terça-feira, junho 28, 2011

Stellenzicht Merlot Cabernet Franc 1996

Belo! Belíssimo! Aplauso! Clap! Clap! Clap! Deu-me tanto prazer que quem o bebeu comigo garante que há muito tempo não me via assim… duma elegância… a promessa de mais anos de vida… o couro polido, folhas de chá subtis… enfim, um primor. Há coisas que só os vinhos com idade têm para conversar!...
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Origem: Stellenbosch
Produtor: Stellenzicht
Nota: 8,5/10

segunda-feira, junho 27, 2011

Montes Claros Garrafeira 2007

Não sei se já disse, se disse digo outra vez, que ando um pouco entediado com os vinhos do Alentejo. Este foi um caso à parte. Dei cabo dele com o meu amigo VR, que anda mesmo zangado com os tintos do Alentejo… a este rasgou-se em elogios.
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Está tudo dito? Talvez, mas quero dizer mais. É alentejano, dos que me lembro, embora com assombro de modernidade. A Adega de Borba anda a somar pontos.
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Tomem lá descritores: No nariz muito limpo e nítido, com amoras e ginja. Na boca, amigalhaço, com acidez, estrutura, notas de especiarias e bom final.
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Origem: Alentejo
Produtor: Adega de Borba
Nota: 7,5/10
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Nota: Este vinho foi oferecido pelo produtor.

domingo, junho 26, 2011

Quinta dos Murças 10 Anos

Este é o primeiro Porto da empresa alentejana. É um tawny prazenteiro, embora de inegável qualidade, não me encheu as medidas. Revelou no nariz notas de mel e especiarias. Na boca, os frutos secos, tâmaras… mas com muito boa acidez. Depois de cumprir, como menino bem comportado, a tradição dos 14 graus de temperatura, preferi bebê-lo um pouco mais fresco do que o recomendado… mas não gelado! Dah!... e sozinho, pelo prazer de com ele conversar mais uns amigos.
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Origem: Porto
Produtor: Esporão
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

sábado, junho 25, 2011

Vértice Grande Reserva Branco 2009

Pois que é um belíssimo branco, desafiante e ao mesmo tempo fácil. Tem lá o carácter do Douro, das castas gouveio e viosinho. Mostra no nariz fruta branca, notas cítricas, finura de fumo. A fruta nada enjoativa, ainda que madura, pois a acidez complementa-a. Gostei das notas minerais.
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Origem: Douro
Produtor: Caves Transmontanas
Nota: 7,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quarta-feira, junho 22, 2011

Sogrape apresenta trabalhos de I&D

A Sogrape Vinhos marca presença no XXXIV World Congress of Vine and Wine, que tem lugar até 27 de Junho, no Porto, com a apresentação dos resultados de três projectos de investigação. Esta participação sucede ao IX Simpósio Internacional de Enologia de Bordéus (OENO 2011), onde apresentou dois projectos de investigação. Entre eles destaca-se o trabalho realizado em colaboração com o Institut National de Recherche Agronomique (INRA – Pech Rouge, Montpellier)
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«Aumentar a eficiência na gestão produtiva de uma empresa de vinhos» é o tema do projecto que o director coordenador de Viticultura e Enologia, Miguel Pessanha, e o responsável pelo departamento de Investigação & Desenvolvimento (I&D) da Sogrape Vinhos, António Graça, darão a conhecer, focando os impactos da eficiência na redução dos custos de produção e, ao mesmo tempo, na criação de novos vinhos, com melhor relação qualidade/preço.
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O «Estudo de novas estirpes autóctones de leveduras portuguesas com comportamento na fermentação à escala micro e industrial» e a «Produção e qualidade nas castas Maria Gomes e Arinto sujeitas a diferentes intensidades de desfolha» estarão também em foco, em exposições promovidas pela equipa de investigadores que colaborou com a Sogrape Vinhos nestes projectos. Inerente a ambos estudos está uma componente de inovação, concretizada no isolamento e selecção na natureza de leveduras com potencial relevante para a criação de novos vinhos, no primeiro caso, e na adaptação das práticas tradicionais às castas, de modo a potenciar um aumento da relação qualidade/preço dos vinhos produzidos, no segundo.

Ferreirinha em exposição em Gaia

A assinalar os 200 anos do nascimento de Dona Antónia Adelaide Ferreira (1811-1896), está patente nas Caves Ferreira, em Vila Nova de Gaia, uma exposição que evoca a vida e obra desta figura do Douro, «exemplo maior de iniciativa e empreendedorismo, mas também de altruísmo e generosidade», refere a Ferreira em comunicado.
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Da condução dos destinos da Ferreira à grande obra social desenvolvida, o legado da «Ferreirinha» é dado a conhecer na casa do Porto Ferreira, marca que se assume como símbolo de portugalidade e cuja história e desenvolvimento em muito se deve à liderança de Dona Antónia.
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No espaço do Hall da Cruz, um antigo armazém de engarrafamento e armazenamento de Vinho do Porto usado pela família de Dona Antónia há mais de dois séculos , a exposição pode ser visitada gratuitamente, todos os dias, durante o horário de funcionamento das Caves Ferreira – entre as 10h00 e as 12h30 e das 14h00 às 18h00.
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A complementar a visita à exposição, as Caves disponibilizam, como habitualmente durante todo o ano, visitas guiadas em sete idiomas, durante as quais os visitantes podem aprender mais sobre o património histórico e cultural da Ferreira, terminando o percurso com uma prova de Vinhos do Porto.

Vinhos do Tejo vencem 17 medalhas no Concurso Nacional de Vinhos

A participação dos Vinhos do Tejo na edição de 2011 do Concurso Nacional de Vinhos (CNV) conferiu à região a conquista de cinco medalhas de ouro e 12 medalhas de prata.
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Entre os produtores do Tejo, o Centro Agrícola do Tramagal esteve em grande destaque, com os vinhos Casal da Coelheira Reserva Tinto 2009 e Casal da Coelheira Mythos Tinto 2008, que obtiveram duas medalhas de ouro e o vinho Casal da Coelheira Tinto 2009 a arrecadar a prata.
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Recorde-se que o Centro Agrícola do Tramagal conquistou, no ano passado, com o Casal da Coelheira Rosé 2009, o título de «Melhor Rosé», no Concurso Mundial de Bruxelas, e já foi este ano distinguido, na II Gala Vinhos do Tejo, com a atribuição do prémio de enólogo do ano, a Nuno Falcão Rodrigues.
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Também com medalhas de ouro foram distinguidos os vinhos Quinta da Lapa Syrah Tinto 2009, produzido pela Agrovia, S.A., Conde de Vimioso Reserva Tinto 2008, da Falua, e Quinta da Lagoalva Arinto & Chardonnay Branco 2010, assinado pela Quinta da Lagoalva de Cima.
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O Concurso Nacional de Vinhos decorreu de 10 a 13 de Maio no CNEMA (Centro Nacional de Exposições), em Santarém, onde mais de 200 provadores degustaram 795 vinhos, em prova cega.

Vinhos de Figueira de Castelo Rodrigo ganham medalhas

Oito vinhos de produtores de Figueira de Castelo Rodrigo figuram entre os vinhos premiados no IV Concurso de Vinhos da Beira Interior. Os vinhos foram seleccionados por um júri especializado composto por 13 elementos, presidido por Luís Lopes, director da Revista de Vinhos.
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Dos produtores figueirenses galardoados encontramos a Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo, a Companhia das Quintas (Quinta do Cardo), a Cobelcos (Vale de Esgueva), as Caves Aliança (D’Aguiar) e a Quinta da Caldeirinha (Aida Roda).
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Em comunicado, a autarquia «congratula-se com o facto dos produtores vinícolas do concelho terem conquistado uma quantidade de prémios considerável, o que eleva o bom nome deste concelho, ao mesmo tempo que vem reconhecer o trabalho dos produtores».
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A iniciativa foi promovida pelas Associações Empresariais da Guarda e Castelo Branco e pela Comissão Vitivinícola da Beira Interior.

Gin nº 3 chega a Portugal

Não é o Mambo nº 5, de Lou Bega… é o Gin nº 3, da Berry Bros’ & Rudd. Pretende competir com o Hendricks e o Bombay’s Sapphire… tal como esses, é bom pra chu-chu.
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Ando há um horror de dias para escrever sobre este destilado de zimbro, mas a preguiça e qualquer outra coisinha têm-me demovido da nobre tarefa ginzar um texto. Então cá vai.
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Além, das bagas de zimbro, o Gin nº 3 resulta da destilação de casca de laranja, casca de toranja, sementes de coentros, cardamomo e raiz de angélica, uma planta que nunca ouvira falar, mas que, pelos vistos, existe mesmo e não tem sinónimo em português. Sempre a aprender.
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O aroma é extremamente agradável, com uma simpática envolvência dos componentes. O que não sabia, mas também fiquei a saber, é que as bagas de sabugueiro cheiram a estrebaria… não é bem bosta, mas estrebaria limpa… Não é apenas este gin, são todos! Todos derivam da destilação das continhas pretas.
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Os componentes transmitem uma sensação de grande frescura, cítricas, com notas picantes e um final sui generis da angélica. Esta casa, fundada em 1698, sugere para o gin tónico a água tónica da Schwepps e, em vez duma rodela de limão, apenas uma casquinha.
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O nome do gin resulta do número da porta da Berry Bros’ & Rudd, na St. James Street, de Londres.

terça-feira, junho 21, 2011

António Almeida no Grande Escolha

O chefe António Almeida chegou para mandar na cozinha do Grande Escolha, o restaurante do resort Campo Real, situado em Turcifal, Torres Vedras.
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Numa apresentação a jornalistas, o chefe mostrou algumas das suas apostas, bem enraizadas nos gostos dos portugueses. Segue o menu do jantar de degustação:
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Cocktail: grão de bico com bacalhau, tomate confitado com azeitonas, choux de queijo de cabra com nozes.
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Repasto: sopa de espinafres com amêijoas e lentilhas; parfait de morcela com maçã e molho de salsa frita; bacalhau com creme de ovos e ervilhas tortas; pataniscas de lavagante com arroz de lingueirão; lombelo de porco preto com casadinhos alentejanos; cabrito à minhota; arroz doce com cardamomo; bolo rançoso com creme de baunilha; e pastel de feijão de Torres Vedras.
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À data do jantar, a carta de vinhos ainda não fora mexida, mas o chefe assumiu ser essa uma prioridade. Bem necessária! Além das propostas serem poucas, a mediocridade e pobreza impera… nota ainda para a asneira de palmatória dos Vinhos Verdes serem considerados à parte. E com a tradução da praxe: Green Wines!
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Quanto à comida… aprovadíssima.

Bairrismo no Vinho Verde omite grande vencedor no concurso de alvarinhos

O bairrismo é sempre bacoco, mas de Monção e Melgaço é patético. Já não basta a birra quanto ao uso da denominação da casta «alvarinho» no Vinho Verde fora da região… agora é a omissão do grande vencedor do concurso de vinho «alvarinho e albariño».
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O Alvarinho International Wine Challenge – Concurso Internacional de Alvarinho decorreu de 2 a 4 de Julho, em Melgaço, tendo atribuído 14 medalhas de ouro. O que a organização não divulgou é qual o grande vencedor, o preferido do júri… é que o mérito bateu à porta dum galego. A saber: Bagoa de Miño…

sexta-feira, junho 17, 2011

Domini Plus 2008 ganha ouro em prémio do Douro

O Domini Plus 2008 recebeu a «Medalha de Ouro» do Concurso de Vinhos do Douro e Porto, organizado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto.
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Este vinho foiproduzido produzido com as castas touriga franca, tinta roriz e touriga nacional, provenientes da Vinha de Mós, no Douro Superior.
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Apesar de estar implantada na Península de Setúbal, a José Maria da Fonseca começou em 2000, a produzir vinhos no Douro, «com o objectivo de optimizar a excelência das castas e dos vinhos dessa região», refere a empresa em comunicado.

terça-feira, junho 14, 2011

Herdade do Esporão S 2008

S de syrah. Prazenteiro, mas menos do que o TN e AB. Gostei do seu final e as notas de chocolate preto e madeira apanhada pelo lume. Ao nariz vieram groselhas, nuances de chocolate preto e algumas especiarias.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Esporão
Nota: 7/10

segunda-feira, junho 13, 2011

Herdade do Esporão AB 2008

Belo vinho! Se a gama tem um perfil internacional, este pareceu-me com bastante Alentejo lá dentro, apesar da casta… bem, foi adoptada pelos alentejanos e já é histórica.
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Não que seja superior ao TN, mas deu-me mais prazer. Para ser justo dou-lhe a mesma nota de avaliação.
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Muita groselha, notas de fumo e minerais. Na boca tem power… puja! Taninos com garra.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Esporão
Nota: 7,5/10

domingo, junho 12, 2011

Espumante de Alvarinho QM 2010

Para mim, o menos interessante dos QM apresentados. No entanto, assinala boa frescura e uma borbulhagem pouco interessante e até ligeiramente agressiva. No nariz revelou notas florais e miolo de pão.
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Foram provados ainda os antigos, de 2004, 2007 e 2009… sem que nenhum deslumbrasse.
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Origem: Vinho Verde
Produtor: Quintas de Melgaço
Nota: 4/10

sábado, junho 11, 2011

Castrus de Melgaço 2010

O Castrus de Melgaço é um alvarinho com estágio em madeira, o que resulta numa pinga mais estruturada. Apesar do estágio, o Castrus mantém a frescura desta casta.
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Na prova das Quintas de Melgaço, além do 2010, foram dados à prova os Castrus de 2004, 2005, 2006 e 2007. Mais uma vez foi a colheita de 2004 que se destacou.
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O 2010, como já se referiu, é um vinho equilibrado. Revelou no nariz casca de tangerina, pêssego e uma manteiga muitíssimo suave. Na boca notou-se a tangerina e revelou uma assinalável frescura.
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Origem: Vinho Verde
Produtor: Quintas de Melgaço
Nota: 6/10

sexta-feira, junho 10, 2011

QM Alvarinho Colheita 2010

Começa o tempo a aquecer e vem à lembrança o Vinho Verde, o que não deixa de ser injusto, pois há pomadas desta região que merecem apreciação todo o ano.
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As Quintas de Melgaço apresentaram os seu novos vinhos, todos da casta alvarinho, alinhando-os ainda numa perspectiva histórica. Desta marca provaram-se os 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008. De todos, o que mais brilhou foi o 2004, sendo que o 2007 também causou muito boa impressão. Em termos genéricos, todos os vinhos mostraram-se bem.
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O da colheita de 2010 mostrou um nariz com notas tropicais, mas também com notas de flores. Na boca apresentou bela acidez e paladar a tangerina e pêssego.
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Origem: Vinho Verde
Produtor: Quintas de Melgaço
Nota: 6/10

quinta-feira, junho 09, 2011

Wine Enthusiast «premeia» vinhos da Companhia das Quintas

Dez vinhos portugueses produzidos pela Companhia das Quintas, quatro dos quais provenientes da Quinta de Pancas, foram destacados na tabela de 2011 de melhores vinhos, editada pela revista norte-americana Wine Enthusiast
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O painel de provadores da Wine Enthusiast distinguiu com 93 pontos (num máximo de 100) o Quinta de Pancas Grande Escolha Tinto 2008 (Regional Estremadura), enquanto o Quinta de Pancas Selecção do Enólogo Tinto 2008 recolheu 92 pontos, a mesma pontuação atribuída ao Quinta da Fonteira Grande Escolha Tinto 2008 (DOC Douro) e ao Quinta da Fronteira Selecção do Enólogo Tinto 2007, tendo este último sido integrado na exigente e prestigiada categoria «Escolha dos Editores» (Editors Choice).
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Sublinhe-se que sete das dez colheitas da Companhia das Quintas distinguidas atingiram a pontuação de «Excelência» (acima dos 90 pontos), com três vinhos a registarem a importante categoria de «Melhor Compra» (Best Buy): o já referido Quinta de Pancas Selecção do Enólogo Tinto 2008, o Quinta do Cardo Selecção do Enólogo Tinto 2007 (91 pontos) e o Quinta de Panca Tinto 2009 (85 pontos).
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Com 90 pontos foram distinguidos o Quinta de Pancas Touriga Nacional Reserva Tinto 2008 e o Quinta do Cardo Touriga Reserva Tinto 2008, enquanto o Herdade de Farizoa Reserva Tinto 2008 (Alentejo) recebeu 89 pontos e o Pegos Claros Tinto 2007 (DOC Palmela) teve 85 pontos.

Monte Velho Branco destacado pela Wine Spectator

O Monte Velho Branco 2009, da Herdade do Esporão, recebeu a distinção de «Best Value», pela prestigiada revista norte-americana Wine Spectator.
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Naquela que é uma antevisão da lista de melhores aquisições de vinhos a ser lançada pela Wine Spectator a 30 de Junho, o Monte Velho Branco 2009 surge como um vinho «Best Value», valorizando a sua qualidade e preço altamente atractivo.
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O Monte Velho Branco 2009 foi sujeito a uma prova cega, na qual obteve uma classificação de 88 pontos (numa escala de 100), tendo sido caracterizado como um vinho «versátil e maduro, com sabores de manga, abacaxi e damasco que se preserva em notas de mel e especiarias e que se estendem a um final cremoso», refere o Esporão em comunicado.

Zom Colecção 2008

Ontem disse que gostei mais do outro, apesar deste ser melhor. Declaração: leva mais meio ponto só por causa disso. Mas garanto que gostei mais do outro. Não me apetece discutir.
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É rico em sensações, no nariz fruta vermelha madura, especiarias, fumo suave. Na boca, muito equilibrado, amigo de se beber, gastronómico, com bom final.
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Como hoje estou bem disposto, vou dizer as castas: touriga nacional, touriga franca e mais uma série delas que estão aos molhos numa vinha velha… lalá ri, lalá lá, lalá ri, lalá lá.
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Origem: Douro
Produtor: Barão de Vilar
Nota: 7/10

Adega de Borba Premium ganha ouro

O Adega de Borba Premium foi galardoado com uma medalha de ouro na categoria de «Vinhos Tranquilos no Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados 2011», em Santarém, promovido pelo Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, CNEMA.

quarta-feira, junho 08, 2011

Zom Tinto 2008

Lê-se como som ou bom, e não como Zon, a empresa de telecomunicações que tem um nome que não quer dizer nada e que, por isso, é tão ridículo quanto o da sua concorrente Meo. Zom! Nome duma ribeira duriense que deu nome a quinta que deu nome ao vinho.
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É coisa nova, obra de Álvaro van Zeller, homem de créditos bem enraizados na enologia portuguesa. Deixando de dar graxa ao senhor, tenho a dizer que gostei muito deste vinho. Amanhã publico o que se situa no patamar acima. Sendo esse inquestionavelmente melhor, devo confessar que preferi este a esse. Mas na nota vou reflectir um pouco esta situação.
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É uma marca nova, estreia da Barão de Vilar, aristocrata português da família de Álvaro van Zeller. A família tem registo na Flandres desde o século XIII e passou à península Ibérica no século XVII, devido às guerras religiosas… adiante.
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Gostei muito da acidez deste tinto. Pareceu-me com potencial de guarda, apesar de estar bebíssimo (cá estou eu outra vez a inventar palavras). No nariz mostra vegetal, especiarias e fumo. Na boca vai sem ferir e com bom final.
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Tem touriga nacional? Tem! E mais o quê? Touriga franca. E mais nada… dizem que sim.
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Origem: Douro
Produtor: Barão de Vilar
Nota: 6,5/10

terça-feira, junho 07, 2011

José Maria da Fonseca ganha prémios com moscatéis de Setúbal

O Moscatel de Setúbal Roxo 20 Anos da José Maria da Fonseca venceu diversos prémios na XI edição do Concurso de Vinhos da Península de Setúbal, que contou com a participação de 98 vinhos de 22 empresas.
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Este generoso ganho o prémio de «Melhor Vinho» em todas as categorias onde se apresentou: «Melhor Vinho Generoso»; «Medalha de Ouro» na categoria de Vinhos Generosos (DO Setúbal); Prémio Especial atribuído pela Câmara Municipal de Setúbal ao melhor DO Setúbal.
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O Moscatel de Setúbal Roxo 20 Anos faz-se com a casta moscatel roxo, que há alguns anos se encontrava em vias de extinção e que actualmente existe apenas na zona de Azeitão. «Trata-se de uma uva roxa, que contém um aroma intenso a especiarias e um paladar concentrado e muito frutado», refere a empresa em comunicado. Este vinho é produzido através de um lote em que a idade da colheita mais nova tinha 20 anos e a mais antiga mais de 40 anos.
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Alambre 20 Anos, da José Maria da Fonseca, obteve a «Medalha de Ouro» para Vinhos Generosos (DO Setúbal).
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Da produção anual de Moscatel de Setúbal desta empresa, uma parte é destinada ao envelhecimento mais prolongado em cascos de madeira usada. Setúbal Alambre 20 Anos resulta deste processo de envelhecimento, sendo um lote de colheitas em que, a mais nova tem 23 anos e a mais antiga perto de 80 anos.

Carmim apresenta vinho com responsabilidade social

A Carmim lança no mercado o Monsaraz Millennium (tinto e branco), um vinho de causas, porta-estandarte de um projecto de responsabilidade social de longo-prazo.
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O Monsaraz Millennium insere-se num projecto de responsabilidade social, cujo objectivo é ajudar directamente pessoas sem recursos financeiros a resolverem problemas nas áreas da saúde, emprego, educação ou concretização de talentos, por exemplo.
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Para José Canita, director-geral da Carmim, «este projecto parte do princípio de que é fundamental transmitir a importância do factor humano, melhorando a qualidade de vida das pessoas, e comunicando valores e conceitos humanistas», refere em comunicado.
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O Monsaraz Millennium Tinto é proveniente da junção das castas trincadeira, alicante bouschet e syrah. O seu Branco deriva das castas antão vaz, arinto e fernão pires.

Vinha do Monte Tinto 2009

Este tem bué da castas. Lá estão a alfrocheiro, alicante bouschet, aragonês, syrah e trincadeira. Escapou a touriga nacional… graças a Deus que alguém ousa não a adicionar!
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É um vinho descomplicado e que se deixa beber tranquilamente. É a entrada de gama e está mais feliz que concorrentes do Alentejo e outras regiões… vamos ver se o sucesso nas vendas, e consequente aumento das quantidades, não o irá, um ano, atirar para um patamar abaixo. Para já, traz felicidade.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Herdade do Peso / Sogrape
Nota: 4/10

segunda-feira, junho 06, 2011

Vinha do Monte Branco 2010

Para quem tem a mania que não gosta de vinhos com a casta antão vaz… teve-se bem! Mesmo! Estão lá as castas roupeiro, arinto e a tal que já disse.
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Nota especial para a arinto, que lhe dá uma bela frescura. Verdade: nem parece bem um branco alentejano. Pois! Citrinos e flor de laranjeira. Já disse que é fresco?
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Herdade do Peso / Sogrape
Nota: 5/10

domingo, junho 05, 2011

Herdade do Peso Colheita Tinto 2008

Bom! A Sogrape aposta na relação entra a qualidade e o preço. Julgo que o consegue com os diversos vinhos desta casa alentejana.
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Não deslumbra, nem será esse o objectivo. É um vinho de gama média a preços um pouco abaixo do habitual… alicante bouschet e aragonês… tal e tal e tal…
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Compota de frutos vermelhos, amora e ameixa… fácil, com frescura que não o deixar pesar, polido.
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Origem: Alentejo
Produtor: Herdade do Peso / Sogrape
Nota: 5/10

sábado, junho 04, 2011

Herdade do Peso Reserva Tinto 2007

Uma aposta da Sogrape na relação entre a qualidade e o preço. Penso que consegue. O preço está um patamar abaixo do lugar da qualidade. Há crise, há menos dinheiro, o consumo diminui e há que arrebanhar os consumidores enófilos, antes que comprem outros. É a parte boa da carestia que se vive, na óptica do utilizador de bens vínicos.
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Cá vai o relambório das castas: alfrocheiro, alicante bouschet e aragonês. Alentejanando… a madeira mostra-se bem casada com a fruta, tem boa acidez….
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Origem: Alentejo
Produtor: Herdade do Peso / Sogrape
Nota: 6/10

sexta-feira, junho 03, 2011

Herdade do Peso Ícone 2007

Nos próximos dias vou aqui apresentar a gama da Herdade do Peso, propriedade alentejana da Sogrape, cujos vinhos foram dados a conhecer no último dia de Maio. Normalmente, costumo começar com os menos e vou para os mais. Desta vez faço o contrário, visto o topo de gama ser uma estreia absoluta.
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A Sogrape quer com esta casa levar ao mercado vinhos com boa relação entre a qualidade e o preço. Penso que o consegue, embora isso me diga pouco ou quase nada. Talvez o único que esteja com um preço um pouco puxadote seja este… mas é novidade, é o melhor da herdade, foi criado com mais amor e carinho… além de quem gosta de comprar pelo lado direito da lista, de cima para baixo, para impressionar o conviva, tem aí um argumento. Mas como já referi aqui, e outras vezes, o preço e a sua relação com a qualidade interessa-me pouco, muito pouco, quase nada e nada… depende dos dias.
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A Sogrape coloca alto este vinho, no mesmo patamar do seu duriense Ferreirinha Reserva. Como ambição não falta… pensam já em projecta-lo ainda mais para arriba… Barca Velha? Quem disse Barca Velha? Ninguém se arriscou a tanto, mas ficou subentendido.
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É um vinho complexo, tanto no nariz como na boca. Especiarias, menta, tabaco e fumo sem qualquer exagero. Fresco na boca, com ameixa preta, amoras, alguma compota, fresco… macio, fácil, sedutor. Muito apetecível e gastronómico.
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Querem saber as castas? Têm a certeza? Então cá vai: alicante bouscet em maioria, depois alfrocheiro e aragonês.
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Origem: Alentejo
Produtor: Herdade do Peso / Sogrape
Nota: 8/10

Adega de Borba moderniza imagem de Galitos

A Adega de Borba apresenta a nova imagem do vinho Galitos, um vinho regional alentejano, que pretende chegar a todos os consumidores com uma nova roupagem, dando continuidade ao processo de restyling da marca.
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Em comunicado, o produtor alentejano afirma que «o vinho Galitos é o vinho anti-crise, que apresenta uma excelente relação qualidade/preço e que pretende chegar a todos os consumidores para fazer face ao actual contexto de crise económica e social.
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A nova imagem Galitos vai estar visível em garrafas e bag-in-box. «A reformulação da imagem Galitos teve o objectivo de modernizar e renovar a marca. A equipa criativa baseou-se nos valores tradicionais portugueses, simplificando graficamente a imagem com cores muito “tradicionais portuguesas”, como o vermelho, verde e amarelo».
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Galitos é o vinho regional alentejano da Adega de Borba com um preço de venda ao público médio de 1,30€ por garrafa e está disponível em garrafas de 0,75L, 1 L, e bag in box de 3L, 5L e 10L em vinho tinto, rosé e branco.

quarta-feira, junho 01, 2011

Grandes Quintas Reserva 2008

É Douro e não é daqueles vinhos para barrar, como muitas vezes acontece na região (e não só nessa).
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Achei-o fresco e elegante, com final longo. Apreciei-o no nariz, que se mostrou complexo, com bom equilíbrio entre fumo e fruta.
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Origem: Douro
Produtor: Casa de Arrochella
Nota: 7,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.