domingo, outubro 31, 2010

Primeira Paixão Verdelho 2009

Depois da surpresa do 2008, desta vez confirmo o agrado. Muito fresco… giro de se beber, arejado. Feliz no acompanhamento de comida, experimentei com carne de aves. Um pouco menos efusivo no nariz do que a edição anterior, continua com notas tropicais. Acidez feliz e corpo suficiente.
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Origem: Regional Madeirense
Produtor: Paixão do Vinho
Nota: 7/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

sábado, outubro 30, 2010

Guadalupe Tinto 2008

É um vinho para prazer imediato e descontraído. Bem feito, tem algum interesse tendo em vista o tipo de vinho a que pertence. No nariz mostra-se fresco, descomplicado. Na boca é maciozinho. Não tem muito para contar, mas também não era suposto.
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Origem: Regional Alentejano
Produtor: Quinta do Quetzal
Nota: 5,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

sexta-feira, outubro 29, 2010

Vinhos portugueses em Oxford

Na primeira semana de Novembro uma comitiva de produtores do Dão, Douro, Tejo e Península de Setúbal estará em Inglaterra para promover e vender os seus vinhos em Oxford e Londres. O programa promocional foi delineado pela Força Motriz, com o apoio da Lusowest e da Raymond Reynols e da representação diplomática de Portugal em Londres. Herdade de Portocarro, Casal Branco, Churchill's Niepoort, Bago de Touriga, Quinta do Infantado, Casa de Arrochella, Casa da Carvalha, Quinta da Boavista, Adega Cooperativa de Palmela, Casa Horácio Simões, Herdade da Comporta, são alguns dos produtores presentes em St. Peter’s College e na Ibérca Food & Culture.
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A 2 de Novembro a prova em Dorfmann Room é apresentada por João Pires, o Master Sommelier português radicado no Reino Unido. Este profissional que colaborou já com vários chefs que integram o Guia Michelin foi a escolha óbvia para esta acção promocional. João Pires conta no seu curriculum com passagens pelos restaurantes dos John Campbel, Eric Chavot e Gordon Ramsey. “João Pires reúne uma expertise única, articulando um conhecimento enciclopédico dos vinhos portugueses, com a experiência no mercado britânico e uma noção clara da evolução das tendências na área da restauração de alta qualidade e distribuição” afirma André de Quiroga
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A participação de João Pires foi acolhido com entusiasmo pelos wine stewards convidados para St. Peters, e a organização acredita que poderá ser um facto indutor de aquisições de vinhos nacionais peloa colleges de Oxford e alavancar futuras iniciativas. Também em 2 de Novembro haverá uma prova alargada para os membros do Oxford University Wine Circle.
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Segundo o director da Força Motriz, André de Quiroga, o convite para Oxford surgiu durante a prova em Wadham College em Julho último, durante o Dão & Douro”fomos a Wadham a convite de Claudia Pazos Alonso, uma docente da área de Estudos Portugueses. Com a professora Alonso e um outro conferencista português, António Caeiro, montámos a prova em Wadham Hall que foi um êxito” Deste contacto inicial surgiu um convite de Thomas Earle, um catedrático dedicado à literatura portuguesa que abriu as portas de St. Peter’s, um prestigiado college de Oxford.
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Em Londres a Ibérica Food & Culture, um espaço misto de restaurante de autor, loja gourmet e barra foi a plataforma seleccionada para o evento, a partir de 3 de Novembro. A Ibérica é um projecto de Javier Fernandez, um trader que conhece bem Portugal, e negoceia com gigantes da distribuição como a Tesco. A Ibérica é um projecto com quatro anos, situado em na zona de Regents park, uma área privilegiada de Londres, com condições óptimas para jantar, comprar vinhos, azeites, queijos ou fumados das melhores origens de Espanha, e que neste momento prepara o portfolio de produtos portugueses. Aqui vai ser realizada uma prova para jornalistas e organizada a degustação de vinhos.
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Neste momento está em estudo a organização de uma mostra de vinhos conjunta, com a presença de produtores espanhóis e portugueses em Oxford destinada a divulgar o trabalho de enólogos da nova geração, dedicados à promoção das castas autóctones e novas metodologias de produção, que passam em diversos casos pela recuperação de vinhas tradicionais. A organização pretende levar ao Reino Unido produtores como Telmo Rodriguez, Raúl Perez, Dirk Niepoort, João Roseira ou João Tavares de Pina.

Quinta da Ponte Pedrinha Vinhas Velhas 2007

É elegante, este vinho. Aliás, o Dão é conhecido por essa característica. Este vinho tem a região lá dentro. Muito sedoso, preenche a boca calmamente. Boa acidez. No nariz canela, cravinho e violetas.
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Origem: Dão
Produtor: Quinta da Ponte Pedrinha
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quinta-feira, outubro 28, 2010

Quinta da Ponte Pedrinha Reserva Tinto 2005

Num país em que se teima em mandar para o mercado vinhos impreparados (certamente devido aos problemas de tesouraria dos produtores), eis que me chegou um vinho que me deveria ter chegado um ano ou dois antes… vamos bebê-lo já, porque mostra sinais de quem se vai cansar depressa.
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Aberto já, ainda em vida, dá prazer. Mas não deslumbra. Muito macio, sedoso, deu-me pouca luta. No nariz gostei mais… xarope, maçã assada e alguma ameixa preta.
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Origem: Dão
Produtor: Quinta da Ponte Pedrinha
Nota: 5,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

Quinta da Ponte Pedrinha Reserva Tinto 2005

Num país em que se teima em mandar para o mercado vinhos impreparados (certamente devido aos problemas de tesouraria dos produtores), eis que me chegou um vinho que me deveria ter chegado um ano ou dois antes… vamos bebê-lo já, porque mostra sinais de quem se vai cansar depressa.
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Aberto já, ainda em vida, dá prazer. Mas não deslumbra. Muito macio, sedoso, deu-me pouca luta. No nariz gostei mais… xarope, maçã assada e alguma ameixa preta.
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Origem: Dão
Produtor: Quinta da Ponte Pedrinha
Nota: 5,5/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.

quarta-feira, outubro 27, 2010

Conde de Vimioso Reserva Tinto 2007

Cada pessoa tem as suas manias. Tenho as minhas, obviamente. Tenho as minhas ideias. Esta está mais do que provada que é um preconceito de nome. Tenho a impressão que não gosto lá muito dos vinhos de João Portugal Ramos. Mas basta ver as minhas notas para perceber que tal não é verdade. Tenho dito.
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Na prova organizada pela Força Motriz, este foi o que mais me agradou, tem estilo. Pinta. Não é um pintas, mas tem pinta. Carácter. Tem Ribatejo.
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No nariz revela ginja, ameixa, fumo e uma agradável presença de menta. A ameixa prolonga-se na boca, assim como as notas tostadas. Taninos domados, mas presentes e vivos.
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Origem: Regional Tejo
Produtor: Falua
Nota: 7,5/10

terça-feira, outubro 26, 2010

Marquesa de Cadaval 2007

Mal peguei na garrafa e apanhei um tiro! Mas por que raio hão-de fazer garrafas tão pesadas? Bem sei que a percepção inconsciente indica que o vinho é bom quando a garrafa se faz sentir nos bíceps. Então e a pegada ambiental? Olhem que a menor pegada ambiental também ajuda a vender… pelo menos na Europa com o défice orçamental controlado.
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Passado este aspecto negativo, que nada tem a ver com o vinho, mas com o marketing, o que tenho a dizer? Digo que gostei, mas que a garrafa pesada torna o produto pretensioso… A gota não joga com a perdigota. Lá estou eu outra vez a desviar-me do vinho e a bater no ceguinho.
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O vinho foge à imagem do ribatejano clássico. Penso que o carisma ajudará a vender, dentro e fora de portas. Vinho contemporâneo. Notei-lhe ginja e madeira polida. Na boca troquei de fruta e pressenti-lhe mais ameixa preta. Taninos com elegância e acidez feliz.
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Origem: Ribatejo
Produtor: Casa Cadaval
Nota: 7/10

segunda-feira, outubro 25, 2010

Casa Cadaval Trincadeira Vinhas Velhas 2008

Prazenteiro. Guloso. Mas um pouco desequilibrado. Achei-o com demasiada madeira… e eu que gosto de madeira!... Na boca mostrou-se um pouco mais interessante, a lembrar ameixa preta. Acidez fixe e taninos baris.
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Origem: Regional Tejo
Produtor: Casa Cadaval
Nota: 6,5/10

domingo, outubro 24, 2010

Falcoaria Tinto 2006

Bem. Esteve bem, sim senhor. Apreciei. Porém, há que dize-lo, menos apaixonante do que estava à espera, tendo em vista o apresentado aqui há uns dias.
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Apreciei-lhe o nariz, com a menta, o fumo e o ligeiro couro. Taninos amestrados, mas mostrando-se.
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Origem: Ribatejo
Produtor: Quinta do Casal Branco
Nota: 6/10

sábado, outubro 23, 2010

Vale d’Algares Selection Tinto 2008

Um vinho um pouco mais austero que o colocado aqui ontem. Mantém-se o perfil equilibrado e jovem (por que será? ;-) ). Nota-se ameixa preta e fumo, em feliz harmonia. Taninos bem domados e boa acidez.
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Origem: Regional Tejo
Produtor: Vale d’Algares
Nota:6,5/10

sexta-feira, outubro 22, 2010

Guarda Rios Tinto 2008

Digo bem deste vinho e, contudo, tenho o enólogo (Pedro Gonçalves Pereira) à perna, porque digo que não é vinho que me deslumbre, por não ser bem o meu estilo. Prometeu-me uma prova cega para me evangelizar… estou para ver.
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Vinho consensual, fácil e afinado. Equilibrado e sem ser efusivo no nariz, mas com fruta presente, e nota da madeira, sem que esmague o todo. Boa acidez.
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Origem: Regional Tejo
Produtor: Vale d’Algares
Nota: 6,5/10

quinta-feira, outubro 21, 2010

Quinta da Alorna Touriga Nacional – Cabernet Sauvignon Reserva 2008

Por vezes gosto de cabernet sauvignon… não é casta que me apaixone propriamente. Neste achei que estava um pouco presente demais. Mas não o tornando negativo, de modo algum.
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O cabernet dá-lhe notas vegetais, a que se soma um toque mentolado. Na boca mostrou elegância, característica positiva e omnipresente nos vinhos de Nuno Cancella de Abreu.
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Origem: Regional Tejo
Produtor: Quinta da Alorna
Nota: 6,5/10

quarta-feira, outubro 20, 2010

Falcoaria Reserva Tinto 2007

Este foi dos mais interessantes vinhos provados na apresentação realizada pela Força Motriz. Bem sei que a casa tem tradição e pergaminhos, mas, ainda assim, provei alguma surpresa.
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O começo foi difícil, abrindo-se com vagar. Depois mostrou ameixa preta e fumo. Gostei da acidez e dos taninos marcados. Vai valer a pena guardá-lo por mais um tempo.
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Origem: Ribatejo
Produtor: Quinta do Casal Branco
Nota: 6,5/10

terça-feira, outubro 19, 2010

Grand’Arte Trincadeira 2006

Embora não sendo, exactamente, o meu estilo de vinho, tenho, claramente, de lhe reconhecer virtudes. Desliza bem, mas não surpreende. Nota-se o Ribatejo na alma, sem que isso queira dizer bem ou mal.
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No nariz revela cereja e fumo. Pela boca não me apaixonei, achando-lhe uma certa falta de acidez.
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Origem: Regional Tejo
Produtor: DFJ
Nota: 5,5/10

segunda-feira, outubro 18, 2010

Falcoaria Fernão Pires Branco 2008

Neste branco gostei lhe sentir a madeira, que, contudo, não esmagou a fruta branca que apresentou. Travo seco e bastante frescura.
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Origem: Regional Tejo
Produtor: Quinta do Casal Branco
Nota: 6/10

domingo, outubro 17, 2010

Quinta da Alorna Verdelho 2009

Este branco, ou melhor o verdelho, é uma estreia da casa. Interessante mas sem grandes surpresas. Notas de banana, sem que isso tolde a vontade de o beber.
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Origem: Regional Tejo
Produtor: Quinta da Alorna
Nota: 5,5/10

sábado, outubro 16, 2010

Vale d’Algares Selection Branco 2009

Continuo fã dos brancos de Vale d’Algares. Fáceis, descomplicados, bons para serem bebido à conversa ou a acompanhar um prato leve. Vinho também é diversão e este é bem disposto.
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No nariz revela algum rebuçado, que se vai esbatendo em notas mais tropicais, mas sem massacrar. Na boca vai bem, sem desiludir o que se previa no aroma.
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Origem: Regional Tejo
Produtor: Vale d’Alagres
Nota: 6,5/10

sexta-feira, outubro 15, 2010

Prova de vinhos do Tejo

Há um domingo ou dois (dois) aconteceu no Wanli (a minha chafarica de difícil definição, pois não bar nem casa de chá nem café nem sítio de vinhos – chamo-lhe sala de estar) uma pequena prova de vinhos do Tejo (nova forma de dizer regional ribatejano), organizada pela Força Motriz, empresa de comunicação do grande (também em tamanho) André de Quiroga.
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Ao todo foram testados 13 vinhos, tendo um sido chumbado devido a TCA, vulgarmente designado por cheiro a rolha (Grand’Arte Trincadeira 2004).
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As notas situaram-se num intervalo curto, entre o 5,5 (bom/muito bom) e o 6,5 (muito bom/excelente). Para acentuar a regularidade, refira-se que só dois vinhos foram classificados com 5,5. Dois outros ficaram com 7 (excelente) e 7,5 (excelente/fantástico). Ou seja, oito situaram-se entre os 6 e os 6,5.
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A ordem de apresentação aqui no blogue não segue qualquer hierarquia, exceptuando os dois melhores classificados, que virão em último. Este texto serve de introdução às notas, que começaram a ser publicadas amanhã e até 27 de Outubro, sempre pelas 15h00.

Pontual ou Pontval – 10 anos

Quando era miúdo entrou-me uma música para o ouvido e que volta e meia bate-me nos tímpanos imaginários, não no das orelhas. Cantada pelo Paulo de Carvalho, a letra dizia que 10 anos é muito tempo, muitos dias, muitas horas a cantar.
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Bem, a música não tem nada a ver com os vinhos Pontual. Só os 10 anos é que rimam. O meu amigo Paolo Nigra organizou ontem, 14 de Outubro, uma prova quase horizonte, quase vertical dos seus vinhos para assinalar a década.
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O acontecimento deu-se na parte do palácio do Hotel Albatroz, em Cascais. A comezaina foi confeccionada por Vítor Claro, que só pecou pelo sal um bocado abusivo. Mas esteve muito bem o chefe.
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Os vinhos apresentados foram de diferentes anos e mostraram evoluções diferentes, como é óbvio. Não irei entrar aqui em pormenores, até porque não foi uma prova nos moldes tradicionais… os vinhos foram todos apresentados com comida.
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Tem-se a ideia, pelo menos a maioria dos enófilos tem, ou muitos deles, que os vinhos alentejanos não dão muito para serem guardados. A situação não deixa de ser um pouco verdade, mas há excepções. Os Pontual mostraram, neste almoço, que estão nessa categoria.
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Dos vários vinhos apresentados, os meus nariz, boca e coração fixaram-se em dois: Pontual Syrah 2003 e, mais, Touriga Nacional – Trincadeira 2001. Aplauso!

domingo, outubro 03, 2010

Caravaggio Shiraz 2008

Os meus amigos AS e RM trouxeram-me de Malta este tinto. Nunca tinha experimentado um maltês. Assustei-me com a tampa de roscas, coisa que me irrita. Preconceitos? Sim, claro. Patriotismo? Sem dúvida. Mas afinal, num vinho que não se quer de guarda, tem alguma lógica. Contudo embirro.
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Porém, gostei deste vinho que no rótulo apresenta um cavaleiro da Ordem Soberana de São João do Hospital. Apesar da rosca.
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No nariz lembra algum couro, fumo de lenha (o que é complicado de definir), uma leveza de resina e, sobretudo, chocolate preto. Na boca é suave, macio, muito fácil, para beber sem pretensões.
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Origem: Malta Superior
Produtor: Marsovin
Nota: 5,5/10