Sexta-feira, Novembro 11, 2011

Leilão da José Maria da Fonseca rendeu 41 mil euros

O leilão do Moscatel de Setúbal Superior 1955 da José Maria da Fonseca «superou todas as expectativas, perante uma sala cheia de interessados, coleccionadores e investidores», afirma a casa de Azeitão em comunicado. A operação ficou a cargo do Palácio do Correio Velho.
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Foi na passada terça-feira, dia 8 de Novembro, que o lançamento em leilão do Moscatel de Setúbal Superior 1955 da José Maria da Fonseca rendeu mais de 41 mil euros. «Foram vendidas 100 das apenas 150 garrafas de 500ml existentes deste raríssimo vinho, em 35 lotes que foram ainda complementados com outros vinhos da empresa, nomeadamente outros Moscatéis de Setúbal exclusivos, tais como os de 1880, 1902, 1904 ou 1911, o Moscatel de Setúbal Torna Viagem, vinhos Periquita antigos e o famoso José de Sousa de 1940 – que ganhou reputação por a sua colheita ter ficado esquecida durante anos debaixo de uma pilha de carvão».
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As suas licitações variaram entre os 420 euros e os 3000 euros – para o último lote, que incluía uma garrafa de Moscatel de Setúbal JMF Torna Viagem. O lançamento  em leilão de Moscatéis de Setúbal raros «significa o retomar de uma tradição da empresa, que fazia estes leilões nos anos 50 e 60». O mais recente tinha ocorrido em 2008, o Moscatel Roxo Superior de 1960.
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O comunicado refere que o presidente da empresa, António Soares Franco, considera que «o objectivo do leilão foi o de reforçar o prestígio e a imagem da empresa e do Moscatel de Setúbal como vinho generoso de eleição. Tal objectivo foi plenamente atingido quer pelo interesse que este lançamento motivou, quer pelos valores que as garrafas atingiram».
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«A colheita de Moscatel de Setúbal de 1955 sempre foi considerada por António e Fernando Soares Franco, a quinta geração da família, como a melhor colheita de Moscatel de Setúbal do século XX. Em relação a outras colheitas de Moscatel sempre se destacou pela sua qualidade global, sendo um vinho muito complexo e equilibrado em termos de estrutura, doçura e acidez».
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Por ser um vinho tão completo, não é habitualmente utilizado em lotes de outros Moscatéis da José Maria da Fonseca, como o Alambre 20 Anos ou o Trilogia, refere o comunicado da empresa.
«O que Domingos Soares Franco [enólogo] mais destaca neste vinho, para além de toda a sua complexidade aromática e gustativa, é a sua extraordinária frescura na boca, que equilibra toda a doçura natural e concentração que o vinho tem».

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