Quarta-feira, Outubro 26, 2011

Sogrape satisfeita com vindima de 2011

A Sogrape anunciou, em comunicado, o fecho das vindimas de 2011, na qual espera boa qualidade para os vinhos.
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«Depois de um final de ano de 2010 com bastante pluviosidade, a Primavera registou valores relativamente abaixo do ano passado. Não obstante, em Abril e Maio fizeram-se sentir três ondas de calor, que provocaram uma antecipação nas várias fases do ciclo vegetativo da vinha, chegando aos 15 dias em alguns casos. No entanto, as temperaturas mais amenas, durante os meses de verão, vieram repor a fase final da maturação para datas mais próximas do ano anterior. Houve uma queda de chuva intensa nos primeiros dias de Setembro, mas que não afectou o bom estado sanitário das uvas a chegar às diferentes adegas da Sogrape Vinhos» – refere o comunicado.
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A Herdade do Peso, no Alentejo, foi a primeira adega do grupo a começar a vindima. «As primeiras uvas de trincadeira chegaram à adega a 17 de Agosto, sendo que uma semana mais tarde, no dia 24, este centro de vinificação começou a receber as restantes castas».
O comunicado salienta que o Inverno bastante chuvoso e as baixas temperaturas de Julho e Agosto permitiram a reunião das «condições para uma excelente qualidade aromática e maturação fenólica».
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O texto oficial da empresa refere que Miguel Pessanha, enólogo responsável pelos vinhos da Herdade do Peso, «não tem dúvidas em relação à qualidade desta colheita, particularmente no que concerne as castas aragonês e alfrocheiro, mas sobretudo o alicante bouschet e syrah, para as quais tem maiores expectativas»
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A vindima na Quinta da Leda, na sub-região do Douro Superior, começou a 1 de Setembro, enquanto na Quinta do Seixo, no Cima Corgo, foi uma semana depois, a 7 de Setembro.
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O comunicado dá conta que Luís Sottomayor, enólogo responsável pelos vinhos do Douro e do Porto, «não deixa de referir a excelente cor, boa acidez, muito boa estrutura e equilíbrio que este ano originou. O comportamento das diferentes castas foi muito bom, com especial referência para a tinta roriz. Em virtude das temperaturas baixas que se fizeram sentir nos meses de Julho e Agosto, esta casta entrou num ciclo de maturação mais lento, originando vinhos com muito boa fruta e óptima acidez. A touriga nacional mostra-se excelente a nível de cor e das suas componentes aromáticas. Mas 2011 ajudou também a touriga franca, que se mostra com uma óptima maturação».
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Na Quinta de Azevedo, na região do Vinho Verde, «2011 é para o enólogo Manuel Vieira um bom ano, caracterizado por uma excelente acidez, componentes aromáticas muito boas e um álcool equilibrado para este tipo de vinho. A vindima do loureiro, casta predominante no lote de Quinta de Azevedo, começou a 7 de Setembro, uma semana antes relativamente ao ano anterior e após dois dias de chuva forte que não veio, no entanto, a prejudicar a qualidade das uvas à entrada na adega. Prevê-se assim uma boa qualidade para o Quinta de Azevedo 2011», sublinha o comunicado.
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Manuel Vieira, também enólogo responsável pelos vinhos da Quinta dos Carvalhais, no Dão, refere-se satisfação, «salientando a boa cor, o equilíbrio da acidez e pH, com um álcool médio /alto e taninos muito suaves. Este foi um comportamento homogéneo para todas as castas, incluindo a touriga nacional, tinta roriz e alfrocheiro, que representam a base dos principais vinhos de maior qualidade produzidos na quinta. A casta branca encruzado, à data deste relatório, fermenta ainda nas barricas, mas exibe já uma boa qualidade aromática mantendo uma boa acidez».
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O comunicado salienta que «Manuel Vieira tem grandes expectativas em relação a este ano», mas que é cauteloso ao dizer que «só depois da fermentação malolática se poderá confirmar a qualidade e o equilíbrio agora verificados». 

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