A Sogrape anunciou, em comunicado, o fecho das vindimas de 2011,
na qual espera boa qualidade para os vinhos.
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«Depois de um final de ano de 2010 com bastante pluviosidade, a
Primavera registou valores relativamente abaixo do ano passado. Não obstante,
em Abril e Maio fizeram-se sentir três ondas de calor, que provocaram uma
antecipação nas várias fases do ciclo vegetativo da vinha, chegando aos 15 dias
em alguns casos. No entanto, as temperaturas mais amenas, durante os meses de
verão, vieram repor a fase final da maturação para datas mais próximas do ano
anterior. Houve uma queda de chuva intensa nos primeiros dias de Setembro, mas
que não afectou o bom estado sanitário das uvas a chegar às diferentes adegas
da Sogrape Vinhos» – refere o comunicado.
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A Herdade do Peso,
no Alentejo, foi a primeira adega
do grupo a começar a vindima. «As primeiras uvas de trincadeira chegaram à
adega a 17 de Agosto, sendo que uma semana mais tarde, no dia 24, este centro
de vinificação começou a receber as restantes castas».
O comunicado salienta que o Inverno bastante chuvoso e as baixas
temperaturas de Julho e Agosto permitiram a reunião das «condições para uma
excelente qualidade aromática e maturação fenólica».
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O texto oficial da empresa refere que Miguel Pessanha, enólogo
responsável pelos vinhos da Herdade do Peso, «não tem dúvidas em relação à
qualidade desta colheita, particularmente no que concerne as castas aragonês e alfrocheiro,
mas sobretudo o alicante bouschet e syrah, para as quais tem maiores
expectativas»
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A vindima na Quinta da
Leda, na sub-região do Douro
Superior, começou a 1 de Setembro, enquanto na Quinta do Seixo, no Cima
Corgo, foi uma semana depois, a 7 de Setembro.
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O comunicado dá conta que Luís Sottomayor, enólogo responsável
pelos vinhos do Douro e do Porto, «não deixa de referir
a excelente cor, boa acidez, muito boa estrutura e equilíbrio que este ano
originou. O comportamento das diferentes castas foi muito bom, com especial
referência para a tinta roriz. Em virtude das temperaturas baixas que se
fizeram sentir nos meses de Julho e Agosto, esta casta entrou num ciclo de
maturação mais lento, originando vinhos com muito boa fruta e óptima acidez. A touriga
nacional mostra-se excelente a nível de cor e das suas componentes aromáticas.
Mas 2011 ajudou também a touriga franca, que se mostra com uma óptima maturação».
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Na Quinta
de Azevedo, na região do Vinho
Verde, «2011 é para o enólogo Manuel Vieira um bom ano, caracterizado
por uma excelente acidez, componentes aromáticas muito boas e um álcool
equilibrado para este tipo de vinho. A vindima do loureiro, casta predominante
no lote de Quinta de Azevedo, começou a 7 de Setembro, uma semana antes
relativamente ao ano anterior e após dois dias de chuva forte que não veio, no
entanto, a prejudicar a qualidade das uvas à entrada na adega. Prevê-se assim
uma boa qualidade para o Quinta de Azevedo 2011», sublinha o comunicado.
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Manuel Vieira, também enólogo responsável pelos
vinhos da Quinta dos Carvalhais,
no Dão, refere-se satisfação, «salientando
a boa cor, o equilíbrio da acidez e pH, com um álcool médio /alto e taninos
muito suaves. Este foi um comportamento homogéneo para todas as castas,
incluindo a touriga nacional, tinta roriz e alfrocheiro, que representam a base
dos principais vinhos de maior qualidade produzidos na quinta. A casta branca encruzado,
à data deste relatório, fermenta ainda nas barricas, mas exibe já uma boa
qualidade aromática mantendo uma boa acidez».
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O comunicado salienta que «Manuel Vieira tem
grandes expectativas em relação a este ano», mas que é cauteloso ao dizer que «só
depois da fermentação malolática se poderá confirmar a qualidade e o equilíbrio
agora verificados».
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