em qualidade. Aplauso!
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Foram tantos os vinhos experimentados, que não vou escrever sobre todos. Vão os que mais me impressionaram. Já estou a avisar… penso eu de que. Vou referir os que provei, mas vou limitar-me a impressões gerais. O acontecimento foi de tal modo intenso, que não ficam mais do que ideias. Seria desonesto da minha parte pôr-me aqui a dissertar. Aliás, alguns vinhos terão já anteriormente sido degustados e, eventualmente, escritos, pelo que os mais interessados podem consultar as notas publicadas no blogue.
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Na Casa de Cello foram provados: Quinta de Sanjoanne  2010, Quinta de Sanjoanne Escolha 2009, Quinta de Sanjoanne Superior 2009 e Quinta de Sanjoanne Passi 2009. Todos muito bem. A impressão com que fiquei é que andariam todos à volta da nota 6, uma média.
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Quinta da Vegia: Vegia 2008, Quinta da Vegia 2008 e Quinta da Vegia Reserva 2007. Diria que a cena aqui passou-se entre o 6 e o 8, mas reafirmo que o rigor é vago.
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Alves de Sousa: Branco da Gaivosa 2010, Branco da Gaivosa Reserva 2009, Alves de Sousa Reserva Pessoal Branco 2004, Caldas Reserva Touriga Nacional 2008, Alves de Sousa Reserva Pessoal Tinto 2005, Tapadinha TTT 2008, Quinta da Gaivosa Tinto 2008, Caldas Porto White, Quinta da Gaivosa Porto 10 anos e Quinta da Gaivosa Porto Vintage 2008. Aqui, uma apresentação média é impossível, pois, numa breve impressão, diria que andariam entre o 5,5 e o 8,5. Destaque para o Vintage 2008, para o Tawnie de 10 anos e para o TTT.
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Luís Pato: Espumante Duet Maria Gomes + Baga 2010, Espumante Duet Baga + Touriga Nacional 2009, Espumante Duet Baga + Bical 2010, Espumante Duet Bical + Cercial 2010, Espumante Quinta do Moinho 2010, Espumante Informal 2010, Vinha Formal Branco 2010, BTT Tinto 2009, Abafado Molecular Branco 2010 e Abafado Molecular Tinto 2010. Aqui diria (na tal impressão pouco fundamentada) que os Duet andariam à volta de nota 7/7,5, os outros espumantes nos 8/8,5… os espumantes estão duma cremosidade fantástica, amei de paixão. Nota de realce também para os moleculares, especialmente o branco.
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Quinta do Ameal: Quinta do Ameal Loureiro 2010, Quinta do Ameal Loureiro 2004, Quinta do Ameal Loureiro 2001, Quinta do Ameal Escolha 2008, Quinta do Ameal Escolha 2009, Quinta do Ameal Escolha 2004, Ameal Espumante Arinto Bruto 2002 e Ameal Special Harvest 2010. Aqui diria que a coisa andará entre os 6 e os 7. Primeira nota para a frescura dos vinhos com mais idade. Segunda nota para o Special Harvest, um colheita tardia que pecou pela doçura excessiva.
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Quinta dos Roques: Quinta dos Roques Branco 2010, Quinta dos Roques Branco 2010 Encruzado, Quinta dos Roques Tinto 2008 e Quinta dos Toques Tinto 2008 Touriga Nacional. Houve ainda em prova o Quinta dos Roques Tinto 2008 Garrafeira, mas por lapso não o provei. Aqui a amplitude é vasta, pelo que me abstenho de fazer uma média. Todavia, todos os vinhos estiveram muito bem.
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Quinta das Maias: Quinta das Maias Espumante 2006 Bruto «Blanc de Noirs», Quinta das Maias Branco 2010, Quinta das Maias Branco 2010 Malvasia Fina, Quinta das Maias Tinto 2008 e Quinta das Maias Tinto 2008 Jaen. Aqui a amplitude é vasta, pelo que me abstenho de fazer uma média. Todavia, todos os vinhos estiveram muito bem.