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A colheita de Moscatel de Setúbal de 1955 sempre foi considerada,
por António e Fernando Soares Franco, como a melhor colheita de Moscatel de Setúbal
do século XX. Em relação a outras colheitas de Moscatel sempre se destacou pela
sua qualidade global, sendo um vinho muito complexo e equilibrado em termos de
estrutura, doçura e acidez.
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Por ser tão completo é um vinho que não é (era) habitualmente
utilizado em lotes de outros Moscatéis da José Maria da Fonseca, como o Alambre
20 Anos ou o Trilogia.
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O enólogo, Domingos Soares Franco, o que mais destaca neste
vinho, para além de toda a sua complexidade aromática e gustativa, é «a sua
extraordinária frescura na boca, que equilibra toda a doçura natural e
concentração que o vinho tem».
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Deste vinho foram produzidas apenas 150 garrafas de meio
litro, das quais 100 garrafas irão a leilão. O remanescente permanecerá na
colecção da José Maria da Fonseca.
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Para enriquecer o leilão, para além das garrafas de Moscatel
de Setúbal Superior de 1955, farão parte dos lotes outros vinhos da José Maria da
Fonseca. O destaque vai para alguns Moscatéis de Setúbal e Moscatéis Roxos mais
antigos, como colheitas de 1880, 1902, 1904 ou 1911, uma garrafa de
Moscatel de Setúbal Torna Viagem, garrafas de Periquita de outros tempos e o
famoso José de Sousa de 1940 (a colheita esquecida durante anos debaixo de uma pilha
de carvão).
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O leilão estará a cargo do Palácio do Correio Velho e será
um leilão puro, ou seja, não haverá uma base de licitação para os lotes. A
participação será limitada e deverá ser feita mediante inscrição.
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